sexta-feira, 23 de maio de 2008

etiqueta? Pois é!

Começando com uma foto do Uruha, do the Gazette. Aliás, lançaram single novo. Gostei muito, embora seja meio lentinha. Bom, hoje quero falar de um assunto que domina a esfera terrestre e humana. Não sei se é pelo fato de eu ser mais sentimentalista que eu prefira talvez coisas extremas - como já expus antes não acredito em democracia. Pra mim ou é anarquia ou ditadura, o meio termo não existe, e na minha opinião apenas é um freio para a humanidade.

Outro dia eu retomo esse assunto. Lembro de um bom tempo atrás ficar discutindo com a minha irmã sobre isso por um bom tempo, hehe...

Estou roendo unhas. Sim, quando comecei a sair com a Angela em setembro senti que minha vida talvez mudaria, logo comecei a cortar algumas coisas, pois se algo tão inesperado e improvável como eu me relacionar com alguém iria acontecer, então as outras coisas seriam fáceis. Uma delas foi parar de roer unhas. No período entre início de setembro até o começo deste mês eu somente tive uma recaída!
Mas em uma semana detonei todas.

Sinto também uma dor imensa apenas no meu lado esquerdo - começa na região dos olhos e permeia até a ponta do pé esquerdo. Acho que não dá mais pra disfarçar a idade! Acho que tenho que ver um médico logo.

Nesses dias enquanto eu pegava o famoso onibus em direção ao Terminal Jd Angela pra voltar pra casa vi uma senhorita sentada num banco daqueles pra idosos, gestantes e afins com um menininho que era a minha cara quando eu era pequeno. Sério mesmo, é meio bizarro, mas o menininho lá devia ter muito de um bom e velho sangue italiano com bretão!

Tirando o fato do garoto ser a minha cara (opa! o filho não é meu! hehe), fiquei pensando como aquela donzela cuidaria daquele garoto e como ele se viraria nesse país. Hoje fui na feira aqui perto de casa comprar pastel como sempre faço toda quinta-feira. Tomar um caldo de cana com uma japonesa que eu babo MUITO por ela (desculpe... Se tem algo que me derruba mesmo é um par de olhos puxados...), mas como hoje era feriado, haviam muitas pessoas lá. Enquanto pedia, e aguardava claro, vi o quão sujo estava o local. Pra dar um tom bem ironico pra coisa, o lixo estava praticamente vazio.

Engraçado que as mães, ou responsáveis, mandavam seus filhos "deixarem por lá mesmo" seus lixos do que colocarem no lixo, que estava apenas a alguns passos dali. Enfim, educação é dada pelos pais, mas isso não significa que pais educados formem garotos com tal refinamento tão básico como esse. Do outro lado uma senhora que fazia um escândalo baixo, que queria por cima de tudo comer logo e pagar. Porém com dezenas de pedidos por minuto seria difícil. Toda hora que ela ia, a pasteleira, que não era oriental nem nada, pedia apenas um minuto pra aguardar.

Porém ela continuava lá, resmungando pelos cantos pela falta de agilidade deles, embora esteja mais do que óbvio que com aquele volume de gente a coisa não seria fácil...

Muitos dizem muita coisa pela etiqueta, dizem que trata-se de algo retrógado, algo conservador. Sempre acreditei que esse conceito fosse algo tão a frente de nosso tempo que poucas pessoas percebem a importância disso. A etiqueta não é apenas um conjunto de protocolos pra nos fazer parte da "sociedade", mas acima de tudo é a etiqueta que nos difere dos irracionais.

Via tantas pessoas jogando lixos, papéis engordurados, latinhas de refrigerante, pedaços de pastel sem recheio pelos lados que facilmente os compararia a animais do mais baixo nível, que fazem suas necessidades pelos cantos sem se preocuparem. A senhora idosa reclamando pelos lados mostrava uma indelicadeza tamanha que sua atitude equivaleria a de uma hiena resmungando.

Etiqueta é um conjunto para facilitar nossa vida. Se jogar lixo no chão, haverá doenças. Se você ser indelicado, haverá uma resposta que você não vai querer ouvir. Hoje evoluiu pra um método tão complexo que serve pra modular uma sociedade, formatar alguns conceitos. Em alguns casos, concordo. Porém não em tudo.

Ainda mais o ser humano, pobre ser, que não sabe até hoje se considera-se animal ou gente.
Bom, pela maioria que conheço e convivo, são infelizes animais. Animais  comandado por suas sensações, anseios e dogmas.

Eu não vim pra explicar. Vim pra confundir. ;D

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