domingo, 27 de abril de 2008

Meu coração dói.

E essa dor no peito começou agora. Estou ouvindo as músicas dessa donzela oriental à esquerda. Shibata Jun (柴 田淳), uma artista do cenário independente da música japonesa. E acredito que ela está bem assim, mesmo tendo a cara de boa moça-virgem de família nobre, suas músicas ao menos estão me tocando.


Odeio essa dor. Sabe, quando estamos amando alguém, normalmente nosso peito enche-se de uma imensa frieza. Ao menos é o que eu sinto, algo tão contrastante com o amor, algo tão quente e puro, confundir-se com uma frieza. É como se meu coração batesse e um vento frio do norte o fizesse por um momento parar. Difícil, heh...

Shakespeare dizia uma coisa bastante interessante. Pra ser sincero, não é por ele ser inglês, mas é porque o cara era inteligente mesmo. E muito cara aí tá cansado de ouvir isso, mas tendo a repetir: o bicho é bruto! Uma das coisas mais bonitas que ele fala, embora não faça tanto parte de suas tragédias ou romances, mas é uma única frase que eu li há muito tempo que me tocou bastante: "Dá se as mãos, unem-se as almas".

Ás vezes, quando estou andando pelas ruas e vejo casalzinhos de mãos dadas é tão ver como é poética essa juventude, hehe... Melhor dizendo, senhor William Shakespeare estava certinho em dizer isso. As mãos quando se unem, elas unem também as almas. Como uma corrente tão forte que transforma o amor numa verdadeira tortura, que cria uma dependência uma nas outras, um enlace fortíssimo como aço.

Enfim, isso já basta pra mim já notória má-fama. Agora ler Shakespeare também?

Acho que esse novo som que estou ouvindo está me fazendo coisas um tanto... Inesperadas.

Desculpe amigos por não ir na virada cultural amanhã. Surgiu um grande imprevisto, espero que me perdoem sinceramente. Tenho algo importantíssimo pra fazer, e sei que se não fazê-lo provavelmente eu vou ficar muito arrependido depois. E sim, eu me arrependo do que faço e o que não faço. Minha psicóloga falou que isso é bem normal...

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Felizes são os ignorantes, meu caro rapá!

Lembro-me de quando eu no colegial vi que não era inteligente coisa nenhuma. Na verdade eu sempre me achei bastante, dizia que eu sempre fora o mais inteligente e continuaria sendo, talvez pelo fato de eu me dar bem nos estudos. O colegial também foi importante pois eu vivi uma época de grande iluminação espiritual, onde eu tentava unir a religião ocidental com a oriental e fazer uma mistura dentro de minhas próprias crendices. Foi uma espécie de anos sessenta que eu vivi em apenas um ano. Acontece.

Hoje, enquanto eu voltava da faculdade pra casa, vi alguns casais de jovens entrando no ônibus. Normalmente a linha do Terminal Jardim Angela (santo nome, Batman! Ás vezes parece que os deuses brincam com a gente...) é relativamente cheia, mesmo nesse horário. Entrou um rapaz, com talvez seus vinte anos e falando de algumas coisas sobre o casamento que teria com uma senhorita que entrara no ônibus. Esse casal, estava junto de uma outra mulher, também aparentemente na mesma idade, que estava grávida. Claro, abriu as pernas do jeito e na hora errada e acaba acontecendo isso, e digo que é meio frustrante ver muitos que estudaram e cresceram comigo já como pessoas casadas, amigadas e com pirralhos atrás. Acho que eu to é ficando velho, isso sim!

Mas aí eu via algumas coisinhas estranhas. Claro, o rapaz era ignorante, dizia que dipirona era antibiótico, o que na realidade é um anti-inflamatório (engraçado que eu sempre sei bem sobre os remédios que eu sou praticamente viciado...), e via como eles organizavam o tal casamento: o rapaz, parecia um garoto de quinze anos com costeleta. Tinha até boné e usava as roupas que 90% das pessoas que moram na periferia usam: Boné do 1DASUL e roupas da SunRocha.

Menos eu talvez.

Convivo constantemente com a "raça" que a sociedade sempre mete mais o pau: funkeiros, maloqueiros e pobres. Uma vez vi um casalzinho que mal tinha começado a namorar e o cara já dizia que estava "comendo" ela até dizer chega, queria perguntar se alguma vez ele levou flores pra garota, afinal eu devo ser o único idiota que ainda é cavalheiro, leva flores e gosta de abraçar, embora eu não abrace ninguém.

Porém, uma coisa de bom acho que consigo até tirar deles. Como eu disse no começo da postagem, o colegial, em especial o último ano foram anos de além de tudo experiências excelentes. Tirando as coisas corriqueiras, como perda de virgindade, picaretagens, estudos aprendi uma coisa que até hoje eu levo bastante comigo: A ignorância, é um dom. É uma porta estranha que fecha as pessoas em um casulo chamado felicidade, uma sala de quatro paredes e sem janela, onde há uma lâmpada, e por mais que você rodeie-a, sempre a sombra baterá na parede de trás, e você nunca conseguirá pisar nela, pois a sombra é sempre projetada nessa parede.

As pessoas ficam diante da luz e viram-se pra trás. Vêem suas silhuetas como as sombras de Platão. Tentam alcança-las, mas por mais que cheguem perto, menor a sombra se torna. Mas não tem como passar por cima dela, pois a sala está entre quatro grandes paredes. A única forma de você pisar nela é se você abrir a porta: a luz fará a silhueta recuar, e você conseguirá ser superior à sombra. Acontece que nesse pequeno jogo até entender que a solução é apenas abrir a porta, as pessoas se acostumam. Acham-se felizes, correm atrás de suas sombras como se um dia conseguissem pisar nela. Não pensam de outra maneira, pois acham que tudo que precisa está lá. O duro questionamento de como pisar na sua sombra, que significa sua ignorancia, coisa que jamais conseguiriam.

Eu vi que eu fazia parte dessa grande ignorância. Acho que durante uns nove dias fiquei meio triste, pensava que se eu estudasse muito conseguiria saber de tudo, mas algumas poucas pessoas mais inteligentes que eu provaram o contrário. Lembro até que eu, soviético convicto e grande fã até hoje de Stalin, procurei saber absolutamente tudo sobre a URSS, Comunismo e a Guerra Fria. Mas vi que por mais que eu procurasse, sempre havia algo que não sabia.

Depois que eu vi que, por mais que eu abrisse a porta e pisasse na minha ignorância e conseguisse superá-la, eu caía numa sala maior. Sem janelas, outra porta, apenas uma luz e o mesmo dilema: ser superior e conseguir superar a mim mesmo e a ignorância. E fui indo. É uma metáfora horrível, mas sempre funcionou bem comigo. Sempre era uma missão diferente, tinha que sobrepujar minha própria ignorância, mas para isso era necessário além de tudo um bocado de humildade.

Claro, que pode ser descartada quando eu ficar mais velho. Como diz o Clodovil, "passei a vida inteira humilde, porque devo continuar agora?". Mas eu ainda não tenho a idade e a clareza de mundo que ele tem. Não ainda. ;D

domingo, 20 de abril de 2008

A chuva cofunde-se com lágrimas.

A primavera de 1986 jamais sairá a da mente. Mesmo depois de tanto tempo.

Um garoto chorava num canto. Do seu lado, pessoas gritavam, um público ecoavam gritos por todo o alto salão. Sentou-se abraçando seus joelhos, sozinho, tremendo pelo frio. Via muitas pessoas passando na sua frente, mas já estava acostumado a tal humilhação. Todos passavam gritando: "Seu irmão mais velho... Ele é um traidor! Morrerá como tal, você vai ver moleque!".

Esse garoto, era eu.

Homens têm muito disso. Vimos um homem e o chamamos de herói. Seguimos seu exemplo, suas crenças, suas convicções. Tiremos disso uma noção de justiça e de bons modos, seguimos como um repertório de como ser um verdadeiro homem por toda a vida. Isso meus caros vai muito além de machismo. Chama-se honra.

E naquele momento, aquela pessoa pela qual era meu maior exemplo estava sendo julgada injustamente e seria castigada pelas duras penas. Ele era inocente, e apenas eu e mais uma dúzia de pessoas sabiam. Porém, era o grito das pessoas que ecoavam junto que faziam com que tudo que diziam tornasse a justiça. Uma justiça criada por eles. Pessoas julgam que crianças não têm noção do que adultos falam. Até hoje sempre que converso com elas, converso como pessoas normais, não como débeis mentais, afinal, naquela época me julgaram, mesmo sendo uma criança de oito anos, como um grande tolo.

Ele foi condenado. Sua esposa também.

Suas convicções foram jogadas para o lixo, descartadas como lixo pela sociedade. Ele morreu. Sem glória, sem honra, com todo seu passado destroçado. Não haviam destruído apenas mais um mero casal inglês, mas destruíram uma família inteira, que havia se constuído como por base no amor fraternal puro e sincero.

Me ensinou acima de tudo a ser um homem. Me ensinou como investigar. Me ensinou como funciona a vida. Ainda hoje eu olho pro céu e vejo as constelações, que embora aqui no hemisfério sul eu não os possa ver, por um momento eu fecho os olhos e consigo vê-lo do meu lado. Nos momentos difíceis, nos felizes, em todos os momentos.

Eu não acredito, e nunca acreditaria que é correto abandonar as pessoas. Se eu acreditasse nisso, seria o mesmo que dizer que o destino do meu irmão foi morrer como um traidor como sempre o acusaram, como as pessoas que ele chamou de "amigo" viraram-se acusando ele.

Sei que ele está lá em cima. Eu o vejo com grandes asas, que sei que jamais terei. Mas mesmo que eu não tenha tais asas, eu tenho dois pés que se fincam no chão e sempre me erguerão quando eu estiver caído. Pois sei que ele estará lá de cima me olhando, me apoiando e me protegendo, mesmo que hoje eu já tenha passado dos vinte e ainda por dentro pareça um garoto atrás do irmão que já se fora.

"Alexander, be stronger. Grow up and become stronger then I never realized for myself."
"I will." 

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Signos da infeliz sociedade

Não vou dar uma de Luciano Huck aqui. Consigo definir apenas como hipócrita uma atitude de ficar todo sentido por ter o relógio Rolex roubado e usar a mídia para expressar sua indignação. Se eu fui roubado, ora ora, é porque eu ostentei. Sim! Ver a questão por outro lado diminui um pouco os flashes e pesadelos sobre o assunto.

Até porque pra alguém como eu, que odeia celulares e falar no telefone, foi deveras vantajoso eu ter sido roubado. Claro que teremos que continuar pagando ele, mesmo sem usá-lo, mas usar um Motorola RAZR², popular V8 é ostentar até demais. Digo isso pois há muito um celular deixou de ser um ícone de comunicação e virou um de status social. O próprio imbecil que me roubou tinha um tão bom quanto o meu (desculpe, mas sou um fã do Design dos Sony Ericson), talvez um celular daquele, caso ele não use para outros fins, trará alguns status, embora na hora que eu o escolhi, foi mesmo pela memória de 2 GB pra guardar minhas parafernalhas. Coincidentemente a memória extendida dele tava dando muito problema dias antes de eu ser roubado, enfim. Mas isso é outra estória.

Ele tinha MP3 Player, mas não usava. E coloquei até MP3 da Ayumi Hamasaki lá, mas ouvia pelo meu MP3 player. Carregava ele, mas não ligava pra ninguém, e ninguém me ligava também. A câmera foi útil porque com ela consegui tirar novas fotos pra mudar o profile do Orkut. Talvez o maconheiro de merda que me roubou faça um melhor uso dele de facto. Mas com certeza é a ostentação do signo de ter um celular como aquele modelo que o atraiu. Ainda tem muita gente que pensa que pessoas periféricas roubam para comprar drogas. Para esses eu apenas digo uma coisa que aprendi com a vivência no meu meio, que pobre não é usuário. Pobre trafica, porque há muito tempo, são os de maior renda que procuram esse tipo de infeliz negócio.

Acredito que apenas estou cansado de ouvir todos na minha volta dizer que meu celular terminará nas mãos do bandito financiando algum baseado pra ele. Fico falando pra todos que dificilmente será isso. É mesmo o fato de exibir pra todo mundo um aparelho de última geração, e como ele tem "proteção" para tal, pode exibi-lo por aí sem correr o risco de perdê-lo. Ou não!

Prometo parar de falar por aqui (ordens da psicóloga, hehe).

Ainda mantendo a vertente nos crimes, mas que polêmica essa menina de cinco anos tá causando, huh? Eu não vou fazer nenhum comentário sobre o caso. É necessário a imprensa não saber de nada, ou saber quando as informações forem distribuídas com aval da própria polícia, isso é um fato e não pensem que a fita do supermercado ser veiculada em várias mídias possa ser algo relevante, pois informações relevantes nunca são postas em público.

Quero apenas fazer um comentário que nunca ninguém fez. Primeiramente quero falar como procede-se investigações, e como eu procedo quando quero descobrir algo sobre alguém (pelo menos, sempre funcionou, heh). Não se trabalha com o "eu acho que foi ele". Numa investigação você deve apontar pro cara e dizer que foi ele, muitos chamam isso de capacidade de insight, e quando isso é dado como certo, você deve provar sua afirmação. Não pode ficar no "eu acho", e sim no "foi ele com certeza". Se a investigação porém dizer o contrário, nada mais óbvio do que pedir desculpas e ir por outra vertente.

Quando o nosso conhecido Alexandre Nardoni foi acusado do crime, não sei se pela situação financeira dele que entra em contradição da infeliz população brasileira que sequer tem um endereço fixo, renda fixa e sequer faculdade, desde o início a impressa não afirmou que foi ele, embora tenha afirmado de facto. Todos os noticiários falaram que ele era suspeito, e que as investigações iriam dizer o rumo da condenação. Mas em outros casos, quando uma pessoa de menor poder aquisitivo é acusada, dificilmente dão essa afirmação de "ele não é culpado, não foi provado ainda".

Claro que há uma indignação pela sociedade, de ver um pai matando a própria filhinha, que além de tudo parecia uma menina feliz. Mas não acham que do mesmo jeito que a imprensa não o condena expressamente, dizendo que as investigações irão provar sua culpa ou não, será que se um pé-rapado estivesse no meio disso teria tal crédito? É mais um exemplo dessa diferença de renda de merda desse país, onde ricos "tem a chance de não ser", embora o pobre acabe sempre sendo acusado do crime. Peguem os noticiários antigos, eles sempre falam nesse tema.

E pra ser sincero, essa investigação nem me atraiu. Apenas quero dar uma "dica" aos detetives: o cara é inteligente. Eu tenho uma excelente dedução quanto a isso apenas de ver o rosto das pessoas, tem gente que se finge de inteligente, que se finge de burro, e outros que são inteligentes ou burros, portanto não fiquem apenas objetivando. Subjetivem a coisa toda também. ;D

terça-feira, 8 de abril de 2008

hide, para sempre pink spider.


Layout novo. Agora sobre hide, em homenagem a uma das maiores lendas do J-Rock.

Talvez me perguntem o motivo. Quando comecei a ouvir J-Rock, além dos mais que essenciais X-Japan e Dir en grey, foi graças ao X que conheci hide (sim, se escreve assim, minúsculo e não se fala "raid" e sim "rii-dê"), e devo dizer que embora tenha virado um fã de carteirinha do Pink Spider, fiquei muito triste ao nas minhas pesquisas saber que ele estava morto.

Claro, querendo ou não meus ídolos acabam sendo sempre pessoas já falecidas, infelizmente. hide se suicidou no dia 2 de maio de 1998. Em celebração, triste porém, de 10 anos sem hide, resolvi dedicar esse layout, que como de praxe ficará de abril até maio, em homenagem a um grande ídolo meu. Hideto Matsumoto, você vive ainda conosco. =)

Tirando esse clima, devo dizer que muitas coisas andam ocorrendo. Coisas boas e ruins, mas o que importa é que acontecem. No dia 15 ganhei um PC novo. É Vista, mas fazer o quê... Teimando a me acostumar. Com um monitor de dezenove polegadas gigantesco. Vive dando pau, principalmente ao tentar jogar Ragnarok, o que me fez pensar em milhões de possibilidades, e apenas ontem que consegui chegar a uma solução sozinho (maldito suporte HP!).

Fui assaltado na última quinta, e devo dizer que a sensação de ter uma arma apontada pra sua cabeça não é nada agradável. Mas a psicóloga pediu pra eu superar, afinal é o primeiro oras. Sim, eu me orgulhava de morar no Jardim Angela (não é mais Capão! heh) e nunca ter sido assaltado. Agora infelizmente posso dizer que tenho um assalto que posso chamar de meu. Foi embora meu MP3, meu Motorola V8, mas como disse a mamãe, não foi embora a minha vida (embora eu não tenha nenhum apego, acho que por isso eu de valentão tentei desafiar o bandito, mas não deixem minha mãe saber disso, nem minha psicóloga, nem a Naiara).

Consegui o Seiya no Arayashiki. Talvez se perguntem o que diabos é isso, mas é uma espécie de RPG que eu jogo online, sobre Cavaleiros do Zodíaco. Esse fórum é um dos melhores, sempre foi, e tentei o Seiya em 2003, e agora só depois de cinco longos anos que eu finalmente consegui. ^^ Foi uma luta e espera imensa, mas acho que isso é bom pra aumentar minha felicidade.

Estarei logo logo no 99 como Sage. O tema proposto na realidade seria um layout sobre a próxima profissão transcedental que serei no Ragnarok, que é a de Schollar. Mas vou homenagear alguém que chegou na minha vida muito antes de qualquer Ragnarok, que é o hide.

A questão é: mesmo com tantas coisas boas e ruins, é correto eu apenas arregalar os olhos e ficar observando?
Aguardem os próximos posts. =)

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