sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Moldes comportamentais.

Era uma vez um grupo da Korea de música pop. Tinham cinco integrantes e suas músicas tinham a ver com que muitas menininhas gostavam: coisas meigas, rosadas e bonitinhas. O grupo terminou porém sua marca ficou deixada, e anos mais tarde voltaram com o nome quase igual, a mesma franquia e novas integrantes. As orientais baixinhas e secas foram substuídas por garotas mais altas, com uns noventa de quadril e muito sensuais.

Obviamente que até hoje, inclusive por aquelas bandas, os fãs de antes não se batem com as Pussycat Dolls asiáticas. Pra ser sincero tenho muito disso não porque sou a pessoa mais maleável quando se trata de música. Uma por opção mesmo, pois não me digo ser roqueiro, nem metaleiro nem nada pra não ser "rotulado". Afinal cresci ouvindo Só pra contrariar, Negritude Jr (que diga-se de passagem, eram pagodes que eram bem melhores que os atuais), Leandro e Leonardo, João Paulo & Daniel (ambos os que continuaram em suas carreiras solos na minha opinião pioraram MUITO) então como essas influências infantis querendo ou não continuam comigo eu me atenho e não criticar o gosto musical de ninguém, hahaha... Obviamente que tenho alguns que não gosto, mas não sou daqueles que olham torto ou deixam de falar apenas quando sabe o gosto musical do coitado. =\ Apenas tiro um sarrinho e falo minha opinião, mas jamais censuro e respeito bastante.

Mas o que quero chamar a atenção é como as coisas mudaram em tão pouco espaço de tempo. Os gregos costumavam referir-se às colunas dóricas como masculinas, por expressarem a forma robusta, forte e concreta - características de homens, tanto boas quanto ruins, e as colunas jônicas por sua vez mostravam a beleza, a delicadeza e a emoção - características embora sendo bem estereotipadas, continuam sendo referentes ao universo feminino, verdade seja dita.

Logo, meninos gostam de Metallica e meninas de Olivia Newton-John. Estavam acostumadas ao mundo das meninas que ficam em casa pensando no namorado e tudo mais, com a cabeça a mil divagações.

Agora vamos às bandas.

A primeira, a das meninas meigas e gentis é Baby V.O.X. É velho, verdade, mas fez muito sucesso na Ásia entre 1997 até 2004 mais ou menos. Inclusive se criou uma aura, pois a Korea é um país que revelam MUITAS pessoas boas, mas NENHUMA consegue sobreviver a mais de dois álbuns (menos a BoA que é a Deusa, o resto das koreanas são meras mortais, hahaha...), e as meninas da Baby VOX foram uma das únicas que sobreviveram a esse medonho paradigma. O grupo terminou depois que o último álbum foi um total fracasso, então todas elas foram pra caminhos diferentes, algumas inclusive continuaram cantando, mas em carreiras solo.

Em 2007 um belo dia cinco novas garotas, embaladas por um sucesso que fez muito marmanjo retirar o que dizia sobre as asiáticas não terem corpo como as mulheres ocidentais (dizem que os vietnamitas ficavam loucos quando as viam, ehuheauhie..). Baby VOX re.V, lançando músicas no primeiro álbum que receberam muitas críticas dos asiáticos (imagina os koreanos falastrões: americanos são depravados e mostram mesmo, vocês são asiáticas e devem se comportar como tal!), tanto que o segundo álbum delas ficou muito mais comportadinho e eletronico do que o primeiro. Talvez estejam meio avançadas para os conceitos de lá, hehe... Mas nada que o tempo e globalização não resolva.

Tirando as críticas, bem... Ambos são músicas para mulheres de diferentes estilos, sem dúvida. Porém elas são moldadas exatamente no comportamento, ou acabam moldando esse comportamento. São consequências que ocorrem obviamente de anos de lutas pelos direitos femininos e ética - inclusive o de serem sensuais a ponto de flertarem os homens da mesma maneira que são flertadas por eles, ou até com um toque feminino a mais (querendo ou não, nós homens adoramos isso também). Ambas as mulheres que cantam "Shake it and shake it like this uhh" podem ser as que ao mesmo tempo são meiguinhas e bobinhas cantando "If you wanna be my love I wanna be your star", e isso é perfeitamente natural. É a ética líquida, como muitos filósofos e sociólogos contemporâneos dizem.

Afinal esse campo feminino está sendo começado a ser explorado agora, mostrando que as mulheres sabem e querem sim ser românticas e cheias de babados, ao mesmo tempo colocarem um short e serem sensuais, correcto? Não? OK! Vou embora, falei demais. O calor me deixa com dores de cabeça. Apenas ressaltando que, acho interessante ambas as músicas, é perfeitamente natural e saudável, claro, ter essas duas perspectivas. Ainda mais nos tempos atuais onde tem muita mulher por aí que valem tanto quanto o mais canalha dos homens. Elas traem, dominam na cama, correm atrás quando querem um homem e obviamente algumas acabam deixando o cara quando ele tá muito afim e portanto valem tanto quanto o homem de menor valor (vide bem que não estou falando de todas, mas infelizmente ser cafageste não é característica de apenas um dos sexos). O palco de uma competição incrível está sendo desenhado, façam suas apostas!

Sou homem, pelo amor de deus, o que estou dizendo? o_o'

Baby VOX

Ya ya ya - Os comentários de "Soooo cute" explicam bastante.
Missing You - Sucesso de 1999, um dos maiores da carreira. Bem fofinho até.
Why - Coreografia excelente! Bem anos noventa mesmo.

Baby VOX re.V

Shee - O clipe que a crítica e moral dos asiáticos caíram em cima, especialmente dos 2m40 pra frente.
I believe - A única música que presta do segundo álbum, que aliás ficou bem romantico.
Never say goodbye - Bonitinho, levemente bobinho com uma pitada de limão.

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