domingo, 30 de setembro de 2007

Lutar.

Última postagem de setembro!

E o ano vai acabando, gente bonita. =)

Setembro este foi marcante, heheh... Setembro pra mim sempre teve um aspecto um tanto... Místico, e meio que eu não sei bem o motivo. Enfim... Vamos lá para a reta final.

Nesses dias eu estava refletindo sobre algumas coisas, e parei num assunto um tanto intrigante. Já me questionei já como o eu enfante veria agora o eu varão, e como já foi dito o resultado final foi bem satisfatório. Mas gosto de ir dedilhando os caminhos da minha vida pra ver onde estou e como parei e sou o que sou hoje.

Primeiro que tá uma moda na comunidade do Orkut colocar frases no lugar dos nomes. Tenho um, vamos dizer "colega" do colegial que colocou uma sem noção, talvez expressando o atual estado de espírito dele. Tenho um outro amigo dos tempos de teatro que colocou que "A vida é feita de escolhas". Mas caiu bem, pois estava matutando sobre isso e a frase caiu bem como uma luva.

Eu me pergunto o que seria de mim hoje se eu continuasse lá no Octalles. Pra quem não sabe: Octalles é a minha antiga escola. Primeiro que meus pais nunca tiveram condições financeiras de me por numa escola particular, e devo dizer que isso nunca me limitou, pois mesmo num ambiente onde todos estão lá por simples obrigação, eu estava mesmo era querendo aprender. Eu não nego, sempre fui CDF, mas nunca me considerei um nerd. Sim! Há diferenças, caros senhores. CDF é mais o indivíduo que aprende com facilidade, enquanto o nerd muitas vezes não apenas por saber demais, mas por viver exclusimente daquilo. E eu nunca vi isso, pois de ano em ano eu sempre mudava de "ramo"... Mas ao mesmo tempo era divertido, bom de dança, e não era (tão) feio...

Mas voltando á escola antiga, bom... Eu faço um paralelo do que eu era antes e o que eu virei depois. Primeiramente que essa escola já era ruim na minha época, e hoje eu passo por lá e vejo que apenas piorou. Porém sempre por eu ir aprender por obrigação, os colegas e a atmosfera do local me impedia de refletir. Foi quando eu mudei pro Leopoldo, outra escola pública, mas diga-se de passagem uma das mais bem-conceituadas da área aqui do Capão Redondo, foi que eu comecei a refletir mais. Conhecer pessoas novas, enfim. Não eram pessoas que apenas estavam afim da boa e velha baboseira colegial, mas queriam acima de tudo raciocinar e chegar a uma resposta mais refinada possível.

E foi convivendo com tais pessoas que lá que eu vi que tomei um rumo diferente. Algo como uma bifurcação, que o resultado grande parte é do que eu sou hoje em dia.

Mas me pergunto se eu tivesse me formado lá. Se provavelmente continuaria o mesmo garoto gordinho, de piadas decoradas, cabelo baixo e cabeça quadrada. Lembro que morria de medo de pessoas homossexuais, mas quando os conheci no colegial no Leopoldo Santana (inclusive vários e várias se tornaram meus amigos) vi que não era daquele jeito.

Acima de tudo aquele garoto que não sabe se expressar e tampouco sabia se manifestar. Abaixaria a cabeça pra qualquer coisa e qualquer pessoa. Acho que foi lá que a sementinha da revolução foi plantada, pois lembro de ter tido as primeiras brigas feias com meu pai foi depois de ter saído do Octalles.

Lembro-me até hoje da primeira vez que discuti feio com meu pai, inclusive o ridicularizando...

O dia estava abafado. Eu estava em meu quarto jogando 007 - Agent Under Fire no Gamecube. Meus nervos estavam subindo, afinal não conseguia terminar uma bendita missão (diga-se de passagem, até hoje não consegui...), e o Bidu, o poodle anti-social aqui de casa havia mordido meu pai naquela manhã, foi os dedos de uma mão, mas ele não revidou. Eu estava sozinho como sempre. Nunca tive problema com solidão, até porque eu me isolo do resto da família, mas aprecio o convívio a sós no sentido mais literal da palavra, sem contato humano mesmo.

Até que o meu irmão gritou e disse em voz alta "Bidu! Você me mordeu!". Provavelmente caso a história terminassem aqui vocês diriam que o coitado do cachorro mereceu o que veio a seguir. Porém, meu irmão mesmo sendo um bom irmão, com animais ele faz o tipo da Felícia, do Tiny Toons. A Felícia pra quem não se lembra, ou não conhece, é a menina que adora fazer carinhos extremos nos animais, chegando a maltrata-los inclusive! Só que ela sempre age na maior inocência (há controvérsias!), e os bichos sempre fogem dela. Logo, dá pra imaginar porque o cachorro é traumatizado, em parte pelo meu irmão, em parte por causa do próprio temperamento de poodles machos.

Só sei que ouvi o cachorro gritando e um som abafado. No segundo que eu constatei: abaixei a TV, dei pausa no jogo e ouvi uns sons de chute em algo. O cão ladrava indefeso e corria pela casa, e eu podia ver na porta entre-aberta a cara do meu pai: parecia um animal, um fio de saliva descia pela boca, e seus olhos estavam fechados com raiva, e sua testa uma veia saltava. Sem contar no arqueamento no corpo dele segurando um chinelo numa das mãos. Meu irmão, ficou parado na sala, e eu me levantei. Minha mãe entrou na hora no quarto.

"Pára! Pára! Deixa o cachorro!". Na hora que eu gritei, minha mãe entrou no quarto e fechou. Ouvi os sons indo agora pro quarto do lado, onde meus pais dormem. Minha mãe olhou pra mim e disse: "Deixa ele. Deixa seu pai, não vai lá senão vai sobrar pra você!". Eu empurrei ela, e abri a porta num salto. Vi o cachorro correndo de novo para o cantinho dele, e meu pai de novo com seus olhos esbugalhados e as sombrancelhas arqueadas caminhando em passos pesados atrás dele. Eu fitei eles nos olhos com raiva naquela hora, e quando ele estava indo eu gritei com todos meus pulmões: "Deixa o cachorro em paz! Você vai acabar matando ele de tanto bater!".

(imagino a cara da minha mãe nessa hora...)

Ele bufou algumas vezes (sim, ele quando está com raiva bufa muito...), e virou pra mim "Vai sobrar pra você! Sai da frente!". E eu olhei ele nos olhos e disse em um tom claro e decidido: "Não.". O cachorro coitado, foi correndo pra debaixo da cama, e fiquei lá na cozinha só vendo pra onde ele iria. Deitou no sofá e adormeceu depois de alguns minutos.

Sequer olhei pra minha mãe naquela hora. Alguém como ela não merecia sequer que eu a olhasse naquela hora. Talvez vocês digam que eu seja o cara mais desnaturado na face da terra por ter empurrado sua própria mãe e não ter sequer a encarado depois disso. Mas meus caros senhores, quero que me classifiquem de tudo, menos de inconsciente. Aquele homem havia bebido, como sempre, e juntando com estresse não duvido nada o que ele faria.Meses depois brigamos, e ele chegou a me jurar de morte, o próprio filho...

Não conto isso pra que sintam pena de mim. Eu não quero que sintam pena. Apenas não consigo compreender como pessoas continuam por abaixar a cabeça pra certas coisas e continuar na de vocês. Absolveram o maldito do Renan Calheiros e daí? Um bando de jornalista ficou falando um monte de coisa e todos continuam por abaixar suas cabeças, acordarem todo dia e tomar seu café com leite com pão amanhecido com manteiga, ir trabalhar no mesmo ônibus cheio, almoçar o mesmo arroz com feijão, voltar pra casa e ver a novela, fazer sexo com sua esposa e depois de um gozo virar-se e dormir. E no outro dia começar tudo novamente, como se a vida fosse apenas esse tédio, enquanto políticos fazem o que querem fazer e esse povo maldito fica ainda nesse come-trabalha-dorme, come-trabalha-dorme...

Depois vêm uns idiotas que quando eu falo e boto o pé no chão dizendo que eu não sou patriota nem na copa do mundo (tava torcendo pra Inglaterra na última copa... Odeio futebol, mas torço pelo Beckham, Rooney e o Owen!) e eles ainda acham ruim, dizendo que eu devia ser patriota, enfim...

Nessas horas que um homem tem que ser um Homem, caros camaradas...

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Nasceram! Nasceram!

Nasceram! Parecem uns ratinhos, né?

Agora eles estão sendo mostrados sozinhos, mas quando a Trulli tava junto deles - a mãe dos filhotes - ela mesmo me conhecendo e confiando em mim, esticou o braço para protegê-los, bem como uma verdadeira mãe mesmo!

E o engraçado é que hoje eu estava lendo as notícias e vi algo infelizmente bem diferente. Pra ser sincero, muitos símbolos relacionados a bebês estão aparecendo pra mim a toda hora... Além dos filhotes da minha gatinha, ontem eu vi 2001: Uma odisséia no espaço, e devo dizer que a parte do bebê estrelar é simplesmente impressionante e muito tocante. E hoje ao ler as notícias eu li uma de um bebê de dois dias encontrado em uma sacola térmica na zona norte do Rio Grande do Sul.

E esses dois contrastes realmente são não apenas antagônicos, mas aí entra o dilema do que seria humano e do que seria animal... Como que uma mulher faz isso com sua filha? Não sou a mulher, até porque não julgo as pessoas sem ver os dois lados da moeda. Talvez a mulher seria pobre, não teria condições, ou como bem são os jovens nessa época, provavelmente engravidou sem desejar isso, enfim... Podem ter motivos, e ela tem o dela.

Porém expor um ser indefeso a morte? Eu tenho uma tia que é adotada, a irmã mais nova do meu pai (diga-se de passagem, ela é poucos anos mais velha que eu, e cresceu comigo, só que eu nunca a chamei de tia, heheh... Nunca consegui, ela que me perdoe.) e foi abandonada recém nascida na porta da casa do meu avô que a recebeu e está aí, até hoje, e acho que vai casar em breve!

Eu vejo a minha gatinha... Poucos minutos depois de eu ter tirado a foto ela apareceu do nada, nem sei de onde ela tinha saído. Pulou na cama improvisada dos filhotes e novamente se agarrou a eles. Tenho umas outras fotos que ela inclusive põe o braço na frente, sem contar os miados de uma mãe querendo proteger sua cria.

Sabe... Eu gostei muito do filme do Kubrick (Odisséia no espaço). A última cena, com aquela música inesquecível, mostra a terra do lado direito da tela e algo brilhante do lado esquerdo. A câmera vira e mostra o que é: um gigantesco bebê, brilhante, que olha para o nosso planetinha azul. O próprio diretor falou que nós somos livres pra fazer qualquer interpretação do filme. Mas aí entra uma frase que eu ouvi há muito tempo, no dia em que eu entrei na primeira série:

"Estudem bastante. Vocês são o futuro. O futuro desde país."

Quem disse foi a diretora da escola, ao recepcionar os calouros da vida. Mesmo quando a situação está horrível, eu nunca perdi a esperança. Já desisti de algumas coisas (algumas temporariamente), mas a gente só desiste quando perde a esperança. Mas coisas que eu realmente quero eu vou até o final ou além deste. Acredito que crianças são isso, mesmo que muitos as odeiem, que digam que todas são meros seres babões que apenas querem saber de brincar, muitas vezes eu ouço e converso muito mais com elas do que com pessoas mais velhas.

Crianças significam acima de tudo esperança. Quando a criança lá no espaço, brilhante como o sol, fita a Terra, mostra-se como além delas serem iluminadas, elas carregam essa luz da esperança. De um mundo melhor, de uma sociedade mais justa, mas acima de tudo a iluminação significa o ganho de sabedoria.

Ao ver essa mãe gaúcha, excluindo nesse caso os problemas de caráter pessoal que ela esteja enfrentando, imagino não uma punição a ela, ou se ela seja fria, mas é algo além. Gostaria de saber o que ela sentia naquele momento. Se sentia absolutamente nada - jogar um recém nascido ao abandono como uma mera rocha - ou ainda se sofreu em demasia - por literalmente descartar seu filho como se fosse um mero lixo - ou ainda se ficou feliz - por não ter que sofrer por ter uma boca a mais pra alimentar, ou encarar seus pais, sociedade, ou algo do tipo.

Que fique claro que não a defendo. Se quisesse abandonar, dava pra adoção. Minha maninha sempre teve um conceito de perdão bem similar ao meu. Eu não nego, eu perdôo as pessoas, contanto que elas peçam por ele. Talvez pior ainda, eu perdôo as pessoas várias vezes. Podem dar muitas bolas-fora comigo e eu ainda consigo perdoar e levar uma vida comum depois disso. Acredito que, enquanto as pessoas estiverem vivas, e é claro, quiserem isso, podem mudar. Pode ser o maior serial-killer, porém se ele quiser ele pode mudar sim. Pra mim, mesmo eu não temendo a morte, e muitas vezes eu quis mesmo morrer, era exatamente na hora que eu via a morte perto que eu recobrava a esperança.

A esperança! Isso mesmo meus caros. É a esperança das crianças, nos olhares, nas ações, nas falas. Naquela hora eu vi que mesmo a paz que eu queria da morte seria apenas o vácuo, o obscuro, o vazio. Tenham em mente algo, depois da morte pode haver o descanso, mas ao mesmo tempo não há nada além disso. Se querem mudar algo, serão seus feitos em vida que mudarão algo. Eu vi na hora que eu deveria sair daquilo, e sempre continuar agarrado ao que eu sempre acreditei.

A esperança... De ter felicidade. De tornar real o que desejo. Mas acima de tudo de acreditar. Acreditar que talvez eu encontre boas pessoas, que meu pai deixe a droga do alcool, do fumo, mas também a droga da ignorância, que a vida melhore, e que mesmo que eu tenha chorado muito no passado, mesmo que hoje eu tenha abandonado as lágrimas, sempre manterei meus dois pés no chão, pois mesmo que eu não tenha asas e não possa voar e ser livre, tenho duas pernas que sempre irão me erguer por mais que eu caia no chão, e jamais me farão desistir.

A esperança. De encontrar um bom emprego, de estudar e aprender sempre mais, de pensar. Quem sabe de encontrar uma donzela que me faça feliz, e que talvez tinja a solidão de não ter uma mulher ao meu lado. O fato de eu ter sobrevivido a tantas coisas, e vendo bem foram mais vezes que vi a morte do que eu sequer consigo contar, pois meu nascimento quase terminou em tragédia... Enfim... Talvez o príncipe das trevas não goste de mim. Afinal talvez seja essa luz que eu aprendi a ter das crianças que sempre foi a minha arma principal.A esperança.

Boa semana a todos, e seja bem vinda Primavera. =)

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Orgias, orgias, orgias...

Tem vários sonhos que eu esqueço, mas lembro que os teve. A grande parte esquecida aparece durante ações do dia, ou quem sabe deja vús involuntários. Alguns eu consigo lembrar apenas que sejam deveras chocantes.

Sonhei há alguns dias com algo inusitado. Estava eu entrando numa casa toda branca, e numa sala estava ouvindo alguns sons peculiares e fui até lá. Quando abro a porta me deparo com várias pessoas em uma grande orgia. Menos eu esperava e já sentia algumas pessoas me empurrando e me despindo pra que eu participasse também. O engraçado era que existiam pessoas que eu conhecia e também que eu sequer tinha visto. Tinha várias mulheres de pele branca, olhos grandes e cabelos encaracolados, pareciam gregas, com seus mantos esvoaçastes indo pra lá e pra cá participando também daquela situação.

Tava mais perdido que tudo, hahaha... Não vou dizer que não sabia o que fazer, só não sabia o porquê. Uma mulher estava passando um líquido estranho para outras, e elas bebiam, e pareciam entrar num êxtase medonho e queriam novamente ir transar... Quando me chamaram para participar, eu me virei, peguei minha roupa, vesti e disse "Não".

Perguntaram se era porque eu tinha medo de pegar alguma doença venérea e eu virei e disse: "Não. O apresso não tem nada a ver com isso"...

O medo era engravidar alguma mera donzela e ter um filho. Não ligo pra esse êxtase do sexo, eu ligo mesmo é pro resultado dele quando feito sem prevenção. Que fique claro que não é tanto pelo fato de eu ser um rapaz jovem, desempregado (temporariamente!) que apenas estuda. Mas é o fator "filho" mesmo... Botar uma criança no mundo, ainda mais minha, é uma idéia ainda longe e por hora fora de cogitação.

Afinal esse mundo só piora a cada dia... E eu mesmo nunca tive lá uma família muito exemplar, embora eu os ame claro, e tá chegando a um ponto que eu duvido que irá melhorar esse mundo. Cada vez mais, sei lá... Vi o quanto sofri e não quero ter um rebento que venha ao mundo por minha culpa por aí... Sendo exposto a coisas piores ou até mais grotestas do que eu passei.

Hahaha... Falando em filhos, lembrei de uma brincadeira que eu fiz há anos atrás. Era uma coisa antiga, onde com uma agulha o pessoa dizia quantos filhos você iria ter. Com minha mãe foi perfeito: dois homens (até o movimento indicava o sexo dos filhos que você terá), meu irmão irá ter um casal e mais um. Aí foram inventar de fazer em mim.

Começou bem... Uma menina. Eu sempre achei interessante o fato de ter uma menina. Uma que eu só fui criado com homens a vida inteira. Irmão, primos, tios, enfim... Só tem macho, e conviver só com macho ENJOA. Até nome pra ela eu já tenho. E de vez em quando eu sonho com uma menininha que se identifica como minha futura filha... Deixando os sonhos de lado, a agulha não parava!

Foram umas sete mulheres, uma atrás da outra. Depois um homem. Mais um exército de mulheres e alguns poucos meninos... Eu juro, deu certo com todo mundo menos comigo. Vieram dez filhos, depois foi aumentando e não parava... Quinze... Vinte... Chegou a marca de uns 26 ou 22 filhos! Desses, uns 18 só mulheres!!

Claro que eu quase desmaiei, ou coisa pior. Dois times de futebol só de filhos! Depois dos vinte e tanto eu virei pra minha mãe e falei: Não! Para por aqui... Não vai até o final. Então pro meu azar pode ser que sejam mais. u_u~~

Oh, shit. Eu só me fodo! xD

domingo, 16 de setembro de 2007

Ultraviolência e apenas violência.

Começando com uma foto antiga. A Cris disse que eu devia tingir de novo de vermelho o cabelo, mas... Hã... T__T..

Não penso que diria isso ainda esse ano, mas até que gosto do meu cabelo preto. Eu fico mais bonitinho, com cara de mais inteligente, consequentemente com cara de mais idoso do que eu sou de facto.

Hoje quero falar de violência e ultraviolência. Ontem fui inventar de assistir Jogos Mortais III, a.k.a. SAW 3. E eu simplesmente dormi no filme. E pra eu dormir em filme, tem que ser muito chato. Todos falam que a linguagem apelativa do filme é pesada, só pra pra mim, se tem um filme violento que me deixa vidrado e abismado ainda é o Laranja Mecânica.

Tá... Comparar uma obra o Mr Kubrick com esse lixo contemporâneo não é lá digno. Mas tem gente que diz que Jogos Mortais é mais terrível que Laranja Mecânica e eu tenho que admitir que não é. Na verdade, Jogos Mortais tenta pegar a sacada do que é chamado de ultraviolência, mas fica apenas na violência desenfreada e gratuita.

(Afinal, em um paralelo, é a mesma coisa de comparar um bandido matando pessoas e um serial killer psicopata matando pessoas. Qual seria o que viraria filme? NÃO! Não me venha com Cidade de Deus...)

O que eu digo é que a violência só vira ultraviolência quando há um envolvimento psicológico denso nos personagens, coisa que Jogos Mortais não fez, e particularmente a terceira versão me decepcionou profundamente pois só tem sons gritantes que doem o ouvido e morte atrás de morte... O segundo eu achei melhorzinho. Mas esse envolvimento psicológico que faz a diferença. Afinal nós conhecemos como é a psiqué do nosso doutor violento.

Sem citar que Jogos Mortais é puramente comercial, tentando ressuscitar gêneros de thriller perdidos no passado, mas hoje isso não dá mais medo. Não depois de O Exorcista. Sim, eu sou um fã de carteirinha de filmes de terror, mas não são produzidos nos tempos de hoje tão bons quanto os de pouquíssimo tempo atrás, principalmente os japoneses (Ringu, por exemplo, não se compara a sua qualidade superior do que a sua parente americanizada, o Chamado).

Aliás, os estadusunidenses vão lançar uma versão americana do Battle Royale, também thriller japonês. Quero só ver... ¬¬ O filme japones já saiu uma merda comparada com o livro e o mangá...

Ah eu to meio sem saco hoje. Hoje tem VGL e eu nem descansei direito, que saco. ><~~ Acordei cedo com medo dos meus pais chegarem tarde pro almoço, aprontei tudo e eles ainda chegam de viagem cedo. Ah, vai se danar.

Beijo especial pra minha Angela, a minha donzela, o meu anjo, o meu amor, enfim... =~~
Saudades de ti minha linda. =)

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Por mais que esteja triste, uma lembrança feliz te fará sorrir!

Boa tarde, digníssimos senhores.

Hoje estava no consultório dentário, esperando a minha hora de entrar - e claro, torcendo para que aquela fosse a vez em que a doutora finalmente fosse tirar esse maldito aparelho que já encheu e já deu o que tinha que dar há muito tempo - e estava lendo A república, do nosso senhor Platão.

E logo no começo tem a clássica discussão que Sócrates SEMPRE faz com alguém, parece até uma peça de teatro, mas comparações á parte, ele está falando com um senhor já de portas com a morte chamado Céfalo. E ele diz algo que, como sempre várias coisas que eu leio sobre Sócrates, que me faz simplesmente fechar o livro e parar um tempo. Sim, porque eu tenho que parar senão sinto que irei sofrer um colapso nervoso por ver tanta coisa profunda junta. Pra ser sincero, ainda estou receoso em reabrir o livro, mas vamos lá: O que diabos te deixou tão consternado, Sir Alain?

"'Qual tua opinião a respeito do amor, Sófocles? Ainda te julgas capaz de amar?' - E ele respondeu: 'Falemos baixo! Libertei-me do amor com o prazer de quem se liberta de um senhor colérico e truculento.'" (...) "Porque é bem verdade que a velhice nos proporciona repouso, livrando-nos de todas as paixões. Quando os desejos diminuem, a asserção de Sófocles revela toda a sua justeza."

Pensei na hora, "Será que é isso?". Já falei, não tenho milhares de hábitos que os jovens tem hoje em dia. Primeiramente não bebo. Uma que eu não acredito é que se eu estiver com um nível de alcool no sangue mais elevado eu irei ser mais legal. Eu só vejo um único estereótipo de pessoas que bebem: Pessoas tímidas. Ou pessoas que se acham tediosas. Quando bebem, nossa... Como se injetados de um alucinógeno potente mudam de água pro óleo (não... Vinho não!). Não acredito que tampouco traz respeito e nunca que uma pessoa vai beber álcool pra "matar a sede". De fato, se eu sei que a pessoa tem o hábito de beber já cai - e muito - no meu conceito pessoal. Belo motivo pra eu sempre manter-me longe de relacionamentos com mulheres que têm o hábito de beber.

Outro motivo claro, esse é mais pessoal mesmo, afinal meu pai é alcoolátra, embora ele nunca assuma isso. Mas fazer o quê, ele em breve vai acabar morrendo mesmo... Talvez a morte traga a sensação que ele tanto desejou de se libertar - tão potente quanto a dele ir ao bar afogar-se em cachaça.

Outra que não sou volátil em relacionamentos. Não gosto de namorar, embore eu seja mais adpeto ao "amar". Na verdade o que eu talvez não goste é de ficar. Ou talvez esteja com tédio disso também, afinal só tive relacionamentos com "mulheres cachorras" na minha vida, quando eu queria algo sério era elas que não queriam. ¬¬ Outra é que eu não me incomodo em viver me sentindo mal. Sejam dores de caráter psicológico ou fisiológico.

Logo, vejo porque eu me sinto como um velho. Lembro-me uma vez há alguns meses quando fui a uma balada. Pra ser sincero, não sabia bem o que fazer. Olhava pra um lado via uma fumaça densa de cigarros. Do outro, vários casais se beijando. A música tava ótima, bom e velho Rock n' Roll, aí comecei a dançar. Mas eu me perguntava "Porque diabos eu tô dançando? Ninguém tá me vendo, afinal está bem escuro, meu corpo vai acabar detonado dado aos meus movimentos... Será que é pra se sentir bem enquanto eu faço esse tipo de movimento?"...

Claro, eu fiquei dançando e só depois de ficar extasiado pela fumaça e começar a ver borboletas multi-coloridas na minha cabeça aí eu comecei a ter alguma sensação boa, hahaha... Então eu me vejo hoje como um cara sem esses desejos, assim como o nosso Céfalo se auto-proclama.

Ontem eu vi uma mulher no ônibus conversando com uma provável amiga, e eu ouvi a conversa. Que fique claro que eu não sou esse tipo de bisbilhoteiro, na verdade ela tava falando um bocado alto até, e como tava sem ânimo para o MP3 Player, dei-me a prestar atenção. E ela dizia que sentia falta dos tempos de criança.

E eu pensei: "Ora, ora... Tá aí um desejo considerado normal por todos os adultos, o de volta a ser criança.". E depois eu concluí que eu não queria nunca ter esse desejo. Afinal, tenho trauma da minha infância, e diferente de muitos amigos que eu tenho que brincavam, a minha foi regada de Coca-cola, Fandangos, Super NES, TV Manchete & Cultura. O que me fez ser um moleque gordo, nerd, e ter sequelas dessa gordura precoce até hoje no meu corpo. Isso sem contar o meu pai, que desde que eu era moleque sempre fora muito ignorante. Sempre sonhei em ser grande, ter um cabelo legal (mais comprido) e magro. E hoje eu sou assim, então digamos que é um desejo dos tempos de criança, heheh...

Mas como é um tanto triste chegar nos outros e dizer que não tive uma boa infância, eu me esforço todos os dias pra fazer a infância de outras crianças felizes. Primeiro que: eu não trato criança igual a um débil mental. Eu consigo conversar perfeitamente com elas, de igual pra igual. E até gosto. Tenho ótimas lembranças dos meus aluninhos do CNA que mesmo naquele pouco tempo eu brincava com eles (mesmo esquecendo de dar as lições muitas vezes). Como é impossível eu voltar e fazer a minha infância feliz, o que seria deveras egocêntrico de minha parte, vou usar o meu presente pra fazer as crianças felizes. Pra que elas quando tiverem a minha idade lembrem que lá atrás elas foram felizes, nem que seja por um bom tempo.

Tem um aprendizado que eu levo comigo e sempre penso nele quando estou triste: "Por mais que uma pessoa esteja pra baixo, ela sempre terá conforto em uma boa memória". Mesmo que eu esteja essencialmente mal, eu ainda abrirei um sorriso, pois eu sei que lá atrás eu tive um momento de felicidade. ^^ Com qualquer um isso funciona.

Jovens tem o desejo de sempre não apenas quererem mais, mas quererem agora e do jeito que querem. A vida não é bem assim. É por isso que eu não choro. Lágrimas podem ser um símbolo de honra e toda a baboseira infernal que todos falam, inclusive homens, pra chorarem e não serem taxados de homossexuais. Mas elas não passam de uma reação das nossas glândulas lacrimais que jorram líquido em excesso quando passamos por momentos que ativam hormônios em nós que nos tragam alguma emoção repentina. Em suma: Lágrimas não mudam nada. E nunca vão mudar. Então pra que chorar? Pra demonstrar sentimento? Me conta outra. ¬¬

Já cansei de chorar. Ano passado ainda mais na época em que passei depressão. Por mais que eu chorasse, por mais que eu pedisse desculpa, por mais que eu me sentisse um lixo, ela nunca quis falar comigo, olhar pra mim, sequer ouvir o que eu tinha pra dizer... Chorei? Muito. Mas nunca as lágrimas mudaram nada. E jamais mudariam, meus senhores. =)

Mantenham isso em mente. Especialmente os emos malditos.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Amor platônico é o correto, isso sim!

Olá, caros senhores!

Peço primeiro desculpas pela foto. Sim, sou eu terminando hoje o chocolate que o meu anjo me deu. Pode parecer idiota, mas levar uma semana de comer o doce pode parecer muito para muitos chocolátras de plantão, mas pra mim foi infelizmente bem rápido.

Afinal foi cada dia pegando um pedacinho mínimo pra poder experimentar cada trecho com a maior atenção possível. Chamem-me de idiota ou algo do tipo, mas foi a Angela que me deu, logo eu tinha que aproveitar. Não pelo sabor é claro, afinal de chocolate não entendo nada, além de que não sou maníaco por esse derivado do cacau. Quero aproveitar a deixa e falar um pouco de filosofia, usando o chocolate!

Ontem terminei de ler uma obra de Platão. Não! Não é a República, como muitos pensam. Estou lendo porque eu adoro filosofia e ao mesmo tempo odeio Platão e seu mestre maldito Sócrates pois é bem difícil pensar em algum argumento contra eles. Se bem que do jeito que eu sou alterado, eu consigo até meter o pau no Marx e o Engels, mesmo eu sendo fã não apenas da União Soviética, mas também do socialismo.

O que eu li é exatamente Apologia de Sócrates, escrito pelo Platão, com alguns textos a mais interessantes. Nele, o mais triste é que narra a última conversa de Sócrates, e neles ele faz a diferenciação de coisas e desejos do corpo e da alma. Pois como ele mesmo sempre diz, a alma é a nossa parte que mais se assemelha ao divino, é imutável, imortal e perfeita. Enquanto nosso corpo é diferente um do outro, morre e é carnal. Em uma analogia que me lembra muito o Budismo (e há quem diga que há influências reais. Mas ouvi teorias muito mais malucas que São Tomé, sim, o incrédulo, influenciou algumas correntes até do Budismo, enfim... Cada um acredita no que quer...) ele compara as paixões do corpo com as da alma.

Aí que entra a famosa expressão, muito repudiada pelos jovens, do que seria amor pro nosso senhor Sócrates. Existem claro, duas partes, o amor carnal, baseado nos prazeres imediatos, porém facilmente solúveis. Pois uma vez que o corpo vive de momentos, nada é exatamente pra sempre. Nesse mesmo conto ele compara a história existente na Odisséia de Ulisses (Odisseus, pros Helenos), onde Penélope mesmo após vinte anos da ausência do marido ela manteve o mesmo amor por ele, e enganava os pretendentes. Mesmo ela imaginando que o seu amado estava já morto, lá estava ela, ainda com uma última esperança.

Meus caros jovens, mesmo eu compartilhando da mesma idade genética de muitos de vocês, devo dizer que muitos de vocês dizem amar. Talvez até amem, mas será que isso não passa de um desejo de seus corpos? Se quer beijar, vá numa balada. Se quer transar, vá para a Augusta. Se quer comer, vá ao Burger King (Yeah! Whooper triplo!). Mas muitos de vocês sei que envelhecerão e verão que não é de pequenos namoricos que se faz um amor.

Tomamos o exemplo da nossa digníssima Penélope. Uma mulher mesmo ouvindo de todos os lados que o seu marido estava há muito morto, porém seu amor incondicional a manteve forte. Esse é o amor da nossa alma, um amor inabalável e invencível. De fato, Ulisses volta a sua casa e reencontra sua mulher como narrado por Homero, porém muitos de vocês sequer ligam para essa chama, ou por ela ser fraca, ou por vocês a apagarem facilmente por livre e espontânea vontade...

Dizem que o amor platônico é o errado, e isso ou aquilo. Mas se for perguntar-lhes o que é amor platônico eles dirão que é um amor doente, onde não para de pensar no outro enfim. Mas qual é o que irá realmente durar? Essa sensação de necessidade sentimentalista momentânea ou esse amor puro e mais profundo com significado?

Francamente nunca gostei desse espírito de jovem. Sou careta mesmo. Ou melhor, sou careta pra muita coisa, enquanto pra poucas eu sou extremamente revolucionário, então não sei bem se me encaixo em algum taxismo. Mas meus caros, eu gosto de ver que existem uns igual a vocês (tirando os evangélicos) que ainda desacreditam nessa paixão carnal. Como diz a minha antiga professora de matemática, "Com pessoas assim, o mundo não está perdido...". De fato. Pessoas esquecem hoje o que é amar, o que é dar uma nova chance, o que é nutrir esse sentimento da alma, enfim...

Talvez não conheçam. Talvez tenham medo. Dá pra enumerar muitas coisas. Antes da psicologia estudar a alma (psiqué), Sócrates há muito já a havia desvendado. Não dava nem dar uns 5 anos e ele viraria o Buddha helenístico! Hahaha...

E o chocolate? bom... Eu o saboreei cada pedacinho! Achei que deveria ser assim, aproveitar cada momento, cada brecha, cada mordida... Como o amor deve ser mesmo, intenso, marcante. E há quem diga que eu ando muito frio. Outros ainda afirmem que eu não mudei nada. Não sei o que dizer em minha réplica.

Ou melhor, irei dizer uma coisa sim:
Direi que agora é tarde.

Já estou apaixonado. ^^

domingo, 9 de setembro de 2007

Aonde a sociedade vai?

Desenho feito por mim. =) Num momento de calmaria. Tem várias coisas escritas nele, clique na figura ou aqui para ampliar.

O meu anjo acessou o meu blog! ^^ Agradeço a ela por ser mais uma leitora das besteiras que eu escrevo aqui. O desenho é ninguém menos que ela comigo (vide detalhes... Ela está de salto, jeans, e eu com a mesma roupa de quando saímos a primeira vez! Hahaha...). Ela tá dodói, e eu estou preocupado com ela. Eu ainda não terminei o chocolate ainda que ela me deu, mas terminarei hoje com certeza! Força! \o/

Bom meus caros senhores, eu estou hoje um tanto tristonho. O PC não está ajudando hoje, e sei até o que é: novamente... Pó. Não tem jeito, como eu arrumo a casa todo santo dia, o pó acaba se assentando hoje o PC fica, e então é só questão de contar um mês pra levar novamente ao técnico, pra fazer novamente uma limpeza. Quando ele fica mais lerdo que o normal como está agora então, aí é sinal vermelho.

Alguém anda vendo a última temporada dos Simpsons? Na versão brasileira a voz do Homer já está bem diferente... Deve ser o novo do filme.

Ah... Ontem fomos ao videokê! \o/ Tava até comentando com a minha irmãzinha Hokuto-chan, pois o pessoal lá da sala da facul que anda comigo só tem um japonês e o resto tem hábitos de japoneses. Poxa, ir comemorar o aniversário do André num videokê é a coisa mais oriental que eu consigo imaginar, hahaha... Mesmo eu adorando videokês e infelizmente não cantando muito bem... (mas o dueto de Ain't Afraid to die arrasou!)

Amigos assim são ótimos. Lembro-me de alguns amigos da época ginasial, que quando chegava a época de provas sempre sentavam-se ao meu lado pra pedir cola. Se eu não passasse então, já era. Mas o bobão aqui passava sempre, e nunca sabia o que de fato eles iriam fazer se eu não passasse. Talvez fosse por isso que eu sempre quisesse fazer amizade com pessoas do mesmo intelecto que eu, pois as únicas amizades que prestaram foram com pessoas tão inteligentes ou até mais do que eu.

Quando saí do colegial pensei que não encontraria amigos como aqueles. De fato, ano passado na arquitetura eu não encontrei grandes amigos. Fiz amigos sim, mas não teriam o mesmo impacto, embora fossem pessoas no mínimo iluminadas. Mas agora eu vejo que toda a luta do ano passado em colocar na cabeça-dura do meu pai que eu queria fazer Design está surtindo efeitos não apenas no âmbito profissional, mas também no de relacionamentos. Amigos novos e bons. Eles têm grandes chances de serem tão marcantes quanto os do colegial. É esperar pra ver, quem viver, verá.

Meus digníssimos senhores. Minha avó sempre dizia que: "Se algo que você ganha é sem lutar, não tem o mesmo sabor se você lutasse". Estou vivendo um momento que eu tenho que lutar pra poder tornar real não o meu desejo - que já se fora, e embora seja praticamente impossível realiza-lo, a esperança é a última que morre - mas estou tendo a chance de nutrir novas ambições. Ser feliz talvez. Embora a vida inteira eu só tenha me visto como uma pessoa sozinha, incapaz de se relacionar mais que a amizade com uma pessoa, vejo agora uma possibilidade de que esse caminho solitário seja preenchido por uma dama ao meu lado. ^^

Quero dizer... Toda aquela frieza poderia ser deixada de lado. O calculismo, as manipulações, enfim... Não sei bem onde vai dar, pode ser que nada aconteça, mas eu gosto de acreditar sempre numa balança: vamos pesar os prós e contras, e não dar ênfase apenas ás coisas ruins. A sociedade sempre irá pesar mais as coisas ruins, as falhas, e sequer darão crédito ás coisas boas. Seres humanos sempre querem mais e mais, mas que tal cultivar o pouco e torna-lo maior?

Eu não sei. Não sei onde a sociedade vai parar. Pessoas acabam brigando com as outras, matando outras sem motivo, enfim. Pra ser sincero não sei bem da onde está saindo isso, pois semanas atrás eu pensava coisas tão distintas... Ainda tenho minha idéia de sociedade ideal, e não a deixarei. Mas é um extremo desejo de obter coisas, abusar de outras. Pessoas trocam amor por dinheiro, enfim. "O mundo seria bem melhor se todos pudéssemos amar, e em troca amado ser.", já dizia o saudoso Ewan McGregor no filme Moulin Rouge.

Mas de fato é isso. Eu particularmente hoje em dia não tenho mais paciência de ver o filme. Mas ainda me toca a parte que ele fala sobre isso. Tanta gente faz o mal ás outras, as impede de amar, causam cicatrizes. Muitas vezes essas que são feridas sequer abrem-se a uma nova possibilidade e limitam-se a apenas algumas poucas coisas... Enfim...

Coisa pra pensar. Mas não adianta. Eu nasci em outro mundo, eu tenho uma outra perspectiva. Ter alma de velho nesse mundo de jovens não é tão vantajoso, mas isso já virou um conceito, uma lei minha.
E coisas que determino dificilmente eu as mudo. Eu sigo e luto pelo que eu acredito.

Have a nice week.
E em especial pro meu anjo que tá doente. I love yoooou! ^^

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Chocolates. Mesmo não gostando, os dela tem algo diferente.

É isso que o meu anjo me deu. ^_^

Pra ser sincero demorei a criar coragem pra abri-lo. Os ganhei no Domingo. Na terça-feira cheguei todo perdido os procurando. Coincidência que chegou também o notebook, e como a estante que eu tinha guardado no meu quarto a caixinha estava sem absolutamente nada, imaginei que o meu pai tivesse jogado fora.

E quem me conhece, claro... Eu nunca fui fã de chocolate mesmo. Eu só como uma vez por ano - na Páscoa - e passo o ano inteirinho sem. O que eu quero dizer é que não sou um chocolátra inveterado, mas de vez em nunca gosto de comer um Laka ou um Galak. Mas mesmo eu sendo fã dos chocolates de "manteiga de cacau", é rara oportunidade de eu aprecia-los.

Eu nem vou dizer o tamanho desespero que senti. Corria por todos os lados da casa (isso lá pela meia-noite) procurando desesperadamente pelo meu chocolate sem ao menos encontra-lo. Revirava os armários, cantos, até o lixo. Quando eu imaginei que estaria no lixo então, caí no desespero, imaginei que o meu pai viria com aquela desculpa esfarrapada dele, por ele jogar algo nosso fora pode ser perdoado, mas uma coisa dele é motivo de forca.

Minha mãe pra aumentar minha insanidade dizia "O que? Não era pra comer?"... Teria voado no pescoço dela se eu não tivesse parado e pensado. Naquele momento eu parei com meus botões e pensei "Porque você está fazendo isso?".

Sim, eu tenho uns lapsos socráticos de me questionar até numa hora dessas. Porque eu tava correndo atrás do chocolate? Era o doce? Era por ser uma marca? Era por ser caro? Não, não era. Como já disse, nunca fui fã de chocolate. Marcas pra ser sincero, nunca me importei, exatamente por não gostar além de querer o convencional assim como não gostar do próprio chocolate. E algo ser caro nunca será motivo plausível pra mim pra não experimentar algo. Cá entre nós, no meio que eu vivo já experimentei muita merda, tanto das caras quanto baratas.

A resposta veio com a quietude dos pensamentos. Me questionei.

A lembrança de alguém que você quer ter como mais que um amigo?
Guardo coisas. São raríssimas as coisas que guardo, mas guardo algumas apenas pra que caso um dia eu as encontre quando a esperança eu procurar, eles estarão lá. Existem alguns lugares aqui em casa - os quais sequer lembro com certeza quantos e onde estão - onde eu guardo tais coisas. Eu sou muito ligado ao passado, mesmo que muitas vezes eu o odeie. Mas preciso me apegar a ele, pois o hoje já é passado, e o passado é a única coisa que eu tenho que é imutável.

A lembrança da circunstância em que você ganhou isso?
De fato. É difícil de eu me lembrar com exatidão os melhores dias da vida. Os quais se eu pudesse teria um Reward na vida e rebobinasse a vida e chegasse lá. Não lembro de todos, mas o dia 14 de julho e o 21 de julho do ano passado são datas que agora eu me lembro como foram boas, e eu retomaria sem dúvida. No primeiro foi Anime Friends 2006, onde eu fiquei o dia inteiro com a minha irmãzinha Hokuto-chan e o Rodrigo, namorado dela que hoje é um ótimo amigo. O dia 21... Bom... Vejam os arquivos, hehe... Mas o dia 2 de setembro desse ano entraria com certeza pra um dia memorável... E nem preciso dizer o motivo né?

A tristeza e o desespero de sem sua vontade toda esse significado jogado ao lixo e nunca mais possa ser resgatado? Que mesmo que depois daqui a anos eu olhasse pra trás e tentasse me lembrar de uma época boa distante e não a encontrasse?
Pois é. Não é o chocolate. Ela poderia ter me dado um pedaço de papel. Nesses casos eu sei que sou xarope e bem feminino. Pareço uma mulher mesmo. Minha mãe tem um diário cheio de papel de bala que recebeu de meu pai. Acho que foi daí que puxei isso dela. Coisas boas devem ser guardadas na memória e digo mais: se ouver uma prova material daquilo, isto irá durar até onde puder. Aquela coisa que você verá e dará risada, lembrará de um momento bom, enfim... Qualquer coisa.

Uma pena que papel se deteriora rápido. =(
Mas o guardarei. Mesmo que seja coisa de ultra-mega viado! xD
Com todo o coração, do meu anjo. =)

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Contagem regressiva iniciando!

Setembro começou né? Isso é ruim. Ruim porque o Sol entrou em Virgem e saiu do meu signo. U_U~~ Ah, mas Agosto foi como sempre um mês tranqüilo, pena que não aproveitei, hahah...

Mas vamos lá então... Com setembro começa a contagem regressiva até o final do ano. E há quem esteja já mirando em 2008. Nossa... 2008! Quem diria que eu iria chegar a tanto. Mas particularmente sempre romanceei demais a minha morte, e sempre achei que viveria pouco e morreria como aqueles filmes que eu tanto gostava. Mas de tempos pra cá apenas a idéia de morrer - quaisquer sejam os meios e as circunstâncias - têm gradativamente me motivado a não esperar por algo tão pomposo. Pra ser sincero, foi nesses dias que eu comecei a me perguntar de onde eu comecei a querer tanto deixar essa vida. Em que momento da vida eu comecei a olhar mais a morte do que a vida...

Acho que foi com uns quatorze anos que eu comecei a pensar no bom lado da morte. Meu pai sempre a vida inteira com suas conversas, sempre me colocou como a maior dívida que ele teve. Eu já taquei isso na cara dele, mas ele não admite. A diferença é o teor da conversa. Algo como "Eu pago tudo o que você gasta." e "Você não dá o menor valor ao meu esforço!", se bem que 90% das coisas que eu tenho eu não pedi pra ele, ele que dava. Hoje vejo que era meio que um trabalho clichê: o cara não pede nada, mas recebe. Ele recebe e logo pode ser cobrado. Se ele usa então, nem se fala, mais motivo pra cobrar e com o dobro de juros e correção monetária. Mas a cobrança claro, vinha no emocional. E dar valor ao esforço dele eu sempre dei. Poderia ter me juntado aos meus amigos do colégio que se drogavam mas eu ficava lá, eles do meu lado de drogando e eu lá numa boa. Ou quem sabe me juntar a alguns outros que hoje ouvi falar que são do tipo robbers, mas também nunca me juntei. Não foi por covardia. Foi a minha índole.

Desde então todo esse peso de cobranças por algo que eu não tinha culpa - que era exatamente a de ter nascido - me criou mais um dos muitos traumas que o pobre desajustado do meu pai me pôs: o de não querer ter filhos. Afinal, filhos são dívidas eternas, e o jeito que ele brigava comigo já deixava bem claro. Nessa época também que eu comecei a pegar ódio do dinheiro, mas isso fica pra um outro dia.

Podemos começar aí como a primeira provocação de guerra, mas não ficou apenas nisso, como sempre. Na verdade eu nunca liguei muito pelos meus amigos namorarem e eu não. Não me imaginava com vinte anos. Imaginava que iria terminar o colegial e... Sumir do mundo? Afinal havia completado o que me foi estipulado. Aí veio a faculdade. Mas quanto mais o tempo vai passando, e mais as rugas precoces vão aparecendo, vejo menos futuro ainda pra mim.

Desvirtuando os conceitos de antigamente, eu me considero deveras diferente. Minha amiga Daisy insistia dizendo que eu não mudei nada. Pobre coitada, creio que pelo susto que deva ter levado com um novo Alain magro, mais alto e cabeludo em relação á imagem mental que ela tinha na mente do Alain gordinho, estatura média e com cabelo baixo, creio que ela queria resgatar o passado de alguma forma. Azar o dela, talvez não saiba o quanto eu mudei, e isso é bem dificil de reparar-se ainda em uma conversa de apenas alguns míseros minutos.

Mas naquela época ainda tinha medo de morrer - embora eu realmente de fato quisesse. Não me venham com aquelas apologias típicas de pessoas que se acham melhores que os outros. Não estou dizendo que o meu estilo de vida é o correto, e também não posso negar que existem pessoas que são mais afortunadas do que eu, que provém de mulheres, dinheiro e roupa-lavada (odeio lavar roupa. Passar então... Ainda bem que só de ver a minha mãe fazendo isso eu já me canso por ela). É tudo questão de ponto de vista meus caros. Eu sou diferente dos outros, enquanto eles querem mais dinheiro, mais trabalho e mais carros, eu quero menos.

Eu não quero dinheiro. Na verdade se fosse pra viver eu gostaria de fazer uma única coisa: deixar absolutamente tudo pra trás. Ter uma chance pra deixar tudo e viver eu apenas comigo mesmo. Deixar amigos, família, mulher, dinheiro, casa... Queria viver igual a um andarilho, e queria ajudar as pessoas. De forma mendingante mesmo, mas sempre com a cabeça erguida. Eu penso bastante quando eu ando, por isso acho que acabarei morrendo ainda atropelado, afinal já fiquei bastante aéreo enquanto caminhava. O meu sonho além de morrer é ser um andarilho, um mero transeunte sem dinheiro mas com toda a boa vontade. Deixar pra trás tudo e viver dessa maneira. Passando fome, sem dinheiro, sem roupa (opa... aí também não! hahaha... Meu corpo é horrível e todo distorcido. Por isso nunca vou a praias ou piscinas).

Quem sabe eu comece a dar mais valor a viver. =\ Ou quem sabe eu apreenda a viver desse modo?

Mas infelizmente a chance de morrer já me foi tirada há muito tempo. Nem esse direito eu tenho mais. Não da forma que eu realmente almejava.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Felicidade.. Brilha no ar...

Seria fácil se fosse tudo agora só felicidade.

Ontem até estava comentando com o meu amigo Ivo da faculdade que eu estava com um mal pressentimento. Comigo é assim: normalmente agouros que eu tenho não são necessariamente ruins ou totalmente bons. As vezes posso pressentir que algo bom está pra vir, e vem algo ruim. Ou algo ruim que eu pressinto e na verdade era algo ótimo. A regra convencional também é válida...

Eu pressenti que algo de ruim iria acontecer, e quando eu chego em casa imaginando que era apenas um mero alarme falso, eu vejo perto do PC... TCHARAM! Um Notebook. O_o~~

E devo dizer que fiquei mais do que abismado, hahaha... É tão pequeno, e dá tanto choque... Ontem foi engraçado, eu tentava mexer nele normalmente e era só o fato de eu fechar um pouquinho os olhos pra aquelas piscadas mais lentas e... Eu levantava todo branco e perdido, afinal tinha acabado de ter levado um choque daqueles, hahaha...

Sim, eu consigo levar choque até com pilha cara, é impressionante. =\ Eletricidade deve me amar, ou algo do tipo. Mas tudo bem. Hoje eu falei com o meu anjo e devo admitir que hoje será um dia lindo, hahah...

Liga não... Eu sou daqueles que grita aos quatro ventos quando gosta de alguém. Coisa de leonino sem cura. =P Hoje aliás tive coragem de abrir a caixinha da Pandora do meu amor, e lá... Já fiquei com medo só de ver a embalagem: "French Chocolate"!

E eu como um bom bretão, odeio a França. Mas já que é algo dado pelo meu anjo eu irei comer, mas vou deixar claro que é só pq é ela que deu OK? Quero ver ninguém aí dizendo "Que traição a Rainha, Alain!"... u_u~~ Hahaha... To brincando. Eu já disse pra ela, ela pode pegar um pão com manteiga que caiu com o miolo pra baixo enrolado em um papel jornal que eu irei aceitar com a maior felicidade a agrado do mundo. Não prefiro e nem gosto de presentes caros. Gosto de presentes especiais, afinal são esses que faz os olhos lacrimejar (chorar, nunca!).

No mais, vou parar por aqui
Aliás, alguém aí sabe onde eu baixo algumas músicas da Ayumi Hamasaki? Bateu um interesse, heheh... ^^

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Eu quero mais! Hahaha...

Cena clássica que resume todo o filme Psicose, de Alfred Hitchcock. Aliás, esse filme tenho que admitir que me surpreendeu mais do que eu sequer imaginava. E vi que, o que eu tenho medo não são as cenas fortes, mas sim as musicas. xD

É a mesma coisa quando eu vi The Ring, e antes que alguém fale alguma merda, não... Esse filme não tem nada a ver com o Rocky Balboa, é O Chamado aqui. São os sons agudos. =~~ Esses sim me dão medo, me deixam atônico e me colocam na cena do filme de uma forma tão aterradora, que eu fico sempre desnorteado e desvirtuado, credo. =\

Imagina então com o Home Theather aqui de casa (huhuh... Fazer o quê, o som da TV é tão ruim que não dá pra ouvir nada a não ser as músicas do filme. Maldita qualidade Dolby Pro Logic e Digital...), logo a experiência seria elevada ao extremo. É o filme de suspense que mais me deu medo, é sério. =\ E eu dou muita risada em filmes como A Hora do Pesadelo e os Jason...

Mas acho que não vieram aqui pra saber disso né? Hahha... Mas não vou me ater aos detalhes do que aconteceu ontem. =)

Na verdade eu queria fazer uma homenagem ao meu anjo que caiu do céu e está tingindo aos poucos a escuridão. Na verdade isso é meio gay, mas como sou uma quase princesa então aí vai, hahah... Já falei que ela vai ser o homem da casa e eu a dona de casa, então tá tudo certinho. =P

E dizer que ontem o dia foi simplesmente ótimo e sei que será uma das pouquissimas coisas que eu lembrarei pelo resto da vida com certeza plena. Até porque um velho como eu não tem muito tempo de vida, então até a morte não me falta muito. Portanto sem mais delongas, eu amo-te, gosto-te, admiro-te... E muitos outros "-te" e mesmo ontem com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo foi algo simplesmente mágico que não esquecerei nunca mais.

Agora? Bom... Eu quero mais! =D

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