sábado, 28 de fevereiro de 2009

Momento de fraqueza.

Não resisti. Já tem uns... Seis ou sete anos que não mascava um chiclete. Na verdade ano passado eu ganhei um, mas pensei que era bala e engoli. o_o' Tinha uma vez que eu peguei um mentos desse chiclete novos que lançaram, mas esse eu engoli uns quatro pensando que era bala. Aí depois que eu li, vi que era chiclete, e dei pra uma amiga. =P

Mas antes de ontem, nossa... Eu vi perto da pia da cozinha uma caixinha de clicletes tutti-frutti da Addams dando sopa. Tinha ninguém olhando, e peguei, hahaha... Meu irmão masca isso direto, e eu também tanto quanto ele quando tinha uns doze anos, e modéstia parte, consiguia fazer bolas de chiclete melhor que muita garota por aí. Fazia, bem lembrado. Só hoje em dia que acho que duvido fazer metade das que eram, hehe...

Coloquei na boca e masquei. Gostoso! Fazia anos que não sentia esse sabor. Agora tá novo, tem umas pedrinhas que deixam mais sabor no chiclete. Peguei e fui no computador, continuei mascando, mas cinco minutos depois eu que não estava aguentando aquela goma na boca, e joguei fora, hahaha...

Tenho uns vícios estranhos, e quando me livro deles é bem brusco mesmo. Era super viciado em chicletes quando era moleque. Um belo dia eu disse: "Não quero mais... É horrível isso. =\", enjooei e nunca mais. Unhas, eu até ano retrasado eu roía ja tinha mais de dez anos. Um belo dia disse: "Ah... Cansei.", e desde então só tive uma recaída eu acho (maio do ano passado). Mas não resisti ao sabor do bom e velho tutti-frutti da Addams. Tinha um bolinho também que vendem em docerias, bombocado. Daquilo eu comia dois pacotes fechados por dia, mas hoje em dia não consigo nem chegar de perto de um.

Queria que lançassem em bala o sabor dos chiclets. Porque se fosse chiclete eu iria a falência, mascando um a cada quatro minutos porque o chiclete perde o sabor rapidinho. Antes eram uns dois minutos, agora são uns quatro. =P

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Moldes comportamentais.

Era uma vez um grupo da Korea de música pop. Tinham cinco integrantes e suas músicas tinham a ver com que muitas menininhas gostavam: coisas meigas, rosadas e bonitinhas. O grupo terminou porém sua marca ficou deixada, e anos mais tarde voltaram com o nome quase igual, a mesma franquia e novas integrantes. As orientais baixinhas e secas foram substuídas por garotas mais altas, com uns noventa de quadril e muito sensuais.

Obviamente que até hoje, inclusive por aquelas bandas, os fãs de antes não se batem com as Pussycat Dolls asiáticas. Pra ser sincero tenho muito disso não porque sou a pessoa mais maleável quando se trata de música. Uma por opção mesmo, pois não me digo ser roqueiro, nem metaleiro nem nada pra não ser "rotulado". Afinal cresci ouvindo Só pra contrariar, Negritude Jr (que diga-se de passagem, eram pagodes que eram bem melhores que os atuais), Leandro e Leonardo, João Paulo & Daniel (ambos os que continuaram em suas carreiras solos na minha opinião pioraram MUITO) então como essas influências infantis querendo ou não continuam comigo eu me atenho e não criticar o gosto musical de ninguém, hahaha... Obviamente que tenho alguns que não gosto, mas não sou daqueles que olham torto ou deixam de falar apenas quando sabe o gosto musical do coitado. =\ Apenas tiro um sarrinho e falo minha opinião, mas jamais censuro e respeito bastante.

Mas o que quero chamar a atenção é como as coisas mudaram em tão pouco espaço de tempo. Os gregos costumavam referir-se às colunas dóricas como masculinas, por expressarem a forma robusta, forte e concreta - características de homens, tanto boas quanto ruins, e as colunas jônicas por sua vez mostravam a beleza, a delicadeza e a emoção - características embora sendo bem estereotipadas, continuam sendo referentes ao universo feminino, verdade seja dita.

Logo, meninos gostam de Metallica e meninas de Olivia Newton-John. Estavam acostumadas ao mundo das meninas que ficam em casa pensando no namorado e tudo mais, com a cabeça a mil divagações.

Agora vamos às bandas.

A primeira, a das meninas meigas e gentis é Baby V.O.X. É velho, verdade, mas fez muito sucesso na Ásia entre 1997 até 2004 mais ou menos. Inclusive se criou uma aura, pois a Korea é um país que revelam MUITAS pessoas boas, mas NENHUMA consegue sobreviver a mais de dois álbuns (menos a BoA que é a Deusa, o resto das koreanas são meras mortais, hahaha...), e as meninas da Baby VOX foram uma das únicas que sobreviveram a esse medonho paradigma. O grupo terminou depois que o último álbum foi um total fracasso, então todas elas foram pra caminhos diferentes, algumas inclusive continuaram cantando, mas em carreiras solo.

Em 2007 um belo dia cinco novas garotas, embaladas por um sucesso que fez muito marmanjo retirar o que dizia sobre as asiáticas não terem corpo como as mulheres ocidentais (dizem que os vietnamitas ficavam loucos quando as viam, ehuheauhie..). Baby VOX re.V, lançando músicas no primeiro álbum que receberam muitas críticas dos asiáticos (imagina os koreanos falastrões: americanos são depravados e mostram mesmo, vocês são asiáticas e devem se comportar como tal!), tanto que o segundo álbum delas ficou muito mais comportadinho e eletronico do que o primeiro. Talvez estejam meio avançadas para os conceitos de lá, hehe... Mas nada que o tempo e globalização não resolva.

Tirando as críticas, bem... Ambos são músicas para mulheres de diferentes estilos, sem dúvida. Porém elas são moldadas exatamente no comportamento, ou acabam moldando esse comportamento. São consequências que ocorrem obviamente de anos de lutas pelos direitos femininos e ética - inclusive o de serem sensuais a ponto de flertarem os homens da mesma maneira que são flertadas por eles, ou até com um toque feminino a mais (querendo ou não, nós homens adoramos isso também). Ambas as mulheres que cantam "Shake it and shake it like this uhh" podem ser as que ao mesmo tempo são meiguinhas e bobinhas cantando "If you wanna be my love I wanna be your star", e isso é perfeitamente natural. É a ética líquida, como muitos filósofos e sociólogos contemporâneos dizem.

Afinal esse campo feminino está sendo começado a ser explorado agora, mostrando que as mulheres sabem e querem sim ser românticas e cheias de babados, ao mesmo tempo colocarem um short e serem sensuais, correcto? Não? OK! Vou embora, falei demais. O calor me deixa com dores de cabeça. Apenas ressaltando que, acho interessante ambas as músicas, é perfeitamente natural e saudável, claro, ter essas duas perspectivas. Ainda mais nos tempos atuais onde tem muita mulher por aí que valem tanto quanto o mais canalha dos homens. Elas traem, dominam na cama, correm atrás quando querem um homem e obviamente algumas acabam deixando o cara quando ele tá muito afim e portanto valem tanto quanto o homem de menor valor (vide bem que não estou falando de todas, mas infelizmente ser cafageste não é característica de apenas um dos sexos). O palco de uma competição incrível está sendo desenhado, façam suas apostas!

Sou homem, pelo amor de deus, o que estou dizendo? o_o'

Baby VOX

Ya ya ya - Os comentários de "Soooo cute" explicam bastante.
Missing You - Sucesso de 1999, um dos maiores da carreira. Bem fofinho até.
Why - Coreografia excelente! Bem anos noventa mesmo.

Baby VOX re.V

Shee - O clipe que a crítica e moral dos asiáticos caíram em cima, especialmente dos 2m40 pra frente.
I believe - A única música que presta do segundo álbum, que aliás ficou bem romantico.
Never say goodbye - Bonitinho, levemente bobinho com uma pitada de limão.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Mii having sex!

Hahaha... Bom, sou péssimo para desenhar roupas. Criar então de cabeça? Por isso, seguindo o conselho de uma professora de desenho eu ando buscando repertório em revistas de moda. Embora o conteúdo seja igual a latim, não entendo bolhufas. Acho que é coisa de nós homens que estamos acostumados a só temos três peças do vestuário: calças, camiseta e shorts.

E sim, isso tem me ajudado muito. Gosto mais de ver as revistas das européias, os caras são mais criativos e gosto de vestir meus personagens com roupas não convencionais (que normalmente a mulherada acha horrível). Seguindo os conselhos de uma amiga (Natarii-chan!) atrás de roupas convencionais, vejo uma revista japonesa, chamada Non-no, que diga-se de passagem tem modelos muito, mas realmente muito lindas, todas orientais ou mestiças belíssimas. *___*

Minha total fraqueza por asiáticas todo mundo sabe, nesses dias enquanto eu procurava alguma idéia pra me inspirar (ou leia-se plagiar, como queiram, hihih...) me deparei com uma página com essas imagens aqui no post, haha (clique para ampliar)... Depois falei com uma amiga e ela me falou que é extremamente comum esses temas serem abordados desse jeito nas revistas femininas. Cara, mas eu dei MUITA risada quando vi. Só deu eu na biblioteca dando gargalhadas, sério mesmo.

Depois que foi caindo a ficha, não sabia que nessas revistas femininas falavam-se tanto de sexo. Juro que fiquei mais que abismado. Talvez até mulheres se perguntem se tem algo do tipo em revistas masculinas, como Playboy sei lá, mas não tem. Tem de vez em nunca uns contos eróticos e uma espécie de "consultório sexual", mas não passa de duas perguntas tímidas na seção de cartas, mas nunca passa disso. Em geral umas perguntas meio babacas também. Manuais como esses não tem de fato nas masculinas, hahaha...

Não sei como tá hoje em dia porque faz anos que não abro uma revista dessas. Sério mesmo (vai ter um monte achando que isso é mentira...), mas acredito ainda estar nos moldes de antes. Pra terem uma idéia: a última Playboy que eu vi foi quando a Sabrina Sato saiu pela primeira vez na capa. Que mico, como eu tou velho, isso sim... ¬¬ Mas fui levado pelos hormônios da adolescência, hahaha... Hoje em dia não tenho paciência tanto pra Playboy não. Exceto as matérias que eram bem interessantes (desde carros, turismo, esportes), mas grande parte das coisas passam no FX (ou ás vezes até mais coisas interessantes, e não estou falando somente do Private Stars ou Family Business que não passam mais, mas do European Poker Tour, Prison Break, Family Guy, Stargate Atlantis e os filmes são muito bons!) , então sou mais ver na TV...

Mas revistas femininas nunca vi não. Pensava que era só roupas, receitas de bolo e coisas do tipo. Porém estou vendo que a coisa é bem diferente. Talvez seja essa diferença entre os sexos. Homens são sempre mais decididos, sabem fazer a coisa e talvez esteja escrito no DNA como um manualzinho. Só precisa de prática mesmo, talvez seja por isso que seja um assunto tão pertinente nessas revistas femininas (peço desculpas se o comentário foi 'meio  totalmente' machista, hahaha... Não foi a intenção, prometo).

E nada de ficar me olhando com essa cara! Poxa, eu nem sabia nem metade do conteúdo que essas revistas femininas tinham. =\ Mas que é engraçado as caricaturas japonesas de sexo da Non-no, ah, isso é. =P Parecem os Miis, os avatares do Nintendo Wii, ehauheua... Mas é engraçadinho sim, ehheuhaeiah...

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Aquele rodeado pela sua desgraça.

Terminando de ler o primeiro volume de Os miseráveis. Prometi a mim mesmo que desse ano não passava: ia ler Victor Hugo de uma forma ou de outra. E ele é apenas um dos autores da listinha nada modesta de obras que estou procurando e lendo. Tirando os trinta graus infernais de hoje (desculpe amigos cariocas, que suportam até uns quarenta, mas pra quem vive nos planaltos de São Paulo os trinta equivale aos seus quarenta!) as coisas vão indo bem. Como que com essa temperatura eu não consigo dormir, fico apenas dançando na cama sem agarrar num sono, fico lendo até a hora que o cérebro pára de funcionar, heheh... E sim, sem sono.

Gosto desses livros que não são auto-ajuda, mas sem dúvida valem tanto quanto um. E nada dos conselhos descarados, o clássico "faça isso ou aquilo e resultará nisso", mas que falem das ações de uma forma narrativa e muito boa. Nada contra auto-ajuda, até porque se eu falasse mal deles seria o mesmo que o sujo falar do mal-lavado (costumo ler alguns também). Existem alguns fatos que chamam muito a atenção, e indico a todos lerem, até porque as edições atuais de Os miseráveis foram re-escritas e estão bem didáticas na linguagem contemporânea.

Um dos personagens que mais me chamam a atenção é o Bispo de Digne, ou D. Bienvenue. Como sendo um bispo grande parte de suas palavras tem um tom dosado da sacristia, mas tirando isso, algumas falas dele e reflexões moldaram muitíssimo bem o personagem. Pra quem não lembra, esse é o bispo que no começo do livro decide viver na miséria e deixar a catedral virar um hospital pois seria assim mais útil. Ele fala que o homem é como uma espécie de pêndulo, ele balança entre o bem e o mal, e é exatamente a função dos eclesiásticos manter essas pessoas na luz, para que não fujam para as sombras.

Existe sim pessoas que são realmente miseráveis no livro, mas o livro tem como temática principal a redenção. E isso pode ser sim levado para a vida. Vejo pessoas que são más umas com as outras, e somente recebem o mal de volta, afinal é assim que a sociedade funciona e a lei da selva diz muito sobre isso. Se alguém te fazer o mal, faça o pior com ele. Esse ciclo é desencadeante, e assim pessoas acabam rodeadas pelas suas desgraças e de alguma forma cavam suas próprias covas, perdendo amizades, amores, confiança e relacionamentos se tornando cada vez mais superficiais. Porém isso só é quebrado quando alguém é bondoso pra você. Por isso que é sempre bom manter boas energias ao redor de si, ser uma boa pessoa fazendo boas ações, pois da mesma forma que fazer o mal lhe devolve o péssimo, fazendo o bem por mais que tenham pessoas más elas acabam sendo boas de alguma forma pra você. O exemplo maior do livro é a reação entre Jean Valjean e o Bispo, onde o primeiro inclusive o rouba, logo após o sacristão ter lhe dado comida e abrigo e mais tarde ao ser pego por policiais o Bispo mente dizendo que os objetos surrupiados foram um presente para o condenado, e pelo seu gesto de bondade o ex-criminoso Valjean torna-se uma pessoa boa, mesmo levando as patadas da vida. Da mesma forma que foi influenciado pelo mal, o bem o influenciou a ser uma boa pessoa.

Outra que acontece também no começo do livro é a história secundária da obra, a vida de Fantine. Ela era uma belíssima jovem, dos cabelos ondulados e dourados (talvez seja resquícios da época que o povo francês era louro, não sei se Mr Hugo teve essa intenção) que havia se apaixonado perdidamente por um rapaz, rico, bem de vida, porém como muitos homens, e cada vez um infeliz grandioso número de mulheres atuais também, não valia um tostão como pessoa. A conquistou, a engravidou e fugiu com os amigos depois de "apenas essa aventura", deixando a pobre Fantine com um rebento a nascer e sozinha no mundo a criar. Mais tarde essa filha se tornaria a pequena Cosette.

Tinha falado em uns posts anteriores sobre como a sensação de estar apaixonado nos faz sentirmos como a primeira vez, aquele amor inocente, puro e bobo. Verdade seja dita, o amor é uma coisa que não apenas engrandece as pessoas como as tornam mais jovens, mais cuidadosas e mais calorosas. Depois que o amor de Fantine a deixou, e nunca mais voltou vemos a desfiguração total dela. Sem mais ninguém a amar, para a ter como uma mulher, ela envelheceu e perdeu o cuidado por si. Tudo mudou com o nascimento de sua pequena Cosette, que ela a enchia de babados e amor, via nela a mulher que ela seria naquele tempo, se estivesse ainda na flor da juventude e com um amor para a preencher. Tudo causado apenas por uma aventura, mas ela acabou se apaixonando mesmo.

Talvez falem que isso é hipocrisia, mas não é difícil ver mães solteiras que se matem em dois ou três empregos para der o melhor para sua filha. E muitas vezes essa mesma filha acaba sendo o espelho de tudo aquilo que elas mais queriam ser, mas não podem. Não podem pois foram abandonadas, foram deixadas ou apenas pois não se viam com o ânimo de voltar. Claro que entre os famosos existem cirurgias plásticas e recauchutagens, mas entre os pobres a única maneira é essa mesmo. Aqui no bairro existe uma mulher que já tem lá seus trinta e tantos anos, mas ainda aparenta ter uns vinte, que faz programas. Vejo às vezes ela andando feliz pelas ruas aqui perto de casa com sua filhinha, que é a coisa mais lindinha do mundo. Não ousa olhar ninguém nos olhos - todos sabem da sua vida - apenas tem olhos para a menina. A leva para a escola, faz suas refeições, vai ao mercado e sacolão com ela. Não tem marido, nunca vimos sequer a família dela. A menina é a coisa de maior valor que tem.

Existe sim algumas nuances da alma humana que muitos não imaginam. Ainda existe obviamente o estereótipo da prostituta que faz programas para sustentar o vício em drogas, ou as prisioneiras sexuais que são levadas para outros países. Verdade também que existem garotas de programa que já são mães, e acabam escolhendo essa infeliz vida para dar de sustentar a sua filha. Fantine faz a mesma coisa no livro, e devo dizer que uma parte que choca sem dúvida a todos, até eu que sou homem. Só mesmo lendo pra entender, até onde o amor pela sua filha é capaz de fazer uma mulher se render a pior das humilhações para lhe dar o que comer. Chocante, mas essa coisa existe. E de dia, essa mulher que mora aqui perto nem aparenta em nada a que vejo quando estou chegando de noite da faculdade, quando ela sai para "trabalhar". Triste, mas uma infeliz verdade, porém essa mesma infeliz realidade é tingida felizmente por amor, com certeza imensurável.

Às vezes eu olho pra cima e vejo como esse sentimento é uma coisa tão forte. De fato, pessoas movidas por amor não são bobas ou sentimentalistas. Não são seres inferiores que vão contra o atual paradigma da sociedade que manda sermos frios. São louváveis, pois mesmo se rendendo para um sentimento mostram-se ser sim seres humanos que agem tanto para um lado, como para outro, o lado lógico e emotivo. E isso que nos torna nossas vidas tão especiais, acredito.

A maior lição é: a vida pode ser uma bosta. Você pode ser a pessoa mais odiada e mais solitária do mundo. Pode não ter nada, nem no aspecto psicológico. Mas, se alguém te fizer uma boa ação, não importa o tamanho, você jamais esquecerá. E levará essa pessoa pra sempre contigo no coração, e mesmo que você passe por um momento difícil, lembrará daquela boa época e sorrirá. Pois más ações podem nos machucar, mas querendo ou não, são as boas ações que não nos fazem ser meros transeuntes na vida dos outros.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Pouquinho de filmes de cada canto!

Hoje quero falar de filmes. Na verdade ultimamente não ando assistindo a muitos, perdi o hábito.Então vou falar de alguns que eu assisti e achei muito bons e alguns que ando assistindo atualmente e achando legais. O primeiro é um filme velho pra caramba, mas ainda hoje continua atraindo muitos fã. Vi quando era moleque e fiquei aterrorizado, hahaha.. Mas depois fui vendo com calma e admito estar hoje numa lista top. Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola (o mesmo de Poderoso Chefão, mas como eu falo demais desse filme hoje não falarei, hehe) que muitos dizem ser baseado no livro Coração das Trevas de Joseph Conrad que eu emprestei pra alguém e não lembro pra quem foi, então perdi, hahaha...

"I love the smell of napalm in the morning", essa fala é clássica desse filme. Filme contém claro, aquela moral que todo bom filme de guerras têm, mas acho que vai um pouquinho além disso. Personagens mais que interessantes, cenários muito bem produzidos e Marlon Brando em uma das melhores atuações já vistas por mim. Aproveitando que estamos numa época antiga e remota, outro que eu adoro é Laranja Mecânica. Pronto, agora sabem que eu gosto de filme de guerras pesados e agora vem um filme desse naipe vão me achar um mané pervertido, certo?

De longe, isso não, hehe. Pra ser sincero se existe uma coisa que realmente me faz tremer no filme é a música. Aquele som eletrônico anos setenta hoje parece mais sons resultantes do uso de alucinógenos. Tirando o "entra-e-sai", que Alex sempre faz durante todo o filme, duas coisas chamam muito a atenção: a ultraviolence e o método de Ludovico para retirar a "violência" das pessoas. Obviamente não ficou nem metade do que o livro é, mas vale muito a pena afinal filme é filme e livro e livro. São duas linguagens diferentes e ambos acho que aqui se completam.

Saindo dos filmes velhos, vou falar de um latino, nossos hermanos! Não vou ser clichêzão e falar do Pedro Almodóvar, e sim da grandíssima Salma Hayek e No tempo das borboletas, filme sobre as irmãs Mirabal, oposicionistas no fim de década de cinquenta do governo da República Dominicana. Baseado em fatos reais, óbvio, e mesmo com toda a maquiagem cinematográfica do filme você ainda leva um tempinho a crer que aquilo tudo foi real. Até o History Channel tava passando em sua grande de programação, e o final é... Bem... Sem spoilers, né?

Cinema asiático um que achei muito bacana é um que ainda não chegou aqui. An empress and the warriors, com a Kelly Chen e Andy Lau como o casalzinho principal. Na verdade o filme nem é lá essas coisas, e acho que me deixei ser levado pelo romance bobinho do casal, hehe... A parte romantica é linda mesmo, amores proibidos, mas as cenas de guerra poderiam ser bem melhores. Outros que eu assiti há décadas mas adorei, é um que não tem muito a ver com esse cinema-propaganda folclórico chinês e sim dramas reais. Se quiserem um estímulo, tem a lindíssima Zhang Ziyi, e tem cara de filme feito contra a resistência da ditadura de lá, enfim, só assistindo pra crer, hehe... Tem partes que são tediantes mas a obra em si é boa. Ah o nome né? Borboleta púrpura.

Sim, adoro cinema underground, hahaha... Tem obras muito boas que ninguém vê nem chegar no cinema e tampouco locadoras. São aqueles filmes típicos que a HBO adora passar. =P

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Nada importa se nada não preencher a alma.

Invólucro sem um conteúdo, sem um estofo. Amar é uma coisa que não importa em que idade você esteja, sempre agirá da mesma maneira como agia quando sentia esse real sentimento aos quinze, ou até antes. Daquela forma bem boba mesmo. Nascemos sós, apenas nós por nós mesmos, e durante muito tempo crescemos nessa mesma base. Fazemos nossas amizades, círculos que convivência que incrementam nossa alma, e inclusive muitas pessoas são completas apenas com isso. Para um grande número de outros, ainda falta algo.

Não apenas hoje, mas sempre o ser humano teve necessidades, e para suprir essas necessidades corremos atrás de algo que sane isso, mesmo que seja temporariamente. Talvez seja por isso que tantas pessoas acabam em vícios, sejam por drogas ou narcóticos, ou viciados por relacionamentos rápidos um atrás do outro, trocando de ficante como de troca as calças. É exatamente essas pessoas, das que a cada dia experimentam um novo, ou nova, que dizem ser os mais solitários e os mais melancólicos. Na teoria, se tem tantos e com tanta frequencia, porque ainda sentem-se assim? Existe sim uma maneira se caso tivermos a necessidade de um beijo, conseguir com alguma mulher, ou um carinho ou quem sabe algo mais. Esse aspecto porém é temporário, é líquido.

Mesmo que a vontade saia ainda existe o fator de 'não mais com aquela pessoa', ou que jamais a veremos novamente. Porém continuamos invólucros para se guardar a alma sem exatamente o essencial: a alma.

Pode haver beijos de desconhecidos, abraços forçados, carinhos mentirosos mas isso nunca será o que nos preencherá por dentro. Ter um amor de verdade é além disso, mas acima de tudo é ter alguém do seu lado, nem que seja pra ficar quietinho vendo televisão do seu lado num dia frio envolto por cobertores. É olhar pro lado e ver que tem alguém, e que tem alguém que mesmo longe está pensando em ti. Isso preenche nos como um todo, e nos dá o que chamamos de "alma", nos faz sermos humanos acima de tudo.

Nem que estejamos errados, que esteja sempre lá achando que tudo o que fazemos é o sempre bom com aquela falsidade que adoramos, mas se fazemos algo ruim também nos goste o bastante para dizer que podemos melhorar e fazer certo da próxima vez... Sentir falta de alguém que mande a gente calar a boca e corrermos beijar essa pessoa exatamente pois a magoamos e queremos ser perdoados, que ache as nossas tristezas e melancolias como as coisas maiores do mundo, e em prática não são, mas pra nós são infinitas e essa pessoa jamais te achará um babaca por ter esse tipo de coisa.

Todos os dias falo com ela, e quando falo até mesmo o silêncio é bom. Fim de semana não nos falamos, mas percebi que conto as horas pra passar e encontrar com ela novamente na segunda. Antes de ontem por exemplo não podemos nos falar, e ontem foi tão rapidinho que nem deu pra falar direito. Amar também é um vício, mas que dosado faz muitíssimo bem. Nos preenche, nos faz ter mais amor pela vida, nos faz ver as coisas coloridas e melhora até o humor e tira cabelos brancos. Cair de cabeça no abismo não vou, apenas o mesmo erro cometemos duas vezes porque queremos, mas sabe como é né? Esse tipo de coisa sempre é inexplicável.

Sentir-se novamente amando daquela forma pura e ingênua da infância, das primeiras paixões. Esse sentimento permanecer vivo dentro nós e de fato ver ele acontecendo mais e mais vezes... Esse é um estofo, afinal somos mesmo grandes invólucros, e paixão é uma das coisas que nos preenchemos daquela forma única, sim?

Imagem - Nezha, divindade Tao/Budista conhecida pela sua frieza, e também por ter nascido "sem alma".

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Animation Wars

Enfim assisti Wall-E! Realmente, tenho que tirar o chapéu, pessoal da Pixar continua inventando e conseguindo fazer e cobrir todas as expectativas. Não apenas isso, mas a estadia da Pixar com a Disney deu a enfim procurada esclarecida das regras do jogo das atuais animações em CGI. O grande símbolo dessa nova era é Bolt - O supercão, mostrando que enfim a Disney entendeu os ingredientes principais pra se fazer uma animação boa atualmente: usar piadas que apenas adultos entendem, atores famosos na dublagem e a boa e velha cisma de Disney, que é sempre colocar um herói meio sem sal (Alladin, Ariel, Pooh, Bolt), um completo retardado como amigo (Gênio, Linguado, Leitão, Rhino) e um mal humorado que todos adoram (Iago, Sebastião, Tigrão, Mittens). É uma receita que a Disney praticamente criou e continuará por sempre usar...

Bom, pra uma pessoa como eu que demorou cinco anos até assistir Procurando Nemo, bem... hehe... Até que Wall-E nem demorou tanto.

Mas gosto bastante de prestigiar as animações atuais. Não sou do tempo da gênese, que foi Tron, sou da geração Toy Story, e de fato as coisas mudaram muito desde então. Na verdade acho que a real evolução que se deu foi em Shrek (ou como o locultor da Globo sempre diz: Xêreque!), não tanto na capacidade gráfica, mas do roteiro. Era uma deformação total dos contos, uma verdadeira paródia anti-Disney, debochando até filmes. Quase um Conker's Bad Fur Day, com suas paródias-mil, só que para todas as idades, e não maiores de dezessete.

Captou a essência da geração atual, da molecada antenada no humor do escracho, e não mais a geração que viu Branca de Neve e os Seven Dwarfs, ou a minha que viu a Bela e a Fera. Mas como as princesas de Disney não apenas são prestigiadas no Kingdom Hearts, as próximas franquias da Disney prometem: Rapunzel, o conto alemão da loura cabeluda e a Princesa e o Sapo, com a primeira princesa negra da Disney. Falta uma asiática, ou Mulan conta como "princesa"? =P

"Ei, pare de me ver nua!", Mushu responde: "Não olhe pra mim. Eu não tou mais mordendo traseiros!", HEUAHeuihae... xD Mulan r0cks.

Um que eu odiei, embora tenha uma pessoa que é um comediante que tem meu respeito, é Jerry Seinfeld e seu Bee Movie. Não gostei mesmo, ahaha... Muito clichê, muito educativo e cansativo. Agora é só o aguardo para UP, o próximo da Disney/Pixar que em maio parece já estar dando as caras. E pelo visto, promete! E a Dreamworkis atacando geral com Monsters Vs Aliens em março. Que venham todos!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Ἀθηνᾶ - Athena

Oba! Fazia tempo que não pintava. Mas peraí... Isso é um quadro? AH-HAAA! Não é um quadro, mas é uma pintura sim, na ascepção da palavra.

Creio que todos conhecem As Três Moiras, meu primeiro quadro que eu fiz em 2007. Técnica na época foi acrílica, e me rendeu um quadro com as minhas três meninas que fica bem de frente da minha cama, onde todo santo dia eu as vejo quando acordo, lá, no mesmo lugar de sempre. Às vezes eu meio louco digo "Bom dia!" pras meninas, uma vez que tem meninas ali que não vejo há mais de anos, isso sim. Dessa vez eu resolvi mudar tudo de lugar e bagunçar geral.

Portanto, vamos falar de arte. Existem atualmente dois materiais de pintura líquida muito bem usados e difundidos em quadros, uma é a tinta a óleo, que substituiu a têmpera, que muitos atribuem sua invenção à Jan Van Eyck, um pintor flamengo que fazia muito sucesso antes mesmo do Brasil ser descoberto e o mengão ser a maior torcida daqui. A segunda é a pintura acrílica - a minha favorita, que é uma criação que duvido que tenha mais de cinquenta anos.

Já usei acrílica, mas a óleo eu nunca usei. Uma porque a tinta a óleo contém muito chumbo, o que é bem perigoso. Outra é que meu nariz coça igual a cachorro sarnento quando sinto o cheiro de oleo de linhaça, um dos compostos e também altamente tóxico da tinta, e o betume da judéia é bem forte também. Acrílica tem vantagens como ser diluível em água, mas ao contrário da óleo tem um tempo de secagem muito rápido (se for trabalhar com ela em dias quentes eu sugiro usar água BEM gelada pra tentar retardar um pouco), e não é muito indicável usar muitas camadas de tinta com o perigo de ficar muito brilhante, mais ainda que a óleo.

Depois dessa aulinha básica, haha... Eu usei nem uma, nem outra dessa vez.

Usei pastel! Não tem nada a ver com o que se come na feira não, pastel, ou aqui conhecido como pastel seco também é conhecido como uma técnica e um material com melhor capacidade de imitar tinta a óleo que existe. Melhor até que acrílica. A arte acima foi feita num A3 de fibra de algodão levemente texturizado. Legal, né?

O que? Querem saber quem é?
Se-gre-do. Obviamente é a deusa Athena (viu o elmo na mão né? Hã? Hã? Hã?), com seu maior símbolo por ser uma deusa guerreira e guia dos homens para serem melhores. A pessoa que eu coloquei eu não vou falar porque eu sei que ela lê isso aqui, hahaha... E como eu disse, não gostaria que alguma mulher soubesse que eu a uso como personagem pois tenho o imenso receio de que elas não gostem, e ainda que não se identifiquem. E eu também ficaria muito envergonhado também.

Athena é muito lembrada como deusa da guerra, mas antes de mais nada nos períodos platônicos e aristotélicos ela era a guardiã da justiça, que era exatamente como a queria retratar. A pessoa no quadro pra mim representa exatamente isso, a justiça, o peso igualitário das coisas e a lei que põe todos no mesmo patamar. E não, não é nenhuma das três moiras retratadas antes. A justiça que existe não pela emoção e tampouco pela frieza, mas o balanço e peso igual de ambos, pois não se pode julgar sendo extremamente frio nem extremamente emotivo. Mas não ficou cem porcento porque queria que ela ficasse japonesa, afinal ela é japonesa, e no final nem ficou tão parecida assim com as fotos dela... Mas lembra ela, lembra sim. Principalmente pelo fato dela atualmente ganhar um grande espaço no meu coração recentemente.

Ah, mas isso que dá um tempero na vida. A Monalisa, uma mulher que ninguém sabe quem foi, apenas se supõe milhões de coisas sobre sua personalidade, desde a versão feminina de Da Vinci ou até uma rica burguesa, mas de fato era alguém importante, e logo todas as mulheres retratadas por mim é exatamente pelo fato de terem (ou tiveram) um grande espaço no meu coração machucado aqui. E sim, sei que daqui a uns três anos do jeito que as coisas vão, provável que muitas eu nem lembre. Mas pelo menos nesse época, aquelas três garotas, as Moiras, são as que melhor me representam as três deusas e essa Athena é a que melhor representa a mulher das leis que estou citando.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Lágrimas de Monalisa

Hoje quero falar de arte. Aproveitar porque estou preparando a minha mais nova obra pra mostrar aqui também muito em breve. Mas antes de mais nada quero comentar e falar bem pela primeira vez dos franceses - é, aquele povo machista que não sabem até hoje se são republicanos ou parlamentaristas, que o presidente tem na cabeça mais chifres do que os maridos de Marilyn Monroe, e que os britânicos sempre durante todas as batalhas e guerras sempre salvaram o rabo deles (Segunda Guerra) ou então os humilharam nas maiores batalhas (Napoleão tinha que tentar invadir a Bretanha, né? Se danou... Royal Navy neles! `_´).

Agora que já falei mal o bastante o país que mais tenho falta de carisma, vamos lá.

Tem coisas na França que eu odeio também nas artes. Pegaram o barroco italiano e subverteram de tal modo que pra mim aquilo que eles chamam de Barroco Francês é nada menos que Barro-e-cocô Francês. Entre outros exemplos é que embora há alguns séculos a França tenha sido um pólo de arte, desde o início do período modernista ela perdeu bastante o foco, principalmente no pós-Segunda Guerra. Um grande exemplo é o fato de, um dos artistas que considero, e o mundo considera junto, mais geniais e importantes do século passado, Jackson Pollock ser americano - coisa que até hoje os europeus não engolem, embora Pollock ser um dos maiores gênios.

Logo, a França ficou estagnada. O último grande gênio que eles tiveram foi Henri Matisse, líder dos fauves, no início do século XX, e esse eu até admito ser um dos maiores pintores de todos os tempos porque eu o adoro. Pra mim, só tá abaixo do Picasso porque o Picasso é como hidrogênio: é tão especial que não se mistura aos mortais, hehe. Mas ficou estagnada na área modernista. Afinal as artes, e boas, têm sido revelada por artistas atuais latinos (desde da américa até a espanha, que ainda continua evoluindo na arte) ou orientais (japoneses contemporâneos). A itália virou pólo de Design, e o resto muitos se dedicam à tecnologia, sem grandes coisas.

Mas a França, com seu Louvre com centenas de obras, não evoluiu no mesmo ritmo, exceto a pirâmide de vidro conceituada por um chinês. E novamente um chinês (ou franco-chinês) inicia uma nova exposição, onde ele declara a morte da Joconda, criando uma imagem onde o quadro parece se derreter, perecer. De acordo com o artista é uma espécie de visão da morte, atribuída ao fato de todos os artistas em exposição no Louvre já estarem mortos.

Yan Pei-ming, o artista, inclusive colocou uma foto dele morto ao lado e espalhou crânios humanos pelo museu. Não apenas pelo fato da Monalisa ser considerada a "arte das artes", como o maior ícone da arte de todos tempos que foi o motivo de ter sido escolhida. Mas também pelo fato dela ser a única arte ocidental conhecida por todos os chineses também.

Isso é um bom exemplo a ser seguido. Tudo bem que o Louvre só adotou esse comportamento de mostrar arte contemporânea há pouquissimos anos - até então ela se mantia longe e distante, como também a cabecinha pequena do povo parissense também. Parece que pegaram trauma dos impressionistas, hehe... Mas hoje em dia os museus reunem tanto o ontem como o hoje. Fui na Pinacoteca, na frente alí da Júlio Prestes, no ano retrasado pra fazer uma pesquisa pro meu primeiro quadro. Às vezes consigo entender perfeitamente o esquema de pintura apenas observando-o. E tirando é claro a arte antiga nos andares superiores, eles dedicaram os andares debaixo para exposições modernas de artistas de todos os cantos do mundo.

A arte antiga ganha, a arte moderna ganha e todos saímos ganhamos. Por isso mesmo, espero que o Louvre continue sempre assim prestigiando também os novos, e não apenas os já mortos.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Emoção, impregnada como algo inseparável.

Antes de mais nada, se alguém vier falando dos meus gostos musicais vai se ver comigo, hahaha... Diga-me o que tu ouves que eu lhe direi quem és. =P Menos é claro, se você for um produtor musical. Mas mudando de assunto, bem...

Emoção é algo subjetivo na música? Algo que está entre o limiar da compreensão que não pode ser medido? Sei lá... Eu penso bastante que a música continua, e continuará evoluindo nada durante muitos anos ainda pela frente. Mas as coisas que estão nas entrelinhas ainda existem e prevalecem.

Estou lendo atualmente Os miseráveis, e sim... Eu sei que é escrito por um francês e eu como de praxe, odeio esse povo porco, embora todos nesse Brasil os adorem e os venerem. Mas tem partes que eu demorei bastante pra ler pois tinham sentimentos muito impregnados, eram coisas difíceis de ler pelo fato de emocionarem e nos prenderem até demais. Estou ouvindo também Janis Joplin. E antes que alguém comece a dar risada, eu ainda sou fã do The Doors. Sim, ouço alcoolátras, drogados e melancólicos, haha...

Janis canta mal pra caramba. Desafina, tem uns gritinhos que muitos cantores mais que amadores da karaokê fazem (leia-se, eu). Tem uma voz bem irritante, mas ao mesmo tempo é tida como uma das maiores lendas do róqui em rôu. Na sua vida foi uma Amy Winehouse dos anos sessenta. Morreu de overdose de heroína com alcool. Tirando isso é mais do que venerada, e acho que só depois de ouvir é que talvez entendamos.

É como um texto que escrevemos com paixão, sabe? O sentimento fica impregnado, e mesmo que sejam palavras, transmitem coisas que não são bem vistas. Seja amor, seja ódio, tristeza. Vide a letra e canção de "Cry, baby" de Joplin. Não se precisa de lyrics pra entender que aquele sentimento que se ouve na música não é à toa. De fato a cantora estava se sentindo daquele jeito e passou isso de uma forma muito única. E ficou.

Acredito sim, se dedicar-se com emoção e empenho consegue sim transmitir até além do que você quer. Muitas das músicas romanticas, poemas e contos romanticos são escrito por corações abandonados e sofredores que passam todo aquele misto de emoções com palavras. Pode não ser elaborado, pode não ser simples. Mas de qualquer forma ao se ler aquilo de alguma forma nos toca, e nos faz sentir diferentes.

Afinal nada é tão forte como um sentimento sincero, correcto?

Pelos menos acho isso. E não adianta cantores meramente comerciais tentarem imitar isso, afinal tal amor e paixão vem exatamente do sentimento sincero. Talvez seja por isso que vejo alguns cantores já consagrados usando as letras escritas por pessoas que ainda estão lutando pra ter um espaço. Afinal é com elas que muitas das emoções fluem, e é nesse fluidez que recebemos benção vindas da nossa habilidade de amar e sermos amados.

E vivas para Platão.

 Janis Joplin - Cry Baby

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Merecer. Merecia.

"Seu imbecil! Filho duma puta!"

Acordei com o baque forte na porta. Entrou no meu quarto aquela que eu menos imaginava que iria aparecer. Como sempre, nervosinha. Parecia meio cansada, talvez por causa da viagem sem escalas direto - mais de dez horas de voo. Veio me agarrando pela camisa e me puxando forte. Definitivamente, em seus olhos mostravam uma grande raiva.

"Tentou se matar de novo, idiota? Qual foi agora? Adora fazer draminha heim?", ela olhou meu braço enfaixado. "Quero ver o que você vai dizer quando alguém ver essas cicatrizes. Você tem por acaso alguma noção? Fica aí se lamentando na vida, vou lhe dar na cara igual quando eu fazia quando éramos moleques!". Por um momento realmente pensei. Lembrei daquela menina chata que cresceu comigo e era valentona. Levantou o braço e veio pra cima de mim e de fato me deu um soco bem forte, mas manteve agarrada na minha camisa, me erguendo da cama.

"Já te falei, sua vida não é mais apenas sua. Como sempre é muito egoísta, certo? Nem pensou como ficariam as pessoas aqui sem você, acertei? Iria deixar os amigos, a família e eu ficaria sem alguém pra descontar minha raiva. Somente pensaria em ficar numa boa mortinho, um defunto, certo?" Ela deu um berro estridente e me puxou ainda mais. Cerrou o punho e veio pra cima. Só que dessa vez eu a segurei.

"Filha da puta é você, sua desgraçada! Me solta agora!", gritei.

Ela deu um risinho cínico. Coisa dela mesmo, e me soltou. Caí na cama e soltei o braço dela. Olhando ainda pra mim, continuou nas patadas verbais: "A velha quer falar com você. Só eu tenho que ficar lá aguentando aquele blábláblá dela, e isso sem contar que o Charlie anda muito filho da égua também... Mas gostei de ver que continua ágil, defendeu fácil fácil de mim, heim? Tá vendo muito essas merdas asiáticas, daqui a pouco vai virar mestre desse kung fu de cartilha."

"Não enche", respondi. "Já disse que estou bem, não foi dessa vez. De novo. Fica calma, eu não sou fácil de cair".

Na hora a fitei sem querer.Vou admitir que eu estava com raiva, mas quando olhei seus olhos, estavam lacrimejando. Naquela hora aquele pequeno estado de raiva sumiu e meus olhos começaram também a marejar. Ficaram pesados, mas quando a primeira lágrima ia cair ela virou e me segurou pelos ombros com firmeza.

"Não chora! Eu disse pra não chorar!", ela disse, já chorando. "Lágrimas é coisa pra nós mulheres que somos sentimentalistas e burras mesmo. Você me prometeu que nunca mais iria derramar uma lágrima, lembra? E que mesmo que derrubasse, só iria derrubar por alguém que merecesse muito, mas realmente muito mesmo, não por qualquer pessoa. Agora vai, limpa isso.", mas eu de teimoso não limpei e deixei algumas lágrimas caírem.

"Mas ela... Ela merecia...", respondi já chorando.

"Idiota. Quando penso que cresceu um pouco, ainda continua aquele moleque... Passa o fim de ano lá pelo menos. Tenho certeza que o povo lá vai te receber bem ainda, mesmo depois de tanto tempo e do rolo do seu irmão. A velha também diz que quer falar com você, e que você prometeu que ia ligar, mas só ficou na promessa, seu desnaturado. Ainda mais depois de tudo o que ela te fez de bom".

Quando estava saindo eu a chamei num último momento. "Fique em paz, sou forte como o Rambo! Fico todo machucado, intoxicado, mas sou duro na queda. E o seu noivo? Tá te enrolando ainda pra casar?"

"Óbvio né? Mas queremos nos mudar de lá. Provável que eu venha morar por aqui também. Estamos estudando as possibilidades. Aliás, mandaram cremar o corpo do seu irmão mais velho. Mas a velha pegou as cinzas, e quer usar de chantagem pra você ir lá pegá-las, hehe..."

Coloquei a mão na cabeça, em sinal de descontentação. Foi aí que ela veio voando em cima de mim me abraçando. "Você é muito bonzinho! Não devia ser assim. Tá certo que quando você é mal você não tem limites nem escrúpulos, mas você nunca é malvado, poxa. Só aquela vez né? Assim qualquer vaquinha vai pular em cima de você e vão abusar, exatamente como todas fizeram! Ânimo, garoto! Você tem que achar uma mulher como eu, hahaha... Simplesmente perfeita!"

Dei uma grande gargalhada. Já estava me sentindo até melhor. "Puxa vida, só você mesmo. Se eu achar uma mulher como você aí que eu estarei em apuros! Você é violenta, autoritária, dengosa, maquiavélica, quase do meu tamanho e ainda usa saltos pra ficar maior que eu! E continua com um excelente gancho de direita, hehe..."

Ela fez aquela cara de raiva. Mas é aquela cara de raiva com um misto de alegria em me ver melhor, sabe? Parecia que no fundo estava segurando um riso. Até a minha tristeza já havia passado.

"Mas... Se mesmo assim eu achar uma mulher que seja um terço do que você é, estarei feito na vida, isso pode ter certeza!". Ela parou e olhou firme pra mim com cara de dúvida. Mas no fim, deu uma boa risada.

"Poxa, um terço de mim? Então ela terá uns sessenta centímetros, e olhe lá!"

Maldito humor inglês... Mas também não consigo viver sem!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

It's kinda magic.

Onde talvez estariam a magia dos amores impossíveis?

Digo que minha vida nada seria, e eu provável que não seria nem dez porcento do que sou hoje se eu tivesse êxito, tendo longos e felizes relacionamentos com garotas. Vejo alguns conhecidos que literalmente pulam de um para outro e muitas vezes se dissem felizes, todos bem-resolvidos, sempre bem-arranjados. Às vezes, até demais.

Escritores de todos os tempos sempre demonstraram o que é essa incapacidade, que por um lado é o que sentimos no fundo de nossos coração e ao mesmo tempo o contraste de essa pessoa estar em um degrau impossível de se alcançar. Muitos na Europa em tempos não tão remotos se trancavam e escreviam sobre suas donzelas e seus casamentos arranjados que os impossibilitavam de estarem juntos. Mas esse é o diferencial desses amores, e aí que reside essa magia.

Sempre vivi em amores, alguns impossíveis e outros vencidos. Mas sempre um foi diferente do outro, então posso dizer que não fiquei entediado! Embora eu sofra mais que um corinthiano, admito que gosto. Mas por uma vez, nem que seja só por uma, eu gostaria de aproveitar um relacionamento ao máximo como esses de romances mesmo, e saber o que os cegos de paixão vêem de fato.

Essa sim, é uma daquelas cartas que nunca chegarão.

E exatamente por nunca chegar, a pessoa talvez lerá, mas não entenderá que se refere à ela. Conheci ela há um tempo relativo, exatamente pois uma dizia que essa outra era totalmente diferente dela. Quis entender o que, e qual diferença era essa. Afinal, é com essa outra que consigo muitas vezes conversar sobre muita coisa, sem parecer um tolo. Todos os dias, mesmo às vezes eu tendo que sair, e ela meio ocupada.

Comecei a entender a diferença de ambas, mas entendi também que as duas tinham muita coisa igual. Talvez se perguntem ao ler isso o que existe de impossível nisso, afinal conversamos todos os dias, mesmo que seja não-presenciável, mas a impossibilidade talvez esteja comigo mesmo. Afinal infelizmente não dividimos da mesma etnia, e sei que em nada disso eu posso mudar, pois está completamente fora do alcance.

Mas queria sim, e ao mesmo tempo sei que não conseguiria. Talvez quem ler diga que é medo, mas não é. É que sei que por mais que os laços fiquem forte, nada entre nós existirá, pois pra ela talvez essa pequena grande barreira seja mais que um pequeno impecilho, é uma impossibilidade, e essa impossibilidade que faz com que talvez que sinto por ela sempre acabe crescendo, mas sei que nela talvez não seja nada além da amizade. Porém, como dizem minhas amigas, eu tenho a estranha capacidade de apenas atrair pra mim o que jamais conseguiria. Ou garotas que tem valor igual ou inferior à bicicletas usadas.

Essa porém, vale ouro. Seja pela maneira de agir, pelo jeito de ser, pelo sorriso mais que cativante...

E se conseguisse? Faria sim, faria o que não fiz, e o que talvez jamais teria feito durante tanto tempo: Mergulhar mesmo de cabeça, aproveitar cada momento e experimentar o que seria isso que todos chamam de amar, e não ficar apenas desse lado que estou. Como disse, isso nunca chegará à ela, nunca será lido, e provável que entre nós nada existirá também. L'amour, como os homens da caverna franceses daquela nação suja sempre dizem. 雨竜. Simples. Mas acho melhor ficar apenas de longe, torcendo pra ela encontrar um cara bacana e ser feliz, como tantas outras que já passaram por mim.

Blé. Mas liguem pra isso não, são coisas da cabeça e dos miolos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Número cem!


Centésimo post! Ta ficando velhinho o blog. Seis meses, se continuar assim quando fizer um ano estarei com duzentos posts na blogger! Nunca contei mesmo, mas acho que já devo ter escrito uns trezentos textos durante esses três anos de blogs. Desde assuntos menos relevantes como música, cotidiano ou até assuntos que eu exponho aqui para uma discussão. Agradeço muito a quem sempre tem comentado, em todas as épocas. Since 2005!

Como estamos no número cem quero retomar uma discussão que eu tinha com um amigo que tinha no colegial unindo mais algumas reflexões atuais. Eu tinha na época o apelido de judeu, e nem é tanto por eu parecer um, e depois fiquei sabendo, pois esse cara tinha a estranha mania de pensar que eu era inteligente – e judeus embora sejam pessoas não tão numerosas sempre contribuíram com grandes gênios para a humanidade, desde Freud até Einstein. Mas acredito que não era apenas eu inteligente, mas nós éramos muito inteligentes, e quando discutíamos saíamos sempre de Maria Madalena e indo parar em Santo Agostinho, de tão distante que íamos.

Tentávamos sempre também de alguma forma explicar “Deus”.

Até hoje no perfil do Orkut dele está dito que ele ainda é um homem à procura do divino, assim como eu. Ele, ateísta e eu católico meio budista. Como é o centésimo, vou desenterrar essas velharias. Mas séculos que nem discutimos, e acho que com o tempo e distância acho que se pararmos vai ter muito fio pra tricotar.

Entende-se “Deus” como a forma superior, criador e julgador de todos os atos e de tudo. Ponto.

Pois desde os seus primórdios como seres pensantes, seres humanos sempre tiveram questionamentos, entre eles o do que existiria do outro lado. Antes de nos tornarmos seres “pensantes” quando um de nós morria era simplesmente deixado de lado. Houve então as primeiras comunidades onde as primordiais leis ditavam que caso você matasse a um outro encontraria do outro lado, depois que morresse e pagaria por tudo de mal que fizesse. Isso são teorias que são pré-concebidas até do códex babilônico.

Não gosto de pensar em Deus como um castigador. Pra ser sincero, já acho que pagamos bastante se fizermos algo já em vida. Tava assistindo esses dias um vídeo em que mostrava uma senhora entrando em pânico quando viu que o filho, no tráfico, havia sido morto por um policial. A repórter perguntou se ela sabia e a senhora disse que sim, mas não esperava que isso fosse acontecer. Não estou aqui pra criticar a criação de ninguém, embora eu adore meter o bedelho na minha criação. Cada pai ou mãe decide (veja bem, decide, não disse que necessariamente sabem) o que é melhor pro filho. O que quero dizer é que se fizermos algo de ruim em algum lugar ou hora da vida vamos pagar na mesma moeda pelo que de errado fizemos. Veja bem, se essa mãe permitiu que o filho assassinasse pessoas alguém imaginou quantas mães ficaram como ela, agora que viu o filho morto? Pelo mesmo fato que muitas pessoas adoram dizer que deveria existir coisas como pena de morte, mas ao mesmo tempo dizem que violência não deve ser reprimido com violência. É um grande paradigma da sociedade.

Tendo Deus então como um criador acho que as coisas ficam um bocado mais fáceis de se explicar. Refletia o seguinte: tantos filósofos pra dizer na inexistência de Deus mas quase nenhum pra dizer de sua existência, vendo que por um lado ninguém consegue provar que este também não existe. Pode parecer tolice, mas apenas visite alguma igreja ou templo de qualquer religião que verá coisas que são realmente inexplicáveis, então para eles não é a questão na inexistência, mas acho que da não-existência, pois pra eles tal coisa não existe, mas pra outros é bem real a presença do divino.

Adquiri desde aquela época uma visão muito particular do divino. Se, de acordo com preceitos cristãos somos criados à sua imagem e semelhança, de alguma forma adquirimos algo, assim como tenho o rosto de meu pai e o nariz de mamãe. Acredito sim que existe um Deus todo poderoso, que cria as coisas e rege. Mas igualmente acredito que por sermos criação dele temos também uma parcela dela conosco, que alguns tenham, que é desde a beatificação católica, as visões dos evangélicos, os insights budistas e hindus, as predições wiccas, as encarnações voodoos, etc.

É o que chamo de “milagre”, que é o único momento em que seres humanos meros mortais conseguem por um ínfimo tempo “ser deus”. Sim, acredito que temos sim um pouco dele conosco, dado pelas leis atuais da ciência onde nada se cria do nada e a vida não se inicia do nada. Juntos, eu e esse amigo tínhamos o anseio de um dia criar uma nova religião, não baseada no número de fiéis, ou dinheiro, ou tetos desabando em pleno centro de São Paulo. Mas uma filosofia que fizesse sentido para as pessoas, que adicionasse e não eliminasse, e que todos, de todos os credos pudessem se entender. Mas isso é muito, mas muito difícil. Mas quem sabe, não impossível.

Coisas como “Deus” são coisas que eu venho a vida inteira, e acho que ficarei ainda anos a fio procurando, assim como “amor” e “tempo”.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Em meio à esfihas e preconceito.

Estive lendo na última edição da revista Época uma materia sobre a popularização do islã no Brasil, principalmente entre a juventude negra que mora na periferia das grandes cidades. Sendo sincero, disconhecia completamente, principalmente esse crescimento da religião. Nunca vi nenhuma mesquita, embora elas sejam lindas. Já vi algumas pessoas que leram isso e ficaram com medo pensando que estamos criando terroristas, o que é um cúmulo do preconceito pra não dizer coisa pior.

Não sou seguidor dos preceitos de Alá, mas respeito e muito esse povo. Quando abri a página no site falando sobre a matéria publicada esta semana engraçado é ver os comentários abaixo, todos fundados com medo e preconceito. Depois falam da senhora racista/antissemita/homofóbica do BBB, se o preconceito está tão na cara e na mente das pessoas. Antigamente a periferia era chamada de reduto de pessoas da Universal e aquela que o teto da igreja cai. Agora mentes pequenas dizem ser de terroristas islâmicos. Era só o que me faltava!

Primeiramente ninguém tem que questionar os valores de ninguém. Como eu sempre digo, sempre tem um lado ruim e um lado bom, depende o que você coloca em negrito, dando destaque. Alguns comentários são pertinentes, mas abrindo a página no site da Época tem três: um de um ateu, só que essa eu pulo, tem um que mora em Londres e além de morrer de medo diz que eles tratam mal as mulheres e homossexuais e um que está na posição de o cara que aceita as diferenças.

Afinal poxa diferenças não se mudam, se aprende a conviver. Pode não estar certo no seu conceito, ou conceito ocidental deles tratarem a mulher com o extremo zelo, por exemplo, mas jamais discrimine. Afinal essa cultura já tem mais de séculos que existe, e acho interessante pela disciplina, pelos valores, pela subordinação que se emprega, coisas que embora os cristãos tenham chegado em potencializar isso com a Inquisição por exemplo, hoje estão todos os perdidos em grande parte de seus preceitos.

Isso porque os árabes deixaram muitas contribuições pra cultura desse país, desde a construção das casas, até na gastronomia.

E tem nada não, tem mais é que ser feliz. São Paulo é um cidade, uma das únicas do mundo onde israelitas convivem com muslims, japonesas casam-se com italianos, alemãs bebem cerveja com espanhóis e por aí vai. E todos morremos na mão dos bandidos, hahaha... E dividimos um prefeito cabeçudo tão útil como uma bicicleta usada também!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Simples na teoria. Na prática é complicada.

O mito fala que os andróginos eram muito poderosos e queriam conquistar o Olimpo dos deuses, e para isso construíram uma gigantesca torre.

Os deuses, com o intuito de preservar seu poder, decidiram punir aquelas criaturas orgulhosas dividindo-as em duas, criando, assim, os homens e as mulheres. Segundo o mito, é por isso que homens e mulheres vagueiam infelizes, desde então, em busca de sua metade perdida. Tentam muitas metades, sem encontrar jamais a certa.

Vi isso ontem no Café Filosófico, e queria dividir isso com vocês.

O requerimento básico, e estritamente necessário para se estar perdido é estar sem alguma coisa. Simples na teoria, mas difícil da prática. Sentimentos como paixão, amor, amizade e outros são como vícios, sem eles, ficamos perdidos. Porém, ao mesmo tempo sem eles, deixamos de ser humanos.

Hahah! Meio complicado. É das coisas onde apenas eu entendo pois trata-se de minhoca da mente. Estamos uma época muito racional, e eu odeio pensar dessa maneira sem envolver um pouquinho de emoção na coisa. Tudo tem uma poética, por mais pequena que seja, junto de um pensamento lógico. Até Einstein ao formular sua teoria deva ter pensado: "Cara, isso é lindo! Claro que isso deve funcionar, pois há uma beleza aqui que não consigo explicar!", e nada mais subjetivo é do que a própria beleza. A verdadeira beleza é algo tão grande que é impossível destruí-la. Não vou dizer de quem é a frase.

Sem amor acredito estarmos perdidos. Sermos seres que procuramos por todos os lados por alguém, e apenas sussegarmos quando esse alguém encontrar. É instintivo, ninguém nunca ensina o outro a respirar, a engolir comida ou andar. São coisas que carregamos conosco e está acima de nossa compreensão, assim como "procurarmos um parceiro". Ninguém nunca ensina o outro a amar. Isso é algo também que carregamos conosco.

Acho que seres humanos crescem quando entendem que não devem negar o amor, que não devem negar sentimentos exatamente pois é isso que o faz "ser humano". No mito todos eram seres únicos, todos se completavam. Se é verdade que os deuses dividiram as pessoas em dois exatamente para isso, pois ao procurarmos o nosso par não tentaríamos chegar ao patamar dos deuses, talvez seja isso.

O fato de encontrar uma parceira implica numa ascendência. Você sair do patamar onde grande parte está e partir para um acima, onde você deixa de pensar no eu, deixa de pensar no você, e começa então a pensar em "nós". Amor é uma troca: não pode ficar sempre sentado esperando, mas também não pode fazer tudo (exceto se você for libriano... Brincadeirinha, hehe!), mas é desde você aguentar ver o namorado vendo aquele filme de guerra que você odeia, ou a namorada assistindo aquele filme romântico que ela se derruba em lágrimas e você tendo que aguentar.

E nessa complementação todos ganham. É uma coisa simples, mas em muitos casos difícil de por em prática.

Texto velho, antiguíssimo. Ok, tem apenas um mês que eu escrevi e só postei agora. Quem manda aqui sou eu, hahaha! Posto quando quiser. Ao som de Thùy Chi, som vietnamita de primeira qualidade. Cara, que lixo, comecei lá em cima, ouvindo j-music, fui pras koreanas, chinesas, taiwanesas e agora vietnamitas! Qual será o próximo? Papua Nova Guiné? 8D HEuHaeIuHae...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Para os fortes a vida, pros fracos a morte.

Essa é uma das frases que Soujiroh Seta carrega. Pra quem não o conhece, não vá pelo rosto amigável e expressão pacífica. Meu sensei dizia que eu era igualzinho à ele, que eu escondia todos os meus sentimentos por detrás de um sorriso pra que ninguém nunca soubesse de nada. Maldito! Eu era o "discípulo tolo" dele, haha... Sinto falta daquele velhote. O sorriso é a marca principal desse personagem, sem dúvida, e junto do seu sorriso, a sua frieza.

Soujiroh era um filho bastardo e foi criado por seus tios desde criança. Ok, muita gente não sabe nos tempos de hoje com tanta liberdade entre os casais modernos sabem o que significa ser bastardo né? hehe... Porém era criado na base da violência, até que um belo dia ele percebeu que se ele desse risada enquanto batiam nele, eles se cansavam e paravam. Em uma bela noite encontra Makoto Shishio, um espião do governo que estava procurando um abrigo, e o garoto por medo dá abrigo ao fugitivo.

Nessa hora que Shishio "planta a sementinha do mal" no garoto, dizendo que ele se submete a essas coisas não por causa de ética ou respeito, mas porque ele é um fraco, e na lei da floresta o fraco deve morrer e o forte viver. Entrega a ele sua kataná, o garoto a guarda porém na mesma noite descobrem que ele estava escondendo o perigoso criminoso. O garoto por desespero, aos ecos das palavras de Shishio resolve por em prática o "para os fortes a vida e para os fracos a morte" assassinando toda a sua "família" que abusavam de maus tratos à ele.

Desde então segue Makoto Shishio em sua tragetória para o domínio do Japão, querendo por um fim no governo Meiji. Isso até conhecer Kenshin Himura, um andarilho que vive pelo voto de nunca mais matar, pois antigamente era o temido Hitokiri Battousai, que lutou nas batalhas do Shogunato e ajudou a criar a era Meiji. Na primeira luta ambos perdem suas espadas, tamanha força dos dois. Na segunda, Soujiroh mostra sua técnica, a supressão de espaço, na qual ele consegue caminhar em altíssimas velocidades, o que dá impressão do espaço entre ele e seu adversário ser literalmente suprimido. Começa a questionar Himura, pois se ele fosse uma pessoa tão bondosa porque ele não estava  para ajudá-lo?

Kenshin então na hora de dar um fim no combate hesita, guarda a espada e questiona o adolescente: "Me diga uma coisa, se não for tarde demais será que poderia dar uma chance para que este servo possa ajudá-lo?". Ao ouvir essas palavras ele fica descontrolado, e promete que matará Himura no próximo golpe, unindo um battoujutsu (técnica de saque de espada) com a shukuchi (supressão de espaço), chamada Shutentatsu (Morte celestial instantânea). Himura consegue superar a técnica e o derrota, e diz que o jovem deve a partir daquele momento procurar um novo sentido à sua vida, peregrinando para um dia quem sabe encontrar sua "verdade".

Ufa! Cansei.

Contei toda a história dele, e isso porque ele mal aparece em cinco mangás (de cinquenta e uns quebrados volumes de Rurouni Kenshin publicado por aqui). Pra quem não conhece, tá aí um pouquinho, hehe.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Shuntentatsu


Novo, enfim! E aliás, é um que eu estava adiando e que estava na listinha de prioridades desde o início do blog. Quem já viu Rurouni Kenshin (Samurai X) conhece bem o aparentemente inocente mas igualmente poderoso Soujiroh Seta. Sim, é um personagem secundário do tercirário de tão rápido que aparece e depois some.

Mas o perfil psicológico dele é único, sem dúvidas.

Quando comecei o blog eu disse a mim mesmo que queria fazer alguns principais que eu me identifico muito, o Seiya de Pégaso e Aiolia de Leão, ambos da série Saint Seiya já foram e são bons exemplos. O Mello também, que ficou em julho do ano passado, hum... Dos que eu me identifico ainda faltava o Soujiroh que este tempinho estará aqui. Tem outros que eu adoro, mas apenas gosto pois sou bem diferente, que ainda estão por vir como Solid Snake (opa! Mas o GrayFox eu já fiz um! E eu sou fã incondicionável do Frank Jaeger/Gray Fox mais que o Snake) e... Puxa, o calor está afetando minha memória seriamente. Não lembro de nenhum a mais.

Tchauzinho pro Pegasus Gearing e bem vindo o layout 瞬天殺 (Shuntentatsu), com esse título em homenagem à Ougi de Soujiroh, a Morte celestial instantânea. E olha só... Esse eu até achei bonitinho, hehe... Normalmente eu odeio totalmente tudo que faço, mas desse gostei.

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