quarta-feira, 19 de novembro de 2008

It withers and withers

Tava lendo um texto sobre como viviam as pessoas na França na época das Cruzadas (séc XI até praticamente hoje em dia, hehe... Brincadeira). Praticamente não falavam, era um cultura bem diferente prezando o silêncio da sociedade mesmo. É meio estranho, mas uma edição dominical de um jornal hoje em dia equivaleria a quantidade de informações que alguém daquela época receberia por uma vida inteira, dados esses retirados das Super Interessantes que eu ando lendo ao ir na biblioteca da faculdade, hehe (não tenho dinheiro pra ficar comprando todo mês!).

Os modernistas pregavam uma total quebra de fronteiras anti-individualistas de cada cultura. Que o mundo deveria respirar um único ar, de uma única maneira e por um único motivo. Aí vem os pós-modernistas e falam que isso é uma inutilidade e que você preservar o individualismo e ao mesmo tempo o coletivo. Um grande exemplo é ver um significado além daquelas atitudes da revolução cultural de Mao Ze-dong como por exemplo imaginar aquilo como alegoria para trazer a China para mais próximo do Ocidente.

Claro que ouve consequências interessantes. Movimentos artísticos por exemplo é o que acho mais interessante. Se no modernismo as coisas que mais permaneciam eram coisas como "Conceito" e "forma", hoje permanece muito mais o "conceito". Como nos tempos atuais as coisas terem muito mais um aspecto de sustentável, que envolve um pensamento, uma vontade global, aliada a criatividade individualista de cada um.

Eu ainda imagino um mundo com bem menos gente que nos tempos atuais, e sem nem mesmo um "conceito" artístico, mas uma arte muito mais livre do que qualquer coisa. Sei lá... Estava lembrando de algumas discussões que tinha com amigos atores. Particularmente acho que atuação cênica uma das artes mais limitadoras do mundo. Já fui ator, e acredite, eu sempre achei a coisa mais limitada do mundo você demonstrar tristeza com a clássica face com as sombrancelhas arqueadas e a boca pra baixo.

Sério mesmo, e é díficil ver atores, principalmente esses de novelas ou filmes fazerem um personagem convincente. Normalmente eles conseguem fazer quando estão bem mais maduros, como Paulo Altran, que acho que foi um dos melhores atores do mundo em geral. Mas outras como Suzana Vieira parece que quanto mais tempo passa pior fica. Por isso eu acho que atuar é uma coisa que vai além daquela horinha que você passa na frente da telona ou do teatro. Acho que atuar deveria ser como você conhecer uma pessoa. Um dia você vê ela, no outro você vê de outro jeito e depois novamente de outra maneira e assim por diante. Você construiria a psique dela, não o contrário.

Música também, embora eu não entenda muita coisa. Música eu acho uma das artes mais limitadas embora ela seja tão velha como a escrita - que se aperfeiçoou, evoluiu, tentou novas linguagens - mas somente vejo pouquíssimos que saíram do clássico: Verso 1 - Ponte - Coro - Verso 2 - Ponte - Coro1 - Coro 2 - Fim. Há suas exceções. Dois que adoro são Tom Zé, que indiscutivelmente é o único da Tropicália que continuou inovando e não ficou parado na época Flintstoniana e um que já faleceu, John Cage, que tocava pianos modificados com até latinhas e ferros de passar dentro. Contava histórias com música de um jeito que deixaria qualquer DreamTheater de queixo caído.

Ainda mais hoje em dia que temos ferramentas que pintores de antigamente adorariam usar e provável que usariam sua criatividade a mil mas a sociedade às vezes parece permanecer assim. Letárgica e munida dos mesmos signos, dos mesmos paradigmas e do mesmo comportamento. Já estamos congelados! Que fria...

E então murcha... E murcha.

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