sexta-feira, 16 de junho de 2006

É bem triste. O momento que estou passando é bem triste. Acontece que ás vezes algo do passado bate a porta, nós tentamos dar uma chance, mas não conseguimos. Exatamente porque tem hora que nós somos o destino e esperamos sentados, dando uma chance para que alguém do outro lado, com a chave nas mãos e a maçaneta em outra faça um esforço de colocar a chave na fechadura e nos libertar. Tentamos explicar sem as palavras corretas que amor não é apenas o esforço de um, mas sim do casal. Seja desde um cara perguntar "Tá afim de sair comigo?" e a moça responder "Não... Não quero sair com você" ou quem sabe um "Claro que sim!".

Porém as vezes a timidez e a incerteza pode dar uma resposta diferente, do tipo "Hoje não dá, quem sabe outro dia?" ou.. "Eu te ligo!" sendo que você sabe que essa pessoa nunca irá te ligar... Sim, a culpa foi toda minha, afinal me apaixonei mas depois de tanto tempo, tantas garotas eu meio que aprendi ser insensível, frio e calculista. Deixar a pessoa saber de meus sentimentos até certo ponto. Ou quem sabe apenas dar-lhe uma suspeita.

Mas eu estava errado...

Escondi ao máximo. Quando resolvi revelar, vim armado. Uma guerra. Pessoas e mais pessoas guerreando, como argumentos armados e prontos contra o oponente. A batalha estava dura, difícil de vencer, até que finalmente encontro a general... E num único golpe me fere, e me joga de lado como uma carcaça que nem sequer merecia morrer. Desde então essa general me deu as costas e jamais a vi, nem sequer em meus sonhos que a encontrava frequentemente.

Então meu exército voltou para seus lares. Retornaram e mudaram, jamais tive o controle deles novamente. Hora atacam quem não quero, hora não atacam. Meu exército como eu, seu comandante, mudou. E de fato mudei. Um dia depois mudei meu cabelo, minha feição, meus olhos, minha vestimenta... Tudo. Tudo para esquecê-la e tentar virar uma página. Resolvi mudar de território e tentar buscar outra conquista. Porém a conquista estava longe. A terra que eu cobiçava além de estar a quilômetros da minha cidade já estava possuída... Logo fiquei triste, pois estava mais sozinho do que nunca. Sempre fui solitário, mas estava começando a mudar e agora... Fico mais solitário do que nunca. E então lembrei da general que me deu as costas.

Lembrei que éramos grandes amigos. Nos dávamos muito bem. Éramos amigos já há tanto tempo, eu já estava apaixonado por ela já fazia algum tempo, mas eu sempre escondia... Logo voltei a ser dominado pela velha angústia de estar perto e ao mesmo tempo longe.

Mudei. Eu mudei. Mesmo que você não tenha o mínimo interesse de saber disso.

Tentei mudar. Tentei te esquecer... Tentei de todas as formas expulsar você da minha mente, mas eu não pude... Tenho o seu telefone do lado, mas nunca tive coragem de ligar. Fui na sua casa, mas depois nunca mais. Tentei abrir seu fotolog, mas nem isso. Tentei de todas as formas tirar você da minha mente, mas não consegui. E continuo não conseguindo... Será que poderia me responder? Mesmo com a mínima esperança de que você veja esse blog e com a remotíssima esperança de que você me responda algum dia, eu gostaria de esperar. E pensar que teremos um final feliz...

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