sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Ἀθηνᾶ - Athena

Oba! Fazia tempo que não pintava. Mas peraí... Isso é um quadro? AH-HAAA! Não é um quadro, mas é uma pintura sim, na ascepção da palavra.

Creio que todos conhecem As Três Moiras, meu primeiro quadro que eu fiz em 2007. Técnica na época foi acrílica, e me rendeu um quadro com as minhas três meninas que fica bem de frente da minha cama, onde todo santo dia eu as vejo quando acordo, lá, no mesmo lugar de sempre. Às vezes eu meio louco digo "Bom dia!" pras meninas, uma vez que tem meninas ali que não vejo há mais de anos, isso sim. Dessa vez eu resolvi mudar tudo de lugar e bagunçar geral.

Portanto, vamos falar de arte. Existem atualmente dois materiais de pintura líquida muito bem usados e difundidos em quadros, uma é a tinta a óleo, que substituiu a têmpera, que muitos atribuem sua invenção à Jan Van Eyck, um pintor flamengo que fazia muito sucesso antes mesmo do Brasil ser descoberto e o mengão ser a maior torcida daqui. A segunda é a pintura acrílica - a minha favorita, que é uma criação que duvido que tenha mais de cinquenta anos.

Já usei acrílica, mas a óleo eu nunca usei. Uma porque a tinta a óleo contém muito chumbo, o que é bem perigoso. Outra é que meu nariz coça igual a cachorro sarnento quando sinto o cheiro de oleo de linhaça, um dos compostos e também altamente tóxico da tinta, e o betume da judéia é bem forte também. Acrílica tem vantagens como ser diluível em água, mas ao contrário da óleo tem um tempo de secagem muito rápido (se for trabalhar com ela em dias quentes eu sugiro usar água BEM gelada pra tentar retardar um pouco), e não é muito indicável usar muitas camadas de tinta com o perigo de ficar muito brilhante, mais ainda que a óleo.

Depois dessa aulinha básica, haha... Eu usei nem uma, nem outra dessa vez.

Usei pastel! Não tem nada a ver com o que se come na feira não, pastel, ou aqui conhecido como pastel seco também é conhecido como uma técnica e um material com melhor capacidade de imitar tinta a óleo que existe. Melhor até que acrílica. A arte acima foi feita num A3 de fibra de algodão levemente texturizado. Legal, né?

O que? Querem saber quem é?
Se-gre-do. Obviamente é a deusa Athena (viu o elmo na mão né? Hã? Hã? Hã?), com seu maior símbolo por ser uma deusa guerreira e guia dos homens para serem melhores. A pessoa que eu coloquei eu não vou falar porque eu sei que ela lê isso aqui, hahaha... E como eu disse, não gostaria que alguma mulher soubesse que eu a uso como personagem pois tenho o imenso receio de que elas não gostem, e ainda que não se identifiquem. E eu também ficaria muito envergonhado também.

Athena é muito lembrada como deusa da guerra, mas antes de mais nada nos períodos platônicos e aristotélicos ela era a guardiã da justiça, que era exatamente como a queria retratar. A pessoa no quadro pra mim representa exatamente isso, a justiça, o peso igualitário das coisas e a lei que põe todos no mesmo patamar. E não, não é nenhuma das três moiras retratadas antes. A justiça que existe não pela emoção e tampouco pela frieza, mas o balanço e peso igual de ambos, pois não se pode julgar sendo extremamente frio nem extremamente emotivo. Mas não ficou cem porcento porque queria que ela ficasse japonesa, afinal ela é japonesa, e no final nem ficou tão parecida assim com as fotos dela... Mas lembra ela, lembra sim. Principalmente pelo fato dela atualmente ganhar um grande espaço no meu coração recentemente.

Ah, mas isso que dá um tempero na vida. A Monalisa, uma mulher que ninguém sabe quem foi, apenas se supõe milhões de coisas sobre sua personalidade, desde a versão feminina de Da Vinci ou até uma rica burguesa, mas de fato era alguém importante, e logo todas as mulheres retratadas por mim é exatamente pelo fato de terem (ou tiveram) um grande espaço no meu coração machucado aqui. E sim, sei que daqui a uns três anos do jeito que as coisas vão, provável que muitas eu nem lembre. Mas pelo menos nesse época, aquelas três garotas, as Moiras, são as que melhor me representam as três deusas e essa Athena é a que melhor representa a mulher das leis que estou citando.

1 comentários:

Gabi disse...

Ai que liiiiiiiiindo! *-* Babei nesse post! Juro, juro! O quadro ficou tão lindo, suave...nossa! Parabéns Alain, eu amei!!! E fiquei curiosa pra saber quem é, mas, respeito seus segredos. =P

Lembrei agora que quando eu era menor, vivia mexendo com tinta acrílica, a gente aprendeu a usar na aula de artes da escola e fizémos uns quadros e tals...bizarro. Mas era legal! Até hoje tenho uns tubinhos por aqui que devem ter virado plástico, huahuahuahuahua!

Beijos!

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