quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

No rain, can't get the rainbow!


Aí vem 2010. Quando terminou 2008, ano do rato, pensei que aquele era um excelente começo, um excelente primeiro passo e uma chance pra fazer tudo de bom para passar "um degrau pra cima". Ano de lapidar tudo que viria em frente, para colher coisas bacanas.

Se ano passado foi evolução, esse ano foi revolução!

Até a frase no Orkut não mudou. "Sem chuva, não consegue o arco-íris". Referências a cultura gay à parte (exatamente pois não existem), acho que o que o maior presente que recebi esse ano foi o quanto como pessoa consegui crescer. Namorar (ôôôôôôôôôôôô como fazia tempo!), brigar, preservar os amigos e fazer novos amigos também porque não?

Primeiro estágio na faculdade, e superei um medo que tinha há décadas, que era de nadar. Aprendi a nadar a ponto de brincar na água do Wet'n wild sem nem sequer me afogar. Foi, acredito eu, a maior das conquistas. Ainda estou aprendendo, é verdade. Não tenho coordenação e ainda sinto um tiquinho de medo. Mas enfrentei o medo de frente, o desconhecido, e estou ganhando essa competição.

Essa luta foi a minha chuva. O êxito em conseguir nadar foi o meu arco-íris.

Pois assim é a vida. E não é apenas a música da Ayumi Hamasaki. A vida nos dará muitos problemas, mas não reclame, não diga que não vai conseguir. Acredite no ser humano, acredite em você. Sempre haverão novas montanhas a escalar, e a decisão de escalar ou não vai vir de você. Mas ao menos tente! Se você tentar, tentar mesmo, fará o impossível. Não tenha dúvidas. E vai conseguir.

E siga em frente, oras. Se você acreditar, se você só fizer o bem, se você for íntegro, terá pedras no caminho como qualquer outro. Mas esse caminho sem dúvidas será abençoado, tão abençoado quanto será nosso futuro em 2010. Feliz ano novo a todos!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Retrospectiva sem o Chapelin.

Recapitulação dos posts, huhuhu. Tou sem assunto, exceto que estou de péssimo humor e quase sem dinheiro. Vamos lá!

Janeiro - Ow, levei um fora (novidade!) e encontrei a cambada do colegial. O povo tá todo se casando e tendo filhos e eu aqui, sem ninguém pra deixar prenha (mas eu não sou estéril?)!

Fevereiro - Li (finalmente) os Miseráveis, do Victor Hugo, o primeiro livro. Fiz um artwork baseado numa amiga japonesa que acho que até hoje ela nem desconfia que seja ela.

Março - Mais filmes! Sayonara, um dos romances mais bonitos que já vi até hoje. E um dos maiores (e melhores!) desabafos sobre ex-namorados. Ô raça que me dá raiva e fode minha vida!

Abril - Fiquei assistindo dramalhões asiáticos e alertei sobre continuar ou não. Bem, mamãe sempre diz que pau que nasce torto...

Junho - Montidicoisa! Paranapiacaba, Timão Campeão, Marley e eu, que me fez chorar o dobro do que chorei em E.T. - O Extraterrestre. Secret, do Chou Jay, Como nasce um layout (ao menos começou nesse mês!), a merda em CD chamada NEXT LEVEL, Silvio Santos como sempre, me surpreendendo.

Julho - Inferno astral e tals. Pra começar bem, uma bela duma pneumonia me fez pela primeira vez na vida sentir medo de morrer. Como se eu morrer não bastasse, a morte de um Grande Ídolo mexeu profundamente comigo. Um free-talk dos mais divertidos, e um post que considerei muito autobiográfico (tem alguém andando na calçada da paulista!).

Agosto - O primeiro artwork nú! Huhuhu. Seios QUADRADOS (sou péssimo pra desenhar boing-boings). Acho que me encontrei bastante no Eleven Stripes. Ao menos valeu como reflexão.

Setembro - Yuuuupi! Primeiro de setembro, feriado nacional.

Outubro - Comprei o ingresso do Dir en Grey, mano! Meu primeiro estágio (que meigo!) primeira vez que fui ver o Timão jogar! E isso aqui, que foi a gota d'água. Obviamente pedi sinceras desculpas pelo ocorrido.

Novembro - Erica! Meu amoreco nipônico. Começou e terminou. Coincidentemente, pelo destino ou não, re-encontrei a Manu, minha irmãzinha mais que amada. E a segunda versão das Onze Listras. E óbvio, show do Dir en grey!

Dezembro - O último projeto da faculdade! E uma retrospectiva do que ouvi que curti em Asian Music nesse ano.

Concluindo: Muitos me perguntam pra que ter um blog. Muitos dizem que é para guardar acontecimentos, falar do dia, reclamar do quão alto seu vizinho ouve funk, ou sobre um tema qualquer. Porém, quando eu comecei um blog tinha uma idéia diferente. Lá atrás, em 2005, minha vida tava passando por um turbilhão muito bizarro, muitas coisas acontecendo e imaginava que nada, nada, absolutamente nada teria sentido daquele momento em diante.

Hoje vejo que me enganei. Ainda bem!

Se escrevo um blog é porque quero ver o tempo passar e ver o tempo passando. Quero olhar pros meus posts lá de anos atrás e relembrar o que acontecia, o que pensava, o que tomei na cara e o que me dei bem. As pessoas estranhas que comentavam (Clarinha! Ou Sandra, ou Ana, ou sabe-se lá deus quem era...), as palavras de conforto que recebi, as coisas que mexeram com meu coração.

Por isso talvez que não desisto, sempre posto, pois se não postar esse registro tem sentido algum.

Óbvio é apenas um grão, e não passam de três acessos diários. Provável que seja um psicopata que acesse todo dia, ou então uma admiradora secreta (huuum!). Mas tenho em mente que talvez o que escreva possa ajudar alguém, sensibilizar alguém e porque não, ajudar a mim mesmo, a me conhecer, a saber de meus limites e meus gostos.

Afinal, como eu mesmo digo no meu Orkut: "Acredito ser muito mais um expectador da minha vida do que alguém que atua nela". E de fato, rever os posts é algo que mostra quão grande é essa deliciosa vocação de sermos observadores da vida.

Feliz 2010!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

voyage

Era um dia triste. Cheguei em casa, lá estava ela como de costume. Estava realmente bem ruim, recebido algumas notícias ruins relacionado a família e amigos.

Disse que não estava muito afim de conversar. Por um momento vi que ela estava por cessar, aí se virou pra mim e disse com todas as palavras que iria me animar. Não acreditava, embora havia pouco tempo que estávamos na convivência que ela, fria e calculista daquele jeito conseguiria me animar.

Mas ela me animou.

Foi apenas com um gesto simples. Puxou o papo com comida, começamos a falar dos nossos gostos, em especial sobre massas italianas. E assim ficamos, quase que aquela tarde e noite inteiras conversando sobre um assunto bobo como esse. Terminei mais leve, mais feliz, e terminamos por nos conhecer ainda mais.

Saudade dessa época, e saudade de pessoas que já se foram. =)
Mas ao mesmo tempo, meu coração se enche de felicidade em lembrar que mesmo em nossos momentos tristes, éramos o casal mais feliz do mundo.

E todo vinte e cinco de maio será lembrado com carinho e tristeza.
Uma tragédia. Mas que, se for contada, perde todo o místico envolta.

Que em 2010 nossos fachos de felicidade no passado se tornem um só raio de luz, e que me façam sentir novamente toda esse sentimento que preencheu minh'alma.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

DEUS!



Ainda não acredito que fui num show do Dir en grey, mano!
Sem mais. Esse ano foi foda.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Michael Joseph Jackson (1958 - 2009)



Michael,

Embora meu ano tenha sido excelente, a sua perda será uma tristeza que carregarei pra sempre comigo. Foi algo são súbito, tão frustrante e tão deprimente que perder você - mesmo sem nunca tê-lo sequer visto num show sequer, foi uma perda tão próxima quanto a de um familiar.

Sinceramente espero que você esteja num bom lugar, um lugar cheio da paz, e que nos ajude sempre a lutar contra esse mesmo caos da sociedade, que te condenou e terminou por te matar. Você será uma pessoa que carregarei pra sempre no fundo do meu coração, pela sua garra, pela sua HIStória, pelo tudo que significou pra mim e para toda a verdadeira legião de fãs que você tem pelo mundo.

Um artista completo, defendia a natureza antes mesmo de qualquer pessoa pensar nisso. Fazia poemas que embalavam os romances de todas as pessoas, e nos fazia dançar como se em todo lugar tivesse uma discoteca. Sempre nos momentos difíceis acredite: você estava lá, e nada me faria mais feliz do que nem que fosse apenas um dia dar-lhe um grande abraço e conversar um pouco sobre a vida. Sei que com você eu aprenderia bastante.

Vá em paz, meu caro parceiro. Nós seguraremos o tranco por aqui. Sem dúvida esse ano foi seu, o ano da despedida do Rei do Pop. Descanse em paz, a mesma paz que você tanto procurou em vida.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Um pensamento natalino


Vivemos num mundo onde é normal crianças serem arremessadas de prédios. Crianças terem pais fisicamente, mas não emocionalmente. Crianças andam nas ruas e não entendem porque aquela outra tem brinquedos e ela não.

Sinceramente, mesmo levando poucas e boas do bicho homem, eu ainda acredito no ser humano. Não em todos, óbvio. Existem uns que não tem cura, infelizmente. Porém, acho que a tendência é cada vez mais a coisa piorar. Mas o mundo ainda não está perdido.

O Natal foi como sempre, aquela data cheia de ofertas arrebatadoras, pessoas nas propagandas dizendo que eu tenho que ter um iPod, que eu tenho que comprar um carro novo e que eu tenho que comprar um liquidificador. É incrível, mas é todo um poder para passar aquela necessidade incrível e urgente - e por um momento quase sempre caio - mas acho que pelo fato de eu ganhar uma merreca de salário sempre escolho as opções de comer pouco, comprar pouco, gastar pouco. Logo, sempre sobra dindin.

Hoje estamos numa era onde é fácil e barato comprar muitas coisas. E pasmem, muitas delas baratinhas não são ruins. Somos bombardeados com propaganda integralmente, compramos imagens, queremos ser aquilo e ser coisa que não somos. Queremos comprar maquiagem pra ter a pele que não temos, a roupa para parecermos quem não somos, a música para consumirmos...

Ano passado falei de perdão. Hoje falarei de humanidade.

Vamos ser humanos! Vamos falar bem uns com os outros, vamos conversar com as pessoas, vamos tratar os outros como queremos ser tratados. Até mesmo no meu emprego, tem dias que quase todos lá estão estressados, raivosos, mas penso: "Oras, pra que ficar assim? Não existe um trabalho exigente o suficiente para tanto". Vamos dar risada, vamos ser sérios também! Vamos brigar, reconciliar, chorar, e sentir emoções e viver esse momento.

Um dos maiores presentes que o ser humano pode dar ao outro é uma mão solidária. Existem infelizmente pessoas que puxam o tapete dos outros, põem a perna para fazer o outro tropeçar... O que diferencia o ser humano dos animais é exatamente esse conceito de humanidade, de solidariedade. Ficamos tristes com cães velhos, mas ao invés de fazer o que a natureza diz, que é "descartar, matar, ser um nazista", nós cuidamos e tentamos prolongar a vida do ser.

Será que custa muito ser solidário com o outro também? Acredite, não existe presente maior que você pode dar do que ajudar um outro num momento complicado, resolver um problema sem esperar nada em troca pois acredite: se você faz coisas boas na vida, obviamente você vai também levar coisas ruins. Entenda que coisas ruins afetam todos, mas a diferença de quem faz coisas boas é que lá na frente essas coisas boas voltam em forma de bençãos.

E que seu natal seja abençoado. Que você tenha muita fartura, muita felicidade e que se lembre de algumas coisas bacanas que aquele homem de judéia que nasceu há mais de dois mil anos deixou para nós, e que seu natal seja também repleto de amizade e amor.

Papai Noel, abusando um pouco da sua boa vontade, pode me dar uma namorada?
kkkkkkkkk... Compromisso sério dessa vez, heim!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O povo nipônico e sua ânsia pela perfeição.

Essa semana correu na web um vídeo da Ayumi Hamasaki no Best Artists 2009, onde sua performance da sua música "evolution" foi considerada um fiasco dos piores. Sinceramente vi, e achei nada demais, apenas que ela estava muito cansada oras. A menina já passou dos trinta, já não tem o mesmo fôlego de dez aninhos atrás.

E acho que isso dá um tchan a mais na apresentação, afinal ela mesmo sendo japonesa, é ser humano. Mas pelo visto as críticas foram duras contra a donzela Hamasaki. Provável que muitas sejam dela mesmo que as deu bola demais. Óbvio, não foi das melhores, mas ela se esforçou, poxa. Tudo bem que sou fã dela, é suspeito falar, mas enfim. Olhem por si mesmos:

domingo, 20 de dezembro de 2009

Aquela sensação de conforto.

Como gostava de ver você ao longe e vindo me abraçar, me beijando.
Foi um tempo de um intenso carinho.

Uma porta aberta, um coração batendo. Sentia todos os meus músculos relaxarem perto de você, que sempre se mostrou uma pessoa tão forte e determinada. Ao mesmo tempo você nunca evitou de mostrar que também era mulher - que era alguém valorosa, que queria alguém para ajudá-la, alguém para estar do seu lado.

Via suas fotos antigas e via que quão engraçado era esse mesmo destino que nos uniu de uma forma tão súbita e tão única. Quando nossos lábios se tocavam sentia aquela sensação de conforto, de estar junto de alguém que me via como alguém especial pra ela também. Me sentia amado, com o coração cheio de ternura, via um mundo colorido, um mundo que tinha alguém como você ao seu lado e que de alguma forma, completava e era tudo aquilo que mais sonhei.

Poderia ficar aqui falando dias do que sentia quando nos beijávamos.
E nunca me cansaria, pois era uma coisa tão boa. Me faz tão bem relembrar isso tudo!

Quando nos beijávamos acho que víamos a alma um do outro. Nossos corpos unidos naquele momento, aquele calor que jamais incomodava, a confiança de fechar os olhos e de abraçar e ser abraçado, de proteger e ser protegido, de amar e ser amado.

Mas acima de tudo, acho que o mais mágico daqueles segundos que ficávamos unidos era que o tempo parecia parar a nossa volta. Pareciam horas, parecia que nós estávamos unidos há décadas, parecia que nunca acabaria, e sempre me dava o desejo de cada vez mais...

...E quando estávamos naquela união, nossos lábios, nossos braços juntos dos nossos corpos, nossos rostos cruzados, nossa respiração pausada. Aquilo terminava, saímos daquele transe. Abríamos os nossos olhos lentamente, via você me fitando e te dava ainda um beijinho na boca pra depois te apertar sob meu peito. Colocava meu rosto sob meu coração, não sei o porquê.

Talvez aquele coração tenha mais vida do que jamais tinha imaginado.
Talvez ainda aquele mesmo coração te amava com uma ternura única.
Talvez mesmo depois de tanta distorção, tanto sofrimento, tanto tempo desde a última vez...

De alguma forma estava desacostumado com essa sensação. E você a trouxe de volta.
Dedico a você hoje o Hino do amor (L'hymne a l'amour)

Se o azul do céu escurecer
E a alegria na terra fenecer
Não importa, querido
Viverei do nosso amor


Se tu és o sonho dos dias meus
Se os meus beijos sempre foram teus
Não importa, querido
O amargor das dores desta vida


Um punhado de estrelas no infinito irei buscar
E a teus pés esparramar
Não importa os amigos, risos, crenças de castigos
Quero apenas te adorar


Se o destino então nos separar
Se distante a morte te encontrar
Não importa, querido
Porque morrerei também


Um punhado de estrelas no infinito irei buscar
E a teus pés esparramar
Não importa os amigos, risos, crenças de castigos
Quero apenas te adorar


Quando enfim a vida terminar
E dos sonhos nada mais restar
Num milagre supremo
Deus fará no céu te encontrar

sábado, 19 de dezembro de 2009

O que ouvi que mais curti de Asian Music este ano

2009! CARALHO! FUI NO SHOW DO DIR EN GREY!! Isso é uma coisa que ainda não acredito.
Essas são algumas coisas curti muito do que ouvi durante o ano. Vamos listar algumas coisinhas muito bacanas que indico!



Flower Butterfly - Jolin Tsai
Admiro a Jolin! É feinha, tadinha, chinesa com cara de prostituta européia. Mas canta e dança com maestria. Só perde pra BoA mesmo. Na verdade ela é quase que uma fusão entre a habilidade de coreografia da BoA com a voz da Ayumi Hamasaki e ainda falando chinês. Esse álbum dela não saiu do meu celular praticamente, e tem umas músicas muito bacanudas. Só não se arrisque a cantar. Mandarim é uma lingua tão difícil quanto português. A Jolin também tem um inglês dos mais impecáveis no oriente, um bom exemplo é o excelente álbum debut americano dela, o "Love Exercise".





Aa, Domo. Hajimemashite. - GReeeeN
Sei que é boyband. Sei que estourou e virou quase que um modinha. Mas essas musicas com um tom de brincadeira, muitas sem sentido algum e esse jeito divertido e cativante dos três dentistas do GReeeeN me cativaram desde a primeira vez que ouvi. Esse álbum é o que mais curti, musicas simples, pop, dançantes, tocantes, enfim. Foi muito bem escolhido, e embora na minha opinião eles não cantem tão bem, são uma banda mais que indicadíssima pra quem curte um j-pop na medida!




BEST SCANDAL - SCANDAL
Tinha tudo pra dar errado. Sem querer ser machista, mas mulheres não sabem fazer rock. Mas cansei de dizer o quanto adoro SCANDAL. Não são as sainhas rodadas - fetiche número um quando se refere às asiáticas - nem os joelhos bem torneados. São músicas boas, que jogam sons eletrônicos, com letras que brincam com fantasia e um pouco até de elementos infantis. As conheci nesse ano, quando estouraram, tanto a ponto de criarem uma abertura de Bleach. Adoro essas donzelas!




GAME - Perfume
É techno, são músicas eletrônicas, de um trio de japonesas de Hiroshima. Talvez seja porque tenham algum cérebro radioativo super bem dotado, pois é um som muito, mas muito empolgante. E não é aquele sonzinho de balada repetitivo. Esse álbum é de 2008, mas as conheci apenas nesse ano. É o tipo de álbum que das doze faixas, você encontra quatorze ótimas aberturas/encerramentos de animes. Bem moderno, bem contemporâneo, gostei muito!



Thùy Chi & M4U Band - Thùy Chi
Bem louco! Cara, é VIETNAMITA! Onde você diria que viria uma música em vietnamita (ou sei lá como se fala aquela língua estranha) e acharia bacana? Sobre vietnamitas só sei que a Austrália tá cheia deles. E olhos puxados. Tirando as piadinhas, a Thùy Chi provável que não tenha nem um pouco de sucesso lá, mas fora do Vietnam é a menina do MySpace talvez mais conhecida de lá. Música doce, ótima pra dormir ouvindo e ficar abraçadinho com quem você mais ama. Que BICHA esse comentário. ¬¬



Shinshoku Dolce - Kanon Wakeshima
A protegida do todo (ou toda) poderoso (ou poderosa! ui!) Mana-sama (ex-Malice Mizer e Moi dix Mois) revelou essa donzela com rostinho de quartoze anos, que fica pequena diante do instrumento que mais toca bem: um gigantesco (comparando com ela, óbvio, a coisa fica gigante) violoncelo. Música muito boa, me lembra o tempo que curtia um rock mais gótico e tal. xD



BoA - BoA
PORRA! ADOREI ESSE! BoA e seu debut nos Estados Unidos. Destaco todas as músicas pois ficou um trabalho muito bom. E não é porque eu adoro essa koreana, mas sim porque o álbum ficou muito bom. Uma coreana fazendo música bem ao estilo negão americano com grande estilo. Talvez o problema sejam os clipes dançantes, mas com a capacidade de dança incríveis da BoA seria chato ver um clipe dela onde ela só canta, aponta pra câmera e faz pose. Adorei!

Bom, ia colocar um Dir en Grey, uma Ayumi Hamasaki, mas embora os tenha ouvi muito, acho que esse ano não foi muito deles. Uma que o Diru lançou álbum foi fim do ano passado, e o último single não me agradou (Hageshisa to, Kono Mune no Naka de Karamitsuita Shakunetsu no Yami) e a Ayu, bem... Esse ano foi marcado por um álbum chamado NEXT LEVEL, que frustrou muitos fãs da japonesa olhuda-peituda número um daquelas bandas...

Só uma dúvida impera...

...Qual sua relação com o sirudouga?
Rapidinho eu descubro. Estou movendo meus pauzinhos.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

SADistic bitch!!




Acho que hoje eu entendo melhor. O problema nunca foi você, foi eu.
Eu me odeio profundamente por ter sentido algo por você. Não sinto nada por você, nem raiva, nem amizade, nem tristeza, tampouco angústia, ternura, amor ou fraternidade. O único sentimento que sinto é um grande ódio por mim mesmo.

O problema nunca foi você, foi eu.

Sequer te conhecia, você também nunca facilitou nessa parte e acho que eu também não. Talvez tinha visto em você tudo o que eu pensava procurar em uma mulher, mas apenas foi uma idealização. Sequer tive a chance de ver se na realidade você corresponderia a tudo aquilo. Porém continuei pensando em você, sonhando com você, procurando você.

Você foi a pessoa que alegrou meu futuro, tingiu de colorido todo meu mundo. A pessoa que eu me sentia muito bem ao lado, a pessoa que me acordava da maneira mais gostosa possível e ainda a pessoa que me deixava tão calmo em apenas ouvir a voz.

Mas talvez por sido tudo tão rápido, acabei por tentar extender aquilo.
Hoje vejo que o problema foi exclusivamente meu, que eu que via em você e projetava em você alguém pra vida inteira, mas você nada queria que algumas semanas... Eu que fui tomado pelo turbilhão que eu mesmo criei e quando me vi, estava não correndo mais atrás de você, mas fugindo de mim mesmo.

Fugindo de mim mesmo.
Estive fugindo de mim mesmo.
Fiquei de alguma forma perdido.

A culpa nunca, nunca foi sua. Se tudo aconteceu foi por culpa exclusivamente minha. Você foi nada, e nunca foi sinceramente. Eu que acabei te elevando mesmo sem nem te conhecer direito...

E aí que a verdade que uma vez "n" me falou vem à tona.
Que somente uma alma doentia é capaz de amar outro mais do que a si mesmo...

Siga sua vida. E nunca mais trombe comigo novamente.
Se eu tenho um desejo, é nunca mais te ver na minha frente.
Isso é pelo meu próprio bem. Acredite.

Isso está devidamente enterrado.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Idealista inconveniente!!



Vá trabalhar, vagabundo!!
Você só me dá dívidas!!
Você é um incompetente!
Você é um viado, não sabe pegar mulher!
Você não sabe o que quer na vida, vai ser um gari!
Você vai morrer de fome desempregado, vai conseguir nunca sustentar uma casa!!
Fica ouvindo essas musicas de merda nunca vai ser alguém de respeito!!
Você vai pro exército e vai morrer lá, vai aprender a acordar cedo e vai ser um homem!
Você não é um homem, você é um garoto mimado, um merda!!

VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!
VOU TE DAR UMA PORRADA!! EU VOU TE MATAR AQUI MESMO!!

Quando eu tinha a sua idade meu pai me jogou pra fora de casa!!
E eu virei HOMEM! Vá TRABALHAR pra ser alguém na vida!!
Tou de saco cheio de você!!

EU VOU MORRER!! VOCÊ NÃO ENTENDE ISSO?? EU VOU MORRER!!
QUEM VAI TE SUSTENTAR? TUA MÃE??

EU VOU MORRER!! VOCÊ NÃO ENTENDE ISSO?? EU VOU MORRER!!
QUEM VAI TE SUSTENTAR? TUA MÃE??

EU VOU MORRER!! VOCÊ NÃO ENTENDE ISSO?? EU VOU MORRER!!
QUEM VAI TE SUSTENTAR? TUA MÃE??

EU VOU MORRER!! VOCÊ NÃO ENTENDE ISSO?? EU VOU MORRER!!
QUEM VAI TE SUSTENTAR? TUA MÃE??

EU VOU MORRER!! VOCÊ NÃO ENTENDE ISSO?? EU VOU MORRER!!
QUEM VAI TE SUSTENTAR? TUA MÃE??

EU VOU MORRER!! VOCÊ NÃO ENTENDE ISSO?? EU VOU MORRER!!
QUEM VAI TE SUSTENTAR? TUA MÃE??

EU VOU MORRER!! VOCÊ NÃO ENTENDE ISSO?? EU VOU MORRER!!
QUEM VAI TE SUSTENTAR? TUA MÃE??

EU VOU MORRER!! VOCÊ NÃO ENTENDE ISSO?? EU VOU MORRER!!
QUEM VAI TE SUSTENTAR? TUA MÃE??

EU VOU MORRER!! VOCÊ NÃO ENTENDE ISSO?? EU VOU MORRER!!
QUEM VAI TE SUSTENTAR? TUA MÃE??

EU VOU MORRER!! VOCÊ NÃO ENTENDE ISSO?? EU VOU MORRER!!
QUEM VAI TE SUSTENTAR? TUA MÃE??

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Parece até uma poesia. Uma música cantada.
Fiquei anos a fio brigando com ele. Chegamos algumas vezes a quase trocar agressões físicas.

Acho que é por isso que tenho tanta dificuldade com mulheres. Ele sempre quis que eu fosse o grande pegador da cidade, onde nenhuma menina na frente passasse a limpo. Eu porém desde criança sempre tive uma aversão a essa visão das mulheres. Achava elas lindas, me apaixonava por eles, as amava. Não pensava que elas fossem apenas um pedaço de carne.

Porém, só quem dá tapa e humilha a mulher é que consegue ficar mais tempo com elas. Devia ter seguido esse conselho ou ordem.

Outra fala recorrente era de trabalhar e ganhar meu dinheiro. Era talvez o único adolescente com aversão total ao dinheiro, a ganhos monetários. Me sentia feliz fazendo algum trabalho voluntário ou algo do gênero. Essa aversão pelo dinheiro me fez com que conseguisse economizar dinheiro com uma facilidade ímpar, exatamente por não sentir vontade de gastar dinheiro. Até mesmo hoje, se gastei 200 reais dos meus três meses de salário, foi muito.

Porém, se você não ganha dinheiro e não gasta, você não consegue fazer mais dinheiro. Será que deveria ter gastado mais?

Nunca fui uma pessoa com muitas perspectivas da vida. Desde pirralho sentia uma vontade imensa de morrer. Até mesmo hoje, se morrer amanhã de alguma forma estarei satisfeito. Acho que Deus dá a penitência de quem quer morrer exatamente deixando por aqui, enquanto quem quer viver ele leva com grande facilidade. Talvez seja porque perdi duas pessoas que foram muito importantes, logo eu desejo muito reencontra-las.

Porém, o suicídio é uma coisa de alma podre, uma alma perdida. Quem tenta deve viver pelo resto da vida com a estranha aura de ter falhado no seu próprio assassinato.

Quem mata é batizado com sangue.
Porém, eu me batizei por mim mesmo.

Isso está devidamente enterrado.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O transporte público de São Paulo que isola seus habitantes.

São Paulo é uma terra engraçada. Ao invés de investirmos em transporte público, investimos na Nova Marginal Tietê. Aumentar ainda mais o número de vias, a poluição, isso num estado onde queremos diminuir a poluição dentro de alguns anos.

Porque não investimos e concluímos o Rodoanel de uma vez e deixamos essa Marginal inútil de lado? Todos sabemos que o problema do transporte de cargas da cidade é o fato das mercadorias e caminhões serem obrigados a entrar em São Paulo, muitos sequer ficam, mas precisam passar por aqui para ir ao Porto de Santos fazendo o temido trajeto Tietê - Pinheiros - Bandeirantes.

Vamos ver o vídeo abaixo:



Interessante! Alguns fatores contribuíram para que isso acontecesse, e muitos desses são ligados a questão da própria prefeitura ao catalogar os bairros. Vamos aos fatos.

Eu moro no Capão Redondo. Sorte minha que, geograficamente, estou no centro, entre a Estrada de Itapecerica e Estrada do M'Boi Mirim. Dois dos maiores corredores de ônibus da Zona Sul de São Paulo. Supomos que quero ir para a Av Nove de Julho. A única opção que tenho é ir pro Terminal Capelinha, mais próximo, e pegar um dos dois Terminal Bandeira, tanto via Marginal quanto via Santo Amaro. O segundo passa pelo Largo Treze. Vamos memorizar isso.

Agora eu preciso ir para o Brooklin. Vou pra M'Boi Mirim que tenho mais opções. Espero pelo Metrô Sta Cruz, Praça da Árvore, Mariana's Village, ou mesmo posso ir pro Terminal Santo Amaro e pegar mais um ônibus. De qualquer maneira, qualquer uma dessas linhas passam pelo Largo Treze, que resume-se a uma Alameda de três faixas, com uma tomada pelos carros, mais pra frente a Adolfo Pinheiro que sempre tem nego maloqueiro nóia atravessando a rua no sinal verde pros carros, isso sem contar quando tem rapa da polícia.

O problema é o Largo Treze, afinal chegando ali naquele ponto os ônibus demoram de 10 a 15 minutos (sem chuva!) pra fazer um percurso de menos de dois quilômetros.

Até aí até vai, não tenho problemas pra ir no Ibirapuera, Moema, Brooklin, Santo Amaro, Socorro, etc. E se quero ir no Butantã, que é mais geograficamente mesma coisa que o Ibirapuera, levarei uma hora e meia, enquanto pro outro lado, 40 minutos. É mais que o dobro do tempo! Isso porque estou isolado pra ir pro Centro pelo caminho Sudeste/Centro. Outros cantos da cidade, nem pensar, nem mesmo a zona sul ou oeste.

Oeste mais ou menos. É possível eu ir pro Butantã, mas inviável ir pra Lapa, que também é zona oeste. São quase três horas de viagem.

E ainda dizem que é cheio de ônibus! Caos é você ver na hora do Rush aqueles ônibus tri-articulados indo pro Jd Angela literalmente entupidos, quase com a porta aberta. E isso porque são altamente ineficáveis. Só pra lembrar, a população do Jd Angela é de aproximados 500 mil pessoas, e só a cidade de São Paulo tem 9 milhões.

Acorda, Kassab, INCOMPETENTE! VAGABUNDO!!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Valeu, feras!²

Mais um projeto acabou ontem. Diria mais - como nosso presidente semi-letrado - "nunca antes na história desse país..." heheh! Toda vez que termina um projeto, vocês não tem noção do peso que sai das costas. Uma vez li que os funcionários da Pixar, quando concluíram o primeiro Toy Story, estavam vendo todo o sucesso e viram que as pessoas queriam ver mais daquilo, outras produções no ano seguinte. O próprio diretor (que hoje é um dos cabeças da própria Disney) disse: "Nossa... Vamos passar por toda essa correria... De novo?".

E assim todo ano a Pixar lança novos filmes de grosso calibre.



Esse semestre foi mostrado pela superação. Se até esse momento somente havíamos mexido com interfaces computacionais, dessa vez partimos para algo físico, algo eletrônico (exceto no primeiro semestre com a Máquina de Rube Goldberg. Quem quiser ver, ou rever, tem um vídeo aqui aqui!). Desafio dobrado: aprender a programar em Java e aprender eletrônica. Mas conseguimos! A coisa funcionou perfeitamente, como nas fotos aqui postadas.

Nosso objetivo era fazer uma harpa a laser, baseado tanto em Jean Michel Jarre, como num americano que refez, chamado Stephen Hobley. Desafio grande, principalmente para quem nunca antes tinha mexido em nada eletrônico - e ainda sente certo receio a mexer. Botamos a mão na massa, conversamos e tiramos muitas dúvidas com professores, noites a fio programando (eu... caralho! ¬¬), brigas internas, arduino queimadas e...

Funcionou perfeitamente. Com direito a vários da sala terem adorado, e muitos professores além dos nossos de projeto terem visto e brincado com ele. Muita gente prestigiando, e muita gente achando o máximo.



Sim, ficou um projeto simples. Eu queria fazer um carrinho de controle remoto e uma câmera, pra ser controlado via computador e wireless. Até que o João, namorado da Cris, engenheiro mecatrônico nos passou o vídeo do amigo Hobley com sua harpa a laser. Lembro-me perguntando: "É difícil fazer isso?" e ele respondendo "Dá pra fazer!".

Afinal onde cinco pessoas que nem sabiam que os elétrons, de carga negativa, eram comumente colocados no positivo dos circuitos iriam fazer isso a tempo e funcionando? Como ninguém manjava, vi que só dependeria de mim mesmo para ir atrás e dar as diretrizes pro grupo fazer. Nos juntamos todos, procuramos saber como funcionava, como se fazia e metemos bala. Alguns fatos pesaram bastante.
  • O fato de eu estar trabalhando, fazendo academia e estudando, só restando os fins de semana ou madrugadas para programar. Perdi muitas noites de sono a ponto de eu sentar no computador e entender absolutamente nada do que estava programando.
  • O fato de nós queimarmos a Arduino faltando quase uma semanas para a entrega final. Por um infeliz discuido de um integrante... Por causa de um príncipe terei que arcar com o prejuízo de algo que estava em minha responsabilidade...
  • O fato de eu ter gasto mais de trezentos paus na Sta Ifigênia comprando equipamentos eletrônicos para tal. E nem todos terem me pago, kkkkkk.. 150 reais só no ultrassom que usamos. Mais setenta na Arduino queimada, e uns 100 só em resistores, LDRs, protoboard, solda, etc...
  • O fato de só eu programar, e ter contado com a ajuda do Fogliano, Henrique e Ruggero, num momento onde eu de tão exausto conseguia fazer mais nada e estava entrando em desespero.
  • O fato de eu ter parado a academia e ter ficado mais cansado ainda. Sem a academia meu nível de stress subiu a tal ponto que passava o dia exausto e tenso. Minha mãe não me aguentava a noite. E como ela dava patada também, ficávamos brigando muito. Tinha anos que não discutia com minha mãe.
  • O fato de muitos estarem viajando com seus namorados e curtindo muito, enquanto eu estava em casa, programando e sem namorada... Isso foi uma das coisas que mais me deixaram pra baixo...
  • O fato de eu ter pensado seriamente em desistir do projeto, e numa delas ter sentado e chorado feito uma criança simplesmente por não aguentar mais a pressão, a cobrança pesadíssima que estava em cima de mim (que já não basta as trilhões de cobranças usuais de alguém que gerencia um projeto como eu...) e as coisas que pareciam não funcionar.
  • O fato de eu ter olhado lá pra cima, e agradecido a Deus por mais um semestre que Ele me ajudou, mesmo eu sendo o fiel mais desnaturado que Ele tem.
Mas valeu a pena. Fico feliz por ter organizado e trabalhado com tanta gente que passa dia e vem dia, sempre me surpreendem pelas suas capacidades incríveis e amizades ímpares.

E o Air DJ saiu. E funcionou, e arrancou aplausos no final das contas.



Acho que o maior prazer que a gente pode ter na vida e olhar pra trás e dizer que tudo valeu a pena, e se tivesse a chance faria tudo de novo do zero. Ok, eu acho que dormiria mais, pois estou com uma dor de cabeça que tá me matando exatamente pois duas noites recentes passei dormindo menos de duas horas. Mas de resto, eu faria TUDO de novo, pois depois do resultado excelente ontem eu teria vontade de repetir essa sensação boa trilhões de vezes na vida!!

Agradecimentos
Primeiramente a Deus, que porra... Disse que agradeceria a Ele primeiro caso a coisa funcionasse, e ele como sempre me dá forças não da onde, é tão eficiente quanto café! Depois quero agradecer a todos do grupo que estiveram lá: Cris, Aline, Edu e Juan. Aos professores de projeto (Fabio, Fabbrini e Ruggero) e ao Fogliano, que mesmo não sendo exatamente de projeto, nos ajudou muito na aula de quinta. O Henrique Arrais que deu uma mega mão na programação em uma parte, meu pai que ia comigo na Sta Ifigência comprar os esquemas e mesmo ele sabendo que dificilmente irei pagar, ele foi de bom gosto e deu de coração, e se eu lembrar de alguém eu edito e boto o nome aqui.

A todos esses, agradeço do fundo do meu coração pela ajuda, pela presença, pela dedicação e por me terem orgulho e a honra de ter dividido com vocês esse momento tão especial e por terem participado de sua construção direta ou indiretamente.

Agora? Cara, meu objetivo é dormir. Hoje acordei ás 8h, graças ao meu relógio biológico. Fiquei um tempo pensando: "Caraco! Já é sábado, nem parece que a semana mais temida passou!", e depois de ficar um tempo no escuro, fechei os olhos e voltei a dormir.

Como isso é gostoso, cara. =)
Vocês não tem noção!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Desconstrução

A carta chegou pelo correio. Estava terminando de ler, era mais um daqueles convites irrecusáveis. Fiquei em silêncio fitando o papel que estava em mãos. Ela, cansada talvez de me ver daquele jeito quebrou o silêncio. "Você não vai pra essa reunião?"

Ouvi e apenas virei os olhos para ela, depois voltando a fitar a carta. Parecia inclusive ter sido escrita à mão, talvez pelos garranchos. Como um cara queria tanto a minha presença a ponto de escrever de próprio punho palavras solicitando a minha presença? Tão sério, tão seguro de si. Naquele momento tinha visto que quem sabe se expressar com palavras tem um talento cobiçado: exatamente o de conseguir o que quer, de impor sua presença com palavras, de carregar nas palavras sua presença ou então de simplesmente escrever algo que não se pode negar nem desobedecer.

Mas eu neguei, oras. "Não". Eu disse, depois completei: "Não vou mesmo. Sem chance".

Talvez o senhor que escreveu tenha ficado com um profundo sentimento de indignação. Porém, prefiro acreditar que ele sentiu uma enorme tristeza. Pois a relação que eles tinham conosco já havia sido quebrada há muitas primaveras. Nos davamos bem, embora fosse apenas uma criança na época, mas o tempo passa, a gente faz escolhas, e inclusive escolhe ficar longe de certas pessoas.

Pro nosso próprio bem, e pro bem desse terceiro.

Amassei a carta e levei pra sacada do apartamento. Peguei meu isqueiro - mesmo que embora eu fumasse raramente, apenas sob momentos de intenso stress, pois a nicotina acalma a pessoa - e queimei aquele papel, jogando as cinzas pela janela.

De volta à sala, lá estava ela sentada, brincando com um quebra-cabeças. Talvez por ela ser tão fria, tivesse uma capacidade cognitiva incrível, e praticava, sempre aprimorava, mesmo sendo dois anos mais moça que eu, já estava a anos-luz de distância de mim. Ela apenas me disse: "Você é... Previsível".

Novamente responde com uma negação. "Não...", e concluí no momento mais tarde "Acredite, você nem sabe o motivo pelo qual não vou à essa reunião". Ela virou pra mim, deu um risinho cínico e respondeu:

"É por mim, não é?". Gelei a espinha na hora. Meus olhos saltaram da face, de fato fiquei surpreso bastante e não disfarcei. "Você e esse seu jeito meigo... Isso ainda vai te matar um dia, rapaz. Não seja ingênuo".

Ela me construiu e me desconstruia com uma facilidade ímpar. Ninguém jamais conseguiu fazer isso desde então. Ninguém.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Fim de semestre = Caos

Estou sem tempo, sem namorada, quase sem emprego e na cheio de trabalhos. Troféu jóinha!

Porém, vou fazer um post semanal pra não passar em branco. =P
Sobre Asian Music, faz tempo que não falo nem indico, não é mesmo? Minha indicação é HANGRY & ANGRY, dupla das ex-Morning Musume (inclusive são ambas da quarta geração de garotas) formada pela Hitomi Yoshizawa e a belíssima, estonteante e formosa-japonesa Rika Ishikawa.



Sinceramente já tinha ouvido falar, não tinha pesquisado, só sabia que era j-rock. Mas é um rock-cutie, um tanto infantil, algo meio difícil de escrever. Pra quem curte ouvir uma banda muito mais pelo que ela é musicalmente, entenda que é uma banda que prega um regionalismo específico de uma determinada área (leia-se loja, comércio ou então o clássico encher o cu de dinheiro) do Japão. Não vou falar mais, falo depois, hohoho!

E ainda na junção entre meninas mais guitarras, que normalmente acaba dando só merda, outra boa escolha é o novo álbum das SCANDAL, entitulado BEST SCANDAL. Indico! Gosto muito dos sons eletrônicos que as meninas do SCANDAL jogam nas canções.

Se for parar pra pensar, a vantagem maior das SCANDAL é que as integrantes são muito novinhas, logo o som sai algo bem diferente, bem diferente mesmo do que se ouvi por aí, desde os velhotes do Bon Jovi ou anciões do Rolling Stones. Digo, eles já foram jovens, já foram "bons", mas quando se envelhece você vai ficando mais rústico, tendo a visão mais fechada, sendo menos revolucionário.

Digo isso porque já vejo isso em mim, e olhe que nem cheguei na casa dos quarenta ainda. Estou enrijecendo aos poucos, mas isso é inevitável. Se me visse com quinze anos, eu era o cara mais criativo revolucionário que existia. Agora minhas idéias tão começando a ficar cada vez mais sem brilho, sem aquela pitada de provocação que todo jovem tem.

domingo, 29 de novembro de 2009

Palavras, apenas palavras.

"Recomeçar sempre é preciso caro Allain de Paula. O ato de se levantar é mais edificante que o de derrubar as pessoas. No dia que elas tomarem consciência disso quem sabe o mundo ganhe um pouco de paz e compreensão?"

Talvez eu estivesse mal, mas de fato estava péssimo. Aquela com quem jurava que pra sempre ficaria não mais estava entre nós. Ao mesmo tempo que ela se foi, me deixou uma marca de profunda angústia no coração. Então fugia, procurava a mim mesmo nos lugares sem jamais encontrar. Não encontrava pois não a via, exatamente porque ela não mais estava ali. E numa dessas foi que um grande amigo me mandou a mensagem acima, e de fato. Derrubar pessoas é a coisa mais fácil do mundo. Mas exatamente levar, levar ela pra cima, que é o mais edificante sem dúvida. Recomeçar sempre é preciso.


"Gostei do seu jeito e do seu modo de agir... Você ás vezes pode num ser compreendido, mas sem duvida encanta a todos... Inclusive eu."

Engraçado a circunstância que ouvi isso. Você que me disse isso disse de uma maneira tão doce, com seu jeito de menina. Hoje mal tenho contato, mas sinto uma falta grande também. Não acredito que talvez encante as pessoas, e como leonino dificilmente sei diferençar a sinceridade de algo clichê. Mas essas palavras me tocaram de tal maneira que... Sei lá. Sabia que eram totalmente verdadeiras desde o primeiro momento.

sábado, 28 de novembro de 2009

Onze Listras em meu Braço Esquerdo



Combinação matadora: faculdade, mais academia mais trabalho. Junte isso a variável do caos chamada "fim de semestre" e você terá como resultado o layout que eu mais demorei pra lançar. Era pra ter lançado em outubro, porém esse foi bem especial. Por se tratar de um assunto tão complicado e chatinho tive que me retirar por esse tempo pra pensar, rascunhar e enfim terminar.

Com esse layout eu enterro de vez os assuntos com relação a isso. Eleven stripes on my left arm ~ Mental Experience.

Se o outro era o ponto de vista de quem por fora viu (esqueceu? clique aqui) esse atual é o que exatamente o que eu vi. As onze listras que carrego no meu braço esquerdo foram resultado de anos de só coisa ruim ter praticamente acontecido - e exatamente o fato de não tê-las superado completamente é o que desencadeou seu trágico ápice final.

Acho que, se estamos subindo uma montanha e um monolito vem em nossa direção (que seria um problema bem grande) não temos que continuar seguindo em frente levando o monolito, pois outros poderão chegar e uma hora você não vai aguentar, e a força deles fará você ir ladeira abaixo.

Não digo que não existam coisas pesadas que carrego até hoje. Mas quando você segura a pedra e joga ela fora você a supera, e não tenta empurrar com a barriga pra frente. Já carrego minhas pedras gigantescas na subida da minha montanha, só não me encham de mais algumas.

E esses problemas desencadeados não os superei. Portanto a coisa se acumulou e resultou nas onze marcas. Número bizarro, contando inclusive a mais profunda e letal. Pretendo em janeiro arrumar e trazer o próximo novo. Me dêem uma folga de layout de blog por hora! Esse eu demorei quase dois meses, uau.

* Provável que eu faça algumas modificaçõeszinhas ao longo do tempo aqui nesse layout.

domingo, 22 de novembro de 2009

Subaru & Hokuto se encontram!


A Manu me mostra como sou desnaturado com quem não devo ser. Me sinto péssimo, ela é minha amiga mais sincera sem dúvida, me acompanha e me conhece há tanto tempo já, e mesmo depois de tanto tempo sem contato ainda me trata do mesmo jeito como desde quando nos tornamos amigos. Conhece (quase) todos os podres da minha vida, mas é ao mesmo tempo íntegra o suficiente pra não contar pra ninguém aqueles segredos mais contraditórios, hehe!

Conheci ela no Ragnarok quando uma vez passeava calmamente com meu sábio por Glast Heim e vi uma noviça lá, cherryflower, e começamos a bater papo, MSN e pessoalmente. Fazia anos que não vinha pra São Paulo, e a notícia que ela viria me deixou extremamente feliz há umas semanas.

Porém devido aos acontecimentos recentes pensei que dessa vez não iria encontrá-la. Mas aí ela ligou e não tive escolha, oras. Pensei que ela poderia me dar uma animadinha mas foi bem além disso. A Manu é como uma irmãzinha pra mim (não apenas pelo tamanho, hahaha.. Brincadeira!), mas pela sua similariedade comigo quando diz respeito às personalidades é quase uma irmã gêmea, sinto-me como se fosse um Subaru sendo paparicado pela Hokuto (quem não sabe são dois personagens do mangá da Clamp entitulado Tokyo Babylon, um dos meus favoritos).

A Manu é uma das pessoas que talvez por estar ligada a um passado tão distante meu, é a pessoa que quando a encontro eu recupero muito da minha essência. Volto muito a ser quem eu era antes de ficar rígido e frio quando entrei na faculdade, antes das picuinhas, do meu braço direito ter sido ferrado, das tentativas de suicídio e tudo mais. De um tempo de intensa felicidade e fraternidade, uma pessoa que eu confio plenamente e alguém que sinto-me muito bem quando fico ao lado.

Amizade mesmo cara. Mesmo que ela more realmente distante é alguém louvável. E isso porque eu não falo isso de ninguém, heim! Até hoje ela diz que um dos maiores presentes de aniversário dela foi uma vez que eu há muito tempo dediquei um post no aniversário dela para ela. Não sei se isso significa muito monetariamente, mas foi a maneira que eu tive para homenagear.

Conversar com a Manu é sempre bom. Eu que sou o amigo mais desnaturado do mundo, que esquece as pessoas que é importante, fazendo isso inconscientemente na grande maioria das vezes. Mas aí vejo que tem pessoas que não consigo viver sem mesmo, amigos de valor que morarão pra sempre no meu coração.

E ainda trocamos presentes, lol! Dei um Angeling e ela me deu dois pares de hashis (palitinhos de comer japoneses) de inox. Disse que um par era meu, e o próximo é pra comer com próxima japonesa que eu pegar (sem duplo sentido, filhos duma égua ¬¬), hahahaha! Diga-se de passagem enquanto passeavamos na Liberdade ela me achou a atenção umas seis vezes só pra falar de algumas asiáticas bonitas que tavam passando. Entre elas a bonitona lá de uma loja de mangá no segundo andar do Sogo. Quase que consegue até o telefone dela pra mim, pelos deuses!

Manu também é impagável.
Amo!


Existem coisas que só encontramos no fundo do poço
É preciso chegar lá para entende-las. Rejeitar tudo que é belo e limpo
Somente quando estamos com a alma suja é que começamos a dar valor às coisas belas
Toda dor precisa de carinho
Toda sombra precisa de luz para existir
Não há nada que seja desprezivel, você pode tirar proveito de tudo.
Por isso, mesmo que você erre o caminho, não pense que foi inútil.
Apenas seja confiante e acredite que nada foi a toa
Tudo que passou sempre pode te fortalecer
(06/07/2007) 

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Truth beneath the rose

Achei que você merecia umas flores. Fui ao cemtério e as depositei pra você.

Parece que sempre quando algo acaba, corro pra querer o seu conforto, mas já tem tanto tempo, não? Tanto tempo que você se foi. Sinceramente sinto muita falta, você em si é a mulher que mais sinto falta.
De alguma forma sinto que me encontro com você sempre ali.
É, parece que hoje acabou. E sempre quando algo acaba, tudo parece que sempre termina e começa com você.


Porque você se foi há tantos anos?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O menino revoltado.

Esses dias aconteceu algo que mexeu bastante comigo. Os atores da peça eram uma mãe depressiva, uma filha com um futuro promissor, eu e a minha menina.

Por um momento fiquei surpreso quando vi que não daria pra levar a garota para conhecer o seu futuro, seu estudo. Liguei então pra ela sem hesitar, precisava ao menos de uma boa justificativa, mas recebi uma lição de vida, de ver a coisa por um outro ângulo, e ver um problema que era muito similar ao que tinha.

Liguei e conversei com a mãe. Mulher depressiva, se destacava como alguém "negra, brasileira, trabalhadora". Não queria deixar a filha encontrar com seu futuro por aparentemente motivo nenhum. Dizia que a filha era indecisa, retruquei dizendo que se você não deixasse ela pelo menos ter uma chance de tirar as dúvidas, que não saberia jamais mesmo o que quer ser quando crescer. Dizia ter problemas com o pai, mas mesmo eu me ofereci para conversar com o próprio se fosse necessário. Dizia não ter condições de pagar o curso, respondi dizendo que não gastaria um tostão, seria apenas uma visita, e que além disso conheceria o sistema de bolsas e tudo mais.

Vi que pais reconhecem, e vão pra sempre reconhecer nosso potencial. Mas eles têm medo do futuro, tanto quanto nós temos.

E por um momento me vi. Lembrava de mim quando não retrucava meus pais, no início da adolescência. Vivia entre más companhias, mas vejo que existia um porquê deles estarem comigo. Talvez se não andasse com eles, provável que não teria nem um pouco dessa veia heróica - bastante romanceada, sem dúvida, um bocado revolucionária - que tenho em mim.

A gente tem que peitar, tem hora que você tem que virar contra tudo e contra todos e dizer que estão errados, encarar o diabo e bater na bunda dele, desmentir tudo o que as pessoas acreditam, mexer nos princípios. Ser como uma maré tão forte que não mexe apenas nas ondas da parte de cima, mas que ricocheteia até o fundo, incomodando até a terra no fundo do mar que nunca viu movimento.

E gritar. E mesmo que encontre alguém que não tenha voz, você ser a voz dessa pessoa e gritar por ela, e deixar que ela faça o resto. Sacudir o mundo, ajudar uma pessoa. Se você tem uma força, ajudar quem não tem essa força.

Via na mãe e filha muito de mim e meus pais, onde era eu contra uma família inteira mirando em mim, querendo me derrubar por meio da moral. Briguei durante anos com eles, e hoje colho os bons frutos de anos de luta. Hoje compreendemos a ambos, não brigamos, somos uma família porque exatamente nela teve uma ovelha negra que teve coragem de desafiar e dizer que eles também estavam errados, e ir até as últimas consequências.

E acho que talvez eu tenha essa força, e fiquei muito feliz depois que eu vi a minha amada menina e essa garota, filha da senhora depressiva indo embora, pois aquilo talvez não teria se concretizado se eu não tivesse posto em prática novamente toda aquela minha rebeldia adolescente e ajudado e mudar um pouquinho da cabeça, afinal quanto mais as pessoas vão ficando velhas, mais vão ficando rígidas, imutáveis.

E mudar alguém assim, não é pra qualquer um mesmo.

domingo, 15 de novembro de 2009

Ai esse centro, tão abandonado que dá até pena...



Tirei essa foto hoje, pouco depois de me despedir da minha menina lá na Praça Julio Prestes. É complicado ver como um lugar palco de tanta riqueza e prosperidade como a região da Luz foi hoje é tão feia, desgastada, e abandonada. A gente dá pra ver como é largada só de ver a quantidade de poças na calçada.

O que fico mais triste é que voltou por puro interesse econômico, afinal a Luz é um local do centro bem desvalorizado, não apenas pela Cracolândia que fica ali do lado, mas é uma área que só tem a Estação da Luz e a Pinacoteca como pontos bonitos.

Tenho uma teoria que a beleza nas coisas atrai a beleza no ser humano. Se um lugar é bonito, bem arborizado, sem vandalismo nem depredação, acaba atraindo e melhorando a vida das pessoas apenas por sí só. Sabe, dou o exemplo da Linha Lilás do Metro (saindo da puta-que-o-pariu, a.k.a Capão Redondo e indo até merda-nenhuma, Largo Treze) que são trens com ar-condicionado, bem estofados, um luxo só. Não vemos tanta depredação, muito pelo contrário! Estão bem organizados, praticamente da mesma maneira desde que foram entregues, há uns seis ou cinco anos atrás.

A beleza do local que traz um sentimento de cidadania para o povo, que o mantém desse jeito. Agora as pessoas olham para a Júlio Prestes, vêem uma praça feia que dói, ali do lado prédios todos deteriorados, locais abandonados ou bizarros. Ou então os dois! Eu gostaria sinceramente de morar mais no centro, pra mim qualquer lugar depois do Largo Treze seria o ideal. Pra nós que moramos e dependemos da condução que passa pela M'Boi Mirim é um inferno sobre terra quando os ônibus chegam nos entrocamentos da Adolfo Pinheiro e literalmente param.

A beleza é algo que inspira o ser humano a ser algo melhor.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O que Dir en Grey significa pra mim.

"Ah, eu gosto muito, eles são fodas! Tenta ouvir um pouquinho e você vai ver como é bom". Sim, ela era fria, vivia no meu coração, e já se foi dessa para uma melhor. Mas me deixou isso como um grande presente.



Ontem foi um show do qual nunca pensei que veria na vida. Afinal, que chance teria de cantores japoneses virem fazer um show no Brasil, em especial um país que consome mais rock americano que os próprios americanos? Quase nenhuma. Do meu primeiro salário saiu o ingresso, olha que poético. Logo no primeiro ordenado gastar com aquilo que achava improvável - que era ver um show deles.

Embora Dir en Grey não tenha sido a primeira banda pela qual me interessei (a primeira foi o trio de koreanas do S.E.S), sempre teve um significado muito importante. Ao contrário do Michael que me influenciou quase que totalmente em meus atos - desde o ser pessoa bondosa, de adorar crianças, gostar de música e especialmente de dança, além de criar uma personalidade própria minha - com os japoneses malucos do Dir en Grey foi bem o oposto. Não fui influenciado, apenas fiz uma assimilação de conceitos e valores que achei serem bem parecidos - ou interessantes - pra mim.



Kyo grita muito no palco. Em suas palavras, disse que o Dir en grey grita por aqueles que não conseguem gritar. Porém lá no palco minha ação foi a de gritar, de cantar junto, de pular, suar igual um porco e ficar agora com pouca voz e baixa audição.

Não é o ritmo. Poderia ser até forró, afinal eu sou uma pessoa que admira muito a sabedoria caipira, onde canções de moda de viola são verdadeiras obras filosóficas pra Sócrates ver e fazer biquinho. Mas as coisas que a banda prega, todo esse lado obscuro das coisas, da sociedade, e de tudo sempre foi algo que me atraiu bastante - isso é, embora eu seja uma pessoa que pra tudo parece um verdadeiro mar de rosas.



A diferença do Dir en grey pras outras bandas é que eles não fazem apenas músicas gays pra meninhas ficarem com a periquita molhada. São músicas mesmo, que tratam desde temas como aborto (mazohyst of decadence), suicídio (THE FINAL) ou até hipocrisia política/ideológica (CLEVER SLEAZOID) ou até tema nenhum, ou muitos temas, ou temas bizarros (Agitated Screams of Maggots). Coisas que nenhum Lulu Santos teria nem metade da coragem deles pra se meter. Talvez seja por isso que eles não vendam tanto, embora seus fãs sejam fiéis e nada convencionais.

Acho importante sacudir as pessoas de alguma forma. E usar a música é o melhor exemplo pra tirar aquele neguinho acéfalo que se acha o roqueiro porque ouve Livin' on a prayer e trazer para um lugar onde ele possa pensar e agir por si mesmo, não pelo que os outros dizem. Não apenas ouvir a música apenas porque é legal, ou porque não é a combinação clichê que nenhum roqueirozinho de merda gosta: Sertanejo, funk, pagode. Mas porque essa música de alguma forma é um grito para que isso ajude a despertar nos outros o que despertou de certa forma em você.



Rock morreu há muito tempo. Quando vejo alguém se definindo como "roqueiro" eu tenho uma pena dela do fundo do coração. Porém alguns recriam, e esses eu sigo e ainda fazem jus ao nome. Mas não me taxe disso, senão vai levar um soco bem na tua fuça.

E quem diria que eu achava eles uns chatos no começo. =P

Obrigado Dir en Grey. Obrigado pelo calo no dedão, pelo cansaço extremo, por eu ter tomado chuva, por quase roubarem meu celular, por ter perdido a voz e audição, e obrigado mesmo por ter me proporcionado o melhor show da minha vida da melhor banda de j-rock que o mundo e o Japão já viram.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Não são como antigamente...

Ás vezes, quando estou com ela, não sei se sou digno.
Mas aí eu olho nos olhos dela, abraço forte, aperto mesmo!

Vejo então que todas as forças na hora estão renovadas pra eu correr.
E ser digno de ter uma mulher dessa ao meu lado.

De fato, não fazem mais dessas atualmente! Mesmo.

Amo!



PS: Sim, sabem que já sou romantico por natureza, agora podem ir tirando o blog dos favoritos pois as coisas melosas vão começar. Não faço questão de visitas.
PS²: O layout novo que era pra ser lançado no começo do mês tá no forno. Agora só espera assar e esfriar.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Eu te proponho...



Eu te proponho
Nós nos amarmos
Nos entregarmos
Neste momento
Tudo lá fora
Deixar ficar...

Eu te proponho
Te dar meu corpo
Depois do amor
O meu conforto
E além de tudo
Depois de tudo
Te dar a minha paz...

Eu te proponho
Na madrugada
Você cansada
Te dar meu braço
No meu abraço
Fazer você dormir...

Eu te proponho
Não dizer nada
Seguirmos juntos
A mesma estrada
Que continua
Depois do amor
No amanhecer

No Amanhecer!
Eu Te Proponho!

domingo, 25 de outubro de 2009

da Inteligência.


Puxa, uma semana sem postagem, numa semana bem corrida, diga-se de passagem onde durmi bem pouco, a ponto de no sábado simplesmente capotar e dormir como uma pedra depois de ficar conversando com a minha menina no escaipe. =)

Hoje então vamos lançar um pensamento meigo para começar a semana.

Vejo alguns professores, ou já senhores, daqueles que conquistaram muitas coisas na vida sempre ostentando bastante. Vide senhores, digo pessoas quase idosas mesmo, cursando faculdades. Acho uma coisa deprimente na questão que diz respeito de fazer pose com toda sua larga experiência. Você pode ser mais que o outro em uma questão, mas mesmo com simplicidade você pode mostrar todas suas glórias sem parecer melhor que o outro. Acho que esse será o grande desafio de quando todos nós sermos vovôs e vovós, daqui a um bom tempo.

Gosto muito de um texto de Platão, onde ele dá uma aula a um escravo. Nele, um belo dia, um grande rei (do qual esqueci o nome) estava conversando com Platão, e dá a entender que este diz que todos nós - seres humanos - somos iguais em termos de raciocínio. Todos nós temos um cérebro, temos como assimilar conhecimentos e refletir em cima deles.

Logo, qualquer pessoa tem a capacidade de aprender qualquer coisa.

Pra mim, que sempre tive uma estranha relação com a inteligência, vendo isso consigo entender bastante.

Quando era pirralho, sempre fui o mais esforçado na sala de aula. Papai queria que eu fosse esforçado, trabalhador e mulherengo. Dos três, só o primeiro vingou. Sempre tive um fascínio pelo conhecimento, embora eu morando na periferia de São Paulo, onde as pessoas percebem que se você virar um bandido sem estudo você ganhará muito mais dinheiro do que ele que estudou e ganha quinhentos reais nas Lojas Americanas, enfim...

Porém, mesmo assim tinha que estudar, hehe. E por ser um bom aluno em tudo (tudo mesmo!) tinha que ás vezes ensinar os outros alunos e ajudar o professor. Porém, mesmo eu tendo esse "talento", nunca ostentei nada - e até hoje, não me acho melhor que ninguém. No trabalho, quando estou desenvolvendo alguma peça de design, o pessoal acha sempre o máximo, embora pra mim não seja lá essas coisas. Digo, porque eu aprendi a desenvolver aquilo fácil fácil, então não me recuso em sentar alguns momentos e tirar-lhes alguma dúvida ou ensinar algum comando de algum programa que lhes venha a ser útil.

Entenda que conhecimento de não muito serve se não for espalhado. Se hoje fazemos aviões de papel que planam por um certo momento é porque lá atrás teve um homem chamado Santos Dumont que inventou um troço chamado "avião", e divulgou essa coisa pra todos. Óbvio que segredos militares entram aí, mas o ser humano tem uma capacidade incrível de inteligência, desde o mendigão da Liberdade até o mais alto executivo da Volkswagen.

A capacidade de assimilação é uma das coisas que mais torna igualitária a existência humana.

domingo, 18 de outubro de 2009

Brigamos por segundos.



Existe uma exigência tão grande na velocidade na era digital que brigamos por míseros segundos. O pior que tem gente que faz grana preta em cima desses segundos a menos, por incrível que pareça. Estava vendo esse vídeo hoje, demonstrando a tal velocidade na comparação entre Windows Vista e o novo que vai ser lançado, o aguardado Windows Seven.

Não sou um defensor do Vista, mas entre ele e o XP, prefiro o Vista. Ele facilita muito a minha vida, na questão da busca, da organização e das permissões que já salvaram muitas vezes minha pele. Óbvio que tem sérios problemas, como ser pesadíssimo, mas é engraçado ver nesse vídeo, com dois computadores idênticos rodando e comparando o Vista e o Seven e o Vista ser o mais rápido pra inicializar.

Ás vezes isso é puramente psicológico, e é no mínimo abismal como as pessoas brigam por segundos, quase como se o mundo dependesse disso. 1 minuto e vinte segundos. Em 90 segundos aproximados sua estação de trabalho está pronta pra trabalhar.

Nessa hora os segundos viram horas, e os minutos viram dias. E tudo se resolveria melhor se apenas tivéssemos um pouquinho de paciência. Talvez seja por isso que as pessoas querem emagrecer de um dia pro outro, ganhar dinheiro de um dia pro outro, mudar suas vidas de um dia pro outro. O computador nos dá manias estranhas, começamos a pensar que tudo na nossa vida pode ser resolvida com apenas uma ação. Mas nem sempre as coisas funcionam assim.

Há um tempo atrás eu era muito alienado. Comecei a reduzir e racionar o uso do computador, bastante. Tento me sentar pouco tempo na frente da telinha, o que faz meus amigos virtuais morrerem de ódio de mim, mas vi que estranhamente -  digo estranhamente pois tiro meu ganha pão do computador, oras - estava perdendo minha vida, as coisas estavam passando e eu aqui.

A gente começa a pensar que a vida também tem um Ctrl+Z, que ao apertar uma sequencia de botões nós desfazemos a última ação. Sério, pensava isso mesmo. Mas se você faz uma merda é problema seu fazer e mover céus e montanhas para consertar o erro, não apenas uma tecla. E mesmo que não dê certo, ao menos tentou.

Óbvio que Windows Seven é uma grande propaganda. Estão vendendo o Vista apenas com algumas coisas a menos, só babacas vão comprar pensando ser algo completamente novo, pois não é. O que existiu foi uma propaganda massiva, digna de dar aparência Apple a um programa Microsoft. Deram um beta de um semi-sistema, viram que as pessoas só de verem dez segundos a menos acham que a melhora foi de cem porcento e compram. E acreditam ser mais rápido, isso porque um grupinho de seis pessoas espalharam por aí que o Vista é lerdo e todos caíram como patinhos.

Vamos sair um pouco da máquina e dar uma olhada como tá o tempo lá fora, brincar com os cachorros, fazer um cooper, ir a padaria... Dez segundos não fazem tanto a diferença. Sério mesmo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Tá. Por você, eu aceito! Mas só por você, hein!


Isso não faz muito tempo. Recente em um dos últimos aniversários, já bem próximo da data, sabia que o aniversário daquela amiga que tanto valorizo estava chegando. Sei que mulheres em si se odeiam, umas sempre tentam puxar o tapete da outra, mas entre homens e mulheres nunca vi coisas do gênero. Óbvio que eu como um homem preciso de amigos masculinos - 99% são bem companheiros, fiéis e parceiros - mas mulheres amigas, quando não tem aquelas picuinhas do universo feminino, são tão parceiros quanto os bons amigos machos que todo homem tem como amigo-de-bar.

E estava quase lá, chegando a data! Tinha que dar alguma coisa. Obviamente sabem o quanto de inimizade que nutro pelos namorados dessas amigas, não entendem que o que sinto do fundo do coração é uma fraternidade sem igual pela amiga. Apenas isso. Já estávamos sem tempo, e até hoje acho que devo muito a ela.

Pela presença nos momentos mais difíceis, pelo apoio quando passei pelos piores momentos, pelas longas conversas que de alguma forma eu encontrava eu mesmo todas as vezes. Mas ela, não sei.

Não sei se foi pela imensa bondade em seu coração, ou ainda se foi apenas por pena em me ver naquele estado deplorável. Talvez lá no fundo fôssemos iguais mesmo, temos o mesmo impulso para se jogar do último andar e não morrer - apenas sair voando.

Éramos mesmo grandes amigos, mas coincidentemente ela aparecia sempre na hora que mais precisava, nem que seja de um mero abraço carinhoso.

Dei um par de pantufas. Sei que é uma coisa que ela adora. Porém eu, não queria nada, na minha mente acredito que já tinha recebido uma coisa que nenhum dinheiro me daria que era exatamente a amizade dela, algo incalculável - o que obviamente deixava eu devendo, pois sei que ás vezes sou um amigo desnaturado que some nas férias ou simplesmente não dá notícias pois está ocupado com alguma pendência ou depositando flores em túmulos. Dei o presente sem esperar nada, até porque mesmo se tivesse não teria a coragem de aceitar.
Aí ela me deu isso! Um chaveiro. Da Torre Eiffel. QUE BOSTA...!

Sorrindo então ela disse, ao ver minha cara de desdém: "Ei, não fala assim! Busquei lá mesmo dois, um pra mim e um pra você. Sei que é pouca coisa, mas é de coração". Na hora fiquei meio passado, mas depois até que aceitei bem. "Relativamente" bem. =P

Mutos meses depois, ou poucos anos acredito, depois de uma festa de gala onde ela me convidou, voltávamos pra casa dela quando ela tirou a chave pra abrir a porta pra sua mãe entrar na casa primeiro. Mesmo naquele escuro, a bolsa pequena, vi algo cintilar no formato tosco daquela torre do país maldito. Era o chaveiro idêntico que estava comigo.

"Olha só! Você tá aí com o seu, haha. Olha o meu aqui!", eu disse sorrindo com surpresa e mostrei-lhe o igual que tinha no bolso. Ela ficou muda fitando o chaveiro. Depois concluí "Eu disse que andaria com ele, certo? Acho que enquanto tivermos, mesmo pelo tempo e a distância, a amizade nossa não morrerá.", fiquei mais descontraído e terminei: "Toda vez que vejo, lembro da cara que você fez quando quase não aceitei, haha!"

E aí ela sorriu, daquele jeito que só ela sabe fazer... Ainda competimos seriamente pra saber de quem é o sorriso mais bonito, mas ela dá de dez a zero em mim. Mesmo sendo um toquinho de altura, ter aquela voz fina, o cabelão que vai quase na cintura, enfim.

Tá, por você, só porque é minha melhor amiga, eu aceito carregar o símbolo desse país de merda. Com muito, muito desprazer, obviamente, hehe!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Average PSYCHO!

Pensei que morreria sem ver Dir en Grey ao vivo, assim, na minha frente. Uma vez, acredito que foi Kaoru, o guitarrista e líder da banda disse que a maior loucura que um fã já fez que ele sabia era ter saído do Brasil, ido até Alemanha só pra ver uma apresentação deles. Dia oito de novembro eles virão e... Estarei lá!

Chega de ver os lives! Chega de baixar aqueles AVI's pesadíssimos de shows, que são de fato excelentes. Agora é hora de ver ao vivo. Minha banda japonesa favorita está vindo e estou delirando. Sério mesmo, pensei que morreria sem vê-los uma única vez ao vivo, se bem que depois dos bons resultados na turnê americana acho que deve ter impulssionado.

O mais poético foi ter sido fruto do primeiro salário como estagiário. Dei quase chorando os cem paus da meia entrada do Maquinaria, mas essa não dá pra perder mesmo. Um outro presente foi o Crônicas de Nárnia, todos os volumes.

Não gosto do Tolkien, acho que sou um dos únicos da minha geração que abominam e tem Senhor dos Anéis como um filme excelente para se dormir por ser tããããããããããããooooo longo. Nada contra quem gosta, hehe, ainda mais porque é feito por um dos grandes escritores ingleses, mas fico com o Lewis e Narnia. Já li o comecinho e já acho que vou acabar me viciando... Me sinto quase como quando li Brumas de Avalon e estava me sentindo um cavaleiro da Távola Redonda. =P

Agora serei o Aslan! Realmente, só tem acontecido coisa boa na minha vida. =)
Isso é tudibão!

domingo, 11 de outubro de 2009

That's why you got me working day and night!

Começando o título com uma canção do Off the Wall, o primeiro disco em estúdio do Michael Jackson. Estou numa fase muito boa, só coisa boa acontecendo!

Primeiro o estágio, que nem comentei. Comecei já vai fazer umas três semanas, em agosto 16. Desde então podem ver que a frequencia caiu um bocado, mas não vou abandonar o fallen Pegasus nem mesmo por estar trabalhando, estudando e... malhando.

Minha rotina mudou bastante. Como fazia anos que não trabalhava (quando fazia arquitetura trabalhava sempre, mas desde que entrei em design virei um vagabundo, só trabalhei no primeiro semestre de 2007 dando aulas de inglês depois parei...) então ainda estou me acostumando. Mas estou muitíssimo bem, obrigado! E muito feliz, o trabalho é muito bacana, vou feliz trabalhar todo santo dia, exceto quando a sinusite tá atacada.

Normalmente aguento bem as dores, mas anda num grau bem insuportável. Minha saúde não anda muito bem, mas o blog não é pra falar dos meus probleminhas de saúde! Tirando isso...!

Minha rotina anda assim: trabalho - academia - faculdade - computador em casa. E ainda ia dormir bem tarde, tou bem na 220V mesmo. Nadando bastante também. Nada de peitoral bombado, ao menos por hora. Sem contar que já perdi uns cinco quilos, nem sabia, mas pesava 99 kilos... Diversão em primeiro lugar, galera! ;D

Exercícios tem me ajudado muito, não sinto mais dores na coluna nem inflamações imbecis nos tendões. Ás vezes fazer um simples exercício e sair do sedentarismo é a melhor coisa contra as -ites que o povo sempre reclama, ao menos comigo é assim. Ganhei meu primeiro salário como estagiário e vejo agora que eu não devia reclamar quando dava aulas de inglês. =P Realmente é uma titica, kkkk.

E vamos seguindo com a vida, que anda bem bacana. Tou lendo muito sobre eletrônica para a faculdade, tou entrando mesmo de cabeça no assunto. Afinal, se eu não sei, vou correr atrás pra aprender, nunca tive vergonha de perguntar nem de pedir ajuda mesmo. Mas me adaptei fácil fácil a essa nova vida. Não me sinto cansado, faço o que amo e tudo mais.

Falando em amor, huuuum... As coisas estão bem meigas recentemente, hahaha. Vou só falar isso, hihihi.

sábado, 10 de outubro de 2009

Rock is dead.

Rock virou coisa de nerd. Digo porque o espírito é outro. O que era rock 'n roll, o que era o rebolado de Elvis, a liberdade sexual que era o motivo de luta, a liberdade, o pensamento pela paz do mundo, tudo foi pro brejo. O rock perdeu o roll, virou apenas rock. Veio o Metal e o Hardcore. Ou trilhões de vertentes, desde tocado com arrotos até cantoras de opera de merda que odeio.

Conquistamos a tal liberdade sexual, transamos até antes de casar, porém não vivemos numa era de paz. Pessoas pregam que o rock é o movimento da juventude, mas tudo o que vejo são jovens que só querem saber de ouvir seus iPods, sequer sabem do poder de seu voto, e só se manifestam quando o governo quer proibir os torrents - que é da onde eles pegam as músicas, oras.

Rock é uma coisa de nerd. Adoram dizer que são evoluídos, que são revoltados, mas abaixam a cabeça pro primeiro que vier. Transam por aí a vontade, afinal o Brasil quase não tem Aids mesmo, sorte deles. O espírito não era pra ficar parado naqueles temas dos anos sessenta, deveria evoluir! Pessoas só querem saber de ouvir música, e música sem sentido. O que adquiriu e atingiu toda uma cultura de experimentação simplesmente estagnou.

Foi vendida uma liberdade que não existe. Não posso cantar um palavrão, tenho que sempre falar de amor e amores impossíveis pois sei que atrairei o público e farei dinheiro. O espírito, a alma da coisa foi vendida. Poxa, o pessoal "que curte rock" se acha o máximo porque transou com duas pessoas.

Eu te acharia o máximo se você mijasse no Sarney, em pleno Senado federal! Se pixasse no muro da casa do Kassab sobre o aumento na tarifa do ônibus. Se mostrasse um cartaz na frente do Serra sobre o atraso de trinta anos do metrô paulistano.

Não me venha colocar nessa listinha de "roqueiros", sai dessa vida. Me chama de qualquer coisa, menos isso. Por mim fico com a doida da Rita Lee, toco Raul, procuro uma japonesa malucona como Yoko Ono e balanço ao som de Johnny Cash. Isso de hoje é apenas um rock sem graça, cheio de regrinhas imbecis que só isolam as tribos. Quero liberdade, quero ouvir de tudo, conversar com todos e respeitar todos. Por incrível que pareça o pessoal da repressão sessentista é mais moderno ainda que o pessoal atual.

Rock é mesmo uma coisa chata e de nerd...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Japoneses tremendo na base com chineses!

Engraçado como eu vejo decisões políticas até em coisas aparentemente sem nada a ver. Mas esse "nada a ver" é apenas aparentemente. Verdade seja dita, hoje o Japão está saindo fora de moda e dando lugar à China. Desde Junniper Lee, passando por Jet Li e terminando no Grande Firewall da China, o qual foi erroneamente traduzido por uma jornalista incompetente do Brasil que ficou na China por anos, em uma entrevista no Jô chamando de "Grande Muralha de Fogo da China". Ô povinho BURRO, não sabe o que é FIREWALL, capeta! Nunca ligou um computador e viu lá um firewall, BURRA?

(isso é coisa de geek, relaxem...)

Porém quero chamar atenção em outros viés. Primeiro começando pelo imenso racismo que japoneses tem com os povos asiáticos. Óbvio, eles são os fodões, assim como o Brasil também é o maioral da América Latina e adoramos ferrar a Argentina e os outros países. Porém agora a coisa tá mudando, a China já é considerada uma superpotência, tem o terceiro PIB do mundo (Brasil em décimo), só perdendo pro Japão e, obviamente, Estados Unidos.

Porém² (esse "dois" foi uma boa, haha) a China tem muito pra onde crescer, uma vez que o Japão hoje é uma grande ilha cinzenta, tirando Hokkaido com seus Chicos Bentos nipônicos e plantações de arroz. Resumindo: cedo ou tarde a China será a maiorial da Asia, isso se já não é. O resultado? Vejo isso numa banda aparentemente inofensiva, chamada Morning Musume.

Não conheço muito sua obra, e pra ser sincero é bem extensa. Dezenas de garotas já foram da banda, se "graduaram" ou em portugues claro, ficam "velhas" com seus 25 anos e não são mais "musumes", garotas, menininhas traduzido do japonês, porém revelou grandes talentos e musas nipônicas, como Rika Ishikawa (minha favorita), Maki Goto e Hitomi Yoshizawa.

A vida de uma Momusu resume-se a, ser vista pelo pessoal da Hello! Project, que as descobre para o mundo, depois elas ficam fazendo clipes e musicas em grupo que pode estar numa fase sexy, lolicon, romantica, whatever, e depois são dispensadas pra entrarem novas e assim a coisa vai indo. É um grupo de constante mutação, acredito que todo ano no mínimo entre uma, já estão na "oitava geração", e as mais novas acredito ter uns quinze anos!

E recentemente, com esse medo dos japoneses, que já não se dão muito bem com os chineses, incluíram duas chinesas docinhos-de-coco no arsenal de já belas orientais. Uma imagem que ficará pra sempre na minha mente será quando vi o Japão sendo apresentado na cerimônia de abertura de Beijing 2008, onde os chineses vaiaram com toda força o povo nippo, e depois quando veio Taiwan (ou ROC, tanto faz) e eles serviram meio de Robin Hood, acalmando os ânimos dos chineses que odeiam o Japão. Pra quem não sabe, Taiwan é quase um país apaziguador na relação tensa entre Japão e China.

Tanto que para chineses que vão parar no Japão, recebem também o termo pejorativo de gaijin, e isso porque asiático é TUDO igual. Japonês tem a mesma cara que koreanos, chineses, tailandeses, mongóis, etc. xD

Tá, é mera politicagem, se o Japão não melhorar sua relação com a China a coisa vai ferver! E não vai ser como na Koreia do Norte que é do tamanho de Sergipe e só tacar umas duas bombas que tudo ali voa pelos ares. Estamos falando de um país que tem população que não acaba mais, um dos exércitos mais poderosos do mundo e uma das economias mais promissoras da atualidade. E que tão tomando - e muito - os lugares dos japoneses como povo asiático-mor. A China está na moda, e há um bom tempo.

Tenho pena da Linlin (Qian Li) e Junjun (Li Chun), as duas chinesas do Morning Musume. Elas devem sofrer na mão das japonesas, hahaha. Nessas horas que acho que a melhor coisa do Brasil é esse espírito acolhedor. Conheço duas amigas, e dois amigos, chineses e uma japoneses que são inseparáveis. E já ouvi casos até de judeus amigos de árabes, corinthianos casados com são paulinas, evangélicos com católicos, negros com louras...

Acho que é uma riqueza que ao meu ver muitos países deveriam aprender - e muito conosco.
Fotos: Junjun (topo), e Linlin (abaixo).

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