segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Um pensamento positivo pra 2008.

Alguém sabe o significado dessa palavrinha francesa? Minha mãe tem o costume de falar dia de ano, mas Réveillon vem do francês réveil, simplesmente "acordando, acordar", pois o costume dita que devemos fazer um grande banquete e festejar da meia noite em diante.

Eu andei escrevendo algumas coisas, mas acho que a coisa tá brava aqui e só tenho escrito coisas de caráter negativo. Mas vamos hoje tentar fazer algo bom pra que um novo ano chegue! Senta que lá vem estória.

Não me recordo muito bem dos réveillons que já tive, exceto uma coisa eles tinham em comum: muito calor, e chuva. Mas era aquela garoa característica de São Paulo, e só quem mora aqui sabe. Pessoas usualmente não gostam de chuva, dizem que ela é inclusive um mal presságio, mas tirando as trombas d'água que levo dos carros quando ando na rua em tempo chuvoso, só tenho boas lembranças dessa água estranha que cai do céu.

Independente de minhas experiências com chuva, o pensamento que quero deixar com vocês é que mesmo que a chuva pareça algo ruim, um agouro ou algo do tipo, tenham em mente que, nem tudo que começa mal, termina mal. Seria tolice aliás se eu dissesse que todos os Réveillons chuvosos que tive resultaram em anos regados de azar.

Seres humanos tem capacidades impressionantes. Uma das que eu mais admiro em vocês é o fato de se regenerarem de forma rápida, e estarem pronto pra outra. Tenho bastante lembranças de funerais, e até hoje em dia tenho o hábito de passear por cemitérios. Não sei porque, mas esse lugar me passa uma grande paz, e sempre saio de lá energizado. Tenho lembranças de funerais de minha família, onde mesmo depois de ter um ente querido morto, e toda aquela tristeza infelizmente típica, sempre depois que o jazigo era coberto de terra, e as pessoas davam as costas para o túmulo, todos pareciam olhar para o longe com um espírito renovado, com a típica oração em seus lábios: "A vida continua!".

Da última vez que fui com o Ivo, ainda no meio do ano, num dos meus cemitérios favoritos (sempre esqueço o nome, mas é um que fica defronte às Clínicas) vi na saída uma família que provavelmente estava indo embora pra casa depois de um terreno. Via aquele rosto abatido, mas acima de tudo eles tinham uma força impressionante, e passavam aquilo de uma forma bastante positivista. Coloquei uma foto do Aiolia de Leão, dos Cavaleiros do Zodíaco, pois ele cita uma vez uma frase que descreve bastante essa capacidade de regeneração do ser humano:

"Posso não ter asas como meu irmão. Mas tenho duas pernas que sempre irão me erguer quando eu estiver caído."

Talvez você tenha aquele irmão pra se apoiar. Talvez você tenha sua namorada(o) pra te consolar. Quem sabe seus avós, pais, ou até um desconhecido. Provavelmente você só precise de você mesmo. Fixar-se num futuro, numa felicidade que já sentira, enfim. Se eu ando pelo mundo a procura de respostas para minhas frustrações, sempre vi que é segurando em algo que o ser humano tem forças pra seguir em frente, e mesmo que perca essa, arranjará outra e consequentemente. Apenas quando você perde o porque lutar que você de fato morre.

Portanto senhores, se tenho algo a dizer é: Todos vocês têm capacidade de erguer-se e continuar em frente. Agarre-se em algo, tenha uma bengala. Seres humanos são bichos sociais, por mais que alguns digam ser antisociais, esses que mais acabam me surpreendendo o quão conseguem ter laços fortes com pessoas. Antes de tomar uma decisão que acarrete sua vida, pense bem. Com certeza existe alguém em algum lugar que tem você como pilar. Pense nessa pessoa, e não seja tão egoista, sim?

Tenha um ótimo ano, e que venha 2008!

(chega agora desse sentimentalismo...)
Ca-ham! Mudando totalmente de assunto, estou tendo sonhos gozados! Não, não tem nada de erótico, são apenas gozados. Tire suas conclusões, hihihi!

Deixando a perversão de lado, ao ir dias atrás no Cemitério de Santo Amaro, vi um túmulo e senti algo muito bom vindo dele. Era de uma criança, que viveu pouquíssimos dias, e seu túmulo era bem enfeitado, com várias flores, velas, e placas, agradecendo a graças alcançadas. Tamanha quantidade de velas, e de chis bondosos sobre aquele túmulo, acho que fez com que a pobre criança, mesmo lá de cima, esteja mais do que bem. Gostaria de saber da história dela.

E o calor tá infernal, que ódio. Não consigo dormir um dia sequer. Tá difícil. =P
Nem uma chuvinha pra melhorar as coisas. Opa, amanhã é dia 31. Talvez chova. =)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Minhas três moiras.

Dizem que sempre o primeiro acaba marcando. E, ao menos pela minha perspectiva de vida, tento fazer sempre da primeira algo no mínimo, memorável. Não havia tema melhor, nem conceito melhor, nem material melhor, e nem um resultado final melhor. Peço primeiro que considerem que esta é a minha primeira pintura, e mesmo eu desenhando desde quando eu me entendo por gente (dias atrás encontrei um desenho meu de uma pessoa "linguiça" de minha autoria de quando eu tinha três anos. Sim, eu nunca passei pela fase de homem-palito...) a pintura é algo novo, difícil, e está sendo um inferno trocar linhas por massas de cor.

Vou postar imagens aqui de como foi o caminho para se chegar no resultado final. Será um post grande, peço desculpas, mas está cheio de imagens também. Clique nas imagens para ampliar.


1 - A escolha do tema
Não foi algo aleatório. Sou um amante da mitologia grega desde os tempos de onde eu tive com elas meu primeiro contato, no anime Saint Seiya. Sim, mitos gregos sempre estão com alguma coisinha relacionados a mim, desde o nome do blog, até dessa vez, quadros. Gosto de todo tipo de mitos de religiões, não sou discriminatório também. Minha primeira tentativa de um quadro, por exemplo, foi fazer uma versão da Adoração dos Magi, baseado na Bíblia Cristã. Gosto muito também do hinduísmo, e pretendo fazer algum dia algo grande relacionado a ele. Cristinianismo também de berço, e ultimamente estou lendo algumas coisas relacionadas ao Quran. Esse desenho foi um esboço primário do primário, creio que nem imaginava direito em fazer quadro disso. Não foi o primeiro, mas isso foi depois de fazer uma pesquisa comparativa entre as Parcas, Moiras e Norns.


2 - O tal do mito
Moirae, ou Moerae (grego: Μοῖραι) é um trio de deusas gregas, que compõem juntas um dos muitos Conceitos personificados, da Mitologia Grega. Também são chamadas de "O Destino". Moirae é o correto de falar no plural, e Moira é o singular. Três donzelas que têm funções distintas: a primeira é Clotho (grego: Κλωθώ), a fiandeira. Ela tem o objetivo de tecer o fio da vida, criando assim um ser. Os romanos a chamavam deNona (pelo fato de crianças nascerem aos nove meses de gestação). A segunda é Lakhesis (grego:Λάχεσις), a determinante. Esta por sua vez determina o tamanho do fio, que corresponde a vida total do indivíduo e sorteia as bençãos ou maldições da pessoa em vida. Nossos amigos latinos a chamam deDecima. Por fim temos Atropos (grego: Ἄτροπος), a inevitável. A terceira tem como função cortar o fio da Lakhesis e determinar a morte do indivíduo. Ela anda com uma lâmina e corta o fio usando isso. Esse desenho aqui foi um dos primeiros rascunhos que sobreviveram. Eu tenho um fichário entupido de desenhos, e muitos desses eu apago e uso a folha. É um hábito meu, e tem alguma digamos, superstição no meio... De fazer brotar numa folha de um desenho que não deu certo, um desenho quedê certo. Bom, de desenho que eu abandonei, já tenho um fichário cheio deles...



3 - Experiências de mamãe
Bom, aqui foi uma parte mais chata. Minha mãe é pintora, mas isso ela faz mais como artesanato do que para arte mesmo. Ela adora fazer paisagens, a grande maioria campestre sem uma única pessoa, e no mínimo uma árvore. Fez um curso há algum tempo de pintura, e ela adora usar tintura a óleo. Eu particularmente não suporto o bendito do óleo e seu cheiro faz meu nariz coçar até cair, talvez alguma alergia que eu desconheça. Como já mexi uma vez com acrílica num trabalho de pintura na época do colégio que ela praticamente fez tudo pra mim (tivemos que fazer uma Monalisa. Eu fiz com ela uma pintura dela em forma de mangá. Perguntei pra ela onde foi parar o quadro depois que recebi a nota, e ela me disse que viu o quadro na secretaria da minha antiga escola, todo emoldurado, conservado e lá... Que honra, heim?). Ela sempre me falou que fazer pessoas é algo muito difícil, e ela tem até hoje um painel que uma amiga dela fez de uma mulher nua de costas, que além de ser belíssimo, ficou muito bem acabado. Ela começou mesmo a fazer arte foi depois da faculdade, quando fez algumas releituras do grande Claude Monet, e alguns paineis que não sejam de árvores ou flores (entre eles teve uma cidade um tanto abstrata que eu adoro). Pessoa mesmo ela nunca fez, exceto uma vez um autoretrato pra faculdade, mas até hoje acho que ela esconde porque não saiu lá muito fiel... Ficou laranja.


4 - Rascunhos preliminaresMas eu tinha em mente que ia fazer as Moirae e não tava nem aí, heheh... Fui então em busca do bom e velho grafite, uma folha de papel e comecei a rabiscar pra ver se chegava a uma forma, um perfil, ou apenas "alguma coisa". Achei algumas artes medievais sobre as Moiras, e inclusive algumas atuais (acreditem: ainda tem alguns artistas que fazem arte ainda relacionadas às Moirae, principalmente nos países Nórdicos na Europa). Já havia definido a composição: as três iriam aparecer juntas, e a ordem seria da esquerda pra direita. Gosto muito de usar as palavras da grande Fayga Ostrower, o qual eu li alguns de seus livros sobre arte e adorei: lemos imagens também da esquerda pra direita. Vide o quadro "Anunciação" de Leonardo Da Vinci, onde vemos o Anjo Gabriel na esquerda e Maria na direita. Há uma ordem de leitura aí, primeiro você vê o anjo anunciando a Maria que irá dar luz ao filho do Criador. O quadro não seria tão óbvio se as personagens fossem invertidas. Parece um tanto elementar, mas colocar as Moirae na ordem histórica faz muito mais sentido do que deixá-las espalhadas por aí. No desenho, reparem que ainda tinha uma noção mais fotográfica da composição do quadro, porém todas estão na ordem. Não reparem, mas o desenho foi feito antes de eu fazer a pesquisa mais aprofundada do mito, apenas tinha escolhido o mito. Nenhuma delas condizem com o real, exceto talvez a Clotho que está com um fio. Lakhesis está tecendo e Atropos só deus sabe o que ela faz...


5 - Personagens & Adversidades
Foi num dia no Senac que eu cheguei mais cedo que todas as respostas vieram. A escolha de fazer todas as personagens na mesma unidade espacial, do mesmo tamanho, altura e um tanto modular. Defini que, se eu quisesse guiar o olhar de quem visse teria que ser pelos elementos de fundo. A questão seria então o rosto. Havia definido apenas a Naiara, minha melhor amiga, como Clotho. As duas eu tinha duas candidatas, porém as abandonei, pois não fariam tanto sentido. Guardei o rascunho, e semanas depois já estava fazendo o desenho do sexto item. Antes porém, gastei um dos meus últimos salários do meu antigo emprego de professor de inglês pra ir na Marquês de Itu, próximo da Praça da República, comprar tintas acrílicas, telas, pincéis e tudo mais. Ainda trouxe tudo de metrô e condução no ônibus mesmo! A tela 70 X 35 seria a escolhida, só faltava fazer uma versão definitiva em papel do que iria alí.


6 - Último rascunho
Foi então que em meados de setembro peguei uma folha A3 e tracei lá e desenhei na escala 1:2, metade do que seria no quadro oficial pintado. Defini então as duas garotas que faltavam. A Naiara como Clotho era certa, como a grande amiga que é, consigo me reconstruir e ser eu mesmo apenas e só com ela. A Angela eu já estava apaixonado e começando a namorar com ela, e a coloquei no centro, como se fosse a garota que mais representasse pra mim o "querer viver, e querer ser feliz". Por último, uma garota que eu conheci há muito, muito tempo, me apaixonei por ela, tivemos um rolo forte, a magoei infelizmente, porém quem ficou sentido fui eu mesmo. Conheci a depressão, a morte e outras coisas más. Mesmo hoje depois de tanto tempo ainda sofro de vez em quando por ter feito ela triste e todas as coisas idiotas que fiz e nunca ter tido a chance de pedir desculpas à ela. Ainda hoje, por mais idiota que pareça, são as palavras de desprezo que ela escreveu pra mim que não apenas ao reler faz-me triste, mas de alguma forma me faz tentar recomeçar. Não vou falar o nome, afinal ela mandou eu esquecer ela de vez, e me fez prometer que nunca mais choraria por nada nessa vida. Que seria forte até o fim, que continuaria minha vida e que tentaria ser feliz.

Chega de falar dos rascunhos. Lhes apresento orgulhosamente a pintura final:



Alain de Paula - Minhas três Moiras, 2007. Acrílica sobre tela. 70 x 35 cm


Dá pra brincar passeando o olho em alguns detalhes do quadro. Coloquei alguns de propósito, outros não. Primeiramente o céu. Foi a única cor que eu de fato gostei, além da pele da Lakhesis (centro). Outra coisa proposital é o jogo das curvas que sempre direcionam para a Lakhesis. Desde o templo grego em ruínas com duas diagonais apontando pra ela, até o monte do lado direito. Não me perguntem dessa pilastra - Ordem Jônica, entre a Clotho (esquerda) e a Lakhesis (centro). Chamou muito a atenção, até em demasia. A nuvem acima de Lakhesis é proposital mesmo, afinal ela é o meu anjo. A pinta dela também não é um erro, ela tem de facto essa pinta aí no queixo. =)

A Clotho (esquerda) eu a retratei ruiva, mas ela não é ruiva. Na verdade, dependendo da luz fica um castanho avermelhado, era essa sim a intenção. Mas a Naiara não é ruiva, mas quando eu a conheci ela tinha um cabelo mais avermelhado. E como ela é uma donzela que eu sempre me lembro do seu sorriso, a retratei sorrindo.

Lakhesis (centro) tem a roupa mais clara, além dela ter linhagem oriental legítima, tem pele amarelada para tanto. Os olhos na pintura não saíram tão puxados como na vida real, e os cabelos ficaram cheios mesmo porque eu queria mesmo, pra ficar mais feminina e dar um ar de mulherão. E um sorriso, vamos dizer, mais tímido, que apenas os orientais sabem dar. Meu irmão disse que ela ficou muito feia. Quase o surrei. Não é porque ele não gosta de garotas de olhos puxados que tem que desrespeitar, além do mais a Angela é muito linda.

Por fim a Atropos (direita) que falaram que ficou a minha cara. Primeiramente: não sou eu. Já vou esclarecer, porque ouvir que a Gioconda é versão feminina da Da Vinci já me vale pra sérias complicações gastro-intestinais. Retratei-a séria, com um olhar um tanto perdido, que ela sempre teve. Os dedos estão em forma de lâmina, mostrando onde ela corta o fio da vida. Ficou meio diferente, e poucos diriam que é aquela que comigo mais tempo viveu de facto. Pra mim, foi ela que mais foi fiel à pessoa real. Esse olhar frio, de alguma forma ela me fez muito forte, e acho que nem mesmo uma vida inteira me fará superar seu falecimento... Porque teve que ser desse jeito?

No final das contas, tenho que admitir que deu um bom trabalho. Comecei fazendo o fundo, e quando fui partir pra Clotho cometi vários deslizes, que me fez abandonar o quadro e ficar dois meses sem pintar e ficar deprimido ao vê-lo daquele jeito. Ao voltar, logo depois que as férias começaram resolvi termina-lo, e em dois dias apenas o concluí, pintando as três Moirae. A técnica não é lá grande coisa, mas ao pintar o quadro, senti que estava ali eternizando três damas que mudaram minha vida, e talvez ainda continuem a mudar.

Todas elas são importantes, e cada uma tem um aspecto simbólico em minha vida, em meu passado, presente e futuro. É como um ciclo - uma me destrói, uma me reconstrói, e uma me faz seguir em frente. Mesmo que talvez daqui a cinco, dez, quinze anos eu olhe pra esse quadro e talvez não tenha mais significado algum, lembrarei de três donzelas, que mesmo sendo pessoas tão distintas, tendo relações tão diferentes comigo, de facto existiram, e mesmo do jeito delas, fizeram parte da minha vida, e não poderia encontrar maneira melhor de homenagear as três damas do que dedicar às três a minha primeira pintura.

Acho que estou ficando louco. Pendurei o quadro no quarto, e ao acordar e ligar a luz virei pra elas e disse: "Bom dia, meninas!!".

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Os lugares, e os nossos lugares.

Começando com um desenho meu muito velho. Com certeza foi desenhado no início de 2003, colorido ainda em meados de 2003 e o achei num servidor perdido meu no Terra.

Nos dias sem PC resolvi sair por aí. Fui na segunda-feira andar pela área da Praça Júlio Prestes. Na terça fiquei em casa, na quarta-feira voltei lá. Mas foi rápido. Passei por alguns locais que são importantes pra mim. Entre eles aquela esquina na frente da faculdade de Direito da USP, entre a Rua Senador Feijó com a Cristóvão Colombo. Lá vi uma estátua de um casal se beijando. Lembrei-me do beijo que dei nela naquela noite, e o quão feliz havia me sentido aquela noite, e o quão triste me senti há pouco. Fui ainda na Liberdade, passear por aquele restaurante. De ônibus observar a Vinte e três de Maio onde andávamos de carro junto, e na volta dar uma olhada naquela esquina do Shopping Ibirapuera, que também tornou-se especial para nós.

Sem PC, fui tentar relaxar um pouco. Vi meu irmão vendo um programa na Record, onde o repórter estava na Liberdade. Não agüentei, saí de lá com os olhos nublados e deitei-me na cama.

Naquela esquina que dá no Largo São Bento me posicionei bem na esquina. Haviam muitas pessoas lá, e apenas de virar o olho pro nada consegui reconstruir cada segundo daquela noite, quando éramos apenas nós dois.

Mas isso, infelizmente é passado.

Ao terminar o quadro, ouvi alguns comentários interessantes a respeito da pintura minha das Moiras. A primeira é que a Naiara no quadro saiu com os seios caídos. Eu infelizmente sou péssimo pra anatomia feminina, embora com todo respeito às donzelas, a anatomia delas seja particularmente fácil. Tão fácil, que chega a ser idiota. Estou sendo sincero, isso não é de nenhuma forma desrespeitoso. Compare o corpo de um homem com o de uma mulher e vocês vão entender. Homens têm mais músculos, volumes e proporções tão assimétricas que é extremamente difícil, enquanto o corpo feminino é particularmente fácil. Mas seios e coxas eu ainda sofro muito pra fazer, e sempre saem grandes demais ou caídos demais.

A segunda é que a Lakhesis, a do centro, ficou parecida com minha mãe. o_o~~ Embora eu tenha até colocado a pinta no rosto que a mulher que eu de fato me inspirei tem, e que não é minha mãe. Até os olhos puxados tão lá... Mas vendo bem, não ficou tão parecido assim mesmo.

A Atropos, a do lado direito que dá a morte, dizem que ficou parecida comigo. Mas achei muito parecida sim com a garota no qual eu me inspirei. Mas ainda pra ser tão bom quanto a dos antigos, resolvi ir buscar inspiração direto da fonte mais próxima.

Lá vamos nós então pra arca do tesouro de obras classista de São Paulo, a Pinacoteca do Estado. Como é de se esperar, não gosto muito de nada que tenha relação com este país. Mas os classistas eu tenho alguma admiração, embora nenhum entre na minhas lista de favoritos. Tive então algumas noções de como fazer pessoas vendo os quadros lá e muitas idéias brotaram.

Depois fui na formatura da minha amiga do cuore, Naiara. Ela tá lá no quadro, é a minha Clotho. =)

Tenho que pegar meus mangás com ela. Mas estão em boas mãos. O namorado dela tava tão nervoso que até eu tava me sentindo nervoso. Só que eu quando fico nervoso começo a transpirar, e ele é o inverso, fica sentindo muito frio. Nem sei pq, mas ficamos nervosos, dã... xD (era só uma formatura) Ainda ganhei uma carona dele. E ele sabe que eu sou assustado de tudo, teve uma parte do trajeto que ele dirigiu sem as mãos, em plena Av João Dias, pqp.. x_x

Mas a Nai é isso. Pra ser sincero, não quero nada dela a não ser amizade. Uma porque eu não tenho mais idade pra ficar correndo atrás de mulher compromissada (acreditem, eu tinha o infeliz hábito de destruir casais antigamente... Sim, eu era um filha da puta, admito e me redimo.) , e outra pq querendo ou não estamos em um ponto onde haverá apenas amizade e apenas amizade. Poxa, ela é a única pessoa que eu soltei um pum, e ainda foi na casa dela, hahaha... É com amigas desse jeito que a intimidade chega a um ponto que beira a falta de educação.

A Rainha que me perdoe. Mas eu falho as vezes na etiqueta. =P

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

E a tristeza aparece, aliada a um ardente sentimento...

Quando eu penso que consigo superar algo, esse algo sempre acaba me atacando. De novo, e de novo.

Na verdade sinto-me tão triste que pedi a minha própria mãe algo que nunca pensei que iria pedir. Pedi a ela, olhando nos meus olhos que me internasse em alguma clínica psiquiátrica, pois cada dia que passa mais eu vejo que o infeliz motivo de minhas frustrações em vida - todo aquele receio de que isso ou aquilo dará errado, o que infelizmente comigo é praticamente certo, pelas constantes cobranças de meu pai que faz desde os tempos mais infantis.

Pedi a minha mãe que me internasse, pois do jeito que estou não agüento mais. Sinto-me as vezes um Van Gogh - um fracasso em vida. Um artista além da sua época, que vive num país triste, que conhece a pintura, que é sozinho emocionalmente e que está sempre a um passo de suicídio - no meu caso, mais uma tentativa. Que sempre acaba falhando é claro, afinal até pra me matar eu sou um fracasso, e até em algo relativamente simples eu consigo falhar e errar.

Estou proibido de usar o computador. Venho postar isso numa madrugada em que olho pros lados pra torcer que o cão não ladra com o barulho das teclas. Estamos pintando a casa, e mesmo eu cansado e esgotado fisica e emocionalmente cá estou. Terminei uma pintura que disse a mim mesmo que carregarei pra sempre na minha vida: Minhas três Moiras. Sentia-me deprimido ao olhar pra ele e ver um grande erro que fiz na pintura, que pensei que jamais consertaria. Consertei, e o concluí. Olhei pros rostos das minhas três damas, e lá estão elas, eternizadas para sempre, e pra sempre as carregarei.

Mas olho pra frente e dificilmente vejo que haverá um "pra sempre". Vejo minha avó, que sofre tanto em controlar seu colesterol, e muitas vezes passa mal por apenas não ter nada mais o que fazer na vida a não ser ir pra igreja evangélica, cuidar de sua loja doces e dormir. Ela diz que quer que eu me case logo e dê a ela um netinho, mas já deixei isso a cargo de meus primos que estão bem mais resolvidos que eu.

Ela quer tato viver. Ás vezes penso em dar minha vida a ela. Pode pegar, ela não me interessa. Viva por mim e seja feliz. Muitos talvez ao ler isso diga que tudo isso não passa de chamar a atenção. Não lhes tirarei esse direito, afinal eu estou aqui pra chamar a atenção mesmo, caso contrário faria um diário daqueles femininos, e o fecharia com algum cadeado barato. Minha mãe disse que eu devo ser forte, e viver ao lado dela, pra que nós dois mesmo com todo o jeito e comportamento de meu pai pudermos levar a vida.

Falei pra ela: "Talvez eu até tente suportar, minha mãe. Mas por favor, quando chegar ao meu fim eu quero que você me interne em algum lugar". Sinto-me mais louco a cada dia. Já tem meses que não consigo sequer urinar com ele em casa. Quando estou no banheiro sinto que de alguma forma ele irá aparecer pra fazer algo comigo. Não consigo ficar do lado dele, pois penso que ele irá me bater. Não consigo sequer ficar perto dele, pois sinto aquele cheiro de álcool que ele exala de cada orifício, e penso que além dele ter metade do sangue composto de etanol, já vejo logo aquelas palavras irônicas regadas de humilhações baratas que ele solta quando toma aquela maldita bebida que jurei nunca beber.

Ás vezes passo na frente do bar onde ele toma algumas, e vejo o mesmo velho dono do bar - um senhor com mais de 80 anos com certeza que o conhece há 40 - me cumprimentando, e toda santa vez que passo por lá eu tenho vontade de dizer "Obrigado velho idiota, por ter apresentado esse descontrolado desde moleque à bebida e ao vício, e estar constantemente regando ele com essa maldição em forma líquida."

Quem sabe em alguma casa psiquiátrica por aí eu me sinta propício a começar uma vida com o uso de drogas ou algo do tipo. Talvez um dia me encontrem por aí como uma paira da sociedade, catando latinhas, pedindo uma esmola. Essa imagem que tenho é da primeira carta que recebi, creio que no meu primeiro aniversário de minha mãe.

Não sei se já contei aqui, mas minha mãe me contou que meu nascimento foi algo que quase não deu certo. Primeiro pelo fato de minha mãe ser fumante. E inclusive fumava na gravidez. Não sei como hoje não tenho problemas piores do que eu poderia ter, pois de acordo com os relatos de minha avó era pra no mínimo eu ter nascido acéfalo...

Como se não bastasse isso, minha mãe perdeu o líquido que fica dentro da bolsa, e os médicos ficaram surpresos por aquele bebê ainda estar vivo naquela secura. Sofrendo uma operação, eu nasci. Na época minha mãe havia ficado desesperada de acordo com ela: uma pelo fato de ter sido muito difícil dela engravidar. Outra, pelo fato de ela junto de meu pai serem bem pobres. Mas mesmo assim eu nasci.

É... Eu acho que eu já conheço desde moleque quem é morte.

Disse uma vez para a Angela que ela não deve se preocupar com o Exame da Ordem. Mesmo que ela sinta medo, existe algo que sempre irá superar isso: a esperança. Não posso negar que sempre quando estive de portas pra morte sempre ouve uma esperança. Hoje, minha esperança é o isolamento da sociedade, onde talvez uma internação resolva.

Sinto-me horrível. Talvez seja por ter tantas dificuldades e ainda ter tido um filho saudável que ela tenha tanto cuidado comigo. Mesmo eu sendo largado, e mesmo eu não tendo sequer nenhum apego a minha vida, o que significaria que eu deixaria tudo pra trás para apenas morrer, ela sinta portanto mais medo ainda, por saber que sou inconsequente.

Há um ano e meio conheci a depressão. Conheci também o que é disfarçar um sorriso. E creio que vivi talvez um dos piores tipos dessa doença, que talvez pelo meu estranho ideário de querer resolver tudo sozinho e não deixar ninguém preocupado, preferia passar madrugadas em prantos do que mostrar isso aos outros. Ontem, fui na formatura da minha melhor amiga. E não foi a toa que eu a coloquei no local de honra entre as minhas três Moiras.

Lá está ela, no lugar da Clotho, a fiandeira. É ela que cria o fio que origina a vida. Sempre que estive mal, lá estava a bendita Naiara. Ela, e apenas ela já me salvou de muitas enrascadas emocionais que eu acabo entrando. Ela é algo como meu porto seguro pro qual eu corro quando todo o mundo parece desabar, pois ela por mais que eu esteja ruim é com ela que eu posso brincar, fazer zueira, ou apenas pensar que a vida pode recomeçar, não importa nunca da onde.

E digo ainda mais, por ela ter me chamado pra formatura dela, foi a primeira vez que um amigo me chamou. Sempre fui na de parentes, e até acho que só devem ir os parentes mesmo. Mas ela me chamou. ^^ Fiquei na frente da casa dela esperando ela chegar sentado na rua por mais de uma hora. Mesmo debaixo de chuva tinha que pegar o convite. Não sei, sempre que penso nela, vejo aquela menina sorridente, que é viciada em Passatempo, ao mesmo tempo vejo uma mulher formada, responsável, enfim. É a Naiara, e apenas ela que me faz ficar forte e é a chama que faz que as cinzas voltem a virar o pássaro.

E não posso de deixar de agradecer ao namorado dela pela carona e tudo mais. Não sei, acho que ele não gosta de mim e não vai com a minha cara nem ferrando, sempre dá um olhar estranho pra mim quando tá junto dela... (bah, não existe NENHUM namorado de amiga que vá com minha cara. Nenhum mesmo... Parece que o pessoal pensa que eu sou comer a menina e palitar os dentes com os ossos delas... u_u~~)

É... Talvez eu não esteja (tão) ruim... =)
Em breve as duas Moiras que faltam.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Alpha & Omega Unniverse - Parte II

Esse aí é o grande vilão da história!

Bom, vamos começar do início: os deuses do universo descobrem o que é o Sistema, e então mesmo sem eles poderem fazer nada, pesquisam, e no meio descobrem quem é de fato os seres que criaram e gerenciam o sistema são o início e o fim. Até aí tudo bem, porém graduamente o universo parecia ser tragado pelo seu próprio vácuo - o caos que instaura nos confins mais longíquos do universo, onde não há estrelas, nem planetas, apenas uma imensa desordem e o nada.

E por mais que os deuses tentassem fazer algo, jamais poderiam fazer. É então que no paraíso (mundo dos mortos da luz) dois recém nascidos aparecem, duas lindas garotinhas com uma marca da Alpha e outra de Omega na testa. Parecia que tínhamos uma esperança. Até que seres estranhos invadem o paraíso, e tentam raptar as duas crianças. É aí que os dois deuses mais poderosos, os únicos que conheciam mais do tal sistema, resolvem levar consigo as crianças, porém por mais fortes que eles fossem, só conseguem apenas atordoar os vilões com seus poderes. Era o deus do tempo, e o próprio Deus, Jeová.

Usam suas últimas forças pra tentar selar o poder dos bebês, mas como eles não sabiam nada do sistema a não ser lê-lo, o universo perde dois de seus representantes. Elas são salvas por um homem que sabia do sistema, e era um único dos julgadores vivos. Ele as salva e sela seus poderes. Elas então passam a viver como disse, vidas diferentes. A Iza com uma família rica, e a Ell com uma família muito pobre.

O Caos some e só aparece mesmo no final. Ele é, como podem perceber não a reencarnação. Na verdade, o corpo dele é apenas um hospedeiro, que para entrar teve que fazer coisas simbólicas, uma delas arrancar o próprio coração. Exatamente malvado, é a minha idéia de mal mais clichê que eu tinha, como um vilão que deseja conquistar o universo. Mas não é pra botar as idéias dele, é sim pra gerar o Caos infinito e ferrar tudo de vez.

Ele tem uns parceiros também, mas na época eu não os desenhei. Aliás, a história mesmo eu comecei a escrever mas desisti logo no começo. Cheguei apenas quando elas encontram o guerreiro Beta, depois parei. =P Juro que ficou grande demais, mas até gosto de fazer histórias grandes... Problema é organizar e escrever tudo e ter saco para tanto...

Bom, eu to de castigo esses dias de PC, e estou usando meio que na clandestinidade. Culpa de meu pai, peço desculpas pelo pessoal da Rag e pelos meus amigos, mas tentarei entrar volta e meia esses dias, certo? =X (principalmente ao Mura que ainda estou com os equipamentos dele no Ragnarok. Oh, saco!)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Alpha & Omega Unniverse - Parte I

Hoje vamos dar uma explicação básica pra que todos vocês conheçam essa verdadeira febre que contaminou o mundo e virou mania! Ok, viajei legal de inicio, não me perguntem detalhes, afinal a história foi escrita há cinco anos atrás... Portanto como eu sempre falo sobre mim mesmo: mente fraca, memória fraca.

O que é o "sistema"?
Existe no universo diversos tipos de força. Um deles, consiste em direcionar energias de um ponto ao outro. No ocidente é a tal da magia, no oriente é conhecido como chi. Porém, como explicar coisas que não sofrem efeitos mágicos, como desde o movimento das galáxias, o "destino" do ser humano, ou quem sabe coisas que envolveriam muita magia? É aí que entra o tal do Sistema. É como se fosse uma imensa programação que diz como as coisas funcionam. Jeová, ou "deus todo poderoso", na minha história havia descoberto o que seria o tal Sistema, porém ele não poderia alterar o conteúdo dele, tampouco criar outro. E como "deus" era o maior posto, ele subiu virando um "operador", ou "sysop" (na época eu me baseei nos nomes dos operadores de sistema do antiguíssimo chat da MSN). Os únicos que poderiam de fato criar, alterar, destruir conjuntos de Sistemas seriam apenas os julgadores.

Julgadores? Hã?
Julgadores são pessoas aparentemente comum, mas que com seus poderes podem modificar o conteúdo do sistema. Alpha e Omega são as principais, que reencarnaram como Ell Capta, e Iza Derivá. Uma tem o poder de criar, e outra de destruir na teoria, mas como uma ficaria muito útil, e a outra inútil, resolvi deixar as duas como soberanas, amigas (aliás elas são EXTREMAMENTE unidas, quase um amor lésbico) e líderes. Existe também outros guerreiros, todos seguem a linha do alfabeto grego. Depois de Alpha e Omega o mais forte é o Marko, que é representado pela letra grega Mi. Depois dele são Sigma e Zeta.

Tá, mas se Alpha e Omega são amigas, quem são os vilões?
Hahaha... Pensei que não fosse perguntar! De fato, o nosso mundo tudo que é criado, acaba encontrando um fim cedo ou tarde. Logo, é muito estereotipado colocar a que dá um fim como malvada e a que cria como boazinha, até pq ter um fim é a coisa mais natural do mundo. Os vilões são os "Réus" (sim, na época eu queria ser advogado, então fui meio que combinando os nomes do júri, hehe...). Liderados pelo Chaos. A idéia é de existir um universo onde há de fato justiça, porém há também a injustiça que é o caos. De um lado pessoas querendo ser honestas, viver e morrer e de boa índole. Do outro pessoas querendo ser mesquinhas, driblar a morte e de mal caráter. Existe também um alfabeto deles e tal, é bem complexo (acho que é por isso que eu abandonei a história...).

Legal... Elas são da Terra mesmo?
Nem. Na verdade a história se estende pelo universo inteiro. Existe na verdade duas esferas: a dos vivos e a dos mortos. Quem é vivo não pode ver um morto, e quem é morto não pode ver um vivo. Na esfera dos vivos existe o mundo da luz e o das sombras. Se quiser ter uma idéia, jogue The Legend of Zelda - A Link to the Past, e você verá. É uma esfera paralela parecida com o inferno. Já no dos mortos, há também o mundo da luz (paraíso) e o das sombras (inferno). A história não apenas mostra essa constante troca, mas também são planetas mil que elas vão tentando unir todo o gigantesco grupo de vinte e quatro guerreiros.


Esse desenho é da época. Não xinguem. É algo como uma cópia de Yuyu Hakusho, no final de um dos encerramentos onde eles posam pra foto. Lá no canto superior esquerdo há um rapaz com uma menina. Os dois são julgadores e dos bons! O homem é um cara pobre que luta pra cuidar da sua filhinha, que ele ama mais que tudo. Sua esposa morreu, e mesmo ela sendo rica, não deixaram dar nada pra sua filha. Ele é assim pq ele sofreu bastante quando era criança também nas mãos de seu pai.

Do lado deles há uma mulher com um cabelo um tanto volumoso... Ela é de um trio de mulheres, também julgadoras, que têm dupla personalidade. Ela é bem aquele tipo de pessoa que quando tudo ferra elas aparecem e acabam com tudo, mas por outro lado são bobinhas, ingênuas e inocentes. No canto superior direito tem o Smooth e a Greg (ah, eu lembro o nome!), que eram meus favoritos. O cara é a cara do Michael Jackson, e sim... Era pq eu era fã dele. Ele tem sérios problemas de visão, e tem hora que ele fica sempre cego, mesmo assim ele usa revolveres. A do lado é a namorada/esposa dele que é bem fortinha, mesmo sendo muito emotiva.

Na linha de baixo, começando da esquerda temos o Marko! Outro dos meus favoritos. Ele parece um pouco do Saga de Gêmeos, dos Cavaleiros do Zodíaco. Não apenas na aparência, mas ele tem o poder de explodir tudo bem forte e acabar com tudo. Do lado dele é a namorada dele, também julgadora, a Eliza. Pra ser sincero, só gostei dela no começo, depois ela ficou meio fútil. Até pq o Marko era um vilão de início, que depois de conhecer a causa da Iza e da Ell ficou bonzinho, sem contar que ele é BEM forte.

No centro temos a minha amada Ell Capta! Ela é a julgadora Alpha. Nasceu num planeta longíquo, pobre, e foi a única filha de umas 18 a alcançar a fase adulta. Um dia recebe a visita de um "cara" que a faz sair de lá. Eu adoro ela, porque ela é calma, alta e bonita. Ela faz bem o tipo "Mulher Ana Hickmann", alta, bonita e elegante, mesmo não tendo recursos.

Do lado da Ell, temos um personagem-chave na história, que pretendo dedicar um post pra ele apenas. Vou pular ele e vou direto da Iza Derivá, a Ômega, que ao contrário da Ell é extremamente rica (comprou inclusive um planeta), e tem um irmão bebê e pais bem dedicados. Também conhece o mesmo "cara" da Ell e elas acabam se conhecendo e criando um grande laço. Ao contrário da Ell, ela é atirada, emotiva, além de ser bonitona também. Ela já é mais o tipo "Mulher que toda mulher é, mas todas odeiam pq querem ser altas igual a Gisele Bundchen, embora os homens prefiram as baixinhas". É uma boa pessoa também, e mesmo dominando sistemas do elemento sombrio, ela não é nada má (muito pelo contrário..).

Acho que este post imenso deu pra explicar bastante coisa até. Vou scanear mais uns desenhos aí mostro aqui. =)

domingo, 9 de dezembro de 2007

A chuva cai. E vai lavando a alma dos pecadores.

Até hoje, nunca me acostumei direito com ela. Atribuímos signos ás coisas, um segundo significado mais emotivo, tirando um pouco da frieza das coisas em seu modo mais natural. Talvez seja por isso que para algumas pessoas matar seja algo normal, enquanto para outras a morte tenha significados mil, colocados pela sociedade, pelo que chamam de bom-senso, pelo que se alcunha...

Naquela noite a chuva caia em gotas pesadas. Corria tomado pelo desespero por aquelas ruas já em pleno crepúsculo. Meu peito doía, sentia como se uma agulha penetrasse lentamente por ele, e aquela dor não passava. Nosso corpo tem limites, naquele momento já havia extrapolado todos os meus, mas quando nossa mente tem um objetivo, la sobrepuja facilmente as necessidades do corpo, enganando-as, e nos ajudando sempre a completar o que mais desejamos. Meu peito latejava de dores, sentia que aquilo vinha exatamente do coração. Ele doía não apenas pelo esforço sobrehumano, mas também pela dor de perder aquela que seria a pessoa mais importante da minha vida.

Entrei na ponte, e corri desesperadamente. Quase tropecei duas vezes, vi dois carros passando por mim. Cada vez que me aproximava, sentia as gotas de chuva caindo sobre meu rosto, e elas desciam por entre meu pescoço junto das frias lágrimas que caiam dos meus olhos. Aflição. Por simplesmente chorar e tentar correr, com alguma esperança que tudo termine bem. Frustração. Por ter que retomar uma vida triste, sem a mulher que mais me é especial. Dor. Coração cada vez mais palpitava, e sentia aquele frio na barriga, que parecia congelar todos meus orgãos e atingir a minha alma.

Foi quando eu a vi. Estirada no chão da ponte, virada para o meu lado. Comecei a ir mais lentamente, fitando aquilo que eu mais desejava jamais ter visto. As lágrimas teimavam em deixar minha vista embaçada, o desfoque maldito não me deixava ver pela última vez aquele rosto, que tanta felicidade havia me trazido num passado longínquo. Comecei a soluçar, e pela primeira vez em tanto tempo, aquele homem alto, magro e forte havia voltado aos tempos de criança, chorando igual a um pequeno infante, ao ter o que mais de mais valor perdido.

Coloquei a cabeça dela em meus joelhos, e acariciei. Queria poder leva-la num médico, mas até eu naquele momento sabia: era seus últimos suspiros. Olhei nos olhos dela fixamente, enquanto as lágrimas caiam em seu rosto, e aquele líquido sem cor se misturava ao sangue, que descia pelo asfalto já tomado pela chuva. De súbito ela segurou meu braço e o apertou firmemente. Virei pro braço. Virei pro rosto dela. Vi aquele sorriso que tinha brilho próprio, aquele ardor que me sempre fazia meu coração bater mais forte igual ao nosso primeiro encontro. Se esforçou uma última vez pra dizer suas últimas palavras.

"Querido, não chore. Agradeço ao destino por ter me dado um homem que me fez feliz, e quero lembrar-me de você exatamente desse jeito." Eu, um grande idiota não conseguia parar de chorar. Soluçava, enquanto tentava ouvi-la no meio de meus soluços incessantes. "Você é uma pessoa boa com todos, e sei que irá encontrar uma outra mulher pra quem você possa dedicar essa sua bondade e fazê-la também feliz. Por favor, não chore. E continue protegendo a felicidade das pessoas ao seu redor."

Eu a abracei. Ergui o seu corpo e o apertei contra o meu firmemente. Momentos depois ela tossiu e senti-me culpado por isso. Mas não queria saber disso. Meu futuro, minha vida, meu destino, meus anseios, meus sonhos. Todos eles morreram naquela fatídica noite sobre aquelas gotas de chuva. Tudo estaria acabado pra mim daquele dia em diante. De fato, tudo havia acabado. Deitei-a a no chão, e ela sentindo as últimas dores olhou pra mim. Sorriu e tocou meu rosto. Beijei a sua mão, e devolvi o sorriso.

Naquele momento ela fechou os olhos, pra nunca mais abri-los.

As manchas de sangue haviam tingido a minha camisa. Olhei pra frente e vi um vulto com trajes femininos que havia virado em minha direção.

Dias depois, fui ao funeral dela. Mesmo sendo uma mulher de posses, morrera sem honras da família, quase nenhum parente, apenas o noivo que estava ali na frente de sua lápide. Nunca tivera o hábito de vestir preto. Desde aquele dia, jamais deixei de vestir em símbolo ao meu luto. O vermelho ainda permanece, como a cor que ficara tingido naquele terrível dia. O cabelo continuou o mesmo, ela adorava minha franja, por isso não pretendo deixar de usá-la.

Talvez seja por isso que eu goste tanto de cemitérios. Por muitas semanas ia sempre visita-la, depositar flores, dedicar uma oração. Sentia que ela estava ali, não apenas isso, que ela estaria lá de cima olhando pra mim. Quando perdemos um amor e não conseguimos esquecer, sentimos um vazio imenso dentro de nossos corações. Existem maneiras, e maneiras de preencher tal vazio. Alguns encontram respostas em vícios, esquecimento, e coisas do gênero. Outros preenchem com uma outra pessoa.

É bem verdade que o amor é uma droga incessante, que nos tira um pedaço de nós mesmos. Ficamos muito tempo adocicados com o prazer que tal pessoa nos traz. Porém meus caros, tudo acaba, nada é pra sempre. Um dia daqui a algum tempo terás alguém especial, perderá essa pessoa, e pra compensar a perda desta, arranjará outra. E assim caminha a humanidade, é bem verdade. Na época consegui encontrar alguém assim que me preenchesse. Ao menos em parte.

Durantes alguns meses jurei vingança. Cheguei a encontrar a mulher que a matou, porém já era tarde pra mim.

Pois eu havia me apaixonado por ela.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Acaboou, ouoooouuu...

Hail, Illpalazzo-sama!!

Começando com um grito a lá Excel, de Excel Saga! Que eu estou assistindo e estou me viciando, hahaha!!! (Ok, é velho, mas a vida continua)

E essa foto é do novo layout de mim também! Yaaaaaaaay!!! Me perguntam porque eu fiz isso, mas era pra ficar igual ao Subaru, só que a calvície deixou os cabelos ralos, e eu não tenho uma franja espessa igual ao meu herói (vide duas postagens abaixo, o Subaru é o que está vestido de sobretudo branco e uma faixa no olho)... T_T

Siiiim! Eu pareço que estou de bom humor? Ok, até estou, hahah... O cabelo novo está surtindo vários efeitos, desejados ou não. Estava indo pro Senac esses dias e vi lá na rua da Coca-cola uma mulher, de trajes sociais, batom vermelho, salto alto e uma mala e bem séria andando... Eu continuei na minha, e quando eu atravessei a rua, ela estava indo na minha direção e ao passar por mim abriu um sorriso.

Dá pra entenderem COMO eu fiquei me ACHANDO depois disso, né?

Hahahahaha! O velho lobo do mar, mesmo velho, ainda continua bonitinho! Claro, que se eu fosse atrás da dona eu seria um grande pervertido, apenas virei e retribuí o sorriso (sou um genttleman, seus manés =P) e continuei meu caminho. Mas não pretendo ficar com esse cabelo muito tempo porque não me agrada, embora as garotas aparentemente tenham aprovado o novo visual. =P

Deixando as mulheres de lado... A weblogger ficou fora do ar uns três dias, e como eu ainda estava sem PC (maldito pó...) logo eu fui obrigado a ficar fora do ar também. Perdi o perído do dupla experiência do Ragnarok, mas tudo bem vai, tava me dedicando aos estudos que... Acabaram antes de ontem!

Primeiramente gostaria de agradecer a cooperação de todos e a união do grupo. Mesmo com algumas poucas desavenças no meio do caminho tudo deu certo e tudo rolou bem! Agradeço pela cooperação bem sucedida, e espero que ela continue nos próximos semestres. Não vou me alongar muito aqui, afinal ainda temos SEIS semestres pela frente, enfim... Mas não podemos deixar de comemorar, afinal DOIS já foram!

Ontem teve formatura do meu irmão. Oitava série. Sim, pra ser sincero não gostei pq hoje em dia odeio aquela gentinha da minha escola antiga. ¬¬' Mas como era meu irmão fui lá prestigiar a festa dele, que deu tudo certo. Chegamos em casa ás 1h, nem deu pra aproveitar muito (ok, nem bebo, enfim...). Mas fico feliz por esse idiota que tá chegando no meu tamanho ter se formado. Logo estamos igual aos irmãos Elric: eu o mais velho baixinho e ele o mais novo mais alto que eu...

Damn!

PS: Amanhã é o exame da ordem 134 da OAB! Quero deixar aqui em público toda a minha torcida pra Angel e que ela nem precisa se preocupar, pq vai dar tudo certo! Oh saco, essa noite pelo visto não vou conseguir dormir... U___U~~

Damn!²

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Novo layout, enfim!

Dezembro, fim de ano e... 2 anos de blog!

Como de costume, como sempre o layout de dezembro sempre tem algo a ver comigo, não apenas no meu gosto, mas algo que tenha a ver com a minha essência. Pelo mês ser especial, tem que ter algo especial aqui também. O primeiro foi o Pegasus Dreams, onde eu joguei alguns símbolos que faziam parte de mim, mais a lenda do Pégaso, o cavalo alado que sempre me encantou, mesmo sendo um animal fictício. Isso em dezembro de 2005. Um ano depois, lancei o Pegasus' Legacy, o legado do Pégaso, onde mostrei no layout diversas fases minhas com fotos, e o grande símbolo que ficou em cada uma delas. Dessa vez quero homenagear algo que escrevi, totalmente de minha autoria.

Primeiramente não é um anime, embora tenha esses traços caricados de mangá. Pegasus Unniverse, homenageando a minha obra Alpha & Omega Unniverse. Comecei a escrever ela na época do colegial, e creio até hoje ser a minha primeira história criada realmente consistente. De tão consistente de grande, eu acabei desistindo de escrevê-la - levaria anos! - e deixei o trabalho de lado. A história é sobre as duas donzelas acima, do lado esquerdo temos a Isa Derivá, e do lado direito temos a Ell Capta.

Elas são julgadoras, onde na minha hierarquia criada são dois passos acima de deuses. É algo meio confuso, mas tinha criado uma espécie de filosofia pra explicar esses graus de elevação. Até o grau "deus", os seres dominam a magia, que é algo limitado, depende da sua própria força e espírito, e pode ser manipulada. Acima dos deuses existem os Sysop, que é quando os deuses descobriram que havia algo acima da magia. Algo incontrolável, tão forte que ditava desde o ritmo de rotação de um planeta, que não era nada mágico ou algo do tipo, até mesmo o destino das pessoas. Como se nossas vidas já tivessem sido há muito determinadas, e antes mesmo de nascer alguém já havia escrito quem conheceríamos, conviveríamos e outros "íamos"... Esse eu chamo apenas de sistema.

Porém Sysop's apenas sabem ler o sistema, sabem de sua existência, mas não podem modificá-lo. Para tanto existem dois princípios (aqui eu copiei um pouco dos hindus) o Alpha e o Ômega, que criam, modificam, ditam e fazem o que quiserem com esse denso sistema. Elas são as julgadoras. Engana-se quem pensa que elas são inimigas. Não são. Na verdade sempre tive uma visão que "criar coisas pode ser tanto ruim como bom, assim como destruir coisas podem ser bom ou ruim", e na minha história elas são grandes amigas.

Claro que tem vilões e tal, como sempre. Isso vou contando aqui por meio de alguns desenhos antiguíssimos meus que encontrei em um fichário perdido. Por favor, não estranhem meu traço antigo...

Espero que tenham gostado, e...
4 dias para o 134º Exame da Ordem dos Advogados do Brasil. Arrebenta eles, meu anjo!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Perder não é ruim.

Começando com uma foto do Seishirou e do Subaru. =) Sim, eu adoro ambos, e sou um fã de Tokyo Babylon e princiapalmente X.

Perdão pela demora, mas estive fazendo alguns trabalhos e consegui terminar todos com êxito ontem. =D Acho que um deles inclusive disponibilizarei na web para verem (reparem como sou exibido, hehehe).

Aqui em casa pelo visto está um clima um tanto deprê. Parece que o time que meu pai e meu irmão gostam parece que se deu mal. =P E hoje vendo os jornais, vejo a grande frustração das pessoas ao verem que o time apenas se deu mal, e blábláblá... Eu não gosto de futebol, e nunca vi graça, sinceramente. Mas o que me assombra não é o fato das pessoas ficarem frustradas por causa de um time que caiu, mas sim da mania que o povo desse estranho país sem roupa chamado Brasil tem sobre "derrota"... É igual em Olimpíadas, ou qualquer competição esportiva onde sempre os EUA ou União Soviética (lê-se República Popular da China) vencem todas e mesmo quando o Brasil se dá relativamente bem ele é considerado ruim. Digo isso pq o governo não apoia esporte, cultura nem educação. As pessoas ainda exigem que eles vão bem? E mesmo que perca, bah. Ao invés de verem isso como uma chance para ascensão, ou quem sabe um "na próxima, a gente consegue!", não. Parece que gostam de ficar tristonhos e cabisbaixos pensando que é o fim do mundo e pensando que pisando em cima só irá melhorar as coisas.

Humanos, tsc, tsc, tsc...

Prefiro ser um país como os nórdicos, Suécia, Noruega e afins onde temos uma sociedade com emprego, trabalho, cultura, desenvolvida, porém sem esse maldito orgulho desportivo, que só faz as pessoas pensarem nisso e continua como sempre atrasando a vida (isso pq este país aqui já é atrasado!).

Mudando de assunto, não encontrei apenas o Denis não! Encontrei o Marcão (agora mais magro, hehe), grande parceiro dos tempos de colegial, mais careca do que nunca, porém continua um grande amigão. =D Até a Bia me add no Orkut dela. ^_^ Devagarinho eles vão dando as caras. Até pq semana passada foi um tanto engraçada, haha... Tive até entrevista de emprego na sexta. Tive que ir me aventurar lá pelas bandas de Osasco. Depois de mais de duas horas de viagem, chego no local que deveria estar às 13h, apenas às 14h20... Faço uma provinha lá, espero, espero e espero mais um pouco pra no final ver minha nota: 6,8, se bem que tinha que tirar no mínimo 8,0. Bom,pra mim está tudo bem. Claro que não vou ter emprego, mas nem por isso ficarei triste. Depois eu tento de novo quando estiver mais preparado!

Recebi até um desenho da minha amada, querida e estimada Dannyta! ^^/ Minha mais nova amiga do Ragnarok, eu desenhei ela e eu, agora ela desenhou meu sage gostoso mais a monja dela, que achei a cara da Hokuto Sumeragi (não sei se foi intencional, enfim), depois postarei ambos aqui. E acho que só. Eu quero assistir Zatch Bell! *__*~~ Vai Kiyo!!! HEIUhIEAHiuAE xDD

OAB em seis dias!
Go Angela! `_´

sábado, 24 de novembro de 2007

Recorde sem postagens.

Aparentemente quebrei o recorde de ficar sem postagens, hahaha... Dez dias sem postar nada aqui. Mas não aconteceram muitas coisas não.

No feriadão fiquei trancado em casa como de costume fazendo trabalhos mil. Consegui terminar o Storyboard, a pesquisa, mas esqueci de fazer o artigo científico de metodologia (tá aí o motivo da foto, haha), mas eu fiz hoje e por incrível que pareça eu terminei ele...

Agora tenho que fazer o museu e os trabalhos de teoria da cor. Os trabalhos estão diminuindo e o tempo também. E o layout de mês que vem do blog, certo? =)

Mês que vem dois anos de blog. Na verdade até hoje eu penso pra que eu criei ele. Lembro que a vida inteira minha foi perfeitamente "nada mais que o esperado", e poucas vezes me surpreendi. Hoje me vejo vestido de preto e lembro que há mais de cinco anos eu repudiava totalmente qualquer tipo de roqueiro, e os achava uns babões drogados que só sabem fazer sexo. No fundo, foi só quando eu virei um deles que eu vi como era a coisa. =P

Irei retomar essa conversa desse ponto mês que vem. Prefiro discutir essas coisas em mês de aniversário do blog. Ano passado fiz uma mega retrospectiva da minha vida com direito a fotos e tudo mais... Hoje estou de bom humor então eu vim aqui falar um pouco das coisas da vida. Hoje falei com um amigo da época do colegial, que pensei várias coisas, inclusive que ele estivesse morto.

Mas ele tava vivo!

Dá-lhe Denis, meu crente favorito, hahaha... Ele não ficou com contato com ninguém da nossa panelinha colegial, então sobrou pra eu contar o que cada um virou - entre eles, eu. Mentira. Hesitei ao falar de mim. Imagino o que ele pensaria, que talvez ainda se lembrasse do bobinho do Alain do colégio, amigo puro, sincero e tudo mais. Continuo assim, mas acho que criei uma acidez que eu acho que veio pela idade...

Mas resolvi reter alguns fatos, até pq ele nem tem que saber. Dos amigos, bom... Parei um momento pra pensar e fiquei relembrando as poucas notícias que recebi deles durante esses anos. Eu odeio falar do meu passado, então não vou falar aqui ¬¬' Mas o que eu senti foi uma imensa sensação de que "Nossa... Demorou tanto... E tá demorando tanto ainda, hehe...".

Enfim, ele vai prestar Fuvest amanhã. Boa sorte pra ele!
Vamos lá, OAB em duas semanas. =X

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Capitão Nascimento versus Capitão Pimentel.

Com o sucesso atual do cinema brasileiro, o tal polêmico Tropa de Elite (pra ser sincero, essa sentença já virou até um clichê. Ruim, e repetitivo, mas virou), vejo pessoas na rua todos adorando o tal Cap Nascimento e os feitos do BOPE. Não quero entrar aqui na minha defensoria ou transformar alguém em réu. Quero partir pra uma outra abordagem. Existe já pseudo-continuações do filme, que inclusive já vi nas barraquinhas de DVDs genéricos que vejo próximo aqui de casa. Não sei como, mas já chegaram até a quarta continuação do filme... Existe entre elas o tal Tropa de Elite 2 - O Documentário, que não passa de uma versão copiada do bom documentário chamado Notícias de uma guerra particular, que diga-se de passagem já vi duas vezes no presente ano.

O que quero hoje tratar é a comparação entre essa realidade e o tal realismo que o filme diz expressar.

Primeiro, gostaria que abandonassem qualquer resquício de religião, crença ou bom senso. Caso contrário não conseguirão chegar a minha linha de raciocínio. Quero que vejam do aspecto mais frio que possam imaginar - não no sentido ruim da palavra - mas sim do aspecto racional desta. Digo isso afinal sei que o público feminino lê até que com regulariedade o blog, e elas seria um tanto difícil tal colocação (isso não é machismo. Isso é uma característica de ser emotivo que até eu tenho, só quero que abandonem conceitos pré-propostos pra tentarem chegar na linha de pensamento).

Quero começar fazendo um panorama do nosso grande Capitão Nascimento. Que no filme é retratado como um verdadeiro semi-deus. Homem frio, que consegue invadir favelas e matar bem no estilo um tanto terrorista. Gosto em particular da cena que ele entra na favela pra pegar o garoto que trabalhava pro tráfico, enquanto uma rodinha de estudantes estava com ele. É um tanto ágil, mas funciona: pegar reféns causa impacto. Mas pegar reféns depois de matar alguém causa mais impacto ainda. Essa maneira de, vamos dizer, persuação que é muito usada por terroristas árabes, que pra mim é genial, mesmo tendo tais fins.

Porém, nosso Capitão Nascimento sofre por ser o que é, e ter a vida que tem. Querendo ou não, no filme talvez por querer retratar o lado mais humano dele, é bastante focada no dilema de matar pessoas, e no peso que tais mortes acarretam, como perder a mulher, a frieza, e a destruição de todo um legado que todos nós sofremos a conquistar.

Isso que acabei de dizer meus caros, é ficção.

Num outro lado temos Capitão Pimentel. Membro do BOPE. Homem sério, calmo, centrado. Estável, no documentário fala naturalmente e sequer parece fazer o que faz. De facto. Quando questionado se ele consegue dormir todas as noites mesmo depois de matar tanta gente ele afirma "Se eu dissesse que eu chego todo dia em casa e não consigo dormir é mentira.", ele mesmo afirmou que sofre mais quando um companheiro morre do que quando mata vinte no morro.

Agora essa, é a realidade.

A sociedade e o ser humano em si vive por meio de signos que colocam a algo. "Morte", é comumente carregada com "tristeza", "solidão", "saudade", "cólera" (não a doença), entre outros. Tal signo foi atribuído talvez desde que nós lá atrás viramos Homo-Sapiens, e começamos a cuidar de nossos mortos. Convenhamos que, a partir do momento que cuidamos de algo é pelo fato que isso tenha uma certa importância.

Muitas pessoas falam que o Capitão Nascimento é um homem forte. Pra mim, não é. Ele é um retrato da ficção. Clichês em cinema sempre funcionaram, sempre gostam de mostrar um lado mais humano ás pessoas, que dificilmente entenderiam que matar pessoas pra muitas pessoas é algo tão normal quanto respirar. E por mais que sejam suas convicções como indivíduo, essa é a mais pura realidade.

Quando o filme usa tal signo voltado a tal público isso acaba cativando-os, fazendo-o pensar que o tal BOPE seria tão humano quanto eles são. Mentira. As pessoas só tem a idéia de que matar pessoas é errado pelo fato delas terem tal convicção baseado nos sentimentos que a morte em si trazem. Na realidade, matar pessoas e traficantes é algo tão normal e tão frio que se fossem retratar tal realidade não teria tanta repercussão como teve.

Duvido muito que se o Capitão Nascimento existisse de fato iria viver algum tempo. Na guerra não há tempo para emoções, e muitas pessoas gostam de guerra exatamente por isso: pois querem se expressar lá. Querem sentir como é matar pessoas, e como é escapar com vida. Se agirem assim numa guerra, jamais sobreviverão. Digo isso porque um verdadeiro soldado não deve ter sentimentos, deve cumprir sua missão e nada mais que isso. Vejo no Capitão Nascimento o ideário de como seria um soldado. Não o "soldado mais capaz".

Sim, muitos devem pensar que matar pessoas é algo horrível não importa a questão. Por isso pedi pra que abandonassem tais resquícios lá em cima. Matar coisas é normal. Matar pessoas, animais, plantas, o próprio mundo morre. E isso é perfeitamente normal. Existe como disse um signo de emoção que é colocado no meio disso. Claro que vai ter um monte aí falando pra mim "Quero ver se sua mãe morresse, idiota". Digo que ficaria triste, de fato. Mas morte é algo a ser superado pelos que vivem. Pelos que morrem, bom... Já foi.

Dizer que não existem pessoas que não sofrem ao matar pessoas isso sim é mentira. Deixar-se tomar por tais sentimentos em um cenário de guerra é assinar sua sentença de morte. É como bem diz no filme, "Missão dada é missão cumprida". Não importa os meios.

Eu particularmente tenho uma idéia de morte também pessoal. Mas se eu postar aqui dificilmente alguém vai olhar pra minha cara depois do mesmo jeito, heh...

Na foto: Die do Dir en grey. Sim, faz tempo que não posto nada do Diru aqui. =(

domingo, 11 de novembro de 2007

Complexos e Finlândia.

Uau... Cara de assassino hoje!

Quando eu quero eu consigo fazer uma cara de malvadão, huh? Bom, hoje o tempo está bom, nublado, úmido, nuvens cinzentas, e isso me deixa de tão bom humor. Pelo menos não é aquele céu azul deprimente, cheio de sol, calor, coceira, mosquitos e coisas do tipo. Céu nublado sempre me passou tanta paz, acho que é talvez pelo fato da cor, não sei. Tempo nublado sempre me deixa de bem com a vida.

O post passado quero deixá-lo de lado por hora. Estou com uma imensa vontade de sumir de tudo, como sempre faço. Me sinto melhor talvez porque eu encontre comigo mesmo. Normalmente pessoas dizem que eu costumo me isolar, mas acho que isso é pensamento pra tentar fazer com que eu mesmo encontre comigo mesmo, pra resolver problemas. Não gosto de falar deles, até porque ninguém tem a necessidade ou obrigação de ouvir, até porque hoje em dia nem gosto tanto de falar. Por mais que seja amigo, dificilmente irá entender sua situação, embora apenas eu talvez me entenda, não obstante eu sou o único que eu realmente ouço.

Egoísmo? Infelizmente sim. Acho que ganhei essa capacidade de cavar minha própria cova, me enterrar, e conseguir sair dela. E mesmo que eu não saia dela, pode deixar que estarei feliz.

Estava vendo o caso na Finlândia de um aluno que atacou o campus onde estudava, numa cidadela perto de Helsing. O que mais me impressionou não foi a violência, ou o local, tampouco a maneira que ele matou. O que mais me deixou intrigado foi o que o levou a fazer isso. Algo como uma punição pessoal para aqueles que fazem os outros sofrer, um castigo dado pelas mãos de um humano contra um outro humano.

Sim, é um caso do que atualmente psicólogos chamam de bullyng. No vídeo prenunciador da tragédia ele dizia algo sobre os amigos que o zombavam na época de escola, e até que me identifiquei. Só que não atiraria neles, obviamente. Mas me deu lembranças daquele menino gordinho, com poucos amigos, que sempre trocava de classe, não tinha amigos com mais de dois anos de convivência. Hoje, claro, estou já velho e nem tenho mais idade pra me preocupar com esse tipo de coisa nos tempos de hoje.

Se bem que até hoje eu tenho neuras do tipo, medo de engordar e ser uma bolotinha de lipídios novamente...

Puxei da cabeça algo que uma garotinha me contou no ano passado, quando eu ainda trabalhava no CNA. Ela era uma aluna minha, e um dia veio até mim e disse que queria conversar. Fiquei meio estranho pois vi uma ferida no rosto dela, mas pensei que ela tivesse caído - também pudera, ela tinha seus dez anos mais ou menos - pedi pra ela puxar uma cadeira pra se sentar e pedi pra ela falar. Pensei de início que fosse alguma dúvida quanto a matéria (vinham muitas. Também pudera, o livro era cheio de joguinhos pra ensinar a criançada a aprender brincando. E eu acabava esquecendo o tempo e ficava algumas vezes apenas brincando...), mas não era uma dúvida, era um desabafo.

A garota vivia com sua tia. Sua mãe saia todo dia para trabalhar, e ela ficava com a irmã de sua mãe. Ela me dizia que ela era um verdadeiro demônio. A obrigava a fazer tarefas de casa e caso não fizesse ela a batia. Tinha que todo santo dia acordar cedinho, ficar fazendo faxina, ir pro curso de inglês que a mãe provavelmente dava duro pra pagar, voltar correndo e fazer o almoço, almoçar, ir pro colégio e voltar. Dizia que nesse momento era que ela tinha paz, pois sua mãe chegava e sua tia não mais lhe bateria.

Uma infeliz empregada. Dizia que se sentia bem ao vir pro CNA porque poderia brincar um pouco aqui, mas a noite as dores da sua tia violenta ardiam como fogo, pelas chineladas e cintadas. Eu ficava sempre abismado, e pensava se existia algo assim nos tempos de hoje. Até meu pai, que sempre gostou de fazer tortura psicológica comigo constituídas de ameaças, discussões, e o clássico "Quem manda aqui sou eu, eu boto comida na sua boca e você tem que me obedecer sem resmungar em nada!", me bateu pouquíssimas vezes. Sem contar que a tal tia ficava sempre com o namorado - provavelmente algum motoboy de pinto pequeno que a engravidaria em meses...

Mas a menina estava lá. Queria saber como ela cresceria. Se carregaria aquilo como uma profunda melancolia, e abaixaria a cabeça pra qualquer pessoa que falasse algo para ela. Seria aquele estereótipo de menina tímida e virgem, que falaria baixinho pelos cantos. Ou ainda se iria ser uma daquelas revoltadas, que bebem e fumam excessivamente, pregariam anarquia e ouviriam som punk. Se iria tentar esquecer aquilo e tomar uma vida normal, ou quem sabe pra sempre ficar nesse passado triste sem vislumbrar um futuro sequer.

Virar um assassino como o da Finlândia quem sabe? Com complexo, sem infância, em suma uma pessoa triste, que tornou uma espécie de essência maléfica? Bah, quem sou eu pra falar. Sofri de bullyng, e hoje eu sou um idiota que pratica isso de vez em quando... De caça pra caçador, mas o importante não é essa mudança de posição, e sim a saída do ciclo, meus caros.

Afinal, como alguém complexado como eu pode falar de outro metido em complexos? =\
Bouna sera.

sábado, 10 de novembro de 2007

E viva a Manu!

Minha irmã, Manuela, mas como a chamo de Hokuto-chan, convenhamos, eu sou o Subaru dela, onde ela é a irmã esperta e conselheira que me tira de apuros, enquanto eu sou o de garoto de bom coração que é bonzinho com todos que sempre acaba se dando mal por amar as pessoas de forma errada. Ainda quero usá-la pra que faça uma espécie de currículo meu, expressando minhas boas qualidades de meus dotes para a mulherada, pra quem sabe eu possa atrair alguma donzela de boa índole, como ela sempre diz.

Afinal ela é a única que soube de absolutamente tudo o que ocorreu comigo ano passado, desde os quadros de depressão, até os extremos desta, além de ser a única pessoa que eu me sentia bem pra falar dessas coisas. Numa dessas brincadeiras via Orkut pra fazermos um currículo amoroso meu pra eu espalhar pra mulherada ela comentou: "Só não iremos por a parte do psicopata né? Hehehe... Essa as garotas não precisam saber!".

Na verdade não é bem o psicopata que vocês tenham em mente. Não sei, mas ao pensar em psicopata sempre me para na mente algo como Alexander DeLarge, do Laranja Mecânica (um dos melhores filmes que eu já vi, diga-se de passagem...), mas parei pra pensar nesses dias, e sei que ela não falaria isso a toa. Ela é uma pessoa que eu ouço bem mais que qualquer um, e ela consegue saber se eu estou bem ou mal apenas via MSN... Como bem o Subaru é, ele consegue entender bem as pessoas, nunca a si mesmo, pra isso temos a Hokuto-chan! Voltando ao psicopata, penso em que nível disso eu tenha. Cheguei a conclusões:

Antes de tudo, não ter o que chamam de apego a vida. Uma velha me disse há algumas primaveras que eu viveria ainda muito tempo. Porém alguém como eu, já acostumado a viver no passado, não conseguirá visualizar algum futuro. Se não tenho nada a esperar, a única coisa que tenho é meu passado, sequer meu presente. Pra ser sincero, não acredito no futuro. Uma coisa que nunca consigo imaginar é me ver mais velho e acabado como estou, mas não consigo imaginar com quem estaria, o que faria, enfim. Acho que talvez isso seja por um desejo estranho que eu nutro dentro de mim. Tal desejo que sei que talvez jamais poderei realiza-lo, e que depois de realiza-lo não me restará ainda mais nada.

Penso no que entra instinto de sobrevivência e quando isso vira vontade de viver. Não sei, olho pro relógio agora e vejo que passaram da uma da manhã, e como costumo filosofar de madrugada e juntando meu cansaço extremo, talvez esteja escrevendo algo deveras estúpido.

O post anterior não é mentira. Na verdade não contei o pós-sonho. Depois de levantar lá pelas sete resolvi não dormir. Nem um cochilo básico. Liguei o PC, abri o Word e comecei a escrever esse texto. Me perguntei depois de escrevê-lo e relatar todos os detalhes que lembrava do sonho, se iria publicá-lo ou não. É uma coisa tão íntima, e tem várias coisas que escrevo e deixo salvas aqui, apenas pra que um dia, digamos, eu tenha coragem de publicar aquilo eu simplesmente vá e publique. Decidi que não naquela hora e pensei que haveria um momento oportúnuo mais na frente para postar aquilo. Apenas precisava de algum tipo de sinal.

E veio nesse mesmo dia, no oito de novembro, quando acordei também por um sonho com a Angela. Esse contarei, mas reterei a dizer que foi um tanto... Levemente erótico, e com um teor um pouco mais de adulto. É idiota, e esse eu sei que não contarei. Uma pela minha etiqueta e pelos meus costumes. Outra porque vão dar risada da minha cara. =P

E outra, porque... Mesmo sendo um sonho eu havia me encontrado com ela. ^^

Minha irmã está correta no que diz em absolutamente tudo. Um amigo no colégio eu acho, aquariano convicto, com toda a sua frieza, racionalidade e inteligência sempre dizia que adorava esse meu estilo, de ser bem o oposto dele, ter um coração quente, confiar nas pessoas e agir pelas emoções. Na época eu disse algumas bobagens do tipo "Não me venha com essa, se quer me ridicularizar fala logo", mas eu tinha quatorze pra quinze anos na época, creio. Hoje eu entendo um pouco mais disso. Mas como disse a Manu, aliar esse tipo de sentimento de se doar pras pessoas junto de não ter apego a vida é bem perigoso, o que me torna um psicopata.

Amar as pessoas é algo tão simples, mas pessoas conseguem complicar isso a um modo que fazem com que pequenos detalhes virem grandes problemas. Vejo casais brigando por coisas ínfimas, me pergunto onde talvez estaria esse sentimento? Acredito sim, é coisa minha mesmo, leonino convicto e com juba (leia-se cabelo) grande. Vi uma mulher dizendo que o amor morreu, e hoje em dia só existe algo como "atração". Outros me falam que não sei o que é "amor".

Mas pra todos esses, que se preocupam com o substantivo "amor", queria lhes perguntar se eles sabem o que é "amar". O verbo mesmo, na prática. Cada um dará uma resposta diferente. Uns dirão que amar é a capacidade de você puxar tanto a orelha de uma pessoa que ela irá te amar. Outros dirão que amar é quando você dá aquele silêncio para com seu conjuge para que ele/ela pare pra te olhar. Outros dirão que amar é simplesmente aquele sentimento que você sente quando vê aquela pessoa especial e a abraça, e vem todo aquele frio. Quem sabe alguns extremos dirão que amar é apenas uma escolha, ou que vem com o tempo, ou que vem com convivência.

Estamos novamente tentando explicar a maldita palavra, agora verbo. Estamos tentando por um significado, mas para todos esses que se preocupam com isso, eu lhes volto a pergunta e adiciono algo:

Vocês sabem o que é simplesmente amar?

Continuarei andando pelo mundo, a procura dessa resposta. =)
Quando eu encontrar, eu posto aqui. Espero ver todos vocês aqui este dia.

Maninha, um grande beijo do seu Subaru-kun.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Sonho com a Angela...

Texto originalmente escrito no dia 24 de outubro de 2007, às 7h20.

Hoje acordei como quem não quisesse acordar. É engraçado como sonhos parecem tão reais que abrimos mão de viver a dura realidade e acreditar naquela espécie de outra dimensão que se abrem pra nós. Decidimos viver naquilo, abandonar tudo ás vezes. Acordei triste, ainda estou muito triste.

Faz um mês e dois dias que a Angela sumiu. Não tive notícias dela durante todo esse tempo. No começo, o desespero tomou conta de mim. Imaginei mil coisas que tivessem acontecido talvez ? desde a morte dela, até a volta dela para Taiwan, entre coisas até piores ? enviava mensagens, e em um único dia cheguei a ligar pra ela cinco vezes. Nenhuma delas ela me atendia. Lembro ainda da última vez que falei com ela. Não lembro exatamente a data, mas ela me disse que me ligaria mais tarde. Esse mais tarde dura até hoje.

Sonhei com ela hoje. Estava no metrô com o André e a Gabi. Desceríamos numa estação próximo à Liberdade, que dá num parque. Conhecida como ?estação chinesa?, acho que era um nome estranho, se não me engano era ?Estação Hong?, ou algo do tipo. Descemos dela e fomos andando pelo parque, iríamos fazer um trabalho. Quando eu a vi em meio a alguns amigos dela. Lá estava ela, vestindo uma blusa vermelha, calça bege e tudo estava lá, até a sua pinta no queixo.

Gritei o nome dela, e ela se virou. Sorriu pra mim e disse meu nome. Corri pra ela e a abracei. Abracei exatamente igual aqueles filmes antigos. Eu a abracei como se pudesse segura-la ali naquele momento pra sempre. Que o mundo inteiro continue, naquele momento o tempo havia parado. No sonho, sentia uma vontade imensa de chorar. Chorei desesperadamente enquanto eu a apertava por entre meus braços. Chorei como muito não havia feito antes ? logo eu que disse pra ela que não choro por ninguém, naquele sonho comecei a chorar feito um mero infante.

Ela pediu licença e foi de maneira ágil encontrar alguns amigos. Eu ainda estava em uma espécie de estado de choque. Tinha medo de que ela fosse novamente e não voltasse. Porém ela voltou! Vi novamente aquele sorriso único dela. Fomos andar pelo parque. Na hora nem sabia onde estavam meus amigos, provavelmente já haviam me deixado há muito. Perguntei pra ela onde estava, o que aconteceu, e ela disse ?Nada.?, perguntei sobre o celular, porque ela não atendia mais as minhas ligações, e ela disse que estava tudo normal, só que um dos celulares foram roubados, logo teria que ligar pro outro. Eu falei ainda que estava louco atrás dela, que estava pensando seriamente em fazer algum tipo de loucura, como ir até Mogi das Cruzes encontrá-la.

Ela sorriu. E tudo ficou escuro.

Eu havia acordado. Lá estava eu na minha cama. A manta que cobria meu corpo estava agora em meus braços. Senti que estava abraçando-a, e não havia ninguém ali. A Angela não estava ali. Ninguém estava ali. Nenhuma lágrima havia caído, acho que perdi a capacidade de chorar. Chorar apenas nos sonhos, onde eu poderia ser humano novamente. Onde poderia sentir por ficção a felicidade que não provaria na realidade. Vi o relógio ? sete e dois da manhã ? era hora de acordar e enfrentar mais um longo dia de faxina. A frustração tomou conta de mim exatamente porque eu não havia perguntado o mais importante.

Não havia perguntado se ela me ama, ou se me amou, ou ainda se me amaria.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Bouna sera.

Os gatinhos! Estou me sentindo Maes Hughes, do Fullmetal Alchemist ao falar da filhinha dele. Ah, mas eles são lindos, vai...

Bom, hoje quero pedir sinceras desculpas pelo grande atraso, embora quase ninguém aparentemente leia isso, mas até prefiro assim pois as besteiras escritas acabam não sendo divulgadas em escala mundial. Terça-feira passada não chegou a superar o famoso treze de julho do ano passado, mas foi um dia ferrenho. Não quero entrar muito em detalhes, mas basicamente imagine que tudo que tinha pra dar errado, acabou dando errado! E ainda sofri consequêncis graves nos dias seguintes, e devo dizer que subestimei meu corpo. Resultado? Quarta e quinta praticamente paradas e perdidas por desidratação do corpo. Minha mãe fez duas jarras de suco na quarta e eu as virei num só gole, e não é brincadeira. Ainda fiquei bebendo água pra repor todos os líquidos que perdi durante o dia que foi sem comida e sem bebida e apenas estresse e mais estresse.

Um dia talvez eu fale dele por aqui. Mas vou dar um tempinho. Nesse feriadão, como de costume, mal deu pra usar o PC pelo fato de meu pai ficar em casa. Além de mandar e desmandar e brigar como já é de praxe, tivemos que esperar mais um longo dia com ele. Como eu já disse, se ele que já tem quarenta anos e não mudou seu comportamento, infelizmente não será agora também.

Extrapolei os limites do meu corpo de uma forma bem sutil, hehe... De pouquinho em pouquinho, nunca acordei num dia com essa sensação de profunda fadiga e secura.

Hoje não estou com muito ânimo para filosofar. Exceto por uma ligação estranha que recebi ontem, mas não deu pra atender pois tava no banho. o_o~~ Número confidencial e tal, fiquei um pouco apreensivo. Heh, é meu hábito de sempre esperar pelo pior. i_i~~

Bouna sera.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Justiça I

Muito provavelmente já pensaram nisso que vou dizer, então vamos lá.

Estava pensando no conceito de justiça que rege o mundo. Nesses pensamentos, veio a idéia de que justiça acaba sendo uma forma de vingança. Eu não sei, afinal já me relacionei com uma advogada, então é melhor eu medir minhas palavras, hehe... Mas essa conclusão veio baseada no crime de homicídio.

Ao menos nos países como Estados Unidos onde existe a pena de morte, isso pode ser ainda mais exemplificado. Pois matando alguém é a única maneira que impedir com total certeza que ela volte a cometer o que muitos talvez denominem por barbárie. Não vejo nada mais que uma vingança, uma espécie de código de Hammurabi em pleno século XXI. Pensemos antes que se quisermos definir justiça devemos defini-la por si só. Caso quisermos conceitua-la devemos esperar que a própria palavra se explique por si só, e que conceitos tanto dos tempos de hoje quanto dos antigos fiquem isentos disso.

Antes de mais nada, tomarei algumas palavras do grande Sócrates. "Muitos dizem que ser injusto é bom, pois o injusto consegue coisas de uma forma bem mais rápida comparada com a maneira que o justo consegue. Porém definiremos que justo é a pessoa boa, logo apenas os justos e seus atos que são de fato bons." Sim, um mega resumo, ele passa capítulos querendo falar basicamente isso, embora agora que eu estou lendo não tenha ficado absolutamente tão claro do que quando lemos em A República.

Prosseguimos agora que temos a definição de justo socrática, o que torna um ato justo? Vamos exemplificar com roubo ou furto. Vamos dizer que você está andando na rua falando ao celular com seu namorado/a e é surpreendido por rapazes de moto que puxam e levam embora. Tal crime está cada vez mais em alta, por não se fazer necessário uma abordagem mais direta. Provavelmente após o susto, a pessoa dona do celular ficaria meio frustrada por ter não apenas perdido o contato com o cônjuge, mas também o aparelho que deve ter sido caro.

Logo, o cidadão que trabalha, paga seus impostos, que faz de seu suor um meio para agradar seus luxos e coisas superfluas acaba tendo razão nisso. Bom, como eu sou chegado a mafiosos italianos, e como um bom descendente de italianos que eu sou, irei citar agora uma frase de um gatuno célebre, vindo da Itália pra cá que dizia o seguinte: "A propriedade é um roubo. Portanto não sou um ladrão".

Gino Amleto Meneghetti, pisano nascido no século XIX veio pro Brasil e logo se especializou em sua arte um tanto antisocial, a do roubo. Muitas coisas que ele dizia que eu ainda me pergunto, por isso meu antipatriotismo só leva a crer que bandito burro no Brasil só quer comprar Nike, enquanto os italianos além de terem classe têm toda uma filosofia por detrás. Fico pensando nisso, afinal o roubo só existe quando há propriedade. Você, que trabalha, que paga por um celular acaba de alguma forma roubando isso.

Roubar afinal pode se resumir a tomar posse de algo, dadas às devidas circunstâncias que essa propriedade é tomada. O que garante que algo é seu? Que poder que você tem para dizer "isso é meu"? Na verdade você apenas tem algo pelo fato das outras pessoas aceitarem isso, ou o que chamamos de leis que te forçam a aceitar isso.

Gosto de tomar o exemplo de filas. Pode ser qualquer uma, mas gosto de falar da fila do Terminal que eu pego o ônibus. Afinal, porque o primeiro da fila deve tomar o ônibus primeiro? Pelo simples de fato de haver um concenso entre os que chegaram após dele que, pelo fato dele estar lá em pé há mais tempo que os outros logo tem que pegar o ônibus antes dos que esperaram depois. Mas porque o cara que acabou de chegar não pode pegar antes dele?

"Porque não é justo." Essa seria a resposta. Pois o cara que esperou deveria pegar o ônibus antes pois sofreu e pagou por isso, o fato de ter ficado em pé, durante um bom tempo, por exatamente estar mais sujeito a poluição, gases tóxicos ou atropelamento (ok, a última foi um tanto exagerada).

Logo a posse que o cara adquire é a de subir no ônibus primeiro e poder ter uma chance de 100% de escolha dos lugares vagos por alguns segundos até o que vem depois dele escolher, aí será um lugar a menos para ele escolher, caso não tenha escolhido algum. A propriedade sempre vem junto de um pagamento. É o preço pra você ter algo. Logo esses que esse preço pagam podem ter o direito sobre tal coisa.

Isso é a garantia da lei, onde o senso comum o aceita. Se leis existem, é porque abaixamos a cabeça e dizemos "sim". Que fique claro que não estou apoiando os marginais, estou apenas propondo uma discussão. Se eu admito que você tem um celular, é por causa de mim que você tem a propriedade sobre ele, não pelo fato de você ter trabalhado para conseguir comprá-lo. Afinal a partir do momento que eu não respeitar essa sua propriedade pelo aparelho de comunicação você não terá mais posse dele. Mas a pergunta é: eu estarei sendo errado ou certo?

Nenhum dos dois. Mas pela lei, pelos bons costumes e pelo senso de justiça o ladrão estaria errado.

domingo, 28 de outubro de 2007

Esposa e filhos

Não gostei da foto. Mas como é da série "I love my Katana", heuhaeua.. xD

Lembrei de uma amiga nesses dias que jogava Ragnarök comigo. Era meio bobinha, um tanto ingênua. Mas aparentemente me conhecia muito bem e sabia dizer palavras certas. Pena que acabei brigando com ela, enfim (na verdade até queria brigar com ela... u_u)...

Um dia estávamos jogando e ela virou pra mim e disse: "Você tem que parar de viver olhando pro seu passado. Você só terá um futuro quando deixar de viver do que já se foi". Bom, eu sou meio cabeça-dura e dificilmente seguiria isso. Como eu sempre falo eu sou um eterno devedor do meu passado. Fiz muita coisa de errado lá atrás, magoei muita gente, fiz muita coisa errada, e ainda sei que tenho muito a pagar pelo que eu fiz de errado antes e tenho que pagar no presente e arrumar tudo, caso contrário não creio que terei um futuro.

É uma seqüência de erros e merdas que fiz que eu não conto a ninguém até porque eu odeio falar de meu passado, pros curiosos de plantão (leia-se ninguém). ^^

Na época eu a respondi que não poderia pensar no futuro se o meu passado ainda está lá pra me reprimir dizendo "Não faça isso porque você sabe no que vai dar!" ou "Você fez coisa bem pior, tem que tomar mesmo muitas chicotadas pra pagar pelos que você fez!". Logo, teria que arrumar. Questão de combinação, afinal não posso ir lá na frente no futuro acabar sofrendo porque não arrumei um erro ou uma tolice que fiz lá atrás. É um coisa do meu espírito, que luto sempre pra arrumar e tentar deixar do lado as coisas horríveis que fiz.

Aproveitando que estou falando de passado, hoje vi pelo Orkut o profile de um antiguíssimo amigo meu. Estudávamos juntos da terceira até a sexta série, ainda continuamos a nos falar depois, mas depois que eu deixei a escola antiga eu perdi contato totalmente. Não sei o que ele faz, nem tenho o anseio de saber, mas ao visitar o álbum dele me deparei com uma foto de uma mulher grávida como legenda "Que delícia, essa é a mulher da minha vida", e embaixo uma foto dele com um recém nascido dizendo "Essa é a maior emoção da minha vida".

Não é claro ele o meu único amigo a ter filhos. Na verdade posso contar tranquilo dos dedos das duas mãos os que já são pais e mães. Mas é engraçado como esse tempo louco vai passando. Lembro-me dele ainda nas aulas que um professor nosso dava de algo como "Educação Sexual", onde nós moleques na época haviamos descoberto coisas deveras... Precoces pra nossa idade. Aquela fase da puberdade que todo mundo já passou ou vai passar. A gente na época morria de dar risada quando descobriu como as mulheres se masturbavam, hahaha... *capota.. Sim, é vergonhoso, heheh, mas tinhamos dez anos aproximadamente*

E agora o cara tá lá, com uma mulher, morando junto e fazendo filhos. Cara, eu sou muito encalhado mesmo, hahah... Como diz a minha tia, eu sempre penso muito e é aí que mora o problema. Seja Angela, Naiara, seja o diabo, seja alguma mera transeunte. Não digo que quero ter filhos, longe disso. Na verdade eu tenho um pouco de receio sim, pq lembro de ter feito uma vez a brincadeira da agulha e depois dela dar certinho com meu irmão e minha mãe comigo a agulha não parava... Meu irmão terá um casal e mais um, minha mãe deu certinho: dois meninos. Comigo a agulha não parava, hahaha... Foram mais de vinte, vinte e dois filhos eu acho. Parei ela na hora e disse: "CHEGA!", heauheau... Nem vi até quantas dezenas de filhos teria, pq a agulha não parou! Comigo essas coisas não dão certo, até pq tenho uma série suspeita que eu seja estéril por ter tido caxumba há cinco anos. Tudo mulher também... Só uns sete meninos dos vinte e dois.

Pelo visto as dores de cabeça não acabarão (se multiplicarão, ainda mais com quinze donzelas pra cuidar). Mas fico vendo meus amigos tendo filhos, casando, envelhecendo tanto quanto eu, e fico pensando: será que é tão importante assim eu ir contra a maré? Algo como você vê que todos vão pra um lado, e você insistir em ir pro outro lado, mesmo que tal caminho seja sombrio, solitário e sem ninguém.

Me pergunto se eu tivesse sido influenciado por alguns amigos eu seria isso que sou hoje. Se eu seria um "jovem antenado" ou um "velho rabujento e careta". Eu felizmente sempre fui influenciando eles, mesmo pro bom ou pro mau caminho, mas quase nunca influenciado. Pergunto ás vezes se seria mais fácil falar gírias, pegar qualquer mulher por aí, somente agir por instinto... Ou quem sabe me juntar a alguma meretriz e ficar fazendo filhos adoidado, enfim.

Afinal o que é importante pra mim? O que me move a ser tão diferente? Francamente ainda me pergunto a fonte disso, se é influência ou escolha. Ficar revirando passado atrás de respostas, logo ele que tanto ódio e tristeza me traz. Bom... Se eu sou o que sou hoje isso se dá pelas minhas escolhas, isso é fato. Nossa, isso está ficando muito confuso. Cada vez mais... =P

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Living la vida pós-moderna!

É... Parece que o sol voltou.

Outra foto de eu com a minha kataná. Ontem a professora Isa falou de algo como a arte nos impedir de virarmos máquinas. Afinal, a arte é o que nos faz pensar.

Quero mostrar hoje a minha singela opinião sobre a arte em si. Quero dividir em três segmentos. A arte que eu costumo declarar como realista começou bem antes de Da Vinci ou Michelangelo Buonarotti. Ela começa lá atrás, no período que nós italianos chamamos de "il quattrocento", literalmente "os quatrocentos". Antes de tudo, temos que tomar como base duas características da arte greco-romana, a diferença que eles tinham quanto a pintura e a escultura. Pintura como sempre foi algo estritamente pensado para passar a ilusão mais próxima da real, enquanto a escultura era um mero trabalho braçal, que necessitava mais músculos do que pensamento. Claro que hoje em dia ambas necessitam de planejamentos e técninas diferentes. Vou focar mais na área da pintura.

Giotto di Bondone que explorou a perspectiva e é praticamente o pai dela. Existem vários afrescos dele na área da Itália, em Florença mesmo. Ao contrário do que muitos pensam, a tradução latina de perspectiva vêm de "ver através de", e embora outros tenham se aventurado antes da perspectiva geométrica a tentar fazê-la (vide Lorenzetti, Simone Martini), pouquíssimos conseguiram com tão êxito. A idéia de fazer arte o mais realista possível tinha muitos motivos. O primeiro, é claro, passar uma mensagem o mais racional e clara possível. Colocar um homem numa cruz ensanguentado e duas donzelas abaixo dele chorando passaria uma mensagem exata bem mais óbvia do que se fosse ser feita com ideários modernistas. Pra mim, foi aí que o ser humano virou uma máquina unilateral, obedecendo apenas uma única linguagem, sem uma segunda opinião.

Antes de continuar porém, quero deixar claro que isso não tem nada a ver com minha opinião pessoal sobre arte em si. Até porque sou um artista e gosto de ser bastante eclético, fazendo tanto coisas modernistas como também coisas clássicas. Acho que a sociedade anda preconceituosa com arte clássica nos dias de hoje, e eu acho que deveria haver tanto respeito de uma quanto para a outra. Vamos a continuação:

Isso durou claro, até começarem as vanguardas, com o Impressionismo dos franceses. Porém ela continua deveras realista. Mas o ser humano foi apresentado a um outro ângulo de visão: o de ver as coisas por uma outra maneira. Há quem diga que modernismo começou no simbolismo e no realismo, nem tiro tanto crédito deles, depende do que você define como "ver por um outro ponto de vista". Se for assim, vide Rococó e Barroco, embora parecidos, ambos têm características distintas. E daí em diante, os intelectuais fundaram o modernismo nas artes. Criaram acima de tudo novas linguagens. Novas idéias. Minha professora disse nesse momento que foi nessa hora que o homem queria deixar meio de ser máquina, pois teria outras linguagens á sua volta.

Porém, eu não penso nisso. Creio que isso sim fez o homem continuar uma máquina, porém de multiplas linguagens. O que eu não gosto no modernismo é exatamente essa criação de muitas linguagens, e abandono delas inclusive. Muito foi investido da cabeça dos artistas para tirarem dela uma nova maneira de ver e passar mensagens, embora não tenham explorado na minha opinião a totalidade.

Por isso mesmo, creio que o que realmente irá nos tirar dessa câmara de oxigênio será o pós-modernismo. O pós-modernismo praticamente não criou novas linguagens. Incorporou várias e as evoluiu, transcendeu. Vide psicodelismo por exemplo. É explorar as novas linguagens e não cria-las. Tirar o máximo de proveito delas, dar um significado além do já dado. Modernismo sempre foi deveras superficial e "uma linguagem nova que todos entendam". Já o pós-modernismo chegou pra, com expressões coloquiais, chutar o balde e destruir tudo.

Tirar essa idéia de que criar uma nova linguagem tem que ser baseada na utilidade e na versatilidade. Porque não criar uma linguagem inútil, que tire as pessoas de seu transe monótono, que as tire de seu êxtase de ficar apenas vendo as informações, embora em diferentes linguagens, mas todas na sua utilidade e deveras certinhas? Crie um quebra-cabeça. Que sua arte não pregue uma nova linguagem, mas que a aprimore ou então não crie linguagem nenhuma! Vi rapidamente o novo álbum do grande Tom Zé, e em uma entrevista dele vi o uso de sons que ele mesmo arquitetou, e digo que aquilo já é a influência pós-moderna querendo tirar o homem de seu eterno "acorda, vai trabalhar, volta pra casa e dorme" e complicando a sua vida, fazendo que ele se perca na sua imensidão de anseios e devaneios e caia em outra esfera. Claro que ele irá se achar depois, mas criar novas linguagens úteis acabou. Já criamos demais. Agora a ordem é explora-las!

E viva o pós-modernismo. Se você é daqueles que diz que isso não existe, sinto muito. O tempo irá mostrar a você. =)

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