quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Fico com a pureza da resposta das crianças

Hoje estava ouvindo rádio e quando eu estava cansado de ouvir notícias, principalmente pelo fato do São Paulo acabar sendo o com mais chances de levar o brasileirão esse ano que me deixou logicamente nada animado, e fui ouvir uma rádio qualquer. Passou umas duas músicas e tocou a famosa música do Gonzaguinha, a "O que é, o que é?", uma música que uns quatro, cinco anos atrás me fazia chorar pra caramba, mesmo sendo uma música tão bonita, simples e pura, mas eram uns motivos pessoais.

Mas um dos refrões que ele fala mais impactantes na minha opinião é exatamente a que vem logo no começo: "Eu fico com a pureza da resposta das crianças". E de fato, todos um dia acabam crescendo, ficando maiores e tudo mais. Existem ainda os que fazem mais estilo das mulheres, que acham que qualquer passo fora de sincronia é motivo de falsidade (sim, nesse aspecto eu falo: odeio as mulheres. E acho que elas cresceriam muito mais como pessoas se deixassem isso de lado, fossem mais como nós,  homens que não tem essas frescuras de "falsidade") e a vida adulta é uma coisa complicadíssima, onde pessoas não entendem as outras, são mesquinhas e não sabem se expressar. E não entendem quando outros se expressam também.

A pureza portanto que morou conosco, e pelo nosso meio social tivemos que abandoná-la lá atrás.

Quando dava aula pra criancinhas era engraçado o meu convívio com elas. Sim, eu admito que sou um crianção porque se tem uma balada, ou se tem uma festinha infantil com cachorros eu acabo escolhendo a segunda opção, hehe... Fazer o quê? Não tive infância, e acho que na minha cabeça eu tenho a estranha idéia de tentar fazer as crianças que eu tiver chance de encontrar felizes ao menos aquele tempinho, fazê-las se sentirem crianças. Criança tem mais é que pular, brincar, jogar videogame e comer Trakinas. A minha infância foi regada de gordura, médicos falando pra eu emagrecer senão vou morrer com dezessete anos e amiguinhos da escola dizendo que eu era a bola de futebol e muitos infelizes casos de bullying... Enfim. Isso não vem ao caso.

Se você perguntar pra uma criança por exemplo o que é "saudade", essa palavrinha única no nosso dialeto e tão complicado de se explicar. Engraçado é ver como o pessoal de fora define "saudade", que é uma coisa tão simples pra nós, mas eles lá fora vivem no dilema de "sentir falta de algo que está pra vir", ou "sentir falta de algo que jamais voltará". Mas se perguntar pra uma criança o que ela sente sobre o que é saudade, elas não falarão como adultos nesses dialetos complicados, mas falarão apenas: "É quando eu sinto meu coração apertado!".

Tão simples que acho que cabe como definição até em dicionário. Sabe, essa pureza que as crianças sempre tem e terão, menos as que apresentam o Bom dia & Cia (Weee! Pleisteichon! Pleisteichon! Pleisteichon!! Hahah... Brincadeira!!). Sim, adoro mesmo. Sabe, vamos deixar essas definições de lado um pouco. Vamos acreditar que saudade é aquele aperto no coração, que nervosismo é aquele frio na barriga e amor, bom... O amor é quando a nossa cara fica vermelha e o coração começa a pular.

Nada mais simples e tão puro.

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