terça-feira, 9 de setembro de 2008

Arriverdete, Lenin!

Ok. Agora quem vê pelo Internet Explorer consegue ver as fontes normais, não em Times New Roman. Alias, pegando o gancho do post debaixo, baixem qualquer coisa mas não usem o Internet Explorer, certo? Pode ser até o Tabajara Explorer, dá de dez a zero. Se quiserem uma indicação pessoal, eu indico o Opera 9.5. Sem mais.

O comunismo Marxiano está caindo. Mas também pudera, na vida contemporânea há novos paradigmas. Hoje a importância não é o duelo entre operário e opressor... E outras palavras, chefe. Vivemos numa sociedade tão consumista e imagética que o problema agora não é trabalhar pra sobreviver. Mas sim, trabalhar pra comprar um tenis Nike.

Vou dar uns exemplos clássicos: jovens. Não são poucos os que conheço, que lá com seus dezesseis, quinze anos querem trabalhar não pra comprar comida ou ajudar nas despezas, mas sim pra trocar de celular pelo novo da Nokia ou quem sabe comprar umas roupas de surfista, os clásssicos "surfistas de asfalto", que devem ter descido pro Guarujá quando tinham seus seis anos e nem lembram do gosto ruim de água salgada.

Ok, a maioria acaba sendo assaltada, pois os bandidos não roubam também mais pra viver. Roubam porque o celular é bonitinho e querem dar pra irmãzinha. Pessoas não compram mais pela "utilidade", compram pra mostrar pros outros e ganharem status. Totalmente diferente do tempo quando Karl Marx escreveu seu texto séculos atrás.

Isso devemos graças ao empenho do governo em elevar a taxa de consumo das pessoas. Se anos atrás a grande parcela dos brasileiros queriam arroz e feijão, e hoje já têem, agora querem mais, querem uma blusa da Sun Rocha e um tenis da Adidas para entrarem num círculo social. É igual a minha querida mamãe: sempre se empanturrou de roupas. Certo, ela é mulher, mas tem hora que é um exagero. Foi só a Anna Hickmann ter a genial idéia de sugerir pra ela sempre usar peças de roupa chave que combinam e são mais fáceis de se adaptar com outras roupas que a vida dela mudou, e os nossos gastos também.

Porém, claro, as classes sociais acabam novamente se distanciando. Onde um rico trabalha em uma semana pra comprar algo, um pobre leva dois anos pra comprar a mesma coisa. Porém o uso dessa coisa faz o pobre ser considerado e notado por um rico, exceto claro, que vejam que ele está na verdade endividado até o pescoço. E cada vez mais o triangulo das classes é mais dinâmico, pois andar com um Corolla pode ser um empresário da Walita ou um microempresário que ainda está pagando em parcelas. A questão não é bem o valor do seu esforço, pois uma cesta básica é bem possível sim com o mínimo, mas o qual número de possibilidades que este meu salário me dará pra eu me ascender na sociedade, diferente dos tempos do nosso barbudinho alemão.

Estávamos discutindo isso em marketing mas vi o tema parecido na TV Cultura, mas os da faculdade que lêem isso vai ver isso repetitivo. Quero mais focar na parte dos novos paradigmas sociais: pessoas agora não lutam e trabalham pra sobreviver. Lutam pelo consumo, e cada vez mais consumir mais e serem aceitos em novos círculos sociais. Já me falaram muito do meu estilo de vestir, alguns já me fizeram passar vergonha em público (não eu, eles com suas gritarias infernais dizendo que estou os fazendo passar vergonha) mas será que é difícil olhar menos pra fora e dar um close na psique da pessoa? =)

Já dizia o grande Sócrates: "A carne se deteriora. O espírito é imortal".
(ok, não são ESSAS palavras. Mas essa é a idéia. =P Alias, se quizerem ver um filme cult, mas não muito cult, dêem uma conferida na produção alemã "Adeus, Lenin!". Muito bom e vive, ou vivia, passando no HBO)

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