quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

No rain, can't get the rainbow.

Ano maluco. Sério mesmo, foi um dos melhores anos da minha vida inteira. Talvez por isso seja considerado maluco. O ano do rato, que é como Áries também representa, implica sempre num novo começo, em novos ares. Pra mim, 2008 foi um ano pra se apagar tudo de antes, e preparar um novo piso para o que está por vir. Tem hora que um castelo só pode ser construído corretamente se você derrubar e começar de novo, do zero. Só espero que o que estou plantando esse ano possa colher, ao menos grande parte deste, como coisas boas nos próximos anos que virão.

O primeiro mês foi algo deveras emocionante! Viajei com a família para Aparecida, e vivi uma experiência totalmente irrequecedora. Uma imagem de fé, pelos peregrinos que a visitam como pelo ar daquele local. Sinto lá sempre uma energia diferente, uma energia rica e pura que sinto em lugar nenhum. Fiz também a loucura de encarar uma viagem de muitas horas para ir até Mogi das Cruzes atrás dela, e no final das contas nem consegui sequer vê-la. E pra variar o presente que deixei com ela era idêntico a um que já tinha, enfim. Fica pra próxima e aquele abraço.

Nos estudos um ano também de muita luta. No primeiro semestre desse ano a produção de um site, onde fizemos um website para ensinar as crianças e dar noções sobre a língua inglesa. Cheio de joguinhos, com direito a um livreto impresso (aliás esse foi muitíssimo bem produzido pela Gabi e o André. *_* Parabéns mesmo!) e professores como sempre nem tão caridosos, principalmente com os prazos. No segundo semestre as matérias de Teoria da Percepção e de Projeto que também foram complicadíssimas... Onde teve um momento onde, para terminar a tempo o desenho animado, fiquei três dias sem parar trabalhando. Falta de sanidade é comigo mesmo, mas isso também não é nenhuma novidade.

Tentei ir dessa pra uma melhor, mas como podem ver, estou aqui para contar estória, então não estou por aquelas bandas (ainda...). Comecei a ter consultas com psicólogos e psiquiatras,  acho que talvez seja pelas droguinhas e pelas horas de terapia eu hoje possa falar disso quase que naturalmente. Em maio recebi uma ligação que pensava que morreria sem jamais recebê-la, e pude, uma última e única vez ouvir a voz dela. Conheci uma grande amiga dela, e hoje ao menos, embora apenas nos falamos apenas virtualmente agradeço por ter conhecido uma pessoa tão boa e legal como ela (Kikaaa!).

Peguei o 99 no Ragnarök finalmente! Poxa, esse foi quase que o fato de século... Depois de três longoooos anos jogando essa maldição quase que todo santo dia, mas consegui! É pouco, mas meu Scholar é uma das coisas que eu mais orgulho na minha vida inteira. Sério mesmo. E claro, não podia esquecer que consegui o Seiya no Arayashiki, e embora o fórum esteja meio baixo recentemente, acho que a conquista já vale. Esperei uns três anos também fazer o teste pra ganhar o cavaleiro de Pégaso mas apenas nesse ano que eu consegui, finalmente! Essa é outra das conquistas que pra mim são como um esforço de uma vida inteira, mas poucos entenderiam.

E poxa, o blog também foi mudado, com o fim da weblogger. Ajudei a Fátima, uma grandíssima amiga que mora no meu coração a pegar o 99 também no Ragnarok em um mês inteiro jogando, briguei com algumas pessoas, voltei a ter contato com outras. Vi algumas pessoas depois de anos sem vê-las, e me distanciei de outro monte delas. Sabe, se somos engrenagens ligadas umas às outras, acho que nesse ano eu adquiri uma velocidade quase que insana tamanha a importância de alguns fatos deste ano.

Hahaha... Quando eu era pirralho, morando lá longe, ficava pensando como seria eu com vinte anos, eu na época com dez. Demorou muito pra passar o tempo, mas passou. Imaginava eu todo bonitão, magro, alto, com namorada, haha... Ainda falta arranjar uma mulher. Mas acho que nem vai ser tão difícil, certo?

; )

Psiuuu... Boquinha-de-siri, heim? Fica entre nós, segredo. ;D
Feliz 2009 e ótimo reveillon a todos. Em janeiro eu estou de volta com todo o gás para um novo ano. ;D

E não esqueçam: sem a chuva, não se consegue o arco-íris. ^_^

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Bold & Delicious

Durante o ano inteiro fui tirando fotos, e uma por cada mês era selecionada para ir para um álbum de fotografias minhas que entitulei Bold & Delicious. Não! Não é "negrito e delicioso", igual disse um amigo meu (malz Thiago! Eu perco o amigo mas não perco a piada.. hahaha!) e sim "Destemido e Delicioso", mas Bold é um destemido mais voltado ao sentido de ousar mesmo. E acredito que as fotos diziam bem isso, todo mês eu tentei fazer nem que fosse um penteado diferente, posição, expressão diferentes pra ilustrar a passagem durante o ano. O resultado são doze fotos, que podem ser vistas tanto no meu profile no Orkut como na minha galeria do Picasa.

Esse é o último dia de 2008, já estaremos em 2009 ano que vem e quero compartilhar isso. É um trabalho muito, muito pequeno, meio bobo até, mas pra mim foi muito legal. Já sou fotogênico por natureza, então as fotos não foram problema. O nome eu peguei de uma música homônima da Ayumi Hamasaki, que além de ter um ritmo e uma letra interessantíssima ela ainda é cantada por uma das minhas cantoras favoritas. Sem mais, vamos às fotos!

A foto de Janeiro foi sem dúvida a que todos mais gostaram. Mas deu mega trabalho pra tirar. Na foto original eu estou sentado no chão, de joelhos, em uma posição extremamente incômoda mas o sorriso saiu mostrando uma descontração tão legal que nem pareceu falsa. Parece que eu bati a foto normal, como num dia comum, como se eu tivesse feito aquela cara na hora mesmo, hehe. Em fevereiro teve até direito a cigarrinho e cabelo de mafioso. Um amigo meu disse que eu tava parecendo ator de filmes pornográficos, diga-se de passagem. Em março por mais Colgate que o sorriso pareça, ele foi totalmente espontâneo. Odiei meu cabelo. E a camisa também.

Em Abril a foto foi tirada no meu falecido MotoRazr², popularmente conhecido como V8. E acho que foi mais ou menos nessa época que eu fui assaltado e levaram ele embora. Essa é a que tá em menos qualidade, mas gostei do tom sombrio dela (foi intencional!). Em maio eu queria fazer um "sorriso Kenshin Himura", mas saiu "Sorriso da Véia Surda Desdentada". Acontece. Em junho eu não lembro como nem onde eu tirei a foto, mas dá pra ver até minhas rugas mais escondidas de tão boa definição que saiu.

Em julho eu queria imitar o Mello, do Death Note. A posição ficou idêntica, mas faltou cabelo, olhar psicopata (mais do que o meu naturalmente? É possível? No colegial viviam com medo de mim...) entre outras coisas. Mas por incrível que pareça eu adorei a foto. Em Agosto eu aproveitei a foto meio em cinza basicão e deixei um fundo escuro pra testar um contraste e gostei bastante. Em setembro outra foto hiper problemática, pois de fato estava deitado e tirar a foto deitado sem parecer o braço segurando a câmera foi uma missão de contorcionista e delicadeza pra mim, afinal não podia balançar as mãos!

Em outubro, bom.. Cabeça pra baixo. Outra que eu nem conto como fiz pra tirar. Ok... Eu falo. Pedi pro meu irmão me tirar uma foto sem a parte de cima da roupa, e muito do cabelo da foto não é meu, foi Photoshop do bom e velho, e o brilho do olho foi aumentado umas zilhões de vezes, dando uma total inaturalidade. Não sei, mas eu bato o olho na foto e lembro muito de ULTRA BLUE, da Utada Hikaru. Mas adorei a foto, e foi difícil deixar de usá-la como foto do Profile. Aí veio novembro com outra foto com o Mello como inspiração, muito similar a foto do perfil dele no mangá do Death Note. Por fim dezembro, que eu decidi fazer uma pose muito similar à de janeiro, colocando a mão do outro lado e com os olhos abertos e o cabelo no novo estilo que eu tou usando, arrepiado, até ele crescer e abaixar de novo!

Postado aqui apenas a foto de dezembro, mas como eu disse lá em cima, você pode acessar vendo minha galeria do Bold & Delicious no Picasa no seguinte link: http://picasaweb.google.com/mjmorphine/BoldDelicious 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

São brancas como a neve.

Não vivem muito. Mal aparecem durante o ano. Se escondem por entre as frutas alaranjadas e as folhas verdes. Na imensidão se destaca ao longe, são como pontos brancos por entre os galhos. Na primavera enquanto o tempo ainda está muito quente elas aparecem, e ao caírem no chão criam um belíssimo cenário paradoxal: enquanto o céu quente de novembro irradia luz, o mar esbranquiçado no chão, que lembra muito a neve.

Pra quem imaginava que as pétalas aqui do lado no layout são sakuras, ou pétalas de cerejeira, enganou-se! Pra ser sincero eu gosto de flores, principalmente para dar pras mulheres (embora duvide que alguma tenha gostado. Mas pra mim eu ainda tenho a música do Roberto Carlos pra me consolar: Eu sou aquele amante à moda antiga, do tipo que ainda manda flores). Mas tenho lá as que eu adoro. Não gosto muito dessas para se enrolar num ramalhete. São exatamente essas que não precisam de tanto cuidado como minervas ou bromélias que mais me atraem.

Sim, adoro as pétalas de cerejeira, em especial as chinesas. Sim, as nipônicas têm lá seu charme, mas as chinesas em geral tem uma tonalidade que nem é rosa, nem salmão nem vermelho claro. É coisa única mesmo, são muito bonitas. Gosto bastante das pétalas de laranjeira, que estão nesse layout. Odeio suco de laranja, vivia tomando na minha infância pois minha mãe pensava que isso me fazia pegar menos resfriados, hoje em dia não consigo nem ver a cor do suco. E normalmente quando vou ao interior vejo aquele mar de laranjeiras e no solo tem um monte de pétalas, que lembram - e muito - neve. É uma paisagem única. Mas o fruto, quero distância!

Mas a que eu mais gosto são as de mexeriqueira. Tem uma mexeriqueira aqui perto de casa. Daquelas pequenas e bem ácidas mesmo, e elas soltam umas pétalas que são muito parecidas com as de laranjeira, exceto por serem bem menores e amarelas. Quando as flores desabrocham formam uma piscina de pequenas flores no quintal de casa. Sim, minha vizinha tem uma.

A foto é uma sakura chinesa, ou 樱花 (Hanyu pinyin: yīng huā).

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Estarei viajando, ficarei fora alguns dias. Em janeiro algum dia eu tou de volta pra cá. ^^
Cuidem da casa, meninos. Se tiverem problemas, chamem os escoceses! Se alguém procurar pra mim, diga pra me procurar em Cardiff! Se for pra assumir filho, diga que estou na lua, ou que eu morri (brincadeirinha! xDDD)! Ba ba liu!!

Dia 30 e 31 terão postagens que eu já escrevi previamente e mandei a blogger postar sozinha. Mas quando eu voltar eu dou um toque! =) Dia 30 inclusive terá uma postagem que é CLARO que eu não poderia deixar de postar aqui. Quem viver, verá a tal postagem e o assunto, que pra mim é super especial! Se cuidem, meus jovens!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Silent night, holy night.

Natal. Tempo de presentes, de reunir a família, de celebrar. Dia no ano onde é celebrado o nascimento de Jesus Cristo, um homem que nasceu há mais de dois mil anos e tem seus ensinamentos até hoje difundidos. Um assunto difícil de se tratar, verdade. Principalmente nos tempos atuais, onde um barrigudo de roupa vermelha tomou o lugar do cara que foi na cruz. Data movida pelo comércio, pelas típicas "lembrancinhas", que claro, é muito bom pois gera emprego e renda, mas algo está se perdendo no meio.

Pessoas ainda pensam que se faz necessário um objeto, algo físico para demonstrar um sentimento, que é algo puramente abstrato, não ligado a uma realidade sensitiva. Papai Noel acredito ser um símbolo interessante, pois une desde europeus, asiáticos, africanos e americanos, pois ele não tem religião, e não precisa seguir nada em especial para se lembrar dele, exceto amar pessoas. Natal é tempo em que estamos no fim de ano, e acho que é uma hora boa para refletir o que foi feito durante o ano. De acordo com o credo popular, Papai Noel apenas presenteará as crianças que se portaram bem durante o ano. E você, independente de ser criança ou não, se portou bem?

Como meros objetos, os presentes são coisas feitas para se usar. Por sua vez, pessoas são feitas para amar. Mas numa sociedade onde apenas o que está no bolso importa as pessoas esquecem muitas vezes que um abraço sincero pode ser algo tão gratificante como um presente por si só. Hoje muitas pessoas amam os objetos e usam as pessoas.

O mundo atual vive numa profunda carência afetiva. Isso é péssimo. Não queremos falar com pessoas com medo de magoá-las, ao mesmo tempo não queremos pedir perdão por algo ruim que fizemos. Erguemos uma muralha em volta de nós impedindo de nos relacionar com as pessoas, seja desde por medo de se apegar como por de algum motivo que desconheço o medo de sentir-se invadido. Sabe, eu esse ano fui uma pessoa muito, muito má. Verdade. Fiz muitas besteiras, foram com poucas pessoas, mas foram grandes besteiras e muito malvadas. Em algumas eu diria até meio sádico. Sei que não receberei nada dessas pessoas, delas infelizmente não espero nem mesmo um telefonema carinhoso, mas não lhes tiro esse direito.

Mas tomando um exemplo do cara que realmente significa o Natal, que é o homem que transformou água em vinho, entre todos os muitos presentes que eu posso dizer que compartilhem é o que significa o gesto desse homem que fez perante todas as pessoas naquela época: o do perdão.

Uma vez me disseram que perdoar é divino. Verdade, e talvez apenas depois de amar, essa seja uma das coisas mais difíceis que nós temos na nossa vida para fazer. Somos humanos, fazemos burradas, coisas erradas, somos exagerados muitas vezes. É o que minha avó costuma dizer: que a carne é fraca! E pessoas muitas vezes perdem o significado do perdão. Sabe, perdoar é um gesto divino, pois se lá em cima tem alguém que faz nosso destino, quando perdoamos nós fazemos uma escolha: de continuar da maneira que estava ou de dar uma nova chance.

Não significa que nós iremos como de súbito esquecer tudo de ruim que sofremos de uma pessoa, mágoa não conta aqui. Mas sim que dizemos "tudo bem, por você ser importante na minha vida, te dou uma nova chance!". Acredito ser esse o melhor presente que eu poderia receber nesse Natal que se aproxima, e também acredito ser o melhor que eu poderia dar a muita gente. Podemos claro, ficar magoados, mas a importância do perdão, da vontade de começar de novo, do tentar novamente isso que acredito ser algo que vá além dos presentes, do companheirismo e de todos os sentimentos presentes, que não são poucos, como um excelente e o mais apropriado para ilustrar a noite natalina.

E claro! Não se esqueçam. Como dizia no Esqueceram de mim 2: boa ação vale o dobro na noite de Natal. Faça uma boa ação e perdoe pessoas, faz bem tanto para você como pra outrém. Acho que essa mensagem independe da religião ou credo. Tenham todos um feliz natal, e que Deus abençoe a todos, com muita fartura, saúde e amor.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A macacada vai pirar!

Ok, admito: estou perdido! Sem chances de retorno, haha... Nesses dias me vi jogando meu bom e velho Super NES com uns emuladores aqui via computador mesmo. Entre eles eu e meu irmão jogando Donkey Kong Country III - Dixie Kong's Double Trouble, um clássico lançado em 1996 pela Rareware. O Kiddy Kong, meu Kong favorito tá aqui. Sim, é um bebêzão com direito a chupeta e tudo, além de ser forte igual a um cavalo, hahaha...

Outro que eu viciei foi Tetris Attack!, outro inclusive produzido pela Nintendo. Bom, esse é sem comentários... Eu começo a jogar e vou detonando tudo, mas tem uma hora que depois de minutos (e bota minutos nisso) meu cérebro simplesmente pára de raciocinar, e eu fico abobado na tela do jogo perdendo. Sério mesmo... Eu não consigo fazer nada a não ser ficar zanzando na tela sem saber o que fazer. Outro que enfim experimentei foi Mario Paint, que é lindo e fofinho. Lembro de eu moleque sonhar muito com um desses, e quando coloco as mãos é bem bacana.

Megaman não poderia faltar na lista. Megaman VII e o Megaman X-3 estão na lista com certeza. Tava até jogando Metroid, poxa. Isso é fim de carreira, haha. Fiquei ainda muito triste porque só posso jogar agora via computador, pois o cabo de força do meu Super NES simplesmente evaporou. Pena.

Pra não dizer que eu só fico nos bonitinhos, estou também no Kirby Dream Land. Hahaha... O mais fofo dos fofos. Tem também Pitfall: Mayan Adventure que estou penando pra jogar. Complicadinho pra caramba. Tou criando coragem pra ir no Mario mais dificil de todos, o Mario is Missing! que figura entre os clássicos, e clássicos impossíveis.

O pior é que mesmo depois de anos jogando (a última vez que lembro ter jogado DK3 foi em 2001 eu acho!) eu ainda lembro onde faz as coisas no jogo, tim tim por tim tim.

Tintin... Hum... Tive uma idéia pro próximo layout. =O
Oh deuses... Essas idéias que caem do céu...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Cuidado para quem você doa!

Certo, as catástrofes das enchentes em Santa Catarina estão já com bastantes doações, todo mundo ajudando e tudo mais. Grande parte da ajuda aliás não é estranho vir de São Paulo - estado onde todos os que moram aqui querem morar lá. E convenhamos: Floripa é sonho pra qualquer paulistano. Uma vez eu li um jornalista falando que o centro de São Paulo está indo cada vez mais ao sul, era lá na Sé e foi descendo, agora o centro é a Paulista e vai indo, em direção ao sul. E não me seria surpresa se daqui a uns cinquenta anos chegasse em Florianópolis, hehe!

Doações em massa estão chegando lá. E claro, estava tudo muito certinho pra estar correndo tudo bem. Passou na TV uma denúncia, já tem um tempinho, de inclusive militares levando mantimentos que iriam para os desabrigados. Claro, ultra chocante e comoveu grande parte da população. Os militares superiores disseram ser um ato isolado, o que todos duvidam, pois se já estava no nível da coisa ser flagrada até por uma câmera de celular era porque já estava em níveis críticos.

Nessas épocas quando acontecem esse tipo de coisa vêm gente de todo o canto arrecadando coisas, dizendo que vai ajudar e tudo mais. A primeira que eu peço pra tomarem cuidado é a Rede Record e seu Instituto Ressoar. Parece que os evangélicos alegaram que o Ministério Público estava fazendo inclusive o monitoramento da arrecadação de mantimentos mas isso é uma mentira, e inclusive essa notícia foi veiculada em muitos órgãos de mídia independente. O próprio Ministério Público alertou não estar ciente de nada nesse sentido. Cuidado nunca é demais. Acho que já existem coisas bastantes graves contra o Mr Macedo. Analisem por si mesmos e tirem duas conclusões..

Como dizia uma sábia amiga: pra Record eu não dou nem um alfinete.
Por isso eu ainda torço pro Silvio Santos. =P

Inclusive até vírus de computadores que mexem com isso, é incrível (e tem gente idiota que ainda abre os .exe. Meu Deus... Acho que na cartilha escolar deveria ter, e muito informática, no lugar de tirar Artes Plásticas do Ensino Fundamental I, não é senhor presidente Lula e ministro da Educação Fernando Haddad! País ignorante que pensa que o ensino de Artes é inútil...). Uma conhecida minha até que trabalha no corpo de bombeiros disse que estão já cheios de donativos de roupas. Ela mesmo falou pra pararem de enviar um pouco de roupas porque estão cheios! Mandem comida agora!! Huahehuaha... Só não vai jogar lá um contra-filé de segunda...

Mas eu ainda prefiro confiar na defesa civil do que em ONGs. Mas como já falei, minha opinião sobre a Record é puro preconceito de minha parte. Isso eu admito, mas não arredo o pé contra eles.

Sem mais, queria parabenizar a TV Cultura por estar auxiliando as vítimas de Santa Catarina, o presidente que liberou "uns real", o governador de Santa Catarina Luiz Henrique da Silveira que está fazendo um bom trabalho, a Defesa Civil que estão mostrando uma excelente integração, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro que estão gerenciando todo o recebimento das doações, as pessoas que têm doado o que podem para ajudar eles a terem ao menos um bom e farto Natal depois de tanta desgraça e poxa, até o Google tá ajudando. Dá gosto de ver isso. Sério mesmo.

Fonte da foto: Editora Abril

domingo, 21 de dezembro de 2008

Fronteira sob o crepúsculo lácteo

Estou tentando (novamente!) escrever um roteiro de quadrinhos. Mas agora quero sair dos clichês, ao menos em partes. Na verdade tou com um projeto que acho que dificilmente entenderiam, mas pra mim é suficientemente claro. Ou não.

Tá, ninguém entendeu nada. Se chamará Frontière, fronteira em francês biboso. A história se focará em três pessoas que significarão algo como passado, presente e futuro. Mãe, filha e namorado da filha. A obra que eu quero escrever pretendo focar em dois temas que só em si me trarão muita dor de cabeça: amor e tempo. Parece fácil na teoria, mas apenas na teoria. Tive a idéia toda durante esse último semestre na faculdade, e quero agora nas férias ao menos pegar e organizar todos os brainstormings.

Algo como: Em um mundo paralelo, Anya é uma mercenária a serviço de quem pagar mais. Sua filha, Mia é uma criança alegre, mas muda drasticamente ao presenciar sua mãe sendo assassinada na sua frente. Uma história sobre o que é o amor, e como o tempo interfere nas nossas vidas e o quão relacionamentos podem ser eternizados. Algo assim, não vou contar o resto porque tou com umas idéias legais aqui. Se eu conseguir sair do rascunho primário eu mostro, embora eu duvide muito que saia do primeiro rascunho.

O primeiro desenho que eu fiz delas eu scaneei e colori com o Photoshop. O resultado está tanto no meu DeviantArt como aqui também (no caso, a versão daqui está ligeiramente diferente. Pouca coisa). Segue abaixo a arte concluída (clique para ampliar):



sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Eu... Parecido com quem?

Sim, vai chegando as férias e a falta do que fazer, bem... Me faz achar coisas muito comédias na internet. Achei um que é um aplicativo em Flash que analisa seu rosto e mostra qual a celebridade que mais é parecida com você. Só tem um problema: de acordo com o software eu devo ter algum problema sério pq só me saio parecido com mulheres! x_x~~ E POXA! Eu sou parecido mesmo, vai se danar. ¬¬'

Uns tempos atrás o pessoal dizia que eu lembrava muito o Pacey de Dawson's Creek (Joshua Jackson), mas ele não apontou nada dele que eu pareço com o dito cujo que uns amigos diziam que eu era a cara cuspida. No lugar ficou até Charlize Theron. Acredite! Essa foto minha foi a que mais foi classificada, vamos dizer, bem. Tem fotos minhas que ele disse que eu pareço até com Penelope Cruz e Brigitte Bardeaux! Sai dessa vida. O resultado do site pra vocês caírem na risada, hehe!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Mia entrevista!








segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Viva Angelina

Antoine Gelis era um abade de um pequeno vilarejo ao sul da França, em Coustaussa. Tinha setenta anos até então, até o fatídico "Dia de todos os Santos", o dia 31 de outubro de 1897. A noite virou dia, e com o dia veio o pânico. No pacato vilarejo a população acordara horrorizada ao ver que o reservado sacristão havia sido assassinado brutalmente. Imensas poças de sangue estavam espalhadas pelo local, seu corpo virado pra baixo numa posição onde os braços e pernas estavam cruzados de tal maneira que fazia referência a posição em que os cavaleiros templários haviam sido enterrados.

Seria um crime comum, exceto por alguns fatos estranhos. O ladrão não levou nenhuma quantia de dinheiro. Ladrões ao cometer latrocínio normalmente são levados pela vontade de matar e acabar com a única testemunha, que seria a pessoa assaltada, por isso acabam cometendo homicídio. Nas gavetas o dinheiro ainda estava lá, e uma boa quantia dessa. Naquele mesmo local estava uma bolsa, um porta-papéis, como os franceses viadinhos chamam, comumente usados para guardar documentos e estava arrombada, nada dentro. Um ladrão que entra numa casa, assassina o morador com mais de uma dezena de golpes na cabeça (inclusive em três pontos era possível ver o cérebro danificado) e o deixa dessa forma. Estranho.

Dentro de uma caixa de maços para fumo, uma coisa que inclusive o abade dificilmente usaria pois de acordo com relatos odiava o cheiro de cigarro, uma folha de papel escrita "Viva Angelina", a única possível pista que o ladrão deixou. Inclusive foi bastante metódico, não deixou nenhum tipo de pistas ou evidências, exceto esta. Até hoje o caso está sem solução.

Minha primeira suposição seria ignorar totalmente os laudos da perícia. Policiais são seres humanos, e não apenas no Brasil, mas eles podem se corromper em qualquer parte do mundo. Ninguém garante que teve apenas estas pistas, e se as pistas foram manipuladas para o laudo apenas constar as de menor caráter. Sim, estávamos no final de século dezenove, então não adianta pedir pro povo do CSI ir atrás e tampouco da época a perícia disponha de tanta capacidade de inteligência e tampouco de ferramentas de investigação apuradas. Segundo: alguns dizem que a palavra "Viva Angelina" em árabe a pronúncia significa algo como "Estou no jardim". Gelis havia escrito em seu journal seis anos antes dizendo que ele havia descoberto uma tumba, e naquela noite havia chovido. Seria essa a tal coisa que estaria no jardim que seria tão importante?

Chuva normalmente significa emoções, emoções fortes. Provável que a tumba tenha sido encontrada nas proximidades de Rennes-Le-Château, uma cidade que guarda estranhos fenômenos sobrenaturais. Equipamentos eletrônicos dificilmente funcionam bem na cidade, que aparentemente é um vilarejo normal sem nada diferente. Pessoas dizem que lá tem uma magia estranha no ar que ninguém explica. Mas isso, é pra um outro dia.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

OBA!

Oba! NATAL. Como ninguém é de ferro, nem eu aqui, estou devorando tudo que encontro na frente. Sabe como é, fico em casa, nada sem fazer e vou pra cozinha e tem aquela coisa cheia de luxo, ela fica me olhando, eu olho pra ela, eu dou uma piscadinha e ela fica vermelha, aí vou chegando perto e vejo que ela começa a tremer nervosa, eu seguro, agarro e... Abro a caixa e começo a devorar o Panettone! \o/

É fraqueza de espírito, eu juro! Já acabei com um inteirinho em um dia. Agora tou comendo um chocottone. Olha, eu não gosto de chocolate, e pra ser sincero uma coisa que eu adoro no Panettone é aquela massa doce e fofinha. E o da Bauducco é bom que quase não tem gosto de chocolate, então eu me sujo todo e como rapidinho. Inclusive hoje comi tanto que fui parar no banheiro... x_x~~

Ah, enquanto isso vou aproveitando as férias pra ir ajeitando minha vida. Sabe como é, retomar contatos, fazer faxina, mandar matar uns folgados... Nada diferente da rotina, haha... Brincadeira. Tava fazendo backup de umas coisas e vi como eu tenho velharias no computador. Velharia mesmo, coisa de até dez anos atrás. Ok. Sei que tá de noite, passa da meia-noite mas... O panettone tá me olhando com uma carinha que não consigo dizer não.

Sim! Comer tanto me faz passar super mal. E olha que eu como igual um avestruz, pra eu passar mal é exatamente porque eu exagerei além da barreira humana normal, hahaha! Quero mais, mais, mais!

Antes de terminar, só quero dizer que na Cacau Show tem um panettone de maracujá com uma cobertura de chocolate branco eu acho. *_* Aquilo é um tesão. Se querem me fazer feliz já sabem como! De preferencia depois do Natal que aí fica barato aí vocês podem me dar uns 10. =P

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Número confidencial chamando.

Lá estava eu. Na verdade desde a mensagem dela dizendo que queria falar comigo, eu estava nervoso. Dei o número do celular do meu irmão – meu celular havia sido roubado, e sabia que provavelmente se alguém atendesse e soubesse que era ela não gostaria muito, embora sabia que ninguém faria nada além disso. No dia anterior não havia desgrudado do aparelho, andei com ele pra cima e pra baixo e nada por parte dela. No dia seguinte o deixei do meu lado enquanto usava o computador. Até o momento que recebi uma nova chamada.

Dizia ser um número confidencial. Minhas mãos começaram a tremer. Essa seria a ligação que eu esperei arduamente desde o último “Olha, eu te ligo mais tarde, pode ser?” de outubro. Sete meses então haviam se passado desde o "mais tarde". Sete meses de sumiço, mais da metade de um ano, e lá estava eu novamente prestes a falar com ela, que havia vaporizado literalmente há tanto tempo.

“A-alô?”. Atendi meio gaguejando. Reconheci o “Oooi” do outro lado. Era a mesma voz, a mesma saudação da pessoa que fazia questão de me acordar quase todo santo dia, e embora eu dissesse que odiasse aquilo, eu na verdade adorava, e sempre o dia parecia raiar de um jeito diferente quando falava com ela logo pelas manhãs. A conversa se estendeu por pouco mais de uma hora. E fiquei sabendo de tudo.

Descobri que pra ela eu não era um nada. Era apenas mais um na lista, alguém descartável que depois de um mês juntos iria pra lista dos retardados, ou apaixonados sem noção. Não apenas me deixou como me trocou pelo outro antigo. Pensou que eu não correria atrás, ponderou que ela também pra mim não significou nada. Mas significou. Afinal era ela a primeira chance que eu tive de dizer que eu não era feliz sozinho, mas era feliz ao lado de alguém. Alguém pra compartilhar, alguém pra se doar e receber doação. Alguém para amar, e ser amado. Simples. Mas para ela, não. Penso que pra ela nunca existiu nada. E tenho quase certeza disso.

Segurava as lágrimas com todas as minhas forças. Mas teve uma hora que eu não agüentei. Se ela soubesse que ao ser assaltado eu quase arrisquei minha vida a não dar meu celular exatamente pois nele estavam todas as mensagens que trocamos, todas elas tão pequenas, poucas palavras, mas que tinha dias que eu lia aquilo apenas para relembrar a emoção, a felicidade de um dia distante que sequer retornou ou retornará...

Conversamos sobre várias coisas. Entre elas apenas a fiz prometer uma coisa, que jamais fizesse isso com mais ninguém nesse mundo sob nenhuma hipótese. Acabe relacionamentos da forma mais grosseira possível, mas não suma. O sumiço tem um símbolo, não é apenas o de abandono, mas de a pessoa estar num nível tão desprezível que sequer merece ouvir um não, apenas ele deve viver com sua esperança infinita de sua parte perante um destino na sua frente com chance ínfima de sucesso. Magoe a pessoa, xingue, diga que é um nada, mas ao sumir você sem palavras diz que ela significou absolutamente nada. Que todas as ligações, palavras de carinho, amizade e paixão foram esquecidas, foram coisas lançadas ao vento perdidas entre um mar de brumas onde vagam sem rumo até um dia morrerem no eco dos sons mundanos. Que toda aquela emoção, a dedicação era um mero artífice para algo maior, que era absolutamente nada, um gigantesco vazio.

Ainda hoje a vejo. Seja em sonhos, seja virtualmente. Ela está lá, mas não tenho coragem de falar nada. Mas aos poucos tudo perecerá. Provável que eu me desligue cada vez mais, que não a queira ver, que fuja. Pois fugir eu sempre fui bom e tive talento pra coisa. E sei que fugir é algo que faço pra não ter que encarar a realidade.

Muitas coisas aprendi e reforcei conceitos meus já existentes. Uma das coisas, porém, nunca acreditarei que é correto abandonar as pessoas. Nunca. E nunca acreditarei.

Texto escrito originalmente em junho 16, 2008

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Uma São Paulo que existe.

Ok! Desisto. Admito. Viciei legal no seriado Alice da HBO. Não sei, mas era um seriado que (talvez) não tinha muito para dar certo mas é viciante desde o começo. Pra quem não conhece, é a história e trajetória de Alice, uma donzela de vinte e seis aninhos, noiva de um engenheiro, que mora em Palmas, no Tocantins, interpretada por Andréia Horta. Só pra descontrair: NUNCA pegam ninguém do Acre! Poxa, até Tocantins! Mas o Acre que é o Acre, nunca!

Ela mora no centro. E não é lá essas coisas onde ela mora não. Vive com a tia dela, interpretada muitíssimo bem pela Regina Braga. Mas sei lá... O seriado tá trabalhando com muitos estereótipos que todo paulistano sabe que existe mas nunca diz pros outros, hehe... Como baladas recheadas de drogas,  o fato da população noturna de São Paulo em algumas áreas ser apenas de "damas da noite" e a que eu estou mais gostando: trânsito, trânsito e trânsito. Valeu, Kassab cabeçudo!

Mas estou gostando. Adoro a linguagem da série, e os dilemas que ela passa também. Tem um amor, aquele romantismo frio que paulistanos têm, de exatamente por morarem numa cidade das mais insanas do mundo dificilmente pessoas dizem pros outros estar em compromissos com outros, etc. Algumas coisas enchem muito o saco: primeiro não vi (até agora) nenhuma oriental. Poxa, São Paulo e a área metropolitana tem quase mais nipônicos que o Japão! Outra também que não curti é o fato dela estar sempre na área central da cidade. Duvido ela vir aqui pro Capão ou Angela e falar com os "manos", hehe!

Depois falam que nós não moramos em São Paulo. Moramos sim! Mas o problema que nós aqui somos esquecidos. Enfim.

Agora vou baixar o resto! 8D

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Frio

Não importasse onde virasse os olhos. Uma imensidão branca cobria por todos os lados. Os ventos eram fortes, pareciam empurrar. O tempo estava gelado, e estávamos longe de casa, em um lugar coberto de neve. Ao chegar em casa liguei o rádio, este informava que a tempestade tardaria a passar. Sentei e me aproximei da lareira, enquanto isso ia tirando as peças de roupa que estavam levemente úmidas por causa da neve.

Coloquei um suéter que estava encostado. Tinha cheiro de naftalina. Fui até a cozinha para preparar algo para comer, quem sabe uma boa sopa. Ouvi uns passos descendo pela escada: era ela.

“Ah... Oi? Eu estou aqui fazendo algo para comermos.”. Disse, porém como sempre não obtive resposta. Já estávamos morando juntos há mais de um ano e ela sequer me respondia ainda. Comecei a esquentar um filete de azeite pra refogar alguns legumes. Ela estava perto da lareira, colocando mais lenha. Nossa vida era a mais incomum possível: eu falava, mas nunca recebia uma resposta por meio de fala. Sabia quando ela queria dizer que estava mal, ou sentia-se bem ou respostas, todas dadas nas entrelinhas de um mudo extremamente sutil.

Coloquei a água e o macarrão por fim e tampei a panela. Fiz bastante, pois sabia que sopa não iria me sustentar e iria repetir o prato no mínimo umas três vezes. Quando olhei na sala, ela não estava mais lá. Quando olhei pela janela eu quase morri. Ela estava lá fora, seu corpo deitado na neve inerte. Abri a porta num salto e fui em sua direção. A trouxe de volta para casa e a coloquei perto da lareira para esquentar.

Mas o corpo dela não esquentava. Tentei colocar roupas nela, mas ainda nada. Lembrei então de alguns daqueles panfletos de primeiros socorros contra frio, e lá dizia que o calor humano é uma das coisas mais eficazes para combater o frio. Tirei o suéter e algumas peças dela e a abracei fortemente ainda próximo da lareira.

Na hora do desespero segundos parecem horas. Cada momento que passava eu a apertava mais pra junto de meu corpo. Fechei meus olhos naquele momento. Continuava a apertar firmemente junto de mim. Nada. Resolvi esperar, talvez não iria acontecer nada demais, mas o tempo demorava a passar. Até que a senti se movimentando, levando o braço pro meu peito e a empurrando. Foi nessa hora que me toquei e a soltei um pouco.

“Meu Deus...! O que você estava fazendo! Você quase morreu!”. Fiquei ainda a questionando durante um bom tempo. O problema foi quando eu comecei a me questionar. Afinal como ela que sequer parecia não ligar pra mim eu corri o risco de tentar salvar sua vida? Logo naquele momento, onde estávamos viajando em nossas raríssimas férias. Continuei junto dela, esquentando, até um momento que o silêncio permaneceu, tanto de minha parte como dela, e logo depois o mesmo foi quebrado. Dessa vez por parte dela.

“Viver é difícil. É a coisa mais difícil do mundo. Morrer é fácil. Mas nem isso você me deixou fazer. Será que você não gosta de mim?”. Não sabia o que responder. Pra ser sincero estávamos sozinhos no mundo, eu só tinha a ela, e ela só tinha a mim. Éramos pessoas que trabalhávamos mas nunca podíamos falar do que trabalhávamos. Vivíamos sobre o mesmo teto, tínhamos perspectivas totalmente diferentes de ver a vida, mas separados éramos dois, e juntos apenas um.

“Sua boba! Não faça mais isso. Se viver é difícil, é sim! Mas se morrer te fará feliz, a mim vai me fazer a pessoa mais triste desse mundo! Pois você é o que tenho de mais precioso na minha vida!”

Ela fez uma cara de criança que havia levado um sermão. Mas seus olhos brilharam, pareciam lacrimejar. Foi o mais próximo que ela chegou de chorar. Enquanto isso lá estava eu derrubando um rio de lágrimas.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Já chega. Estou cansado!

Argh. Acabou. Todo semestre é a mesma coisa: professores querem todos fechar suas notas simultâneamente e logo passam trabalhos todos ao mesmo tempo. A nossa escolha é de alguma forma quando é possível tentar ser os primeiros a apresentar e aí deixar os piores pro final.

Esse semestre ficará marcado com a minha produção (não totalmente, mas uns 90% com certeza), totalmente insana de uma animação em menos de um mês. Dois minutos infernais, com tudo feito por mim, desde enredo, adaptação, desenhos, backgrounds, animação... Só não criei os coadjuvantes e não fiz as músicas. Cara, foi insano, principalmente os últimos dias onde eu disse pra mim mesmo, um dia antes do prazo de entrega: não vou dormir, e só vou descansar quando passar isso pro After Effects e fazer o filme. Dito e feito, o resultado pode ser visto aqui (ah, o user que postou não sou eu, meu user pra quem quiser ver as coisas que eu produzi é só entrar no canal shinypegasus, meu amado audiovisual amado está lá, assistam também!).

Isso sem contar o projeto, onde eu e uma amiga ficamos com a documentação (embora o que eu escrevi cobriu apenas um décimo do total e olhe lá, hehe. Mas como o André falou que deu pra usar tudo o que eu escrevi então tá beleza!), e ainda ter ânimo, e energia para apresentar, o professor Fernando Estima com a redação e a despedida na terça, a programação em C# que eu fiz na base do google e tutoriais na madrugada de terça pra quarta, o bendito aplicado do Alice (agora é o programa Alice) resultou em hoje eu estar agora cansaço ao extremo como todos do grupo.

Ah, mas acabou cara. Mais um semestre. =P

Dá vontade de ir fazer algo mais fácil como adm ou algo diferente, sei lá. Não é exatamente fácil, mas esses tipos de curso lida muito mais com o clássico trabalho de mexer com apenas cálculos e leiturinha de texto e nada a ver com Flash, Photoshop e PHP. Agora eu quero descansar. Bastante. =\

E vamos sair! Fazer uma performance ao vivo de Jewel e Who... da Ayu no karaoke da Liba!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Fotos para posteridade

Meu primo Lucas teve o último dia de aula hoje. Estava vendo seu álbum no Orkut e vi as fotos do último dia de aula. Hoje mesmo ele chegou aqui em casa meio abatido, pouca coisa diferente, mas deu pra reparar. Meu primo foi criado comigo e meu irmão, e junto de outra prima minha que somos da mesma geração formávamos algo como um Quarteto Fantástico, eu era o líder e o mais idoso, meu irmão era o Tocha humana, o clássico palhaço-sem-graça do grupo, minha prima a Mulher Invisível e meu primo ficou com o Coisa (hahah.. Brincadeira!).

Tirou inclusive várias fotos hoje. E provável que daqui a uns três anos as veja novamente e diga: caramba... O que era mesmo o jargão televisivo "Maaaaara?", pois o seriado Toma lá, dá cá já terá terminado e talvez o próprio Ítalo Rossi, ator que faz o Ladir, dono do jargão no seriado, já esteja mais do que pé-na-cova. Vejo o Orkut de uns poucos amigos que continuam e vejo como eles tão diferentes, haha... Eu pra variar continuo o mesmo, só de corte de cabelo diferente.

Sim, eu tenho um péssimo hábito de viver só de passado, e sei que isso primeiro de tudo não é vida, só traz desgosto, e ainda por cima não dá futuro. Hoje ainda arrisquei alguns nomes e vi que dos mais ou menos dez que pesquisei que não havia adicionado, e provavelmente sequer lembram de mim, dois estão casados (isso na faixa dos vinte, máximo trinta) uma noivou e o resto está no mínimo no "committed", ou no "No Answer", que significa "Enrolado", hehe. E eu aqui solteirão, hahaha...

Hoje na faculdade encontrei o professor Fernando Estima, todo elegante e bem arrumado. Formatura do pessoal de Turismo & Hotelaria, inclusive hoje era possível ver várias donzelas vestindo um "pretinho básico" com direito a bolsinha pendurada no braço andando pelas dependências do Senac. Caraca. Nunca parei pra pensar no significado de fim de ano como fim de estudos. Eu mesmo não tenho notícias de vários e... Há anos! Provável que morreram, ou se mudaram pra bem longe ou sabe-se lá Deus o quê.

Mas uma coisa é certa. Meu primo verá amanhã as fotos de hoje, e dará umas boas risadas e provável que sinta falta desses tempos presentes.

E ainda tem gente que acha que pessoas são insubstituíveis. É amargo, mas você pode substituir absolutamente qualquer pessoa. Muitas vezes não porque não quer, mas porque seres humanos tem uma vida tão curta, momentos tão esparsos que cedo ou tarde, querendo ou não você trocará de namorada, de esposa, de melhor amigo, enfim. Tentam negar, mas esse é o destino. Essas são as engrenagens que se cruzam, e por um momento adquirem velocidade e depois se separam, para se unirem ou, juntas novamente, ou separadamente com outras pessoas.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

De volta à ação!

Puxa. Finalmente. Depois de horas de serviço aqui está concluído o próximo layout. Cara, essa foi puxada. Ainda por cima que o CSS não me ajudou, pois a blogger mete o dedo no código nosso e automaticamente põe muitas coisas a perder. Mas saiu certinho (pelo menos até agora...). Não gosto de entupir com widgets, gosto de alguns poucos e bons, e nada que um bom HTML não resolva o problema.

Mas vamos citar algumas coisas pra ajudar na navegação:

  • Campo de busca na barra de ad - Sim! Pode parecer óbvio, mas eu não sabia que aquela barra onde você pode digitar lá em cima pode ser usado como busca no próprio blog! Pensava que era busca em todo o servidor blogger, e não apenas no seu blog. Portanto, aquela barrinha que tinhano layout anterior foi pro beleléu. Use a busca lá em cima!
  • Arquivos mais bem organizados - Isso eu gostei! Coisa da Blogger e seus widgets entupidos de uma mistura de CSS com Ajax que nem Deus sabe que linguagem é direita. Agora ele abre bonitinho pra você ver cada mês e o que foi postado nele. Simples assim.
  • Links - Voltei com essa, hehe. Essa aliás era um hábito que eu mantive durante o primeiro ano de blog de colocar links e coisas que gosto e tudo mais. Estão logo abaixo dos arquivos do blog. Por enquanto vou apenas colocando de amigos seus blogs, e quando eu for lembrando vou colocando (tou morrendo de sono e só coloquei da Gabi e da Erika por enquanto! ^^).

Ah, e a engrenagem em 3D lá embaixo fui eu que fiz. Muito orgulho heim? Claro que o Ivo me ajudou (leia-se: ele fez tudo praticamente... =P) mas isso não vem ao caso, graças à minha excelência em inteligência.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Atrasado mas nunca... Err...

Ok, ok! Chegou dezembro e o layout desse mês, que faria três anos do blog não apareceu! Ha-ah! Peguei vocês. =P Vai demorar um pouquinho, tou dando uns últimos retoques. Esse mês foi difícil... Muitos trabalhos, compromissos e provas. Cara, quando eu penso que vai ter um semestre que eu poderei dar uma respirada mas esse semestre fictício e desejado nunca vem. Tá parecendo a arquitetura.

Fiz três layouts! Caraca, bati meu recorde. O terceiro que vai acabar ficando. O primeiro foi o que eu mais gostei! Como todos os layouts de dezembro, sempre eles têm o título com Pegasus. Em dezembro de 2005 foi o primeiro, Pegasus Dreams, depois no fim de 2006 o Pegasus Legacy (pra quem não se lembra era um que eu fiz totalmente horizontalmente. Dificil de imaginar? Heheh...) e no último mês do ano passado foi Pegasus Unniverse, sim, com dois "n", que foi relacionado com uma série de contos e histórias que eu tinha inventado e ao mesmo tempo eu gosto muito.

Esse mês já vou entregar o que será. Pra ser sincero eu tava querendo mesmo era uma coisa em Flash que pulasse, desse um duplo twist carpado e não caísse de bunda como o Diego Hypólito. Eu sou hipócrita mesmo e admito que adoro essas coisas mirabolantes e cheias de animações, hehe... Mas não vai ser. Como todos podem ter reparado, todos os layouts que eu estou mostrando aqui têm engrenagens, que é um tema que volta e meia eu gosto de usar.

Gosto de analogias, e uma que eu mais gosto é que somos engrenagens, e ao encontrar outra é como encontramos pessoas: se tudo está bem as duas caminham no mesmo movimento. Caso a coisa esteja ruim, ou caso as coisas evoluam às vezes de uma forma tão rápida que adquirem uma velocidade insana e se quebram. Eu ao menos acho que minha vida é mais ou menos isso, comigo não tem muito meio-termo, ou é muito bom ou é muito ruim, e embora eu saiba que isso é uma coisa péssima, sei que isso se dá muito por eu ser uma pessoa que ouve muito mais a voz da emoção que a da razão.

Pegasus Gearing. Um dia ainda sai. =P Pra ser sincero tá praticamente pronto, mas tenho que fazer o CSS, arrumar algumas imagens e algumas coisas que eu quero tentar fazer esse mês no blog. Poxa, três anos! Três anos de um diário que começou lá atrás falando de todos os dias da minha vida, todas as emoções, anseios, frustrações... Não foi pouca coisa e definitivamente não passou nem um pouco rápido. Acho que blog ajuda, como um diário. Ajuda a medir o tempo, essa coisa que tantas pessoas perdem de vista tão facilmente.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Fico com a pureza da resposta das crianças

Hoje estava ouvindo rádio e quando eu estava cansado de ouvir notícias, principalmente pelo fato do São Paulo acabar sendo o com mais chances de levar o brasileirão esse ano que me deixou logicamente nada animado, e fui ouvir uma rádio qualquer. Passou umas duas músicas e tocou a famosa música do Gonzaguinha, a "O que é, o que é?", uma música que uns quatro, cinco anos atrás me fazia chorar pra caramba, mesmo sendo uma música tão bonita, simples e pura, mas eram uns motivos pessoais.

Mas um dos refrões que ele fala mais impactantes na minha opinião é exatamente a que vem logo no começo: "Eu fico com a pureza da resposta das crianças". E de fato, todos um dia acabam crescendo, ficando maiores e tudo mais. Existem ainda os que fazem mais estilo das mulheres, que acham que qualquer passo fora de sincronia é motivo de falsidade (sim, nesse aspecto eu falo: odeio as mulheres. E acho que elas cresceriam muito mais como pessoas se deixassem isso de lado, fossem mais como nós,  homens que não tem essas frescuras de "falsidade") e a vida adulta é uma coisa complicadíssima, onde pessoas não entendem as outras, são mesquinhas e não sabem se expressar. E não entendem quando outros se expressam também.

A pureza portanto que morou conosco, e pelo nosso meio social tivemos que abandoná-la lá atrás.

Quando dava aula pra criancinhas era engraçado o meu convívio com elas. Sim, eu admito que sou um crianção porque se tem uma balada, ou se tem uma festinha infantil com cachorros eu acabo escolhendo a segunda opção, hehe... Fazer o quê? Não tive infância, e acho que na minha cabeça eu tenho a estranha idéia de tentar fazer as crianças que eu tiver chance de encontrar felizes ao menos aquele tempinho, fazê-las se sentirem crianças. Criança tem mais é que pular, brincar, jogar videogame e comer Trakinas. A minha infância foi regada de gordura, médicos falando pra eu emagrecer senão vou morrer com dezessete anos e amiguinhos da escola dizendo que eu era a bola de futebol e muitos infelizes casos de bullying... Enfim. Isso não vem ao caso.

Se você perguntar pra uma criança por exemplo o que é "saudade", essa palavrinha única no nosso dialeto e tão complicado de se explicar. Engraçado é ver como o pessoal de fora define "saudade", que é uma coisa tão simples pra nós, mas eles lá fora vivem no dilema de "sentir falta de algo que está pra vir", ou "sentir falta de algo que jamais voltará". Mas se perguntar pra uma criança o que ela sente sobre o que é saudade, elas não falarão como adultos nesses dialetos complicados, mas falarão apenas: "É quando eu sinto meu coração apertado!".

Tão simples que acho que cabe como definição até em dicionário. Sabe, essa pureza que as crianças sempre tem e terão, menos as que apresentam o Bom dia & Cia (Weee! Pleisteichon! Pleisteichon! Pleisteichon!! Hahah... Brincadeira!!). Sim, adoro mesmo. Sabe, vamos deixar essas definições de lado um pouco. Vamos acreditar que saudade é aquele aperto no coração, que nervosismo é aquele frio na barriga e amor, bom... O amor é quando a nossa cara fica vermelha e o coração começa a pular.

Nada mais simples e tão puro.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Cheirinho de fósforo queimado.

Existe uma teoria, coisa científica mesmo, que o universo é na verdade algo como "multiuniverso". Isso é, eu Alain posso estar aqui escrevendo num blog e ao mesmo tempo posso estar num planeta como esse do outro lado do universo sendo um executivo de sucesso, um mendigo ou quem sabe eu mesmo. Isso ganhou mais força depois de estudos feitos em buracos negros, que são pontos onde a gravidade é tão forte que consegue atrair até mesmo os fótons, que são as partículas elementares da luz, e não um golpe do Aiolia de Leão (que aliás, é MUITO foda *_*).

Acredito em umas coisas que eu comecei a acreditar ao começar a andar com, vamos dizer, más companhia no colegial. Filosofávamos sobre até o DNA, que somos tudo parte de algo superior e tudo que irá acontecer conosco está escrito em nosso DNA, quem serão nossos amigos, como será nossa personalidade e qual será nosso destino. Teve outras coisas que eu comecei a acreditar depois, como, sim todos vão dar risada, que é de eu acreditar que não sou desse planeta. 

Agora que vocês já deram risada vou continuar. =P

Ainda mais depois que eu descobri que pessoas dizem que os greys tem cheiro de fósforo queimado e poxa... Adoro o cheiro de fósforo queimado! Será alguma ligação que eu tenho com extraterrestres? Ou quem sabe o fato de eu adorar e sempre querer estudar astronomia, e meu passatempo favorito ser ficar olhando pro céu noturno durante horas e horas a fio? Hehe... Já falei, é hilário, mas tem muitos momentos em que minha vida é um déja-vu, ou seja lá como escreve essa birosca, em que eu cruzo os braços e vejo tudo acontecer, as mesmas falas, as mesmas ações e ninguém acredita, pois de alguma maneira eu já tinha visto exatamente a mesmíssima coisa! Isso sem contar as horas que tudo parece irreal, que tudo é uma ilusão, e eu nem tomei drogas.

É engraçado como eu sou uma mistura de tudo né? Acredito em Deus, em Jesus Cristo, em Buddha e... Extraterrestres. E tenho sangue italiano, indígena, espanhol, ingl... Ah, vocês entenderam.

Nunca vi UFO nem nada, mas sei lá... 2012 promete! Quem sabe? Tomara que até lá Stephen Hawking vire "sir". Como eu posso ganhar o título e ele não? Que mico.

Mudando totalmente de assunto, estou me viciando em Alice da HBO. Sério mesmo, não gosto de ver coisas mais alternativas pq ou eu me vicio completamente ou odeio até a morte, mas esse aconteceu o primeiro. Quem tiver o interesse em ver um seriado brasileiro não-global assista. É o tipo de seriado que eu vou assistindo e eu paro pra pensar: "Poxa! Pior que querendo ou não essa também é a minha São Paulo!", hehe... Adorei a trilha sonora também, pra variar. Assistam!

domingo, 23 de novembro de 2008

Tenpo

É um tanto bizarro, mas acreditem, esse ano marcará com o primeiro ano da História do mundo em que a quantidade de pessoas vivendo em cidades superará a de pessoas vivendo no ambiente rural. Isso sem contar as café-com-leite, que moram no campo mas trabalham na cidade. Pode parecer extremamente bizarro, mas isso é fruto de pesquisas da UN.

Parece que a população urbana ser maior que a rural é uma coisa antiga né? Nem de longe. Significam que mais pessoas vão respirar gás carbônico, fazer curso superior, terão potencial para serem bandidos e matarem você ou virarem bem sucedidos executivos pra sequer ouvirem falar de você. Tirando as consequências ambientais e socio-políticas tem lá seu lado ruim e lado bom, como muita coisa na vida.

Mas também existem as coisas desconhecidas. Existem dezenas de tribos indígenas que desconhecem a civilização a ponto de serem tão isolados floresta adentro que muitas ninguém sequer conhecem. Seres humanos são os animais dominantes no planeta: em todo lugar tem. E em todo lugar eles se multiplicam pra mais e mais. E não vivem pouco. E nesse mundo globalizado talvez o único bloqueio cultural de fato seja a língua, caso você saia da América Latina e vá parar num lugar onde aparentemente a cultura é extremamente diferente, como a Papua Nova Guiné por exemplo, você encontrará seres humanos normais, que se comunicam, vivem em sociedade, tem tarefas e deveres.

Infelizmente nem mesmo esses índios isolados estão lá tão protegidos, com as derrubadas constantes das florestas amazônicas, infelizmente não sobrará muita coisa nem mesmo pra eles. Mas é interessante, veja bem: vivemos um momento. Paro pra pensar e vejo que nossa vida é um ínfimo espaço de tempo, pequeninho, fugaz. Estamos no ano 2008, não vimos Roma cair em 476, tampouco Constantinopla cair no domínio dos árabes em 1452 e tampouco a Revolução Industrial dada por volta de 1850. Vivemos num pequenino período que vai da onde você nasce até você morrer.

Verá acontecimentos, verá pessoas que irão vir e ir embora, mas isso tudo se deu pois durante esse pequeno tempo essas pessoas fizeram parte do seu universo, sua visão do mundo, pois nem mesmo o mais sábio ou mais popular conhece a todos. Vi a vitória do primeiro afro-americano na presidência estadosunidense e meus descendentes não viram. Mas eles verão coisas que provavelmente não verei.

Assim como aqueles índios em suas tribos fora do alcance até mesmo terrestre dos brancos. Vivem em outro tempo, mantém tradições provavelmente seculares, tem uma própria ética, amizade, companheirismo e ao mesmo tempo estão lá, vivendo e criando seu universo. Não sabem provavelmente que uns caras de um país longe chegaram aqui há quinhentos e oito anos e instalaram cidades e graças a essas cidades pessoas de todas as partes do mundo vêm pra cá.

As coisas que você ver hoje ninguém de antes, nem de depois verá. Eu gosto muito de ler o mangá Samurai X, é um dos meus favoritos, mas é uma obra tão recente, é uma coisa tão nova que uma pessoa de trezentos anos atrás entenderia nada, e é provável que uma pessoa daqui a cem anos sequer a conheça. É uma coisa específica do tempo atual, do hoje, do agora que é exatamente o que estamos vivendo. O tempo não é rápido, nem lento, ele apenas sempre passa e sempre está por vir ao mesmo tempo, e no meio, bem no centro tem uma linha minúscula que é o agora. Que acabou de passar.

Tempo é coisa como o amor. Ninguém explica, mas todos entendem.

sábado, 22 de novembro de 2008

Para enfrentar até o desconhecido.

“Está... Escuro. Ligue a luz”. “Acorda vai... Levanta. Acende a luz”.

Olhei no relógio no pulso. Três e um da madrugada.

“Tô indo... Já ouvi...”

Apertei o interruptor. Nada. Aí sim que entrei em pânico.

“Não... Não está acendendo!”

Silêncio. Tentei me localizar e ia palpitando as paredes pra voltar ao sofá.

“Cadê você? Não consigo te ver!”

Ouvi então uns murmúrios ao fundo. Ao prestar atenção percebi ser um choro.

Fiquei mudo por um momento, fui chegando perto de onde saía o som e encostei-me a ela.

“Ai, meu Deus... Vem cá, vem.”

Ela estava encolhida num canto da parede com a cabeça abaixada chorando, e ao mesmo tempo tentando engolir o choro.

“Nossa... Nunca vi você expressar nada. E vejo você chorando. Chega a ser irônico.”

Eu morro de medo de escuro. Mas ao lado dela, abraçados, o medo de alguma forma era deixado.

“Calma, calma. Eu estou aqui. Não precisa chorar, não vai acontecer nada.”

Na hora eu lembrava que meu irmão mais velho dizia que o escuro era igual a luz. A única coisa que não podíamos enxergar.

“Agora vamos... Vamos sair dessa parede gelada e pegar um cobertor”

Todo o meu pânico também era deixado de lado. Como se de alguma forma eu tentasse criar coragem para confortá-la. Logo ela... Uma mulher tão forte, tão fria e calculista, chorando de medo do escuro.

“Vem. Espera aqui que eu vou acender uma vela.”

Deixei no sofá onde dormia. Levantei e comecei a andar, ou tentar andar, até a porta do quarto. Ouvi uns sons estranhos, como se alguém caísse no chão e virei. Ela havia agarrado com as duas mãos minha perna esquerda.

“Ai meu Deus... É rápido, é aqui do lado! Não precisa ficar com medo”.

Admito que eu fosse meio ignorante. Coisa dos vinte anos. Ela parecia me puxar. Não queria que eu fosse para a cozinha de jeito nenhum. Levei de volta pro sofá.

Ela então me agarrou num forte abraço, sussurrando um pedido.

“Fica aqui comigo. Por favor.”

Claro que eu não dormi nada. E nem sei se ela dormiu. O dia começou a raiar, e o Big Ben começou aquele som ensurdecedor logo na manhã que eu odeio. Olhei pro lado, ela estava dormindo igual a mim, de boca aberta e babando.

Peguei pelos braços e a levei pra sua cama. Cama nada, era um sofá improvisado mesmo. Mas mesmo assim a energia elétrica só foi voltar depois do meio-dia. Aí, já era meio tarde...

É mais do que óbvio que o escuro me fez praticamente entrar em pânico àquela hora. Sim, um marmanjo ter medo de escuro é bem estranho, admito. Mas ver que ela, mulher tão forte e determinada estava num canto chorando com bem mais medo que eu de alguma forma me deu forças pra enfrentar isso e acima de tudo confortá-la, já que não consegui pregar os olhos durante a madrugada. Sabe, amor também é isso. É uma pessoa que nos dá coragem pra encarar o desconhecido e proteger quem mais gostamos.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Código da vulgaridade

Baixei o DVD inteiro do Dir en grey, o famoso, e um tanto velho, Code of VULGAR[ism], que é de performance ao vivo e ainda não tive tempo pra ver. Também pudera, são 4 horas de performances ao vivo. Mas baixei o Family Values Tour, que pra quem não sabe é uma turnê que começou com o Korn e de valores familiares não tem é nada, pois é regado por rock 'n roll, malandro!

Aliás toda hora que vou assistir eu me assusto com uma cena inicial do Disc II. É uma perfomance, que lembra bastante uma video-art com uma japonesa, de apenas roupas íntimas, vendas e presa numa cadeira sendo torturada, e aí ela vai tentando se soltar e tal... Não é tão forte, mas a maneira que o vídeo passa é tão única que você sente perfeitamente o que a donzela sente. É bem louco, hehe!

A linguagem dos clipes também é bem bacana. Um famosíssimo é mazohyst of decadence, que é bem forte e tem que ter estômago pra assistir. É um PV que trata da temática do aborto, embora ele não diga o que é certo ou errado. Aliás eu acho que preconceito sobre aborto é uma coisa que vai cair sobre terra tão rápido como preconceitos mais antigos. Minha opinião? Bem... Outro post eu falo.

Tem um que no Youtube normalmente pra assistir você tem que colocar a idade, pois tem cenas de sexo explícito. Não é bem sexo, sexo. É sexo levado a bizarrice, mas não quer dizer que seja lá ruim. São mulheres vestidas de geishas transando com um homem com o "aquilo lá" de ferro e bem grande (o que claro, convenhamos, ele não deve ser japonês... haha.. Brincadeira!). O título ainda é OBSCURE, e a música é uma das minhas favoritas.

Um que é em animação e é mais atual é Agitated Screams of Maggots, que está no último álbum deles (o Decade não conta, é coletânea) que eu particularmente gosto muito. Kyo, o vocal fica gritando que irá "estuprar sua filha" (I'll rape yout daughterrr, hehe) e a menina vai exatamente fazendo de tudo pra escapar de uns vermes gigantescos que querem exatamente isso: estuprá-la! Isso abre discussões imensas, como "aonde acaba a inocência infantil", "qual influência que corrompem as crianças" e até sobre sujeira na comida. Ok, esse último eu forcei.

Como eu estou sem assunto e faz anos que não falo sobre minha banda favorita, aqui vai! Aliás, lançaram no último dia 11 o novo álbum, Uroboros. EU QUERO. *_* Estou baixando e ouvindo, mas queria os Cds originais também... Buááá... Só fiquei meio triste porque não colocaram a música  -undecided- no álbum. Poxa, ela é simplesmente linda. Agora só falta baixar o It withers and withers.!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

It withers and withers

Tava lendo um texto sobre como viviam as pessoas na França na época das Cruzadas (séc XI até praticamente hoje em dia, hehe... Brincadeira). Praticamente não falavam, era um cultura bem diferente prezando o silêncio da sociedade mesmo. É meio estranho, mas uma edição dominical de um jornal hoje em dia equivaleria a quantidade de informações que alguém daquela época receberia por uma vida inteira, dados esses retirados das Super Interessantes que eu ando lendo ao ir na biblioteca da faculdade, hehe (não tenho dinheiro pra ficar comprando todo mês!).

Os modernistas pregavam uma total quebra de fronteiras anti-individualistas de cada cultura. Que o mundo deveria respirar um único ar, de uma única maneira e por um único motivo. Aí vem os pós-modernistas e falam que isso é uma inutilidade e que você preservar o individualismo e ao mesmo tempo o coletivo. Um grande exemplo é ver um significado além daquelas atitudes da revolução cultural de Mao Ze-dong como por exemplo imaginar aquilo como alegoria para trazer a China para mais próximo do Ocidente.

Claro que ouve consequências interessantes. Movimentos artísticos por exemplo é o que acho mais interessante. Se no modernismo as coisas que mais permaneciam eram coisas como "Conceito" e "forma", hoje permanece muito mais o "conceito". Como nos tempos atuais as coisas terem muito mais um aspecto de sustentável, que envolve um pensamento, uma vontade global, aliada a criatividade individualista de cada um.

Eu ainda imagino um mundo com bem menos gente que nos tempos atuais, e sem nem mesmo um "conceito" artístico, mas uma arte muito mais livre do que qualquer coisa. Sei lá... Estava lembrando de algumas discussões que tinha com amigos atores. Particularmente acho que atuação cênica uma das artes mais limitadoras do mundo. Já fui ator, e acredite, eu sempre achei a coisa mais limitada do mundo você demonstrar tristeza com a clássica face com as sombrancelhas arqueadas e a boca pra baixo.

Sério mesmo, e é díficil ver atores, principalmente esses de novelas ou filmes fazerem um personagem convincente. Normalmente eles conseguem fazer quando estão bem mais maduros, como Paulo Altran, que acho que foi um dos melhores atores do mundo em geral. Mas outras como Suzana Vieira parece que quanto mais tempo passa pior fica. Por isso eu acho que atuar é uma coisa que vai além daquela horinha que você passa na frente da telona ou do teatro. Acho que atuar deveria ser como você conhecer uma pessoa. Um dia você vê ela, no outro você vê de outro jeito e depois novamente de outra maneira e assim por diante. Você construiria a psique dela, não o contrário.

Música também, embora eu não entenda muita coisa. Música eu acho uma das artes mais limitadas embora ela seja tão velha como a escrita - que se aperfeiçoou, evoluiu, tentou novas linguagens - mas somente vejo pouquíssimos que saíram do clássico: Verso 1 - Ponte - Coro - Verso 2 - Ponte - Coro1 - Coro 2 - Fim. Há suas exceções. Dois que adoro são Tom Zé, que indiscutivelmente é o único da Tropicália que continuou inovando e não ficou parado na época Flintstoniana e um que já faleceu, John Cage, que tocava pianos modificados com até latinhas e ferros de passar dentro. Contava histórias com música de um jeito que deixaria qualquer DreamTheater de queixo caído.

Ainda mais hoje em dia que temos ferramentas que pintores de antigamente adorariam usar e provável que usariam sua criatividade a mil mas a sociedade às vezes parece permanecer assim. Letárgica e munida dos mesmos signos, dos mesmos paradigmas e do mesmo comportamento. Já estamos congelados! Que fria...

E então murcha... E murcha.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Japoneis é tudo igual!

Hahah... Começando com uma sábia fala de minha avó, haha! Claro que não são iguais, tem como diferenciar japoneses, chineses e coreanos. Não apenas por detalhes fisionômicos, como o clássico truque do U-O-V, onde coreanos tem o rosto em formato de U, bem quadrado, chineses tem o rosto em formato de O bem redondo e os japoneses tem rosto em formato de V, pontudo (isso aliás é um clichêzão imenso, e claro, como toda teoria, existe sua discrepância!).

Tirando claro as óbvias diferenças culturais e o número de Olímpiadas sediadas, a música são comos eles: todos tem olhos puxados, mas existe singelas e ao mesmo tempo aterradoras diferenças. AH-HA! Você pensando que japão só era mangá e anime agora se engana (eu sei que muita gente que acessa aqui conhece sobre música do outro lado do mundo, mas sei também que muita gente pensa que China é só China in Box, por isso como cultura nunca é demais, vamos lá).

Ultimamente de chinês estou começando a me aventurar. Duas que me chamaram muito a atenção foram: Kelly Chen, e Jolin Tsai. Primeiramente as duas são lindas, a Jolin é a menina da foto da postagem acima. Kelly Chen é atriz, de Hoeng Gong, fala cantonês (seu último filme, An Empress and the Warriors é simplesmente lindo e... trágico!) e meninos, tirem o olho. Se casou no último dia três de outubro com um chinês feioso lá que pouco importa quem é. A segunda é Jolin Tsai, com seus 32 de busto, 24 de cintura e 32 de quadril e 26 aninhos, não fala cantonês, e sim Mandarin (afinal, é de Taipei! Inclusive era chamada de Britney de Taiwan, embora hoje em dia seja duvidoso encarar isso como elogio... né... Né...? NÉ? NÉ????!!!!) e joguei algumas músicas dela no meu celular e fui ouvindo durante a última viagem que fiz no sábado. Ah, o nome dela se fala algo como "Yô-lin Tsai". Maldito pinyin dos infernos.

Coreanos infelizmente vou ficar devendo. Vou usar o exemplo que todo mundo conhece e tá cansado de ouvir. Mas sou admirador convicto dela (ela é só dois anos mais velha que eu, haha), BoA Kwon, ou apenas BoA. Menina produzida para a fama, literalmente! Foi achada por uma gravadora e passou anos treinando para aprender a falar inglês, japonês, cantonês para aí sim, começar a cantar. Os álbuns dela eu gosto mais dos de comecinho da carreira (quando ela tinha sei lá, uns seis anos, mas na verdade tinha doze. Alguns dizem que ela é algo como a Maísa Silva coreana) e os últimos dela, principalmente OutGrow.

Japonês, bom... Como só estou falando de mulher, vou continuar só falando das garotas que tanto amo. Hamasaki Ayumi, com seus 80 de busto, 54 de cintura e 82 de quadril e trinta... Trinta anos. Ok, todo mundo fica falando que eu fico de perseguição com a idade dela, então vou ficar é quieto agora. Ultimamente está sim se aventurando em cantar em chinês, com a dificílima de cantar Who..., que é uma das minhas músicas favoritas dela.

Existe também o quesito e o jeitão que cada uma fala inglês. Pra quem não sabe, é quase um dilema ver asiático falando inglês e falando bem. Claro, estão do outro lado do mundo e existe até cirurgias que ajudam um pouco a malear a língua, pois pra eles não é fácil. Cada uma fala de um jeito diferente. Entre todas, acho que ainda a que fala mais impecávelmente é a coreana BoA. Sério mesmo, nas músicas em inglês dela até os vícios de linguagens porcos que os americanos têm ela consegue imitar perfeitamente. Jolin Tsai lançou ultimamente um álbum chamado Love Exercise que vale a pena ser baixado. Tem até Lady Marmalade, porém ela desliza, e muito nos "a", principalmente no verbo "can" (coisa de professor de inglês chato como eu que pega em cima de pronúncia, não reparem), e a Ayumi, bom... Tem um vídeo famoso dela falando em inglês num show (que não estou achando, pra variar), então podem ver ela falando em inglês aqui, numa entrevista de divulgação do álbum Secret pra CNN. São falas regadas de "because" estranhos, muitos e muitos "ahnnnn" e é claro, a voz do guetto com "y'know". Faltou só um "what da fuck you doin', brotha?".

Hahaha... Adoro elas. Todas. Sou fã convicto. Mas não quer dizer que não me divirta com elas também, hehe!

domingo, 16 de novembro de 2008

Enquanto isso, no inferno...

Dias atrás estava revendo o filme Fim dos Dias, um filme de ação de terceira categoria de Arnold Schwarzegger (sim, eu fiquei digitando praticamente cada letra pra escrever certo, e não uns "Scharnegger" da vida. =P) onde fazendo um resumo básico da sinopse pra quem não viu resume-se a: o nosso amigo Arnoldo é um cara que tem que impedir o diabo a transar com uma mulher e fazer seu filho. Simples, básico e rápido.

Existe algumas coisas, um tanto filosóficas, no mínimo reflexivas, que dá pra se tirar do filme. Acho que é nesse filme (não lembro bem ao certo pois não o vi todo, pra variar) que tem uma cena muito interessante, que se assemelha muito inclusive ao famoso conto Fausto, do grande amigo dos designers, Goethe, que pra quem não sabe é só se lembrar do episódio do Chapolin Colorado que mostra aquele homem rico do Chirrin Chirrion do diabo. A cena que eu estou falando é bem rápida até, onde o Arnoldo está no chão ferido e o diabo vem, andando normalmente até seu lado. Seria uma cena normal se não tivesse uma nuance: está chovendo, e apenas o protagonista (o Arnoldo) está se molhando. O diabo não.

Acho que é Nietzche que dizia que o bem, ou bonus é nada mais que o vencedor. Se a filosofia de alguém vencer é porque ela é significamente boa. É algo do tipo, e Nietzche não gosto muito de ler pois é extremamente ateísta, embora eu morra também de curiosidade de saber o que se passa na cabeça de alguém que lembra a mim em MUITAS coisas. Mas irei um pouco além nesse texto.

Porque existe tanta diferença entre o reinado de Deus, o Senhor todo poderoso, e o diabo, caso seus ensinamentos fossem levados ao pé da letra? Acho que uma resposta bacana está exatamente no filme Fim dos Dias. Desconsiderando que não exista essa polaridade, analizaremos do ponto de vista prático. De um lado temos papai-do-céu, sentado em seu trono, com sua barba de papai-noel que diz: "Você tem que trabalhar, tem que lutar e tem que fazer merecido por tudo que você tem. Deves agir com honra, com despeito e mimimi". Do outro lado temos o Mr. Evil que prega: "Tudo o que você quiser eu posso conseguir fácil fácil! Não precisa lutar pra conseguir, só me arranjar um pouquinho da sua alma aí que fica tudo elas por elas!".

Hahah... Tirando o humor entre as duas (que fique bem claro que eu respeito ambos, desde cristãos, judaistas, islãs e claro, respeito bastante os satanistas. Aliás é um estudo muitíssimo interessante a religião deles, quem tiver curiosidade sugiro algumas leituras) as duas por sua vez criam ambientes cada um com sua peculariedade.

Para exemplificar, usarei o exemplo da CDHU. Primeiramente: dar coisa pra pobre, principalmente se ela é fabricada por um carinha chamado "estado" e dado de graça não dá certo. Existem programas urbanísticos antigos que mostraram não dar certo por isso. Agora, se você pede, sei lá, uma contribuição mensal pequena pro pobre pagar, de acordo com suas despezas, ele vai tratar aquele lugar com lustra-móveis até na pia do banheiro. O pagamento não importa: o governo já pagou tudo, até o tio eletricista há muito tempo. Mas aqui o pagamento tem um caráter simbólico, pois o pobre está lutando pra quitar aquilo, mes a mês e já está vivendo lá pra manter isso. Claro, existe lá seus exageros, como levar mais de dezessete anos pra se quitar, mas enfim...

Bonus não está tão ligado a se eu vencer vocês jogarão nas minhas regras agora, mas sim que se deve lutar, e se você lutar, ganhará o título de "bom". O diabo escapa da chuva no filme, nenhuma gota o molha. Mas o Arnold ele se levanta e enfrenta a chuva, e exatamente por isso é chamado de "bom", pois a enfrenta, enquanto o diabo apenas escapa, foge. E isso é bem comum... As vezes pessoas no desespero fogem de seus problemas, mas mesmo sendo difícil o ideal é encará-lo de frente, de preferência com a cara feia como o Schwarzegger para meter mais medo no coisa-ruim e conseguir mostrar que enfrentar é sempre melhor que correr. Sempre.

Lálálálá... Se vier alguém comentando que "Quem é você pra falar disso?", já vou avisando: sou ótimo conselheiro, mas não sou, nunca fui e pelas coisas que já fiz na vida até hoje acredito que nem mesmo no futuro serei um exemplo a seguir. Faça o que digo, não faça como eu faço. =P

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

"Fazer o quê? É o Brasil né"

Começando com uma frase que eu vi de pessoas pobres que vivem debaixo da ponte na TV. Aliás ontem foi um dia deveras engraçado. Estava eu chegando em casa depois de mais uma sessão da psicóloga e indo almoçar. Como a mamãe estava cansada pois eu não tinha arrumado a casa como de costume, resolvi então deixar ela lá relaxando e ir preparar algo pra comer (acabei acordando atrasado, enganado pelo tiro pela culatra dos "só mais cinco minutinhos...").

Enquanto assistia o jornal, a única coisa que eu assisto na TV a não ser o CQC e Toma lá dá cá (minha imitação da Dona Álvara é a melhor. ;D) resolvi passar os canais, deixei na Record que tinha o único programa jornalístico do horário: Balanço Geral. Antes eu assistia mais, mas antigamente quando começaram a falar de uns assuntos entediantes e quando vi, já estava dormindo, percebi que tinha perdido o clima pra assistir. Mas ontem resolvi assistir. E fiquei vendo um rapaz que me era de alguma forma bem familiar. Quando ele disse o nome dele então, na lata.

Bom, ao contrário de muitos amigos meus da faculdade e de outras áreas mais, vamos dizer, refinadas, eu vim de escola pública. Muitos dos que eu conhecia na época hoje estão presos ou mortos, rendidos pelo tráfico. Já falei sobre isso numa postagem antiga. As garotas, bem... Grávidas. Algumas de presidiários, outras de vagabundo mesmo. O resto estão trabalhando, porém apenas isso. Uma grande parte virou motoboy ou atendente de telemarketing. Uns cinco cursam faculdade. Entre esses cinco, já conheço um que tá até financiando um carrinho já. Considerando que eu conhecia quase todos das redondezas, ou das "quebradas" como aqui falam (embora eu odeie falar usando gírias), vamos chutar aí umas trezentas pessoas, e apenas um que se deu bem até agora (nem eu me coloco nesse grupinho, hehe).

Pois é! E na TV passou alguém que eu conhecia. Francisco, um cara que estudou na minha sala, gostava de Pokémon igual a mim, pessoa bacana, do bem, mas teve alguns problemas familiares, apareceu na TV dando entrevista. Claro que eu dei um pulo do sofá. Vivendo embaixo de uma ponte alí próximo da Praça da Bandeira. Bem vestido até, falando do mesmo jeito de antes e até andando do mesmo jeito.

Continua um cara com fé. Com um rosário da mão direita. Eles estavam vivendo embaixo de uma ponte, um grupo de umas trinta pessoas com mulheres e homens e eles gerenciando tudo. A prefeitura entrou claro, com uma ação de despejo. E eu claro, não vou tirar o direito da prefeitura. Aquele terreno é dela, e acima de tudo oferece risco grave aos moradores lá por não ser uma coisa lá muito sanitária e segura. Mas ao mesmo tempo, a prefeitura do sr re-eleito Gilberto Kassab (tinha que ser são-paulino...) irá despejá-los nas ruas.

Na parte que eu deixei de assistir, a câmera estava focada no meu amigo Francisco, que fazia anos que não o via, e ele dizia as palavras de indignação de grande parte do tal povo brasileiro: "Fazer o quê? É o Brasil, né?".

90% das pessoas que conheço, que se dizem "patriotas" tem uma renda mensal acima de dois mil reais. Tenho uma amiga que trocou de carro duas vezes em menos de dois anos, coisa que meu pai coitado, teve seu primeiro carro zero km esse ano depois de décadas batalhando e juntando grana. As pessoas que se adoram dizer patriotas aparentemente vivem num mundo de novela das oito e o pior: se você não é patriota, caem em cima de você. Eu já disse, não sou nem um pouco patriota, e acho que nenhum brasileiro deveria lutar por um bandeira como essa de intensa desigualdade.

Sabe, essas coisas me deixam muito revoltado. A desculpa do coitado do Francisco não é Deus, nem Diabo nem Santa Aqueropita. É "Brasil" mesmo, esse país que joga pobres na rua para morrerem, o mesmo país que dá um salário mínimo de merda e é uma das maiores economias do mundo. Maldito país que incentiva indiretamente pessoas entrarem na vida do crime, país que isola os pobres, ou você pensa que o Terminal Jardim Angela ajuda alguma coisa? Ajuda nada. Só isola ainda mais nós que moramos aqui. Gostei de ver a indignação dele. Brasileiro pobre só sabe ser patriota na hora do gol sobre a Argentina na Copa, e estão mais do que corretíssimos e tiro o chapéu. Dizer que tem orgulho dum país que prefere acabar com os pobres e ascender ainda mais os já ascendidos ricos, bem...

"É o Brasil, né?"

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Correr, até que seja impossível.

Correr. Lutar. Quando acredito em algo eu luto até o final. Antes disso acontecer, acreditava que sempre que lutasse, que eu gastasse todas minhas energias eu conseguiria tudo no mundo. Tudo na vida que eu sempre lutei e desejei do fundo do coração eu consegui. Porém essa corrida iria provar que mesmo por mais que eu corresse, jamais conseguiria chegar no final. Seria algo que por mais que eu lutasse, nada mudaria o fato determinante e inexorável.

Acordei aquele dia bem cedo. Às sete da manhã lá estava eu tomando café. Avisei a minha mãe que sairia pra encontrar "ela", e provavelmente ficaria fora do dia inteiro. A verdade porém, ela só ficou sabendo meses depois. Não iria sair com ela pois reatamos. Ela havia sumido da minha vida, exatamente no momento em que parecíamos estar engajando um relacionamento juntos. Peguei o carro e comecei a longa viagem. Sabia que não seria breve, mas também não imaginei que duraria tanto. Marginal Pinheiros. O tempo começava a fechar, e olhava ao lado, naquela sacola vermelha estava o presente que havia comprado com todo o cuidado próximo da véspera de fim de ano. Acelerei, e entrei na Marginal Tietê.

Quando vi aquelas placas da rodovia um pânico subiu na mente. Comecei a pensar: "O que estou fazendo? Meu Deus... É apenas uma garota! Estou me deslocando tão longe de casa apenas por causa de uma mulher!". Já era tarde. Vi do lado direito uma placa, onde apenas li o nome em destaque: Castello Branco. Já estava naquele momento deixando São Paulo.

Em Guarulhos, o tempo começou a fechar. Pensei eu: sequer conheço aquele lugar. Provável que eu chegue lá fique perdido, ou pior, que me perca durante a ida. As nuvens ao longe ficavam cada vez mais escuras, e parecia por um momento que eu mesmo me dirigia até elas de alguma forma. Não escutei música. Não conversei com ninguém. Tudo que eu via era o que estava na minha frente, o destino pelo qual eu estava lutando. A esperança nos últimos suspiros. Talvez... Amor.

Rodovia Ayrton Senna. Via uns ônibus que nunca vi na vida, todos eles eram amarelos... Na época lembrei de quando fui na Barra Funda, próximo ao grande terminal que tem lá e vi os estranhíssimos ônibus verdes no Terminal igualmente verde. Ermelino Matarazzo. Lugares que eu só ouvia falar no rádio, ou quando assistia ao SPTV. Antonio Marques Figueira. Meu Deus! Onde estou. Lembro que vi um mendigo morto na rua, já estava cheio de mosquitos e crianças chutavam o cadáver pensando que estaria vivo.

Cheguei então na cidade. Vi uma grande placa na rodovia velha. Algumas fábricas, muitas subidas que seguiam para a direita. Achei tantas que por um momento pensei andar em círculos. Vi no relógio: quase 14h. Tinha saído de casa às 9h da manhã, e eram cinco horas de viagem, que eu gastaria apenas tanto tempo se fosse pra ir pra casa de meus avós, no interior do estado. Aquela cidade era estranha. Os nomes das ruas sempre tinham um Francisco no meio. Até hoje não entendo. A paisagem era linda, a cidade quase não tinha morros, extremamente presentes onde moro, na periferia de São Paulo. Dá vontade de inclusive andar de bicicleta. Não. Bicicleta me lembraria "dela".

Vi que estava próximo do local quando vi um grande terminal, Geraldo Scavonne. Estacionei ali perto, e decidi ir a pé. No mapa parecia uma distância pequena. Resolvi arriscar. Via as pessoas me olhar na rua como se fosse um estranho. A cidade poderia estar na região metropolitana de São Paulo, mas tinha um ar de cidade do interior mesmo. Bem arborizada, pouquíssimo transito, orientais em demasia... Vi vários boxes numa rua, que via satélite pareciam muitos quadradinhos, próximo da Wertheimer. Virei a rua. Lá estava eu.

Juro que o pensamento de desistir veio novamente na minha mente. Vi o tempo fechado do jeito que estava, do lado direito aqueles montes cheios de árvores, como aqueles que se vê quando se vai ao interior, na frente uma grande avenida que parecia não tem fim. Continei caminhando, mas não achava o número. Fiquei pensando que se não achasse poderia ir embora. Um latido forte de cachorro pequeno, um Pincher, me chamou a atenção. De alguma forma mística aquele cãozinho parecia me chamar, gritar por mim. Quando vi o número da casa, era aquela. O número estava escrito com pincel, era azul e o portão de metal. Parecia um puxadinho. O cachorro continuou latindo, e na hora pensei: "Ela mentiu. Disse que morava em um apartamento, que tinha uma vida estável, mas mora aqui?".

Vi o interfone. Antes de tocar porém, com meu dedo no ar, retraí. Com o presente na mão, aquela agenda, pensei muito. Pensei nos raros momentos felizes que tivemos juntos. Pensei no seu sumiço repentino. Pensei na época, que culpa eu teria, se ela me receberia, pois durante todo o caminho pensei no que falar a ela, se abraçaria, se teria raiva, se choraria, mas no momento tudo o que fiz foi ficar lá, estático, sem movimento.

Olhei pro céu. Perguntei a Deus porque ele é tão injusto. Porque eu a amo do jeito que a amo e ela sequer sente dez porcento do que sinto por ela. Porque eu estive do lado dela durante todo o tempo e ela sequer olhou pra mim. Porque eu fui fiel pra ela, mesmo ela sumindo como se eu fosse um ninguém em sua vida. Na minha mente veio questionamentos. Me vi como um lixo. Havia encarado uma viagem de cinco horas passando por cinco cidades, a mais de cem quilômetros de casa e novamente lá estava eu. Com fome, sede, cansaço. Sem saber o que fazer. Sem coragem de sequer tocar uma campainha e perguntar se a chinesa estava lá.

Sentei na calçada. Tinha alguns moradores de lá, imagino que deviam estar pensando de mim: um marmanjo de vinte anos na calçada chorando igual a uma criança exatamente por não ter coragem de tocar uma mísera campainha e chamar por "ela". Foi então que mais um sinal dos céus apareceu, um carteiro tocou a campainha pra entregar algo naquela casa. Aproveitei a deixa. A empregada me atendeu. "Por gentileza, a senhora sabe se a senhorita An***a se encontra?", ela disse que sim, com muita simpatia. Acho que até ela deve ter ficado com pena de mim por me ver com aquela cara de cansaço e os olhos molhados.

"Então a senhora pode entregar pra ela, por gentileza, esse pequeno presente? Diga que o Allain esteve aqui". Ela respondeu com um sorriso. Uma voz na mente dizia que estranhamente ela me conhecia de algum lugar. Vi ela fechando a porta e saí. Duas casas adiante parei, uma falta de ar bateu em mim. Sentei próximo a um portão, duas casas de distância da casa dela. Tomei fôlego, e percebi que finalmente depois de cinco longas horas eu havia finalmente respirado. Como antigamente: tragando o ar forte, soltando pela boca.

Um minuto depois a empregada dela saiu. Disse que ela não poderia me atender pois estava em uma reunião importante. Dei um risinho cínico: sabia que era mentira. E sabia também que ela não teria nem um pouco de coragem de sequer olhar pra minha cara depois do que fez. Disse obrigado e me dirigi até uma padaria onde bebi uma água bem gelada, fui ao banheiro e olhei pra cima: o tempo estava fechando. O dia parecia se transformar numa noite. Enquanto caminhava para o carro senti pingos gelados sobre minha cabeça. Chuva.

Via meus olhos lacrimejar. Mas sabia que ninguém ligaria se eu estivesse de fato chorando. Pois a chuva já havia molhado o suficiente o meu rosto e a mim pra ninguém conseguir diferenciar. Quando vi, minhas lágrimas se confundiam com a chuva que caía na minha face, e uma dor no coração eu senti, como se uma agulha penetrasse lentamente. E no final das contas, já estou há dez meses¹ sem sequer ver o rosto dela. Nem mesmo uma vez.

¹ - Texto originalmente escrito em julho de 2008.

domingo, 9 de novembro de 2008

Se não tocarmos no coração das pessoas.

Ok. Estou sem o Opera e estou sendo obrigado a postar no Firefucks. Quando eu descobri o Firefox pensei que ele fosse O browser, mas aí eu descobri o Opera e vi como a vida pode ser simples e muito melhor. Vou postar rápido porque não é tanta questão de tempo, muitos posts meus eu escrevo com semanas de antecedência, tempo pra postar eu tenho, só não tenho idéias. Mas acho que achei uma legal aqui:

Saber Viver

Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar

Da outra vez falei do stand by me, e hoje vou falar um pouco das coisas desse país. Esse poema é de uma famosa poetisa goiana, em homenagem a minha amiga Fátima que no momento está no interiorzão de São Paulo acompanhando o casamento do sobrinho dela. Ela que é de Goiás deve conhecer como ninguém essa famosa poetisa.

É bem bonito esse poema. E adoro a simplicidade dele. Esses sentimentos mais romanceados são sempre um misto de coisa simples com uma coisa extremamente complexa. Lembro que eu conheci algumas coisas de Coralina foi há um bom tempo, e revi esse ano graças a minha mais digamos, nova amiga que eu não vou falar o nome, hehe... (mas ela sabe que é ela. =X)

Conheço pessoas que dizem que ninguém é substituível. Mentira. Até namorado hoje em dia se troca como se troca de camisa. Se fosse tão insubstituível o mundo com certeza estaria um caos. Estaria um caos pois todos dariam valor a todos, desde o executivo da Avenida Paulista diria que o mendigo da Praça da Sé é importante. Não haveriam assassinatos, pessoas se amariam, pessoas se completariam sempre pensando como um todo.

Porém a vida assim seria completa demais. Seria perfeito demais. Estaria fora da realidade fria da Grande Metrópole.

Querendo ou não você terá que substituir pessoas. Quem não tem os pais cria figuras paternas. Quem não tem amigos, prende-se a poucos e bons. Porém, sempre dentro desses pequenos círculos que se criam, são exatamente essas pessoas que "existem" diante da multidão. Você só existe pra alguém se consegue tocar no coração dessa pessoa. Se você não toca no coração de ninguém você torna-se "apenas mais um", uma pessoa-sombra, inexistente.

E é exatamente isso que te faz existir. É uma palavra amiga, de consolo, de briga, de desilusão. Gestos, ações, atitudes. Você só consegue também ter alguém que te ame se você for essa pessoa especial pra ela. Caso contrário será um mero transeunte, e assim que muitas pessoas que poderiam ser felizes deixam de ser. Por mera falta de empenho, ou a estranha sorte humana, que une as engrenagens nossa com a de outra pessoa, e num momento se aceleram juntas, adquirindo uma velocidade insana.

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