domingo, 29 de março de 2009

Tragédia do amor impossível no meio de balas e fantasias.

O bom da gente viver numa era moderna é que estamos livres pra fazer qualquer coisa e assim, quem sabe, conseguirmos um tanto sucesso. Releituras são válidas também. O que é uma releitura? É você pegar uma obra e manter algumas coisas originais e adaptar tantas outras. Um excelente exemplo na arte são as duas versões do quadro As meninas, a primeira de Diego Velázques e uma segunda de Pablo Picasso.

Porém a releitura que estou falando trata-se de uma obra Shakespeariana, a mais famosa tragédia retratada no mundo, a do romance de Romeu e Julieta, vividos por Leonardo Di Caprio e Claire Danis no filme Romeo+Juliet.

Sim, quem me conhece sabe que eu sou romântico e bobo mesmo, hahah... Mas realmente ousado é a melhor coisa pra definir essa grande obra. Os diálogos originais são mantidos, mas o resto, quanta diferença! As famílias Montéquios e Capuletos são empresários locais, as pessoas ao invéz de usarem as espadas, estão com pistolas (aliás, uma melhor que a outra!) e o baile onde Romeu descobre que a Julieta é uma Capuleto é um baile a fantasia!

Mas lindo mesmo, trágico obviamente. Mas nada seria a história se não fosse trágica no final. Aliás Romeu + Julieta é um daqueles filmes que a gente vê como uma coisa simples que é apaixonar-se as pessoas conseguem exatamente complicar tanto, mas sem essa complicação não existiria a magia da coisa. Não digo apenas no lado dos pais dos protagonistas e a rivalidade da família, mas obstáculos pras pessoas serem felizes sempre são as pessoas que impõe tais coisas como muralhas impenetráveis, que só trazem tristeza e desilusão.

Di Caprio está péssimo em atuação. Como ainda tava começando, ainda tinha muito a crescer ainda, pra chegar ao bom nível de "Prenda-me se for capaz", na minha opinião a sua melhor atuação. Claire Danis (Julieta) deixou a menina com, sei lá.. Um ar muito peculiar! Como o filme manteve os diálogos originais, ficou por ela mostrar aquele olhar de adolescente, sabe? Sei lá, é uma coisa que acho muito única nas mulheres, e nunca vejo em filmes. Mas é único!

Tem um cara do OZ da HBO, hahah... Mas gostei bastante. Tragédias são legais, sabe? Gosto bastante de finais tristes, embora sejam... Tristes! Acho que tou é ficando acostumado com finais tristes na minha vida, hehe... Mas é uma coisa tão sublime, tão única... Que no fim das contas a gente sabe que em algum lugar eles permanecerão juntos para todo o sempre, com o amor puro que um sentia pelo outro.

Ás vezes o sentimento é tão puro que as pessoas nem conseguem ficar juntas, né? Acontece. Enquanto se luta, ainda há esperança, inclusive no amor. =)

(antes que alguém pergunte: isso não é um blog de filmes. Vai procurar o Rubens Edwald Filho!)

1 comentários:

Gabi disse...

Romeu e Julieta é uma dádiva trágica na minha opinão. De um lado a alegria sublime de estar com quem se ama, de outro a tristeza pontiaguda de não poder viver tal amor. É osso e Shakspeare não era um cara muito feliz, acho. Ele escreveu tanta coisa triste...acho que isso é mal de escritor de uma maneira geral, sabe? É como se sofrer trouxesse os sentimentos mais belos do ser humano...mas sei lá...acho que a felicidade, justamente por ser tão rara, traz muito mais sentimentos bonitos. Enfim...tô viajando na maionese com catchup e nem sei porquê. Huahuahuahuahuahuahuahua! Enfim...deixe-me ir indo antes que isso trone-se um monólogo sem sentido. Ah! Eu gosto do Shakspeare. Comprei Hamlet e Macbeth na Bienal do Livro mas ainda não li...preguiça! Huahuahauhauhauahua!
Beijos!

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