domingo, 31 de agosto de 2008

OBA! Enfim, professor!

Esse texto é parte integrante das "Aventuras do Allain no Ragnarok!".

Chega de mimimi.

Basicamente, virei Professor! Transcedental de sabio, e eu tinha renascido há umas duas semanas e já virei peguei o último nível ontem e virei scholar hoje. Por enquanto ele tá fraquinho ainda... Nível 68. Engraçado foi andar por Al de Baran e ser metralhado com mensagens privativas perguntando se queriam fazer grupo comigo pra ir em Thor, Biolabs ou qualquer caralho a quatro (esses dois são os mais poderosos do jogo!).

Foi bem louco. Estava eu com um Bardo dando leech (dando experiência pro mago, dividindo com ele) e faltavam, sei lá, uns 2%. Normalmente eu fico ouvindo J-Rock enquanto upo, ou Wagner (sim, meio estranho) mas eu tava ouvindo praticamente toda a discografia da Ayumi ontem. u_u

Começou no A BALLADS, A Best, A Best Black/White e foi indo. Tinha acabado o Guilty, e veio depois (miss)understood e se você conhece os álbuns da japa de pele de pêssego sabe que a primeira música é nada menos que Bold & Delicious. Faltavam, sei lá, uns 0,4% pra eu pegar o último level e bem na hora que a Ayumi gritou: BOOOOOOLD AND DELICIOOOOOOUS!! Eu peguei, hahaha!

(Eu disse, ninguém ia acreditar nisso... Mas é verdade!)

E aí esperei hoje pra mostrar pro meu irmão eu indo novamente ler o Livro de Ymir, ir ao sagrado Valhalla e enfim receber mais uma benção da valquíria e virar professor. E fala sério, ele é tão lindo, me apaixonei por ele, haha... Ele é tão forte também, a beleza dele reflete a minha beleza, por isso ele é um gatão como o dono aqui. ;D

Pessoal que me aguarde. Os Kasa, Salamandras, e o Ifrit que se cuidem! Tem mais um professor no bRO Odin pra botar pra quebrar. \o\

Agora vou upar e pegar logo Soul Exhale. \o/ 

sábado, 30 de agosto de 2008

September, 1st

Era uma vez um rapaz que não havia conhecido o que era "amor". Relacionamentos com garotas não passavam de coisas de algumas noites, ou quem sabe semanas. Sonhava ainda em talvez encontrar alguém, em algum lugar, de alguma maneira.

Um belo dia adoeceu gravemente. A doença veio gradativa, devagar, acabou adquirindo isso de uma garota qualquer. Essa doença, não tinha cura. Não era contagiosa, porém isso poderia matá-lo. Essa enfermidade atacou seu coração, que antes era frio, e por um raro momento na sua vida viu que "viver" poderia ser algo bom, e que viver ao lado de alguém, mesmo pelo pouco tempo de vida que tinha, seria o presente que ele precisava. Pois há muito já estava num caminho escuro o sombrio, embebecido por um torpor estranho onde via todos acordados, e ele em seus sonhos estranhos.

A garota lhe dava vontade de viver, vontade de lutar contra aquela doença. Quando ela não estava, porém, a doença se agravava. Não havia medicamentos que conseguisse estabilizar aquilo - o remédio era ela. Encontrava com ela poucas vezes, e nos sonhos ela sempre estava lá. Era ainda uma pessoa de carne e osso que era seu remédio, até o dia em que ela simplesmente sumiu. E nunca mais apareceu.

O rapaz encarnou um estranho sorriso em seus lábios. Um sorriso de "não se preocupe comigo. Não saibam dos meus problemas, não saibam da minha vida". No fundo, acreditava ser forte, acreditava que conseguia passar uma despreocupação para as pessoas que estavam a sua volta. Jamais tocara no assunto, pois sabia que se tocasse no assunto aconteceria a mesma coisa que sempre acontecia todas as noites: de virar de cabeça com o travesseiro e molhá-lo de lágrimas que não conseguiam nunca parar de jorrar de seus olhos, e sempre terminava por dormir exausto, ouvindo as músicas que sempre remetiam à ela.

A doença atingiu um estado crítico. Sabia que, mesmo que estivesse num estado avançado e desenvolvido de acordo com os médicos e nenhum remédio o curasse era exatamente ela que era esse remédio, mas ao mesmo tempo era ela que o fazia enfermo.

Começou então a amar a sombra da garota. Via ela várias noites em sonhos, lá eles eram felizes. Lá ela o amava, ela não tinha compromissos, não haviam rivais, era um mundo puro e sadio, onde ele sentia ela em seus braços quando abraçava. Porém, toda vez que acordava, seu coração por um momento parava. Sua visão ficava embaçada até as primeiras lágrimas caírem. Tudo era apenas uma ilusão - e mesmo ele vivendo nas ilusões com várias garotas, era naquele momento que ele mais desejou que aquilo tornasse realidade.

Realidade.

Muitos sugeriam. Muitos diziam. Mas ninguém falou alto o bastante para ele ouvir, e jamais conseguiriam isso. Sentia que havia apenas um limite: o fundo do poço era a única escolha, e o único limite tangível. Mergulhado em um torpor durante o dia, acordando apenas durante a noite. Um sorriso disfarçado, ninguém sequer sabia o que se passava em sua mente. E jamais saberão.

Um misto de coisas que ninguém entenderia.

Com um punhado de coisas que compreenderiam.

Porém ninguém jamais entederia, pois nunca passou pelo mesmo.

Vá embora. Meu lugar, não é com você. Mas você não consegue ir embora. E sei que você somente me deixará quando eu tiver um outro alguém para lhe por no lugar, e assim minha doença regredir. Pessoas são substituíveis, isso é lenda. Vivemos num planeta onde há sete bilhões de pessoas, haverá sempre alguém similar e igual a você. É um estranho bloqueio nas mentes que as fazem pensar que são únicas, mas não são. Vá embora.

domingo, 24 de agosto de 2008

Viva à Etiópia, Jamaica e o Quênia!

Acabaram as Olímpiadas orientais. Tirando as chinesas, principalmente as que sempre carregavam as placas dos países (de longe, as mais bonitas que tinham lá) e as chinesas petizes na ginásticas que deram um banho, gostei do desempenho. Da Grã Bretanha, é claro! Quarto lugar, só perdendo pros anfitriões, os ianques e os soviéticos malucos.

Parabéns! Na verdade eu gosto de ver que mesmo com as brigas internas dentro da ilha inglesa, é bom ver que o espírito olímpico conseque unir ingleses, escoceses e gauleses pela mesma bandeira da Grã-Bretanha. E o melhor, ficamos em quarto.

Não posso dizer o mesmo da república das bananas, que ficou em vigésimo-terceiro. Parabéns, Brasil! Perder de países como Itália, França e Espanha tudo bem. Mas o Quênia, Etiópia e Jamaica, países com nem um quarto da riqueza que vocês têm conseguiram, veja bem, ficar na frente da república bananal! Mas que beleza!

Parabéns pelas muitas medalhas de bronze e prata. Se bronze fosse medição, nós estaríamos em uma colocação muito melhor, e o mundo só ouviu e viu a bandeira bananal três míseras vezes.

Parabéns ao Comitê Olímpico Brasileiro, por dar uma renda tão grande e usá-la de um jeito tão único que fez com que uma judoca, que fez uma vaquinha na sua cidade pra poder ir pra Beijing acabou ganhando o bronze, e pessoas que ganham cem vezes mais que elas - igual ao ginasta que caiu de bunda e a chorona, só nos trouxeram latão. Parabéns!

Parabéns ao governo corrupto, que pensa que policia na rua tira vagabundo. Escola e esporte tiram vagabundo da rua, não policial fazendo blitz. E o pior é ver o Rei Pelé fazendo propaganda pra trazer os jogos olímpicos pra cá. Faça-me o favor! O Quênia tem mais chances de sediar, ao menos o Quênia, país pobre, miserável com muita fome e desemprego conseguiu mais medalhas de ouro que a república dos bananais.

Claro, parabéns ao Cielo, exatamente quem menos imaginava ganhar, levou. Onde ficou o Thiago Pereira que no pan arrasou? Parabéns às meninas do vôlei, que veio com uma medalha de ouro que há anos tem tentado depois de sempre amarelar na final. E claro, Maureen Maggi, que nos jogos passados ficou na ruim também e nesses se recuperou.

Pessoas que moram nesse país bananal, principalmente políticos: Acordem. Parece que sempre é assim, em uma Olímpiada vamos bem, na outra vamos péssimo, na outra vamos "regular", e depois ficamos bem de novo. Vamos investir, não apenas pra trazer jogos olímpicos e ficarmos podres de ricos com gringos gastando dinheiro com prostitutas aqui, mas se pretendem trazer pra cá ao menos vamos ter moral pra passarmos da Etiópia! Cara, um país que se diz "Terra da oportunidades" perder pra países que estão abaixo da linha de pobreza? Se continuar assim, o objetivo da Terra das Bananas será ter um desempenho melhor que o Jamaica, e não tornar-se uma potencia olímpica.

E claro, parabéns aos chineses. Fizeram do esporte além de uma competição, e claro, todo esse investimento deles tem todo um caráter político, assim como o investimento americano nos esportes também, não tenham dúvida. Mas eles sentem orgulho de ver atletas no topo do pódio e verem suas medalhas. Bananais apenas tentam ter orgulho.

E viva a Grã-Bretanha! UHUL! \o/
A Rainha merece as medalhas. Que Deus a continue protegendo pra sempre e a Inglaterra também.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Nossos avós teriam vergonha.

Haha... Tava vendo um documentário sobre hippies e as influências que até hoje existem. Pra ser sincero parece que 2008 é o ano mais anos sessenta que vejo, uma pelo fato de fazer quarenta anos do porque não revolucionário 1968 e também que vemos que mesmo depois de todos aqueles de ontem continuarem vivos, viram a influência forte que persiste até hoje.

Se hoje pessoas falam sobre sexo, ou cantam o créu, foi graças aos hippies. Pessoas que pregavam o "faça amor, e não a guerra", tinham uma idéia bem contraditória com a de sexo por exemplo nos tempos de hoje, onde homens e mulheres, sem generalizar, mas falando a grande parte desta, decide transar muito mais pelo gozo do que pelo ato cósmico, que eram os que os nossos amigos antigos pregavam. A liberdade criada acabou resultado em uma ideologia diferente da deles.

Roupas então nem se fala. Ainda hoje o estilo mais natural - garotas ficar com saias grandes, vaginas sem depilar e cabelos despenteados foi criado lá. Não havia preocupação com coisas como maquiagem, brincos e esse tipo de coisas, pessoas eram mais felizes e se aceitavam do jeito que eram. A liberdade que eles trouxeram, acabou sendo desvirtuado nos tempos de hoje, onde pessoas não apenas usam um estilo mais "largado" não por opção, mas imposição da sociedade. Se a moda é usar calças rasgadas, essa será a noção.

A música teve uma revolução. A música naquele tempo era arte, era The Doors, eram os Beatles. Pessoas faziam arte pela arte, pela expressão, a arte pelo ruído onde você pega algo e dita algo para pensar. Onde havia Jim Morrison cantando que era um "Backdoor Man", ou Beatles pedindo pra você esquecer os problemas com o "Let it be". Hoje, aquela influência e aquele estilo são usados pra criar popstars, com o único intuito de vender, arrecadar dinheiro e comer mulher. Sem mais.

Eram princípios puros, inocentes. De pessoas que fumavam baseado quando não era droga. São coisas que a sociedade e as pessoas desvirtuavam. Se um filme muda um pouquinho a linguagem, todos caem em cima. Pessoas não dão uma chance ao novo, pessoas gostam do mais conservador, e são mais radicais que nossos bisavós - pais dos que participaram da época hippie. Eu não tive ninguém que participou dessa era na minha família - meus avós eram nordestinos na seca ou italianos rígidos. Mas gostaria de ter tido, e não serei como eles. Pessoas ainda têm medo de tentar o novo, o diferente. Se eles lá atrás tivessem tanto medo da sua liberdade, sequer teriam tentado. Hoje temos mais chances que eles e ao contrário - os jovens se enrijecem numa casca de estranho medo.

São almas perdidas.

domingo, 17 de agosto de 2008

Ateístas são mais inteligentes?

Alguém notou que todo raio de título de post começa com uma pergunta? Cara, isso é fim de carreira, tou falando.

Li um artigo na Época falando exatamente disso. Minhas teorias sobre fé que eu tenho já expus toda a parte bonitinha e poética por assim dizer. De acordo com ele basicamente pessoas mais inteligentes são capazes de questionar o divino e assim conseguir atingir um nível de clareza capaz de fazê-los mais inteligentes.

Na verdade no mundo inteiro há um "ateísmania" que eu dou muita risada, hehe... Pessoas inclusive pra se dizerem que são atuais, modernas e tudo mais dizem não acreditar em nada exatamente para entrarem em grupos sociais ou adquirirem uma espécie de respeito. Quem dera que fosse assim, afinal tenho muitos, mas muitos amigos que bebem por exemplo, tenho personalidade pra não beber e nem por isso deixo de considerá-los ou deles terem minha estima também.

Mas dei um pouquinho de risada, e devo dizer que em partes ele está certo. Mas veja bem: em partes. Isso tinha valia acredito que na idade média, onde o clero tinha todo o poder sobre o conhecimento e a censura deles. Porém hoje em dia pessoas têm religião e questionam, pessoas não acreditam na teoria dos sete dias de criação do mundo, adotam o Big Bang mas ainda acreditam que teve um cara há dois mil anos atrás que trouxe ensinamentos tão importantes que são atemporais.

Claro, há os casos extremos. Eu por exemplo não gosto nem mesmo de ser amigo ou conversar com protestantes, prefiro distância deles, já convivi com muitos e minha família mesmo vive numa espécie de "contra-reforma", onde a família do meu pai é totalmente católica e minha avó é evangélica até o talo. Igual aqueles programas da madrugada das igrejas que passam na TV paga, que dou uma olhadinha na nova forma dos pastores conseguirem hipnotizar os fiéis, e cada vez estão melhores nisso (se fossem espíritas conseguiriam avançar lá rapidamente).

Digo isso porque conheço muitos protestantes que acreditam que a vida resume-se a casar, arranjar um trabalho e não crescer em vida. Sequer pensam em estudar, ser alguém na vida a não ser auxiliar geral. Claro, há os que contestam isso, sempre têm, mas não é apenas pela doutrina, mas a maneira deles viverem os faz acreditar que qualquer coisa diferente da filosofia deles seja errônea e diabólica, num mundo onde cada vez mais descobrimos que é a experimentação, o teste, o conhecer novas culturas que nos faz abrir a mente e nos tornar pessoas melhores.

Só pra constar, hehe... Eu conto isso pra muitos mas ninguém acredita. Tinha um amigo na época do colegial que dizia que "sentir tesão" era pecado. Claro, na época eu dei muita risada, pois quando bem dosado, o tesão dá um up na relação - tira as pessoas do beijo da boca e querendo ou não, é um ato bonito isso. Lembro até hoje minhas palavras que eu disse a ele: "Ah tá, entendi. Você é crente né? Imagino que pretende casar e ter filhos, o clássico crescer o multiplicai-vos e traga-os pra igreja e continuarão por esse círculo interminável, correto? Então como você vai engravidar sua mulher? Via espírito santo? Vai pensar nos espermatozóides indo pro óvulo pra fazer seu pau ficar duro? Me poupe!", e acredito que até hoje ele ainda pensa assim, coitado.

Peço apenas um pouco de inteligencia e uma mente aberta, jamais de deixarem sua fé.

E chega de títulos de post com pergutas, eu já tou de saco cheio. =P

sábado, 16 de agosto de 2008

Porque raios é um "pégaso"?

Talvez muitos se perguntem porque diabos a minha fascinação por cavalos com asas. Porque cargas d'água o blog chama-se Pegasus Wings ou agora seu primo rico, o Fallen Pegasus.

Não é por eu gostar do Seiya de Pégaso, protagonista da série Saint Seiya, que de longe é meu anime favorito de todos os tempos. Vai além disso, e isso só fui entendendo com o tempo.

O blog foi concebido muito antes de dezembro de 2005. O endereço foi em partes reservado na época na weblogger e por lá ficou até um dia eu criar coragem e criar o primeiro layout, que na época fiquei um mês inteiro desenvolvendo, entendendo a linguagem (embora hoje em dia haja Blogger ou Wordpress que facilitam e muito a vida sem esses códigos infernais), mas nasceu lá. Tenho todos os arquivos e depois que formatá-los devidamente eu os colocarei online na íntegra pra quem perdeu alguma coisa ou quer dar uma bisonhada na minha vida.

Cavalos não voam. Pégaso é uma criatura mítica, que nasceu depois que Perseu cortou a cabeça da Medusa, um cavalo com asas nasceu, virou companheiro fiel da deusa Athena. O pégaso traduz muito de mim em muitas coisas. Ele nunca está no chão onde todos os cavalos ficam. Mesmo sendo criaturas rápidas e inteligentes, cavalos não conseguem sair do chão, não conseguem ter a liberdade que tanto almejam onde a gravidade os prende. Eu penso se somos tão livres assim, estamos presos num planeta chamado Terra e tudo que conseguimos é manter nossos pés no chão. Porém o pégaso, não.

Traduziu sempre a minha mania sonhadora, meu aspecto que minha psicóloga mais quer extinguir de mim. Mas eu mesmo falo pra ela que sem isso eu não sou ninguém - sonho, e viajo, penso nas coisas da vida, penso nas pessoas e apenas é nessas fantasias que eu tenho a liberdade pra ser o que quiser. Talvez por isso que eu sonhe muito com quedas, e quedas feias.

Eu sou uma pessoa doentia. Pois sou preso dentro dos meus sonhos, e não consigo enxergar a realidade.

Talvez seja por isso que sempre haverão Angela's, que mesmo me chutando e humilhando na vida real eu a encontrava sempre nos sonhos e lá éramos felizes. Ou então Ferraris, que são carros com o mesmo sangue meu, quem sabe outros anseios que tenho. O nome Fallen Pegasus não foi escolhido sem propósito.

O Pégaso vôo alto, alcançou as nuvens, mas tudo que sobe desce, e agora o Pégaso está caindo, se aproximando das pessoas, saindo do mundo dos sonhos. Não consigo fazer nada na minha vida sem ter um significado especial, nem que seja intríseco. Outro defeito, que estou tentando arrumar. Juro.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Turistas de São Paulo em sua própria cidade.

Minha mãe enquanto dava aula perguntou pros alunos dela se conheciam a Avenida Paulista - famosa pelo seu reveillon e nada mais. Numa sala de cinquenta e tantos alunos (valeu pela educação pública, Lula!) apenas alguns gatos pingados levantaram a mão. Quando perguntou então se conheciam a Sé - que fica no marco zero de nossa cidade, ninguém levantou a mão.

Mas quando perguntou quem conhecia Santo Amaro e o Largo Treze, todos levantaram. =P

A cidade de São Paulo é engraçada. Eu falo isso pra vários amigos que não moram aqui e muitos não acreditam que uma cidade tão rica e tão desenvolvida, responsável por um décimo do PIB da terra das bananas seja tão ruim de se morar. Amo minha cidade, mas criticar é mais do que necessário, senão não muda e todos pensarão que está tudo bem. Mas não está nada bem. Quem mora em São Paulo vive isolado, isso é fato. Somente consegue fazer o caminho periferia/centro, o máximo que você pode fazer é sair do Terminal Jd Angela e ir pro Centro e voltar. Se você mora na Zona sul e quer ir pra, sei lá, Tatuapé (diga-se de passagem, tem muito mais japonesas lá do que na Liba inteira ou na Vila Mariana, e o bom que são as pobres, pq tem cada japones filho-da-puta e podre de rico que vou te contar... hehe) você pra ir pra lá tem que ir pro centro e do centro pegar mais uma condução pra ir pra lá.

Logo, as pessoas que moram no angelical Jd Angela conhece, no máximo, Santo Amaro ou Brooklin. Se jogar eles no meio da Barra Funda, ou na Parada Inglesa, bom... Eles morrem, hehe. Há várias questões pra isso acontecer, e isso claro, dá uma mega desvantagem pra mim que curte uns olhinhos puxados pra conseguir namorada (ver japonesa aqui é fenômeno, todos na rua param pra ver, ehauheau...). É engraçado ver pessoas de São Paulo que cada vez mais se isolam em seus bairros.

Um grande exemplo de isolação nesse sentido é uma marca de roupas/acessórios lançada na área do Capão Redondo, chamada de (nem te conto!), pra mim é marca de traficante, pois fui assaltado por um que vestia tanto coisas dessa marca que se vacilar tinha até as ciroulas dessa pseudo-grife. É algo como você vestir o orgulho do Capão, embora pra mim o cara que me assaltou seja o orgulho do Capão vagabundo, não do Capão trabalhador e direito.

Existem tantos pontos turísticos nessa cidade, e mesmo eu a conhecendo bem, cada dia que passa descubro algo novo. Um que eu babo muito quando vejo é o Hotel Unique, na Faria Lima, uma obra de um dos maiores arquitetos do Brasil que carrega um sobrenome pesado no cenário internacional: Ruy Ohtake. Eu pelo menos quando estudava arquitetura eu estudei por conta própria algumas coisas dessa obra que mesmo sendo um Hotel (alguns chamam de melancia, outros de barco viking, enfim...), pra mim vai além do Niemayerismo que o país é mergulhado nas formas quadradas e exorbistantes do arquiteto de Brasília. Muito lindo mesmo (vide foto).

E é isso, São Paulo que cada dia literalmente pára com os carros deveria investir no transporte público pra fazer que o paulistano conheça sua cidade. Acredite, conheço muita gente que mora nas cidades da Grande SP, muitos de Mogi, São Bernardo, Santo André e até de fora, de Socorro até, que conhecem mais São Paulo do que quem mora aqui.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Brasil na rota das turnês nipônicas?

Tava dias atrás discutindo com um amigo esse rebuliço geral que artistas japoneses têm feito aqui nas terras bananais do pseudo-país em que vivemos. Não custa nada sonhar, certo? Ainda é coisa pequena, o máximo que trouxeram foi o saudoso Miyavi (que diga-se de passagem embora eu o adore eu não fui no show que teve aqui em São Paulo).

Estou ouvindo atualmente Garnet Crow (a foto aí do lado) e algumas coisas mais por assim dizer menos conhecidas. Eu conheci e virei fã de j-rock e j-pop foi ouvindo uma banda coreana, aliás pouquíssimas pessoas conhecem mas eu gosto, hoje em dia nem existe mais, hehe... Foi a porta de entrada pra muitos outros pra mim.

Mas não custa nada sonhar, certo? Pode ser o começo de um mercado que o mundo está consumindo bastante e saindo do americanismo em geral. Animes são uma porta de entrada pra cultura nipônica - embora muitos J-rockers odeiem ser chamados de otakus, mas jamais devem negar que a porta de entrada de seu gosto musical seja exatamente os animes. Bandas como Dir en grey já fizeram turnês grandes por todos os Estados Unidos divulgando seu novo álbum. Já foram pela Europa e quem sabe um dia virão aqui.

Imaginando por exemplo Ayumi Hamasaki lotando o Pacaembu e Dir en grey o Morumbi não custa nada, hehe. Devagar o pessoal vai conhecendo a música com olhos puxados e sons eletrônicos, depois disso espero que tenhamos uma boa influência aqui e deixemos e tal Créu de lado.

Mudando totalmente de assunto: eu dei MUITA risada na cerimônia de abertura das Olímpiadas. O Japão apareceu, a locutora (aliás, diga-se de passagem, uma voz lindíssima) anunciou o país nipônico e o estádio ficou totalmente mudo. Logo depois do Japão apareceu quem? Taiwan. Todos começaram a gritar freneticamente. Cara, adorei aquilo, hahaha... É engraçado que se for pra escolher entre dois odiados, eles escolhem os "menos" odiados, no caso pessoas de mesma raça e língua, o da República da China e os japoneses o silêncio no estádio me lembrou muito de caso Israel fizesse uma Olímpiada e os Palestinos se apresentassem como eles reagiriam.

Olímpiada evento de paz? Piada. =P
E ouçam Garnet Crow, indicadíssimo, embora desconhecido.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Prisão pra isolar ou recuperar?

No Brasil temos o estranho hábito de dizer que lugar de vagabundo é na prisão. É também aqui onde se gasta entre mil e mil e quinhentos reais pra manter eles lá, fechados, sem contato social e claro, sem nada o que fazer. Tirando os milhares que morrem nas favelas do Rio, quando não morrem vão para as nossas já bem lotadas prisões. Mil reais é além do que eu pago de faculdade, mas o estado perpetua em ficar pagando horrores pra mantê-los lá da mesma forma.

Existe porém uma idéia deveras equivocada do papel da prisão. Temos uma idéia de prisão como lugar de isolamento do marginal, onde todos nós temos por direito a nossa liberdade - seja ela de expressão, de aceitação dessa expressão, de ações contanto que não inflinja a liberdade do meu próximo. Se todos temos o direito assegurado por lei de ir e vir, se eu chego e mato alguém eu estou a impedindo de ir e vir, e exatamente por eu infligir esse direito eu pago com o meu maior bem - no caso, a liberdade de também poder ir e vir.

É meio estranho, e embora eu conheça muitos advogados, e tido relacionamento com várias também, basicamente é isso que o livro da legislação tupiniquim leva milhares de centenas de páginas pra falar. Seu direito termina quando você impede alguém de usufruir esses mesmos direitos. Mas voltando ao papo de cadeia, bom...

Cadeias são lugares extremamente seguros. Bandido não tem o perigo de Michael Corleone, no Poderoso Chefão, de morrer vítima de mafiosos simplesmente porque você fica "protegido" nela, tanto que é de lá que muitos bandidos mandam matar, extorquir e tudo mais. Porém o fato é que nos acostumamos em definir cadeia como o lugar onde deve-se isolar um criminoso. Acredito claro, deve-se isolar o bandido (inclusive o filho da p*** que roubou meu Motorola V8!) porém ao mesmo tempo deve trazê-lo de volta ao convívio em sociedade.

Muitos estados do sul tem feito isso e conseguido. Bandidos muitos começam de pequeno: são vítimas da grande igualdade que existe em nosso país. São crianças abandonadas que se acostumaram ao pouco e ao nada, e vêem que do outro lado têm outros tantos que têm tudo. Faltam um pai e uma mãe pra ensinar algumas noções da vida e alguma moral. Não falo da educação e da renda (primeiramente a educação por favor... País só com operário e gente de telemarketing não dá), mas falo que, uma vez que "perdeu" essa pessoa, tentem recuperá-la na prisão, educando-o, ensinando o valor de um trabalho e uma vida honesta.

A questão não apenas de se isolar, mas de recuperar e indivíduo para o convivio em sociedade. Tem um filme muito bom que fala disso (e não é Tropa de Elite, haha), mas esqueci o diacho do nome dele. Quando lembrar eu posto aqui.

sábado, 2 de agosto de 2008

Punição dos torturadores da ditadura: Enfim?

Quase todos os países do bloco latino americano já executaram duras repressões aos envolvidos de alto escalão no período da ditadura. Tirando o Pinochet, que era idolatrado e odiado pelo seu povo, o Brasil é de longe o país mais atrasado, e que até agora não puniu nem cinco porcento dos envolvidos. Claro, afinal muitos deles estão envolvidos em cargos altos do governo, e continuam lá praticando ainda tortura - desviando dinheiro público para seus paraísos fiscais.

Enfim parece que resolveram sacudir um pouco o pessoal do Planalto e parece que logo sairá algo para dar uma punição aos que praticaram torturas, assassinatos, estupros e violência durante o período militar. Acredito que isso é acima de tudo uma evolução que tardou a aparecer. Pra quem pensa que os militares saíram do poder isso é uma fábula. Procurem saber de atuais deputados e senadores, e virão que muitos eram envolvidos até com o DOPS e ainda estão lá, livres leves e soltos vivendo no novo mundo democrático.

Morte pra todos eles.

Eles não pagaram em nada, e dificilmente as vidas deles valem tanto quanto a de centenas de torturados. Tarso Genro, senhor ministro da Justiça e Paulo Vanucchi da Secretaria dos Direitos Humanos estão com um grande dilema em mãos. O exército, claro, está correndo de medo e não quer nem ouvir falar em punição aos torturadores, por outro lado há um país que mesmo que a minha geração - que já nasceu numa era de estranha paz e liberdade (há controvérsias!) ainda vê que muitos que viveram nos anos de repressão agora convivem com aqueles que os reprimiam, e pelo bem dos que já se foram eles merecem uma punição.

E já que estou falando de política, quero prestar minha profunda simpatia pela presidente do Chile, Michele Bachelet. Mulher inteligente, bonita e com classe. Quem dera se tivéssemos um presidente assim. =\

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Take my revolution!!

Ok, prometo que irei diminuir a quantidade de shoujos que leio ou assisto. Estou terminando de baixar (e provavelmente logo terminarei de assistir), Revolutionary Girl Utena, ou apenas Shoujo Kakumei Utena pros íntimos, hehe... Mangá que está sendo lançado pela JBC em terras tupiniquins (finalmente!) e embora o mangá seja bem pequeno, estão lançando meio tankohon por mês. Logo, será um longo ano colecionando o mangá da menina que quer ser príncipe.

É meigo, mas é um meigo que nos deixa espantado. É uma outra perspectiva, mais vamos dizer, alternativa. Não achei muito yuri, não. Na verdade é romantico até, hehe.. Meio difícil de definir. Utena quer ser um príncipe para salvar as meninas, porém ela não é nenhum tomboy da vida, pelo contrário. É bem feminina, tem o cabelo rosa-choque e é tímida, nunca havia tido o primeiro beijo (embora o Tohga roubasse esse beijo dela logo no começo, hehe), e... sim! Vale a pena, e é um dos melhores animes que eu já vi, principalmente as batalhas de esgrima são excelentes.

E... Hohoho... Agosto. Pela primeira vez eu tenho o próximo layout terminado antes do prazo. O próximo será dedicado às maçãs azuis, ou bleues pommes... É muito complicado de explicar então quem não conhece espere até outubro, heh...

Aulas começam semana que vem, e bom... Mais um semestre pedreira pela frente. Será que nem chance a uma redenção no final teremos? =P Depois de carregarmos nossa cruz durante o curso acho que merecemos uma redenção em qualquer semestre que seja, hahaha...

Que venha o quarto período! `_´

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