domingo, 16 de novembro de 2008

Enquanto isso, no inferno...

Dias atrás estava revendo o filme Fim dos Dias, um filme de ação de terceira categoria de Arnold Schwarzegger (sim, eu fiquei digitando praticamente cada letra pra escrever certo, e não uns "Scharnegger" da vida. =P) onde fazendo um resumo básico da sinopse pra quem não viu resume-se a: o nosso amigo Arnoldo é um cara que tem que impedir o diabo a transar com uma mulher e fazer seu filho. Simples, básico e rápido.

Existe algumas coisas, um tanto filosóficas, no mínimo reflexivas, que dá pra se tirar do filme. Acho que é nesse filme (não lembro bem ao certo pois não o vi todo, pra variar) que tem uma cena muito interessante, que se assemelha muito inclusive ao famoso conto Fausto, do grande amigo dos designers, Goethe, que pra quem não sabe é só se lembrar do episódio do Chapolin Colorado que mostra aquele homem rico do Chirrin Chirrion do diabo. A cena que eu estou falando é bem rápida até, onde o Arnoldo está no chão ferido e o diabo vem, andando normalmente até seu lado. Seria uma cena normal se não tivesse uma nuance: está chovendo, e apenas o protagonista (o Arnoldo) está se molhando. O diabo não.

Acho que é Nietzche que dizia que o bem, ou bonus é nada mais que o vencedor. Se a filosofia de alguém vencer é porque ela é significamente boa. É algo do tipo, e Nietzche não gosto muito de ler pois é extremamente ateísta, embora eu morra também de curiosidade de saber o que se passa na cabeça de alguém que lembra a mim em MUITAS coisas. Mas irei um pouco além nesse texto.

Porque existe tanta diferença entre o reinado de Deus, o Senhor todo poderoso, e o diabo, caso seus ensinamentos fossem levados ao pé da letra? Acho que uma resposta bacana está exatamente no filme Fim dos Dias. Desconsiderando que não exista essa polaridade, analizaremos do ponto de vista prático. De um lado temos papai-do-céu, sentado em seu trono, com sua barba de papai-noel que diz: "Você tem que trabalhar, tem que lutar e tem que fazer merecido por tudo que você tem. Deves agir com honra, com despeito e mimimi". Do outro lado temos o Mr. Evil que prega: "Tudo o que você quiser eu posso conseguir fácil fácil! Não precisa lutar pra conseguir, só me arranjar um pouquinho da sua alma aí que fica tudo elas por elas!".

Hahah... Tirando o humor entre as duas (que fique bem claro que eu respeito ambos, desde cristãos, judaistas, islãs e claro, respeito bastante os satanistas. Aliás é um estudo muitíssimo interessante a religião deles, quem tiver curiosidade sugiro algumas leituras) as duas por sua vez criam ambientes cada um com sua peculariedade.

Para exemplificar, usarei o exemplo da CDHU. Primeiramente: dar coisa pra pobre, principalmente se ela é fabricada por um carinha chamado "estado" e dado de graça não dá certo. Existem programas urbanísticos antigos que mostraram não dar certo por isso. Agora, se você pede, sei lá, uma contribuição mensal pequena pro pobre pagar, de acordo com suas despezas, ele vai tratar aquele lugar com lustra-móveis até na pia do banheiro. O pagamento não importa: o governo já pagou tudo, até o tio eletricista há muito tempo. Mas aqui o pagamento tem um caráter simbólico, pois o pobre está lutando pra quitar aquilo, mes a mês e já está vivendo lá pra manter isso. Claro, existe lá seus exageros, como levar mais de dezessete anos pra se quitar, mas enfim...

Bonus não está tão ligado a se eu vencer vocês jogarão nas minhas regras agora, mas sim que se deve lutar, e se você lutar, ganhará o título de "bom". O diabo escapa da chuva no filme, nenhuma gota o molha. Mas o Arnold ele se levanta e enfrenta a chuva, e exatamente por isso é chamado de "bom", pois a enfrenta, enquanto o diabo apenas escapa, foge. E isso é bem comum... As vezes pessoas no desespero fogem de seus problemas, mas mesmo sendo difícil o ideal é encará-lo de frente, de preferência com a cara feia como o Schwarzegger para meter mais medo no coisa-ruim e conseguir mostrar que enfrentar é sempre melhor que correr. Sempre.

Lálálálá... Se vier alguém comentando que "Quem é você pra falar disso?", já vou avisando: sou ótimo conselheiro, mas não sou, nunca fui e pelas coisas que já fiz na vida até hoje acredito que nem mesmo no futuro serei um exemplo a seguir. Faça o que digo, não faça como eu faço. =P

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