segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Justiça I

Muito provavelmente já pensaram nisso que vou dizer, então vamos lá.

Estava pensando no conceito de justiça que rege o mundo. Nesses pensamentos, veio a idéia de que justiça acaba sendo uma forma de vingança. Eu não sei, afinal já me relacionei com uma advogada, então é melhor eu medir minhas palavras, hehe... Mas essa conclusão veio baseada no crime de homicídio.

Ao menos nos países como Estados Unidos onde existe a pena de morte, isso pode ser ainda mais exemplificado. Pois matando alguém é a única maneira que impedir com total certeza que ela volte a cometer o que muitos talvez denominem por barbárie. Não vejo nada mais que uma vingança, uma espécie de código de Hammurabi em pleno século XXI. Pensemos antes que se quisermos definir justiça devemos defini-la por si só. Caso quisermos conceitua-la devemos esperar que a própria palavra se explique por si só, e que conceitos tanto dos tempos de hoje quanto dos antigos fiquem isentos disso.

Antes de mais nada, tomarei algumas palavras do grande Sócrates. "Muitos dizem que ser injusto é bom, pois o injusto consegue coisas de uma forma bem mais rápida comparada com a maneira que o justo consegue. Porém definiremos que justo é a pessoa boa, logo apenas os justos e seus atos que são de fato bons." Sim, um mega resumo, ele passa capítulos querendo falar basicamente isso, embora agora que eu estou lendo não tenha ficado absolutamente tão claro do que quando lemos em A República.

Prosseguimos agora que temos a definição de justo socrática, o que torna um ato justo? Vamos exemplificar com roubo ou furto. Vamos dizer que você está andando na rua falando ao celular com seu namorado/a e é surpreendido por rapazes de moto que puxam e levam embora. Tal crime está cada vez mais em alta, por não se fazer necessário uma abordagem mais direta. Provavelmente após o susto, a pessoa dona do celular ficaria meio frustrada por ter não apenas perdido o contato com o cônjuge, mas também o aparelho que deve ter sido caro.

Logo, o cidadão que trabalha, paga seus impostos, que faz de seu suor um meio para agradar seus luxos e coisas superfluas acaba tendo razão nisso. Bom, como eu sou chegado a mafiosos italianos, e como um bom descendente de italianos que eu sou, irei citar agora uma frase de um gatuno célebre, vindo da Itália pra cá que dizia o seguinte: "A propriedade é um roubo. Portanto não sou um ladrão".

Gino Amleto Meneghetti, pisano nascido no século XIX veio pro Brasil e logo se especializou em sua arte um tanto antisocial, a do roubo. Muitas coisas que ele dizia que eu ainda me pergunto, por isso meu antipatriotismo só leva a crer que bandito burro no Brasil só quer comprar Nike, enquanto os italianos além de terem classe têm toda uma filosofia por detrás. Fico pensando nisso, afinal o roubo só existe quando há propriedade. Você, que trabalha, que paga por um celular acaba de alguma forma roubando isso.

Roubar afinal pode se resumir a tomar posse de algo, dadas às devidas circunstâncias que essa propriedade é tomada. O que garante que algo é seu? Que poder que você tem para dizer "isso é meu"? Na verdade você apenas tem algo pelo fato das outras pessoas aceitarem isso, ou o que chamamos de leis que te forçam a aceitar isso.

Gosto de tomar o exemplo de filas. Pode ser qualquer uma, mas gosto de falar da fila do Terminal que eu pego o ônibus. Afinal, porque o primeiro da fila deve tomar o ônibus primeiro? Pelo simples de fato de haver um concenso entre os que chegaram após dele que, pelo fato dele estar lá em pé há mais tempo que os outros logo tem que pegar o ônibus antes dos que esperaram depois. Mas porque o cara que acabou de chegar não pode pegar antes dele?

"Porque não é justo." Essa seria a resposta. Pois o cara que esperou deveria pegar o ônibus antes pois sofreu e pagou por isso, o fato de ter ficado em pé, durante um bom tempo, por exatamente estar mais sujeito a poluição, gases tóxicos ou atropelamento (ok, a última foi um tanto exagerada).

Logo a posse que o cara adquire é a de subir no ônibus primeiro e poder ter uma chance de 100% de escolha dos lugares vagos por alguns segundos até o que vem depois dele escolher, aí será um lugar a menos para ele escolher, caso não tenha escolhido algum. A propriedade sempre vem junto de um pagamento. É o preço pra você ter algo. Logo esses que esse preço pagam podem ter o direito sobre tal coisa.

Isso é a garantia da lei, onde o senso comum o aceita. Se leis existem, é porque abaixamos a cabeça e dizemos "sim". Que fique claro que não estou apoiando os marginais, estou apenas propondo uma discussão. Se eu admito que você tem um celular, é por causa de mim que você tem a propriedade sobre ele, não pelo fato de você ter trabalhado para conseguir comprá-lo. Afinal a partir do momento que eu não respeitar essa sua propriedade pelo aparelho de comunicação você não terá mais posse dele. Mas a pergunta é: eu estarei sendo errado ou certo?

Nenhum dos dois. Mas pela lei, pelos bons costumes e pelo senso de justiça o ladrão estaria errado.

domingo, 28 de outubro de 2007

Esposa e filhos

Não gostei da foto. Mas como é da série "I love my Katana", heuhaeua.. xD

Lembrei de uma amiga nesses dias que jogava Ragnarök comigo. Era meio bobinha, um tanto ingênua. Mas aparentemente me conhecia muito bem e sabia dizer palavras certas. Pena que acabei brigando com ela, enfim (na verdade até queria brigar com ela... u_u)...

Um dia estávamos jogando e ela virou pra mim e disse: "Você tem que parar de viver olhando pro seu passado. Você só terá um futuro quando deixar de viver do que já se foi". Bom, eu sou meio cabeça-dura e dificilmente seguiria isso. Como eu sempre falo eu sou um eterno devedor do meu passado. Fiz muita coisa de errado lá atrás, magoei muita gente, fiz muita coisa errada, e ainda sei que tenho muito a pagar pelo que eu fiz de errado antes e tenho que pagar no presente e arrumar tudo, caso contrário não creio que terei um futuro.

É uma seqüência de erros e merdas que fiz que eu não conto a ninguém até porque eu odeio falar de meu passado, pros curiosos de plantão (leia-se ninguém). ^^

Na época eu a respondi que não poderia pensar no futuro se o meu passado ainda está lá pra me reprimir dizendo "Não faça isso porque você sabe no que vai dar!" ou "Você fez coisa bem pior, tem que tomar mesmo muitas chicotadas pra pagar pelos que você fez!". Logo, teria que arrumar. Questão de combinação, afinal não posso ir lá na frente no futuro acabar sofrendo porque não arrumei um erro ou uma tolice que fiz lá atrás. É um coisa do meu espírito, que luto sempre pra arrumar e tentar deixar do lado as coisas horríveis que fiz.

Aproveitando que estou falando de passado, hoje vi pelo Orkut o profile de um antiguíssimo amigo meu. Estudávamos juntos da terceira até a sexta série, ainda continuamos a nos falar depois, mas depois que eu deixei a escola antiga eu perdi contato totalmente. Não sei o que ele faz, nem tenho o anseio de saber, mas ao visitar o álbum dele me deparei com uma foto de uma mulher grávida como legenda "Que delícia, essa é a mulher da minha vida", e embaixo uma foto dele com um recém nascido dizendo "Essa é a maior emoção da minha vida".

Não é claro ele o meu único amigo a ter filhos. Na verdade posso contar tranquilo dos dedos das duas mãos os que já são pais e mães. Mas é engraçado como esse tempo louco vai passando. Lembro-me dele ainda nas aulas que um professor nosso dava de algo como "Educação Sexual", onde nós moleques na época haviamos descoberto coisas deveras... Precoces pra nossa idade. Aquela fase da puberdade que todo mundo já passou ou vai passar. A gente na época morria de dar risada quando descobriu como as mulheres se masturbavam, hahaha... *capota.. Sim, é vergonhoso, heheh, mas tinhamos dez anos aproximadamente*

E agora o cara tá lá, com uma mulher, morando junto e fazendo filhos. Cara, eu sou muito encalhado mesmo, hahah... Como diz a minha tia, eu sempre penso muito e é aí que mora o problema. Seja Angela, Naiara, seja o diabo, seja alguma mera transeunte. Não digo que quero ter filhos, longe disso. Na verdade eu tenho um pouco de receio sim, pq lembro de ter feito uma vez a brincadeira da agulha e depois dela dar certinho com meu irmão e minha mãe comigo a agulha não parava... Meu irmão terá um casal e mais um, minha mãe deu certinho: dois meninos. Comigo a agulha não parava, hahaha... Foram mais de vinte, vinte e dois filhos eu acho. Parei ela na hora e disse: "CHEGA!", heauheau... Nem vi até quantas dezenas de filhos teria, pq a agulha não parou! Comigo essas coisas não dão certo, até pq tenho uma série suspeita que eu seja estéril por ter tido caxumba há cinco anos. Tudo mulher também... Só uns sete meninos dos vinte e dois.

Pelo visto as dores de cabeça não acabarão (se multiplicarão, ainda mais com quinze donzelas pra cuidar). Mas fico vendo meus amigos tendo filhos, casando, envelhecendo tanto quanto eu, e fico pensando: será que é tão importante assim eu ir contra a maré? Algo como você vê que todos vão pra um lado, e você insistir em ir pro outro lado, mesmo que tal caminho seja sombrio, solitário e sem ninguém.

Me pergunto se eu tivesse sido influenciado por alguns amigos eu seria isso que sou hoje. Se eu seria um "jovem antenado" ou um "velho rabujento e careta". Eu felizmente sempre fui influenciando eles, mesmo pro bom ou pro mau caminho, mas quase nunca influenciado. Pergunto ás vezes se seria mais fácil falar gírias, pegar qualquer mulher por aí, somente agir por instinto... Ou quem sabe me juntar a alguma meretriz e ficar fazendo filhos adoidado, enfim.

Afinal o que é importante pra mim? O que me move a ser tão diferente? Francamente ainda me pergunto a fonte disso, se é influência ou escolha. Ficar revirando passado atrás de respostas, logo ele que tanto ódio e tristeza me traz. Bom... Se eu sou o que sou hoje isso se dá pelas minhas escolhas, isso é fato. Nossa, isso está ficando muito confuso. Cada vez mais... =P

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Living la vida pós-moderna!

É... Parece que o sol voltou.

Outra foto de eu com a minha kataná. Ontem a professora Isa falou de algo como a arte nos impedir de virarmos máquinas. Afinal, a arte é o que nos faz pensar.

Quero mostrar hoje a minha singela opinião sobre a arte em si. Quero dividir em três segmentos. A arte que eu costumo declarar como realista começou bem antes de Da Vinci ou Michelangelo Buonarotti. Ela começa lá atrás, no período que nós italianos chamamos de "il quattrocento", literalmente "os quatrocentos". Antes de tudo, temos que tomar como base duas características da arte greco-romana, a diferença que eles tinham quanto a pintura e a escultura. Pintura como sempre foi algo estritamente pensado para passar a ilusão mais próxima da real, enquanto a escultura era um mero trabalho braçal, que necessitava mais músculos do que pensamento. Claro que hoje em dia ambas necessitam de planejamentos e técninas diferentes. Vou focar mais na área da pintura.

Giotto di Bondone que explorou a perspectiva e é praticamente o pai dela. Existem vários afrescos dele na área da Itália, em Florença mesmo. Ao contrário do que muitos pensam, a tradução latina de perspectiva vêm de "ver através de", e embora outros tenham se aventurado antes da perspectiva geométrica a tentar fazê-la (vide Lorenzetti, Simone Martini), pouquíssimos conseguiram com tão êxito. A idéia de fazer arte o mais realista possível tinha muitos motivos. O primeiro, é claro, passar uma mensagem o mais racional e clara possível. Colocar um homem numa cruz ensanguentado e duas donzelas abaixo dele chorando passaria uma mensagem exata bem mais óbvia do que se fosse ser feita com ideários modernistas. Pra mim, foi aí que o ser humano virou uma máquina unilateral, obedecendo apenas uma única linguagem, sem uma segunda opinião.

Antes de continuar porém, quero deixar claro que isso não tem nada a ver com minha opinião pessoal sobre arte em si. Até porque sou um artista e gosto de ser bastante eclético, fazendo tanto coisas modernistas como também coisas clássicas. Acho que a sociedade anda preconceituosa com arte clássica nos dias de hoje, e eu acho que deveria haver tanto respeito de uma quanto para a outra. Vamos a continuação:

Isso durou claro, até começarem as vanguardas, com o Impressionismo dos franceses. Porém ela continua deveras realista. Mas o ser humano foi apresentado a um outro ângulo de visão: o de ver as coisas por uma outra maneira. Há quem diga que modernismo começou no simbolismo e no realismo, nem tiro tanto crédito deles, depende do que você define como "ver por um outro ponto de vista". Se for assim, vide Rococó e Barroco, embora parecidos, ambos têm características distintas. E daí em diante, os intelectuais fundaram o modernismo nas artes. Criaram acima de tudo novas linguagens. Novas idéias. Minha professora disse nesse momento que foi nessa hora que o homem queria deixar meio de ser máquina, pois teria outras linguagens á sua volta.

Porém, eu não penso nisso. Creio que isso sim fez o homem continuar uma máquina, porém de multiplas linguagens. O que eu não gosto no modernismo é exatamente essa criação de muitas linguagens, e abandono delas inclusive. Muito foi investido da cabeça dos artistas para tirarem dela uma nova maneira de ver e passar mensagens, embora não tenham explorado na minha opinião a totalidade.

Por isso mesmo, creio que o que realmente irá nos tirar dessa câmara de oxigênio será o pós-modernismo. O pós-modernismo praticamente não criou novas linguagens. Incorporou várias e as evoluiu, transcendeu. Vide psicodelismo por exemplo. É explorar as novas linguagens e não cria-las. Tirar o máximo de proveito delas, dar um significado além do já dado. Modernismo sempre foi deveras superficial e "uma linguagem nova que todos entendam". Já o pós-modernismo chegou pra, com expressões coloquiais, chutar o balde e destruir tudo.

Tirar essa idéia de que criar uma nova linguagem tem que ser baseada na utilidade e na versatilidade. Porque não criar uma linguagem inútil, que tire as pessoas de seu transe monótono, que as tire de seu êxtase de ficar apenas vendo as informações, embora em diferentes linguagens, mas todas na sua utilidade e deveras certinhas? Crie um quebra-cabeça. Que sua arte não pregue uma nova linguagem, mas que a aprimore ou então não crie linguagem nenhuma! Vi rapidamente o novo álbum do grande Tom Zé, e em uma entrevista dele vi o uso de sons que ele mesmo arquitetou, e digo que aquilo já é a influência pós-moderna querendo tirar o homem de seu eterno "acorda, vai trabalhar, volta pra casa e dorme" e complicando a sua vida, fazendo que ele se perca na sua imensidão de anseios e devaneios e caia em outra esfera. Claro que ele irá se achar depois, mas criar novas linguagens úteis acabou. Já criamos demais. Agora a ordem é explora-las!

E viva o pós-modernismo. Se você é daqueles que diz que isso não existe, sinto muito. O tempo irá mostrar a você. =)

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Nascimentos, batidas. Sem mortes.

Cada vez mais ouvindo Ayumi Hamasaki e ficando também ao mesmo tempo bem fã dela, hehe... Gostei bastante dos álbuns Rainbow eSecret. E não paro de ouvir a canção Rainbow e A song for XX.

Esses são os filhotes! O caolho provavelmente era o da direita, metido a aventureiro. O segundo é o maria-vai-com-as-outras. Eles passam por debaixo desse pequeno bloqueio, e vendo isso ainda me pergunto como gatos são vertebrados (mas animal vertebrado não é necessariamente o que tem ossos, e sim coluna vertebral. Ah-ha! Faltou nessa aula na escola né?). Quem quiser, estaremos em breve doando. Mas tem que cuidar viu? U_U~~ Não quero vê-los virando churrasquinho de gato por aí.

Falando em Ayumi Hamasaki, enquanto ouvia acho que era Hanabi dela e indo pro Senac, do nada ouvi uma freada brusca. Mas quem nunca ouviu? Nem reparei. Até que ouvi um som forte de algo se chocando. Quando eu olho lá estava: um carro tinha batido numa van! Cara, foi impressionante, eu até falei algo "Cara, eu nunca consigo ver uma coisa dessas ao vivo! Que foda!"... Sorte minha que a rua estava vazia, porque eu falei alto mesmo, e provavelmente já teria saído nos tapas com alguém, hehe...

Sim, podem me xingar do que quiser, mas ao ver aquilo eu só consegui arregalar os olhos e me lamentar por não ter uma câmera pra filmar aquilo. Sorte que nada aconteceu, e de fato a batida foi feia. Uma donzela estava no carro, e um senhor na van, ambos saíram sem nada mais que um susto, embora o carro da signorita tenha ficado praticamente sem o lado direito - este totalmente amassado pela van. Fui acelerando o passo, atravessando logo a rua, e quando eu vi já estava saindo fumaça de lá de dentro. Pronto, e se eu for lá ajudar vai acabar explodindo! u_u~~

Agora além de xingar, me batam, pois além de eu ficar totalmente extasiado por ver um acidente ao vivo e a cores e tão destrutivo e ter achado foda, eu não fui lá ajudar pra ver se estava tudo bem. Simplesmente dei as costas e fui, enquanto a donzela xingava o senhor com palavrões que até eu desconhecia, hehe...

Nesses dias achei o papel da auto-escola com a marcação do dia da prova prática que foi em maio. Tenho meus motivos pra não ter passado. Habilidade não faltou. Nervosismo foi apenas atuação.

E viva os gatinhos e o caolhinho! Eu disse que tiraria fotos, huh?

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

A justiça sempre vence.

Um censo de justiça. Numa época em que cada vez mais vemos apologias em todos os cantos sobre "seja maloqueiro", "tire onda com as pessoas" e coisas do tipo, é esse censo de justiça e honra que cada vez mais é o que me move.

Vi ontem o tal Tropa de Elite. Devo dizer que fiquei abismado, principalmente com a parte do treinamento. Tão duro quanto o exército de Israel, formando policiais que agem por total frieza, calculismo. Um verdadeiro batalhão treinado e hábil para ir contra criminosos. Engraçado como eles também focam na ineficiência da Polícia Militar cedendo armas, enquanto o BOPE acaba sendo o anjo da guarda.

Acho que até no Ragnarok sou movido por esse meu censo de justiça. Tanto que não tenho nenhuma profissão ligada à evolução dos Thiefs (Gatunos, no jogo), são ou ligadas à religião ou a honra (meu cavaleiro, por exemplo, um dos meus favoritos). Há nos tempos de hoje uma grande propaganda anti-policial, e muita gente diz que a matança no Rio de Janeiro não terá fim. Mas eu vejo um fim sim.

Não vou dar uma de Nostradamus, mas acho que essa repressão sim vai ter um fim e será breve. Se eu fosse bandito, teria medo. Conte quantos criminosos são mortos e quantos do BOPE continuam vivos. Estou falando de estatística, não estou falando do filme. É tudo questão de combinação: quem tem dinheiro, investe mais. Se tiver dúvidas, veja a habilidade em combate que o BOPE tem. Cara, é sem noção. Eles sobem o morro matam mil, e não morre nenhum deles! Aquilo é impressionante... Se eu for dominar esse país sei que não terei que temer o exército ou a marinha ou nada do tipo. Terei que temer o BOPE, isso sim! Traficante só tem dinheiro pra comprar arma, e pensam que por uma pistola na mão de um qualquer é o bastante para ele saber atirar e defender. Seria verídico se fôssemos tomar como parte a morte dos moleques que entram no tráfico.

Então como terminaria se esse exército sempre continua? Primeiro vamos tomar os fatores que os fazem existir: primeiramente um governo fraco. Eu sou a favor de repressão sim, tem mais é que aparecer lá e bater. A lei torna todos nós iguais, e quem a distorce, seja rico ou pobre tem que sofrer suas conseqüências. Queria saber se colocassem aqueles mil-planos de urbanização de favelas se eles não iriam aceitar. Tem mais é que derrubar aquilo e dar casa digna a todos. Tempos onde favela e casas viviam bem como o início de século XX no Rio de Janeiro jamais voltarão.

Segundo: tornar o crime algo que não compense. Como podemos ver, muitos pirralhos entram no tráfico querendo dinheiro fácil, mais fácil do que por meios legais. Infelizmente novamente o governo continua lá em cima dando uma vida pobre pra todos os brasileiros enquanto eles sugam todo o dinheiro.

Em tempos onde cada vez mais estamos forçados a dar crédito a bandido, porque é pobre e coisas do tipo, eu sou daqueles que crêem que ainda exista alguma justiça nesse país. Vou até usar uma versão minhas de palavras de Platão em A República. Ser injusto é bom? Afinal vemos os injustos sempre se dando melhor que os justos. Tomemos parte: quem é justo é bom? Quem é injusto logo, não é uma pessoa boa. Logo uma sociedade justa, é uma boa sociedade. Uma comunidade onde os pobres roubam e os ricos também jamais serão justas.

Somente não irá terminar se o que eu mais tenho como teoria seja real. Que é o próprio governo que sempre esteve por detrás da palavra "crime". É apenas uma teoria, mas não sou daqueles que ficam tanto nas ideologias... Sei que já ouviram isso antes.

Mas ainda creio ainda que a justiça sempre vence. Sim, eu queria fazer direito, adoraria defender alguém no tribunal. O problema é decorar as leis, hehe...

terça-feira, 23 de outubro de 2007

E viva o caolhinho!

Vamos hoje começar pela minha foto atual do Orkut. Sim, já deu pra perceber que eu sou BEM fotogênico. Devo admitir que eu sempre adorei tirar fotos, como diz a minha tia, é mania de pobre sair bem em foto, porque rico nem sorriso em foto dá, heheh...

"Não acredito que o futuro é construído abandonando as pessoas, deixando-as pra trás. Se algum futuro pode ser construído este só pode ser feito pelas pessoas que vivem hoje e que acima de tudo se ajudam".

Uma das minhas frases favoritas. Meio autoria minha, heh... Porém hoje eu estava varrendo a casa, como de costume na faxina diária, e sempre eu tenho que passar pelo corredor onde estão os gatinhos recém-nascidos. Tenho acompanhado dia após dia o crescimento deles. Nasceram sete, quatro infelizmente morreram. Dos três que sobraram, dois eram perfeitos, mas havia um diferente.

Esse terceiro era caolho. O seu outro olho estava grudado de tal maneira que mesmo depois da mãe lamber sempre como faz o rostinho dele, era o único que não se abria. Sentia pena dele, pois além de eu não poder fazer nada, ele iria sofrer demais. Não sei se vocês sabem, mas existe um motivo de todos nós termos dois olhos. Um olho sempre tem um ponto cego (eu já consegui uma vez ver exatamente o ponto cego. E é relativamente fácil... Feche um olho e fixe o olhar em algo. Se for o direito por exemplo, guie sua mão de modo que fique num ângulo abaixo do campo de visão. Uma hora ela desaparecerá ou do lado direito ou do esquerdo, não lembro exatamente, mas funciona! E se você virar a mão um pouquinho continuará vendo ela. Sim, é meio complicado de se explicar...), sem contar que pelo fato de termos dois olhos não vemos as coisas achatadas como numa fotografia, pois se vemos com os dois olhos temos noção de profundidade.

Só você tentar fechar um de seus olhos e tentar pegar numa barra de um trem. Tentem isso de preferência quando ele estiver parado. Só que feche os dois olhos por uns cinco segundos. Dê alguns passos pra trás e abra apenas um. Tente agarrar a barra de segurar do trem, provavelmente você agarrará o ar na primeira e a barra na segunda, heh...

Pra um gato então é bem pior... Ainda mais porque gatos são bem aventureiros. Gostam de pular em telhados, muros, escalar. Os praticantes de Parkour da natureza! Logo, o caolhinho aqui de casa nem viveria muito. Terminaria em algum canto perdido por ter calculado mal algum salto ou por não ter visto algum alçapão.

Enquanto varria a sujeira, vi a mãe dos gatinhos vindo ao meu encontro, como sempre (ela me adora, mas esse amor tem hora que enche o saco, pois muitas vezes enquanto estou no banheiro fazendo o número dois ela aparece pra ficar ronronando e pulando em cima de mim...) e quando eu olho pra detrás dela um filhotinho de gato saindo por debaixo da portinhola protetora que colocamos pros filhotes não sofrerem nada e só encontrarem com a mãe. Caiu no chão com um baque oco. Ficou miando procurando sua mamãe. Deixei a vassoura de lado e fui ver de perto se tinha acontecido algo.

Quando eu peguei ele e o ergui, eu olho o rostinho dele: era o caolho! Na verdade ex-caolho. O olho dele vinha sido aberto de pouquinho em pouquinho dias atrás. Mas dá pra reparar bem porque ele tem estrabismo, então só reparar no gatinho vesgo e caolho que ficou estereotipado. =P

Sim! Pra alguém que diz que não acredita em abandonar as pessoas, o gatinho mostrou bem o contrário! Na verdade ainda tinha uma esperança. Pensei que era quem sabe algum tipo de cegueira causada por gonorréia, logo o gatinho não teria esperanças mesmo, mas minhas expectativas foram felizmente erradas, e ele está lá, indo brincar pelos cantos da casa. Com os dois olhos.

Breve eu o fotografarei. =)

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Death Note em anime é bom. Mas mangá é melhor.

Yeah! Estou vendo finalmente o anime do Death Note. E estou me impressionando! Na verdade, eu sou daqueles que não acredita em anime. Primeiro que eu odeio baixar, demora demais. Segundo que é colorido, e eu não sou muito chegado em cores. Terceiro, é o fato que talvez muitos odeiem, é o fato de distorcerem em demasiado a história.

Death Note ao menos não estão distorcendo tanto quanto no mangá. Algumas poucas coisas... Gosto mesmo é de baixar o mangá, pois tem o dedo do criador, e muitas vezes a direção do anime, mesmo tendo consultoria do roteirista do mangá, acabam distorcendo. Uma coisa que eu odiei por exemplo é darem TANTA atenção ás benditas maçãs. Quem leu ou viu o anime vai entender o que estou falando, e maçãs são tão secundárias no mangá, já no anime aparecem em tudo, desde na abertura até na animação em si.

Eu já falei, não acredito em anime, e pra mim isso me deixa cada dia mais frustrado. Sou a favor de ler o mangá e apenas ele, salvo pouquíssimas excessões. Me falaram que eu estou a cara do L (vide foto). Achei que nem tanto... Só porque o cabelo tá preto também? Eu sou inconfundível, oras!

Tirando isso, revi nesse fim de semana um dos meus filmes favoritos mais uma vez, A Viagem de Chihiro. Vi o trailer e... Fiquei meio triste porque vi que é a Disney que veio meio como publisher do filme aqui no ocidente. Deprimente.

Não gosto da Disney. Na verdade, eu gosto é dos antigos, quando o próprio Walt Disney ainda estava vivo. Hoje Disney não existe. Não! Disney existe como um parque de diversões. O que existe de facto é Pixar Studios que fazem animação pra nova geração. Nesses dias estava com uma vontade imensa de ver Fantasia, o primeiro lá dos anos quarenta. Isso que é filme! E saber que foi um dos primeiros filmes a usar tecnologia de sons estéreo, e hoje temos algo como Dolby 5...

Mudando de assunto totalmente, a luz ontem pra minha infelicidade, acabou! Como já talvez leram nos posts anteriores, eu tenho sim medo de escuro. Na verdade eu vi que eu tenho medo mesmo é de ficar pra dormir sozinho no escuro, quando tem pessoas ao redor nem sinto tanto medo. Mas pra variar haviam mosquitos, e fui tapeando o sono até mais ou menos umas quatro da madrugada, quando a energia voltou e eu cochilei, pra acordar cedo e arrumar a casa!

E hoje ao jogar Ragnarök o sono quase tomou conta. Oh deuses, definitivamente estou ficando velho mais rápido que eu pensava...

E valeu ao Guilherme por vir ver aqui em casa os DVDs do Death note. *_*

sábado, 20 de outubro de 2007

Dividir conhecimentos já!

Não gostei da foto. Parece que eu peidei e não estou aguentando o cheiro da minha própria flatulência, hehehe...

Muito bem! Mais um dia relativamente bom, exceto pelo calor. Mas não estava abafado, mas estava quente de qualquer forma... Hoje quero falar de uma coisa que eu tenho adiado a falar há muitas estações. Na verdade fiquei um tanto abismado ao ouvir de um amigo isso.

Ele me disse já há um bom tempo que não era a favor de dividir conhecimentos, ou como ele diz, ceder conhecimentos. Mais tarde ele completou dizendo que hoje em dia não era mais tanto quanto antes... Desde então aquela expressão ficou martelando na minha cabeça por um bom tempo, e tenho meditado a procura de respostas, se seria essa um meio de vida bom.

Lá nas minhas meditações, sempre refletia sobre os dois lados do tema. Deixarei claro que minha profissão - mesmo não sendo a atual, embora seja minha paixão - é ser professor. Adoro ensinar, dar aulas, enfim... Acho que isso acaba tornando-me mais velho do que eu já me sinta, mas tudo bem. Já estou acostumado. Logo, alguém como eu, jamais deve pensar em barrar conhecimentos, até porque meu ganha-pão vem exatamente dessa habilidade de transmitir conhecimentos.

Esse meu amigo porém não dá aulas e tampouco foi professor. Diga-se de passagem, ele tem a minha idade. Pra variar, eu como sempre acabo sendo mais caduco que o pessoal da minha idade. Mas andei pensando o motivo pelo qual ele talvez seja assim, e pelo pouco que eu o conheço talvez seja pelo fato de "não querer que o conhecimento que ele transmita seja usado contra ele". Algo como você ensinar a atirar e dar uma arma pra um aluno seu. A qualquer momento ele pode virar-se e com a habilidade adquirida acabar te machucando.

Também pela pouca vivência desse meu amigo, creio que seria padrão ele dizer uma coisa dessas. Afinal, se formos por na lista todo tipo de conhecimento ou habilidade que temos, desde passar manteiga no pão até conseguir manipular vigas de concreto armado (concreto armado é concreto com aço), teremos muitas coisas, mas é sempre a parte de conhecimento que temos de diferente que acabamos por passar, pela simples regra da adição humana.

Talvez por ele não conhecer muitas coisas além de sua realidade, e essas poucas coisas acabasse dividindo, ele tenha receio de transmitir tais conhecimentos aos outros. É uma realidade, um facto. Agora, vamos ao meu raciocínio, o qual eu não falei a ele, e não pretendo tão cedo. Os motivos darei lá embaixo.

Não acredito que o futuro é construído deixando as pessoas pra trás. Se eu não acreditasse nisso, seria adepto a filosofia de vida de meu pai - que gosta de humilhar as pessoas pelo simples fato de sentir-se superior e mostrar quem manda. Exemplos aqui em casa não faltam, mas até hoje tenho um tio que talvez ainda tenha pesadelos com o que meu pai fazia com ele na fábrica, principalmente na questão de "resolva esse problema" e "se vira, você não é quadrado!".

Veja bem, temos livros e mais livros de conhecimentos que foram escritos durante séculos e mais séculos. São pessoas conhecedoras de certo assunto, grande parte do período neoclássico, que vêem dividindo com o mundo toda sua gama de pesquisas e coisas do tipo. Claro, alguém aí dirá que "tá, mas a sociedade já está construída, não tem como ruir", não tirarei sua razão, mas o que temos hoje dou mais crédito a comunicação do que pra informação. Além do mais, já vimos muito bem com a queda do Emperium Romanus como é viver numa era de trevas, com pouquíssimos conhecimentos, e muitos deles ainda pra serem redescobertos (vide renascimento, não apenas o artístico, mas a descoberta de textos romanos sobre ciências, entre eles o meu favorito chamado Da Architectura, que continuo procurando até hoje... xD).

O que eu sinto ao dar aula, além do fator de "estar lá como um vendedor oferecendo meu conhecimento como mercadoria", é essa troca de conhecimentos. Quem ensina, acaba apreendendo, isso é um fato. Até mesmo pra mim, que sou professor de inglês, são com aquelas dúvidas mais cabeludas dos alunos que eu acabo não apenas incorporando palavras no meu vocabulário como também no deles. Sou a favor dessa divisão do conhecimento, até porque quem diz o contrário simplesmente não tem conhecimentos ou cede-os de uma maneira deveras fácil... Algo como, mesmo que eu ensine uma técnica de luta "x", posso te surpreender com a "y" que você não sabe.

Mundo como nós conhecemos jamais teria essa definição caso cientistas se fechassem e não divulgassem sua sabedoria. Mesmo que você descubra o Urânio e sua capacidade para fotografar ossos do corpo sem transpassa-los, um outro cientista pode criar coisas mais interessantes com ele, como a Bomba Atômica ou quem sabe Usinas Nucleares. Vamos dividir o conhecimento sobre tudo, pois ele pode multiplicar-se. Infelizmente pra alguns países conhecimento continua sendo uma forma de opressão aos países burros, não lhes tiro esse direito, afinal ainda vivemos num país onde é mais importante um governo que dê trabalho ao povo do que educação ao mesmo...

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Beijos, abraços e afins.

Foto antes de cortar o cabelo. o_o~~

Na verdade eu pedi pra ele cortar um pouco a franja, só que cortei até demais... Agora estou parecendo o John Lennon virgem antes de conhecer a Yoko Ono...

Estou com uma dorzinha de cabeça irritante que está quase me tirando os nervos. E ela não passa e eu to começando a ficar muito irritado. Descobri com o Google Maps a exata latitude e longitude em graus decimais da localização da minha casa, hehehe... Bem inútil né? Mas isso me lembrou o primeiro colegial, quando uma professora de geografia contou-nos a seguinte estorinha para ensinar algo:

"Digamos que vocês estão de férias. E como sempre vocês fazem, estão lá em Marte. Lá, bem longe daqui, vocês conhecem uma marcianinha e querem dizer pra ela onde ficam suas casas. Vocês apontam pra aquela bola azul no céu e falam o quê?"

(Agora ao menos se eu encontrar uma marciana tenho todos os números de latitude de longitude exatos de casa...)

Bom, sem mais. Estou meio sem assunto. Tinha planejado algumas coisas pra esse fim de semana, porém tudo foi pro espaço como de costume. Tudo bem, a vida continua. Uma vez numa taróloga ela me disse que eu viveria durante muitos e muitos anos, mas quanto mais vai passando os dias, vou perdendo essa vontade de viver cada vez mais.

Lembro da primeira vez que eu me recordo de quando conheci a morte. Anos mais tarde fiquei sabendo que eu já havia escapado da morte no meu nascimento, mas essa segunda história mais antiga fica pra depois.

Nessa vez que eu quero citar hoje, eu tinha seis anos. Meu pai me levou para ir assistir ao Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 (até parece que a frase está decorada do evento automobilístico). Não me recordo muito bem, mas enquanto tentávamos entrar, meu pai disse algo como "Vamos pegar ingresso com aquele cara ali". Pouco depois de comprarmos nossos ingressos um segundo homem puxou uma pistola semi-automática pra roubar o cara que tava vendendo.

Lembro-me de ter ficado um tanto maravilhado. Parecia cena de filme! Uma morte heróica, na frente de tantas pessoas. Já sabia o que era morte desde minhas memórias mais longíquas. Meu pai demorou um tanto a reagir, talvez pensando que eu correria de medo, e me puxou ferozmente pra salvar minha vida, claro. Mas mesmo ali já não temia a morte.

Anos mais tarde eu comecei a ter mais medo dela, mas devo dizer que era por garotas. Afinal, eu queria viver para ter algo a mais com aquelas coleguinhas da escola que a gente sempre esteve de olho. Mas de resto, nunca tive tantas ambições. É algo como "quando se tem dinheiro, não se tem amor", e vice-versa. Por eu ter sempre videogames bons, computadores, TV por assinatura, e nunca ter recebido como as outras pessoas "amor", acho que cresci complexado. o_O~~

Quando recebi o meu primeiro abraço foi num evento de anime, eu acho. Pra ser sincero eu não as conhecia nem há tanto tempo, mas por as garotas otakus (tradução literal: fã de animes/mangás/cultura nipônica em geral) serem mais carinhosas, quando eu recebi um abraço uma certa vez fiquei tão sem jeito, tão vermelho, afinal não tinha provado tanto daquela sensação na vida. Como já disse, meu pai sempre preferiu dar dinheiro do que dar amor, então já estava mais do que acostumado com aquela filosofia, mas ali naquele momento vi o quanto abraço pode ser bom, e como uma coisa tão simples me deixava tão bem. ^_^

Até hoje tenho essa queda por abraços, embora eu sempre dê um tapinha nas costas de companheiro, dificilmente eu abraço as pessoas com os dois braços e todo aquele aperto carinhoso. Chega a ponto de eu beijar e dificilmente abraçar. Se fosse escolher, preferiria abraçar, e falo sério. Não que dar um beijo fosse algo bom, mas eu sou daqueles que quer que seja memorável pro outro, não tanto pra mim. Embora ninguém tenha reclamado até hoje. Mas abraço é tão mais intenso, vigoroso, enfim... É único. Melhor que sexo, chocolate, drogas, Ragnarok, beijos, enfim. Não tenho que me agradar a outra pra eu ser chamado de bom de cama ou bom de beijo, abraço é simples, quente e conforta as pessoas.

Acho que eu estou tendo muitos relacionamento com mulheres cachorras ultimamente, isso sim. =P

Bouna sera. =)

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Deixar ou não? Eis a questão...

O tempo tá fechado mas o clima está levemente abafado.

Saudades da Kataná. Sim, eu tenho uma espada, isso não é Photoshop. o_O~~

Comprei ela há... Nem lembro mais direito. Para a felicidade de vocês ela primeiro: não tem lâmina. Segundo: mas ela espeta! Terceiro: ela é todinha PRETA. *_*~~

O que combina com o meu modelito, huhuh... =~~

Hoje eu estava meio sem idéia pra postar, até que eu lembrei de uma conversa que eu tive com a minha dentista na última vez que fui ao seu consultório para a manutenção mensal do aparelho. As pessoas têm me perguntado "o que há com a dona Angela?" ou aqueles mais espertinhos "Onde tá aquela menina que tava te fazendo tão feliz heim? Sabia que ia dar nisso, eu te falei desde o começo!". Enfim. Fato é que até minha mãe ficou com curiosidade pra saber onde estaria a dona A*****.

Portanto, venho publicamente aqui dizer que: Não tenho a mínima idéia.

Não sei o seu paradeiro. Ela simplesmente, sumiu! Tenho tentado ligar pra ela no número que sempre nos falávamos e nada. Tentei também um segundo número dela e menos ainda. Estou ouvindo um monte de gente querendo se meter nos meus problemas sugerindo milhões de possíveis soluções, mas como sempre eu sempre irei dizer "Tá bom", embora eu só vá pelo que eu realmente pense.

Sim, a minha irmã vai me matar, mas a minha Manuela Hokuto-chan me entende melhor que ninguém e sabe que eu sou muito cabeça dura e não dou ouvidos nem se Jesus Cristo aparecer em pessoa com os anjinhos e me dizer pra fazer o contrário. =P Na verdade eu estou revoltado sim é com essa maré de pessoas falando pra eu fazer X coisas, e eu pela minha educação ainda dar ouvidos e dizer, para não magoá-los, que sim, e ponto.

Primeiramente, o problema é exclusividade minha. Claro que eu estou muito nervoso com esse sumiço repentino dela. Lembrei da última conversa que eu tive com a doutora Ivanise exatamente sobre isso, sobre o fato de as mulheres antigamente serem pessoas não apenas fiéis, mas que pregavam isso contra os homens - que sempre agiram pela cabeça de baixo ou pelo melhor rebolado que passava na sua frente.

E hoje, talvez com esse feminismo, que diga-se de passagem eu já fui totalmente feminista, as mulheres querem também ser vadias e fazerem o que quiserem com os homens. Que fique claro que eu hoje não sou nem machista nem feminista. Não acredito na superioridade de um, afinal tudo que hoje em dia tem o caráter "machista" já fora impregnado como "mal" e "feminista" como "bom". Prego a socialização desses conceitos e a etiqueta acima de tudo.

Afinal boa educação e bons costumes nunca fizeram mal. E até prefiro. Tem muito neguinho aí que diz ser "moderninho" mas é tão atrasado quanto meus avós. Não sou a favor nem de homem nem mulher deixar o outro na mão. Mas de fato, fiquei muito triste semana passada pela Angelina sequer ter me ligado uma única vez ou mandado um mísero SMS. Claro, os que falam "deixa ela" não conhecem sequer um terço da jornada diária dela, e devo admitir, pro serviço dela e pelo tanto de sapo que ela tem que engolir nada não é nada leve. Longe disso.

Se eu vou deixar ela ou continuar a relação? Bom, isso é problema e só diz respeito a mim e a ela. Já tenho problemas o bastante com minha mãe tentando arranjar namorada e minha avó casamentos mil. Podem falar a vontade, não vou impedir que falem. Só que como sempre eu não garanto que vou escutar e seguir, afinal a última opinião será sempre a minha. Afinal, como diz a minha mana, eu sou bem cabeça dura. Pelo menos não me deixo levar pelo que os outros dizem. =)

Bouna sera a tutti.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Verdadeiros Mestres.

Como um professor (mesmo desempregado, mas ainda um professor) devo admitir que sempre no nosso estilo de aula acabamos pegando estilos ou influências de outros da nossa área que são igualmente queridos. Uma menina há muito tempo me disse uma vez que chega a ser um pouco engraçado o fato de quase todos os meus maiores ídolos serem professores - ou gente morta. Mas os que ainda estão vivos são em grande parte meus mestres.

Afinal eles passaram do âmbito de apenas professores. São pessoas com exemplos de vida que ou se tornaram amigos ou exemplos pra mim não apenas na profissão, mas na vida pessoal. Mesmo nos tempos de hoje eu sinto falta de dar aula. Hoje como é de praxe, vários programas de TV passam reportagens sobre o dia. Numa delas, n Hoje em Dia da TV Record, vi uma que eles analisam uma triste realidade, que exatamente por serem mal-remunerados os professores querem ser professores mais pela paixão da profissão do que por ganho salarial. De fato, até hoje minha mãe tem o sonho de ser professora, que ela conseguiu, e creio que esse hábito eu devo ter herdado dela como várias outras coisas.

Infelizmente não tenho fotos deles. Mas também não é ruim. Todos eles continuarão a viver no meu coração. =)

Olga [professora de língua portuguesa] - 3º Colegial
Vamos começar por uma no ranking das que começou odiadas e terminou amada. Imaginem uma mulher já nos seus trinta-e-muitos anos vestindo roupas um tanto... Calientes. Porém não se engane com a sua aparência jovial, ela sempre teve verdadeiros punhos de ferro. Logo no primeiro dia nos mandou definir grupos, com o qual iríamos conviver e fazer os trabalhos durante todo aquele semestre (sim, no colégio mesmo sendo escola pública tinha uma metodologia de semestre, onde tínhamos dois módulos, o de português e o de matemática).

Foram nove longos trabalhos. Não lembro-os exatamente. Mas pela densidade dos trabalhos e a complexidade ser sempre um digamos, requisito mínimo, tivemos que produzir coisas um tanto complicadas. Lembro-me de ter que aprender até a dançar frevo. Sim... É uma das muitas partes humilhantes do passado, mas eu até que dançava bem, modéstia a parte. Com toda a velocidade nos pés, a sombrinha e o clássico abaixa-sobe. Sim, foi um tanto hilário, e tivemos que dançar na frente da sala inteira.

Cantar também. Lembro-me que tive que decorar Pra não dizer que eu não falei das flores, do grande Geraldo Vandré, e eu cantei na frente da sala, pois nosso grupo tinha pegado dois artistas brasileiros importantes: Vandré e Jair Rodrigues (sim! Deixa que digam, que pensem, que falem, deixa isso pra lá, vem pra cá, o que que tem...). Até mesmo novela tivemos que fazer. Essa, foi gravada baseada na obra de Graciliano Ramos, Vidas Secas. Até hoje tenho a fitinha aqui!

Enfim... Tivemos muitos problemas, e foi aí que eu era o "ditadorzinho FDP" do grupo. Mas devo dizer que se não fosse pelo meu punho de ferro e as cobranças não teria saído nada... =\ Bons tempos em que todos me obedeciam sem reclamar ou opinar (na faculdade agora estou tendo muitos problemas exatamente por ser "democrático"...).

Kiss [professor de inglês no CNA] - Advanced II até High Advanced II
Esse é alguém que eu tenho foto! Grande Kiss. Devo admitir que no começo tinha medo dele. Devo admitir que ele é uma das pessoas mais hilárias e mais sem noção que eu já vi na minha vida.

Antes eu só o conhecia por "Hello, mister" e "Hi, sir", pois sempre quando tinha aula com outros professores eu ouvia a porta dele bater de forma bem brutal, e eu sempre que perguntava todos já tinham a resposta: era o Kiss!

Ele pode ter pinta de jovem, mas é BEM velho, heuaheuhaeau... Ainda sinto muita falta desse mané hoje em dia. Primeiramente, ele sempre foi um verdadeiro dicionário ambulante, e mesmo hoje eu sendo professor de inglês como ele, ainda gostaria de saber um terço do que ele sabe. Acreditem, ele sabe muito de inglês, é algo fora do normal, e quando eu perguntei onde ele aprendeu tanto - uma vez que ele só foi pra fora numa rápida viagem ao Paraguay - ele disse: "See the movies!". Apenas em filmes, mas depois que eu comecei a ver os filmes eu vi que é bem por aí mesmo.

Não apenas isso, mas ele sempre foi muito engraçado. Tinha tiques como ver moscas voando pela sala, só pegava salas com janela (logo eram bem quentes), cumprimentava as pessoas de forma engraçada, dizia pra fazermos os trabalhos "Togedinhos" (em alusão ao together, em inglês), ou dizer "Oukie doukie, children", além de falar de seus hábitos como por exemplo o de comer meia dúzia de ovos crus ao dia.

Além de tudo é um homem que batalhou a vida inteira. Foi perueiro, e um belo dia decidiu dar aulas de inglês. Aprendeu inglês sozinho vendo filmes (claro que ele depois frequentou cursos, porém como ele diz, não adicionou muitas coisas), além de ser um fã de rock das antigas, principalmente da banda KISS! Sabe ouvir as pessoas, dar conselhos, e é inteligente em tudo. Leitor ávido, sempre está com um livro diferente indo de cima pra baixo. E grita, e muito. Sabe prender a atenção da sala e ensinar bem o que deve ser ensinado. Além de ter virado um grande amigo meu, que eu tenho muita estima.

Herta [professora doutora de História da Arte] UNIb Architectura 2006
Essa aí sem comentários. Devo dizer que eu sempre amei história, desde criança mesmo, foi a matéria que mais me fascinava. Acho que é daí que vem a minha mania de sempre olhar pro meu passado tentando ver algum futuro (o que muitas vezes ou acaba me deixando em depressão horrenda ou com pouquíssimos orgulhos... Mas como eu sempre digo, o meu passado é a única coisa que eu tenho de preciso, pois o presente já irá virar passado e o futuro ninguém sabe...).

Num curso onde eu odiava todas as matérias, era exatamente na história da arte que eu me sentia bem. Fazia questão de ir toda santa segunda-feira para a faculdade, e lá sentar-me nas primeiras fileiras e ir questionando tudo sobre desde Giotto di Bondone até o meu amado Gian Lorenzo Bernini. Excelente teórica, até hoje eu tenho memorizado falas dela.

Sem contar a formação dela que é sem comentários. Doutora pela USP em História! Ainda é um sonho distante pra mim, mas adoro história e ainda sonho em fazer. Dona Isa, minha atual professora de história de Arte no Senac que me perdôe, mas igual a senhora Herta não tem e duvido que alguma seja como ela. Pra sempre carregarei ela, que sempre fora simpática, atenciosa e mulher muito sábia.


Acabei absorvendo então hoje três conceitos diferentes. Uma a de inovação na sala de aula, que eu aprendi com a Herta. Afinal, com trabalhos mais diferentes as pessoas se interessam mais e logo farão trabalhos melhores. Acreditem, NINGUÉM na matéria dela na época ficou de recuperação isso porque todos a xingavam e queriam matá-la, heheh... Com o Kiss, aprendi a como ensinar com bom humor e prender a atenção dos alunos tornando-se amigos deles. Com a Herta, aprendi a não ensinar no modo lógico, mas sim que se você der um estrutura e explicar os elementos e como eles aconteceram, isso ficará mais na mente das pessoas impregnada, logo eles demorarão a esquecer as informações obtidas.

São apenas três e muitos. Mas pra esses três eu quero prestar uma homenagem no dia deles e dizer um imenso Muito thank-you por tudo, ontem, hoje e sempre!

domingo, 14 de outubro de 2007

Medo do escuro.

Parece que o tempo está melhorando. Ontem já choveu. Choveu e a força acabou na noite. E sempre que a energia acaba e tudo fica no escuro eu acabo sempre me lembrando de mais um dos meus grandes medos que até hoje não enfrentei, o do escuro.

Sim... É óbvio que eu sei que o escuro é tudo normal, com as luzes apagadas, mas não consigo dormir sabendo que quando abrirei os olhos eu terei a mesma imagem que quando eu os fecho. É humilhante eu com meus tantos anos de vida ainda dizer uma coisa dessas.

Minha avó sempre me disse que o medo serve pra nos proteger também. E acredito nisso, ainda mais numa era em que todos te incitam a enfrentar seus maiores medos para ter uma vida melhor. Não digo isso pelo fato de eu ser covarde com algumas coisas, mas pelo fato de que foi exatamente esse medo que já me salvou a pele várias vezes.

Pelo fato por exemplo de eu ser extremamente acrofóbico. Acrofobia é o medo de altura, que muitas pessoas sofrem. Porém ao mesmo tempo esse medo me salva pelo simples motivo de eu ter problemas cardíacos (no caso tenho um sopro no coração e um pouco de pressão baixa ás vezes), logo eu sou daqueles que fica bem longe de parques de diversões onde a molecada se diverte nas montanhas russas.

Também afirmo que nunca me fez falta ir ou não nesse tipo de brinquedo. o_o~~

Nesse sentido o medo sempre acaba me protegendo, e devo dizer que num mundo onde todos são encorajados a enfrentar seus medos, temos que verificar quais os medos que nos protegem e quais podemos enfrentar. Sobre o medo do escuro, bom... Creio que é mais por trauma também. Traumas infelizmente por mais que eu tente lutar contra eu sei que jamais conseguirei, afinal eles surgiram lá na infância.

Minha memória mais longíqua de presenciar o escuro vem da infância. Não consigo dormir sem uma única luz, nem que seja a da Lua cheia pela janela, mas não consigo. Lembro-me de uma vez, lá atrás, de quando acabou a luz uma vez e eu não conseguia dormir. Uma vez então cheguei a cochilar e havia uma vela no quarto. Na época era um mero infante, e dormia no quarto de meus pais. Porém eu acordei no exato momento que a vela estava por se extinguir.

A luz dela já estava fraca, e iluminava um feixe de luz em direção à parede e ao teto. Ficava olhando para aquilo e então começou a piscar, como toda vela faz ao se extinguir. Momentos depois ela apagou e tudo ficou escuro. Presenciei o escuro pela primeira vez. Não era tão ruim quanto eu pensava, afinal ainda ouvia bastante. Meu pai do lado já estava roncando como de costume, logo o pânico tomou conta de mim. Precisava de uma luz pra onde pudesse olhar. Virava de um lado pra outro da cama e não conseguia dormir.

O fato de ficar com os olhos abertos ou fechados e as mesmas imagens ver me lembro como uma sensação horrível de não saber se estava com olhos abertos ou fechados. Senti-me cego, que por mais que desenhasse meus olhos pelos cantos não via nenhuma fonte de luz, nem mesmo um único feixe perdido por entre algum canto. As lágrimas começaram a descer no meu rosto, logo os soluços característicos começaram.

Meu pai como sempre o ignorante que sempre foi ao ver meu choro virou pra mim e disse "Você tá acordado ainda? Vai logo, fecha os olhos e vai dormir, olha a hora!". Virei pro lado, engoli o choro mas mesmo assim, devo ter ficado mais uma meia hora acordado, porém esta durou a noite inteira. Continuei chorando quietinho virado pro lado, e sei que fui vencido pelo cansaço. Acabei dormindo, depois da meia hora torturante depois das ameaças do pai e o medo do escuro.

Quando eu olho pra trás e vejo que todos os meus traumas da vida foram causados pela impaciência e ignorância de meu pai comigo em minha infância, mas eu me sinto não revoltado, mas como não apenas as crianças são delicadas, afinal um único trauma pode refletir como uma incapacidade pela vida inteira, mas também como é importante pessoas receberem amor, compreensão e acima de tudo amizade. Sim, é bem clichê, mas essa é a verdade meus caríssimos senhores, senhoras e signoritas.

sábado, 13 de outubro de 2007

Ditador, eu?

Dia das crianças!

Isso significa que... Meu MP3 já tem um ano e não precisei trocar uma única vez sua bateria. Tá certo, ela é de lítio e funciona e dura como a de um celular, então meio que não conta. =\

Mamãe veio perguntar sobre a signorita Angela nesses dias, e eu tive que respondê-la: "Sumiu... Simplesmente sumiu!". Sim meus caros, suas rezas brabas e oferendas á orixás funcionaram, e a garota que provavelmente seria o meu desencalhamento simplesmente sumiu sem deixar vestígios...

Antes que perguntem: sim, eu tentei ligar pra ela. Inexplicavelmente só cai em caixa postal, isso pelo fato de eu ter os dois celulares dela. E sim novamente, mandei recados pra ela via Orkut e até o momento absolutamente nada. Pra ser sincero estou achando deveras suspeito... Tá tudo se encaixando de uma forma vamos dizer óbvia demais, portanto vou dar uma singela investigada e botar a cachola pra funcionar pra tentar acha-la... Planos? Hum! Já tenho sim, mas vou deixar em segredo por hora.

Se eu chegar na solução eu conto meus "segredinhos de como conseguir o que eu quero na hora que eu quero", hihihi... =) Que medo, assim vão pensar que faço parte da Cosa nostra ou algo do tipo. Mas vamos mudar de assunto antes que eu me adentre mais a isto.

Nesses dias eu encontrei uma antiga colega do colégio! Sim, mais uma das minhas estorinhas, mas ela tava diferente... Tava menor (ou que que cresci) e sua bunda dava BEM maior (ou eu que nunca reparei). Eu juro que tento não reparar, mas minha nossa... Daquele tamanho ou é hemorróida, furúnculo, excesso de academia ou anomalia na espécie, hahaha... (é sério, eu senti medo, muito medo...)

Mas nem falei com ela. Uma das muitas que não me reconheceram depois que o menino gordo e bobo virou o cara cabeludo magro...

Voltei a interpretar, e já estou lutando! Que felicidade... xD

Lembrei do mestre Vicente Artax. Que diz as más linguas ele sumiu. Esse zé mané que ensinou um monte de coisa, até mesmo a me auto-conhecer. Afinal, ele foi a ÚNICA pessoa que me decifrou. Juro, nem minha mãe eu duvido que saiba direito como eu sou por dentro, mas o Artax havia conseguido, e se aquilo foi um chute devo dizer que passou pelos 10 jogadores e acertou o gol em cheio. Ah, vocês querem saber o que ele disse? Vão ficar querendo (ok, ninguém queria saber mesmo...).

Na época vivíamos nos fóruns uma época de "Propaganda da Democracia", onde vários fóruns estavam aderindo a uma postura mais democrática aos membros, enquanto certos fóruns como o Arayashiki continuava em sua ditadura. Na época concordei com ele e ainda concordo. Democracia não existe e é a mesma coisa que nada. Seres humanos são animais, e como tal só obedecem na forma da repressão e ditadura.

Uma prova simples é ver como o Arayashiki tornou-se o melhor fórum e continuou durante toda sua existência no topo e como outros que adotaram a tal "democracia" falharam. E eu devo dizer que eu sigo isso até na vida pessoal. Sim, podem me chamar do que quiserem, mas um grande ídolo que eu tenho é Josef Stalin.

Antes de me crucificarem, darei meus motivos para tê-lo como ídolo e não ter vergonha de admitir. Primeiro: fazer um país lixo subir e tornar-se uma potencia mundial em menos de meio século e armá-la com tudo quanto é tipo de parafernalha de primeira categoria e inclusive armamento nuclear. Segundo: suas artimanhas políticas são exemplo até hoje. Sim, eu falo mesmo é de matar pessoas. Já dizia um velho provérbio chinês que nos ensina a repreender um na frente de todos para que os outros o tomem como exemplo. Afinal meus caros, poder só se consegue com aliados, infelizmente nunca sozinho. Punir os mais fracos para que os leais continuem leais, essa é uma filosofia bacana que funciona. Terceiro: seu bigode era foda. 8D

Na época do colégio eu era mais ditadorzinho, hahaha... Como na aula de português sempre sentávamos em grupos de cinco pessoas eu fiz muitas picaretagens que até hoje eu penso que se não as tivesse feito, duvido que o grupo funcionaria.

Primeiro foi que eu expulsei na frente da sala inteira uma integrante do grupo. Sim... Alguém já teve alguma vez coragem disso? Eu duvido, heheh... Na verdade não apenas não ia muito com a cara dela, mas também era menina problema. Uma que trabalhava, seria um problema grande pois os trabalhos não eram fáceis, e não iria carregar alguém nas costas, e sempre ela tinha desculpa que estava cansada. Outra que havia feito uma grande mancada, logo expulsa-la seria uma maneira mais simples de mostrar a punição que receberia se não cumprisse com o prazo.

Mas foi bom pra ela... Ela era uma daquelas "meninas modernas", e acho que queria liderar o grupo, seria uma potencial rival. Depois entrou uma lerdinha mas a gente carregou afinal não era bom queimar tanto a reputação. Tinha um amigo que se achava o líder. E eu deixei ele ir se achando, mas por ele não ter a confiança dos outros membros - que eu tinha - era sempre a minha opinião a que contava. Mas nos últimos trabalhos ele baixou a bola. Tinha um capacho, como todo ditador tem que ter, e uma faz-tudo.

Hoje em dia nem sou tão totalitário assim. A questão é que hoje eu tento ganhar o poder mais pela admiração do que pela força. Pela força é perigoso pois podem acontecer revoluções, mas continuo tendo que administrar muitas coisas. ><~~

Acreditem, é estressante. Mas queria saber onde tá o Master... É outro que temo o seu futuro...

Como diz o Poderoso Chefão: "Mantenha seus amigos perto, e os seus inimigos mais perto ainda."

Bouna notte =)

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Sumido por um tempinho!

Quase uma semana depois, cá estou novamente!

Primeiramente peço desculpas pelo grande hiatus... Mas vamos lá.

O calor parece que apareceu com tudo. Eu particularmente odeio calor, mesmo tendo sangue da baiano nas veias. Minha irmã, que é lá da nossa terrinha, já me convidou uma vez só que eu tenho que negar, afinal eu tento evitar o calor o máximo possível!

A temperatura aumentou, isso significou um fim de semana regado de fadiga. Parece que de alguma forma o calor suga minhas energias de uma forma tão brusca que parece que estou fazendo doação de sangue ou algo do tipo. E não é frescura, isso eu garanto. Calor me deixa suado também, e como eu infelizmente transpiro muito mais que o normal, é só aquele suor secar que o fedor toma conta. E vai perfume aí pra disfarçar o fedor!

Também não consigo dormir. Note que, meu quarto fica voltado para o hemisfério sul, e reza a boa architectura que tudo que é voltado ao sul tende a ser frio no inverno e quente no verão. E como entra pouquíssima luz natural no meu quarto que foi pessimamente projetado pelo meu avô caipira que só sabia colocar tijolo em cima de tijolo e encher com argamassa, o meu quarto fica tão frio durante o inverno que eu literalmente hiberno.

Sim! Meu corpo parece que o metabolismo fica mais lerdo e eu nem acordar na hora de arrumar a casa eu consigo. Mas claro que tem lá suas vantagens... Que é eu ficar totalmente disposto o dia inteiro. Mas no calor é impossível de dormir. Eu durmo entre três e seis horas, o sono não vêm, e de vez em quando dá vontade de dormir no ônibus, e por mais que eu tente fechar os olhos não adormeço. Quando adormeço acordo bem pior, com uma sensação de secura por todo centímetro do meu corpo, os olhos vermelhos e os músculos contraídos...

Sem contar o pior... Eu tenho uma espécie de "alergia" ao calor. Quando eu sinto calor eu sinto uma vontade IMENSA de ficar me coçando. Pareço cachorro sarnento mesmo! Começa nas costas, passa pelo pescoço, vai pro couro cabeludo aí já era.. Começa a dar no braço, pernas, meu corpo fica todo ferido ou irritado e se eu não me coço eu fico com grandes manchas vermelhas pelo corpo e ás vezes até parece doença contagiosa!

Odeio esse país tropical. ><~~
Na verdade, eu em geral tudo que carrega o nome desse país.

Encontrei um amigo antigo na rua, e o idiota além de não me reconhecer ainda ignorou quando eu o chamei. Vi que ele estava com uma camisa verde-amarela - sim, daquelas que vendia como água na época da copa do mundo para despertar o falso patriotismo nas pessoas - e depois de conversarmos sobre trabalho, estudos e o clássico "o que você fez depois do colégio?" eu comentei: "Cara, queima essa camisa, pô! Exorciza esse nome maldito...".

Ele deu risada, hahaha... Ele disse que no anti-patriotismo eu não mudei nada. E não me arrependo um único segundo! Cada dia que eu passo nessa merda de país quente e cheio de pessoas fúteis que só sabem fazer sexo, pensar em mulher e beber qualquer coisa com álcool eu sinto mais ódio dessa nacionalidade que eu tenho. Claro, ele não deixará de ser meu amigo apenas por isso, mas talvez ele seja um daqueles que persistem em tentar ver um futuro pra essa vila-no-fim-do-mundo chamada 'Brazil, mesmo ignorando o fato de termos políticos inúteis, pessoas que querem que você seja patriota pra que fique calado, uma mídia que manipula a tudo e a todos, pessoas sem futuro, crianças na rua ou virando delinqüentes, enfim...

Já deixei de ser patriota faz tempo. Acho que daí que é um dos muitos motivos pelo meu pai - patriota convicto - continuar me odiando e mandando eu ser patriota e lutar pelo meu país. Ah, vai te catar... Vou pegar minha cidadania italiana e vou me mudar pra lá. o/

A minha Itália que me espere, yes! \o/

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Rugas vem, rugas vão? Não. Vêm mais.

Eu sempre reparo no meu rosto. Mas consigo desenhar alguém de lembrança, mas dificilmente consigo me desenhar, mesmo eu o observando todo santo dia. Eu ando vendo o quanto tenho passado dos limites as vezes no limite que meu corpo agüenta, seja com noites em claro, má alimentação, ou quem sabe aquelas merdas que pra mim tornaram-se habituais acarretaram certas conseqüências ruins para o meu corpo.

Uma dessas más conseqüências que eu já reparei é perder o fôlego. No semestre passado uma vez eu e um amigo resolvemos ir correndo do Senac até a estação de trem. Sim, eu pego um trajeto minúsculo (quem ver a malha ferroviária verá como é pequena... É da estação Jurubatuba até Santo Amaro, e de lá eu faço baldeação pra linha Lilás e desço uma estação na frente, a Giovanni Gronchi...), resume-se a quatro estações e resolvemos um dia correr até ela. Eu não agüentei nem metade do trajeto, e fiquei tão mal que tudo começou a rodar, senti a palpitação parar, mas mesmo assim eu tentava simular que estava bem, só que foi complicado (até o Adriano, que diga-se de passagem é mais velho que eu ficou preocupado...).

Outra conseqüência estão sendo dores na área da coluna. Mas note que são diárias. Até antes do ano passado eu conseguia dormir em qualquer posição e não sentia nada, agora depois de aproximadamente dois anos só consigo dormir de lado ou de barriga pra cima. E tem que ser totalmente reto, senão só levanto com muita dificuldade.

Ontem ao escovar os dentes (calma! Ainda não sou banguela) eu tava brincando um pouco com o cabelo e achei muitos fios brancos. E dos grandes. Sei que provavelmente seja a tintura, ou talvez toda a química tenha ferrado de vez o cabelo. Mas depois de ter enxaguado a boca, olhei pro queixo e reparei em fios brancos de barba nascendo. Alguns sinais da idade estão mais expressos em rugas (minha testa por exemplo é horrível... Não posso arquear as sombrancelhas que todas as rugas aparecem, com maquiagem ou não!) e vi varizes na área dos pés!

Mas o que chega a ser engraçado é que, na última semana eu forcei muito o meu corpo. Queria ver até onde ele agüentava, e mesmo isso sendo ás vezes uma tolice de acordo com o modo de viver atual que considera o nosso corpo o nosso templo, eu reduzi água, comida e sono. Agüentei relativamente bem a semana, até quinta e sexta. Eu só tava tendo uma refeição diária e me sustentando com isso, mas na sexta foi o ápice e eu senti uma fadiga como eu nunca tinha sentido antes. Mesmo assim no final de semana eu comi um pouco mais como sempre faço e como sempre indo dormir ás 4h pra acordar ás 7h pra arrumar a casa.

E hoje eu olhei no relógio quando acordei: 10h40!

Aí eu vi que essa brincadeira com o corpo tinha me rendido algo bem ruim... Provavelmente apaguei quando desliguei o PC e nem o despertador me acordou. Que façamos a justiça ao despertador, pois ele deve ter me acordado, mas eu ainda em estado letárgico deva ter desligado ele inconscientemente e voltado a dormir...

Isso está rendendo mais rugas que o habitual.
E isso definitivamente é ruim, mas ao mesmo tempo é bom.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Outubro e... Novo layout!!

Outubro começou! Nossa... Mês que vem o blog fará dois anos!

E eu não tenho a mínima noção de como será o próximo layout. U_U

Mas vamos nos ater a este, tenho dois meses para gerá-lo! Estes dois meses de outubro e novembro nós teremos aqui o nosso saudoso Frank Jaeger, personagem coadjuvante de uma das minhas séries de games favoritas, Metal Gear Solid!

Como todos vocês estão cansados de saber, eu sempre dedico um layout do blog a algo que eu goste ou admire. Não é tanto pelo jogo, mas pela história - mesmo que fictícia - de trajetória de vida deste homem, que também atende pelo codinome Gray Fox.

Ele apareceu primeiro no Metal Gear Solid, o primeiro. Essa foto é do remake que eu tenho pro GameCube, o Metal Gear Solid: The Twin Snakes. Também conhecido como Cyborg Ninja, ele aparece no jogo para ajudar o agente Solid Snake ainda no incidente da Ilha de Shadow Moses, no Alaska, onde se passa o primeiro Metal Gear Solid. Ele é de longe meu personagem favorito do jogo, e ainda torço pra que ele tenha um jogo só pra ele e não um único nível onde se joga com ele (no Metal Gear Solid 2 - Substence).

E como podem ver, mais uma vez modifiquei a maneira do layout. Agora optei por um layout de blog mais convencional, que eu nunca usei antes, logo nada melhor do que ele para estrea-lo. O layout que eu chamo de convencional é este baseado totalmente na linha vertical contínua, com uma textura de hexágono do lado esquerdo apenas pra dar um pequeno charme.

Gostaria de brincar um pouco com a navegação, e como a ferramenta de pesquisa ela não foi usada como eu esperava, resolvi fazer da forma mais limpa possível este layout. Sim, quem navegou pelo layout do começo do ano (fevereiro/março) sabe muito bem do estou falando... Mas é apenas uma opção, muito provavelmente eu voltarei com aquelas ferramentas clichês de navegação até porque eu não faço arte, eu faço design, logo tenho que fazer a coisa mais funcional possível.

Exceto claro, que eu seja pós-moderno e queira mesmo complicar a vida do navegante. Pena que cairia mal, pois os comentários já andam tão escassos...

Acho que vou lhes desejar um bom mês, e continuem visitando!

E digam o que acharam do layout, comentem aí embaixo. =)
Bye! =X

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