quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Simples na teoria. Na prática é complicada.

O mito fala que os andróginos eram muito poderosos e queriam conquistar o Olimpo dos deuses, e para isso construíram uma gigantesca torre.

Os deuses, com o intuito de preservar seu poder, decidiram punir aquelas criaturas orgulhosas dividindo-as em duas, criando, assim, os homens e as mulheres. Segundo o mito, é por isso que homens e mulheres vagueiam infelizes, desde então, em busca de sua metade perdida. Tentam muitas metades, sem encontrar jamais a certa.

Vi isso ontem no Café Filosófico, e queria dividir isso com vocês.

O requerimento básico, e estritamente necessário para se estar perdido é estar sem alguma coisa. Simples na teoria, mas difícil da prática. Sentimentos como paixão, amor, amizade e outros são como vícios, sem eles, ficamos perdidos. Porém, ao mesmo tempo sem eles, deixamos de ser humanos.

Hahah! Meio complicado. É das coisas onde apenas eu entendo pois trata-se de minhoca da mente. Estamos uma época muito racional, e eu odeio pensar dessa maneira sem envolver um pouquinho de emoção na coisa. Tudo tem uma poética, por mais pequena que seja, junto de um pensamento lógico. Até Einstein ao formular sua teoria deva ter pensado: "Cara, isso é lindo! Claro que isso deve funcionar, pois há uma beleza aqui que não consigo explicar!", e nada mais subjetivo é do que a própria beleza. A verdadeira beleza é algo tão grande que é impossível destruí-la. Não vou dizer de quem é a frase.

Sem amor acredito estarmos perdidos. Sermos seres que procuramos por todos os lados por alguém, e apenas sussegarmos quando esse alguém encontrar. É instintivo, ninguém nunca ensina o outro a respirar, a engolir comida ou andar. São coisas que carregamos conosco e está acima de nossa compreensão, assim como "procurarmos um parceiro". Ninguém nunca ensina o outro a amar. Isso é algo também que carregamos conosco.

Acho que seres humanos crescem quando entendem que não devem negar o amor, que não devem negar sentimentos exatamente pois é isso que o faz "ser humano". No mito todos eram seres únicos, todos se completavam. Se é verdade que os deuses dividiram as pessoas em dois exatamente para isso, pois ao procurarmos o nosso par não tentaríamos chegar ao patamar dos deuses, talvez seja isso.

O fato de encontrar uma parceira implica numa ascendência. Você sair do patamar onde grande parte está e partir para um acima, onde você deixa de pensar no eu, deixa de pensar no você, e começa então a pensar em "nós". Amor é uma troca: não pode ficar sempre sentado esperando, mas também não pode fazer tudo (exceto se você for libriano... Brincadeirinha, hehe!), mas é desde você aguentar ver o namorado vendo aquele filme de guerra que você odeia, ou a namorada assistindo aquele filme romântico que ela se derruba em lágrimas e você tendo que aguentar.

E nessa complementação todos ganham. É uma coisa simples, mas em muitos casos difícil de por em prática.

Texto velho, antiguíssimo. Ok, tem apenas um mês que eu escrevi e só postei agora. Quem manda aqui sou eu, hahaha! Posto quando quiser. Ao som de Thùy Chi, som vietnamita de primeira qualidade. Cara, que lixo, comecei lá em cima, ouvindo j-music, fui pras koreanas, chinesas, taiwanesas e agora vietnamitas! Qual será o próximo? Papua Nova Guiné? 8D HEuHaeIuHae...

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