terça-feira, 31 de março de 2009

Caricaturas! Máscaras de brinquedo.

Esse é um dos temas que tenho anotado aqui caso não tenha absolutamente nada de interessante pra falar! xD E hoje é um dia desses. Quero dividir com vocês várias caricaturas minhas que tenho por aqui. Hoje em dia a gente mesmo pode criar nossos avatares, mas legal mesmo é quando a gente ganha um de alguém. Tenho, ou tinha alguns, só tenho que achar onde estão. Como tou meio sem paciência vou direto ao ponto.

Antes de mais nada, pra quem não me conhece, aqui vai uma foto super atual minha, enquanto fazia a faxina da casa, workin' hard day 'n night:



Lindo, né? Mamãe caprichou quando me fez. \o\ Pena que ela não pensou muito no tamanho da criança, 1m85 e faltou um pouco mais de cigarro durante a gestação pra me deixar um pouquinho mais retardado. 8D Hahaha... Agora sabem da onde vem minha loucura? =P Pois vamos começar! Primeira imagem é antiguissima, presenteada pelo meu amigo Silvio, o Emerson da faculdade. Minha versão Simpsons, na época que eu tinha cabelo preto de novo, mas ainda com aparelho nos dentes:



Esses dois seguintes são digitais. Eu tinha um do South Park que a Cris fez, mas vou pedir pra ela de volta se ela tiver! Foi no audiovisual dela, hahah... Ficou bem bacana, cabelo vermelho ainda. Esse eu fiz com um link que a Natalia "Tetisu" me passou, versão South Park!



E essa por fim, do bom e velho BuddyPoke! do Orkut. Adoro o BuddyPoke, hahaha... Vivo enviando um monte de Pokes pra amigos, é bem divertido, verdade. Na minha opinião um dos mais fidedígnos a mim. ;D

segunda-feira, 30 de março de 2009

Medo. Paixão.

Engraçado como são exatamente os homens que mais escrevem e descrevem melhor o que é paixão, amor, sentimentos.

Mas porquê? Qual será o motivo de Shakespeare mostrar suas filosofias para o mundo, mudando conceitos? Reflito bastante sobre. Como homens que ao mesmo tempo tratam mulheres como um pedaço de carne com seios e bunda e ao mesmo tempo conseguem refletir coisas com tanta maestria sobre sentimentos entre duas pessoas? A matéria-prima está aqui, só falta dar uma moldada e achar o significado.

Tinha um amigo na época do colegial que uma vez ele chegou em mim e disse: "Cara, queria voltar a amar como antes, sabe? Coisas bobas mesmo, como se enquanto tivesse almoçando, estaria pensando nela, e o que ela estaria fazendo, entre outras coisas idiotas de romanticos, mas que dão um tempero todo especial." Pra ser sincero pensava eu que seria uma regra absoluta, mas não é bem assim.

Homens podem ser mais fortes fisicamente que as mulheres, porém são seres fracos com a dor. Ah, a dor! Quando caímos ou estamos doentes ficamos piores que crianças. Quando temos uma unha encravada nem conseguimos andar, pegamos aquela dor mesmo que seja uma coisa suportável, ampliamos e exponenciamos. Homens ao sentir dores multiplicam a sensação, e como somos seres com apenas um foco, acho que o problema está bem aí: "A dor pode parecer uma coisa simples, mas nós multiplicamos".

Por isso mulheres são tão fortes. Para se falar verdade, muitas vezes temos que perscutir até o fundo das almas, bem fundo do poço mesmo, aí tudo fica um bocado mais claro. Por isso paixão soa como doença para esse tipo de homem. Paixão é quase um medo. A menina pode ter 1m50, mas falar com ela deixa-nos tremendo e com o coração saltitante, como se estivéssemos próximo da morte, algo do tipo. Por isso homens apaixonados nunca nada conseguem e os malvados facilmente conseguem uma.

O homem pega a dor da paixão e a multiplica como se fosse uma doença. E ao fazer isso, declara uma espécie de morte. Nenhuma garota irá dar atenção a esses sentimentos, pelos quais ele terá que carrega-los consigo pelo resto do tempo. Talvez até o ponto de que ele consiga ter mais os pés no chão, e conseguir herdar a questão da realidade, não idealização. Conhecer a pessoa, fazer as coisas acontecerem, terem uma relação bacana e tudo mais. Simples. Perde-se um pouco da magia, das estrelinhas, mas ganha-se confiança e alguma maneira de não sentir-se um inútil.

Na época pensei que esse meu amigo estaria virando exatamente a pessoa fria. Hoje vejo que isso veio a partir de amadurecimento, embora a realidade nunca tenha tanto romance quanto a idealização.

domingo, 29 de março de 2009

Tragédia do amor impossível no meio de balas e fantasias.

O bom da gente viver numa era moderna é que estamos livres pra fazer qualquer coisa e assim, quem sabe, conseguirmos um tanto sucesso. Releituras são válidas também. O que é uma releitura? É você pegar uma obra e manter algumas coisas originais e adaptar tantas outras. Um excelente exemplo na arte são as duas versões do quadro As meninas, a primeira de Diego Velázques e uma segunda de Pablo Picasso.

Porém a releitura que estou falando trata-se de uma obra Shakespeariana, a mais famosa tragédia retratada no mundo, a do romance de Romeu e Julieta, vividos por Leonardo Di Caprio e Claire Danis no filme Romeo+Juliet.

Sim, quem me conhece sabe que eu sou romântico e bobo mesmo, hahah... Mas realmente ousado é a melhor coisa pra definir essa grande obra. Os diálogos originais são mantidos, mas o resto, quanta diferença! As famílias Montéquios e Capuletos são empresários locais, as pessoas ao invéz de usarem as espadas, estão com pistolas (aliás, uma melhor que a outra!) e o baile onde Romeu descobre que a Julieta é uma Capuleto é um baile a fantasia!

Mas lindo mesmo, trágico obviamente. Mas nada seria a história se não fosse trágica no final. Aliás Romeu + Julieta é um daqueles filmes que a gente vê como uma coisa simples que é apaixonar-se as pessoas conseguem exatamente complicar tanto, mas sem essa complicação não existiria a magia da coisa. Não digo apenas no lado dos pais dos protagonistas e a rivalidade da família, mas obstáculos pras pessoas serem felizes sempre são as pessoas que impõe tais coisas como muralhas impenetráveis, que só trazem tristeza e desilusão.

Di Caprio está péssimo em atuação. Como ainda tava começando, ainda tinha muito a crescer ainda, pra chegar ao bom nível de "Prenda-me se for capaz", na minha opinião a sua melhor atuação. Claire Danis (Julieta) deixou a menina com, sei lá.. Um ar muito peculiar! Como o filme manteve os diálogos originais, ficou por ela mostrar aquele olhar de adolescente, sabe? Sei lá, é uma coisa que acho muito única nas mulheres, e nunca vejo em filmes. Mas é único!

Tem um cara do OZ da HBO, hahah... Mas gostei bastante. Tragédias são legais, sabe? Gosto bastante de finais tristes, embora sejam... Tristes! Acho que tou é ficando acostumado com finais tristes na minha vida, hehe... Mas é uma coisa tão sublime, tão única... Que no fim das contas a gente sabe que em algum lugar eles permanecerão juntos para todo o sempre, com o amor puro que um sentia pelo outro.

Ás vezes o sentimento é tão puro que as pessoas nem conseguem ficar juntas, né? Acontece. Enquanto se luta, ainda há esperança, inclusive no amor. =)

(antes que alguém pergunte: isso não é um blog de filmes. Vai procurar o Rubens Edwald Filho!)

sábado, 28 de março de 2009

Filosofia de esquina.

"A verdadeira beleza é algo tão grandioso que é impossível destruí-la. Cultive essa beleza como belas rosas, e espalhe onde existir imundície".

Influência e sermos influenciados. Tenho uma professora que fala muito que nós devemos influenciar, e não sermos influenciados. Tolice, é impossível você ser apenas o passivo ou ativo da estória, sem duplos sentidos. A gente não cresce só ouvindo, nem apenas falando, mas com ambos. Quando a gente é moleque a gente normalmente tem um grande amigo, ou um ídolo de música e absorvemos muitas coisas dele pra crescermos. Quando crescemos de fato, aprendemos a não ficar apenas com aquela influência, mas abrir o leque, e criar o seu "eu". Parece aquela pirralhada que ouve rock e quando ouve outro estilo parece que vai ter uma taquicardia, hahaha... Isso é tão infantil, e vejo tanta gente de quarenta anos assim ainda. Ninguém vai morrer em ouvir "Longa estrada da Vida" de Milionário e José Rico no lugar de "Master of Puppets" do Metallica. Por isso a coisa que mais me dá medo no mundo são aquelas meninas de vinte e cinco anos vestindo rosa-choque e lacinhos amarelos. Sério, esse tipo de cor de Barbie a gente só atura até uns quinze anos e olhe lá! E não é difícil encontrar esse tipo de gente.

Uma vez li um livro do Dráuzio Varella, que não é o Estação Carandiru, e nele ele diz uma frase bacaninha: "Vejo meus pacientes quando estão exatamente de portas com a morte que eles começam a dar valor às suas vidas. Gostaria de aprender com eles alguma maneira de dar valor a isso antes que minha hora chegue". Ok, é mais ou menos isso, a idéia está mais que óbvia.

Não sou uma pessoa preocupada com morte não. Acho que já foram tantas tentativas de suicídio que o capeta já se acostumou a me mandar de volta pra cá nos chutes, hahaha!! Pelo visto o tinhoso não deve gostar muito de mim. Brincadeirinha. Eu lembro até hoje quando fui assaltado: o cara apontou a arma pra mim, mandou eu passar o celular e o walkman. Com a arma apontada na cabeça acho que só eu mesmo pra ser retardado a ponto de pensar: "Caramba... Não acredito que ele tá levando meu celular! Fudeu... Mas que raiva..." e não me passou em nenhuma das opções, a opção "Tu vai morrer!", hahaha...

Mas sei lá, não tenho muitos pra chorar no meu túmulo, hahah! Então acho que é por isso que não ligo tanto. Acho que a gente tem que aproveitar ao máximo o tempo e fazer o certo, fazer o bem pois não é a toa: sempre ao fazer o bem, você recebe o bem. Por mais que digam que não, veja as pessoas de fato más e verão que são pessoas com poucos amigos, que não tem uma visão pura das coisas e exatamente por fazer o mal aos outros, atrai o mal pra si mesmas. Faça coisas boas, é o ponto.

E aí o resto é consequencia, certo? Odeio essas baboseiras de Carpe Diem, pra viver todos os dias como o último e tal... A vida é feita de dias que não se aproveita, que não se faz o que quer e tudo mais. Avaliemos o conjunto da vida, e não o singular. Se você viveu bem, chorou, sorriu, amou, foi abandonado, cara... Isso é de um valor danado, e a gente sempre passa por isso, sem exceção! Mas muitos não percebem, então não é a questão de você aproveitar a sua vida, mas perceber que você está aproveitando.

Por isso, se eu for pro saco amanhã, vou na boa! Como sei que vou pro inferno sem escalas, espero que role algum purgatório porque fui uma pessoa boazinha, de boas ações, índole e honra. Embora tendo cometido um dos piores pecados que Deus nunca me perdoaria.

E fé cara, sei lá... Tá mó modinha de ateísmo hoje em dia, mas respeito bastante porque os ateístas não são como os crentes que querem te agarrar e te levar pra sua igreja, hehe... Oro todos os dias, nem que seja pra olhar pro céu e agradecer pelo dia de hoje ao papai-do-céu. E como eu sempre digo, não sou católico, nem protestante, nem evangélico, cardecista, Testemunha de Jeová, nem patrocinador de Igreja. Acredito em Deus, e falo com ele em casa, todo santo dia, sem precisar de nenhuma igreja e sem dar dinheiro pra Record. E tenho vergonha nenhuma disso. Se somos filhos dele, deveríamos poder falar com ele sem precisar ir a nenhuma edificação. Isso tanto pros evangélicos como católicos.

A beleza das coisas purifica. Até a rosa tem as pétalas e tem os espinhos. Tem as virtudes e os defeitos, e é exatamente aí que está a beleza das coisas, a normalidade, não a idealização. Manter os pés no chão sempre eretos e força. Bola pra frente. E se cair, bem... A gente levanta e tenta de novo. E de novo, e de novo, e de novo...

Homenagem fora de época ao Ronald Golias. Sério, foi a única pessoa famosa que eu fiquei triste pra caramba quando morreu. Esse ano ele faria oitenta anos dia 4 de maio. =(

quinta-feira, 26 de março de 2009

Quase um Abbey Road!


Continuando ainda falando de Asian Music que estou sem assunto!

Descobri recentemente as quatro garotas da banda SCANDAL. A banda começou de fato quando elas terminaram o colegial, e como podem ver, suas roupinhas não mentem. Som bacana, rock puro do bom mesmo. Normalmente a gente sempre tem receio de bandas com mulheres no comando, no mínimo tem que ter um homem da banda sentando o dedo. É bem clichê mesmo e machista, bandas de rock com garotas normalmente diferem delas serem lindíssimas, mas não cantarem nada. Mas esse, não é o caso!

Mas gostei, curti! Baixei dois singles, estou à procura do mini-álbum delas lançado ano passado. Tiveram até uma série pequenina de animação baseada nelas, bem bacaninha, gostei do estilo do desenho, bem contemporâneo. Uma é bem diferente da outra, e o mais interessante é que todas cantam. É quase um Beatles asiático feminino! Como dizem, cada uma complementa a outra, exatamente por elas, ao menos por fisionomia, serem realmente muito distintas.

Meninas começando ainda, tem ainda muito o que descobrir e aprimorar o som. Mas pra começo de carreira, vai muito bem, obrigado! Uma alternativa pra quem não suporta as menininhas asiáticas com voz fina e irritante, pois de menininhas as garotas do SCANDAL só tem a saia rodada mesmo.

Ah, e vou ser sincero: hesitei na hora de postar. Poxa, entrar no blog e ver a Audrey Hepburn logo de cara é uma coisa que alimenta tão bem a alma, né? ^^ Prova que mulher quando se é bonita precisa nem te peito nem de bunda, e como dizem: "A verdadeira beleza é uma coisa tão forte que é impossível destruí-la.".

segunda-feira, 23 de março de 2009

Quase um vale a pena ver de novo

Certo! Muitos dos j-rockers ou asian-music lovers que hoje curtem sons desde Gazette ou Utada Hikaru mal sabem de onde veio a coisa toda. E nem precisa ir tão longe! Existem muitos cantores da década de setenta da Asia, e engana-se quem pensa que eram vestidos com kimonos e portando shamisens. Era quase um show do calouros do Silvio Santos, e no meio disso muitas eram reveladas.

Eu sou um amante dos anos oitenta, gosto muito do som daquela época. Meu lado mais romântico adora Phil Collins, e até coisas brasucas como Blitz! O mundo inteiro produziu uma cultura bem rica, na minha opinião, e o resto é muita cópia, hehe. Nos países asiáticos a mesma coisa.

Portanto, lhes convido a ver duas versões de um clássico chinês! O nome é complicadinho, a lingua chinesa em si é complicadinha: 月亮代表我的心, que é lido como Yue Liang dai biao wo de Xin, que quem assistiu Card Captor Sakura sabe bem o significado de Yue (não significa Yukito, nem viado-que-dá-pro-Touya, mas sim "Lua"), o que ajuda bastante pois a música aqui é bem conhecida como The Moon Represents my Heart. Foi um grande hit da cantora chinesa Teresa Teng, que na época fez muito sucesso. Se pá tem vídeos no Youtube dela cantando em inglês perfeitamente as canções Bridge over troubled water (que ficou imortal na voz da Aretha Franklin) e a estúpido cupido, Stupid Cupid, com uma chinesa falando melhor que muito gringo por aí.

E embaixo a mesma Yue liang mi-mi-mi-mi-um-monte-de-desenho-que-não-entendo cantada por uma cantora atual, não sei se é de muito sucesso, Kim Chiu, dando uma repaginada, mas mantendo muito do clima romântico e ballad da versão original da infelizmente já falecida Teresa Teng. Ela morreu em um ataque de asma no início da década de noventa, seu corpo foi enterrado num cemitério supimpa nas proximidades de Taipei.

Enjoy! E tem músicas lá que são imortais, tanto quanto aqui ou qualquer canto. E eu adoro essa música, uma melodia muito, mas realmente muito bonita. A tradução também é muito boa. Assistam e viaje em ambas! ^^

(ainda acho que nenhum asiático vai gostar de ver um gaijin falando assim da música das terras deles tão bem, hehehe...)

domingo, 22 de março de 2009

Dinheiro de nada vale sem amor.

Mais uma da série das minhas aventuras entre clássicos. Como já viram, assisti a Sayonara, e dessa vez resolvi assistir a um que sempre tive muita curiosidade. A curiosidade principal por essa donzela lindíssima aqui do lado, Audrey Hepburn no filme estrelado por ela mesma, Bonequinha de Luxo (1961), e a segunda é por pura e simples curiosidade de ver do que o filme trata.

Eu sou meio chato pra ver filme, hahaha... Vejo filmes de uma forma estranha: assisto normalmente a uma hora mais ou menos, depois saio, dou uma volta e depois volto pra ver a outra hora. Isso com bom filmes, ou ruins também, e eu por incrível que pareça entendo melhor o filme assim, e esse intervalinho me impede de dormir (o que me acontece com até uma certa frequencia no cinema... Não tem como pausar, poxa!). Mas esse foi bem diferente. Assisto também filmes numa sentada no sofá única, sem pausas, e esse foi bem assim. Indicadíssimo!

Comédia romântica daquelas bem bobinhas e adoráveis. Afinal, diga-se de passagem, são esses tipos de romances bobinhos que são os mais legais. E muito hilário também, obviamente o hilário da época, mas bem sadio.

Obviamente, como eu tava falando com a Natalia (Tetisu) que o filme é entupido de clichês Hollywoodianos, em especial aos asiáticos e latinos, coisas que os americanos ao fazer filmes ainda usam muito. Um desses clichês por exemplo é o fato de asiáticos sempre serem pessoas meio invisíveis nos filmes - eles dificilmente se relacionam com alguém que não seja igualmente oriental - e são pessoas de poucos diálogos, embora isso hoje em dia esteja mudando. Um infeliz reflexo do preconceito que muitos tem com o povo dos olhinhos puxados, em especial com essa característica deles de serem meio isolados e tal, só se relacionarem entre eles e tudo mais, embora seja mais uma coisa da sociedade do que uma consequência comportamental deles...

Mas tirando isso, muito bom! Audrey foi indicada ao Academy Award por esse filme, mas perdeu pra italianíssima Sophia Loren em 61. A trilha sonora é muito empolgante, e a atuação na pele da Holly Golightly (Hepburn) é simplesmente contagiante. A cena final vai fazer muito marmanjo chorar também, hahaha...

A lição desses filmes clássicos é sempre uma coisa à parte. Verdade que filmes assim provocam uma moral e uma ética nas pessoas, mas também falam de coisas como verdade. Já vi muitas garotas que correm atrás de um cara com dinheiro ou um belo carro, mas nunca percebem que isso tudo de nenhum valor tem a não ser um verdadeiro amor, exatamente como a Holly mostra no filme, por ser uma acompanhante que não tem a mínima noção de suas despesas.

Legal ver também nas entrelinhas do filme como muita mulher perde um amor, ou às vezes nunca entendem, que exatamente aquele cara que fica mais pegando no pé é exatamente o que mais tem algo a dividir e ser feliz com a pessoa. Quem tá apaixonado mesmo passa meses atrás da pessoa que gosta até conseguir, e tá mais que certo. Só desiste mesmo quando vê que nada vai rolar mesmo, como eu. ;D

Mas aí se perdeu bem... Pelo menos como eu sempre digo tem que ficar triste não. Pelo menos tentou, tanta gente nem tenta e nem corre atrás, celto Cebolinha? Gostei bastante! Peguem pra assistir, é antigo, é clássico, mas definitivamente não é nada chato! É adorável.

sábado, 21 de março de 2009

História da arte não é bem assim.

Não tenho estofo de pesquisa como povo que é mestre, nem sou dotô. Mas não quer dizer que não tenha opinião.

Hoje quero falar de História da Arte. Sei que vai ter muito estudante de história/historiador que vai vir falando uns montes, mas peço que relevem um pouco. Vou falar igual ao Marcelo Tas: "Quem se importar com isso, não precisa me seguir, afinal não sou novela, ok?". Como eu me sinto mais seguro a falar sobre os movimentos não-vanguardistas exatamente por eu achar que sei mais, vou me ater a eles.

Um assunto que eu gosto bastante é o movimento artístico que uma determinada arte é produzida. Existem teóricos que dizem que isso é uma bosta, que não deveria ser uma coisa seguida, sabe porquê? Concordo bastante com esses teóricos nesse quesito. Na escola/faculdade somos ensinados que as artes até o período antes da ascensão da Arte Moderna eram muito restritivas, que a pessoa não tinha o direito de exercer criatividade e nada disso. Sinto lhes informar, mas o que os professores lhes ensinaram é a maior patifaria que é sempre repetida por muitos e muitos. Muitas vezes eles conhecem, mas é verdade que essa é baseado em nuances artísticas que são percebidas. E pra não causar confusão nos alunos principiantes, esse papo fica mais mesmo entre os mais doutores.

Por isso eu por mim não classificaria nunca arte em movimentos de um certo decorrer de tempo. Quer um exemplo? Renascimento (do Quattrocento, até começo do século XVII) existem apenas pouquíssimas obras que são de fato renascentistas, e diria mais, pouquíssimas são as conceituais mesmo que contém todas as características. Um exemplo é o Tempietto, uma capela da Igreja de S. Pietro in Montoria (vide figura do post), em Roma é o exemplo dos únicos de uma obra renascentista que contém exatamente todas as características e nenhuma influência além disso. É o "puramente renascentista e apenas ele".

Engraçado que os maiores símbolos, como David de Michelangelo Buonarotti, Escola de Athenas, de Rafaello ou até a Gioconda do Da Vinci são obras que embora sejam renascentistas, o artista teve uma liberdade grande de criação, acredito que apenas faltavam-lhe criatividade e nem tanto liberdade. Afinal a época era outra, as influências eram outras.

O que é acontece é que na nossa época existe uma grande exaltação do moderno e logo todos olham torto para as artes antigas como uma coisa feia, presa a conceitos e paradigmas, porém não é bem assim. Gosto de dar o exemplo que eu adoro de Fillipo Brunelleschi, e sua obra ícone, o Duomo, o domo da Catedral de Santa-Maria Del Fiore, em Florença. A catedral foi feita no estilo gótico (eca! Franceses... Odeio franceses tanto pela minha parte inglesa como italiana... Italianos também odeiam franceses! ;D), porém a solução foi dada por um pensador e engenheiro renascentista e houve sim uma inovação, uma criatividade e um repertório. A catedral de tão grande que era ninguém conseguia fechar o domo, fizeram até concurso público pra ver quem conseguia a façanha, logo Brunelleschi vendo a solução do Panteão de Roma e a Hagia Sophia em Constantinopla (atual Istanbul, mas ninguém sabe que antes desse nome ela era Byzantium!) resolveu tentar e... Tcharam! Deu certo.

Poderia encher de exemplos aqui, mas vai ser duas bíblias de post. Mas em suma é: Não tenham medo ou preconceito com os artistas clássicos como muitos têm, principalmente na questão de eles seguirem um estilo fielmente sem nunca colocar um pouco deles na obra que é uma grande mentira. Verdade que existiam algumas noções estéticas e tudo mais, mas a coisa não era não presa como muitos ensinam, artistas tinham a liberdade para criar e estudar e fazer diferente - dentro de alguns preceitos, obviamente, mas poderiam sim. Principalmente se você era considerado gênio. Muitos historiadores por exemplo consideram o apogeu artístico com Michelangelo, muitos dizem isso por causa de seu "dom" pra coisa, mas se pesquisarem e manterem os pés no chão e nos livros, verão que a coisa não era bem assim. ;D

quarta-feira, 18 de março de 2009

Existe vida depois de ex-namorada(o)?

Como disse, a vida é um espetáculo muitas vezes. Existe a parte que você fica pulando de felicidade, mas tem a parte que seus pés são fincados no chão e você engole a amarga realidade.

E é normal em algum ato ou outro da peça a gente entrar em introspectos, mas não entre toda hora! Senão você fica muito mental, e ao ver um cadarço desamarrado você pensa que pode cair, que pode também não cair, mas não ataca a raíz do problema: que é exatamente o ato simples de amarrar os cadarços do tênis.

Meio complexo, né?

Bom, hoje estou na fase de: "Eu odeio minha vida", hahaha... Meio comédia eu falar disso pra alguém que escreveu as coisas do post embaixo. E vou até expor os meus motivos! Oba! (ainda não entendi os meus risos, porque estou com os olhos cheios de lágrimas pra caraio... Mas como nunca choro na frente de ninguém, ninguém nunca verá isso)

Vamos começar!

A questão maior é que essa coisa corre além dos meus princípios. Meu grande mentor que está lá com os anjinhos que me perdoe, mas estou numa encruzilhada, um beco sem saída que por onde eu vejo é apenas um muro, que mesmo sendo uma barreira fortíssima, impenetrável e robusta, eu tenho que de algum jeito com as mãos nuas dar um rombo e abrir.

Um "cara legal" que eu conheci me perguntou uma coisa: "Você acha que existe realmente alguma coisa impossível?". E eu não soube responder na época, mas a crença de que tudo seja possível e almejável é um princípio meu que eu levo comigo. E tento, e corro atrás, mas obviamente muitas coisas eu não quero, mas não querer uma coisa, mas ser impedido ou ter medo, é uma coisa totalmente diferente, principalmente quando você tem a vontade de fazer. Acho que isso é o mais válido que eu consigo tirar de alguém como Clodovil Hernandez, que é uma das pessoas que eu adoraria ter conhecido, pois em todas as suas entrevistas (exceto o Pânico, óbvio) eu via naquelas palavras uma garra e uma fé inabaláveis. Descansa bem (e não, ele não é o meu mentor... ¬¬)

Mas óbvio, entra aí ética. Por exemplo: você não pode dar em cima de uma donzela que está com outro por exemplo, e nem se você estiver namorando. Como diz a bíblia cristã: Jamais cobiçarás a mulher do teu próximo.

O que eu quero dizer é que, se você de fato querer uma coisa e lutar muito, mesmo se você falhar, o que pode acontecer mesmo depois de lutar muito eventualmente, o importante é que você tentou. E não como muitos que desistiu na primeira ou segunda adversidade. Portanto mesmo se você não desistir, lutar e perder... Você tem mais que um prêmio de consolo, que é o fato de você ter tentado e não ter tido o bloqueio que muitas vezes nós impomos a nós mesmos que é o de nunca saber o que aconteceria se nunca tentamos. É como uma vitória cara... Se bem que, 95% das coisas que você tenta e continua a tentar até conseguir você consegue. Falhas são coisas difíceis de acontecerem, mas se acontecerem tenha em mente que pelo menos você tentou.

Cara, é triste, e é uma bosta.

Veja as coisas que você tentou, que você agarrou mesmo com as duas mãos e foi até o fim. Todo semestre eu passo por isso na faculdade, e antes de começar uma, err... Pessoa que leu meu futuro bem que tinha me alertado: "Você vai ter muita dor de cabeça, vai ficar fazendo muitos trabalhos e realmente irá se estressar, mas mesmo assim se você ir com garra até o fim, você vai conseguir!" e é isso que eu tenho tentado, e tenho me orgulhado bastante de nunca ter pego nenhuma dependência e ter fechado, graças a muita força do meu senhor lá em cima, o papai-do-céu ter me dado forças pra sempre me levantar quando me fodo, ou sou fudido e tentar de novo. Talvez por isso que os professores me amem, que o pessoal que faz trabalho comigo até goste de trabalhar comigo e sempre eu passe com notas excelentes.

Mas o assunto não é faculdade! (é! é gigantesco hoje o post... mas é meio desabafo, se lerem não quero ouvir perguntinhas imbecis... ¬¬ Hoje eu tou com a moléstia!)

Fico muito puto da vida com mulheres pós-namoros que continuam "presas" nos seus ex-namorados. Não é a primeira, mas já é a quarta vez consecutiva que tenho esse problema e vou ser sincero: é uma M-E-R-D-A. Hoje vou usar palavrões mesmo porque tou louco. =P Digo, o que passou, passou. Já deu o que tinha que dar, já comeu o que tinha que comer, por cima, por baixo, já brigou já tudo, então ponha um ponto final e bola pra frente! Bora achar outro cara ou mulher legal!

Digo, tem um cara babaca aqui que tá a meses tentando e hoje eu vi que é exatamente por causa de ex-namorado que novamente o trouxa aqui não vai conseguir! ADORO MINHA VIDA, e PRINCIPALMENTE A CAPACIDADE QUE EU TENHO DE CONSEGUIR ME FODER! xD Já falei que vou escrever um livro? Everybody Hates Allain...

Weeeeee...

Na próxima vez que eu estiver afim de uma garota vou fazer um questionário, quero saber qual a relação com ex, quando se encontram, o que de fato sente pelo cara, se dá "escapadinhas" ainda com o condenado, porque tou achando que é perseguição (não vou citar nomes, como sempre! XD).

Garotas do meu Brasil baronil, como diz o Zé Bonitinho, não faça como o babaca do Allain aqui. Eu corri atrás de uma menina (não era uma mulher... Embora fosse mais velha, mas tinha comportamento de uns dez anos...) há uns anos atrás, ficamos e tal, e ela sumiu e 90% das pessoas que lêem isso sabem da história (considerando que umas cinco lêem o blog no total... =P). Foi o ex-namorado que pintou no meio pedindo a mercadoria de volta pra test-drive. Corri atrás, todos disseram que ela não valia nada e.. Pum! No final eu me danei, ela não tem coragem de falar comigo e nem de olhar pra minha cara e a vida continua! Depois mais uma apareceu, em janeiro desse ano, e ela não queria nada comigo porque mesmo ela "terminando oficialmente com o namorado" ela disse que "eles ainda saiam e ainda rolava alguma coisa, e ela tava em dúvida"... Tudo bem que o namorado dela era bem além do namorado, era o cara idealizado que, ao menos fisicamente, era o deus-grego dela: alto, músico, cabelo grande, peludo e rockeiro...

As duas mais recentes vou citar não. Os dois exemplos acima dão mais que um caldo.

Mas entendam uma coisa, meninos e meninas: O que passou, passou! PUM! É passado, pretérito, águas passadas e toda aquela ladainha. Ficar sentido umas duas semanas, até uns dois meses a gente perdoa, mas depois disso bola pra frente. Digo isso não porque eu sou o próximo da lista de uma delas, mas exatamente para o seu bem.

Se você ficar lá, gastando energia e saliva com seus ex-namorados jamais darão chance ao novo. Verdade seja dita, quando estamos com o ex-namorado/a é um tanto seguro. A pessoa conhece, já estiveram juntos e tal, já foram felizes, e como podem ver, todos os verbos estão no pretérito. Arriscar-se num novo pode ser complicado, difícil, mas se você ver por uma outra perspectiva só assim você dará uma nova chance pra si mesmas de serem felizes. Passado é passado, passou, foi, pum. Sei que é complicado, principalmente pras mulheres, mas não fechem seus corações vetando qualquer possibilidade.

Abram uma brechinha, nem que seja pequena, pra serem conquistadas por outro. Pode ser uma aceitarem uma indiretinha, um convite pra sair casualmente, um almoço... Mas se dêem a chance, e dê uma chance a si mesmas. Pode dar certo, pode não dar, mas ficar ainda submissa ao ex-namorado é como vetar qualquer chance de ser feliz com o outro, e ficar naquele lenga-lenga que vai fazê-las perder tempo, e fazer o cara ficar se achando, porque tem muitos homens quando terminam relacionamentos adoram ter a ex-namorada aos seus pés pra satisfazê-los... Parece até uma coisa óbvia, mas muitas pessoas acabam sozinhas exatamente por isso. E infelizes.

Pronto, desabafei, e se você estiver com essas características, ou separou do ex e ainda continua com "recaídas", podem até dar suas recaídas e tal, de vez em quando rolar alguma coisa com o ex, mas dêem uma chance pequena pra um novo amor chegar, pois se você negar a todos, jamais saberá se daria certo ou não. Jamais saberia se poderiam ser felizes com o outro cara, afinal se o namoro termina, o importante é levantar a poeira e dar a volta por cima.

Peguem exemplo a Marília Gabriela. Poxa, era a namorada do Reinaldo Gianecchini, que até eu que sou homem queria comer ele de tão bonito que ele é. Separaram, acabou, ele tá no canto dele e ela, que acho que é o melhor exemplo disso, vi numa entrevista dela dizendo algo mais ou menos assim: "Fui num restaurante e dei um flerte rápido num cara no balcão. Vi que deu certo, e que ainda estou com tudo em cima com minha idade". Moral: Se existe vida pós-Gianecchini, porque não existe vida pós-aquele seu ex-namorado gordo, idiota e infantil e o Allain aqui cheio de amor pra dar? ;D

Ah, agora tou mais leve, desabafei. =P

Um recadinho pra todas as meninas que mesmo depois de terminarem com os ex-namorados ainda continuam achando que deve satisfações do que fazem. ¬¬ Acordem e procurem um cara legal e que preste, poxa. Ele deve tar do seu lado e vocês aí, perdendo e desimpedidas... E por fim, meus pêsames a morte de Clodovil Hernandez. Engraçado que agora que a bicha morreu todos estão falando que ele era o tal, mas antes todos o odiavam... Eu gostava dele antes sim desses falsos... Na minha opinião sempre achei ele já uma pessoa louvável, e se todos tivessem metade da coragem que ele tinha em falar mal dos paradigmas da sociedade, quem sabe teríamos um mundo um pouquinho melhor. Vai em paz, Clodovil!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Espetáculo da alma

Tem muita coisa que ninguém explica. Outras alguns podem até entender embora de nada isso seja válido.

Digo... Tem hora hora que não dá pra entender. É o tipo de coisa que mesmo que se explique, você pode dedicar todo o tempo do mundo ouvindo e absorvendo cada palavra, mas nunca entenderá. Tem coisa que não se entende, apenas se convive com.

Uma vez me perguntaram se acredito em destino. Destino como aquela coisa estranha que ninguém explica, que nos faz conhecer pessoas, acontecimentos surgirem como se tudo em algum lugar estivesse escrito. Disse que não. Outros me perguntaram se eu acredito que absolutamente tudo na minha vida tenho controle, se posso definir o que irá acontecer comigo ou coisas do gênero. Se o meu futuro está nas minhas mãos, uma versão do livre-arbítrio levado às últimas consequências. Disse também que não.

Porém, o "não" para ambas as perguntas é idiota! Veja bem, minhas pessoas, como a alma humana é um espetáculo tão interessante como a mais bela peça teatral. Afinal o que há por detrás dos sucessos dos reality shows, como o Show de Truman é exatamente isso: observar as pessoas, entende-las é um espetáculo que vale tanto quanto um filme. Sentar numa bela tarde numa cadeira de plástico ao pôr-do-sol e começar a contar histórias da vida, ah, mas que beleza!

Isso é exatamente a coisa boa e simples que a vida tem. Mas as pessoas não conversam, não se interessam, e quando se interessam sempre o fuxico da vizinha que chifrou o marido é mais interessante do que o esforço do moleque de doze anos pra passar na prova de língua portuguesa. A vida é um show, por isso que ela é copiada sempre, por isso talvez eu acho teatro - mesmo sendo uma invenção grega e uma das artes - como uma das artes mais limitadas. Como mostrar a alma humana, às vezes uma vida inteira em três atos?

Fui uma vez numa espécie de baile. Tinham, obviamente uns casais dançando, mas vi ao fundo uma molecada trocando olhares, em especial os meninos que morriam de vergonha de levantar e chamar alguma menina pra dançar. Provável que aquelas meninas de quinze anos depois quando completarem seus vinte anos irão pra baladas e farão sexo com um cara diferente todos os dias, mas aquele sorriso bobinho que puxa os meninos, e os moleques do outro lado com as mãos suando, o coração batendo oco e aquela coragem que vem e vai embora, ah... Essa sensação sei bem como é! E acho que aí é onde reside grande parte dessa magia.

Acho que a nossa vida já é um show imenso, cara. Sério mesmo.

E digo mais! Digo isso porque estou muito apaixonado, então começa a ver estrelinhas onde não tem. Que sensação única que já tinha quase três ou cinco anos que não sentia.

Depois achei a resposta! Acredito em destino e no livre-arbítrio também. Talvez exista mesmo um plano de Deus lá em cima pra nós, mas se somos criação Dele, não acredito que somos inferiores, mas que temos um pouquinho da força lá do cara de cima. Somos sujeitos à Providência, mas acho também que podemos, guardadas as devidas proporções, fazer o nosso destino.

A vida é um espetáculo. Temos tragédias e comédias, momentos de queda e ascenção, de orgulho e preconceito é só observar. Acho que se as pessoas começassem a se olhar, observar suas vidas, talvez o Big Brother deixe de existir e todos comecem a ver que tudo que acontecesse nesses reality shows são a mesma coisa que acontecem nas nossas vidas.

Um dia verão que a alma humana é uma união de todas as artes usando apenas um veículo: o infinito das nossas mentes. Profundo, huh? De vez em quando escrevo algumas coisas legais também.

domingo, 15 de março de 2009

Maria da Penha neles!


Como hoje foi dia de faxina (Sim! Sou retardado e faço faxina no domingo... xD) e estou mais que cansado, vou apelar pra assuntos antigos! Em especial a da senhorita acima.

Igual ao que um amigo meu diz, casal famoso é igual casal na vida real. Tem problemas reais. Recentemente no país do sexo e samba leis rígidas e o próprio povo tem fichado duas categorias  de pessoas(se é que pode dizer que tenha alguma categoria os tais), a ponto inclusive de fazer justiça com suas próprias mãos: mulheres que sofrem de violência doméstica e pedófilos.

Enfim, né?

Quem sabe se não tivesse criada alguns anos atrás não teríamos tantas coisas ruins acontecendo por aí. Porém de nada tem valor leis se não forem cumpridas. Acima pra quem não conhece é aquela foto famosa da cantora dos Barbados, porém todos falam que ela é americana, Rihanna, que foi agredita com bolachas pelo seu namoradinho do piu-piu pequeno, Chris Brown. Tem que ter o cérebro mesmo no tamanho do pinto pra fazer isso, puta que o pariu.

Bom, não vou comentar, principalmente porque pelo que li isso não parece uma espécie de farsa de marketing, e sim a verdade e... Triste e revoltante. É bom ver que algumas pessoas acabam exatamente denunciando muitas dessas coisas exatamente ao ver a justiça sendo rigorosa com os famosos, mas já ouvi por aí que ela até perdôou o cara...

Cada um tem seus princípios, e cada um segue o que desejar. Eu nunca voltaria com alguém que me traísse, e se fosse mulher, muito menos com alguém que me agredisse fisicamente, porém valores cada um tem o seu, porque pra ela acredito que não faltaria homem, embora ela não fizesse muito meu gosto pessoal. Quem sabe isso começa a despertar um melhor ponto de vista das pessoas.

Afinal a tal Maria da Penha levou uns vinte anos até ver seu ex-parceiro atrás das grades. Para tanto foi agredida um sem-número de vezes, baleada e até ficou tetraplégica. Mas nada adianta se tivermos uma lei bonitinha sem ela de fato não cumprir sua função e as mulheres e crianças não fizerem sua parte. Na Inglaterra foi criada até um disk-denuncia apenas pra crianças, onde ela se sente bem e não tem aquela pressão do um-nove-zero.

Quanto à "Burihanna", bem... Cada um tem o que merece, né? Se ela diz que merece dar uma nova chance pro tal namorado, percebe-se que tipo de pessoa é, e que tipo de pessoa atrai pra si. =\

Pena, pra uma menina tão novinha e bonitinha. Porque cantar, é outros quinhentos, hahaha... Lembro quando ela começou com aquela música SOS (Please somebody help me)... Hahaha! Passava em todo canto a toda hora. Pensei que até tivesse morrido ou perdido o sucesso, mas continua bombando. De uma maneira ruim, com essa foto, mas tá bombando. E fazendo a sociedade discutir.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Empresas de propaganda ou de computação?

Cada vez mais propaganda mostra-se não apenas a alma do negócio, mas muitas vezes o negócio em si. E isso não se reduz a empresas de propaganda, mas as das mais diversas áreas. Se você tem uma boa propaganda, você transforma qualquer coisa em objeto de desejo ou de procura. Portanto a questão da inovação ou da procura de novas tecnologias acredito que acaba ficando em segundo plano perante uma boa propaganda.

Estive lendo um artigo na Exame já meio antiga, que consegui por 1,50 de uma jornalista (12 paus nela? Errr...) que fala muito do Steve Jobs, muito conhecido do nosso meio de designers, e pros que estão fora os conhecem como o dono da empresa que criou o iPod e o iPhone. Como disse um professor meu, iPhone não é um celular, é um brinquedo de gente grande, e o iPod não deixa de ser um mero tocador de mp3.

A questão maior é: tem design? Obviamente existe um projeto, existe uma noção de suprimir e ajudar a resolver um problema. É uma solução, óbvio. Para ouvir música tenho ainda meu celular ou ainda meu walkman toca-fitas jurássico. Compacto até pode ser, bonitinho é obvio, embora eu seja uma pessoa que ao contrário de 99% do mundo caminha para o minimalismo, influenciado muito pela Apple, eu caminho exatamente contra essa tendência exatamente por odiar minimalismo...

Mas a Apple pra mim não é inovadora o escambal. Por detrás de tudo o que ela inventa existe uma ferramenta que faz as pessoas conhecerem os produtos, e depois disso ao observar a diferença com os já existentes no mercado a chamam de inovador. Porém, existem uma infinidade de coisas inventadas que não tem a marca, ou slogan da maçã, são tão boas quanto, mas ninguém olha. Muito engraçado, certo?

Apple é uma empresa que mira na propaganda, pois de nada adianta um produto diferente se ninguém conhecê-lo, e ao conhecê-lo muitos o elegem como o melhor. Mas afinal, um questionamento dos mais remotos da história é "até quando alguma coisa é a melhor pra uma determinada tarefa?". Será que de fato a boa-ventura de um bom comercial é um fato mais que determinante para a compra de um produto?

Fui numa palestra de um ex-jornalista da folha, que atualmente é um dos cabeças da UOL. Nela, ele dizia que um dos colaboradores da Google respondeu de uma forma nunca antes vista a seguinte pergunta: "O Google na verdade é uma empresa do que? Tecnologia? Inovação? Buscas?". Nenhuma delas, de acordo com esse representante de uma das maiores empresas do mundo, o Google não passa de uma empresa de propaganda. Onde eles fazem a propaganda de seus produtos, divulgam, muitos nem sabem o "mais" da página inicial do Google, e com essa propaganda toda vendem seu peixe, divulgam seu produto e pessoas carregam a bandeira da Google ou da Apple os elegendo os melhores, e seus líderes como verdadeiros deuses e pessoas que mudaram o século.

A questão é, até onde vai a propaganda bem-feita, a "criação de uma necessidade" e onde esses diferem de um real bom design? E o que diabos é "bom design" se alternativas temos várias das mais diversas maneiras? Um Sony Walkman desempenha a função de tocar música de outra maneira da Apple, mas é exatamente o iPod que todos desejam, todos acham melhor e todos acham inovador.

Pergunta com muitas respostas, mas nenhuma ainda cem porcento confiável.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Numa folha qualquer desenho um sol amarelo.


Desenhar, desenhar, desenhar.

Desde moleque tenho bastante essa mania. Acho que era porque eu era bem tímido e só ficava envolto entre livros e papéis, mas era nos rascunhos que eu mais identificava, pois nos desenhos, principalmente com a molecada não tem limite. Às vezes todo o trabalho de inspiração e criatividade que um artista precise acabe bebendo da fonte de crianças mesmo. A maioria dos meus rascunhos de pivete se perderam, e se tiverem alguns estão bem longe. Tem desenho meu até com amiga na Bahia, hahaha...

Desenho abriu muitas portas. Uma que foi com o desenho que comecei a me envolver mais com artes. Outra é que por incrível que pareça o desenho que começou a me tirar do garoto muito tímido pro cara que fala pelos cotovelos. Todos queriam conhecer o moleque de seis anos que sabia fazer desenhos de rostos das pessoas ou os personagens dos desenhos animados.

Dos croquis que vinham os roteiros, dos roteiros que vinham os quadrinhos e tal... Esse último é a Mia, que já me entrevistou aqui no blog, a protagonista de uma nova história que estou escrevendo. Ou tentando. Até hoje sei que bolei cinco roteiros, embora seja pouco em números, as histórias em muitas partes eram imensas. Já dei vida a aproximadamente 137 personagens, todos com características, comportamentos e nuances diferentes. Já desde moleque eu via que muita da riqueza de um personagem não é em algo que se repete, mas em algo diferente que se vê. Um exemplo clássico disso é como as pessoas vêem personagens da franquia Piratas do Caribe por exemplo, onde a Elizabeth e o Will Turner são personagens normais, mas quem sempre ganha os prêmios e a credibilidade é o Jack Sparrow interpretado pelo Johnny Depp.

Devemos usar o bom censo também e é que ÓBVIO que eu não lembro de tantas figurinhas apenas de cabeça. Tenho que rever os rascunhos, mas batendo o olho eu já lembro de muita coisa. Voltando ao desenho lá de cima: É Mia em seus trajes de "estou linda e poderosa e vou sentar o dedo nessa porra destruindo o escambal", e a história será uma mistureba que eu nunca tentei antes. Mitologias maias, astecas e egípcias com coisas extraterrestres, uma pitada de Janis Joplin e Jim Morrisson com o Alborghetti, Os Miseráveis e Quentin Tarantino e até alguns elementos "Final Fantasyanos" e Velho Oeste que é uma coisa que eu admito que tenho fascínio desde que me conheço por gente.

Depois de tanto mimimi, acho que fica por isso mesmo. Aproveitar pra veicular um desenho com uma característica minha milenar, que é a expressão por meio do desenho. Desenho comentado!! Aliás, não reparem os comentários, eu mesmo que faço. Tenho um bloquinho de folhas que eu ando pra cima e pra baixo e sempre quando bate uma idéia eu paro e faço. E comento no desenho, hahaha... Clique para ampliar.

terça-feira, 10 de março de 2009

Moleque com mais de duas décadas.

Fala aí se depois que ficou pronto não deu um super orgulho? Hahaha... Mas como tive que ir na pedicure (leia-se minha tia) tratar meu dedão que vive com "pele" e sempre ela tira muitos "bifes", o tênis apertou até demais. Mas poxa, o que levaria um cara nos seus *piiiiiiiiiii* anos a usar um All Star?

Sei lá. =P

Nunca usei. Uma porque nunca tive muitas condições pra comprar um quando era pirralho. As coisas melhoraram um pouco então resolvi me dar um, mas o desenho da personalização demorou um pouquinho a sair e consequentemente o uso do mesmo também.

Mas quase todos usam, sei lá, pra eu parecer mais ter menos anos resolvi adotar. Ok, essa desculpa não colou.

Olha só que coisa interessante. Acho que deve ser complexo, isso sim. Mas talves um complexo que traga alguma vantagem por mais estranho que pareça. Não tive uma infância comum igual a todas as crianças, sempre tive muitas obrigações e proibições desde cedo. Fui criado pra ser um cara bonitão que troca de namorada a cada mês, inteligente e com cabelo pra trás de siciliano, esportista e bem alto, trabalhador e bem resolvido. Só o inteligente tenha ficado, embora a coisa vai bem além de apenas inteligência. Altura acho que passou até um pouco além, mas o resto foi bem diferente. Até o cabelo, certo?

Tem um casal de crianças, que acredito eu moram ali pelas bandas do Guarapiranga e os vejo de vez em quando nas linhas do Term Jd Angela ou Guarapiranga. O menino é meio surrado mesmo, é o mais velho, mas a menininha, nossa... Toda vez que eu a vejo meus olhos lacrimejam mesmo. A menina tem as bochechas manchadas sempre, seja de sujeira, chocolate, etc. Tem o cabelo até a cintura e castanho claro pra louro. A mãe deles parece que talvez goste mais da pequena, porque embora sejam roupinhas meio sujas ela sempre tá bonitinha. Com alguma coisa em cor-de-rosa, nem que seja uma presilha.

Ambos vendem doces em ônibus. E de noite, o que é ainda mais perigoso.

Uma vez eu vi a mãe deles. Diga-se de passagem, parecia muito a comparação infame entre Fantine, a mãe pobre e mal-vestida que perdeu o namorado que a engravidou e Cosette, a filha de Fantine que a mãe a enchia de roupas bonitinhas de seda e via nela a mulher que nunca foi. Ambos de "Os Miseráveis", escrito por um porco francês, mas esse é respeitável, Victor Hugo. Não vejo a menina nunca com um brinquedo, nunca com um sorriso no rostinho e isso porque ela tem no máximo uns seis anos.

Moleque homem até vai, eles sabem pular, pegar carteiras e fazer adultos de trouxa. Mas menina, poxa vida... Só peço que Deus proteja de coração essa menina pra não cair num mal caminho, o que vai ser bem difícil. E que saia dessa vida também.

Lugar de criança é com brinquedo. Obrigação de criança é brincar. Fui bem privado disso e sei como é horrível ver os amiguinhos todos esfolados porque caíram, rasparam os joelhos e cheios de arranhões ou literalmente pretos por ficarem soltando pipas. Pode parecer péssimo nos olhos de adultos mas é tudo que uma criança quer ao ver todos os amiguinhos brincando, é se esfolar, de machucar mas acima de tudo se divertir bastante, certo? Afinal sempre quis e não pude fazer nada daquilo. =\

Por isso quando tiver meus pirralhos uma das obrigações que eles terão comigo como papai é de sempre brincarem, além de estudos, obediência e honra, óbvio. Coisa tão simples. Vai que um dia quem sabe ficamos com menos moleques crescidos como eu no futuro, e quem sabe será menos triste pra esses mesmos? =)

domingo, 8 de março de 2009

Calor me faz suar. Suar me faz feder. Isso me deixa irritado!

Que calor. Engraçado que americanos morrem, literalmente, com 40 graus Celsius de vez em nunca, enquanto no Rio de Janeiro as médias no verão são mais ou menos essas. São Paulo mesmo registrou índices incríveis como 35,8º! Poxa, claro que contribuiu: a primeira vez na vida que eu bebi dois litros de água num único dia. Mega recorde meu, fiquei até orgulhoso da façanha de encher as garrafinhas da Crystal quatro vezes!

Sim, eu sei que no mínimo são dois litros de água, mas não tenho o hábito e a muito custo eu bebo água. Pra ser sincero, isso é pra qualquer coisa de beber. Passei anos da minha vida bebendo apenas dois copos (de 200ml) de coca-cola por dia pra almoço/janta, e nada de água e até o refrigerante como pode ver é absolutamente nada.

Tenho sérios problemas com calor. Uma é transpiração excessiva. Diziam que eu era uma criança que fedia não porque ficava brincando e me sujava, mas porque desde a época eu mesmo sem nada o que fazer ficava ensopado de suor. Talvez seja lá que começou meu ódio por tempos quentes, especialmente quando não tem uma piscina ou uma praia pra encarar e refrescar. E com suor, vem aqueles fedores que em todo ônibus tem, um catinguento com barba mal feita, camisa aberta até o peito e a cara com pele mais oleosa que uma batata no Senac. Aí não dá, até eu me isolo quando percebo que estou fedendo, pois pode parecer uma imensa frescura mas tenho um olfato muito sensível e com grande memória. Além de observador sou também ou "olfator" exigente, seja com comida, pessoas ou coisas do tipo, e ficar com um cheiro ruim no ar eu normalmente amplifico umas dez vezes o fedor e não aguento: começa a me dar dor de cabeça, começo a soar frio, ficar tonto, e as vezes é só um peidinho inocente... É como se de fato não pudesse respirar, é muita frescura mas já fiz de tudo pra deixar isso, mas nem consegui.

E com calor eu fico muito estressado. Fico pior que mulher em TPM, pessoal de casa que o diga que me aguenta nos dias quentes. Já me deram até ventilador mais potente pra ver se fico com um humor melhorzinho durante o dia mas nada. É bem de praxe que calor deixa as pessoas cansadas mais rápido e algumas ficam até mal-humoradas, mas fico com muita raiva quando o céu tá insolorado, o calendário diz estarmos em dezembro (normalmente um mês muito quente) e eu estou longe de água, seja ela pra beber ou ainda pra se banhar. É raiva na certa e quem falar comigo leva patada mesmo, já sobrou até pro cachorro e vizinho. Na última quinta fui pro Museu do Futebol (que tem uma vendedora de ingressos asiática MUITO linda, haha... Ela até sorriu pra mim, fiquei todo vermelho! xD) e aí veio uma combinação matadora: a subida do Araçá, conhecida por ser muito íngrime e gigantesca, engraçado que fica do lado do cemitério, então você morre na subida e já é enterrado ali, ou levado pras Clínicas/InCor que é atravessando a rua, junte isso com um calor de 32 graus (amigos cariocas que me perdoem, mas sei que vocês aguentam mais de quarenta aí... Certo Duadu e Saqua? =X), eu bem ensopado e fedendo, suor caindo nos olhos e... Uma motorista que tinha sido fechada ali na confluência da s avenidas que sempre esqueço o nome começou a businar estridentemente. Estava comprando uma água (a terceira do dia) e na hora parei tudo e gritei: "Porra! Sua filha duma puta! Já tá quente e você quer piorar ainda mais essa merda? Vai buzinar no quinto dos infernos que é teu lugar, ô canhão filha duma puta!". Ela parou na hora, ehuheuae. Sorte minha, e dela, que só ficou nisso. Comprei briga com mais duas pessoas na rua, mas isso fica prum outro dia.

Quem me conhece sabe: Sou a pessoa mais calma do mundo, pessoal fala que eu sou monje perdido nesse país, tamanha minha paciência, hahaha... Mas calor não dá pra suportar... Me dá nos nervos!

Mas no frio é uma beleza! Fico sorridente, falo com todo mundo e obviamente ando sem blusa. Afinal penso assim: cara, o bom do frio é o sentir frio, pra mim parece uma coisa revigorisante  que até nos dias frios sinto calor. Ando sem blusa, com uma calça só e mesmo quando tá fazendo doze graus pra menos eu coloco só um blazer pra não tremer muito. E isso porque eu não falei que uma das coisas que eu acho mais legais no frio é quando o coração começa a bater mais lentamente e bate um sono e tontura na hora muito forte e perco as energias lentamente, hahaha...

Ok, não é pra tanto. Isso me aconteceu umas três vezes, mas é péssimo também, hihihi. Pode ser meio prejudicial isso novamente... Errr... Chega logo, inverno! Estou há três meses te esperando ansiosamente.

sábado, 7 de março de 2009

Chuva. Lavando a alma de todos os pecadores.

A TV estava ligada no canto. Meu quarto estava escuro e o som da chuva estava como sempre lá, afinal sempre chovia por lá. Chovia de dia, chovia de noite, chovia de tarde. Às vezes imaginava que a cidade iria derreter depois de tanta chuva. Levantei meio preguiçoso, olhei a hora. Já passavam das três das tarde. Fui a passos tímidos fazer um café pra tomar pra ajudar a acordar. Tinha varado a noite tentando resolver uns problemas.

Tentei procurá-la, mas não achei. Ela dormia pouco, acordava muito e ia sempre ao banheiro ou na sala, onde via sempre os mesmos filmes ou lia os mesmos livros. Até hoje odeio luzes próximo da porta, pois sempre ficava com a luz ligada à noite, ela sempre por lá, e eu nunca entendi por quê. Fico falando das manias estranhas dela, e eu tinha lá as minhas, como ser bastante viciado em café, mas hoje eu diminuí bastante. Desliguei a TV, a única da casa, e fiquei me perguntando onde ela estaria. Se em nenhum canto da casa estava, a única opção seria procurar lá fora, porém ao abrir a porta tive uma surpresa.

Ela estava sentada na escada, sem guarda chuvas e totalmente ensopada. Com aquela blusa violeta, calça jeans e descalça. Acho que foi dela que peguei esse péssimo hábito também de ficar na chuva. Parecia uma criança chorosa, com os braços cruzados em cima do joelho e chorando, chorando muito. Exatamente aquela mulher que convivia comigo, que sequer abrira um sorriso, estava ali na minha frente chorando e gemendo embaixo os pingos gelados da chuva. Em silêncio apenas abri o guarda-chuva e a protegi. Acredite, nem o cara mais macho dos machos teria coragem de chegar perto dela assim, de repente. Foi um gelo imenso quebrado.

Vendo que ela havia parado de chorar eu comecei a me aproximar, lentamente. Sentei do seu lado na escada, eu vestindo aquele suéter surrado de sempre com cheiro de naftalina. Ficamos assim uns cinco minutos parados, eu olhando pra frente e ela ainda cabisbaixa. O silêncio tem hora que fala muito, às vezes até demais. Silêncio porém você só fica nas pessoas que você confia bastante, ou ainda as que você considera extremamente íntimo. Mas o mesmo foi quebrado exatamente por ela, que aparentava raiva: “Maldita chuva, essa! Aqui só chove? Que saco, que saco, que saco!”. Fiquei calado. Percebi antes que quando mulheres falam o melhor que se tem a fazer é ouvir quietinho e esperar, não retrucar, apenas ter paciência.

Mas ela como sempre nunca era alguém que tivesse uma atitude esperada. Continuou, pois, calada. Esperei um pouco e disse: “Você está tremendo. Vamos entrar e tirar essa roupa ensopada antes que você pegue uma gripe.” Levantei e estendi a mão. Ela levantou o rosto e olhou pra minha mão. A chuva continuava a de sempre: pertinente e sempre presente. Não agarrou na mão, apenas questionou: “Porque você ainda acredita em mim? Porque ainda estende a mão pra alguém como eu?”.

Eu ainda estava meio com sono e não lembro ao certo o que disse. Algumas palavras vou ser sincero, ficaram cravadas como se fossem na minha alma: “Porque acredito nas pessoas. E tem alguém lá no céu que me acreditou nas pessoas, que viveu comigo e me ensinou a acreditar nos outros também. Nunca acreditarei que é correto abandonar as pessoas, pois se eu acreditasse seria o mesmo de dizer que o destino do meu irmão mais velho era aquilo que sofreu. Às vezes sonho com ele, ta lá nas nuvens com umas asinhas e voando. O triste é que não tenho asas como ele.”

Ela naquele momento abaixou novamente a cabeça. Odiava meus sermões, mas esse não era um desses. Desci alguns ainda e chamei a atenção dela. Ela virou os olhos pra mim e eu naquela hora fechei o guarda-chuva.

“Não tenho asas como ele. Mas tenho dois pés firmemente fincados no chão. E eles sempre me erguerão, e quando me erguer eles irão erguer os outros sempre. E nunca desistiremos. Nunca deixaremos de acreditar, sabe. E nunca deixaremos por lutar pelo que acreditamos no fundo dos nossos corações, mesmo que o mundo inteiro vá contra isso.”

Ela se levantou, deu as costas e entrou em casa lentamente. Deixou a porta aberta e foi sozinha ao banheiro de lavar. Enquanto entrava, vi uma carta jogada ao chão. Ao ler, parecia ser algo direcionada de algum conhecido dela, com certeza um homem. Fiquei feliz. Pelo menos tem alguém alem de mim que ainda faz questão de cuidar dessa moleca grande. Já tem muitas primaveras. Talvez seja o homem que fez ser a pessoa tão fria que era. 

Acredito que homens jamais entenderão as mulheres. Mas de vez em quando, elas nos fazem entende-las de uma maneira tão particular que é como ler um livro – existem as palavras, uma linguagem direta, mas o sentido do todo é subjetivo, todos nós entendemos e sentimos algo diferente. Naquele momento percebi que era algo assim. Podem por um lado ser as mais calculistas, mas ao mesmo tempo são poços de emoções que cada um entende de uma maneira.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Batendo na porta do Paraíso.

Como essa birosca é minha quem manda aqui sou eu, falo do que eu quiser, ahah... Hoje quero falar de asian music um pouco, destacando dois que estão bem em alta e conseguiram meu respeito (meu respeito: o que significa absolutamente NADA, afinal não sou expert nem analista de mercado, apenas ouço e se gostar fica, senão fica jogado na pasta até um dia que eu der na telha e deletar, hahaha).

A primeira é uma que já vi que nos charts da Oricon está em primeiríssimo lugar. Muita gente a conhece pela música lindíssima Kiss me goodbye, love song de Final Fantasy XII. Angela Aki enfim lançou algo que presta depois da música do game que embalou muitos corações por aí. Ela é uma cantora nipo-americana, que cresceu no Havaii e diga-se de passagem, ela e mais meia dúzia de cantoras fazem com que o clichê milenar de que japoneses falam inglês tão bem quanto cães conseguem miar ir por terra (Utada Hikaru e Bonnie Pink são duas que tem o inglês impecável também, diga-se de passagem, ao contrário da donzela Hamasaki e muitas por lá que vai na base do "えんぶろまちおん").

O último álbum (ANSWER, 2009) dela não sai do meu celular nem do PC. Dou destaque a duas músicas excelentes que devem ser ouvidas: Knockin on heaven's door (não! Não é a versão com o Slash do Guns. É um cover das primeiras do Bob Dylan!) que foi re-escrita com uma melodia impecável e com a mesma sagacidade do parceiro ianque. Outra que merece ser ouvida é Final Destination, que achei muito bonita também. Destaco essas duas, mas ouça o álbum inteiro. Dessa vez a Angela Aki acertou em cheio finalmente!

Pra não dizer que todo mundo fica falando no MSN me enchendo o saco dizendo que eu só falo de japas, japas e japas, então vou falar de chineses. Pra ser sincero não gosto muito do cara, parece um Gackt Camui em pinyin. A mulherada cai em cima, mas eu procuro mesmo é um som bom, não beleza. Por incrível e mais estranho que pareça eu acho legalzinho algumas músicas da boy-band nipônica Arashi, embora nessa categoria seja uma das únicas que tenham meu respeito. Jay Chou (傻瓜), o "taipeiano" que muita mulherada cai em cima lançou um álbum muito bom recentemente.

Só vou reclamar que tem muitas que nem se ouve a voz direito do jovem, e que vozeirão. Capricorn (2008) fez bastante rebuliço no começo, mas em grande parte é pelo fato dele ser um artista que junto da Jolin Tsai, são dois que ditam as regras atuais do mandopop (bons tempos da Teresa Teng/Faye Wong =P). Rice Aroma (稻香) é uma das melhores. A letra mesmo em si me falaram que tem mesmo uma coisa de superação e tal, mas manjo um mínimo básico de nihongo e absolutamente nada de mandarin, exceto o ying-zhong.

Koreanos vou ficar devendo. Imagino a cara dos asiáticos ao verem que um gaijin critica (bem ou mal) as músicas deles, hahaha... No mínimo bizarro eu acharia se fosse um japonês...

Aliás, o Japão ultimamente anda sendo bem invadido não por chineses ou koreanos, mas por mestiços também! Meio japoneses e meio-uma-outra-coisa-qualquer estão ou lá, ou por aqui no ocidente mesmo "botando pra quebrar", literalmente. Desde a Angela Aki (nipo-americana) até Maria Ozawa (nipo-francoinglesa, mas esse exemplo que estou usando é meio infame certo? xD) ou ainda exemplos bem brasucas como a Dani Susuki ou Geovanna Tominaga. Vi ela pessoalmente uma vez na Liberdade, e ela é tudo aquilo da TV e mais um pouco, lindíssima, simpática e achei bem alta até...

Quem quiser ouvir, segue abaixo alguns links. Só quero ressaltar que isso é feito totalmente em caráter de divulgação da cultura asiática aqui, e vale ressaltar que é sempre bom respeitar e prestigiar o trabalho do artista comprando o CD também. Passa lá na Liberdade, a Haikai (Rua Galvão Bueno, 224, 11/3277-7267), e aproveite pra me presentear que agradecerei de coração, hahaha (nada abusado, certo?)!

Capricorn - Chou Jay (2008) : : Fonte: C-Pop Share
ANSWER - Aki Angela (2009) : : Fonte: asian+nation

segunda-feira, 2 de março de 2009

Felicidade que não vê raça.

Assisti ontem a um clássico, mais um. Pretendo ver um monte desses esse ano, a não poderia deixar de começar com ele, o grandioso Marlon Brando. Tava novinho ainda, mal tinha começado a carreira também. Sayonara (1957) que embora tenham três americanos como os principais protagonistas, acho que quem de fato rouba a cena é Miiko Taka, na foto do lado com o futuro Vito Corleone.

Não achei muito interessante porque fica muito na cultura nipônica, muito mesmo. Mas também pudera, filme rodado em 57, num tempo onde ninguém conhecia a Ásia direito ainda, valeu como uma boa forma de propaganda, de certo. Mas pra quem não conhece nada de lá é um prato cheio, admito que eu que fiquei entediado porque todas as coisas já conhecia, hahaha... Porém o que vale muito mais a pena são os dois casais que protagonizam o filme.

Hana-ogi-san é uma dançarina japonesa (numa cena que mostra a escola dela me lembrou muito Memórias de uma Geisha, embora não acho que ela seja uma geisha... Parecia ser mais aspecto teatral/artístico mesmo, não tanto o entretenimento como as geishas) e se apaixona pelo major Lloyd, porém é um amor que vai contra primeiro os preceitos da cultura japonesa, sobre a parte sobre japoneses nunca se relacionarem com não-nipônicos e o próprio do major Lloyd que no começo era bem racista nessa questão, mas acaba se rendendo aos encantos orientais, e claro, aos da Hana-ogi.

Gostei bastante da mensagem do filme. Algo como: antes das obrigações, da honra, da raça, temos antes de mais nada uma obrigação com nós mesmos, e se o amor seja ela por qualquer tipo de pessoa é o que nos faz felizes não devemos nunca ver obstáculos nisso. Se amamos alguém temos antes de mais nada um compromisso de felicidade com nós mesmos, de amar, respeitar, estar presente, ser amigo, companheiro, amante e muito mais. Se deixamos esse compromisso de lado não importam as obrigações, raça ou credo se não formos felizes ao lado de quem mais amamos não importa o contexto. Amar é o maior presente que damos a nós, e se nos privarmos disso o resto não tem valor nenhum.

Muito bonito! Pra ser sincero nunca vi alguém colocar em palavras como dessa maneira. Um romance muito bem produzido, sem dúvida. Gosto desses amores impossíveis, mas gosto mais quando tem um final feliz! Tomara que eu tenha um final feliz com a japonesa, certo? ;)

Tem uma cena muito interessante no filme, quando a Katsumi, a mulher do casal coadjuvante resolve entrar numa cirurgia pra pasmem - ter "olhos ocidentais" para ir com seu amado para os Estados Unidos sem levantar suspeitas. Nessa parte eu dei muita risada, apenas vou usar uma comparação infame pra exemplificar. A garota queria ter olhos de Ayumi Hamasaki, hahaha... Sim, são aqueles olhos operados que acabam com todo o charme das asiáticas e deixam elas nem com cara de ocidentais e nem orientais.



A foto acima é uma screenshot do filme. Medonho, correto? Vi nesses dias que a Ayumi Hamasaki está entre uma das japonesas mais desejadas pelos nipônicos. Pra ser sincero não vejo muita beleza nela não, existem outras muito mais bonitas (resumindo: todas) e embora eu a adore como cantora, acho ela levemente estranha comparando outras nipônicas. Muda muito o cabelo (toda semana um corte/corte diferente), diz ser uma "criança", tem os olhos mais estranhos (note que apenas ela tem os olhos daquela maneira, os "Ayumi Hamasaki's Eyes"), tem seios desproporcionais com o corpo de 1 metro e meio e outras coisitas mas. É bonita isso eu admito, mas de longe não é a mais atraente daquelas bandas. Bonnie Pink por exemplo, tá ficando um pouquinho velha e continua linda como sempre. Ayaka, Yui, Utada Hikaru, que no primeiro álbum nem fazia a sombrancelha e agora está com a beleza oriental natural de sempre, sem retoques, nem plásticas, nem nada. Isso que eu e muitos daqui damos bastante valor, porque eu sou bonitão sem precisar nada (me achando... hahah), e elas nem precisam nem de plástica, nem silicone nem nada pra continuarem sendo bonitas, verdade seja dita. Pelo menos essa é a minha opinião.

Convenhamos também que até hoje muitas japonesas de lá fazem cirurgias pra ter "olhar ocidental", exatamente por esse preconceito bobo que nasce delas. Pra mim o mais lindo das asiáticas são aquele olhar hipnotizante dos olhos puxadinhos, com aquele ar místico, os olhos pretos e bem densos, parecem que atraem a gente pra gente, é quase um transe! Não consigo desviar o olhar dos olhos, verdade. Tento transportar um pouco desse olhar pra algumas pinturas ou artworks que faço, mas é muito complicado... É coisa delas, e ao meu ver, o mais belo delas!

E pra terminar, uma foto da Ayumi Hamasaki antes das plásticas, heuaheua... Fala sério, acho que era sim muito bonitinha, não precisava mudar nadinha. Menos os dentes. Brincadeirinha. =P

domingo, 1 de março de 2009

Corruptio

Uau. Tomara que este país pegue o embalo dos americanos e promova uma verdadeira witchcraft - caça das bruxas - aos políticos e pessoas corruptas. O governo americano está atacando com todas suas forças uma tradição que existe já há séculos na Suíça. O país da cruz, que desde os tempos mais imemoriais serve de seu exército para a Guarda do Vaticano está sofrendo bastante com a quebra de sigilo dos seus bancos, promovida pelo Mr Obama com o objetivo de que qualquer maneira descubra o nome dos cidadãos que não declaram bens ao fisco de lá.

Inclusive os próprios suíços estão bastante apreensivos, pois estão acabando com o único lugar do mundo que além de servir de paraíso fiscal pra todos, estão atacando o capitalismo da região, que como sabemos só subiu exatamente por seus bancos favorecerem tanto pelo sigilo secreto de seus cofres e recursos monetários. A notícia está aqui.

Corruptos só corrompem uma sociedade quando existe impunidade. Caso contrário fica apenas entre eles e entre eles a coisa é posta um fim. É como uma doença que se espalha.

Isso do governo americano é bom. É tão bom que o número de pessoas que eles estão na caça estão inclusive aumentando, e no mundo a justiça pode demorar mas acontece, e também não é nada taciturna. Tomara que a moda pegue, e quem sabe muitos aqui inclusive vão enfim pagar, correto?

Corrupção vem do latim, corruptio, significando deterioração. A corrupção não apenas melhora alguns, mas também deteriora um todo, e isso em todos os campos da vida. Porém numa sociedade ainda onde existe o quesito de "malandragem sagaz" é difícil, senão impossível, de ver exemplos de corrupção que não foram bem sucedidos.

Quer ver um bom exemplo? Digo isso porque a vida inteira só estudei em escolas públicas. Isso porque eu tenho amigos que moram pior que eu e ainda estudaram em escolas particulares - podem até ser porcas, mas havia um investimento que esse eu pegava das tetas do governo. Tá aí uma coisa que nunca devemos negar, as nossas raízes, pois elas moldam e de fato me moldaram muitas das coisas boas e ruins que há hoje. E não tenho vergonha, nem nenhum problema em falar disso. Sou tão capaz quanto muitos que estudaram em escolas de mil reais a mensalidade de fazer qualquer coisa.

Como me falaram que não é tão diferente do estudo público a questão que vou colocar, não vou dizer nada a esse respeito. O fato é que um grande número de pessoas carentes estudam em órgãos públicos, mas por aqui pelo menos enquanto estudei havia uma idéia estranha de que escola é uma espécie de apenas recreação, e que nada lá te ajudaria a ter uma vida melhor. O que te ajudaria seria ser esperto, e não inteligente (embora ser inteligente eu sempre fui, mas esperto eu demorei um bocado a pegar a idéia da coisa... Mas isso são outros quinhentos).

Não são poucos os exemplos. Lembro-me de uma professora que me deu aulas de língua portuguesa na oitava série. Ela conhecia até meu avô, inclusive eles eram bem amigos. Mamãe dizia que eles passavam horas na sala conversando sobre os mais diversos assuntos, e meu avô embora mal soubesse ler e escrever era uma pessoa extremamente sábia (pena que eu era muito moleque, mas acho que adoraria ter um 'cadinho de prosa com ele!). Ela disse que uma vez um aluno, numa daquelas clássicas aulas onde se perguntava "o que você quer ser quando crescer", e ele disse que queria ser bandido, uma coisa infelizmente não tão incomum por essas bandas...

Engraçado que qualquer professor normalmente o censuraria, mas ela disse "Bem, se você acha que vai ter uma vida boa assim nada o impede de ser. Mas você também não pode nunca deixar de procurar uma profissão sem saber o que de fato ela é e como ela funciona, ao dar uma olhadinha melhor você vai ver o que de fato você tá querendo pro seu futuro, e quais são as consequências da sua escolha, inclusive ao decidir ser bandido". Interessante no mínimo, hehe. Em escolas públicas por incrível que pareça foi onde nasceu um preconceito sobre o "estudar, adquirir conhecimento", numa sociedade onde uma grande parcela aprendeu preza a burrice, que é a de menores rendas, a infeliz maioria do país do presidente Lula. Pessoas querem saber de trabalhar - o que é importante, óbvio - mas ninguém tem o interesse de trabalhar e estudar. Uma corrupção da estranha malandragem, que não é de hoje na história do Brasil.

Tava lembrando na época do governo Vargas. Inclusive naquela época existia já o preceito de que brasileiro é um povo que ganha na base da esperteza e malandragem, nunca indo pelo caminho correto das coisas. Que era um povo bem preguiçoso, e na época o próprio Vargas tentou - meio com insucesso é verdade - mudar essa característica do povo daqui lá fora, grande uso da Propaganda Política. A mesma coisa que o Lula anda fazendo hoje em dia com o slogan "O melhor no brasil é o brasileiro", tudo isso para tentar tirar a corrupção que nasce na mente das pessoas, pois uma sociedade participativa não apenas cruza os braços, mas faz acontecer.

E ela não vê limites. A Suécia é um dos grandes países atualmente onde se vê o povo participando ativamente das decisões políticas. Tá, convenhamos que lá só tem gelo e pra eles cidades com 20 mil habitanes é superpopulosa (enquanto aqui 200 mil é o mínimo...) e tem um trânsito muito bom, além de uns 90% da força de trabalho tenha diploma universitário, enquanto aqui apenas 24% das pessoas na faixa etária dos vinte até uns quarenta anos está cursando uma faculdade, enquanto na Europa o índice chega a 87%... Quem sabe um dia veremos um país bananal sem corrupção? Vamos cruzar os dedos pra que a moda pegue.

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