quinta-feira, 27 de março de 2008

Força para proteger a justiça e fazê-la real.

Agora vou comentar outro cavaleiro de ouro. Como eu já falei do Máscara da Morte, agora vou falar exatamente do seu oposto. Creio que foi até uma jogada de marketing ter colocado os signos opostos, no caso câncer e capricórnio, bem diferentes de si. Eu acredito que Saint Seiya (ou Cavaleiros do Zodíaco) é um anime com tanto conteúdo, só que muita gente fica apenas de olho em uma possível mediocridade que dizem existir aí. Vou provar que não é bem assim.

Primeiramente ODEIO capricornianos. Mas meu irmão é, e eu o amo, mas não sou muito chegado neles não. São mercenários demais, é só ficar devendo um real pro meu irmão que ele irá me caçar até o quinto dos infernos atrás desse dinheiro. Tirando essa infeliz características deles, vou comentar sobre o Shura, que é um dos que mais gosto.

Se você tiver uma força absoluta, você pode fazer qualquer ato seu tornar-se justiça. É como o próprio Máscara da Morte diz: "Onde está a justiça dos nazistas ou do exército japonês?" afinal, eles mataram sobre o clamor do povo e causaram guerras e mortes por todos os cantos. Não vou tirar a razão do Mask, mas é assim que as coisas funcionam, se a justiça que aceitamos hoje é um aparato do que muitos pegam e balançam a cabeça dizendo "Sim, eu aprovo ela". Vide setença de morte americana, onde certos estados dizem sim e outros não.

O Shura não tem essa noção de que qualquer ato pode tornar-se justiça se você tiver força para transforma-lo em justiça. Ele tem uma força absoluta também, mas ele usa essa força para tornar real a justiça atheniense, e não os seus próprios atos. É como se fosse um fiscal xarope que quem andar fora da linha ele vai arrancar as tripas, é uma pessoa que está lá para assegurar que a justiça seja feita, para tanto ele usa sua força.

Para isso, a Deusa Athena deu a ele a Excalibur (não, acreditem, não é a Arthuriana), e ela somente entregaria tal arma para alguém que a usasse apenas para a justiça. E é o que Shura faz, caso algo venha contra a justiça pregada por Athena e lâmina dourada brilhará e matará essa pessoa. Talvez perguntem: "Tá, mas o Shura quando lutava contra Shiryu na série, que estava do lado de Athena, a espada não aconteceu nada!".

Pois a justiça dele foi mudada há uns seis anos. Quando os cavaleiros de bronze eram mais moleques do que atualmente, eram os cavaleiros de ouro os servidores da justiça. Quando Shura, enviado pelo falso Grande Mestre para matar Aiolos, seu grande amigo, infelizmente distorcido, ele percebe no seu inimigo algo diferente. E esse algo diferente ele vai tomar satisfações no Grande Mestre, que mostra ser Saga de Gêmeos e usa o Satã Imperial para bagunçar a mente do capricorniano, fazendo-o acreditar que ELE (o Grande Mestre) é a justiça, e não Athena.

A moral é que Shura luta pela justiça que for colocada na cabeça dele. Por ela, ele irá até o fim da vida. No Episódio G ainda, quando ele luta contra Créos, acaba despertando seu demônio interior (colocado dentro dele graças ao Satã Imperial) e quando usa a Excalibur ela se parte, pois ele não estava são e tampouco estava usando em nome da justiça.

Ele é mais fácil de se entender. É o básico lutador do bem a dos bons costumes. xP

quinta-feira, 6 de março de 2008

Ciccillo Matarazzo, 18h29


Lindo. Mas ter visto ao vivo foi mais interessante. Atrás de mim estava o Detran no Ibirapuera. Na frente, o próprio parque, o mais famoso e frequentado de São Paulo. Embaixo de mim a passarela Ciccillo Matarazzo e mais embaixo aquele caos viário da união do túnel Ayrton Senna, Vinte e três de maio, Pedro Álvares Cabral e acessos a várias avenidas importantes da cidade. Fiquei meio abismado, havia acabado ontem de ter saído de mais uma longa consulta com a psicóloga. Devo dizer que está me fazendo um bem danado.

Quando se vê uma coisa dessas a gente fica no mínimo atônico. É um momento em que não conseguimos de fato pensar em absolutamente nada. Esquecemos das pessoas, do mundo, de tudo. Ficamos em paz com nós mesmos, e a única coisa que sabemos fazer é abrir bem os olhos e observar tudo de olhos bem arregalados. Depois é claro, podemos pensar na possibilidade de tirar uma foto e nos apressar aos compromissos, pois como diz minha psicóloga: "Ficar em estado alfa não é algo desejável sempre, mas quando estiver, aproveite".

Fui na psiquiatra essa semana, mas não falarei qual medicação irei tomar. Apenas peço que não se preocupem. =) Não lhes darei motivos para tanto. Até porque eu vejo que cada vez mais amigos meus do Ragnarok, Orkut, Faculdade de vez em quando dão uma olhada aqui e normalmente nos respectivos meios eles vêm falar comigo sobre os assuntos aqui tratados.

Mas não sou bom em falar. Aliás, nunca cheguei a desenvolver tanto a fala como a escrita, a vida inteira fui tímido, e só fui começar a perder a timidez quando perdi a virgindade (hoje em dia eu posso ser extrovertido, mas não quer dizer que me comunique bem), portanto sempre soube desenvolver melhor a escrita do que a fala.

Não quero ficar falando sobre mim, embora eu adore isso. =P

Mas por hoje, vou ficar com a foto. ^^
Não gosto tanto do nascer, nem do pôr-do-sol. Mas um crepúsculo é sempre único. Sempre.

domingo, 2 de março de 2008

Anti Carpe Diem

Amanhã irei ao psiquiatra. Direi que a medicação anterior está me deixando pior do que estou. Mas não sei se terei coragem de pedir por mais um. Gostaria de começar uma conversa aqui sobre vícios, e desmestificar algumas coisas (ou ao menos começar a), pois talvez por eu morar onde eu moro, alguma vantagem devo ter sobre isso.

O que seria o vício? Podemos definir como a sensação que temos ao usar algo que nos faça sentir bem, queremos sempre repetir essa sensação, tornando-nos dependente disso. Existem graus, e graus disso. Vou começar pelo meu já liberta mania de roer unhas. Quando mais jovem, quando acabava as das mãos, eu ia roer os dos pés. Mas era a sensação e o conforto, era como uma válvula para de alguma forma escapulir do estresse do dia. Era bom, sentir o gosto da unha quebrada na sua boca (por mais nojento que isso aparente, estou com vontade de roer agora!), aquele pó de sujeira salgado, e quando nervoso eu estava, rapidamente isso passava.

Quando comecei a sair com a Angela, no mesmo dia resolvi por meio de providência divina (talvez seja porque ela foi a única que ficou mais de uma semana comigo... Mas depois de duas simplesmente sumiu, enfim...) parar de roer. E parei mesmo, tive apenas uma recaída no polegar e no mindinho mês passado. Se sinto ainda vontade de roer unha nos dias de hoje? Sinto. Tem dia que mesmo sem querer eu levo as unhas aos dentes e quase mordo, rapidamente os separo e lembro "Não, eu não rôo mais unhas, porque estou com vontade ainda?".

Eu odeio essa filosofia do "seja feliz não importa como". Acho que desafios e coisas ruins devem existir sim. Lembro-me uma vez quando ouvi Ana Maria Braga no programa dela, depois de ouvir algumas previsões sobre I-Ching dizendo que ela ainda teria muitas montanhas que ainda teria de escalar na vida, e ela disse "Mais ainda?". Digo, alguém que já superou o câncer e tantas coisas ainda pensa dessa maneira? Pode ser que ela tenha escalado o Everest, mas ali do lado ainda teria um K2 da vida, mas pra quem foi no mais alto da Terra, o K2 é fichinha.

Ela caiu muito no meu conceito depois disso. Digo, é um desafio diário pra mim ficar sem roer unhas. É um desafio diário eu diminuir meu consumo de Coca-Cola. É um desafio diário eu fazer os trabalhos da faculdade, me dedicar ao Ragnarok, ser saudável, inteligente e tudo mais. É um desafio diário por exemplo eu desencalhar (tá foda! xD Eta mulherada cachorra do século XXI...).

Porque eu me ater apenas a querer sentir coisas boas? Sentir coisas ruins nos faz dar valor aos momentos e as coisas boas. Sabe, é bem verdade que o ser humano tem o dom pra achar alguma coisa de errado: Nunca nada está bom. E de fato, sempre me fodo! 8D

Mas depende do seu ponto de vista. Já não gostava de Paulo Coelho, mas uma vez li um texto dele dizendo "Pessoas dão mais valor ao que conseguem com suor e lutando, se bem que depois davam conta que existia um caminho mais fácil que dava no mesmo". O ser humano gosta é do desafio, da superação. Vejo esse semestre da faculdade, com todas as matérias diferentes, difíceis até com outros olhos do que o pessoal vê. Vejo todos reclamando, dizendo que está horrível, que irão todos se dar mal. Mas eu olho pra trás e vejo quanta coisa, pelo menos o meu grupo, nos demos mal ano passado e digo.

Que isso comparado com aquilo, será fichinha.

E assim continuo a seguir. E mesmo que seja mais difícil, talvez eu superer sem perceber, e lá na frente quando me deparar com algo difícil, direi de novo.

Que comparado com aquilo outro, será bico!
Força meus jovens. =)

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