quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Kyo, do Dir en grey. Grande vocalista e poeta. Gosto das definições do que seria morte que ele escreve, vale a pena dar uma lida, postarei alguns aqui em breve.

Deixando o Kyo de lado, hoje vamos falar de crianças. Eu revi o programa Rá-tim.-bum, clássico da TV, e vi algumas coisas que não se vêem mais nos desenhos de hoje. Entre eles uma parte que me chamou muito a atenção foi um daqueles joguinhos em que apareciam três bolas com cores distintas na tela da TV, e a voz perguntava "Qual é a bola de cor amarela?", e depois de passados alguns segundos a bola indicada vibrava.

E eu vi aquilo e relembrei a infância, mas além disso lembrei "Putz... Eu não sabia o que era uma bola amarela?". Até aí, tudo bem, a vida continua. Peguei o ônibus pra ir no Hospital esses dias, tinha atacado a sinusite e eu estava detonado. Como minha mãe estava ocupada eu falei que eu ia sozinho, afinal dava pra agüentar bem o trajeto e fui. Quando desço no Terminal João Dias e pego o Terminal Bandeira pra descer ali no meio da Av Santo Amaro, eu vejo uma menina sentada na minha frente com uma mulher, provavelmente alguma tia, ou quem sabe uma irmã mais velha independente, e elas conversavam.

Não querendo ser intrometido, mas já sendo, desliguei meu MP3 e fiquei ouvindo ambas. A garota tinha um excelente vocabulário, falava impecavelmente e tinha pose de mulher já. Claro, não passava de seus dez anos, mas fiquei impressionado como a acompanhante dela ficava as vezes conversando com ela um tanto abismada com o jeito que a garota falava. Aí lembrei do Rá-tim-bum, e como uma lâmpada que se acende em cima da cabeça me veio o que as crianças são hoje.

Minha mãe por exemplo brincou de boneca até seus quatorze anos. Hoje com dez já tá até velhinha, quando tem a primeira menstruação então, a regra é abolir. E não adianta vir pra cima de mim dizendo que isso é culpa dos pais, que enchem de cursos, bons estudos e coisa e tal, porque se isso fosse síndrome de criança rica não teriam dito a mesma coisa com alguns alunos meus, mais humildes, inclusive uma delas estudava na minha antiga escola (diga-se de passagem, a vida inteira tenho estudado apenas em escolas públicas) e falava muito bem também.

Brincar, elas brincam. Querem se divertir como qualquer criança, mas ao mesmo tempo não são digamos, mais lerdinhas, como antigamente. Estão mais espertas, vivem num mundo de postes de luz e neon e escapamentos de carros. Se maquiam, mas persistem em brincar de casinha. São inteligentes, mas não resistem a um pega-pega! Eu tinha uma aluna que era exemplar ano passado no CNA. Menina inteligente mesmo, sabia matemática muito bem, o que já é ligeiramente difícil ver hoje em dia com garotas, no resto então tirava de letra. Mas um dia me viu no intervalo brincando com algumas crianças (Ok... Brincando no trabalho? Tá, eu brincava. U___U) e não resistiu e entrou nela também. E brincou da forma mais normal possível, e inteligente até (pegaram meu chapéu e esconderam muito bem... E eu nem fazia idéia de onde tava e como eles haviam conseguido por lá...).

Talvez até precisem de um Rá-tim-bum de vez em quando. Mas quando são pequeninos infantes. Depois pode iniciar a Teoria da Relatividade que é bem capaz que elas entendam. =P

E viva ás crianças-gênios de nossa era.

0 comentários:

Postar um comentário

Arquivos do blog