terça-feira, 10 de junho de 2008

Um band-aid e uma lição.

Certa vez um garoto chegou ferido, meio triste, cabisbaixo. Seu irmão mais velho estava com sua esposa e estranhou a vinda de seu irmãozinho daquele jeito. Correu ao seu encontro e desesperado pôs a perguntar o que havia acontecido para ele ter se ferido daquele jeito. "O meu amiguinho estava defendendo um cachorrinho que eles queriam matar, se se ele não batesse no cachorrinho, iam bater nele. Eu fui lá e defendi ele, mas acabei apanhando..."

O irmão mais velho dispensou a esposa, pediu pra ela seguir em frente enquanto levava o mais novo à farmacia para fazer alguns curativos. Na volta, ambos resolveram passar pelo Tâmisa. Na verdade nunca me acostumei com aquele ar úmido que emana daquele rio que parece não ter fim nem começo. No caminho ambos ficaram calados, até que o mais novo começou a chorar. Também pudera, tinha apenas seus seis anos aproximadamente.

"Porque está chorando?", disse o mais velho. "É por você, mano. Sei que você deve estar pensando que eu fiz besteira e você deve estar triste comigo, e não quero que você fique triste comigo!", nesse momento o mais velho abraçou o mais novo, que mesmo sentindo algumas dores dos arranhões encostando-se, retribuiu o abraço e pôs se a chorar ainda mais. O mais velho pegou um lenço e limpou as lágrimas. Fomos até próximo de Westminster, mas no caminho ele parou e disse: "Estou é orgulhoso de você, meu irmãozinho. Hoje você viu que você deve lutar pelo que acredita. Se achar que uma coisa está certa, lute por ela. Use essa garra que você tem e defenda o que você achar certo".

"Sabe porque eu me tornei um detetive?", disse ele, e depois prosseguiu, "Acredito numa justiça. Não acredito que pessoas que fazem o mal as outras devam ficar livres por aí. Há criminosos, pessoas que matam as outras, pessoas que fazem as outras tristes. Acredito que no fundo, são pessoas que podem ter uma nova chance, mas antes de dar essa nova chance, elas devem parar de fazer o que fazem de errado. Eu acredito nessa justiça, e é exatamente por isso que eu luto por ela!"

Na época nem entendi muito bem, mas fiquei muito feliz por não estar completamente errado.

"Me diga uma coisa, você só sairia de lá se eles parassem de bater em você, correto? Não deixaria o local antes que tudo estivesse em paz, certo?", ele agachou na minha altura e olhou nos meus olhos "Admiro isso em você, mas ataque também de vez em quando. Se você não tem músculos, use o cérebro. Procure algo de fraco nele, pesquise, investigue. Vá em frente, você consegue. Se perder, tudo bem. Só não tenha medo de tentar."

No outro dia, na escolinha vi uma  menininha dando um chute nos testículos de um garoto. Aí foi fácil, fácil... Derrubei todos num golpe só, hehehe! Ok, não vale, isso não é briga de homem, mas eu tinha seis anos e eles tinham dozea quatorze na época. Mas investiguei e procurei certinho onde eram o ponto fraco deles em comum, hehe...

Valeu mano! =X Sei que daí de cima você ainda olha por mim. =)
E pqp... Eu to a cara dele cada dia mais...

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