terça-feira, 29 de julho de 2008

Internet como veículo.

Brasil, China e Índia são os únicos três países de terceiro mundo que figuram na lista do maior número de usuários de Internet. Semana passada estava assistindo o Roda Viva, na Cultura, que diga-se de passagem está sendo muitíssimo bem apresentado pela Lilian Wite-fibe, embora eu ache Paulo Markun um excelente apresentador também.

Há uma crescente popularização de Lan Houses, acredito que no Brasil em geral. Tenho um amigo mesmo que cuida de uma, e conheço vários donos, embora eu quase nunca vá lá pra jogar ou usar a internet. Muitos abrem Lan houses com serviços inclusive de técnico de PCs. Há muitos usuários, e de longe muitos tem como regra básica criar uma conta no Orkut e uma conta no MSN Messenger. Claro, usam pra essas bobagens da vida (a gente adora dizer que é bobagem, mas todo mundo tem conta lá) mas acima de tudo usam. Antigamente tinha cursos de datilografia, hoje eles aprender a digitar via MSN. Há uns oito anos atrás, ter computador era coisa de rico, ao menos aqui perto de casa, hoje nem se for um celeron das antigas o pessoal quer ter, e ainda instalam a Skarvuska.

Hoje existem pessoas que não assistem mais TV. E cara, eu quando era moleque não imaginava a vida sem. Videogame então nem se fala, ou se baixa, ou se joga no PC mesmo (ragnarok da vida!). Devo dizer que a verdadeira revolução dessa era é essa coisa que só agora que ficou popular é que está causando esse rebuliço. Internet é onde todos se encontram, e não é mais aquela coisa de nerd ou rico. Ninguém mais usa disquetes, e se o seu computador não tem uma entrada USB, bom... Eu tinha um antigo que, acreditem, não tinha. E era horrível mesmo, hahaha...

Mas eu até gosto disso. Não pra acabarem com TV, que é uma coisa que eu acho que em cinquenta anos deve passar toda pra web, e cada vez mais o mundo quer interatividade. A TV Digital por exemplo, que de acordo com o Lulalá terá interatividade e "mimimi"... Programas como o "Você decide" já são coisas do passado. Cada vez pessoas se acostumam com a linguagem da internet, de interferir, de dar a sua cara a algo que já tem cara. Isso acontecia antes, mas agora a diferença é que qualquer um mesmo pode fazer isso.

Igual ao nosso senhor Duchamp (que aliás está com uma exposição no MAM, do Ibirapuera) com o seu quadro LOOHQ onde fazia uma releitura da Mona Lisa, agora não é preciso ser um crítico de arte pra meter o pau na novela das oito. E acreditem, isso é muito bom. O meu único medo é: com tantas pessoas falando ao mesmo tempo, duvido que aja alguém pra ler a todos.

São ossos do ofício. Por isso que na ditadura tinham duas dúzias de pessoas que todos ouviam, hoje é liberado, qualquer um fala as baboseiras que vier na cabeça. Exatamente por isso que estou aqui enchendo vocês de besteira, lol.

1 comentários:

Gabriela disse...

Eu fiquei pensando sobre esse assunto quando tivémos o "apagão da Telefônica" e as pessoas ficaram deseperadas e o serviço público parou por conta da falta da Internet. É incrível o que um simples email pode fazer e nem nos damos mais conta disso. A rede virou parte da nossa vida e vai virar cada vez mais, já não estamos nem fazendo compras nas lojas, o que virá a seguir?

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