sábado, 10 de novembro de 2007

E viva a Manu!

Minha irmã, Manuela, mas como a chamo de Hokuto-chan, convenhamos, eu sou o Subaru dela, onde ela é a irmã esperta e conselheira que me tira de apuros, enquanto eu sou o de garoto de bom coração que é bonzinho com todos que sempre acaba se dando mal por amar as pessoas de forma errada. Ainda quero usá-la pra que faça uma espécie de currículo meu, expressando minhas boas qualidades de meus dotes para a mulherada, pra quem sabe eu possa atrair alguma donzela de boa índole, como ela sempre diz.

Afinal ela é a única que soube de absolutamente tudo o que ocorreu comigo ano passado, desde os quadros de depressão, até os extremos desta, além de ser a única pessoa que eu me sentia bem pra falar dessas coisas. Numa dessas brincadeiras via Orkut pra fazermos um currículo amoroso meu pra eu espalhar pra mulherada ela comentou: "Só não iremos por a parte do psicopata né? Hehehe... Essa as garotas não precisam saber!".

Na verdade não é bem o psicopata que vocês tenham em mente. Não sei, mas ao pensar em psicopata sempre me para na mente algo como Alexander DeLarge, do Laranja Mecânica (um dos melhores filmes que eu já vi, diga-se de passagem...), mas parei pra pensar nesses dias, e sei que ela não falaria isso a toa. Ela é uma pessoa que eu ouço bem mais que qualquer um, e ela consegue saber se eu estou bem ou mal apenas via MSN... Como bem o Subaru é, ele consegue entender bem as pessoas, nunca a si mesmo, pra isso temos a Hokuto-chan! Voltando ao psicopata, penso em que nível disso eu tenha. Cheguei a conclusões:

Antes de tudo, não ter o que chamam de apego a vida. Uma velha me disse há algumas primaveras que eu viveria ainda muito tempo. Porém alguém como eu, já acostumado a viver no passado, não conseguirá visualizar algum futuro. Se não tenho nada a esperar, a única coisa que tenho é meu passado, sequer meu presente. Pra ser sincero, não acredito no futuro. Uma coisa que nunca consigo imaginar é me ver mais velho e acabado como estou, mas não consigo imaginar com quem estaria, o que faria, enfim. Acho que talvez isso seja por um desejo estranho que eu nutro dentro de mim. Tal desejo que sei que talvez jamais poderei realiza-lo, e que depois de realiza-lo não me restará ainda mais nada.

Penso no que entra instinto de sobrevivência e quando isso vira vontade de viver. Não sei, olho pro relógio agora e vejo que passaram da uma da manhã, e como costumo filosofar de madrugada e juntando meu cansaço extremo, talvez esteja escrevendo algo deveras estúpido.

O post anterior não é mentira. Na verdade não contei o pós-sonho. Depois de levantar lá pelas sete resolvi não dormir. Nem um cochilo básico. Liguei o PC, abri o Word e comecei a escrever esse texto. Me perguntei depois de escrevê-lo e relatar todos os detalhes que lembrava do sonho, se iria publicá-lo ou não. É uma coisa tão íntima, e tem várias coisas que escrevo e deixo salvas aqui, apenas pra que um dia, digamos, eu tenha coragem de publicar aquilo eu simplesmente vá e publique. Decidi que não naquela hora e pensei que haveria um momento oportúnuo mais na frente para postar aquilo. Apenas precisava de algum tipo de sinal.

E veio nesse mesmo dia, no oito de novembro, quando acordei também por um sonho com a Angela. Esse contarei, mas reterei a dizer que foi um tanto... Levemente erótico, e com um teor um pouco mais de adulto. É idiota, e esse eu sei que não contarei. Uma pela minha etiqueta e pelos meus costumes. Outra porque vão dar risada da minha cara. =P

E outra, porque... Mesmo sendo um sonho eu havia me encontrado com ela. ^^

Minha irmã está correta no que diz em absolutamente tudo. Um amigo no colégio eu acho, aquariano convicto, com toda a sua frieza, racionalidade e inteligência sempre dizia que adorava esse meu estilo, de ser bem o oposto dele, ter um coração quente, confiar nas pessoas e agir pelas emoções. Na época eu disse algumas bobagens do tipo "Não me venha com essa, se quer me ridicularizar fala logo", mas eu tinha quatorze pra quinze anos na época, creio. Hoje eu entendo um pouco mais disso. Mas como disse a Manu, aliar esse tipo de sentimento de se doar pras pessoas junto de não ter apego a vida é bem perigoso, o que me torna um psicopata.

Amar as pessoas é algo tão simples, mas pessoas conseguem complicar isso a um modo que fazem com que pequenos detalhes virem grandes problemas. Vejo casais brigando por coisas ínfimas, me pergunto onde talvez estaria esse sentimento? Acredito sim, é coisa minha mesmo, leonino convicto e com juba (leia-se cabelo) grande. Vi uma mulher dizendo que o amor morreu, e hoje em dia só existe algo como "atração". Outros me falam que não sei o que é "amor".

Mas pra todos esses, que se preocupam com o substantivo "amor", queria lhes perguntar se eles sabem o que é "amar". O verbo mesmo, na prática. Cada um dará uma resposta diferente. Uns dirão que amar é a capacidade de você puxar tanto a orelha de uma pessoa que ela irá te amar. Outros dirão que amar é quando você dá aquele silêncio para com seu conjuge para que ele/ela pare pra te olhar. Outros dirão que amar é simplesmente aquele sentimento que você sente quando vê aquela pessoa especial e a abraça, e vem todo aquele frio. Quem sabe alguns extremos dirão que amar é apenas uma escolha, ou que vem com o tempo, ou que vem com convivência.

Estamos novamente tentando explicar a maldita palavra, agora verbo. Estamos tentando por um significado, mas para todos esses que se preocupam com isso, eu lhes volto a pergunta e adiciono algo:

Vocês sabem o que é simplesmente amar?

Continuarei andando pelo mundo, a procura dessa resposta. =)
Quando eu encontrar, eu posto aqui. Espero ver todos vocês aqui este dia.

Maninha, um grande beijo do seu Subaru-kun.

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