segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Olá amigo Chimpanzé!

Seres humanos são bichos engraçados. Por mais que cientistas dizem que nos enquadramos com os próprios animais - e nem somos nem inferiores nem superiores - os humanos não entendem que são tão similares a eles, tão parecidos, mas se negam a admitir isso. Estava re-re-re-re-revendo 2001 - Uma odisséia no espaço, um dos meus filmes favoritos e sim... Não tem muito sentido no filme, logo se você não gosta de coisas com aquele aspecto mais "não é pra entender mesmo", e se você gosta de coisas com começo-meio-fim definidos, não veja este filme, hehe...

Gosto muito da fase do dawn of man, que nas muitas traduções fica como aurora do homem, mas prefiro dizer como nascer do homem. O filme toca naquela parte numa coisa bem intrigante que, naquela parte em que o macacão pega o osso e bate com força e cria o primeiro porrete, explica bem que uma coisa que seres humanos têm de diferença é bem isso mesmo, não a capacidade de bater, mas a capacidade de usar os elementos do seu meio como extensões de seu corpo, as ditas ferramentas. Com essas ferramentas, não apenas hoje temos a importância das mãos do ser humano, uma importância tão grande quanto o cérebro ou os sentidos. Temos tantos nervos na mão que a faz tão sensível exatamente para auto-proteção contra ferimentos ou coisa pior (por isso uma queimadura dói o inferno...) isso sem contar que cada coisa que o ser humano produz deve seguir uma ergonomia muitas vezes usada exatamente por essa parte da mão.

Criar e viver em sociedade não é uma exclusividade do homo sapiens. Até formigas e abelhas vivem em sociedade. Sociedade não significa apenas conjunto, mas também significa que todos colaborem para o crescimento de todos. Daí vem o fato de não existir ninguém que tenha conhecimento de todas as áreas, pois assim como um médico sabe tratar os pacientes de uma forma excelente, um bombeiro consegue apagar o fogo muito bem também. Até mesmo vejo os assassinos como parte importante, eliminando vidas e diminuindo a taxa de pessoas numa determinada área. Lembre-se: na natureza até os predadores são importantes, pois se as leoas não caçassem os veados haveria uma superpopulação deles, não haveriam florestas pois os veados comeriam tudo, e tudo faz parte de um equilíbrio estranho que somos condenados a viver nele.

Seres humanos querem procriar. Mesmo que você hoje com seus dezenove anos e não queira isso, acredite, mais tarde você vai virar homem e vai querer. Parece que está escrito no DNA a frase "ache uma parceira e tenha filhos", e se for parar para pensar bem, os maiores guerreiros romanos eram sempre mais cobiçados por ter seu material genético capaz de produzir filhos mais fortes, e tirando a época atual onde qualquer pessoa fraca pode vir a dar cria, os animais sempre provaram que o mais forte era o que merecia a fêmea, um clássico exemplo são homens querer mulheres de seios grandes pois elas são capazes de alimentar melhor os filhos e mulheres quererem homens musculosos pois conseguem proteger mais e dar filhos saudáveis. Isso não estou inventando, é ciência e tenho fontes.

Acredito um dia, lá na frente que o Homo Sapiens conseguirá abandonar esse lado. Quando ele conseguir viver sozinho ele terá chegado ao seu ápice, pois nem que seja psicologicamente o ser humano precisa de um outro. Conseguir controlar os instintos, principalmente os homens, haverá avançado muito. E procriação, bem... Isso é mais que óbvio. O mundo já está cheio de gente, e embora preguem que devem parar as derrubadas de árvores dizem que as crianças são o futuro, embora o simples fato de ensinar um adulto agrário apreender a ler e a escrever já é uma grande vitória, ou quem sabe pegar essa molecada da rua e dar uma escola mínima de qualidade, não. Querem que haja mais fêmeas humanas grávidas dando a luz a um grande rebanho de condenados.

Se quiserem algo para começar a pensar sobre o assunto, eu indico Aldous Huxley, e seu mais famoso livro: Admirável mundo novo. Clássico que todos deveriam ler. Li quando estava no colegial ainda... E volta e meia entou lá, a ler novamente.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Olhar nos olhos.

Ontem estava no ponto de ônibus esperando a condução para ir pra faculdade e vi um bebêzinho, com os olhos pretos bem grandes olhando pra mim, me fitando daquela maneira que apenas as crianças ou bebês fazem. Adoro crianças e bebês, e digo que sou um grande molecão porque uma coisa que adoro é ficar no meio de cachorro e crianças brincando. Mas é verdade, mas uma coisa que sempre bebês fazem comigo é ficarem olhando nos meus olhos com aquele jeito hipnotizante.

Crianças são seres divinos, isso é mais que verdade. E acho que muitos adultos deveriam pegar exemplos das crianças e começar a seguir isso. Uma das coisas que eu acho mais essenciais é uma coisa bem básica: olhar nos olhos da pessoa enquanto estiver falando com ela. O fato é, pessoas que não conseguem olhar nos olhos das pessoas não são pessoais confiáveis. Ao mesmo tempo que você só olha nos olhos de alguém quando tem plena confiança, afinal isso é mais que um sexto sentido da savana, pois manter o olhar ao redor é essencial, mas olhar pra pessoa é tão essencial quanto.

Confiaria muito mais minha vida em quem olha nos meus olhos do que quem fica olhando pro meu corpo ou pro ao redor. Isso não importa a convivência: conheço pessoas que falo até que com uma certa freqüência há um bom tempo e confio mais em que não conheço tanto tempo igual a eles exatamente pois esta consegue falar comigo olhando nos olhos. É uma comunicação sem palavras, que vai além das palavras e consigo muitas vezes definir como uma pessoa é na vida apenas observando seus olhos.

Minha psicóloga falou que dá pra eu ser um detetive pois tenho uma capacidade intuitiva muito aguçada junto de inteligência e acima de tudo o fato de ser observador. Engraçado como ela acertou direitinho, haha (e olha que já enganei ela algumas vezes, coitada). Bebês são seres mágicos, quando eles fixam o olhar em você, ao menos em mim, dificilmente consigo desgrudar deles (perdi o ônibus no dia, diga-se de passagem) afinal só com aquele olho arregalado eles parecem que falam tanta coisa, é incrível.

Não sei a minha intuição sempre foi tão boa, mas sempre que eu a segui e deu sempre certo, enfim.

Falando em olhos grandes, observação, ultimamente parece que estou mais "sensível" espiritualmente. Tou tendo muito mais visões que o normal. Quando estava voltando da psicóloga eu vi vários homens de preto no caminho, todos de chapéu, cada um numa daqueles casas bonitas na região do Paraíso. E tem pessoas indo atrás de mim, e acredito que tem coisa ruim alí perto da Vitor Manzini, próximo a uma casa de objetos e ferro velho. Todo dia que eu passo por lá eu presencio pelo menos um deles naquele lugar.

Mas que inferno! Tinha que ser justo eu a herdar esse tipo de dom na família. O mais cagão quando se trata de fantasmas/espíritos. O primeiro a sair correndo ou ficar pálido no meio da rua sem motivo.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Problemas de São Paulo visto pelos habitantes.

Uma coisa que todo ano de eleições tem são propostas. Embora sempre haja as promessas de fazer algo ou aquilo outro, é sempre engraçado a maneira que os políticos colocam isso na cabeça das pessoas. Vou comentar algumas pérolas que ando ouvindo bastante, entre elas o fato de uma grande maioria que pensa que pra acabar com o problema do trânsito é necessário criar novas vias.

O que de fato é uma mentira. Se você promove mais vias você incentiva as pessoas a continuarem a comprar carros e assim o transporte público que na teoria é uma coisa tão simples de ser implantada, na prática acaba sendo um grande inferno. As coisas acredito que dificilmente não funcionam no Brazil porque em absolutamente tudo o estado adora meter o bedelho e modificar com a desculpa que "estamos mexendo nisso pelo povo", e uma coisa simples que ajudaria tudo seria privatização.

Brasileiro morre de medo de privatização. Isso é bem fato. Quando o Brasil virou república lá atrás, os ingleses implantaram a linha férea, a São Paulo Railway, ligando Santos, São Paulo, Mogi, Campinas e afins. Claro, na época não havia lá muita ética, e como os ingleses não eram nada bobos igual aos portugueses que estavam aqui, aproveitaram pra sugar bastante na época os recursos, e São Paulo levou muitos, mas muitos anos pra ter o poder em cima de suas linhas férreas. Medo de privatização o Brasil sempre tem e isso é um medo que as pichações na rua sempre colocam. Tava voltando pra casa, e lá na Guarapiranga tem um muro imenso escrito "A Cespe é do povo!". E gostaria de saber que poder antes eu tinha sobrea Vale antes de ser privatizada, e que raio de poder o tal "nós" tinha poder sobre empresas como Petrobras.

Acredito sim no que FHC fez bem sobre privatizações, e foi exatamente privatizar a Vale que fez com que ela se recuperasse do jeito que recuperou e hoje tem um grande impacto da Ibovespa e salva as ações bananais. Pra mim, acabava com a Anac, acabava com a CPTM e afins e privatizava tudo. As rodovias foram assim, antes de empresas como o "Sem parar" e afins. Hoje São Paulo tem rodovias que são exemplo pro país, e o governo apenas manda no trecho dentro de Aparecida e olhe lá (sim, o Santuário Nacional) e ao menos num trecho de dois quilometros o asfalto vai bem, obrigado.

Claro, tem que ter um poder do governo. Embora muitos pensem que a máfia em cima de empresas como SPTrans acabou com o governo da Marta, estão muito enganados, e isso não é nenhuma novidade. Se existem linhas que são modificadas ou deixam de existir é exatamente porque deixa de dar lucro, logo senhores abram os olhos. É fábula dizer que o dinheiro do governo financia metrô e afins. Não financia. Imagina você ter uma renda e distribuir asfaltando ruas, educação, saúde e transporte. E ainda pegue metade de todo esse dinheiro para pagar políticos e derivados e no final ainda tire uma generosa cota para desvios para paraísos fiscais.

Defendo sim, privatizações. Vejo as propagandas eleitorais e lá eles falam "Vocês PRECISAM de algo X", e muitas vezes não se precisa daquilo. Por exemplo, expandir metrô até o Jd Angela por exemplo: quem pega o metrô, a linha lilás ás 6h da matina sabe, é virtualmente impossível andar nessa linha, que mesmo sendo a melhor linha de São Paulo acaba ela carecendo em trens na linha que vai de "Porra nenhuma" (Capão) até "Puta que o pariu" (Largo 13). Imagina se ligar com o Jd Angela?

Sabe, mudar linhas de onibus ajudariam bastante. Pois quem mora no sul apenas trabalha no sul, no centro-sul e no centro. Tem apenas dois ônibus que vão pra zona oeste (Pinheiros, saindo do Term Jd Angela e Lapa, saindo do Socorro). Não digo que devem ligar o sul ao norte, mas ligar o sul ao menos à leste e a oeste que são, na teoria, mais próximos. Claro que isso é totalmente político, pois uma coisa é jogar pobres e bandidos do Angela na Vereador José Diniz. Outra coisa é pegar os mesmos periféricos e jogar em Pinheiros, por exemplo. Ônibus tem poder imenso, e em São Paulo onde 80% das pessoas são condicionadas apenas a depender de onibus (eu por exemplo evito ao máximo pegar Metro, mas isso é por costume mesmo) os veículos desse tipo tem uma grande influência.

Eu estou apenas falando desse tipo de proposta que eu vi quase nenhum candidato falando. Eles criam a necessidade de criar hospitais, como o hospital do Jd Angela que tem aqui perto (diga-se de passagem, muito grande e bonito. mas que ele funciona bem há quem duvide) onde coisas básicas como posto de saúde ajudam demais (até o SimCity prova isso!) mas nas propagandas querem dizer que farão hospitais na área X, Y e Z. Criam essa necessidade nas pessoas, o que acaba sendo apenas pra conseguir votos nessa estranha democracia que eu custo a acreditar que traz vantagens ao povo (tanto que só vejo jornalista falando que a democracia é boa. Mas eles não valem).

Daqui a pouco vou virar prefeito dessa bagaceira. Engraçado são alguns amigos que eu tenho no Ragnarok que não moram aqui. Todos adoram São Paulo, mas dificilmente quem mora aqui gosta tanto da cidade quanto eles.

sábado, 20 de setembro de 2008

"Quer sp? Então cura, porra!"

Ao menos, essa foi a frase que eu mais tenho dito ao upar no Ragnarok como professor, haha... Que ódio eu tenho de quando eu pego um cara noob além do gasto. Queima o SP igual fogueira, e quando vai ver, tchum, acaba e o professor (leia-se "eu") tem que dar Indulge e toda santa hora fico sem HP e entre a vida e a morte.

Tem outras frases também como: "MATAAAA!!! ASURAAAAAAAAAAA!!" e outras mais.

E não adianta vir dizendo pra eu sair dessa vida que eu não saio. =P Já tentaram de tudo e não serão suas palavrinhas que vão me tirar do vício do Ragnarok. Cuidem das duas vidas que eu cuido da minha. ^^

Mudando completamente de assunto, enquanto eu fazia uma pesquisa da Disney eu achei uns vídeos no Youtube e alguns chamaram a atenção mais que outros. Um deles, que pode ser acessado clicando aqui, que é uma parte de um dos filmes pertecentes ao kanon oficial de filmes de Walt Disney. É o Rio de Janeiro em 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, todo organizadinho, sem crime, sem funk e com o samba com nem 10% da putaria que tem hoje. ;D

Ok, exagerei. Uns 30% da putaria, vai.

Achei bem legal, admito. O que eu revi atualmente (atualmente significa no mínimo há um ano atrás) foi Los tres cavalleros, que foi um dos filmes americanos para mostrar intercâmbio cultural nos países que talvez ameaçassem economica e politicamente. Trazer pro lado deles. Um exemplo dessa política de boa vizinhança inclusive que é empregada hoje em dia por exemplo é a constante "orientalização", trazer o oriente, principalmente a China com seu grande poderio bélico e Hu Jin Tao com o "cheat de pessoas infinitas" para a cultura americana com a desculpa de "Ah, é apenas para mostrar uma cultura nova", mas tem toda uma coisa política por detrás disso.

Um bom exemplo é que raramente filmes cult chineses os ocidentais tem acesso. Ficam mais no Jet Lee e Zhang Ziyi, mas tem muitos outros interessantes (inclusive eu vi um deles na Cultura, uns pedaços, mas adorei a linguagem dele). A diferença é que o Brasil ao contrário da China não cresceu. Diminuiu, isso sim.

Enfim, muita gente não percebe isso mas acabamos sendo alvo disso direta e indiretamente. Só parar e raciocinar um pouco.

Olha eu fico aqui pensando em muitas coisas, e acho que eu vou acabar é diminuindo significavelmente o meu tempo de vida com essa divulgação de pensamentos meus. Eu acredito que todos consomem uma falsa liberdade dada por uma vontade maior, não apenas acredito, como comprovo como um mais dois. Pessoas vivem num letargismo e acreditam que as coisas estão sempre as mil maravilhas e a sociedade é um órgão vivo em que a multação se dá pelos seus integrantes, que eu não acredito, a mutação da sociedade se dá por pessoas superiores que pregam isso.

Meio Patriots do Metal Gear, mas se aquilo é ficção ou não é, existem sim Patriots no "mundo real", só que ninguém percebe. Por isso não acredito em liberdade, e que livres mesmo são aqueles hippies maconheiros ou mendigos que ficam se masturbando por aí. Pois fogem do ciclo. Hippies mais ainda pois não fogem sozinhos, acabam levando uma renca com eles.

Por isso acredito que talvez isso que eu fale acenda uma luz pequena na cabeça das pessoas, até com barulhinho de "plinc", mas como disse um senhor que eu achei lá perto da praça do Carmo em Mogi há um tempinho, ele disse que existem coisas que você não deve falar alto em público. Senão aqueles que as controlam vão te silenciar pra não tirar as pessoas do "ciclo" delas.

Sou o palhaço do The Sims querendo bagunçar sua vida! 8D Portanto se alguém perguntar, os textos aqui são apenas divagações, não aforismos.
Alou criançada, o Bozo chegou!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

E quando olham pra trás, uma renca de filhos.

Dias atrás fui colocar créditos pra jogar Ragnarok e encontrei lá na Lan House que eu coloco uma amiga dos tempos de escola. Amigona mesmo, e conseguiu me reconhecer (ok... Ela já tinha me visto até de cabelo tingido, mas não tinha acredito) e ficamos jogando papo fora enquanto o rapaz colocava créditos. Acredite, não tenho nada contra portugueses, mas que são lerdos e só pegam no tranco, isso é bem provado pela maioria deles que eu conheço, inclusive o que eu coloco créditos na Lan House.

Me surpreendeu que ela já tem inclusive uma filha. Eu fiquei meio estranho, afinal pelo que eu conhecia seria ela exatamente a que menos talvez demoraria a procriar. Mas procriou. Aliás, eu tenho vários amigos que já tem seus filhos e esposas e ao encontrar com eles na rua eles me perguntam: "E você? Quando vai casar? Tá na hora heim!", e eu falo: "Cara... Se tu pegasse metade do meu azar que eu tenho com a mulherada, só com metade você entenderia!".

Cada um na sua vida e estilo, hahaha. Tem gente que não quer e consegue, eu quero e não consigo, haha...

Um desses amigos que encontrei, aliás tou tendo um estranho azar (ou sorte) de encontrar essa negada, ao menos os que ainda estão vivos durante esses dias. Esse outro trabalhava na telefônica (uia, vai ter gente pulando de ódio aí, hehe) e conseguiu mesmo sendo um atendente de telemarketing conseguiu graças ao esforço ganhar uma viagem para ver a central da telefonica lá na Espanha, uia. Achei isso muito bom, reconhecimento do trabalho que eu não imaginava que chegava a esse patamar logo aqui nesse país, a republica das bananas.

Mudando novamente de assunto, ontem foi dia dos símbolos nacionais que é uma daquelas datas pra mostrarmos nosso patriotismo por um país Seu Madruga, que é pobre, feio e desempregado. Eu ainda pergunto onde pessoas nascidas aqui procuram essa noção de patriotismo e onde arranjam isso. O mais engraçado é que muitos que se adoram dizer "patriotas" tem uma situação financeira melhor do que a maioria das pessoas desse país, que embora a FGV tenha dito que somos um "país classe média" ainda temos um grande número de pessoas pobres e pessoas abaixo da linha da pobreza.

Realmente, quem tem dinheiro acaba sendo patriota, o que nunca foi uma novidade. Agora quero ver um favelado com seis filhos e um emprego de salário mínimo levantar e dizer que tem orgulho de ser brasileiro pelas mesmas condições que o "país que deve ser amado" lhe dá. Hipocrisia pura. Engraçado que tem um monte de gente que ainda fala que tem que ser porque o país tem natureza (mas anda no meio do mato que você volta sem as calças!), tem mulheres lindas (em poucas palavras: turismo sexual) e é terra de oportunidade (claro, imigrantes que fazem fortunas e elevam ainda mais a diferença entre as classes).

Por isso prefiro cantarolar God save the Queen do que Hino Nacional da Terra Bananal. E ainda metem o pau em mim dizendo que tá tudo mil maravilhas. Ah, me poupe e vai enfiar esse patriotismo onde eu vou nem falar...

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Digimudança!

Ainda no clima de Digimon Tamers. E agora que eu vi, e revi (alguns episodios eu não tinha visto, principalmente depois que eles voltam do Digimundo) agora (re)conclui essa que é a melhor fase de Digimon. E então resolvi colocar uma foto do Guilmon aqui. Adoro ele. *-*

Adoro protagonistas. Gosto do Seiya, do Kenshin, do Subaru, do Takato do Tamers, vish... É difícil eu não gostar de um protagonista e sei que muito de protagonista tem de mim que tenta sempre ser o líder das coisas que em geral me envolvo. Ao menos era assim na época do colegial e no Ragnarok, hehe... Ser líder estressa demais e eu já estou cheio de cabelos brancos.

Mas antes, quero parar e dar uma olhada a fundo em Digimon Tamers antes de começar a enfim assistir Revolutionary Girl Utena. Existem alguns fatos ocorridos que o faz ser muito superior às outras temporadas de Digimon. A primeira é a violência, implícita, com que é mostrada as batalhas. Nas outras séries sempre que um Digimon morria ele renascia na hora na cidade dos bebês. Nesse, vale a lei do mais forte, onde o vencedor absorve os dados do derrotado. Logo, não há o "cheat" de imortalidade que tem nos outras temporadas mais fofinhas.

Outras duas coisas me chamaram muito a atenção. Uma delas é Impmon, o digimon invocado que só quer causar confusão, mas não passa de um fracote. Essa temporada pegou alguns temas que acho forte pra criançada, uma delas é o egoísmo, pois o Impmon é um digimon que tem dois parceiros, irmãos, que vivem brigando pra saber quem será seu tamer (domador). Sempre os irmãos que apareciam na série eram "fofinhos" demais, e esse demonstrou mais esse lado fraternal que tem em algumas famílias (na minha teve, entre eu e meu irmão quando éramos menores). Tem uma parte inclusive que eles começam a brigar pelo coitado do Impmon e começam a puxar ele cada um pelas extremidades dos braços dele e quase dividiram o coitado no meio, hehe... Meio dramático e insano.

Outra que eu gostei muito foi a personagem que começou como "namoradinha do protagonista" mas teve o efeito Coringa Heath Ledger, virou a vilã que chamou atenção mais que o próprio Batman. Porra! Simplesmente foda. Menina que perdeu a mãe, o pai simplesmente não liga pra ela e mesmo assim anda por aí como se nada tivesse acontecido com um sorrisão na cara. A única pessoa que ela ama acaba sendo o Takato (protagonista) e o digimon dela, o Leomon. Quando o Leomon morre, a menina vira um Alain de vida e fica se queixando pelos lados pq perdeu quem mais gostava, haha... Mas a maneira que mostra, o jeito que ela se fecha, o choque dos amigos que pensava que de fato ela era feliz e não era um disfarce pra tristeza dela, bom... Ficou simplesmente perfeito.

Ao contrário de muitos que assistem não gostei da Ruki, a garota principal do anime. Ela é uma "lady do gelo", menina fria, antipática, chata e que dá vontade de dar uns chutes também. Ok, ela tem lá seus problemas, como uma mãe que nunca pára em casa por causa do trabalho e pais divorciados. Mas enche o saco! E acho que o Ryo deveria ter dado uns pegas nela e ter mostrado pra ela o que um homem tem que fazer com mulher desobediente e revoltada... Mostrar que quem manda é o homem. E tenho dito.

Uma dose de machismo não faz mal a ninguém. =P

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

À minha doce e pequena Utena.

Na última noite tive um sonho que na verdade eu imaginava que não iria mais ter. Fazia tanto tempo que eu sequer pensava em você, já a havia tentado substituir por outras mulheres, e inclusive pensei que havia te esquecido, mas foi meio de súbito mesmo que você reapareceu. Quanto tempo já faz mesmo? Puxa... Bote anos nisso.

Você foi a primeira. Veio antes da chinesa, veio antes da melhor amiga. Foi a primeira que me fez sentir mal de verdade, mas na época isso foi motivo o bastante pra te amar de uma maneira tão eloquente que era como um refúgio. Que mesmo longe eu estivesse, lá estava você de alguma maneira dentro de mim, mesmo depois de tudo ter terminado na maneira fatídica que terminou.

Às vezes ando perto da sua casa, na esperança de te ver novamente, mas olho para aquele e vejo que você não está mais lá, você já se foi. E sei que está agora num lugar onde será impossível de nos encontrarmos novamente. Pois eu te magooei, fui o seu arquinimigo, e você tomou a decisão sua, embora eu queria preferiria ter ido no seu lugar. Afinal, quando eu quis morrer, nem esse direito você me deu. Preferiu me ver vivendo, andando pelas ruas com um olhar perdido, disfarçado por um sorriso a ficar com você onde está agora.

Quanto tempo faz mesmo? Nossa...

Uma penalidade. A penalidade de viver, ou de tentar viver, pois você sabe que eu sou tão incompetente que jamais teria a capacidade de tirar minha própria vida, pois sempre que eu tentava, nem essa capacidade eu tinha. Pois eu não queria me matar, pois eu na época não me amava. O meu desejo era ser morto por você. Pois naquele tempo vi que não há nada no mundo que faça uma pessoa mais feliz do que ser morto por quem mais ama. É uma dor que não existe, é um carinho que é eternizado pela morte.

"Onde está você?", mas você não está mais entre nós. Você já se foi. Talvez o amor seja um imenso laço que une as almas de duas pessoas. É aquela hora que você dá as mãos e sente não apenas o toque, mas sente as pulsações, sente o nervosismo da primeira vez, treme. É aquela hora que você abraça quem você ama e sente que o tempo pára e que não há momento melhor do que aquele e queria que aquilo se extendesse por toda a eternidade. É naquela hora onde um simples olhar te faz entrar num transe tão forte, que mesmo você olhando a metros de distância é aquela troca de olhares que faz você sentir como se não houvesse distância, que o mundo, o nosso mundo fosse apenas um.

Saudades de um tempo que não mais voltará.

Você vive apenas no meu coração. Você é uma das minhas moiras também, você é a minha Atropos, a que define o meu fim, que define onde e quando será minha morte. Uma das três mulheres mais importantes da minha vida.

(texto escrito acho que semana passada de alguém que veio antes mesmo de qualquer Angela da vida. Sonhei com ela tempos atrás, aliás... Demorei pra superar ela, embora quase ninguém sabe nada a respeito. Minha irmãzinha odeia até que eu cite o nome, hehe... Mas sei lá, ainda de vez em quando me pego pensando nela, mas ela não está mais aqui, e sei que está num lugar muito melhor que esse cheio de luz.)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Arriverdete, Lenin!

Ok. Agora quem vê pelo Internet Explorer consegue ver as fontes normais, não em Times New Roman. Alias, pegando o gancho do post debaixo, baixem qualquer coisa mas não usem o Internet Explorer, certo? Pode ser até o Tabajara Explorer, dá de dez a zero. Se quiserem uma indicação pessoal, eu indico o Opera 9.5. Sem mais.

O comunismo Marxiano está caindo. Mas também pudera, na vida contemporânea há novos paradigmas. Hoje a importância não é o duelo entre operário e opressor... E outras palavras, chefe. Vivemos numa sociedade tão consumista e imagética que o problema agora não é trabalhar pra sobreviver. Mas sim, trabalhar pra comprar um tenis Nike.

Vou dar uns exemplos clássicos: jovens. Não são poucos os que conheço, que lá com seus dezesseis, quinze anos querem trabalhar não pra comprar comida ou ajudar nas despezas, mas sim pra trocar de celular pelo novo da Nokia ou quem sabe comprar umas roupas de surfista, os clásssicos "surfistas de asfalto", que devem ter descido pro Guarujá quando tinham seus seis anos e nem lembram do gosto ruim de água salgada.

Ok, a maioria acaba sendo assaltada, pois os bandidos não roubam também mais pra viver. Roubam porque o celular é bonitinho e querem dar pra irmãzinha. Pessoas não compram mais pela "utilidade", compram pra mostrar pros outros e ganharem status. Totalmente diferente do tempo quando Karl Marx escreveu seu texto séculos atrás.

Isso devemos graças ao empenho do governo em elevar a taxa de consumo das pessoas. Se anos atrás a grande parcela dos brasileiros queriam arroz e feijão, e hoje já têem, agora querem mais, querem uma blusa da Sun Rocha e um tenis da Adidas para entrarem num círculo social. É igual a minha querida mamãe: sempre se empanturrou de roupas. Certo, ela é mulher, mas tem hora que é um exagero. Foi só a Anna Hickmann ter a genial idéia de sugerir pra ela sempre usar peças de roupa chave que combinam e são mais fáceis de se adaptar com outras roupas que a vida dela mudou, e os nossos gastos também.

Porém, claro, as classes sociais acabam novamente se distanciando. Onde um rico trabalha em uma semana pra comprar algo, um pobre leva dois anos pra comprar a mesma coisa. Porém o uso dessa coisa faz o pobre ser considerado e notado por um rico, exceto claro, que vejam que ele está na verdade endividado até o pescoço. E cada vez mais o triangulo das classes é mais dinâmico, pois andar com um Corolla pode ser um empresário da Walita ou um microempresário que ainda está pagando em parcelas. A questão não é bem o valor do seu esforço, pois uma cesta básica é bem possível sim com o mínimo, mas o qual número de possibilidades que este meu salário me dará pra eu me ascender na sociedade, diferente dos tempos do nosso barbudinho alemão.

Estávamos discutindo isso em marketing mas vi o tema parecido na TV Cultura, mas os da faculdade que lêem isso vai ver isso repetitivo. Quero mais focar na parte dos novos paradigmas sociais: pessoas agora não lutam e trabalham pra sobreviver. Lutam pelo consumo, e cada vez mais consumir mais e serem aceitos em novos círculos sociais. Já me falaram muito do meu estilo de vestir, alguns já me fizeram passar vergonha em público (não eu, eles com suas gritarias infernais dizendo que estou os fazendo passar vergonha) mas será que é difícil olhar menos pra fora e dar um close na psique da pessoa? =)

Já dizia o grande Sócrates: "A carne se deteriora. O espírito é imortal".
(ok, não são ESSAS palavras. Mas essa é a idéia. =P Alias, se quizerem ver um filme cult, mas não muito cult, dêem uma conferida na produção alemã "Adeus, Lenin!". Muito bom e vive, ou vivia, passando no HBO)

domingo, 7 de setembro de 2008

Oba! Mais um pra baixar.

Eu tenho manias estranhas. Tenho mania de browser, e isso é bem verdade. O primeiro que tive contato foi o saudoso Netscape Navigator, que mesmo sendo das gerações antigas é o único que sobrevive desde então, junto do Opera que já tá indo pra sua décima versão. A AOL comprou a Netscape e continuou um tempinho fazendo novas versões, até que parou, infelizmente. Mas mesmo ele sendo antigo e tudo mais, foi o primeiro navegador que me fez conhecer um mundo na internet, em tempos que não existia Flash, a configuração era 640 X 480 e eu colecionava revistas que falavam de sites pra eu um dia poder visitar - mesmo na velocidade incrível de 28k...

Com um discador do UOL eles instalaram na nossa máquina além de um papel de parede onde tinha que clicar no "X" pra fechar (eu pensava que o PC travava, então toda hora que vinha a proteção de tela eu reiniciava...) veio o Internet Explorer, que mesmo já na sua sétima versão mostra que é como Final Fantasy: nunca muda, fica na mesma, menos os Cid que sempre são diferentes. Brincadeira, hehe...  Mas é um que eu andei vendo bem de acordo com o tempo a evolução, e desde aquela época do meu modem de 56k que eu achava o máximo de velocidade, ele era lerdíssimo, pesado e feio pra chuchu...

Um belo dia eu, cansado daquele IE, resolvi seguir o conselho de alguns sites e baixar um tal de Mozilla Firefox. Paixão na hora, hehe... Hoje eu não uso o Firefox, não gosto dele. Mas todos aqui em casa migraram pra ele, até meus pais que são mais conservadores conseguiram rapidinho de acostumar a usar a raposinha, que além de ser mais rápida deixa você colocar um monte de bagulhos dentro dele (embora isso deixe ele pesado, ás vezes tanto quanto o Internet Explorer...).

Mas fiquei usando ele bastante. Até hoje eu o uso de vez em quando. Mas um que eu virei fã de carteirinha é um dos mais antigos browsers ainda sendo produzidos, que está no ranking dos cinco mais usados: Opera. Aliás, sei não.. Aconselho baixar. É igual dizia um amigo meu: Firefox é bom. Mas Opera, é excelente. Internet Explorer é carroça! E é o que eu mais deixo cuidadinho, coloco as coisas que quero, é super leve e tem coisas que eu paro e penso "Como não inventaram isso antes", como abas (foram eles que inventaram), um utilitário de torrent, um gerenciador de downloads muito mais claro e eficiente e o speed dial, que... Porra, é a coisa que eu mais gosto aqui. Só abrir nova aba que ele pergunta que site eu quero com screenshots! Tem alguns plugins pro Firefox inclusive com o Speed Dial, mas o Opera veio com isso originalmente.

Agora estou testando o Chrome, da Google. E gostei! Ok, ok... Não sei, mas acho ele muito pra "light users", pois consigo abrir ele mais rápido que o Opera e ele tem o básico do básico. Nem menu tem, apenas barra de endereço, abas e barra de favoritos. Tem uma cópia do Speed Dial do Opera (essa é a idéia mais revolucionária do Opera e que todos sempre copiam) e roda na plataforma Mozilla, logo ele abre sites de uma forma parecidíssima com o Internet Explorer... Teve três falhas já detectadas e a Google já consertou duas, só falta uma, isso em menos de uma semana. Isso porque eu baixei o Safari e tenho que instalar. O novo Netscape também... Sim, é uma mania de browsers, admito que isso parece muito um transtorno obecessivo.

Uma das minhas manias, hehe! Até meu irmão chega e fala: Puxa, mais um!
Na foto: uma criatura minha criada no Spore, versão demo. A Demo tem NADA, que raiva. Na faculdade vi a completa e já achei com poucos recursos, mas a demo consegue ter apenas umas quatro pernas e tal. Mesmo assim criei esse. Parece o Dino dos Flintstones. Só que vermelho, claro.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Encontrou-se com o único mal irremediável.

Ontem quando fui pra psicóloga, encontrei um velho companheiro meu dos tempos do colégio. Fui conversando com ele, e ficamos jogando conversa no caminho. Claro, fazia o que... Décadas que eu não sabia dos meus velhos amigos. As vezes encontrava alguma garota daquela época, provavelmente grávida, e mais provavelmente ainda, de um traficante ou algo do tipo.

Pessoas costumam dizer que pobre, pessoas periféricas ás vezes entram nessa vida por escolha. Mas isso quem diz são pessoas de fora, pessoas que moram em suas mansões no Alto do Ipiranga, Pinheiros ou Jardins que se debruçam sobre livros tentando entender como funciona, sei lá, a cabeça de um assassino de mora na periferia da cidade de São Paulo. Como por esse área não tem ninguém com cérebro o suficiente pois as pessoas mesmo quando usam a internet ficam 90% no Orkut brincando com seus BuddyPokes (criei um! é tão bonitinho *-*) vou mostrar o que está além de filmes como Tropa de Elite e afins.

Conversando com esse amigo eu comecei a perguntar sobre nossos antigos amigos. Que nessas vidas ocupadas agora devem estar trabalhando, pois desde que eu terminei o colegial a única pessoa que eu converso é a Naiara, que exatamente nunca estudou na mesma sala que eu, apenas éramos do mesmo colégio, hehe... Entre quinze pessoas questionadas o resultado foi o seguinte: duas estão cursando um curso superior e estão virando gente. As outras, tirando as garotas que estão com dois filhos pra mais, todos morreram.

Engraçado que esses dois era quem eu menos dizia "esse vai ser alguém na vida!".

São Paulo é uma terra de profundos contrastes. Existem bairros como Moema, por exemplo, que o IDH é igual a do Canadá por exemplo. Outros bairros porém, como o santo Jd Angela tem um IDH identico a de países como Mongólia. Não digo apenas isso, mas há um profundo preconceito das pessoas dizendo que daqui só sai bandito. Verdade seja dita: talvez metade de todos os jovens acabem caindo direta ou indiretamente no mundo do crime. E uma maior verdade seja esclarecida: muitos não escolheram isso.

Imagine você sendo um morador do Jd Angela. Você, muito provavelmente tem afro-descendência, que embora aja um imenso esforço do governo em eliminar essa ponta de preconceito que o brasileiro tem, infelizmente criando feriados inúteis, entre escolher um pobre-branco ou um pobre-negro pra dar um emprego, nem que seja de lixeiro, será pro pobre-branco. Sim, é verdade, não há japonesas aqui, somente há alguns italianos, portugueses, mas a maioria são de negros mesmo. Orientais mede o nível de riqueza de um bairro. Quanto mais, melhor o bairro é, exceto se você é oriental e mora na zona leste ou em osasco (brincadeirinha!!).

Então junte os fatores: morar um bairro ruim, ser pobre, não ter chances de ter um emprego sustentável ou as vezes nem sequer um emprego, ter descendência africana e não ter muitas vezes um apoio fraternal. Você está criando o ambiente perfeito para que a pessoa não tenha escolha. Ou irá virar atendente de telemarketing, ou irá virar marginal.

Não é pra ter um tenis. Não é pra ter um iPhone. É por não ter um emprego mesmo, pois eles tem ambições, nem que seja de ser lixeiro. Aliás, todos adoram meter o pau em lixeiro, mas se não fosse por eles, a cidade estaria bem mais suja do que já está. Infelizmente eles acabam se envolvendo nessa vida com coisas poucas, como assaltar motos no Morumbi, roubar mercadinhos em Pinheiros e por aí vai.

Porém esse mundo não tem ética, logo muitos acabam infelizmente sendo vítimas dessa mesma esfera política que entraram. Logo, perecem. Meu amigo foi falando de tanta gente querida, gente que eu tinha como amigo e imaginava que jamais iria pra essa vida, e agora estão todos mortos. Mortos pelo crime. Mortos por viverem num país onde poucos tem tudo, e a grande maioria não tem nada. Mortos por um país com um presidente incompetente que pensa que dar emprego de telemarketing vai fazer alguém crescer na vida e jamais investe em estudo.

Então, é claro, fiquei totalmente abalado. Alguns eu já sabia de longe que iriam pra essa vida, muitos pensam em ser "Zé Pequenos" da vida pensando que vao viver, mas mesmo no filme ele morre no final (mals aí o spoiler). É igual o vagabundo que roubou meu Motorola V8. Começa assim, jovem, talvez nem 18 anos tinha. Com 21 já estará morto, ou até antes.

Mas o filho da mae que me assaltou claro, ele merece totalmente. ;D
E quero mais que queime no inferno.

Mas aqueles amigos queridos não. A vida pra quem mora na periferia é assim. Enquanto outros que moram em outras áreas tem amigos na faculdade, ou trabalhando, eu tenho amigos morrendo. =)

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Naquela densa névoa

"Cheguei!", disse ao entrar no recinto.

Já estavamos sob o mesmo teto havia alguns meses. Tinha saído pra fazer algumas compras, nada de importante, e trazer um pouco de chá, pois o nosso estava acabando e lá, bom... Não dá pra viver lá sem chá. Eu inclusive ainda gosto muito de tomar um, com quase nada de açúcar, mas sentindo aquele cheiro bom. Cheguei anunciando minha entrada, olhei em direção a sala e ela estava lá como sempre, debruçada sobre os papéis. Não sei se sequer notou minha chegada, então fui guardar as compras.

Comecei a esquentar um pouco de água. Como sempre, chovia muito, naquele lugar era mais ou menos um dia de chuva e um de sol, sempre se alternando. E eu me acostumei muito com o clima daquele lugar, verdade, mesmo sendo horrível e muito úmido. Coloquei alguns saquinhos de erva e despejei a agua fervente e aquele cheiro subiu. Camomila, uma das coisas que mais conseguem me acalmar, mas me acalmar bem. Foi meio complicado de achar, ainda mais do jeito que eu queria, mas consegui.

Chá é uma coisa mágica. Como disse, não gosto de colocar açúcar, isso estraga totalmente o aroma e o gosto. Pra mim o líquido não tem que ter gosto, o importante é o vapor subindo e inundando o local em volta. Quando estou com tempo, eu sugo aquele cheiro bom, prendo a respiração e engulo um pouco. Chá é uma cultura excelente. Já estava no quinto trago quando senti um cheiro de perfume no local. Um estranho perfume de eucaliptos. Não liguei e tomei o chá.

Foi aí que eu, ainda em pé de frente a pia e ao nosso pequeno fogão senti como se algo estivesse me empurrando. Senti duas mãos abraçando a região da minha cintura com uma ternura sem igual, e por um momento parei de tomar o chá. Virei pra trás, e era ela, aparentemente um pouco abatida. Aliás, nunca consegui entendê-la. Sempre tão racional, tão calculista era era um misto incrível de "aparentementes". Ficava aparentemente feliz, aparentemente triste, aparentemente transtornada, mas sempre com aquele olhar perdido, sério como se visse tudo por cima.

Já estávamos morando sobre o mesmo teto já haviam quase seis meses. Éramos um casal, mas jamais comum. Não tínhamos o amor convencional de beijo, transas e amor. O sentimento que havia entre nós era sempre essas estranhas nuances, um abraço, uma conversa, um problema. Virei pra ela, eu surpreso, pois eu mesmo sendo daquele jeito mais emotivo fiquei até abismado com a atitude que ela tomou naquele momento e a abracei, virando-me de frente.

Olhei nos olhos dela, e os vi lacrimejar. Não sabia o que dizer, abracei ela forte e perguntei o que era.

Sim... Não gosto de ver mulheres chorando, nem que seja chorando de dar risada. Me sinto horrível, mesmo que eu não tenha nada a ver com isso, é um grande ponto fraco meu.

Ela encostou o ouvido no meu peito e falou algumas palavras bem baixinho "Falta... Uma semana, certo? Semana que vem será seu aniversário. Vinte e três anos e eu não preparei nada...". Ela era assim. Poucas palavras, poucas ações. Deixei a sacola na cadeira e trouxe ela, em prantos pra sala. Sabe, um homem tem que fazer o que tem que ser feito, no meu caso foi abrir meu coração e tentar entendê-la. Tentava entendê-la a cada dia de nossa convivência, e mesmo por detrás daquela pessoa calculista, imbatível e indomável havia uma menininha que sentia-se incapacitada exatamente por não saber demonstrar esse tipo de sentimento.

"Não, não chora querida. Você tem que me dar nada! Olha... Sei que dinheiro não é problema, mas o que falta exatamente é o sentimento que vem com a coisa, né?", ela balançou a cabeça positivamente, e engoliu o choro. "Já recebi o meu presente! Te ver desse jeito, como uma mulher 'normal' já é um grande presente. Ver que você mesmo a pessoa inteligente, forte que é, tem lá suas horas ruins e ás vezes acaba chorando. Somos exatamente o oposto, isso é verdade. Eu sou emotivo, teatral e interpessoal. Já você é fria, reservada e intrapessoal. Mas só de ter recebido esse abraço e esse carinho, logo de você que é desse jeito, bom... Meu presente tá aqui!".

Ela então me abraçou como uma criança abraça um ursinho. Vou admitir, fiquei meio sem ar, hehe...

Olhando pra mim de volta aquele jeito sério depois ela concluiu: "Gosto do seu estilo também. Não é um que seguiria, mas é bom." Sempre poucas palavras. Palavras ao vento. Eu na hora, bem mais imaturo do que sou agora disse:

"Ah, mas você tá me zuando, né? Agora vai dizer que sou um manteiga derretida?!"

Ela deu risada. Mas claro, aparentemente.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

September 1st, 2008

Aquele texto eu escrevi quando tive alguns devaneios há alguns meses atrás. Na verdade, eu escrevo muita coisa pro blog, mas não posto exatamente por uma espécie de auto-censura. Na verdade eu sou meio doentil com essas coisas, principalmente quando se trata de relacionamentos com a mulherada, e isso como diz minha psicóloga é exatamente por um estranho azar que eu tenho, enfim.

Tem uma pá de coisas que escrevo, tenho uma pasta só com arquivos do Word que eu tenho desse tipo de coisa. Mas o texto abaixo o engraçado é que eu escrevi acho que uns dois dias antes do dia que a Angela me ligou, hehe... Eu ainda pensava que ela chegaria até setembro sem me ligar e hoje em dia dou um pouco de risada, pois naquela hora até eu tava perdendo a esperança e aí alguns dias depois, pum!

Primeiro de setembro. Na verdade hoje eu olho pra trás e vejo que tem textos que eu escrevi, que tamanha era minha melancolia na época, que ficaram extremamente lindos e tocantes. Claro, com um toque muito elevado de tristeza e incapacidade, mas ficaram um quase-só-na-tentativa de um Shakespeare da vida (jamais ultrapassaria o mestre, jamais!).

Foi a primeira vez que saímos, e a primeira vez que nos beijamos. Hoje faz exatamente um ano, e embora tenha demorado quase um ano pra superar aquilo, bem... Acredito que até superei. Pessoal adora dizer que sou normal, que sou feliz, que sou um bom conselheiro mas a pessoa que menos consegue ouvir conselhos sou eu, hehe. Provavel que caso eu ouvisse os conselhos das pessoas ao redor só seria uma coisa passageira, fulgaz.

Mas, sei lá. Meio bobo falar isso, e é mais bobo ainda o que eu vou dizer. Certeza só eu tenho que muito daquilo que eu passei na época foi exatamente porque eu queria. Porque eu nunca tive um relacionamento além das três semanas, pois ou acabava da garota sumindo, ou ela brigando, ou quem sabe coisa pior. E aquele, poxa, durou um mês, hahah... Porém, um mês bom. Um mês pra guardar de recordação, ao menos os momentos felizes que estivemos juntos.

Ninguém precisa saber como é meu momento. Sou meio egoísta mesmo com os meus problemas, todos me verão sorrindo e fazendo brincadeiras, mas jamais saberão das coisas que eu passo. Como nesse caso, saberão depois que a tempestade tiver passado.

Foto de um dos meus animes favoritos! Seishirou Sakurazuka, que batizou o meu char no Ragnarok (o Sakurazukamori) e o Subaru, que batizará o meu próximo, um wizard, o Sakurajunjou, salvo engano algo como "Coração puro da cerejeira".

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