sábado, 24 de novembro de 2007

Recorde sem postagens.

Aparentemente quebrei o recorde de ficar sem postagens, hahaha... Dez dias sem postar nada aqui. Mas não aconteceram muitas coisas não.

No feriadão fiquei trancado em casa como de costume fazendo trabalhos mil. Consegui terminar o Storyboard, a pesquisa, mas esqueci de fazer o artigo científico de metodologia (tá aí o motivo da foto, haha), mas eu fiz hoje e por incrível que pareça eu terminei ele...

Agora tenho que fazer o museu e os trabalhos de teoria da cor. Os trabalhos estão diminuindo e o tempo também. E o layout de mês que vem do blog, certo? =)

Mês que vem dois anos de blog. Na verdade até hoje eu penso pra que eu criei ele. Lembro que a vida inteira minha foi perfeitamente "nada mais que o esperado", e poucas vezes me surpreendi. Hoje me vejo vestido de preto e lembro que há mais de cinco anos eu repudiava totalmente qualquer tipo de roqueiro, e os achava uns babões drogados que só sabem fazer sexo. No fundo, foi só quando eu virei um deles que eu vi como era a coisa. =P

Irei retomar essa conversa desse ponto mês que vem. Prefiro discutir essas coisas em mês de aniversário do blog. Ano passado fiz uma mega retrospectiva da minha vida com direito a fotos e tudo mais... Hoje estou de bom humor então eu vim aqui falar um pouco das coisas da vida. Hoje falei com um amigo da época do colegial, que pensei várias coisas, inclusive que ele estivesse morto.

Mas ele tava vivo!

Dá-lhe Denis, meu crente favorito, hahaha... Ele não ficou com contato com ninguém da nossa panelinha colegial, então sobrou pra eu contar o que cada um virou - entre eles, eu. Mentira. Hesitei ao falar de mim. Imagino o que ele pensaria, que talvez ainda se lembrasse do bobinho do Alain do colégio, amigo puro, sincero e tudo mais. Continuo assim, mas acho que criei uma acidez que eu acho que veio pela idade...

Mas resolvi reter alguns fatos, até pq ele nem tem que saber. Dos amigos, bom... Parei um momento pra pensar e fiquei relembrando as poucas notícias que recebi deles durante esses anos. Eu odeio falar do meu passado, então não vou falar aqui ¬¬' Mas o que eu senti foi uma imensa sensação de que "Nossa... Demorou tanto... E tá demorando tanto ainda, hehe...".

Enfim, ele vai prestar Fuvest amanhã. Boa sorte pra ele!
Vamos lá, OAB em duas semanas. =X

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Capitão Nascimento versus Capitão Pimentel.

Com o sucesso atual do cinema brasileiro, o tal polêmico Tropa de Elite (pra ser sincero, essa sentença já virou até um clichê. Ruim, e repetitivo, mas virou), vejo pessoas na rua todos adorando o tal Cap Nascimento e os feitos do BOPE. Não quero entrar aqui na minha defensoria ou transformar alguém em réu. Quero partir pra uma outra abordagem. Existe já pseudo-continuações do filme, que inclusive já vi nas barraquinhas de DVDs genéricos que vejo próximo aqui de casa. Não sei como, mas já chegaram até a quarta continuação do filme... Existe entre elas o tal Tropa de Elite 2 - O Documentário, que não passa de uma versão copiada do bom documentário chamado Notícias de uma guerra particular, que diga-se de passagem já vi duas vezes no presente ano.

O que quero hoje tratar é a comparação entre essa realidade e o tal realismo que o filme diz expressar.

Primeiro, gostaria que abandonassem qualquer resquício de religião, crença ou bom senso. Caso contrário não conseguirão chegar a minha linha de raciocínio. Quero que vejam do aspecto mais frio que possam imaginar - não no sentido ruim da palavra - mas sim do aspecto racional desta. Digo isso afinal sei que o público feminino lê até que com regulariedade o blog, e elas seria um tanto difícil tal colocação (isso não é machismo. Isso é uma característica de ser emotivo que até eu tenho, só quero que abandonem conceitos pré-propostos pra tentarem chegar na linha de pensamento).

Quero começar fazendo um panorama do nosso grande Capitão Nascimento. Que no filme é retratado como um verdadeiro semi-deus. Homem frio, que consegue invadir favelas e matar bem no estilo um tanto terrorista. Gosto em particular da cena que ele entra na favela pra pegar o garoto que trabalhava pro tráfico, enquanto uma rodinha de estudantes estava com ele. É um tanto ágil, mas funciona: pegar reféns causa impacto. Mas pegar reféns depois de matar alguém causa mais impacto ainda. Essa maneira de, vamos dizer, persuação que é muito usada por terroristas árabes, que pra mim é genial, mesmo tendo tais fins.

Porém, nosso Capitão Nascimento sofre por ser o que é, e ter a vida que tem. Querendo ou não, no filme talvez por querer retratar o lado mais humano dele, é bastante focada no dilema de matar pessoas, e no peso que tais mortes acarretam, como perder a mulher, a frieza, e a destruição de todo um legado que todos nós sofremos a conquistar.

Isso que acabei de dizer meus caros, é ficção.

Num outro lado temos Capitão Pimentel. Membro do BOPE. Homem sério, calmo, centrado. Estável, no documentário fala naturalmente e sequer parece fazer o que faz. De facto. Quando questionado se ele consegue dormir todas as noites mesmo depois de matar tanta gente ele afirma "Se eu dissesse que eu chego todo dia em casa e não consigo dormir é mentira.", ele mesmo afirmou que sofre mais quando um companheiro morre do que quando mata vinte no morro.

Agora essa, é a realidade.

A sociedade e o ser humano em si vive por meio de signos que colocam a algo. "Morte", é comumente carregada com "tristeza", "solidão", "saudade", "cólera" (não a doença), entre outros. Tal signo foi atribuído talvez desde que nós lá atrás viramos Homo-Sapiens, e começamos a cuidar de nossos mortos. Convenhamos que, a partir do momento que cuidamos de algo é pelo fato que isso tenha uma certa importância.

Muitas pessoas falam que o Capitão Nascimento é um homem forte. Pra mim, não é. Ele é um retrato da ficção. Clichês em cinema sempre funcionaram, sempre gostam de mostrar um lado mais humano ás pessoas, que dificilmente entenderiam que matar pessoas pra muitas pessoas é algo tão normal quanto respirar. E por mais que sejam suas convicções como indivíduo, essa é a mais pura realidade.

Quando o filme usa tal signo voltado a tal público isso acaba cativando-os, fazendo-o pensar que o tal BOPE seria tão humano quanto eles são. Mentira. As pessoas só tem a idéia de que matar pessoas é errado pelo fato delas terem tal convicção baseado nos sentimentos que a morte em si trazem. Na realidade, matar pessoas e traficantes é algo tão normal e tão frio que se fossem retratar tal realidade não teria tanta repercussão como teve.

Duvido muito que se o Capitão Nascimento existisse de fato iria viver algum tempo. Na guerra não há tempo para emoções, e muitas pessoas gostam de guerra exatamente por isso: pois querem se expressar lá. Querem sentir como é matar pessoas, e como é escapar com vida. Se agirem assim numa guerra, jamais sobreviverão. Digo isso porque um verdadeiro soldado não deve ter sentimentos, deve cumprir sua missão e nada mais que isso. Vejo no Capitão Nascimento o ideário de como seria um soldado. Não o "soldado mais capaz".

Sim, muitos devem pensar que matar pessoas é algo horrível não importa a questão. Por isso pedi pra que abandonassem tais resquícios lá em cima. Matar coisas é normal. Matar pessoas, animais, plantas, o próprio mundo morre. E isso é perfeitamente normal. Existe como disse um signo de emoção que é colocado no meio disso. Claro que vai ter um monte aí falando pra mim "Quero ver se sua mãe morresse, idiota". Digo que ficaria triste, de fato. Mas morte é algo a ser superado pelos que vivem. Pelos que morrem, bom... Já foi.

Dizer que não existem pessoas que não sofrem ao matar pessoas isso sim é mentira. Deixar-se tomar por tais sentimentos em um cenário de guerra é assinar sua sentença de morte. É como bem diz no filme, "Missão dada é missão cumprida". Não importa os meios.

Eu particularmente tenho uma idéia de morte também pessoal. Mas se eu postar aqui dificilmente alguém vai olhar pra minha cara depois do mesmo jeito, heh...

Na foto: Die do Dir en grey. Sim, faz tempo que não posto nada do Diru aqui. =(

domingo, 11 de novembro de 2007

Complexos e Finlândia.

Uau... Cara de assassino hoje!

Quando eu quero eu consigo fazer uma cara de malvadão, huh? Bom, hoje o tempo está bom, nublado, úmido, nuvens cinzentas, e isso me deixa de tão bom humor. Pelo menos não é aquele céu azul deprimente, cheio de sol, calor, coceira, mosquitos e coisas do tipo. Céu nublado sempre me passou tanta paz, acho que é talvez pelo fato da cor, não sei. Tempo nublado sempre me deixa de bem com a vida.

O post passado quero deixá-lo de lado por hora. Estou com uma imensa vontade de sumir de tudo, como sempre faço. Me sinto melhor talvez porque eu encontre comigo mesmo. Normalmente pessoas dizem que eu costumo me isolar, mas acho que isso é pensamento pra tentar fazer com que eu mesmo encontre comigo mesmo, pra resolver problemas. Não gosto de falar deles, até porque ninguém tem a necessidade ou obrigação de ouvir, até porque hoje em dia nem gosto tanto de falar. Por mais que seja amigo, dificilmente irá entender sua situação, embora apenas eu talvez me entenda, não obstante eu sou o único que eu realmente ouço.

Egoísmo? Infelizmente sim. Acho que ganhei essa capacidade de cavar minha própria cova, me enterrar, e conseguir sair dela. E mesmo que eu não saia dela, pode deixar que estarei feliz.

Estava vendo o caso na Finlândia de um aluno que atacou o campus onde estudava, numa cidadela perto de Helsing. O que mais me impressionou não foi a violência, ou o local, tampouco a maneira que ele matou. O que mais me deixou intrigado foi o que o levou a fazer isso. Algo como uma punição pessoal para aqueles que fazem os outros sofrer, um castigo dado pelas mãos de um humano contra um outro humano.

Sim, é um caso do que atualmente psicólogos chamam de bullyng. No vídeo prenunciador da tragédia ele dizia algo sobre os amigos que o zombavam na época de escola, e até que me identifiquei. Só que não atiraria neles, obviamente. Mas me deu lembranças daquele menino gordinho, com poucos amigos, que sempre trocava de classe, não tinha amigos com mais de dois anos de convivência. Hoje, claro, estou já velho e nem tenho mais idade pra me preocupar com esse tipo de coisa nos tempos de hoje.

Se bem que até hoje eu tenho neuras do tipo, medo de engordar e ser uma bolotinha de lipídios novamente...

Puxei da cabeça algo que uma garotinha me contou no ano passado, quando eu ainda trabalhava no CNA. Ela era uma aluna minha, e um dia veio até mim e disse que queria conversar. Fiquei meio estranho pois vi uma ferida no rosto dela, mas pensei que ela tivesse caído - também pudera, ela tinha seus dez anos mais ou menos - pedi pra ela puxar uma cadeira pra se sentar e pedi pra ela falar. Pensei de início que fosse alguma dúvida quanto a matéria (vinham muitas. Também pudera, o livro era cheio de joguinhos pra ensinar a criançada a aprender brincando. E eu acabava esquecendo o tempo e ficava algumas vezes apenas brincando...), mas não era uma dúvida, era um desabafo.

A garota vivia com sua tia. Sua mãe saia todo dia para trabalhar, e ela ficava com a irmã de sua mãe. Ela me dizia que ela era um verdadeiro demônio. A obrigava a fazer tarefas de casa e caso não fizesse ela a batia. Tinha que todo santo dia acordar cedinho, ficar fazendo faxina, ir pro curso de inglês que a mãe provavelmente dava duro pra pagar, voltar correndo e fazer o almoço, almoçar, ir pro colégio e voltar. Dizia que nesse momento era que ela tinha paz, pois sua mãe chegava e sua tia não mais lhe bateria.

Uma infeliz empregada. Dizia que se sentia bem ao vir pro CNA porque poderia brincar um pouco aqui, mas a noite as dores da sua tia violenta ardiam como fogo, pelas chineladas e cintadas. Eu ficava sempre abismado, e pensava se existia algo assim nos tempos de hoje. Até meu pai, que sempre gostou de fazer tortura psicológica comigo constituídas de ameaças, discussões, e o clássico "Quem manda aqui sou eu, eu boto comida na sua boca e você tem que me obedecer sem resmungar em nada!", me bateu pouquíssimas vezes. Sem contar que a tal tia ficava sempre com o namorado - provavelmente algum motoboy de pinto pequeno que a engravidaria em meses...

Mas a menina estava lá. Queria saber como ela cresceria. Se carregaria aquilo como uma profunda melancolia, e abaixaria a cabeça pra qualquer pessoa que falasse algo para ela. Seria aquele estereótipo de menina tímida e virgem, que falaria baixinho pelos cantos. Ou ainda se iria ser uma daquelas revoltadas, que bebem e fumam excessivamente, pregariam anarquia e ouviriam som punk. Se iria tentar esquecer aquilo e tomar uma vida normal, ou quem sabe pra sempre ficar nesse passado triste sem vislumbrar um futuro sequer.

Virar um assassino como o da Finlândia quem sabe? Com complexo, sem infância, em suma uma pessoa triste, que tornou uma espécie de essência maléfica? Bah, quem sou eu pra falar. Sofri de bullyng, e hoje eu sou um idiota que pratica isso de vez em quando... De caça pra caçador, mas o importante não é essa mudança de posição, e sim a saída do ciclo, meus caros.

Afinal, como alguém complexado como eu pode falar de outro metido em complexos? =\
Bouna sera.

sábado, 10 de novembro de 2007

E viva a Manu!

Minha irmã, Manuela, mas como a chamo de Hokuto-chan, convenhamos, eu sou o Subaru dela, onde ela é a irmã esperta e conselheira que me tira de apuros, enquanto eu sou o de garoto de bom coração que é bonzinho com todos que sempre acaba se dando mal por amar as pessoas de forma errada. Ainda quero usá-la pra que faça uma espécie de currículo meu, expressando minhas boas qualidades de meus dotes para a mulherada, pra quem sabe eu possa atrair alguma donzela de boa índole, como ela sempre diz.

Afinal ela é a única que soube de absolutamente tudo o que ocorreu comigo ano passado, desde os quadros de depressão, até os extremos desta, além de ser a única pessoa que eu me sentia bem pra falar dessas coisas. Numa dessas brincadeiras via Orkut pra fazermos um currículo amoroso meu pra eu espalhar pra mulherada ela comentou: "Só não iremos por a parte do psicopata né? Hehehe... Essa as garotas não precisam saber!".

Na verdade não é bem o psicopata que vocês tenham em mente. Não sei, mas ao pensar em psicopata sempre me para na mente algo como Alexander DeLarge, do Laranja Mecânica (um dos melhores filmes que eu já vi, diga-se de passagem...), mas parei pra pensar nesses dias, e sei que ela não falaria isso a toa. Ela é uma pessoa que eu ouço bem mais que qualquer um, e ela consegue saber se eu estou bem ou mal apenas via MSN... Como bem o Subaru é, ele consegue entender bem as pessoas, nunca a si mesmo, pra isso temos a Hokuto-chan! Voltando ao psicopata, penso em que nível disso eu tenha. Cheguei a conclusões:

Antes de tudo, não ter o que chamam de apego a vida. Uma velha me disse há algumas primaveras que eu viveria ainda muito tempo. Porém alguém como eu, já acostumado a viver no passado, não conseguirá visualizar algum futuro. Se não tenho nada a esperar, a única coisa que tenho é meu passado, sequer meu presente. Pra ser sincero, não acredito no futuro. Uma coisa que nunca consigo imaginar é me ver mais velho e acabado como estou, mas não consigo imaginar com quem estaria, o que faria, enfim. Acho que talvez isso seja por um desejo estranho que eu nutro dentro de mim. Tal desejo que sei que talvez jamais poderei realiza-lo, e que depois de realiza-lo não me restará ainda mais nada.

Penso no que entra instinto de sobrevivência e quando isso vira vontade de viver. Não sei, olho pro relógio agora e vejo que passaram da uma da manhã, e como costumo filosofar de madrugada e juntando meu cansaço extremo, talvez esteja escrevendo algo deveras estúpido.

O post anterior não é mentira. Na verdade não contei o pós-sonho. Depois de levantar lá pelas sete resolvi não dormir. Nem um cochilo básico. Liguei o PC, abri o Word e comecei a escrever esse texto. Me perguntei depois de escrevê-lo e relatar todos os detalhes que lembrava do sonho, se iria publicá-lo ou não. É uma coisa tão íntima, e tem várias coisas que escrevo e deixo salvas aqui, apenas pra que um dia, digamos, eu tenha coragem de publicar aquilo eu simplesmente vá e publique. Decidi que não naquela hora e pensei que haveria um momento oportúnuo mais na frente para postar aquilo. Apenas precisava de algum tipo de sinal.

E veio nesse mesmo dia, no oito de novembro, quando acordei também por um sonho com a Angela. Esse contarei, mas reterei a dizer que foi um tanto... Levemente erótico, e com um teor um pouco mais de adulto. É idiota, e esse eu sei que não contarei. Uma pela minha etiqueta e pelos meus costumes. Outra porque vão dar risada da minha cara. =P

E outra, porque... Mesmo sendo um sonho eu havia me encontrado com ela. ^^

Minha irmã está correta no que diz em absolutamente tudo. Um amigo no colégio eu acho, aquariano convicto, com toda a sua frieza, racionalidade e inteligência sempre dizia que adorava esse meu estilo, de ser bem o oposto dele, ter um coração quente, confiar nas pessoas e agir pelas emoções. Na época eu disse algumas bobagens do tipo "Não me venha com essa, se quer me ridicularizar fala logo", mas eu tinha quatorze pra quinze anos na época, creio. Hoje eu entendo um pouco mais disso. Mas como disse a Manu, aliar esse tipo de sentimento de se doar pras pessoas junto de não ter apego a vida é bem perigoso, o que me torna um psicopata.

Amar as pessoas é algo tão simples, mas pessoas conseguem complicar isso a um modo que fazem com que pequenos detalhes virem grandes problemas. Vejo casais brigando por coisas ínfimas, me pergunto onde talvez estaria esse sentimento? Acredito sim, é coisa minha mesmo, leonino convicto e com juba (leia-se cabelo) grande. Vi uma mulher dizendo que o amor morreu, e hoje em dia só existe algo como "atração". Outros me falam que não sei o que é "amor".

Mas pra todos esses, que se preocupam com o substantivo "amor", queria lhes perguntar se eles sabem o que é "amar". O verbo mesmo, na prática. Cada um dará uma resposta diferente. Uns dirão que amar é a capacidade de você puxar tanto a orelha de uma pessoa que ela irá te amar. Outros dirão que amar é quando você dá aquele silêncio para com seu conjuge para que ele/ela pare pra te olhar. Outros dirão que amar é simplesmente aquele sentimento que você sente quando vê aquela pessoa especial e a abraça, e vem todo aquele frio. Quem sabe alguns extremos dirão que amar é apenas uma escolha, ou que vem com o tempo, ou que vem com convivência.

Estamos novamente tentando explicar a maldita palavra, agora verbo. Estamos tentando por um significado, mas para todos esses que se preocupam com isso, eu lhes volto a pergunta e adiciono algo:

Vocês sabem o que é simplesmente amar?

Continuarei andando pelo mundo, a procura dessa resposta. =)
Quando eu encontrar, eu posto aqui. Espero ver todos vocês aqui este dia.

Maninha, um grande beijo do seu Subaru-kun.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Sonho com a Angela...

Texto originalmente escrito no dia 24 de outubro de 2007, às 7h20.

Hoje acordei como quem não quisesse acordar. É engraçado como sonhos parecem tão reais que abrimos mão de viver a dura realidade e acreditar naquela espécie de outra dimensão que se abrem pra nós. Decidimos viver naquilo, abandonar tudo ás vezes. Acordei triste, ainda estou muito triste.

Faz um mês e dois dias que a Angela sumiu. Não tive notícias dela durante todo esse tempo. No começo, o desespero tomou conta de mim. Imaginei mil coisas que tivessem acontecido talvez ? desde a morte dela, até a volta dela para Taiwan, entre coisas até piores ? enviava mensagens, e em um único dia cheguei a ligar pra ela cinco vezes. Nenhuma delas ela me atendia. Lembro ainda da última vez que falei com ela. Não lembro exatamente a data, mas ela me disse que me ligaria mais tarde. Esse mais tarde dura até hoje.

Sonhei com ela hoje. Estava no metrô com o André e a Gabi. Desceríamos numa estação próximo à Liberdade, que dá num parque. Conhecida como ?estação chinesa?, acho que era um nome estranho, se não me engano era ?Estação Hong?, ou algo do tipo. Descemos dela e fomos andando pelo parque, iríamos fazer um trabalho. Quando eu a vi em meio a alguns amigos dela. Lá estava ela, vestindo uma blusa vermelha, calça bege e tudo estava lá, até a sua pinta no queixo.

Gritei o nome dela, e ela se virou. Sorriu pra mim e disse meu nome. Corri pra ela e a abracei. Abracei exatamente igual aqueles filmes antigos. Eu a abracei como se pudesse segura-la ali naquele momento pra sempre. Que o mundo inteiro continue, naquele momento o tempo havia parado. No sonho, sentia uma vontade imensa de chorar. Chorei desesperadamente enquanto eu a apertava por entre meus braços. Chorei como muito não havia feito antes ? logo eu que disse pra ela que não choro por ninguém, naquele sonho comecei a chorar feito um mero infante.

Ela pediu licença e foi de maneira ágil encontrar alguns amigos. Eu ainda estava em uma espécie de estado de choque. Tinha medo de que ela fosse novamente e não voltasse. Porém ela voltou! Vi novamente aquele sorriso único dela. Fomos andar pelo parque. Na hora nem sabia onde estavam meus amigos, provavelmente já haviam me deixado há muito. Perguntei pra ela onde estava, o que aconteceu, e ela disse ?Nada.?, perguntei sobre o celular, porque ela não atendia mais as minhas ligações, e ela disse que estava tudo normal, só que um dos celulares foram roubados, logo teria que ligar pro outro. Eu falei ainda que estava louco atrás dela, que estava pensando seriamente em fazer algum tipo de loucura, como ir até Mogi das Cruzes encontrá-la.

Ela sorriu. E tudo ficou escuro.

Eu havia acordado. Lá estava eu na minha cama. A manta que cobria meu corpo estava agora em meus braços. Senti que estava abraçando-a, e não havia ninguém ali. A Angela não estava ali. Ninguém estava ali. Nenhuma lágrima havia caído, acho que perdi a capacidade de chorar. Chorar apenas nos sonhos, onde eu poderia ser humano novamente. Onde poderia sentir por ficção a felicidade que não provaria na realidade. Vi o relógio ? sete e dois da manhã ? era hora de acordar e enfrentar mais um longo dia de faxina. A frustração tomou conta de mim exatamente porque eu não havia perguntado o mais importante.

Não havia perguntado se ela me ama, ou se me amou, ou ainda se me amaria.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Bouna sera.

Os gatinhos! Estou me sentindo Maes Hughes, do Fullmetal Alchemist ao falar da filhinha dele. Ah, mas eles são lindos, vai...

Bom, hoje quero pedir sinceras desculpas pelo grande atraso, embora quase ninguém aparentemente leia isso, mas até prefiro assim pois as besteiras escritas acabam não sendo divulgadas em escala mundial. Terça-feira passada não chegou a superar o famoso treze de julho do ano passado, mas foi um dia ferrenho. Não quero entrar muito em detalhes, mas basicamente imagine que tudo que tinha pra dar errado, acabou dando errado! E ainda sofri consequêncis graves nos dias seguintes, e devo dizer que subestimei meu corpo. Resultado? Quarta e quinta praticamente paradas e perdidas por desidratação do corpo. Minha mãe fez duas jarras de suco na quarta e eu as virei num só gole, e não é brincadeira. Ainda fiquei bebendo água pra repor todos os líquidos que perdi durante o dia que foi sem comida e sem bebida e apenas estresse e mais estresse.

Um dia talvez eu fale dele por aqui. Mas vou dar um tempinho. Nesse feriadão, como de costume, mal deu pra usar o PC pelo fato de meu pai ficar em casa. Além de mandar e desmandar e brigar como já é de praxe, tivemos que esperar mais um longo dia com ele. Como eu já disse, se ele que já tem quarenta anos e não mudou seu comportamento, infelizmente não será agora também.

Extrapolei os limites do meu corpo de uma forma bem sutil, hehe... De pouquinho em pouquinho, nunca acordei num dia com essa sensação de profunda fadiga e secura.

Hoje não estou com muito ânimo para filosofar. Exceto por uma ligação estranha que recebi ontem, mas não deu pra atender pois tava no banho. o_o~~ Número confidencial e tal, fiquei um pouco apreensivo. Heh, é meu hábito de sempre esperar pelo pior. i_i~~

Bouna sera.

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