sexta-feira, 31 de outubro de 2008

In God we trust.

Também conhecido como o motto americano, essa frase é como o "Deus seja louvado" das notas de reais. Cada lugar tem um, os romanos tinham como motto o imponente 'Senatus Populesque Romanus', nós paulistanos tempos como motto o 'Non ducor, duco'. Se o objetivo fosse chegar em alguém e explicar quem é esse tal de Deus, pra alguém que não soubesse a existência, nem sequer ouvisse falar. Como fazer?

O que é Deus? A definição cristã vem da própria bíblia, e inclusive aqui somente farei relações com o cristianismo pra enfatizar o ponto em que quero chegar. É aquele que é onipresente, onisciente e onipotente. Para alguém ter tanto poder assim, deve no mínimo estar em algum lugar e ser visível, ser tocado e tudo mais.

Partimos a partir desse ponto. Confuso? Claro. Mas vamos debulhando e tentar chegar a uma resposta aos poucos.

Não vemos 'Deus'. Não conseguimos atravessar a rua e falar 'E aí God, fmz?'. Nossa sociedade é educada para sempre crer e procurar algo superior, com a penalidade que caso você não seja uma boa pessoa pague por isso no fim da vida. Como se Deus fosse uma velha fofoqueira que fica a espreita só esperando o momento de você cair para ao invés de dar a mão, começar a rir de você.

O que é de fato o 'In god we trust', ou traduzido como 'Em deus nós cremos' é o ponto de partida para acharmos onde e quem é esse tal de Deus. O que é crer? Crer tem suas origens latinas, credo, que significa confiar, ter por verdadeiro. Se Deus é algo que não existe, porque cremos em algo que não podemos dizer que está logo na esquina? Dar um voto de confiança em algo que não podemos ver nem tocar. Se entregar aquilo que é de alguma forma uma abstração humana.

Mas é exatamente aí que nasce a resposta. Ao menos foi uma delas que eu consegui achar.

Crença é ter algo como fato positivamente verdadeiro. Não posso chegar por exemplo e fazer vocês acreditarem que sou um pato, pois vocês já deram como fato verdadeiro eu ser um ser humano. Se Deus existe é porque nós damos a ele a sua existência como ser. Poderia ser qualquer coisa, como a Laranja Alada, Uno, Shiva ou algo do tipo. Temos a crença de que aquilo que sentimos, aquilo que de alguma forma conforta nossos corações no momento de ajoelharmos e fazermos uma oração vir de algo superior, de Deus, o conceito.

Deus, o ser, está sempre lá. Nós apenas damos um nome pra ele, e isso em várias partes do mundo. Se ele de fato não existisse, será que existiriam 2.1 bilhões de cristãos, 1.8 bilhões de seguidores do islã, e outros tantos que de acordo com ateístas são constantemente enganados? Não acredito nisso. Pessoas sentem Deus, não precisam vê-lo com seus olhos para acreditarem. Essa sensação por sua vez dá o crédito existencial de Deus existir. Se pessoas deixarem de crer nele, não darão mais um voto de verdade, e ele deixará de existir, assim como muitas coisas que a história do mundo não sabemos, mas existiu.

Se damos o atributo de verdadeiro para aquilo que sentimos como Deus, logo existe um credo nisso, uma crença. Admitimos sua presença e trazemos para nossa realidade, tornamos 'Deus' não apenas uma palavra, mas um objeto de devoção, que embora não possamos ver sabemos que existe. E ele só existe pois cremos nele. E somente cremos nele pois tornamos real sua existência, trazendo para nossa vida. E só podemos tornar real sua existência se de fato essa coisa existir. E, na minha opinião, ele existe. Embora eu não seja nem católico, nem evangélico, nem dos Santos do Últimos Dias.

Uau. Isso me lembra aqueles diálogos platônicos.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Música popular japonesa

Cansei. E como quem manda aqui sou eu (adoro ser autoritário. coisa de leonino, não liguem) hoje vou falar de música nipônica! Toda a longaaaa tragetória até eu conhecer essas músicas dos olhinhos puxados.

O primeiro que eu tive contato foi uma banda coreana, muito antiga, chamada S.E.S., em meados de 2001. Claro que ninguém conhece, e a comunidade desse trio feminino tem apenas alguns gatos pingados. Ficaram mais conhecidas com a música Dreams come true, tema de abertura do anime Fushigi Yuugi. Na época eu baixava de um site chamado Audio Galaxy, que hoje eu acho que nem existe mais, hehe... Esse foi o meu de fato primeiro contato.

Porém, acabei em um dia num surto inexplicável eu acabei deletando todas as MP3 que eu havia baixado. E não eram poucas. Fiquei um bom tempo sem procurar novidades da cultura musical japonesa, até porque na época uma música de 2 Mb demorava dias para baixar. Porém, depois de alguns anos tentei procurar elas novamente, acabei só achando elas em 2006, e fiz questão de deixar tudo gravadinho e estão todos os álbuns delas aqui em casa guardados a sete chaves em algumas mídias queimadas.

Nesse meio tempo, tive contato com J-rock, começando pelo bom, velho e único Dir en grey. Eles aliás ficaram durante mais de um ano inteiro no meu MP3 player (roubado) e eu ouvia pelo menos um álbum inteiro por dia. Ainda ouço bastante, e adoro a banda do Kyo & cia, inclusive o último álbum, The Marrow of a Bone que mesmo todos odiando ainda gosto pra caramba. E aí que a coisa desandou literalmente, hehe.. Minha paixão pelas músicas dos nipônicos passou por X-Japan, the GazettE, alice nine., Onmyouza, entre outros que serviram apenas de aperitivo.

Coreanos eu tentei continuar ouvindo, mas não rolou uma boa química, hehe... Gosto muito da Kwon BoA (ou apenas BoA) embora eu praticamente só ache interessante os primeiros álbum (sim, quando ela tinha praticamente uns seis anos) e os atuais pós-Bruce Willis (OUTGROW ~ ready buterfly, pra frente). Aliás, o Bruce deu em cima da menina, literalmente, que deve ter chegado aos vinte há pouquíssimo tempo.

Tem também as meninas, além de S.E.S., tem a Bonnie Pink, com uma voz única, suave e ultimamente o álbum Thinking out loud não sei do meu celular. Ayumi Hamasaki, bom... Mesmo sendo menino eu admito que adoro esse cantora. De praticamente tudo. As que eu mais gosto são uma grande parte dos álbum (miss)understood, Secret, e o resto são algumas músicas que eu gosto muito delas, mas não do álbum em geral. Por exemplo a música RAINBOW, do A BALLADS e Who..., que adoro todas as versões, e ainda acho que é uma das melhores músicas da carreira dela. Tem Who... original, do álbum LOVEppears (com o refrão mais longo), tem Who... Acoustic Orchestra version, tem Who.. (across de Universe) do A BALLADS, tem Who... 10th anniversary version lançada na última coletânea A COMPLETE e uma que ainda vou conseguir aprender a cantar que é Who... Chinese version. Pinyin maldito e complicado, pelos deuses...

Agora estou experimentando Cantopop, ou apenas C-pop, que são os artistas de Hoeng Gong (ou Hong Kong... Mas isso me lembra algum parente perdido do Donkey Kong...) e estou gostando bastante, embora o cantonês eu não ache uma língua que agrade tão bem os ouvidos como mandarin. Vou copiar a minha amiga Gabi e postarei um vídeo no final do post também. O último single do Dir en grey, do EP Glass Skin.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Tomar dois yakults dá caganeira.

Para colocar créditos no Ragnarok eu subo numa lan house que fica num morro aqui perto de casa. É uma subida desgraçada, que cansa e muito. Chegando lá, ainda tenho que aturar a, vamos dizer aqui com respeito aos meus amigos da Lusitânia, mas cá entre nós, eles são meio lerdos. Colocar créditos pra jogar que normalmente demora pouquíssimo tempo, acaba levando quase meia-hora.

Enquanto isso, fico bisonhando a lan house, claro não usando os PCs, mas vendo o que as pessoas fazem diante de um computador com acesso a internet. Em suma são dois grupos. Crianças, até uns oito anos gostam de ir pra jogar Need for Speed (aliás, o NfS Underground II ainda é o melhor) ou GTA San Andreas. De uns treze pra cima, principalmente garotas que em geral são do meu tamanho ou mais altas que eu, fuçam pelo Orkut ou afins.

É... Ninguém nunca viu as nossas garotas de treze anos. Pelo amor de Deus... Aquilo já é mulher formada. Juro por Deus, tem garota com treze anos com mais de 1,70, e não são poucas as de 1,80 (praticamente o meu tamanho, que tenho 1,84!), isso com no máximo quinze anos. O pior é quando você dá em cima e elas dizem que tem apenas quatorze anos... Aí tem que deixar de lado porque o que eu mais tenho amizade no mundo são advogados, hahaha! E pela lei todos me falaram que é crime, então tá bom, hehe...

Voltando pro assunto, bom...

Como o Orkut é democrático! Sim, todos adoram meter o pau. E de fato, é uma bosta. Mas a importância que o Orkut tem no Brasil é indiscutível. Até na página inicial do Google Brasil tem um link lá pra birosca - coisa que os americanos é capaz de fato confundirem Orkut com Yakult, ao contrário de nós que sabemos muito bem a diferença. Não bebemos Orkut. Dias atrás vi um rapaz com síndrome de Down acessando o Orkut! Tinha até uma fotinha estilosa do rapaz, bonitão e tudo mais.

O que acaba sendo uma porta de entrada para relacionamentos, popularidade ou simples e mero ócio, acaba sendo também uma porta aberta para essas mesmas pessoas conhecerem a tecnologia. Ninguém mas faz curso de digitação, todos aprendem via MSN. Ninguém mais carrega disquetes por aí, aprenderam a usar pen drives, e coitado do computador que não tiver uma USB. Até amigos que eu nem lembrava mais me acharam no Orkut. E não tem um casal que tira fotos juntos pra botar lá no perfil. Problema é quando o perfil não tá escrito o sexo, pois os seus "nomes" normalmente são "100% FELIZ AO SEU LADO S2 S2 S2" e et cetera...

E ainda tem gente que fala que isso é uma merda. E o pior que é. Mas está trazendo pessoas pra conhecer a web, o que é mais importante. Não são poucas as Lan Houses que colocam cartazes do tipo: "Fazemos Imposto de Renda, currículo, criamos e-mails e fazemos seu Orkut". Orkut é pop. Sem mais.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Carry the feelings

Podemos ser iguais aos animais em vários aspectos. Organização social, força, sexualidade. Diferimos dos nossos amigos não tão racionais o fato de registrarmos o que fazemos. Nasceu da escrita, há milênios atrás, a capacidade do ser humano criar símbolos que se refere ao seu entorno. Em suma se resumo pelo fato de eu falar "casa" e você não imaginar um "sorvete".

Escrita é uma técnica. No oriente, é normal e muito digno a profissão de calígrafo. Porém, a escrita também é limitada, e ao tê-la em suas mãos, você não sabe se a usa como uma ferramenta de auxílio ou de criação de problemas. Vou tentar descrever uma fobia que eu tenho. Exato, apenas tentar.

"Lá estava eu. Observava a construção se extender até o fim, até onde não dava pra ver direito. Olho pro meu entorno: ninguém. Não me sinto bem em lugares amplos, abertos, tenho o que chamam de agorafobia. Mas ao mesmo tempo não gosto de lugares fechados, como elevadores. Claustrofóbico e agorafóbico não são coisas muito interessantes, embora já tenha superado muitos deles.

Já me perguntaram o que sinto. Mas vi o quão difícil é descrever um sentimento com palavras, que são uma forma de comunicação direta e na maioria das vezes tão exata quanto a matemática. Quando se conta uma história você conta linearmente, do começo, meio e fim. E ponto. Apenas isso. Mas e contar um sentimento, uma sensação? Comparações? Adjetivos? Tempo?

Piso num local, olho ao fundo, vejo as coisas sempre longe, longe. Tudo imerso num longíquo sem fim, onde vejo pessoas pequeninas como formigas, árvores como meras miniaturas e aquele prédio ao fundo mesmo assim permanesse grande, imponente. O mundo se distorce em forma de funil, e eu lá, exatamente no meio. Tudo longe, ao mesmo tempo grande parecendo me engolir. Um ardor nos braços¹, tontura, falta de foco. Fecho as mãos como um reflexo estranho que tenta me conforta de alguma maneira. Piada. O ardor transforma-se em coceira, a tontura em passos perdidos e falta de foco me protege do que tento não querer ver.

Pânico. Começo a andar rápido procurando sair daquela tenebrosa situação o mais rápido possível. Meus braços começam a arder como em chamas, e minha mente naquele momento é apagada. Nada penso, nada sei. O instinto me leva para me proteger e corro até entrar em algum local que seja entre paredes. A emoção da chegada é óbvia, e sempre ao entrar eu trago de uma só vez uma boa quantidade de ar, como se aquilo fosse amansar meu coração e acabar um pouco com o desespero. Desespero.

Desespero.

Desespero que dá lugar à calmaria. Olho pros lados, e estar sob um teto me conforta. Olho pra trás, vejo aquela grande ágora, que em grego significa algo como uma espécie de praça praça aberta. Depois de me acalmar vejo que aquilo nem era tão grande, nem tão assustador. Era um simples espaço aberto. Fecho os olhos e saio. O pânico sai, a criatura originada pelo meu medo é deixada de lado.

E pensar que esse texto todo foi pra descrever uma sensação que se resumiu a pouco menos de dois minutos..."

¹ - Alain quando está estressado ou sobre pressão acaba descontando numa estranha urticária que tem quando sente-se nervoso ou com raiva. Meus braços vivem machucados por causa disso, e minhas costas são cheias de cicatrizes... No verão acaba sendo o pior, pois o calor, e só ele isolado, já me deixa muito mal-humorado...

sábado, 25 de outubro de 2008

Fim do plim-plim?

Observando várias coisas ao redor dá pra se ter uma base de como as coisas funcionam na teoria. Na época dos Nardoni chamei a atenção do grande esforço da polícia para exatamente mostrar que existe justiça nesse país - que no final das contas resultou na prisão dos pais da menina arremessada e o caso caiu num estranho esquecimento, que acredito agora ser o momento ideal pros advogados entrarem e conseguirem trazer os encarceirados para a liberdade.

Agora mais um crime chamou a atenção, do famoso Lindenberg (ô nominho de deus heim!) e sua ex-namorada Eloá Cristina. Aliás no Youtube tem tantos vídeos que isso já encheu o saco. Porém em duas semanas as pessoas esquecem e volta tudo aos seus eixos. Não quero falar da polícia, não quero falar do Everaldo, ou Aldo, o pai da menina, que agora muito provável que está no Mato Grosso ou Goiás e tentará criar uma nova vida pra fugir dos crimes que cometeu, mas quero chamar atenção de um assunto na minha opinião tão importante quanto esses totalmente direcionados ao caso de seqüestro.

Estou adorando ver a guerra que a Globo e Record estão travando. Em tudo. Pra quem não sabe, a Record chegou praticamente a decretar falência, e isso não faz muito tempo. Chegou então Edir Macedo com seu cheat de dinheiro infinito (alguns dizem que ele é Bill Gates com reais no lugar de dólares), comprou e praticamente remodelou toda uma emissora com mais capital ainda. Hoje está aí, Record criou a Record News, um canal na TV Aberta bem aos moldes do Globo News, só que com o Britto Jr, que também é um ex-global.

E nessa guerra de exclusividades quem só tem a ganhar é exatamente nós, os telespectadores. Claro que a gente quer ver um dos dois caindo e se dando mal, mas é bom ver a batalha sendo travada notícia a noticia, novela a novela, programa inútil a programa inútil. Por exemplo, no caso Nardoni a Globo e a Patrícia Poeta (cara, eu odeio ela... Sério mesmo. Glória Maria era muito superior. Ela tem cara de Ninfeta com rugas...) entrevista com exclusividade o casal Nardoni, ponto pra Globo. A entrevista do Lindenberg, conseguida na prisão com uma câmera de celular Nokia da vida, ponto da Record. A novela que fez a Globo meio que tremer com sua hegemonia na teledramartugia, o "Caminhos do Coração", e o contra-ataque global com "A Favorita", e por aí vai.

Cara, que legal isso. Como um bocado de dinheiro de fiéis não levanta qualquer coisa, certo? Heheh... A Record tem dinheiro infinito sendo bancada pela Universal até na descarga do vaso sanitário do Paulo Henrique Amorin, e a Globo tem toda a credibilidade que já lhe é de praxe dos seus quase meio século de vida e de trabalho. Interessante ver as provocações, as buscas por exclusividade, as análises, pois antes vivíamos numa atmosfera Rede Globo de Tevelisão (sim, escrevi errado mesmo) respirando o ar que eles queríamos, e agora podemos experimentar um ar diferente na Record ou da Globo.

Só assisto na TV aberta os noticiários. Já tentei me plugar na Fox News, mas ficar vendo uma TV com tantas notícias repetitivas sobre o Iraque, que pros americanos é bem relevante, mas pra nós nem faz tanta diferença assim. Ainda prefiro ficar no Jornal da Globo, SPTV, Jornal da Record e até o São Paulo no Ar, hehe... Nem filmes nem novelas assisto, mas confeço ser um viciado em telejornal.

Menos o Jornal Nacional, claro. Mas isso é porque eu estudo a noite há mais de tres anos... Não dá pra conferir ele todo dia igual eu queria, exceto nas férias. E olhe lá.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Zhong hua!

Uau. Achei ontem finalmente um filme que estive procurando arduamente! Na verdade foi mais curiosidade por começar a ouvir a Kelly Chen, e fiquei meio pasmo ao saber que ela é atriz e das boas. Consegui achar fóruns com C-Music e inclusive um site com muitos filmes para baixar que não são Torrents. ;D

E lá baixei o An empress and the Warriors, que ao menos que já dei uma espiada, tem uma excelente fotografia. Agora quero baixar algumas canções do primo distante da Angela - Jay Chou, e alguns filmes underground chineses e... Novelas. o_o Sabiam que Taiwan é um dos países que mais produzem teledramaturgia na Ásia? Nem eu. E as atrizes são lindas.. Que ódio. u_u

Não sei se vou ver a estória ou se ficarei babando por elas.
Agora vou baixar Faye Wong... Outra que eu me apaixonei, hihi...

Bom, nessa hora estou aqui vendo no jornal (aliás, telejornal é a única coisa que eu assisto na TV, pois eu prefiro focar nas notícias internacionais via web) e estão falando de um garoto de doze anos pego pela oitava vez roubando carros, hihihi! Ontem estive conversando com uma amiga que está fazendo pedagogia. E ela disse que crianças são os bichos mais sensíveis que podem existir pra traumas e coisas inconscientes que acabam repercutindo por toda uma vida.

Como sempre é de praxe, eu não me considero bom-exemplo de nada, hehe... Nesses dias eu tava me lembrando como foi o meu primeiro beijo, que pra começar foi bem atrasado (foi com quase dezesseis anos!) e eu depois do beijo fiquei pensando: "Ah, é isso? Só ficar brincando com a língua e tal... Pensei que iria ficar vendo estrelas ou coisas do tipo... Que saco.", isso é a influência da mídia sobre uma mente perturbada como a minha, hahah!

Igual ao que todos dizem: nem sempre a primeira vez é boa. Depois a gente vai pegando experiência e vai sentindo o tal do prazer, hehe. E hoje, claro, nem preciso dizer que minha perspectiva sobre isso é bem diferente.

Mas claro, tenho lá meus motivos pra ter demorado tanto nessas coisas e na sexualidade. São um conjunto de traumas, muitos dos quais sequer eu nem sabia que tinha, e muitos e muitos complexos que eu pego desde criança pela rígida criação que recebi de meus pais. Claro, não vou negar, a rigidez foi importante pra eu criar valores, ética e acima de tudo honra, mas tem hora que isso é uma espécie de bloqueio. A virgindade então, nossa... Foi ainda depois do beijo e ainda foi demorado em comparação a idade em que todos a perdem, hehe...

Minha estranha noção de sempre querer ser o melhor e não gostar que ninguém seja melhor que eu era uma outra coisa que me perturbava bastante, hehe.. Afinal é muito difícil - senão impossível ser bom em tudo. Ser bomem todas as matérias, popular, bonito, paquerador, trabalhador, bom dono de casa e... Nossa. Vejo que até hoje eu tenho estranhas obcessões por ser o Mister Perfeito em tudo e isso atrasa minha vida, haha... Essa acredito ser mais uma má influência de meus pais pra me tornarem o próximo Poderoso Chefão.

Afinal o viver em sociedade põe a crença que um médico, que sabe muito sobre medicina e um jornalista que sabe muito sobre a arte da escrita saibam dar o seu melhor para a comunidade e todos crescerem juntos, pois onde um médico não sabe escrever pode pedir pra um jornalista, e vice-versa. Demorei desde a infância pra entender que ser bom em matemática, escrever bem e entender química e física não é tão vantajoso do que se eu focasse em apenas um deles.

Que foi? Eu adoro matemática...
(Foto - Kelly Chen no filme Empress and the Warriors)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Papai & mamãe

Eu odeio alguns sonhos que eu tenho. Eu ao menos quando era menor eu odiava sonhos, e vivia acordando assustado pois sempre foram sonhos com mortes, muitas mortes. Mortes de toda a maneira que se pode imaginar. Dias atrás estava vendo o filme do Will Smith Eu sou a Lenda, que além de ter a Alice Braga atuando e falando um inglês excelente, mostra a morte de um cachorro, e mesmo aquilo sendo mera atuação é muito chocante. Acho que nos meus pesadelos eu acostumei a ver pessoas mortas, mas quando eu vejo um cachorro nem que seja mancando na rua eu fico muito abalado, embora eu já tenha visto até motociclistas com a cabeça decepada no meio da rua e nem senti nada.

Mas o sonho que tive foi exatamente o oposto! Era o momento que a vida era dada. Eu no sonho tinha virado papai, haha... Sim, eu ainda sonho ainda em namorar, noivar a casar e depois ter filhos. Claro, eu já estava bem mais velho, aparentemente eu estava bem de vida. Minha esposa, a qual não vou dizer quem é, infelizmente havia falecido ao dar a luz. Logo, era apenas eu e uma pequena menininha (sim, tinha roupa rosa e até laço, hahah!).

Digo, era bem emocionante carregar, era tão frágil, me olhava com aqueles olhinhos puxados e tudo mais, era muito, mas muito cute. Minha mãe nem gostou de ver ela, porque ela não aprovava meu casamento. Comprei uma casa pra nós dois (eu e a filha) e fomos morar juntos. Havia abandonado o emprego, amigos e tudo mais pra ser o pai e mãe daquela criança. Era insano, hehe...

Não é a primeira vez que eu tenho sonhos com filhos. Já tive um sonho onde foi nele que eu decidi o nome que minha filha terá (sim, será uma menina exatamente pra eu ter muita dor de cabeça, haha), embora eu acredite que eu seja totalmente estéril por umas doenças que eu tive há uns anos atrás, logo acredito que nem filhos poderei ter. Mas é bom sonhar com esse tipo de coisa... Acordei meio perdido, olhando pros lados e vi que estava abraçando absolutamente nada. Fiquei meio triste, pois no sonho tudo era tão simples e bacana, hehe...

Mas papai agora não. Só daqui uns anos!
Tenho que arranjar uma muié primeiro, hahaha!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Sim City e suas picaretagens

Bom, ando meio puto com minhas cidades no Sim City porque eu acabei fazendo merdas, muitas em caráter de teste porque já tava de saco cheio de ficar jogando e conseguindo me dar bem sempre, e estou me dando muito mal, haha... Acho que vou acabar falindo a Sim Nation inteira, haha...

Não sou de jogar. Tenho lá meu Super NES e Nintendo 64 empoeirados e ainda arrisco de vez em nunca algumas espadadas no Zelda: Twilight Princess ou alguns tiros no Metroid Prime no Cubão. Tento me informar, e saber mais, mas vivo num mundinho feliz com encanadores bigodudos, ratos com choque do trovão e elfos vestindo verde e portando espadas. Tirando o Ragnarok que foi o único MMORPG que de fato me interessou, e diga-se de passagem a Gravity está lançando o Ragnarok 2 - The Gate of the World bem aos moldes de RPGs que eu nunca fui com a cara como WoW e Warhammer mas claro, é cute (tem muitos trailers rolando no Youtube e ainda tem até comunidades especializadas em português!).

E SimCity fiquei até feliz, pois pensava que os únicos que jogavam isso era eu, meu primo e o Ivo, na faculdade, hehe... Foi até pauta em aula, então procurei um desastre bacana pra mostrar como estou ferrado no mundo, ahha.. Tenho que começar tudo de novo... x_x

Mas gosto de simuladores. Gosto de The Sims também, embora eu só conseguisse jogar aquilo com cheat, pois só consegui ir pro trabalho umas duas vezes e viver uma vida "normal", pois sempre quando aparecia a carona ou eu tava no banho ou estava comendo (maldito reloginho do capeta, hehe... Minutos são segundos!). Mas como sou megalomaníaco eu gosto é de administrar minha própria cidade na minha própria ditadura. ;D

Roller Coaster Tycoon é outro que sou muito fã. Fiquei sabendo das novas versões mas um dia quando eu tiver um computador que preste pretendo botar as mãos em todos! Não lembro se já terminei, pois tinham alguns parques que a coisa era realmente cabeluda, mas o 2, bem... Eu fazia alguns experimentos muito legais, e adorava ficar matando pessoas no parque jogando-as na água ou deixando de fazer manutenção nos brinquedos, hihihi...

Necessidade de ser sádico. Como diz a Naiara.

Outro bem velho que eu ainda estou tomando coragem pra baixar é Theme Hospital, ou ainda o atual Hospital Tycoon. Simuladores que simulam exatamente a coisa menos provável que você imaginaria (uma clínica!) com todos os elementos dentro dela. Me parece legal!

domingo, 19 de outubro de 2008

São apenas três. Só isso.

A essas conclusões, bem... Demorou um bom tempo até eu conseguir raciocinar sobre. Digo isso pois esse mundo feminista definitivamente não é pra mim, e sim, homens tem sentimentos na medida do possível e na medida do que a sociedade nos deixa mostra-los, haha... Homens tem lá uma mística deles próprios, e acho isso tão interessante quanto o que Viviane Colin escreve. Aliás, adoro ler as coisas que ela escreve.

Homens não procuram mulheres com bom corpo, bom cabelo, boa cozinheira ou algo do tipo. Se homens vão atrás de mulheres, vamos dizer, "da vida" é porque neles existe uma estranha carência naquele setor. Por isso que rapazes normalmente vão para as pistas de dança exatamente para satisfazer seus lados e instintos mais primitivos. Sim, é isso mesmo que está pensando. Homens são cachorros e não prestam, exceto quando encontram uma boa donzela para ficar ao seu lado. Aí a coisa muda muito de perspectiva.

Nessa parte entra o que um homem de fato procura em uma mulher. Como eu disse, não é corpo, ou um belo par de olhos ou ainda um cabelo liso. Importa? Talvez no começo sirva como estímulo. Mas depois se continuar pensando nisso, tudo estará com seu fim determinado. Em suma, homens procuram mulheres que ao seu lado desempenham três papéis bem distintos: a de amante, a de amiga e a de namorada.

Para explicar a amante, vou dar um exemplo pegando meu avó. Italiano de personalidade forte casada com uma italiana além de tudo lindíssima, porém tinha um problema epiléptico grave, e muitas vezes ela era obrigada a ficar deitada na cama o dia inteiro exatamente por grande parte do tempo estar mal. Meu pai conta bem como era viver com a mãe constantemente doente, e sei que isso mexeu bastante com ele. O problema foi quando meu avô, seu próprio pai, começou a trocá-la por outra, pois não tinha mais a sua esposa para preencher a lacuna de amante, aquela que deita na cama e faz amor, que fazia aquele ritual estranho onde ambos se unem daquela forma. O conhecido "entra-e-sai", que Alex DeLarge, o Laranja Mecânica costuma dizer no filme.

Pois homens precisam parecer queridos. Na verdade não há momento onde o homem fica mais debilitado do que quando transa. Verdade. Homens se esgotam, abraçam suas mulheres como crianças e sentem-se protegidos. Não é tanto a questão do orgasmo, que sei que muitas mulheres adoram dizer que já tiveram um mas noventa porcento das que dizem nem chegaram perto, mas se realmente um homem faz sexo com alguém querida como uma namorada, bom, sei lá... Meio difícil descrever a sensação... Ao menos pra mim, sempre tem um gostinho de uma primeira vez, toda vez, hehe...

A segunda coisa que homens buscam é uma amiga. Amiga é literalmente aquela pessoa que você pode contar seus problemas sem parecer um idiota, hehe. E homens, acreditem: tem um sério problema pra dizer quando tem problemas. Eu sou uma pessoa que consegue disfarçar muito bem, modéstia a parte, apenas costumo exibir algo quando as coisas realmente ficam pretas. Conheço alguns que ficam tristonhos apenas pelo fato de ter uma unha encravada, e pra esses, bem... Precisam receber um bocado da criação que eu recebi e não ficarem reclamando por aí por qualquer merdinha...

Daí vem a importância da empatia das donzelas perceberem quando seus cavalheiros estão levemente cabisbaixos, e com algumas conversas conseguir arrancar nem que seja umas lágrimas teimosas. Pois homens não choram! Apenas ficam com os olhos marejados (eu fico pensando como eu ainda sobrevivo num mundo sendo eu mesmo machista desse jeito... Enfim.. Vamos continuar).

O terceiro, claro, namorada! Talvez digam que é algo similar a amiga, mas não é. É complementar. Aliás, os três se complementam. Seja alguém pra dar beijo na boca, dormir com a cabeça no ombro, ficar abraçado no frio, mas como os dicionários tentam dizer ao definir a palavra, "amar é desejar o bem de outrém, e fazer essa feliz". E são essas coisas que a face de namorada deve ser, protegê-lo quando for necessário, ser protegida pois ninguém é de ferro, brigar, afinal brigas e discussões apesar de magoar dificilmente acabam com um relacionamento, exceto claro quando são usuais, e esse tipo de coisa.

Ao menos eu acho isso, hehe... Se a "oficial" falta-lhe por exemplo a parte amiga, homens vão procurar em outras alguma forma de compensar. Se falta a versão sexytime, como diz Borat, arranjam uma amante fora do círculo, e assim por diante. Parece difícil entender que precise apenas dessas três, mas de fato é isso. Homens se satisfazem com o ideal. São mulheres que querem sempre mais, hehe...

Brincadeirinha no final só pra descontrair, hehe! =X

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Antes de sair, feche a porta.

Sei que você me deixará. Sinto isso. Vejo cada centímetro de você e essa imagem vai se congelando aqui na minha alma. Sei de sua altura, fecho os olhos e vejo até suas mãos. Penso um pouco e ouço o som dos seus passos, naqueles saltos altos. Meu coração pára e sinto aquele frio no peito, pois sei que o tempo está para terminar, e quero memorizar cada sensação. Cada fio de cabelo, cada lágrima, cada suspiro.

Você está pra sair, sua hora chegou. Antes de dar qualquer passo vire-se pra mim e toque meu rosto. Mas não dê um toque qualquer. Deslize as pontas delicadas de seus dedos por todo o contorno da minha face para que eu sinta seu calor e consiga de alguma forma absorver um pouco da sua doçura de mulher que sempre esteve lá.

Alguns passos, eu me levanto da cama. Peço-lhe que antes disso dê-me um abraço. Faça com que nossos corações se toquem na união de nossos corpos. Aperte, me aperte bastante, e faça com que esse momento tão finito torne-se eterno na minha mente. Deixe-me sentir envolto pelos seus braços e sentir que além de eu te proteger, você me protege. Encoste seu rosto no meu braço e deixe-me sussurar algumas últimas palavras em teu ouvido.

Agora está na porta. A hora é agora. Deixe meus lábios encostarem nos seus uma última vez. Deixe que eu sinta seu sabor de menina, sua pureza, sua delicadeza. Deixe que eu encoste em você num beijo que por um momento nos faça sentir como se fosse um só. Deixa eu provar sua sensualidade, me deixa sem ar nos poucos segundos que estamos num enlace tão harmonioso que apazigua minh'alma. Quero provar você menina, você mulher, você sapeca, você... Você "você", que apenas você sabe ser. Depois encoste sua testa com a minha, deixe abrir meus olhos lentamente e ficarmos nos olhando ternuramente enquanto ainda estamos envoltos.

Mas você está indo embora. Já é tarde. Mas não quero que você vá. O dormitório sobre a penumbra que eu vivo é diferente do mundo cheio de luz lá fora. Meu espírito memoriza todas as sensações, tudo aquilo que existia entre nós. Você já está longe, e eu parado. Não vou pedir pra que volte. Não vou te puxar pelo braço como naqueles filmes românticos. Sequer irei pedir para andar mais devagar. Pois quero que a vontade de voltar venha de você, e que eu vá te buscar, mas nem sequer olhar pra trás você olhou.

Ouça minha promessa. Você é minha vida e eu te amo. Antes de passar por essa porta por favor devolva-me o meu coração. Pois já não adianta, pois o meu coração não mais a mim pertence. Esperança. Ainda antes do último passo espero que vire para trás e volte. Uso de todas minhas forças para que ouça minha voz um último momento, uma última clemência antes do derradeiro fim:

"Peço apenas que antes de sair, feche a porta."

...

..

.

Luz do crepúsculo. Observo aquela porta lá na frente encostada, e um feixe de luz entrando, longe de mim. Me aproximo dessa luz, numa esperança de que um dia ao voltar me encontre no mesmo lugar, te esperando. Mas você não volta. Começo a reviver você na minha memória, lá você vive. Adormeço.

Mas por favor não me acorde.
Pois estarei sonhando com você. Sonharei com nós dois felizes, dividindo uma casa, fazendo compras juntos, eu te protegendo e você me protegendo, vivendo um amor puro e sincero juntos. Só nós dois.

E enquanto dormia sei que uma lágrima tímida caía, e que a mesma era refletida pela densa luz que entrava por aquela porta que você passou.

Feminina não é feminista

Estava conversando com uma mulher no ônibus, deve estar entre seus vinte ou trinta anos, estava voltando do trabalho e estava obviamente exausta. Nas suas palavras ela dizia algumas coisas que muitos de primeira classificaria como feminista, como o fato dela trabalhar e ser independente e não descuidar da aparência nunca mesmo se mantendo num salto alto e ônibus Terminal Jd Angela ás 23h...

Bom, eu me considero machista sim e não tenho vergonha de admitir. Antigamente eu era mais, e sei que isso é herança da família de italianos minha. Meu pai e meu avô sempre foram bastante machistas e nunca tentaram esconder, eu que estou no século XXI e tenho que ser mais maleável, hehe. E eu tenho um pensamento que se for parar para analisar faz muito sentido: mulheres são de fato tão machistas como homens.

O fato da mulher ascender na sociedade é uma coisa extremamente atual, afinal como a História mesmo nos conta, mulheres eram tidas como seres inferiores, que tem como única função a procriação. Até mesmo os gregos antigos tinham a noção que apenas um grande homem pode torná-lo um bom homem, ao contrário de hoje em dia que muitas mulheres, principalmente de trinta anos pra lá, adorariam pegar um daqueles virgens cheios de espinhas pra "lhe ensinar o caminho".

Eu considero como grande quebra pras mulheres entrarem na sociedade não a revolução dos anos sessenta nem nada do tipo. Acredito que na União Soviética, principalmente durante os primeiros anos da transição entre Lenin/Stalin as mulheres desempenharam num primeiro momento uma participação importante e decisiva. Claro, não haviam sequer homens, logo dêem armas para as mulheres e manda-as para a batalha, mas na época toda aquela poética foi importante, embora hoje seja engraçada.

Mulheres confundem "ser feminina", com "ser feminista", e são coisas totalmente diferentes. É impossível ser ambas ao mesmo tempo e ao pé da letra. O movimento feminista nasceu do desejo das mulheres de se igualarem aos homens, desde a parte que vai na participação social e econômica (aí que saem as secretárias com batom vermelho e entram as caminhoneiras) passando pela maneira que elas são vistas e terminando numa crítica dura à indústria da beleza.

Sim! Aqueles mulheres que queimavam os sutiãs. Ou você pensa que aquilo era apenas porque foi a primeira coisa que acharam? Sim, queimavam o sutiã sim afinal é um acessório do corpo que ergue os seios, torna-os mais bonitinhos e atraem os homens. Eram mulheres que rejeitavam o fato de terem que ficar em seus saltos altos pois realçam o bumbum e se negavam a usar maquiagem pois mostrava exatamente o que a sociedade disse que elas eram durante séculos: meros instrumentos para sexo, dotadas de beleza, não de inteligência.

Claro que as lutas delas elevaram as mulheres, e hoje existem mulheres tão capazes do que homens em muitos ramos de serviço. Menos é claro, quando elas estão no carro (brincadeirinha!).

Ninguém derruba o World Trade Center porque atrapalha a barraca de hotdogs do mister John Carter. Derrubam o World Trade Center pois é O símbolo da grande prosperidade da economia americana. Mesmo motivo que queimavam os sutiãs, eheh... Por isso que digo que, a sociedade ainda está imersa num grande machismo e pra surpresa das mulheres, não, não evoluímos ainda. Mas acredito claro que não devemos também negar que a origem do movimento lá atrás é algo que foi totalmente desvirtuado atualmente, pois aquelas mulheres eram seres realmente visionários, como se fossem uma versão feminina de Martin Luther King Jr., e claro, se hoje mulheres usam congelados da Sadia e trabalham o dia inteiro é porque houve pessoas lá atrás que lutaram por isso. Portanto, não distorça as coisas, hehe. Ser feminina não é ser feminista. São coisas bem distintas.

Uma coisa bem machista, mas essa é uma fala de um amigo meu: "Feminista? HA! Pega uma barata e joga nelas que eu quero ver a mulher independente e que não precisa de um homem correr na hora!". Créditos ao Brunão, hehe... xD

Pimenta nos olhos dos outros toda vida foi refresco, hehe...

domingo, 5 de outubro de 2008

Devidamente trocado!

Que trabalho. Mas totalmente atrasado mas chegou, o novo layout. Dessa vez a versão Bleu Pommes baseado em um assunto eu gosto muito: cristianismo. Há muitas pessoas nos tempos atuais que gostam muito das religiões orientais, que não posso negar são ótimas bases de conhecimento e doutrina, porém fui criado na católica e ainda carrego meu crucifixo pra cima e pra baixo com orgulho, hehe.

Na verdade tem muito disso... Ocidentais querem saber da religião dos orientais e vice-versa. Tanto que já existem 130 milhões de cristãos na China. Portanto nesse mês vou trazer um assunto que sempre me chamou a atenção: algo na verdade tão acoberto e nem tão explicado que ninguém sabe direito.

Claro, é algo relacionado com o catolicismo e em especial uma cidadela ao sul da França, chamada Rennes-le-Chateau. É um mito com uma cara mística que acho que dá o charme ao cristianismo - além é claro de outros assuntos que aproximam as pessoas, como casos de exorcismo ou mistérios papais. Tal coisa é conhecida em suma apenas por "maçãs azuis".

Claro que tem gente que visita aqui e já conhece isso. Mas quero aproximar isso das pessoas, não apenas pra saberem que a religião de maior número de crentes no mundo (2.1 bilhões, contra o Islã com 1,8 bilhões) tem também seus charmes, seus mistérios. É apenas questão de procurar. ;D

E claro, pretendo nesses meses retomar ao tema de crenças que eu sempre costumo bater em tecla. Eu tenho uma crença muito confusa que nem eu sei direito mais em quem acredito mesmo. Mas vou destrinchar aqui o que eu de fato acredito pra tentar chegar a um acordo.

sábado, 4 de outubro de 2008

Tocar é legal.

Haha... Estava vendo esses dias umas Nintendo World que eu tenho aqui muito antigas. Entre elas tinham umas propagandas que eu achei bem legal do Nintendo DS. A propaganda do Tocar é legal, citando o fato de você poder usar o dedão na tela do DS, ou usar a caneta Stylus (sou mais a canetinha, hehe. Não quero deixar marcas dedais no meu fictício DS).

O interessante é como a indústria de games e afins têm todos uma grana imensa, e todos eles são empresas exatamente para puro e simples diversão. Empresas voltadas a fazer produtos para único e exclusivamente o ócio, hehe... Pois veja bem: você não vai assistir um filme do Spider-man para apreender sobre aranhas radioativas que picam os seres humanos. Você vai assistir pra sair do cinema achando que pode soltar teia de aranha fazendo o símbolo de satanás com as mãos! Ou então você joga Nintendogs não para ver cachorros virtuais que pegam a cordinha quando você balança, mas para apenas naquele momento você se divertir e largar um pouco dos problemas.

Quando a primeira Revolução Industrial começou na minha terra, lá na Inglaterra, além de Londres ficar um caos (ao menos pra mim eu vejo assim, mas isso é pra outro dia) foi estabelecido que seres humanos são como formigas. Formigas são seres irracionais, minúsculos. Fazem grupos para irem atrás de comida, construção do formigueiro e para comer a rainha e fazer filhotes. Nascem. Trabalham. Morrem (ou são queimadas com lupa. O que é mais legal.).

Tirando as piadinhas, no começo quando o homem começou a trabalhar havia um turno maior que dezesseis horas, restando tempo apenas para dormir e locomoção. Foram vendo que isso trazia uma revolta imensa, o que é mais que óbvio, afinal a pessoa que vai lá trabalhar vai e volta sempre. Se tomar com os tempos atuais, se darão conta que poucas coisas mudaram. Apenas adicione férias e salário mínimo basicamente.

O tratamento ao trabalhador em suma não mudou. Mas todos nós pensamos que os tempos atuais são tempos melhores, que as pessoas são mais felizes, mas isso é reflexo apenas de que nos tempos de hoje onde as pessoas tem mais acesso a diversão que nos tempos passados. Vide cinemas, videogames, karaokes, happy-hours e todas essas coisas da vida contemporânea. Aí chegamos a simples equação que = descanso + diversão = trabalho melhor.

Logo, tiramos a conclusão que seres humanos são mais manipuláveis que tudo, hehe... Escravize um trabalhador, tire-lhe até o tempo de dormir. Mas mande-o para Barcelona com tudo pago que quando ele voltar você pode escravizar do mesmo jeito que funciona. E você provavelmente lendo isso vai balançar a cabeça, hehe... Não estou fazendo um diálogo comunista, longe disso.

Apenas digo que se você der um horário de dormir mais uma diversão para um ser humano ele vai ser uma pessoa capaz de trabalhar muito e sem reclamar. Vou dar mais um exemplo que esse eu adquiri na arquitetura e os contatos que tive com pessoas influentes dentro até da CDHU.

Alemanha, período entre guerras. Tirando o senhor Adolfo que nem precisamos comentar, vamos voltar antes. Vou dar uma aulinha básica de história aqui. Depois que a Primeira Guerra acabou (1914-17) a Alemanha, que já era um cú pra viver, virou um cu-são pra se viver. Toda destruída e arrasada, sem kaisers nem brahmas (trocadilho infame) e ergueu-se em 1919 uma escolinha chamada Bauhaus, pregando a arquitetura e design modernista, criando um modelo de prédios populares muito efetivo onde não daria apenas moradia ao povo pobre. Mas haveria academia, parques, uma boa infraestrutura exatamente para que: para investir naquele trabalhador braçal, pois se ele voltasse pra casa e tivesse uma casa boa com um bom lugar para ficar ele trabalharia mais e reclamaria menos.

Na época, claro, havia o interesse em investir no pobre e dar qualidade de vida pra ele, mas incluir o fato de dar uma boa ambientação era exatamente para recuperar as pilhas do pobre braçal trabalhador pra ele voltar a trabalhar com tudo no outro dia, e assim eles reerguerem o país do chucrute. Claro, até o senhor Adolfo chegar e literalmente varrer a Bauhaus do mapa. Mas isso, como disse, é outra estória.

Invista na diversão. Assim vocês terão os seres humanos máquinas trabalhadoras que sempre desejou. =)
Simples assim, ahha!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

It's gonna rain!

Que chuvarada. Ontem parecia janeiro. Gosto de chuva, mas gosto de chuva pra andar sem guarda-chuva. Eu sou totalmente calorento, e mesmo com apenas camisa eu sinto um calor imenso no corpo. Minha mãe diz que esses calores são sintomas da menopausa, haha... Mas não apenas isso, a chuva pra mim é algo que limpa, é algo fresco, e traz consigo uma sensação muito bacana. Menos quando são temporais, é claro.

Chuva dá aquele soninho quando você tá seco, e mesmo com o som das gotas caindo quando você está debaixo dela traz consigo uma paz de espírito ímpar. Eu ao menos muitas vezes nem me protejo, só pra sentir as gotículas caindo nos braços, no cabelo para sentir essa boa vibração.

Quando acontece uma tempestade, bom... Parecem disparos que acertam seu corpo. Quando se leva um tiro você só sente mesmo a fisgada, bem forte, mas a bala não dói lá dentro da carne. Temporal é a mesma coisa, bem pingos gelados bem fortes que parecem arrancar a sua pele. Depois vem então uma fisgada no peito bem forte, como se uma agulha entrasse no pulmão, começa então a vir a tontura e acho que depois ou você desmaia pela dor ou cai duro no chão.

Hahha! Chuva como a de ontem sempre me lembra quando fui pra Mogi em janeiro e deu um temporal imenso em Guarulhos. Ainda bem que ônibus são a prova de enchentes... Salve-salve, motores a diesel. Sério mesmo, andar na Castello Branco já é um inferno, imaginem com focos de enchente...

Mas chuva é bom. Eu não sei, até hoje nunca peguei resfriado ou pneumonia por tomar chuva. Talvez seja a energia negativa e o repudio que alguns tem ao tomar chuva. Eu tomo e adoro. ;D

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Disponha.

Acordei num salto. Odeio sonhar com quedas ou choques elétricos, pareço que estou de verdade caindo ou tomando choques reais, é uma sensação nada boa. Depois de ter expressado meu susto, olhei pro lado. Lá estava ela, com aquela cara amassada e aqueles olhos inexpressivos olhando pra mim questionando-se se algo havia acontecido. Sentei-me confortavelmente na poltrona do avião e fechei os olhos pra tomar fôlego depois do sonho.

Quando abri os olhos e olhei pro lado, ela continuava a me fitar. Totalmente sem jeito, prossegui:

"Desculpa. Eu apenas tive um sonho estranho. Acabei acordando com o susto". Depois de uma pausa, vendo que ela ainda não havia dito nada eu completei com um pedido de perdão. "Desculpa se eu te acordei. Não foi a minha intenção".

Muitas pessoas falam que aviões são coisas bem silenciosas, que não incomodam e tudo lá é muito bom. Mas eu odeio aquele barulhinho, quase inaudível que tem, e dá muita raiva pois incomoda de tal maneira que eu preferiria atravessar o Atlântico de ônibus pulando e quebrado, do que aquele silêncio fúnebre que tinha (e ainda tem) nesse veículo. A comissária ainda nem falava a minha língua, logo demorou um pouco até conseguir um desejado copo d'água, pra me ajudar a recompor. Quando apareceu, estava gelado.

Outra coisa que não gosto, embora eu até goste de ficar gripado, é a sensação que eu entitulei de pré-gripe. Quando começa a sentir o corpo mais fraco, a garganta começa a coçar e o nariz começa a arder. Vendo aquele copo lá, transpirando, fiquei com bastante raiva. Nem sabia que língua a comissária falava, e pelo visto ela nem inglês ela sabia. Até que ela, que estava do meu lado, como sempre haveria de estar, disse algo que não entendi. Momentos mais tarde lá estava a comissária levando minha água embora.

"Ei, ei! Pode deixar aqui, eu vou esperar esfriar!". Tarde demais, ela já estava longe. Senti um puxão na manga da minha jaqueta, quando virei pra trás ela estava me fitando ainda com aquele olhar de sono. Disse em palavras no meu ouvido bem baixinho "Não consigo. Não consigo viajar sozinha. Obrigada por vir comigo. Também não gosto de viajar sozinha". Olhei meio sem entender - sim, na época eu nem a conhecia direito, e sequer morávamos juntos ainda - e respondi com um sorriso sem graça "Tu-tudo bem..."

Minutos mais tarde a comissária trouxe mais uma água. Dessa vez, na temperatura natural. A aeromoça disse algo lá que não entendi e ela do lado respondeu algo que entendi menos ainda. Aí a ficha caiu. "Obrigado digo eu. Quebrou um galho agora pra mim. Se eu bebesse aquele copo eu iria chegar em Milão falando baixinho e com febre".

Pra variar, ela não sorriu, não disse nada e nem se expressou. Voltou a ficar encolhida na sua poltrona e virada pra janela fechou os olhos e adormeceu. Eu nem estava mais com sede, e sabia que não conseguiria dormir também com aquele som que, pra mim, é irritante. Fiquei olhando pro teto, divagando. De súbito ela disse num volume baixo que deu pra escutar: "Não foi nada. Disponha".

Virei pro lado e vi que ela já estava começando a dormir. Talvez fosse sonâmbula como eu, hehe... Falando sozinha.

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