quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Nossos avós teriam vergonha.

Haha... Tava vendo um documentário sobre hippies e as influências que até hoje existem. Pra ser sincero parece que 2008 é o ano mais anos sessenta que vejo, uma pelo fato de fazer quarenta anos do porque não revolucionário 1968 e também que vemos que mesmo depois de todos aqueles de ontem continuarem vivos, viram a influência forte que persiste até hoje.

Se hoje pessoas falam sobre sexo, ou cantam o créu, foi graças aos hippies. Pessoas que pregavam o "faça amor, e não a guerra", tinham uma idéia bem contraditória com a de sexo por exemplo nos tempos de hoje, onde homens e mulheres, sem generalizar, mas falando a grande parte desta, decide transar muito mais pelo gozo do que pelo ato cósmico, que eram os que os nossos amigos antigos pregavam. A liberdade criada acabou resultado em uma ideologia diferente da deles.

Roupas então nem se fala. Ainda hoje o estilo mais natural - garotas ficar com saias grandes, vaginas sem depilar e cabelos despenteados foi criado lá. Não havia preocupação com coisas como maquiagem, brincos e esse tipo de coisas, pessoas eram mais felizes e se aceitavam do jeito que eram. A liberdade que eles trouxeram, acabou sendo desvirtuado nos tempos de hoje, onde pessoas não apenas usam um estilo mais "largado" não por opção, mas imposição da sociedade. Se a moda é usar calças rasgadas, essa será a noção.

A música teve uma revolução. A música naquele tempo era arte, era The Doors, eram os Beatles. Pessoas faziam arte pela arte, pela expressão, a arte pelo ruído onde você pega algo e dita algo para pensar. Onde havia Jim Morrison cantando que era um "Backdoor Man", ou Beatles pedindo pra você esquecer os problemas com o "Let it be". Hoje, aquela influência e aquele estilo são usados pra criar popstars, com o único intuito de vender, arrecadar dinheiro e comer mulher. Sem mais.

Eram princípios puros, inocentes. De pessoas que fumavam baseado quando não era droga. São coisas que a sociedade e as pessoas desvirtuavam. Se um filme muda um pouquinho a linguagem, todos caem em cima. Pessoas não dão uma chance ao novo, pessoas gostam do mais conservador, e são mais radicais que nossos bisavós - pais dos que participaram da época hippie. Eu não tive ninguém que participou dessa era na minha família - meus avós eram nordestinos na seca ou italianos rígidos. Mas gostaria de ter tido, e não serei como eles. Pessoas ainda têm medo de tentar o novo, o diferente. Se eles lá atrás tivessem tanto medo da sua liberdade, sequer teriam tentado. Hoje temos mais chances que eles e ao contrário - os jovens se enrijecem numa casca de estranho medo.

São almas perdidas.

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