domingo, 31 de dezembro de 2006

Hoje está uma noite quente. Quente nem tanto, mas abafada. Sabe quando nós achamos que algo de ruim irá acontecer, não temos como fugir e pensamos que aprenderemos nada daquela experiência? Pense novamente, ou talvez eu deva pensar novamente. Afinal, nesse ano de 2006 me marcou bastante também por sido o ano que eu comecei meus estudos no ensino superior. Foi nesse ano que eu comecei e saí do curso de Arquitetura & Urbanismo, na Universidade Ibirapuera, aqui em São Paulo.

No começo foi difícil. Não tinha pique pra nada, ânimo pra nada, nem trazer materiais ou algo do tipo. Senti-me forçado, o que de fato foi. Pensei que fosse apenas eu que estava sentindo aquilo, até eu conversar com outros colegas meus que assim como eu terminaram seus estudos ano passado e se sentiam perdidos depois de terminarem seus estudos, sendo que no fundo tudo estava apenas começando. Pela minha perdição acabei tendo que seguir o ritmo do meu pai, ditador absoluto da casa, acima do bem e o mal e mandão, que eu deveria logo começar a faculdade.

Não vou tirar o direito dele, nem nada do tipo. Ele talvez quisesse que eu terminasse logo alguma faculdade pra cair fora logo, uma vez que ele me odeia, mas de acordo com o intelecto dele é porque ele está morrendo, e quer que saiamos logo de casa para que ele não se veja morto e nós, ferrados. Mas infelizmente comecei forçado, afinal ainda estava perdido em meus próprios pensamentos, e infelizmente paixões. A minha conturbada perturbação (se não entendeu, dê uma lida nos arquivos de janeiro e maio) ainda era um obstáculo terrível.

As aulas começaram no dia seis de fevereiro e terminaram no dia doze de dezembro. Nem mesmo em minhas mais doidas expectativas, jamais imaginei que conheceria pessoas tão legais e empolgantes e professores ímpares, geniais. Quero que todos que por ventura leiam isso, saibam que independente do rumo que a minha vida tomar sempre me lembrarei de vocês pelo resto da minha vida. Cultivamos amizades, e tenho orgulho de dizer que nunca briguei com ninguém, mesmo eu infelizmente sendo um importuno para algumas pessoas.

Amigo não encontra em nenhum lugar. Temos que procurar ou se formos tímidos, deixarem que eles nos procurem. Mas posso dizer que as pessoas que eu conheci foram no mínimo marcantes, e que deixaram muitas, mas muita falta. Vou citá-las aqui, ao menos as que a memória permitir.

Eusa e Eduardo Canejo foram dois grandes amigos e companheiros. E sei que, se continuarem a fundo nessa área, com suas idéias conseguirá se dar muito bem nessa profissão, porque no curso em si vocês já são ótimos. Mônica eu infelizmente lamento não termos conversados antes, pois foi em apenas pouquíssimos meses que eu descobri a grande pessoa que você é. Espero continuar cultivando essa amizade. Elisângela, a primeira amiga que eu fiz na faculdade. Espero que independente do rumo que você tomar nos seus estudos, quero que seja feliz porque esforçada eu sei que você será. Sempre.

Tem também o Antônio Robinho! Nossa, eu lembro do trabalho que nós fizemos juntos lá... Esse cara é impressionante como ele brinca e ao mesmo tempo sabe ser sério e tudo. Queria ser assim, hehe... E como poderia esquecer do meu grupo vizinho, que de vez em quando eu os ajudava e tal? Dídio, Edson (grande companheiro e colega!), Alexandre (pensei que no começo fosse um chato, mas ainda bem que nem sempre é a primeira impressão que fica), Gisele, Isabel. Todos vocês moram no meu coração.

Falando em Isabel, não podemos esquecer do Rodrigo. Filho dela, mãe e filho estudando na mesma sala! Ótima pessoa também e com um filhinho lindo, Gabriel! Renata nossa monitora super responsável, obrigado pela ajuda! Roberta e Vanessa, a dupla dinâmica! Duas meninas muito legais, principalmente a Roberta que até me ajudou na Barra Funda, heuaheu! Vanessa Zennerdine, Diego, Thaís, Elton... Pessoas que infelizmente eu não conversava muito, mas entre os "ois" e "tchaus" me parecem boas pessoas e simpaticíssimas.

Jefferson, o Silvio Santos! Esse cara eu fico impressionado de como ele se parece com meu pai, desde o jeito de falar até o que ele fala que 90% das palavras ou são xingamentos ou é algo pra me criticar, heheh... Mas é uma boa pessoa.

Alguns que saíram antes e deixaram saudades, como o Thiago fã de Nintendo igual a mim, Fábio super engraçado (pena que não falava muito comigo, mas era engraçados pacas), o Carioca, o Careca (que me surpreendeu no final, ganhou bastante minha consideração) e mais algumas pessoinhas que a memória impede de eu lembrar.

Aos professores... Grandes mestres e colegas. Principalmente a Herta que eu adoro de paixão. Mulher com doutorado em história pela USP, trilhou o caminho que é o meu sonho... Fazer história! Um gênio, mas mesmo com a tonelada de conhecimento histórico (e que não venham dizendo que é fácil, porque existem coisas mais fáceis na vida do que a decorar histórica) não deixa de ser uma pessoa atenciosa e super simpática. Ótima professora.

Miguel, super engraçado. Cara, as piadas dele eu dou risada até hoje. Eu lembro uma vez quando ele tava ensinando sobre escadas e a Mônica (a japa) é canhota, e a tendência em construção de escadas com o corrimão colocado na direita, porque se você cai, a tendência é você ir com a mão direita, uma vez que a maior parte da população é destra. E a Mônica, canhota, perguntou: "Mas professor, eu sou canhota!", aí o Miguel virou pra ela e disse alto: "Ema, ema, ema... Cada qual com seus problemas!". E ele também me ajudou pra ir pra Design quando eu perguntei algo relacionado a desenho que fizesse algum dinheiro (requisito do meu pai).

Andréa Bertoncel! Sabe... No primeiro dia pensei que fosse um demônio. Surpreendeu-me e acho que não apenas a mim, mas a todos da sala. Dona de um sotaque único, um paulistanês com carioquiano, essa mulher impressionou pelo seu conhecimento fora do normal de Autocad. Não apenas isso, mas ela também impressionou por ser uma pessoa única, além de ótima professora, alguém que dá uma mão nas suas notas, simpática, que sabia que os PCs da UNIB eram horríveis, mas isso não era desculpa pra limitar seu ensinamento, uma vez que ela nos ensinou coisas importantíssimas sobre as versões atuais do AutoCad.

Adriana ela sempre me chamou de teimoso. E eu sempre a achei de impossível de se satisfazer. Afinal, ela critica ao extremo, eu já vi gente criticando e já vi gente criticando muito. Mas ela chega a ser exagero. Não é nada demais, talvez ela pense igual meu pai, que as pessoas devem ser humilhadas pra se tornarem boas, mas lembre-se que deixar as pessoas no chão pode ser algo bom, mas foi Hitler e seus elogios que levantaram a Alemanha e criou um próprio governo e um dos mais poderosos e influentes de sua época, e da história.

A Suzana, primeira professora de AutoCad também foi legal. Uma pessoa boa, legal e tudo mais. Pena que não continuou... heh...

Feliz ano novo a todos. Sabe... Eu tava me decidindo qual seria o melhor post de um grande momento do ano inteiro e decidi que deveria terminar o ano com esse momento. Desculpe se estou os enrolando desde o inicio de dezembro, mas não achei hora melhor pra postar isso do que hoje. =D

Bom, é isso. Talvez isso esteja na minha mente como uma das imagens marcantes desse ano. Mais do que isso, foi algo que como eu disse, pensei de todas as maneiras possíveis que não iria dar certo, e no final não deu mesmo. Mas a memória ficou ótimas pessoas, das quais eu quero jamais esquecer. Obrigado professores, amigos e colegas. Obrigado Universidade Ibirapuera! =)

Algum dia numa noite quente de dezembro de 2006
Alain de Paula

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