quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

No rain, can't get the rainbow.

Ano maluco. Sério mesmo, foi um dos melhores anos da minha vida inteira. Talvez por isso seja considerado maluco. O ano do rato, que é como Áries também representa, implica sempre num novo começo, em novos ares. Pra mim, 2008 foi um ano pra se apagar tudo de antes, e preparar um novo piso para o que está por vir. Tem hora que um castelo só pode ser construído corretamente se você derrubar e começar de novo, do zero. Só espero que o que estou plantando esse ano possa colher, ao menos grande parte deste, como coisas boas nos próximos anos que virão.

O primeiro mês foi algo deveras emocionante! Viajei com a família para Aparecida, e vivi uma experiência totalmente irrequecedora. Uma imagem de fé, pelos peregrinos que a visitam como pelo ar daquele local. Sinto lá sempre uma energia diferente, uma energia rica e pura que sinto em lugar nenhum. Fiz também a loucura de encarar uma viagem de muitas horas para ir até Mogi das Cruzes atrás dela, e no final das contas nem consegui sequer vê-la. E pra variar o presente que deixei com ela era idêntico a um que já tinha, enfim. Fica pra próxima e aquele abraço.

Nos estudos um ano também de muita luta. No primeiro semestre desse ano a produção de um site, onde fizemos um website para ensinar as crianças e dar noções sobre a língua inglesa. Cheio de joguinhos, com direito a um livreto impresso (aliás esse foi muitíssimo bem produzido pela Gabi e o André. *_* Parabéns mesmo!) e professores como sempre nem tão caridosos, principalmente com os prazos. No segundo semestre as matérias de Teoria da Percepção e de Projeto que também foram complicadíssimas... Onde teve um momento onde, para terminar a tempo o desenho animado, fiquei três dias sem parar trabalhando. Falta de sanidade é comigo mesmo, mas isso também não é nenhuma novidade.

Tentei ir dessa pra uma melhor, mas como podem ver, estou aqui para contar estória, então não estou por aquelas bandas (ainda...). Comecei a ter consultas com psicólogos e psiquiatras,  acho que talvez seja pelas droguinhas e pelas horas de terapia eu hoje possa falar disso quase que naturalmente. Em maio recebi uma ligação que pensava que morreria sem jamais recebê-la, e pude, uma última e única vez ouvir a voz dela. Conheci uma grande amiga dela, e hoje ao menos, embora apenas nos falamos apenas virtualmente agradeço por ter conhecido uma pessoa tão boa e legal como ela (Kikaaa!).

Peguei o 99 no Ragnarök finalmente! Poxa, esse foi quase que o fato de século... Depois de três longoooos anos jogando essa maldição quase que todo santo dia, mas consegui! É pouco, mas meu Scholar é uma das coisas que eu mais orgulho na minha vida inteira. Sério mesmo. E claro, não podia esquecer que consegui o Seiya no Arayashiki, e embora o fórum esteja meio baixo recentemente, acho que a conquista já vale. Esperei uns três anos também fazer o teste pra ganhar o cavaleiro de Pégaso mas apenas nesse ano que eu consegui, finalmente! Essa é outra das conquistas que pra mim são como um esforço de uma vida inteira, mas poucos entenderiam.

E poxa, o blog também foi mudado, com o fim da weblogger. Ajudei a Fátima, uma grandíssima amiga que mora no meu coração a pegar o 99 também no Ragnarok em um mês inteiro jogando, briguei com algumas pessoas, voltei a ter contato com outras. Vi algumas pessoas depois de anos sem vê-las, e me distanciei de outro monte delas. Sabe, se somos engrenagens ligadas umas às outras, acho que nesse ano eu adquiri uma velocidade quase que insana tamanha a importância de alguns fatos deste ano.

Hahaha... Quando eu era pirralho, morando lá longe, ficava pensando como seria eu com vinte anos, eu na época com dez. Demorou muito pra passar o tempo, mas passou. Imaginava eu todo bonitão, magro, alto, com namorada, haha... Ainda falta arranjar uma mulher. Mas acho que nem vai ser tão difícil, certo?

; )

Psiuuu... Boquinha-de-siri, heim? Fica entre nós, segredo. ;D
Feliz 2009 e ótimo reveillon a todos. Em janeiro eu estou de volta com todo o gás para um novo ano. ;D

E não esqueçam: sem a chuva, não se consegue o arco-íris. ^_^

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Bold & Delicious

Durante o ano inteiro fui tirando fotos, e uma por cada mês era selecionada para ir para um álbum de fotografias minhas que entitulei Bold & Delicious. Não! Não é "negrito e delicioso", igual disse um amigo meu (malz Thiago! Eu perco o amigo mas não perco a piada.. hahaha!) e sim "Destemido e Delicioso", mas Bold é um destemido mais voltado ao sentido de ousar mesmo. E acredito que as fotos diziam bem isso, todo mês eu tentei fazer nem que fosse um penteado diferente, posição, expressão diferentes pra ilustrar a passagem durante o ano. O resultado são doze fotos, que podem ser vistas tanto no meu profile no Orkut como na minha galeria do Picasa.

Esse é o último dia de 2008, já estaremos em 2009 ano que vem e quero compartilhar isso. É um trabalho muito, muito pequeno, meio bobo até, mas pra mim foi muito legal. Já sou fotogênico por natureza, então as fotos não foram problema. O nome eu peguei de uma música homônima da Ayumi Hamasaki, que além de ter um ritmo e uma letra interessantíssima ela ainda é cantada por uma das minhas cantoras favoritas. Sem mais, vamos às fotos!

A foto de Janeiro foi sem dúvida a que todos mais gostaram. Mas deu mega trabalho pra tirar. Na foto original eu estou sentado no chão, de joelhos, em uma posição extremamente incômoda mas o sorriso saiu mostrando uma descontração tão legal que nem pareceu falsa. Parece que eu bati a foto normal, como num dia comum, como se eu tivesse feito aquela cara na hora mesmo, hehe. Em fevereiro teve até direito a cigarrinho e cabelo de mafioso. Um amigo meu disse que eu tava parecendo ator de filmes pornográficos, diga-se de passagem. Em março por mais Colgate que o sorriso pareça, ele foi totalmente espontâneo. Odiei meu cabelo. E a camisa também.

Em Abril a foto foi tirada no meu falecido MotoRazr², popularmente conhecido como V8. E acho que foi mais ou menos nessa época que eu fui assaltado e levaram ele embora. Essa é a que tá em menos qualidade, mas gostei do tom sombrio dela (foi intencional!). Em maio eu queria fazer um "sorriso Kenshin Himura", mas saiu "Sorriso da Véia Surda Desdentada". Acontece. Em junho eu não lembro como nem onde eu tirei a foto, mas dá pra ver até minhas rugas mais escondidas de tão boa definição que saiu.

Em julho eu queria imitar o Mello, do Death Note. A posição ficou idêntica, mas faltou cabelo, olhar psicopata (mais do que o meu naturalmente? É possível? No colegial viviam com medo de mim...) entre outras coisas. Mas por incrível que pareça eu adorei a foto. Em Agosto eu aproveitei a foto meio em cinza basicão e deixei um fundo escuro pra testar um contraste e gostei bastante. Em setembro outra foto hiper problemática, pois de fato estava deitado e tirar a foto deitado sem parecer o braço segurando a câmera foi uma missão de contorcionista e delicadeza pra mim, afinal não podia balançar as mãos!

Em outubro, bom.. Cabeça pra baixo. Outra que eu nem conto como fiz pra tirar. Ok... Eu falo. Pedi pro meu irmão me tirar uma foto sem a parte de cima da roupa, e muito do cabelo da foto não é meu, foi Photoshop do bom e velho, e o brilho do olho foi aumentado umas zilhões de vezes, dando uma total inaturalidade. Não sei, mas eu bato o olho na foto e lembro muito de ULTRA BLUE, da Utada Hikaru. Mas adorei a foto, e foi difícil deixar de usá-la como foto do Profile. Aí veio novembro com outra foto com o Mello como inspiração, muito similar a foto do perfil dele no mangá do Death Note. Por fim dezembro, que eu decidi fazer uma pose muito similar à de janeiro, colocando a mão do outro lado e com os olhos abertos e o cabelo no novo estilo que eu tou usando, arrepiado, até ele crescer e abaixar de novo!

Postado aqui apenas a foto de dezembro, mas como eu disse lá em cima, você pode acessar vendo minha galeria do Bold & Delicious no Picasa no seguinte link: http://picasaweb.google.com/mjmorphine/BoldDelicious 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

São brancas como a neve.

Não vivem muito. Mal aparecem durante o ano. Se escondem por entre as frutas alaranjadas e as folhas verdes. Na imensidão se destaca ao longe, são como pontos brancos por entre os galhos. Na primavera enquanto o tempo ainda está muito quente elas aparecem, e ao caírem no chão criam um belíssimo cenário paradoxal: enquanto o céu quente de novembro irradia luz, o mar esbranquiçado no chão, que lembra muito a neve.

Pra quem imaginava que as pétalas aqui do lado no layout são sakuras, ou pétalas de cerejeira, enganou-se! Pra ser sincero eu gosto de flores, principalmente para dar pras mulheres (embora duvide que alguma tenha gostado. Mas pra mim eu ainda tenho a música do Roberto Carlos pra me consolar: Eu sou aquele amante à moda antiga, do tipo que ainda manda flores). Mas tenho lá as que eu adoro. Não gosto muito dessas para se enrolar num ramalhete. São exatamente essas que não precisam de tanto cuidado como minervas ou bromélias que mais me atraem.

Sim, adoro as pétalas de cerejeira, em especial as chinesas. Sim, as nipônicas têm lá seu charme, mas as chinesas em geral tem uma tonalidade que nem é rosa, nem salmão nem vermelho claro. É coisa única mesmo, são muito bonitas. Gosto bastante das pétalas de laranjeira, que estão nesse layout. Odeio suco de laranja, vivia tomando na minha infância pois minha mãe pensava que isso me fazia pegar menos resfriados, hoje em dia não consigo nem ver a cor do suco. E normalmente quando vou ao interior vejo aquele mar de laranjeiras e no solo tem um monte de pétalas, que lembram - e muito - neve. É uma paisagem única. Mas o fruto, quero distância!

Mas a que eu mais gosto são as de mexeriqueira. Tem uma mexeriqueira aqui perto de casa. Daquelas pequenas e bem ácidas mesmo, e elas soltam umas pétalas que são muito parecidas com as de laranjeira, exceto por serem bem menores e amarelas. Quando as flores desabrocham formam uma piscina de pequenas flores no quintal de casa. Sim, minha vizinha tem uma.

A foto é uma sakura chinesa, ou 樱花 (Hanyu pinyin: yīng huā).

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Estarei viajando, ficarei fora alguns dias. Em janeiro algum dia eu tou de volta pra cá. ^^
Cuidem da casa, meninos. Se tiverem problemas, chamem os escoceses! Se alguém procurar pra mim, diga pra me procurar em Cardiff! Se for pra assumir filho, diga que estou na lua, ou que eu morri (brincadeirinha! xDDD)! Ba ba liu!!

Dia 30 e 31 terão postagens que eu já escrevi previamente e mandei a blogger postar sozinha. Mas quando eu voltar eu dou um toque! =) Dia 30 inclusive terá uma postagem que é CLARO que eu não poderia deixar de postar aqui. Quem viver, verá a tal postagem e o assunto, que pra mim é super especial! Se cuidem, meus jovens!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Silent night, holy night.

Natal. Tempo de presentes, de reunir a família, de celebrar. Dia no ano onde é celebrado o nascimento de Jesus Cristo, um homem que nasceu há mais de dois mil anos e tem seus ensinamentos até hoje difundidos. Um assunto difícil de se tratar, verdade. Principalmente nos tempos atuais, onde um barrigudo de roupa vermelha tomou o lugar do cara que foi na cruz. Data movida pelo comércio, pelas típicas "lembrancinhas", que claro, é muito bom pois gera emprego e renda, mas algo está se perdendo no meio.

Pessoas ainda pensam que se faz necessário um objeto, algo físico para demonstrar um sentimento, que é algo puramente abstrato, não ligado a uma realidade sensitiva. Papai Noel acredito ser um símbolo interessante, pois une desde europeus, asiáticos, africanos e americanos, pois ele não tem religião, e não precisa seguir nada em especial para se lembrar dele, exceto amar pessoas. Natal é tempo em que estamos no fim de ano, e acho que é uma hora boa para refletir o que foi feito durante o ano. De acordo com o credo popular, Papai Noel apenas presenteará as crianças que se portaram bem durante o ano. E você, independente de ser criança ou não, se portou bem?

Como meros objetos, os presentes são coisas feitas para se usar. Por sua vez, pessoas são feitas para amar. Mas numa sociedade onde apenas o que está no bolso importa as pessoas esquecem muitas vezes que um abraço sincero pode ser algo tão gratificante como um presente por si só. Hoje muitas pessoas amam os objetos e usam as pessoas.

O mundo atual vive numa profunda carência afetiva. Isso é péssimo. Não queremos falar com pessoas com medo de magoá-las, ao mesmo tempo não queremos pedir perdão por algo ruim que fizemos. Erguemos uma muralha em volta de nós impedindo de nos relacionar com as pessoas, seja desde por medo de se apegar como por de algum motivo que desconheço o medo de sentir-se invadido. Sabe, eu esse ano fui uma pessoa muito, muito má. Verdade. Fiz muitas besteiras, foram com poucas pessoas, mas foram grandes besteiras e muito malvadas. Em algumas eu diria até meio sádico. Sei que não receberei nada dessas pessoas, delas infelizmente não espero nem mesmo um telefonema carinhoso, mas não lhes tiro esse direito.

Mas tomando um exemplo do cara que realmente significa o Natal, que é o homem que transformou água em vinho, entre todos os muitos presentes que eu posso dizer que compartilhem é o que significa o gesto desse homem que fez perante todas as pessoas naquela época: o do perdão.

Uma vez me disseram que perdoar é divino. Verdade, e talvez apenas depois de amar, essa seja uma das coisas mais difíceis que nós temos na nossa vida para fazer. Somos humanos, fazemos burradas, coisas erradas, somos exagerados muitas vezes. É o que minha avó costuma dizer: que a carne é fraca! E pessoas muitas vezes perdem o significado do perdão. Sabe, perdoar é um gesto divino, pois se lá em cima tem alguém que faz nosso destino, quando perdoamos nós fazemos uma escolha: de continuar da maneira que estava ou de dar uma nova chance.

Não significa que nós iremos como de súbito esquecer tudo de ruim que sofremos de uma pessoa, mágoa não conta aqui. Mas sim que dizemos "tudo bem, por você ser importante na minha vida, te dou uma nova chance!". Acredito ser esse o melhor presente que eu poderia receber nesse Natal que se aproxima, e também acredito ser o melhor que eu poderia dar a muita gente. Podemos claro, ficar magoados, mas a importância do perdão, da vontade de começar de novo, do tentar novamente isso que acredito ser algo que vá além dos presentes, do companheirismo e de todos os sentimentos presentes, que não são poucos, como um excelente e o mais apropriado para ilustrar a noite natalina.

E claro! Não se esqueçam. Como dizia no Esqueceram de mim 2: boa ação vale o dobro na noite de Natal. Faça uma boa ação e perdoe pessoas, faz bem tanto para você como pra outrém. Acho que essa mensagem independe da religião ou credo. Tenham todos um feliz natal, e que Deus abençoe a todos, com muita fartura, saúde e amor.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A macacada vai pirar!

Ok, admito: estou perdido! Sem chances de retorno, haha... Nesses dias me vi jogando meu bom e velho Super NES com uns emuladores aqui via computador mesmo. Entre eles eu e meu irmão jogando Donkey Kong Country III - Dixie Kong's Double Trouble, um clássico lançado em 1996 pela Rareware. O Kiddy Kong, meu Kong favorito tá aqui. Sim, é um bebêzão com direito a chupeta e tudo, além de ser forte igual a um cavalo, hahaha...

Outro que eu viciei foi Tetris Attack!, outro inclusive produzido pela Nintendo. Bom, esse é sem comentários... Eu começo a jogar e vou detonando tudo, mas tem uma hora que depois de minutos (e bota minutos nisso) meu cérebro simplesmente pára de raciocinar, e eu fico abobado na tela do jogo perdendo. Sério mesmo... Eu não consigo fazer nada a não ser ficar zanzando na tela sem saber o que fazer. Outro que enfim experimentei foi Mario Paint, que é lindo e fofinho. Lembro de eu moleque sonhar muito com um desses, e quando coloco as mãos é bem bacana.

Megaman não poderia faltar na lista. Megaman VII e o Megaman X-3 estão na lista com certeza. Tava até jogando Metroid, poxa. Isso é fim de carreira, haha. Fiquei ainda muito triste porque só posso jogar agora via computador, pois o cabo de força do meu Super NES simplesmente evaporou. Pena.

Pra não dizer que eu só fico nos bonitinhos, estou também no Kirby Dream Land. Hahaha... O mais fofo dos fofos. Tem também Pitfall: Mayan Adventure que estou penando pra jogar. Complicadinho pra caramba. Tou criando coragem pra ir no Mario mais dificil de todos, o Mario is Missing! que figura entre os clássicos, e clássicos impossíveis.

O pior é que mesmo depois de anos jogando (a última vez que lembro ter jogado DK3 foi em 2001 eu acho!) eu ainda lembro onde faz as coisas no jogo, tim tim por tim tim.

Tintin... Hum... Tive uma idéia pro próximo layout. =O
Oh deuses... Essas idéias que caem do céu...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Cuidado para quem você doa!

Certo, as catástrofes das enchentes em Santa Catarina estão já com bastantes doações, todo mundo ajudando e tudo mais. Grande parte da ajuda aliás não é estranho vir de São Paulo - estado onde todos os que moram aqui querem morar lá. E convenhamos: Floripa é sonho pra qualquer paulistano. Uma vez eu li um jornalista falando que o centro de São Paulo está indo cada vez mais ao sul, era lá na Sé e foi descendo, agora o centro é a Paulista e vai indo, em direção ao sul. E não me seria surpresa se daqui a uns cinquenta anos chegasse em Florianópolis, hehe!

Doações em massa estão chegando lá. E claro, estava tudo muito certinho pra estar correndo tudo bem. Passou na TV uma denúncia, já tem um tempinho, de inclusive militares levando mantimentos que iriam para os desabrigados. Claro, ultra chocante e comoveu grande parte da população. Os militares superiores disseram ser um ato isolado, o que todos duvidam, pois se já estava no nível da coisa ser flagrada até por uma câmera de celular era porque já estava em níveis críticos.

Nessas épocas quando acontecem esse tipo de coisa vêm gente de todo o canto arrecadando coisas, dizendo que vai ajudar e tudo mais. A primeira que eu peço pra tomarem cuidado é a Rede Record e seu Instituto Ressoar. Parece que os evangélicos alegaram que o Ministério Público estava fazendo inclusive o monitoramento da arrecadação de mantimentos mas isso é uma mentira, e inclusive essa notícia foi veiculada em muitos órgãos de mídia independente. O próprio Ministério Público alertou não estar ciente de nada nesse sentido. Cuidado nunca é demais. Acho que já existem coisas bastantes graves contra o Mr Macedo. Analisem por si mesmos e tirem duas conclusões..

Como dizia uma sábia amiga: pra Record eu não dou nem um alfinete.
Por isso eu ainda torço pro Silvio Santos. =P

Inclusive até vírus de computadores que mexem com isso, é incrível (e tem gente idiota que ainda abre os .exe. Meu Deus... Acho que na cartilha escolar deveria ter, e muito informática, no lugar de tirar Artes Plásticas do Ensino Fundamental I, não é senhor presidente Lula e ministro da Educação Fernando Haddad! País ignorante que pensa que o ensino de Artes é inútil...). Uma conhecida minha até que trabalha no corpo de bombeiros disse que estão já cheios de donativos de roupas. Ela mesmo falou pra pararem de enviar um pouco de roupas porque estão cheios! Mandem comida agora!! Huahehuaha... Só não vai jogar lá um contra-filé de segunda...

Mas eu ainda prefiro confiar na defesa civil do que em ONGs. Mas como já falei, minha opinião sobre a Record é puro preconceito de minha parte. Isso eu admito, mas não arredo o pé contra eles.

Sem mais, queria parabenizar a TV Cultura por estar auxiliando as vítimas de Santa Catarina, o presidente que liberou "uns real", o governador de Santa Catarina Luiz Henrique da Silveira que está fazendo um bom trabalho, a Defesa Civil que estão mostrando uma excelente integração, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro que estão gerenciando todo o recebimento das doações, as pessoas que têm doado o que podem para ajudar eles a terem ao menos um bom e farto Natal depois de tanta desgraça e poxa, até o Google tá ajudando. Dá gosto de ver isso. Sério mesmo.

Fonte da foto: Editora Abril

domingo, 21 de dezembro de 2008

Fronteira sob o crepúsculo lácteo

Estou tentando (novamente!) escrever um roteiro de quadrinhos. Mas agora quero sair dos clichês, ao menos em partes. Na verdade tou com um projeto que acho que dificilmente entenderiam, mas pra mim é suficientemente claro. Ou não.

Tá, ninguém entendeu nada. Se chamará Frontière, fronteira em francês biboso. A história se focará em três pessoas que significarão algo como passado, presente e futuro. Mãe, filha e namorado da filha. A obra que eu quero escrever pretendo focar em dois temas que só em si me trarão muita dor de cabeça: amor e tempo. Parece fácil na teoria, mas apenas na teoria. Tive a idéia toda durante esse último semestre na faculdade, e quero agora nas férias ao menos pegar e organizar todos os brainstormings.

Algo como: Em um mundo paralelo, Anya é uma mercenária a serviço de quem pagar mais. Sua filha, Mia é uma criança alegre, mas muda drasticamente ao presenciar sua mãe sendo assassinada na sua frente. Uma história sobre o que é o amor, e como o tempo interfere nas nossas vidas e o quão relacionamentos podem ser eternizados. Algo assim, não vou contar o resto porque tou com umas idéias legais aqui. Se eu conseguir sair do rascunho primário eu mostro, embora eu duvide muito que saia do primeiro rascunho.

O primeiro desenho que eu fiz delas eu scaneei e colori com o Photoshop. O resultado está tanto no meu DeviantArt como aqui também (no caso, a versão daqui está ligeiramente diferente. Pouca coisa). Segue abaixo a arte concluída (clique para ampliar):



sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Eu... Parecido com quem?

Sim, vai chegando as férias e a falta do que fazer, bem... Me faz achar coisas muito comédias na internet. Achei um que é um aplicativo em Flash que analisa seu rosto e mostra qual a celebridade que mais é parecida com você. Só tem um problema: de acordo com o software eu devo ter algum problema sério pq só me saio parecido com mulheres! x_x~~ E POXA! Eu sou parecido mesmo, vai se danar. ¬¬'

Uns tempos atrás o pessoal dizia que eu lembrava muito o Pacey de Dawson's Creek (Joshua Jackson), mas ele não apontou nada dele que eu pareço com o dito cujo que uns amigos diziam que eu era a cara cuspida. No lugar ficou até Charlize Theron. Acredite! Essa foto minha foi a que mais foi classificada, vamos dizer, bem. Tem fotos minhas que ele disse que eu pareço até com Penelope Cruz e Brigitte Bardeaux! Sai dessa vida. O resultado do site pra vocês caírem na risada, hehe!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Mia entrevista!








segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Viva Angelina

Antoine Gelis era um abade de um pequeno vilarejo ao sul da França, em Coustaussa. Tinha setenta anos até então, até o fatídico "Dia de todos os Santos", o dia 31 de outubro de 1897. A noite virou dia, e com o dia veio o pânico. No pacato vilarejo a população acordara horrorizada ao ver que o reservado sacristão havia sido assassinado brutalmente. Imensas poças de sangue estavam espalhadas pelo local, seu corpo virado pra baixo numa posição onde os braços e pernas estavam cruzados de tal maneira que fazia referência a posição em que os cavaleiros templários haviam sido enterrados.

Seria um crime comum, exceto por alguns fatos estranhos. O ladrão não levou nenhuma quantia de dinheiro. Ladrões ao cometer latrocínio normalmente são levados pela vontade de matar e acabar com a única testemunha, que seria a pessoa assaltada, por isso acabam cometendo homicídio. Nas gavetas o dinheiro ainda estava lá, e uma boa quantia dessa. Naquele mesmo local estava uma bolsa, um porta-papéis, como os franceses viadinhos chamam, comumente usados para guardar documentos e estava arrombada, nada dentro. Um ladrão que entra numa casa, assassina o morador com mais de uma dezena de golpes na cabeça (inclusive em três pontos era possível ver o cérebro danificado) e o deixa dessa forma. Estranho.

Dentro de uma caixa de maços para fumo, uma coisa que inclusive o abade dificilmente usaria pois de acordo com relatos odiava o cheiro de cigarro, uma folha de papel escrita "Viva Angelina", a única possível pista que o ladrão deixou. Inclusive foi bastante metódico, não deixou nenhum tipo de pistas ou evidências, exceto esta. Até hoje o caso está sem solução.

Minha primeira suposição seria ignorar totalmente os laudos da perícia. Policiais são seres humanos, e não apenas no Brasil, mas eles podem se corromper em qualquer parte do mundo. Ninguém garante que teve apenas estas pistas, e se as pistas foram manipuladas para o laudo apenas constar as de menor caráter. Sim, estávamos no final de século dezenove, então não adianta pedir pro povo do CSI ir atrás e tampouco da época a perícia disponha de tanta capacidade de inteligência e tampouco de ferramentas de investigação apuradas. Segundo: alguns dizem que a palavra "Viva Angelina" em árabe a pronúncia significa algo como "Estou no jardim". Gelis havia escrito em seu journal seis anos antes dizendo que ele havia descoberto uma tumba, e naquela noite havia chovido. Seria essa a tal coisa que estaria no jardim que seria tão importante?

Chuva normalmente significa emoções, emoções fortes. Provável que a tumba tenha sido encontrada nas proximidades de Rennes-Le-Château, uma cidade que guarda estranhos fenômenos sobrenaturais. Equipamentos eletrônicos dificilmente funcionam bem na cidade, que aparentemente é um vilarejo normal sem nada diferente. Pessoas dizem que lá tem uma magia estranha no ar que ninguém explica. Mas isso, é pra um outro dia.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

OBA!

Oba! NATAL. Como ninguém é de ferro, nem eu aqui, estou devorando tudo que encontro na frente. Sabe como é, fico em casa, nada sem fazer e vou pra cozinha e tem aquela coisa cheia de luxo, ela fica me olhando, eu olho pra ela, eu dou uma piscadinha e ela fica vermelha, aí vou chegando perto e vejo que ela começa a tremer nervosa, eu seguro, agarro e... Abro a caixa e começo a devorar o Panettone! \o/

É fraqueza de espírito, eu juro! Já acabei com um inteirinho em um dia. Agora tou comendo um chocottone. Olha, eu não gosto de chocolate, e pra ser sincero uma coisa que eu adoro no Panettone é aquela massa doce e fofinha. E o da Bauducco é bom que quase não tem gosto de chocolate, então eu me sujo todo e como rapidinho. Inclusive hoje comi tanto que fui parar no banheiro... x_x~~

Ah, enquanto isso vou aproveitando as férias pra ir ajeitando minha vida. Sabe como é, retomar contatos, fazer faxina, mandar matar uns folgados... Nada diferente da rotina, haha... Brincadeira. Tava fazendo backup de umas coisas e vi como eu tenho velharias no computador. Velharia mesmo, coisa de até dez anos atrás. Ok. Sei que tá de noite, passa da meia-noite mas... O panettone tá me olhando com uma carinha que não consigo dizer não.

Sim! Comer tanto me faz passar super mal. E olha que eu como igual um avestruz, pra eu passar mal é exatamente porque eu exagerei além da barreira humana normal, hahaha! Quero mais, mais, mais!

Antes de terminar, só quero dizer que na Cacau Show tem um panettone de maracujá com uma cobertura de chocolate branco eu acho. *_* Aquilo é um tesão. Se querem me fazer feliz já sabem como! De preferencia depois do Natal que aí fica barato aí vocês podem me dar uns 10. =P

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Número confidencial chamando.

Lá estava eu. Na verdade desde a mensagem dela dizendo que queria falar comigo, eu estava nervoso. Dei o número do celular do meu irmão – meu celular havia sido roubado, e sabia que provavelmente se alguém atendesse e soubesse que era ela não gostaria muito, embora sabia que ninguém faria nada além disso. No dia anterior não havia desgrudado do aparelho, andei com ele pra cima e pra baixo e nada por parte dela. No dia seguinte o deixei do meu lado enquanto usava o computador. Até o momento que recebi uma nova chamada.

Dizia ser um número confidencial. Minhas mãos começaram a tremer. Essa seria a ligação que eu esperei arduamente desde o último “Olha, eu te ligo mais tarde, pode ser?” de outubro. Sete meses então haviam se passado desde o "mais tarde". Sete meses de sumiço, mais da metade de um ano, e lá estava eu novamente prestes a falar com ela, que havia vaporizado literalmente há tanto tempo.

“A-alô?”. Atendi meio gaguejando. Reconheci o “Oooi” do outro lado. Era a mesma voz, a mesma saudação da pessoa que fazia questão de me acordar quase todo santo dia, e embora eu dissesse que odiasse aquilo, eu na verdade adorava, e sempre o dia parecia raiar de um jeito diferente quando falava com ela logo pelas manhãs. A conversa se estendeu por pouco mais de uma hora. E fiquei sabendo de tudo.

Descobri que pra ela eu não era um nada. Era apenas mais um na lista, alguém descartável que depois de um mês juntos iria pra lista dos retardados, ou apaixonados sem noção. Não apenas me deixou como me trocou pelo outro antigo. Pensou que eu não correria atrás, ponderou que ela também pra mim não significou nada. Mas significou. Afinal era ela a primeira chance que eu tive de dizer que eu não era feliz sozinho, mas era feliz ao lado de alguém. Alguém pra compartilhar, alguém pra se doar e receber doação. Alguém para amar, e ser amado. Simples. Mas para ela, não. Penso que pra ela nunca existiu nada. E tenho quase certeza disso.

Segurava as lágrimas com todas as minhas forças. Mas teve uma hora que eu não agüentei. Se ela soubesse que ao ser assaltado eu quase arrisquei minha vida a não dar meu celular exatamente pois nele estavam todas as mensagens que trocamos, todas elas tão pequenas, poucas palavras, mas que tinha dias que eu lia aquilo apenas para relembrar a emoção, a felicidade de um dia distante que sequer retornou ou retornará...

Conversamos sobre várias coisas. Entre elas apenas a fiz prometer uma coisa, que jamais fizesse isso com mais ninguém nesse mundo sob nenhuma hipótese. Acabe relacionamentos da forma mais grosseira possível, mas não suma. O sumiço tem um símbolo, não é apenas o de abandono, mas de a pessoa estar num nível tão desprezível que sequer merece ouvir um não, apenas ele deve viver com sua esperança infinita de sua parte perante um destino na sua frente com chance ínfima de sucesso. Magoe a pessoa, xingue, diga que é um nada, mas ao sumir você sem palavras diz que ela significou absolutamente nada. Que todas as ligações, palavras de carinho, amizade e paixão foram esquecidas, foram coisas lançadas ao vento perdidas entre um mar de brumas onde vagam sem rumo até um dia morrerem no eco dos sons mundanos. Que toda aquela emoção, a dedicação era um mero artífice para algo maior, que era absolutamente nada, um gigantesco vazio.

Ainda hoje a vejo. Seja em sonhos, seja virtualmente. Ela está lá, mas não tenho coragem de falar nada. Mas aos poucos tudo perecerá. Provável que eu me desligue cada vez mais, que não a queira ver, que fuja. Pois fugir eu sempre fui bom e tive talento pra coisa. E sei que fugir é algo que faço pra não ter que encarar a realidade.

Muitas coisas aprendi e reforcei conceitos meus já existentes. Uma das coisas, porém, nunca acreditarei que é correto abandonar as pessoas. Nunca. E nunca acreditarei.

Texto escrito originalmente em junho 16, 2008

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Uma São Paulo que existe.

Ok! Desisto. Admito. Viciei legal no seriado Alice da HBO. Não sei, mas era um seriado que (talvez) não tinha muito para dar certo mas é viciante desde o começo. Pra quem não conhece, é a história e trajetória de Alice, uma donzela de vinte e seis aninhos, noiva de um engenheiro, que mora em Palmas, no Tocantins, interpretada por Andréia Horta. Só pra descontrair: NUNCA pegam ninguém do Acre! Poxa, até Tocantins! Mas o Acre que é o Acre, nunca!

Ela mora no centro. E não é lá essas coisas onde ela mora não. Vive com a tia dela, interpretada muitíssimo bem pela Regina Braga. Mas sei lá... O seriado tá trabalhando com muitos estereótipos que todo paulistano sabe que existe mas nunca diz pros outros, hehe... Como baladas recheadas de drogas,  o fato da população noturna de São Paulo em algumas áreas ser apenas de "damas da noite" e a que eu estou mais gostando: trânsito, trânsito e trânsito. Valeu, Kassab cabeçudo!

Mas estou gostando. Adoro a linguagem da série, e os dilemas que ela passa também. Tem um amor, aquele romantismo frio que paulistanos têm, de exatamente por morarem numa cidade das mais insanas do mundo dificilmente pessoas dizem pros outros estar em compromissos com outros, etc. Algumas coisas enchem muito o saco: primeiro não vi (até agora) nenhuma oriental. Poxa, São Paulo e a área metropolitana tem quase mais nipônicos que o Japão! Outra também que não curti é o fato dela estar sempre na área central da cidade. Duvido ela vir aqui pro Capão ou Angela e falar com os "manos", hehe!

Depois falam que nós não moramos em São Paulo. Moramos sim! Mas o problema que nós aqui somos esquecidos. Enfim.

Agora vou baixar o resto! 8D

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Frio

Não importasse onde virasse os olhos. Uma imensidão branca cobria por todos os lados. Os ventos eram fortes, pareciam empurrar. O tempo estava gelado, e estávamos longe de casa, em um lugar coberto de neve. Ao chegar em casa liguei o rádio, este informava que a tempestade tardaria a passar. Sentei e me aproximei da lareira, enquanto isso ia tirando as peças de roupa que estavam levemente úmidas por causa da neve.

Coloquei um suéter que estava encostado. Tinha cheiro de naftalina. Fui até a cozinha para preparar algo para comer, quem sabe uma boa sopa. Ouvi uns passos descendo pela escada: era ela.

“Ah... Oi? Eu estou aqui fazendo algo para comermos.”. Disse, porém como sempre não obtive resposta. Já estávamos morando juntos há mais de um ano e ela sequer me respondia ainda. Comecei a esquentar um filete de azeite pra refogar alguns legumes. Ela estava perto da lareira, colocando mais lenha. Nossa vida era a mais incomum possível: eu falava, mas nunca recebia uma resposta por meio de fala. Sabia quando ela queria dizer que estava mal, ou sentia-se bem ou respostas, todas dadas nas entrelinhas de um mudo extremamente sutil.

Coloquei a água e o macarrão por fim e tampei a panela. Fiz bastante, pois sabia que sopa não iria me sustentar e iria repetir o prato no mínimo umas três vezes. Quando olhei na sala, ela não estava mais lá. Quando olhei pela janela eu quase morri. Ela estava lá fora, seu corpo deitado na neve inerte. Abri a porta num salto e fui em sua direção. A trouxe de volta para casa e a coloquei perto da lareira para esquentar.

Mas o corpo dela não esquentava. Tentei colocar roupas nela, mas ainda nada. Lembrei então de alguns daqueles panfletos de primeiros socorros contra frio, e lá dizia que o calor humano é uma das coisas mais eficazes para combater o frio. Tirei o suéter e algumas peças dela e a abracei fortemente ainda próximo da lareira.

Na hora do desespero segundos parecem horas. Cada momento que passava eu a apertava mais pra junto de meu corpo. Fechei meus olhos naquele momento. Continuava a apertar firmemente junto de mim. Nada. Resolvi esperar, talvez não iria acontecer nada demais, mas o tempo demorava a passar. Até que a senti se movimentando, levando o braço pro meu peito e a empurrando. Foi nessa hora que me toquei e a soltei um pouco.

“Meu Deus...! O que você estava fazendo! Você quase morreu!”. Fiquei ainda a questionando durante um bom tempo. O problema foi quando eu comecei a me questionar. Afinal como ela que sequer parecia não ligar pra mim eu corri o risco de tentar salvar sua vida? Logo naquele momento, onde estávamos viajando em nossas raríssimas férias. Continuei junto dela, esquentando, até um momento que o silêncio permaneceu, tanto de minha parte como dela, e logo depois o mesmo foi quebrado. Dessa vez por parte dela.

“Viver é difícil. É a coisa mais difícil do mundo. Morrer é fácil. Mas nem isso você me deixou fazer. Será que você não gosta de mim?”. Não sabia o que responder. Pra ser sincero estávamos sozinhos no mundo, eu só tinha a ela, e ela só tinha a mim. Éramos pessoas que trabalhávamos mas nunca podíamos falar do que trabalhávamos. Vivíamos sobre o mesmo teto, tínhamos perspectivas totalmente diferentes de ver a vida, mas separados éramos dois, e juntos apenas um.

“Sua boba! Não faça mais isso. Se viver é difícil, é sim! Mas se morrer te fará feliz, a mim vai me fazer a pessoa mais triste desse mundo! Pois você é o que tenho de mais precioso na minha vida!”

Ela fez uma cara de criança que havia levado um sermão. Mas seus olhos brilharam, pareciam lacrimejar. Foi o mais próximo que ela chegou de chorar. Enquanto isso lá estava eu derrubando um rio de lágrimas.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Já chega. Estou cansado!

Argh. Acabou. Todo semestre é a mesma coisa: professores querem todos fechar suas notas simultâneamente e logo passam trabalhos todos ao mesmo tempo. A nossa escolha é de alguma forma quando é possível tentar ser os primeiros a apresentar e aí deixar os piores pro final.

Esse semestre ficará marcado com a minha produção (não totalmente, mas uns 90% com certeza), totalmente insana de uma animação em menos de um mês. Dois minutos infernais, com tudo feito por mim, desde enredo, adaptação, desenhos, backgrounds, animação... Só não criei os coadjuvantes e não fiz as músicas. Cara, foi insano, principalmente os últimos dias onde eu disse pra mim mesmo, um dia antes do prazo de entrega: não vou dormir, e só vou descansar quando passar isso pro After Effects e fazer o filme. Dito e feito, o resultado pode ser visto aqui (ah, o user que postou não sou eu, meu user pra quem quiser ver as coisas que eu produzi é só entrar no canal shinypegasus, meu amado audiovisual amado está lá, assistam também!).

Isso sem contar o projeto, onde eu e uma amiga ficamos com a documentação (embora o que eu escrevi cobriu apenas um décimo do total e olhe lá, hehe. Mas como o André falou que deu pra usar tudo o que eu escrevi então tá beleza!), e ainda ter ânimo, e energia para apresentar, o professor Fernando Estima com a redação e a despedida na terça, a programação em C# que eu fiz na base do google e tutoriais na madrugada de terça pra quarta, o bendito aplicado do Alice (agora é o programa Alice) resultou em hoje eu estar agora cansaço ao extremo como todos do grupo.

Ah, mas acabou cara. Mais um semestre. =P

Dá vontade de ir fazer algo mais fácil como adm ou algo diferente, sei lá. Não é exatamente fácil, mas esses tipos de curso lida muito mais com o clássico trabalho de mexer com apenas cálculos e leiturinha de texto e nada a ver com Flash, Photoshop e PHP. Agora eu quero descansar. Bastante. =\

E vamos sair! Fazer uma performance ao vivo de Jewel e Who... da Ayu no karaoke da Liba!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Fotos para posteridade

Meu primo Lucas teve o último dia de aula hoje. Estava vendo seu álbum no Orkut e vi as fotos do último dia de aula. Hoje mesmo ele chegou aqui em casa meio abatido, pouca coisa diferente, mas deu pra reparar. Meu primo foi criado comigo e meu irmão, e junto de outra prima minha que somos da mesma geração formávamos algo como um Quarteto Fantástico, eu era o líder e o mais idoso, meu irmão era o Tocha humana, o clássico palhaço-sem-graça do grupo, minha prima a Mulher Invisível e meu primo ficou com o Coisa (hahah.. Brincadeira!).

Tirou inclusive várias fotos hoje. E provável que daqui a uns três anos as veja novamente e diga: caramba... O que era mesmo o jargão televisivo "Maaaaara?", pois o seriado Toma lá, dá cá já terá terminado e talvez o próprio Ítalo Rossi, ator que faz o Ladir, dono do jargão no seriado, já esteja mais do que pé-na-cova. Vejo o Orkut de uns poucos amigos que continuam e vejo como eles tão diferentes, haha... Eu pra variar continuo o mesmo, só de corte de cabelo diferente.

Sim, eu tenho um péssimo hábito de viver só de passado, e sei que isso primeiro de tudo não é vida, só traz desgosto, e ainda por cima não dá futuro. Hoje ainda arrisquei alguns nomes e vi que dos mais ou menos dez que pesquisei que não havia adicionado, e provavelmente sequer lembram de mim, dois estão casados (isso na faixa dos vinte, máximo trinta) uma noivou e o resto está no mínimo no "committed", ou no "No Answer", que significa "Enrolado", hehe. E eu aqui solteirão, hahaha...

Hoje na faculdade encontrei o professor Fernando Estima, todo elegante e bem arrumado. Formatura do pessoal de Turismo & Hotelaria, inclusive hoje era possível ver várias donzelas vestindo um "pretinho básico" com direito a bolsinha pendurada no braço andando pelas dependências do Senac. Caraca. Nunca parei pra pensar no significado de fim de ano como fim de estudos. Eu mesmo não tenho notícias de vários e... Há anos! Provável que morreram, ou se mudaram pra bem longe ou sabe-se lá Deus o quê.

Mas uma coisa é certa. Meu primo verá amanhã as fotos de hoje, e dará umas boas risadas e provável que sinta falta desses tempos presentes.

E ainda tem gente que acha que pessoas são insubstituíveis. É amargo, mas você pode substituir absolutamente qualquer pessoa. Muitas vezes não porque não quer, mas porque seres humanos tem uma vida tão curta, momentos tão esparsos que cedo ou tarde, querendo ou não você trocará de namorada, de esposa, de melhor amigo, enfim. Tentam negar, mas esse é o destino. Essas são as engrenagens que se cruzam, e por um momento adquirem velocidade e depois se separam, para se unirem ou, juntas novamente, ou separadamente com outras pessoas.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

De volta à ação!

Puxa. Finalmente. Depois de horas de serviço aqui está concluído o próximo layout. Cara, essa foi puxada. Ainda por cima que o CSS não me ajudou, pois a blogger mete o dedo no código nosso e automaticamente põe muitas coisas a perder. Mas saiu certinho (pelo menos até agora...). Não gosto de entupir com widgets, gosto de alguns poucos e bons, e nada que um bom HTML não resolva o problema.

Mas vamos citar algumas coisas pra ajudar na navegação:

  • Campo de busca na barra de ad - Sim! Pode parecer óbvio, mas eu não sabia que aquela barra onde você pode digitar lá em cima pode ser usado como busca no próprio blog! Pensava que era busca em todo o servidor blogger, e não apenas no seu blog. Portanto, aquela barrinha que tinhano layout anterior foi pro beleléu. Use a busca lá em cima!
  • Arquivos mais bem organizados - Isso eu gostei! Coisa da Blogger e seus widgets entupidos de uma mistura de CSS com Ajax que nem Deus sabe que linguagem é direita. Agora ele abre bonitinho pra você ver cada mês e o que foi postado nele. Simples assim.
  • Links - Voltei com essa, hehe. Essa aliás era um hábito que eu mantive durante o primeiro ano de blog de colocar links e coisas que gosto e tudo mais. Estão logo abaixo dos arquivos do blog. Por enquanto vou apenas colocando de amigos seus blogs, e quando eu for lembrando vou colocando (tou morrendo de sono e só coloquei da Gabi e da Erika por enquanto! ^^).

Ah, e a engrenagem em 3D lá embaixo fui eu que fiz. Muito orgulho heim? Claro que o Ivo me ajudou (leia-se: ele fez tudo praticamente... =P) mas isso não vem ao caso, graças à minha excelência em inteligência.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Atrasado mas nunca... Err...

Ok, ok! Chegou dezembro e o layout desse mês, que faria três anos do blog não apareceu! Ha-ah! Peguei vocês. =P Vai demorar um pouquinho, tou dando uns últimos retoques. Esse mês foi difícil... Muitos trabalhos, compromissos e provas. Cara, quando eu penso que vai ter um semestre que eu poderei dar uma respirada mas esse semestre fictício e desejado nunca vem. Tá parecendo a arquitetura.

Fiz três layouts! Caraca, bati meu recorde. O terceiro que vai acabar ficando. O primeiro foi o que eu mais gostei! Como todos os layouts de dezembro, sempre eles têm o título com Pegasus. Em dezembro de 2005 foi o primeiro, Pegasus Dreams, depois no fim de 2006 o Pegasus Legacy (pra quem não se lembra era um que eu fiz totalmente horizontalmente. Dificil de imaginar? Heheh...) e no último mês do ano passado foi Pegasus Unniverse, sim, com dois "n", que foi relacionado com uma série de contos e histórias que eu tinha inventado e ao mesmo tempo eu gosto muito.

Esse mês já vou entregar o que será. Pra ser sincero eu tava querendo mesmo era uma coisa em Flash que pulasse, desse um duplo twist carpado e não caísse de bunda como o Diego Hypólito. Eu sou hipócrita mesmo e admito que adoro essas coisas mirabolantes e cheias de animações, hehe... Mas não vai ser. Como todos podem ter reparado, todos os layouts que eu estou mostrando aqui têm engrenagens, que é um tema que volta e meia eu gosto de usar.

Gosto de analogias, e uma que eu mais gosto é que somos engrenagens, e ao encontrar outra é como encontramos pessoas: se tudo está bem as duas caminham no mesmo movimento. Caso a coisa esteja ruim, ou caso as coisas evoluam às vezes de uma forma tão rápida que adquirem uma velocidade insana e se quebram. Eu ao menos acho que minha vida é mais ou menos isso, comigo não tem muito meio-termo, ou é muito bom ou é muito ruim, e embora eu saiba que isso é uma coisa péssima, sei que isso se dá muito por eu ser uma pessoa que ouve muito mais a voz da emoção que a da razão.

Pegasus Gearing. Um dia ainda sai. =P Pra ser sincero tá praticamente pronto, mas tenho que fazer o CSS, arrumar algumas imagens e algumas coisas que eu quero tentar fazer esse mês no blog. Poxa, três anos! Três anos de um diário que começou lá atrás falando de todos os dias da minha vida, todas as emoções, anseios, frustrações... Não foi pouca coisa e definitivamente não passou nem um pouco rápido. Acho que blog ajuda, como um diário. Ajuda a medir o tempo, essa coisa que tantas pessoas perdem de vista tão facilmente.

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