segunda-feira, 27 de abril de 2009

Crise, momento para crescer.


Pra começar a semana bem, pro dia nascer feliz, o mundo inteiro acordar e a gente dormir. Tinha um comercial veiculado nas manhãs que me dava muita raiva porque tinha essa música exatamente, pois tinha que acordar cedo todo santo dia e o comercial dizia que o mundo inteiro tava acordando e eles dormindo. Dava vontade de socar a tevê.

Vi na Época uma matéria, mas não li ainda, sobre como momentos de crise balançam com o mundo, e sempre é um momento pra crescer. Óbvio, enquanto está em crise é uma hora péssima, momento deprê onde a gente se suicida ou sei lá o quê. Porém imagine o seguinte: aparece um problema e a gente tem que contornar. Para tanto a gente cria mil maneiras e contorna. Tem que mudar nosso estilo de vida, de consumo, de comportamento pra conseguir seguir na vida.

Todos nós também como seres humanos passamos por momentos de crise. E é quando tudo dá errado no nosso mundo que a gente dá um jeito pra arrumar as coisas e continuar. Caso contrário a gente fica na crise, fica se lamentando e tudo mais. Lembram-se do meu post de revolta sobre as meninas que eu estou interessado e como ainda são fregueses de ex-namorados além de ficarem reclamando pelos lados não fazem absolutamente nada para mudar? Se não leu, veja. Na época foi mais que uma indireta pra uma que eu já desencanei... Vamos dizer que essa agora aqui é a versão 2.0 do texto, que na época, foi escrita com uma profunda raiva e indignação.

Pois é. Quem sou eu pra falar algo? Fiquei com uma vaquinha por nem um mês direito e ela me deu uma bota histórica sumindo do mapa e me deixando deprê. Passou, óbvio, veio a minha crise, mas ela se foi. Porque eu criei jeitos de contornar. Esses dias inclusive vêm sendo bem chatinhos, tem um monte de coisas dando errado na minha vida, é cobrança da sociedade, são as coisas que eu falho, são os "amigos" traidores que me atrapalham na hora de conquistar uma garota, os trabalhos da faculdade, problemas de saúde, enfim.

Realmente, tá uma bosta.
Mas a gente vai contornando os problemas. Senão a gente sempre fica afogado neles.

Sabe, muitas vezes pessoas não saem dos problemas porque não querem. Fiquei depois analizando, e observando essas meninas por exemplo que continuam nesses relacionamentos abertos, tendo encontros, transando com ex-namorados e coisas do tipo. São pessoas inseguras, exatamente como eu era. Sim, é bem seguro e cômodo como foi pra mim ficar investindo numa só, querendo por cima de tudo que aquilo que eu queria com ela fosse de verdade. Era seguro, era alguém que eu já tinha começado um relacionamento, que muitas vezes é difícil sim começar de novo com outra, óvbio, mas ao invéz de eu contornar a crise, eu mergulhei ainda mais. Aí meu banco faliu e vocês sabem o resto da estória.

Mas aí a gente encara o mundo, deixa de lado, e corre atrás do prejuízo um hora, sabe?
Não sou exemplo pra ninguém. E ninguém tem que ouvir um cara que tentou se matar N vezes por motivos estúpidos e até nisso falhou. Blé. Nessa hora, feche essa janela se não quiser tomar uma na fuça.

Mas se você decidiu continuar, valeu. =P
Já alertei as consequências.

E então eu queria negar a realidade por medo de tentar de novo. Sim, sei que eu por essa tolice perdi muitas garotas muito bacanas que passaram pela minha vida, exatamente por essa insegurança, por pensar que ela voltaria. Mas o que já foi, já foi. Uma vez é uma vez. Agora a gente levanta, sacode a poeira e corre atrás do prejuízo. Ou no meu caso, de outra garota.

Tou numa fase de demolir todo o castelo e começar de novo. Tá um saco! Tou tirando manias que tinha que acabavam comigo, voltando e me amar e gostar mais de mim, sabe? O burro de carga já sofreu demais, e tou ficando velho, acho que a vida começa mesmo depois dos quarenta, mas ainda falta um pouquinho. Mas é normal. Foi tolice minha querer continuar o castelo se lá atrás eu tinha errado na construção no começo e sabia disso. Sabia que um dia todos os problemas iriam montar em mim e tudo que fiz ruiria por terra. E ruiu.

Mas as pedras tão por aí. Vamos juntar e começar de novo, devagarinho, pedrinha por pedrinha. Quando estiver na fossa, curta a fossa. Depois eu limpo o choro e começo parte por parte a arrumar as coisas que os outros e eu mesmo acabei ruindo. E bola pra frente. Eu acho.

Créditos da Foto: Powi

domingo, 26 de abril de 2009

Tropa de Elite dos games!

Estou participando de um projeto junto de dois velhos camaradas meus, Gustavo Mancha e Bruno "Freakz" Silva, chamado Faca no Console! que nada mais é que um blog onde a gente fala de games não para o público hardcore, mas pro público em geral tirando sarro, metendo o pau nos games, e falando o que muitos não teriam coragem de falar!

Participava dele da época da Blogger, aí migramos pra um servidor maior e continuo firme e forte lá, na medida do possível. Quem quiser conferir o trabalho, clique no banner acima, ou aqui pra ver os meus posts no blog! Pra ser sincero sinto-me meio perdido no meio de tanta gente que manja tanto, haha. Mal tenho um Wii ou DS pra compartilhar, mas sempre procuro saber e posto lá alguma informação sobre os games, e no meu caso, falando muito da Nintendo, essa empresa com quem eu cresci e que amo!

sábado, 25 de abril de 2009

Se você não pressionar, nada vai mudar.

Ok, tenho escrito muitos devaneios. E embora alguns adorem meus textos, acho que o importante também não é vivermos numa sociedade do entretenimento, mas porque não colocar a reflexão junto do entretenimento, aí estaremos unindo o útil ao agradável. Pra ser sincero acho que as visitas estão aumentando, então acho que tenho mais que o dever de sim, aproveitar que existem pessoas que lêem e fazer valer seus direitos - mesmo eu tendo passado longe da advocacia.

Você lembra quem você votou na eleição passada?

Meio bizarro, mas qualquer pessoa que vai pelo mundo, ao embarcar no país tupiniquim observa como é frágil, nova e boba a democracia no Brasil. Sim, o Brasil teve anos de chumbo da República Velha, tivemos a ditadura fascista de Vargas e a Ditadura Militar de 64 até 85. Observando as pessoas elas são mais conformadas que tudo no mundo, e o pior: culpam a justiça por não ter pego e colocado no xilindró, quando a culpa estão muitas vezes neles mesmos, a population.

Sim, é um outro ponto de vista, então antes de me tacarem pedras, peço que leiam atentamente.

Quando veio a tona o escândalo do mensalão - que pra quem não se lembra era a compra de votos na câmara para apoiar projetos do governo - nosso, por hora estimado, presidente Lula disse a célebre frase: "Mas eu não sabia de nada!", e muita gente caiu. Existiu até uma sombra de Impeachment, mas sumiu tão rápido como pareceu. Talvez até existisse um interesse legal no meio, mas será que o povo queria isso?

Pessoas, enquanto ando na rua, acreditam que se elas elegeram um cara ruim, elas devem aguentar. É um espírito que vem desde a época da ditadura militar, onde os mesmos tinham que aguentar caso contrário você sumia do mapa. A democracia está começando de novo no país, e nem o povo sabe nem de metade dos seus direitos e diria até mais, nem de seus deveres.

Ok, sinceramente não sou um fã da democracia. Antigamente eu era super comunista, mas nos tempos atuais acredito é no anarquismo. Mas o ser humano tem que deixar a caverna ainda para ir pra esse estágio, que pra mim é perfeito até demais pra existir. Pra mim são sempre dois extremos, ou coloca uma ditadura espartana de vez ou um anarquismo, sem governo algum. Democracia como meio termo não acredito, e acho democracia no mundo inteiro como sendo uma das coisas que mais freiam a capacidade da humanidade. Mas freia porque a sociedade é mesquina, inútil, ignóbil e retardada.

Gosto bastante do modelo sueco de Democracia Direta, onde o próprio povo participa das decisões do governo diretamente, inclusive o povo é ouvido de quatro em quatro anos exatamente pois pessoas estavam descrentes dos seus políticos. Lembrando que a Suécia é um país que só tem GELO, e a população do país inteiro é praticamente igual em número de habitantes da cidade de São Paulo (sem Grande São Paulo!). E tem as melhores leis de trânsito também, ao contrário da cidade do prefeito sãopaulino. Vi no CQC e gostei de uma frase de uma senhora: "Entre uma velha puta, eu fico com o jovem viado!". Hahaha... E é sãopaulino! Pelo menos meu time não é conhecido como BAMBI.

Povo brasuca, entendam que democracia não acaba na urna mas nem a pau. Quer um exemplo bacana, ainda mais nos tempos em que temos internet? Organizem com umas pessoas, umas vinte, e combinem de entupir a caixa de mensagens dos vereadores quando quiserem reinvidicar algo. Você tem que fazer seu direito de eleitor e pessoa, afinal eles ganham exatamente para nos servir, afinal eles são os nossos representantes. Tá com problema do córrego aqui perto da favela perto de casa? Entrem no site da câmara dos vereadores da cidade de São Paulo, peguem o e-mail e desçam o couro. E se reclamarem, faça valer seu direito.

Afinal vivemos em uma democracia, e as pessoas não tem que achar que tem que eleger e deixar o cara lá, coçando. Se quiserem ler algumas coisinhas interessantes, acesse o site Voto Consciente, e se informe dessa organização que ajuda a priorizar a democracia frágil tupiniquim.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Da Inteligência


Quando fui para Bienal do Ibirapuera finalzinho do ano passado (e inclusive quase morri naquele tobogã, depois de ter ido a mais uma consulta semanal no médico) uma das obras era um objeto reflexivo sobre a inteligência humana. Sim, era pra eu ficar zanzando, mas não resisti no terceiro andar estar uma obra de Erick Beltrán, chamado El mundo explicado, impressões em Off-set de tamanhos variáveis espalhadas em um setor do andar.

Óbvio, existia sim uma questão do artista em fazer uma relação com a cultura atual onde todos nós temos uma explicação pra tudo. E de fato, existia explicação pra um monte de coisas, saí até meio tonto de lá. É como passear por uma biblioteca com uma síntese de um monte de coisas do mundo. Perdi até a noção do tempo lendo todo aquele imenso conteúdo, e quanto mais eu lia, obviamente mais queria saber.

Gastei mais de uma hora lendo tudo aquilo, e nem passei da metade. O resto da Bienal acabei nem lembrando direito, exceto o tobogã que quase me fez ir dessa pra uma melhor. Sim, eu sou anti-social mesmo e gosto de ir sozinho a esses lugares. Todo mundo fala um monte, haha... Não tenho companhia pra ir a cinema, exposições ou o escambal então como tenho duas pernas e (por enquanto) um pouco de saúde, eu vou à luta.

Tinha uma parte que ele falava como funciona o conhecimento humano. Como aprendemos, da onde vem e tal inteligência que todos dizem que nós temos. Aquilo de fato é uma coisa que me faz refletir até hoje. Vou tentar dar uma síntese daquilo que li adicionando algumas coisas que andei pensando.

Inteligência não é uma exclusividade humana. Adoramos dizer que somos os seres do topo da cadeia alimentar exatamente por pensarmos. Obviamente pensamos muito mais que os outros seres da fauna, mas não acredito que somos os únicos que pensam não. Animais têm inteligência sim, e vou discutir isso aqui.

Esses dias estava ensinando o Betão a deitar no chão. Peguei um doguitos, coloquei na mão fechada e fui apontando pra baixo dizendo pra ele “Betão! Deita, vem, deita!”. Vi isso com o Doutor Pet no blog dele e a participação que ele faz em programas de TV, e resolvi tentar. De primeira, obviamente não foi. Mas devagarzinho o Betão foi associando, entendo que quando eu falo “Betão” eu o chamo, e quando digo “Deita” é pra ele ficar naquela posição.

Inteligência é associação. Se eu entendo que um fósforo ao ser riscado naquela lixa ele pega fogo é porque me ensinaram isso e eu associei isso que atrito causa uma faísca e essa faísca entra em combustão com o material vermelho da ponta do palito. E isso é com todos, mesmo se eu chegar a você e perguntar o que é concreto armado, você associará ou que o concreto tem pistolas ou revólveres, ou associará que é concreto junto de uma armação, em geral aço, onde é usado para sustentar coisas pesadas.

A mesma coisa é o Betão. Ao dizer “deita” ele associa que ele deve abaixar e ficar naquela posição. A mesma coisa é quando alguém fala algo que você desconhece e você não sabe nada, não tem o que associar e se perde. Inteligência, e reflexão é a capacidade de juntar as pecinhas do quebra-cabeça e entender.

Lembro uma vez de ter lido que o ser humano tem tanto conhecimento dentro dele que quando está em um momento de perigo consegue achar uma escapatória, a mesma coisa que associamos ao Buddha antes de alcançar o Nirvana. O conhecimento já estava lá, só precisava ser associado, ligado, unido. De alguma coisa descoberto, mesmo que essa coisa já esteja dentro de você.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Dramalhão asiático.

Atualmente ando vendo algumas novelinhas asiáticas. Hahah... Na verdade estamos numa época de uma realmente bem intensa, não que nunca tenha existido antes, mas agora com a web é bem mais possível e viável tais coisas, entre elas conhecermos e mostrarmos um pouquinho das culturas e fazer um intercâmbio supimpa, bicho.

O legal é que os dramas de lá não tem a duração de um Irmãos Coragem da vida, são coisas realmente bem pequenas, que se vacilar em uma semana você vê. Probleminha, óbvio, é o fato dos mirrors (servidores) estarem lá na ponta-do-pavio, e o streaming (download de dados em tempo real) acaba sendo meio lerdo. Mas quem estiver curioso acho que vale bem a pena. São estorinhas com romances, e em especial bem naquela linguagem meio rebuscada dos anos setenta e oitenta. Só que isso, eles tão vivendo por lá agora.

Uma que estou assistindo na medida do possível é Gong Zhu Xiao Mai, ou Romantic Princess, que é mais do que obviamente voltada a um público mais juvenil, mas é bonitinho. De uma menina que é de uma família humilde e quer ser rica, até que ela descobre que era de uma família rica e encontra sua família verdadeira que a havia abandonado. O resto tem uns romances, e as atrizes obviamente nem são lá o top de linha (o que não é novidade, pois atualmente quase nenhum ator na mídia de fato presta), mas dá pra se divertir, dar umas boas risadas e, óbvio, observar como mandarin é uma língua tão complicadinha que ninguém tem coragem depois de ouvir de dizer que japonês é difícil.

Estou também baixando um filme do boyzinho que as meninas mais suspiram nas terras orientais. O famoso filme do também cantor Chou Jay, "Secret". Parece bacana, baixei antes An empress and the warriors e curti, embora seja meio fraquinho. Porém esse segundo é dos chineses ditatoriais, não dos chineses mestiços da ilha, óvbio! Uma linguagem TOTALMENTE diferente, de fato. Pra quem quiser e ter curiosidade de ver sem precisar baixar, pode ver o acervo do MySoju. Tem até novelinhas koreanas lá, que são excelentes e com belíssimas pessoas, diga-se de passagem.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Maria da Penha neles! ²

Na última quinta-feira quando estava voltando pra casa, desci ali pra pegar a última condução antes de chegar em casa e atravessando a rua vi um homem gesticulando e falando alto na frente de uma mulher com os braços cruzados, cabeça curvada pra esquerda e perninha pra frente. E de fato, tava falando bem alto, e apontando o dedão pra ela.

Não ia fazer nada, mas fiquei de olho. Como tava "só" discutindo (embora discutir daquela maneira acredito ser no mínimo uma violência branca, mas não sei afirmar com certeza afinal não sou advogado) fiquei apenas de olho, e ai dele se agredisse ela, acho que pularia ali na hora e entraria numa briga como há anos não entro. Porém, isso não é bem o foco, já falei bastante acho de violência contra mulher. O que me chamou a atenção foi um gordinho do meu lado, com aquelas roupas da Sun Rocha, tenis da Nike e boné da Oakley. Em qualquer canto de São Paulo isso seria roupa de jovens cosmopolitas, mas aqui a gente sabe que tem que ser um mínimo malandro pra andar com roupas assim. Pobre gosta de marca, e quanto maior for na roupa pra mostrar pra todo mundo que ele pode comprar aquilo, melhor.

Esse carinha chegou num amigo dele, apontou pra mulher e disse: "Cara, se eu fosse ela ia agora pra delegacia da mulher!".

Até eu abri um sorrisinho, na quinta-feira que foi um dia péssimo (na verdade foi um dia excelente porque o Zeo veio pra SP e nós ficamos zanzando na Liba tentando pegar o MSN de um monte de japinhas lindas, hahaha... Na verdade ele que tava era me ajudando mesmo, porque ele já namora uma asiática muito bonita. Mas foi ruim por uma outra coisa meio em off que aconteceu depois...). Digo, enfim as pessoas tão se conscientizando! Pessoas estão entendendo que as mulheres têm sim direitos, e tem que é não ficar calada na frente de homem retardado como os desse tipo.

Por isso, hoje eu aplaudo de pé a importância da Lei Maria da Penha e o quanto que ela tá conseguindo mudar na sociedade. Digo, pessoas tem que entender que se não dá certo entre o casal pega e separa, ponto final. Não tem que ficar aguentando mimimi ou pior, os soc-pum-poff. Tem gente que fala por aí que a lei não anda dando certo, mas tem dado sim. Em 2008 mais do que dobrou o número de denúncias de violência contra a mulher, e as estatísticas ainda falam que a maioria são de mulheres negras entre vinte e quarenta anos que sofrem violência diária (61,5%).

O melhor que não precisa ser a Luana Piovanni, nem Rihanna, nem ninguém pra fazer valer seus direitos. Se até o carinha lá, que eu admito que tenho um mega preconceito exatamente por me parecer sem conteúdo nenhum conseguiu chegar a esse nível de reconhecimento da importância da lei e da denúncia, estamos a um passo de ver essa vergonha acabar de vez e ser banida por aqui.

domingo, 19 de abril de 2009

Sing like no-one's listening.

Essa semana foi muito comentado a performance de Susan Boyle, uma senhora inglesa de 47 anos, desempregada e por conta de um problema de nascença, tem dificuldades de aprendizado. Pra ser sincero, ninguém daria lá muita coisa pela senhora, óbvio. Vestindo um vestido, com dificuldades na fala, de fato, ela deu um show e muita gente, assim como eu, caímos da cadeira, haha...

Até Simon Cowell ficou abismado com o talento da senhorinha. De fato, não combinava muito, mas quem tem talento oras, acho que tá mais que valendo.

Pra ser sincero, acredito que hoje em dia coisas como afinação da voz é uma coisa tão subjetiva que é dificil de definir se é bom ou não. Tem muita gente que diz que pra ser cantor tem que ser afinado, mas o que é de fato ser afinado ninguém explica. Como havia dito em posts antes, quando você tem uma expressão, consegue transportar os clima na cantoria, seja ela com a afinação que existir, mesmo que ela ainda nem exista, acho que é o que tá valendo, isso sim.

Com certeza 98% dos cantores sequer tem noções da cantoria erudita, mas mesmo assim são considerados afinados. Definir afinação acho que ainda é algo que vai demorar a entrar na cabeça das pessoas, inclusive a utilidade nisso. Vantagens óbvias, quem sabe a música também irá se tornar e amadurecer na parte da modernidade como o salto que as artes plásticas deram, há mais de cem anos.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Perfume tingido de paixão.

Vendo paixão em vidrinhos de perfume. Ao abri-los, aproxime seu nariz, mas antes trague o ar em sua volta e encha seus pulmões. Perceba que o ar sem ninguém tem algo nele, pode ser desde o aroma das plantas, a umidade do ar, ou o escapamento de gazes fósseis dos carros.

Repare também que é um ar sem odor, mas seguro. Memorize e depois pegue o vasilhame. Abra-o de uma vez, mas fique com a tampa em mãos para fechá-lo. Aproxime e sinta o cheiro da paixão que aprisionei nesses vidrinhos de perfume.

Primeira coisa que quero que perceba é a sutileza do perfume. Verdadeira paixão não precisa de dinheiro, não precisa de um belo carro, de uma bela aparência. É uma coisa simples e singela, como uma rosa única que damos de presente a alguém. Ao termos apenas uma coisa, uma pessoa especial que nos complete, de alguma forma damos muita atenção a essa pessoa. Observamos cada detalhe, e não sabemos como explicar de onde vem tal sentimento, apenas sabemos e realizamos que este existe.

Mas quando você perceber a existência, cuidado! O perfume que te empresto não deve ser respirado todo de uma só vez. Paixão a gente cultiva todo dia com uma conversa, com um carinho, com risadas, com brigas. Pedirei então que feche o vidrinho e me devolva. Você provavelmente não conseguirá! Porque experimentou o aroma, e perceberá que o mundo racional é muito sem graça em comparação ao líquido e o cheirinho bom que ele exala. Pedirá-me de volta o vidrinho que eu aprisionei a paixão só pra sentir aquele aroma, que ao sentir, a fez viajar por coisas que o mundo chato e sem graça jamais te presenciou.

Vício. Depois de sentir quanto o aroma tingido de amor que guardei, sentir toda a delicadeza e perceber a quantidade de estrelas e cores que isso traz ao seu dia, você viciará. Irá querer sentir a paixão mais e mais vezes, pensará nela ao almoçar, pensará ao sentir um perfume diferente na rua e nessa parte que irei embora com o vidrinho, te deixando só, até o outro dia.

Porém quando você ver o vidrinho de novo tudo no mundo estará em segundo plano! Vai correr atrás, agarrar e abrir com ternura novamente um daqueles vidrinhos e sentirá a paixão dominando sua mente e seu corpo como nunca mais sentiu. Encontrará comigo, um vendedor desses perfumes na rua várias vezes, e sempre que ver aquela caixinha onde guardo, vai procurar pela letra desejada, reconhecerá de longe a cor, e todos os dias provará daquilo.

Até um dia que essa mesma paixão evoluirá.

Um belo dia você reparará que aquele vidrinho é pequeno, meio barrigudinho. Perceberá que a tampa é um pouquinho torta, que o cheiro tem hora que enjoa. O líquido ficará meio espesso, um tanto gelatinoso. De primeira instância você poderá ver uma falta de qualidades, ora! Perceberá que nem tudo é perfeito, e que nem tudo é perfeito como naquela primeira tragada.

Talvez seja esse o segundo momento crucial. Antes de sentir o perfume, você tragou o ar e percebeu. Reparou que o seu desejo é ficar sentindo o cheirinho dos perfumes em que aprisionei a paixão. Espantou o ar, e escolheu o aroma do amor. Idealizou, viu tudo perfeito, tudo um grande mar de rosas. Mas agora viu que é um mar, e de água salgada.

Ao mesmo que viu o mar verdadeiro percebendo que, mesmo com a água salgada, a areia grudando no seu pé, ele tem sua beleza real. E acima de tudo, mesmo depois de ver aquele perfume, perceber que mesmo tendo suas coisas peculiares e observando as suas imperfeições você percebe que é exatamente com aquele aroma de paixão, aquele sentimento nutrido que você não consegue viver sem, que quer por cima de tudo aquele vidrinho tímido que você experimentou ao seu lado sempre, mesmo perdendo muito daquela magia de perfeição.

E isso, meus caros, é quando você perde a paixão e adquire o amor.

Não desista dos seus sentimentos nos primeiros obstáculos. Ninguém é perfeito, menos eu, óbvio (brincadeirinha de leonino), mas o importante é que depois da paixão você consiga exatamente isso: observar as imperfeições e julgar, se é possível viver com elas e ao lado do "perfume" ou não. E tente não desistir nas primeiras tentativas. Você pode não ter uma chance tão interessante quanto essa. Mas se você perceber que são tão diferentes que não pode mais ficar juntos, procure outro deles. Tenho vários, um dia você achará o seu!

Afinal eu tenho muitos vidrinhos que guardam diversos aromas de paixões. Cabe a você escolher se vai adotar um, ou não!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Betão & Bibi

Era uma vez dois au-au's. Um era um burguesinho, foi comprado ainda filhote numa feira de cães ali perto da Washington Luís, um pequeno poodle branquinho, com direito a pedigree e tudo. O outro, era um lhasa apso criado por uma mulher que o deixava em casa numa caixa de papelão tomando chuva, magro e cheio de pulgas, quando queria apenas carinho e atenção.

Diferenças sociais até entre cachorros! Oh deuses do Olimpo, o que a sociedade virou.

Bidu (びづ - Bisu), ou Bibi é um poodle com alguns anos já. Foi criado como um lorde, com direito a mordidas e agressões caso suas solicitações não sejam atendidas. Desde cedo vive debaixo da saia da mamãe, só saindo para fazer xixi - mesmo sendo um macho, ele não levanta a perninha. Se fosse um homem, faria xixi sentado. Nada contra quem faz xixi sentado, eu mesmo quando tou morrendo de sono sento no trono de manhã e tiro um cochilo rápido enquanto faço o nº 1. Aprendi isso com meu avô, italiano machão e palmeirense que mata cobra no braço no interior. O cãozinho vive cheiroso, é virgem e só tem um testículo.

Já Betão (ベとん - Beaton) é um negão criado na rua. Maloqueiro como ele ninguém nunca viu, é o classe média da casa. Digo isso porque ele tem passe livre pra entrar e sair de casa. Só de olhar pra ele o bobão já balança o rabo e começa a latir, imagina quando a gente chama ele, falta só pular em cima da gente. A dona dele não era das melhores, infelizmente trabalhava muito e ninguém ficava em casa pra dar atenção pro coitado, e isso resultava em ele pular na casa da minha avó querendo carinho, mas como minha avó não gosta de animais sempre dava umas bofetadas nele. Até que um belo dia nós cansados de ver isso pedimos a sua dona para adotá-lo, e ela nos deu.

Dois cães com origens e histórias de vida diferentes. Temperamentos totalmente distintos. O Bidu vive me mordendo, mas por incrível que pareça ele não sabe morder! Ele dá um beliscão forte, depois fica se lambendo porque não conseguiu morder direito. Já o Betão, uma vez quando a cachorra da casa tava no cio, quando eu tentei separar pra prender a vadia, ele sempre chegava perto de mim e nunca mordia. Mostrava os dentes e tudo, mas nunca encostou um dente. Quando ele tá limpinho a gente fica brincando de mordidinhas, ele me morde de brincadeira e eu também nele, hahaha...

Sim, sou retardado mesmo, só um cara bem louco pra morder um cachorro. Mas não gosto de falar que sou louco não, só não tenho vergonha de ser feliz nessa vida, hahaha... Não tenho muito tempo mesmo ainda pela frente pra viver, enfim. Tem que aproveitar!

E essa é uma homenagem a esses dois que são tão diferentes, mas não vivo sem! Arte by eu também. Acima o Betão, embaixo o Bibi. Sim, é um Lhasa Apso meio preto e branco! Me falaram que é muito raro.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Faça bolas de sabão.

A vista nem era tão boa. Mas ventava bem forte. Lá estava eu, prostrado em frente ao prédio, olhando o movimento das pessoas. Morro de medo de altura, mas gosto de ver as pessoas lá de cima. Vendo lá de cima todos parecem uns robôzinhos, indo a compromissos, andando, vivendo suas vidas. Tudo estava realmente bem calmo, até ela aparecer lá, subindo as escadas lentamente.

Estava vestindo um vestido meio rosa, numa mão um copo com água e detergente, no outro, um ferro retorcido pra fazer bolas de sabão. Estava lá, brincando e olhando pra mim. Percebi, mas meio que fingi não vê-la. Continuava aquele mesmo misto de mulher e menina, a mesma amiga de sempre. Boa e velha amiga. Amigo mesmo é aquele que mesmo depois de um tempão você sabe que pode contar com ele, o tempo é o maior juíz de quanto a amizade perpetuará.

"Achei você! Tentou de novo, mas nem conseguiu..."

Dei um risinho na hora. O braço tava bem dolorido dado as marcas dos cortes. No pulso nem dava pra ver nada demais. Virei num impulso só e comecei a olhar pro céu.

"É... Acho que não foi dessa vez mesmo! Haha... Acho que o próprio cara lá de baixo não deve gostar muito de me ver." Respondi a pergunta dela.

Comecei a ver várias bolas de sabão voando, sendo carregadas pela brisa que tomou o lugar da ventania de antes. Elas dançavam no ar, pareciam ter vida. Via nelas o reflexo, a luz distorcida, as cores do arco-íris até tocarem em alguma coisa e explodirem. Ao menos tempo vinham outras, e mais outras. Bolas de sabão, pra espantar a solidão, não volte os olhos para o chão. Porque elas voam, e tudo que voa significa o aéreo, o imaginário, o sonho. A liberdade.

"Mas consegui tirar boas lições. Quando estive perto da morte acho que devo ter encontrado com Deus, sabe? Não sei, ele deve me odiar, cometi os piores do pecado. Era um ser bem maior que esse da bíblia, que mais parece um cara que fica espionando pra ver o que você faz de errado, sabe?", e era exatamente o que eu estava dizendo, até uma bolha bater bem no olho. Como reação instantânea fechei os olhos e levei minhas mãos para esfregar. Quando recobrei o olhar, ela tava ali na minha frente, sentada num banco.

"Um ser maior? Não entendi. Ou melhor, acho que até entendi. Algo que vai além, não maior em tamanho, certo?", ela disse com aquele jeitinho de criança e adulta.

"Isso. Mas nem precisou falar nada pra eu entender tudo, sabe? Nunca perder a vida vai trazer a solução pros problemas. A gente só pode solucionar os problemas se a gente estiver bem vivo pra poder arrumar tudo de errado que fizemos."

Estava mais aérea que o normal. O vento batia bem forte, e ela teimava em segurar o vestido pra ele não subir. Também pudera, aquela roupa não cabia mais no corpo adulto que tinha.

"Acho que, se estamos vivos é porque ainda temos a esperança de arrumar tudinho. Quando nasci, tive problemas sérios, fiquei um tempo sem o líquido da bolsa e muitos médicos pensavam que eu fosse morrer. Quando era moleque me afoguei, desde então ganhei um mega trauma de água, mas não sei como de alguma forma consegui pedir por ajuda. E mesmo quando a escolha foi minha de acabar com tudo, eu sempre tava lá, era duro na queda mesmo."

Mas não tem problema que você não possa resolver. E a vida sempre lhe reservará coisas boas, coisas ruins, mas independente disso você tem que estar sim preparado para o fim, e nele talvez você possa até escolher. Outra lição é que os seres humanos podem perder absolutamente tudo, mas e a esperança? Ela sem dúvida é a última que morre. Acho que foi isso que papai-do-céu quis dizer pra mim, hahah... Tentar, lutar e se não der... Tenta de novo! Antes falhar do que desistir, mas se persistir tem muito mais chances de ganhar do que perder.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Claro que tem que cuidar da imagem!

Recentemente passou no CQC uma entrevista conjunta com o prefeito de São Paulo, Gilberto (Geraldo) Kassab e o prefeito do Rio, Eduardo Paes. Sabe, São Paulo enfim tem um prefeito com a cara que o Brasil inteiro pensa que temos: de pessoas frias, nerds e entediantes.

Não gosto do Kassab. A começar porque ele é bambi, torcedor do São Paulo. Eu tenho uma séria teoria, que o time do São Paulo só atrai dois tipos de pessoas: bambis e mulheres. Sério, 90% das mulheres que conheço torcem pro São Paulo, e depois quando nós, corintianos, palmeirenses e santistas falamos e expomos esses fatos eles nunca assumem. Já assumimos que corintiano é tudo favelado, bandido ou maloqueiro (ou os três!), agora é a vez dos sãopaulinos assumirem suas respectivas opções sexuais, hahaha...

O prefeito de São Paulo é uma pessoa de discursos feitos. É quase um Roberto Justus quando começou a carreira. Sabe jogar a culpa nos outros como ninguém, e adora, realmente adora falar a palavra "parceria". É parceria com iniciativa privada, parceria com o governo do estado, parceria com a padaria do Zeca Padeiro, enfim. Não tem naturalidade pra falar, não tem carisma, talvez por isso que uma porcentagem mínima dos habitantes da cidade sabiam que ele era prefeito antes da sua campanha.

A foto no fim do post é de uma "Malhação do Judas" que houve em São Paulo com, pasme, figuras de políticos brasucas. Entre eles, a foto do nosso tenso prefeito.

Um Pitta da vida ele não é, de fato. Fez pelo menos o Hospital do M'Boi Mirim aqui perto de casa, mas lhe falta carisma e desenvoltura ao falar. É o nerd que subiu na vida com inteligência, e não com os contatos ou uma mulher bonita. Seria um ótimo chanceller, empresário ou obviamente engenheiro, mas entrou pra política e é preciso muito mais que apenas trabalhar. Ele tem que refletir a imagem da cidade, assim como o presidente faz a divulgação daqui lá fora. Coitado é apenas uma pecinha de manipuladores maiores. Maluf embora seja o que é, mas tem carisma, desenvoltura e fala muitíssimo bem em entrevistas ou em público, isso ninguém nega. Agora o resto todo mundo já sabe da sua infeliz competência, haha.

E aí sai uma imagem péssima, que até o prefeito da cidade se engessou ao meio do cimento e aço da selva de pedra. Até nós, paulistanos que rivalizamos os cariocas ficamos com vontade de termos um prefeito boa pinta como o Paes (se bem que eu ainda sou mais o Gabeira).

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Esconde-esconde.

Ás vezes o bom de vivermos numa sociedade onde a informação é tão, mas realmente tão difundida como é atualmente que dificilmente coisas escapam, e é mais complicado de existir "censura". Sempre de alguma forma algo escapa, seja a foto do Kim Jong Il parecendo o Puro Osso, ou então verdades meio obscuras sobre governos ditatoriais.

E não é apenas a Operação Satiagraha, óbvio.

Já é meio velho, mas esse é um dos mais leves que achei sobre o ataque do exercito da República Popular da China contra os tibetanos, inclusive aqueles ocorridos em especial pouco antes dos jogos Olímpicos do ano passado. Não estou sendo juíz, tampouco julgando ninguém. Se aquele país funciona assim, que seja assim. É mais ou menos como o Brasil, onde teve República de Ferro, Ditadura Fascista, Ditadura Militar e hoje temos o Sarney e o Collor tentando voltar, hahaha...

Muitas pessoas nem sequer ligam pra política, embora existam aqueles que participam, que procuram saber em quem votar, afinal isso é bem que um direito nosso. Só ficamos na tríade de PSDB, PMDB e PT porque não procuramos saber dos outros. Pode tar o mundo eclodindo e o povo nem liga tanto.

Óbvio que os chineses nem devem saber da metade. Ainda mais com todos os asiáticos morrendo de medo deles, tanto quanto a Koreia do Norte. Mas vale destacar que numa sociedade onde podemos ter câmeras digitais que cabem no bolso e tiram milhares de fotos, celulares que registram a qualquer momento qualquer coisa e locais de fácil acesso para propagar essas informações, é difícil nesse mundo de fato haver tanta repressão. Um bom exemplo é este blog que me passaram entre muitos, com uma postagem de mais de duzentos comentários com fotos fortes sobre a repressão "zhonghuaense" aos tibetanos.

O que existe, é óbvio, eliminar meios. Mas eliminar todos os meios é realmente muito complicado. Por isso ainda acho que os jornalistas ficam tanto tempo metralhando que querem liberdade e todo aquele mimimi, que acho que eles não percebem que o problema é que o próprio povo não tem tanto interesse em saber o que acontece a sua volta.

Pessoas usam internet como diversão, pra orkut, pra jogar GTA nas Lan Houses ou chats no MSN. Uma olhada rápida no Google News não machuca ninguém.

Mas mudar isso, meninada, só vem com educação pro povão mesmo.

domingo, 12 de abril de 2009

Pouquinho de gula.

Ganhei de páscoa o ovo trufado da Cacau-show, com maracujá e chocolate ao leite. Animal, heim? E nem é tão caro como os da Kopenhagen, e valem bem a pena. Eu que não sou fã de chocolate, nem de doce, mas já comi metade inteirinha, estou indo pra segunda metade.

Ficou bom. Gosto dessa competição empresarial. Ovos de Páscoa caseiros, trufados inclusive, é uma coisa relativamente bem velha, mas não tinha visto antes uma industria fabricando em larga escala os trufados. Diz aí, Cacau show dominou o Natal com seus Panettones (que aliás morri de vontade querendo comer, e nem acabei experimentando!) e agora dominou a Páscoa com ovos trufados - coisa que víamos apenas entre as produções caseiras. Tomara que Lacta, Garoto e Nestlé aprendam, e quem sabe ano que vem lançam uns trufados pra pessoas como eu, que não suportam o gosto de chocolate puro, e prefere um gostinho no meio. Afinal só aquela coisa marrom sem graça não dá, tem que ter alguma coisa no meio!

Menos se for chocolate branco, óbvio. Aí pode mandar toneladas que eu como purinho mesmo. Se for igual Galak então, daquele bem seco mesmo e bem doce, vish... Faço estrago.

Esses dias tava zanzando pela cidade depois de levar alguns foras fenomenais de garotas que queria sair no sábado mas acabou não rolando, e fui numa loja da Kopenhagen. Primeiro fiquei pasmo com a quantidade de asiáticos que tinha lá, meu Deus... Eram velhos, crianças, mulheres, uau. E resolvi experimentar a tal da Nhá Benta, hehe.

Se eu disse que não gostei tanto, alguém vai me bater? Hum.. Então não falo! Mas não gostei mesmo muito não. É muito forte o chocolate, e aromatizado demais. Mas o Marshmallow, meu Deus! Aquilo é o licor dos deuses, sem dúvida. Macio, úmido, com uma textura que derrete sozinho na boca e um leve gostinho de manteiga. Tinha uma hora quando tava acabando o bombom que eu tava separando a casca de chocolate só pra comer aquele recheio puro, realmente uma coisa muito boa.

Um veneno branquinho. Mas se for com isso, prefiro ser envenenado, haha...

Não sou uma pessoa levada por preço não. Tem muita coisa baratinha que eu não troco por nada, entre eles os chocolates da Pan, em especial o guardachuvinha. É o único chocolate que eu admito comer sem fazer cara feia, haha... Se fosse dez reais cada um acho que mesmo assim eu pagaria só pra sentir aquele sabor único deles. Tem muita gente que é levada por preços altos pensando que vem coisa boa - ás vezes é até verdade, mas isso não é regra. Eu experimento, se gostar, nem ligo pro preço não porque isso influencia. E muito.

Ainda no campo da gula, há exatamente uma semana eu exagerei um bocado na comida. Além de ter tomado um café bacana (uns dois pães com presunto e refrigerante), ainda comi um salgado e saímos pra comer fora. Não resisti e pedi uma travessa de torresmo - um vício que a doutora sempre manda eu manerar muito, senão não chego aos quarenta, haha - mais outra de bife acebolado. Depois pedi o prato principal, costelas de cordeiro, com batata com um nome engraçado, uma travessa de arroz supimpa isso sem contar a bebida (sem alcool, só no suco ou refrigerante!). Depois ainda comi uma banana split e um quindim.

Normalmente eu não passo mal. Na verdade eu quase nunca passo mal com comida (não com quantidade, mas sim quando misturo algo que não cai bem, como manjar de côco com feijoada), mas a quantidade de comida é proporcional ao tempo de sono que eu preciso para uma sesta depois. Resultado? Dormi umas três horas, e acordei ainda sem fome!

Mas pra quem dorme normalmente uns dez minutinhos, ficar umas três horas apagado, bem... De fato, me senti cheio de comida como nunca sentia há décadas.

Uma páscoa farta pra todos. ^^
Nessa época do ano normalmente eu passo meio de jejum, haha...

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Coisas que ficam na memória.


Finalmente, era pra sair no dia primeiro de Abril, mas era o da mentira (haaaa!). Em homenagem a este que é tão velho quanto o Mickey Mouse, e fez parte da infância de muita, mas muita gente, e inclusive a minha.

Tintin teve sua primeira aparição em 1929, criado pelo cartunista Hergé. Tintin é um jovem reporter belga, com seu cachorrinho Milou (Snowy nos países de língua inglesa) e mais tarde divide a cena com Capitão Haddock, Professor Girassol (Professor Calculus) e a dupla de gêmeos detetives Dupont e Dupond (Thomson & Thompson).

Tintin já foi a União Soviética, Tibete, Brasil e até a Lua!

Suas aventuras foram publicadas em mais de cinquenta linguas e venderam mais de 200 milhões de cópias. E suas aventuras são repletas de suspense, coisas paranormais e ficção científica. Teve uma versão animada também, que até hoje passa na TV Cultura ou na HBO Family.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Ame, do mesmo jeito que dança.

Amar é como respirar. É uma coisa que vem nos nossos genes. Talvez até existam aquelas teorias infundáveis sobre nós sempre procurarmos uma parceira, mas convenhamos: por mais frio ou calculista que você seja, em algum ponto na vida teve alguém que fazia seu coração bater mais freneticamente. Não é uma necessidade, como disse, é algo que precisamos pra viver tanto quanto respirar. Nem que seja apenas uma vez, seja com dez anos quando seus pais diziam que você não sabe o que é amor, ou então aos mais de sessenta quando você imaginava não mais encontrar ninguém.

Estava ouvindo uma composição meio rara de Edvard Grieg, chamada I love you. Pra ser sincero não conheço. Aliás, nem gosto de ficar sabendo tanto de estórias por detrás de histórias. Tira ás vezes um pouco da magia das coisas.

Feche os olhos e seja embalado pela música, magnífico. Não me venha dizer que isso são palavras de velho senil que fica sentado na poltrona com a vitrola rodando antigos LPs. Música é uma coisa tão única, que pra mim só perde para as artes plásticas e arquitetura.

Sinto uma verdadeira dança. Primeiro sons leves, depois sons graves. Podem ser até conflitantes, mas eles andam magicamente juntos, compõe e pra nós é deixado esse som. Vemos indo até lá em cima, descendo, mas sempre na mesma calmaria de sempre. Amor, como aquela coisa que nós deixamos nos levar, e sabemos que mesmo que isso aconteça irá trazer de alguma forma uma sensação de prazer pra nós, independente de terminar bem ou não. Algo que preencha nossas almas. Uma síntese do caos e da paz, um vício que nos livra das dores do mundo, e por aquele ínfimo momento nos faz crer que exista algo melhor. Algo melhor e maior que vai além de tudo isso.

Temos que amar do jeito que dançamos.

Pessoas dizem que o homem conduz, uma lenda. Estaria então nós homens como seres responsáveis pela felicidade de ambos? Dançar não precisa que ninguém tenha o comando, mas é muito mais uma questão de harmonia do que subordinação. É a questão do homem ter ao mesmo tempo a leveza e a firmeza, e a mulher harmonia e confiança. Ambos se misturam, e nunca uma dança é feita apenas pelo homem.

Homem é sempre aquele que muitas vezes é um observador, onde sempre na valsa a mulher com toda sua majestade é a que mais prende a atenção. O homem é o protetor, que tem nas mãos um ser de porcelana, uma amada que pra ele tem a delicadeza de uma flor, logo seu anseio é tratá-la e cortejá-la de tal forma pelo salão que todos de alguma forma vejam toda a graça daquela que está não na sua frente, tão pouco atrás, mas ao seu lado. Mostrar ao mundo que aquela é sua escolhida, a sua parceira de dança, assim como parceira no amor.

Mulher por sua vez confia no homem, aceita-o como uma espécie de guia, que a leve por locais onde ela possa girar e encantar a todos. Com ela fica toda a questão do movimento, da coreografia, da verdadeira beleza e singularidade da dança. Carrega a pureza nos movimentos e a expressão através do corpo. Caminha entre giros, encantando a todos. Olha pro seu amado protegendo suas costas, assim como é protegida. Seus olhos, normalmente mais baixos que o homem fazem a tarefa das mais complicadas, confiança nos atos do parceiro, mostra sua majestade.

Como sons graves e acordes agudos são tão explendorizamente expressados? Dance!

Dança como harmonia. Harmonia essa, presente no amor. Dance a dois, e deixem juntos serem enviados às profundezas da alma humana. Imagem: Quadro de Pierre Auguste Renoir, na minha opinião maior gênio do Impressionismo, na tela entitulada Baile em Bougival.

sábado, 4 de abril de 2009

Caccia la bellezza


Beleza é um retrato que guardamos em nossos corações. Preste atenção nas coisas belas, sejam elas simples ou complexas. Busque na sua memória e fixe ela de um jeito lá. Pode passar anos, podem passar décadas, gerações, mas quando somos tocados por algo que é belo, essa coisa fica escrita em nós.

Uma vez vi o sol nascendo numa terra bem longe daqui. Ainda acho que esse é um dos maiores espetáculos da Terra, e não precisa ir nem muito longe, mas aquela aurora foi bem especial. O dia nasce de aquarela que Deus em forma de criança brinca no céu. Pinga tinta e mistura. Um pingo branco de tinta cai, uma mistura de tonalidades que nenhuma câmera humana pode captar. Pingo de tinta que cai, e mistura... Nossos olhos são as lentes.

Começa lá longe, bem escurinho. Devagar um azul claro vai aparecendo, você só vê o desenho das coisas, dos prédios, da selva de pedra. As nuvens parecem algodão doce colorido, tingidas de violeta e laranja. Nossa estrela-mor vai subindo lá longe, e aquela sua cor amarela vai de encontro com o azul. É nessa hora que a gente tira os óculos e contempla: não vai durar nem poucos minutos, mas é o bastante pra nos tocar, e ficar pra sempre memorizado no nosso coração. Aquele gradiente que nenhum software é capaz de produzir, perfeita harmonia entre o laranja e azul, a estranha cor que nasce delas, tão diferentes, complementares, que apenas o espetáculo da manhã é capaz de produzir.

A verdadeira beleza é algo tão grandioso que é impossível destruí-la. Você pode estar nas trincheiras longe de casa, ou ainda na vida mais miserável, mas é aquele ar puro e gelado das manhãs que a gente traga que nos dá vontade de seguir em frente. Que nos desperta. Que nos vicia, tanto quanto a mais poderosa droga.

Somos pessoas materialistas que julgamos primeiro uma embalagem sem ver o conteúdo. Vemos uma embalagem tetra-pak de um suco bonito e aquilo nos atrai, e inclusive o próprio líquido - que é o conteúdo, o cerne, o que nos move a comprar acaba tendo até um gostinho diferente. Temos que cuidar sim da nossa embalagem, mas nunca podemos dispensar um bom conteúdo. A primeira é opcional, a segunda é essencial. Aquela embalagem vai pro saco, vai pro lixo, vai ser incinerado. Mas o gosto gelado do suco que você bebeu, ah, isso vai ficar. E toda hora que você estiver sob o sol de trinta e tantos graus vai se lembrar daquilo, e vai ver que mesmo que aquilo estivesse numa garrafa sem cor, valeria pelo seu conteúdo.

A aurora não é bonita apenas esteticamente. A aurora traz consigo coisas que vão muito além da brincadeiras de cores pela manhã. A neblina, com aquele aroma de ar puro, o ventinho gelado, e aquele silêncio são coisas que atingem, formando a melhor das óperas. Ópera é uma das artes das artes, junto da arquitetura. Une atuação (o surgimento do Sol), une música (o silêncio calmante e o bem-te-vi ao fundo) e emoção. Porém, sempre acabo dormindo ao assistir uma.

Senhores, quando serem tocados pela beleza, não se preocupe em tirar uma foto. Infelizmente não tenho sequer uma foto dela, e ela já foi-se embora há muitas primaveras. Mas desde então tento de alguma forma retratar, retratar aquele toque de beleza que senti nos poucos e raros atos, que embora fulgazes, foram de infinita maestria.

Duas grandes lentes, o coração como filme e a lápis e papel como impressora. Verdade, não parece. Nunca parecerá talvez com ela real, afinal já tem tantas décadas que sequer lembro direito seu rosto, porém eu sinto seu rosto, e esse sentimento é o que transmito com os traços. Se um dia forem tocados pela beleza, seja ela qual for, fotografe e guarde consigo na memória. Não é preciso muito pra se adquirir beleza, mas é necessário grande maestria pra transmitir a beleza. E um passo inicial é você ser belo. E para ser belo, você deve entrar em contato e ter a verdadeira beleza dentro de você mesmo.

Beleza não é coisa de rico, de bons cosméticos, ou de neuras alimentares. É transmissão, é apenas o fato de sentir-se belo e essa mesma beleza todos verem. Felicidade!

Quem conseguirá retratar a felicidade, aquela hora em que estamos pulando de alegria, conseguirá facilmente compreender o que se trata de beleza.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Reflexão, indo ao interior das almas.

Budismo é uma filosofia que sigo bastante. Claro, budismo é como igrejas protestantes: em todo lugar tem uma com credo diferente, em especial lá na Ásia. Mas dou preferência não a interpretação, mas à mais recorrente interpretação. Algo como: Eu sou o fodão e minha palavra já vale como lei (até parece... =P). Seria o mesmo que dizer que Universal, ou a Renascer são seitas "diferentes", da fé exatamente igual (crença em Deus e Jesus Cristo como Messias), onde a única real diferença é que na segunda o teto dos "templos-galpões" costumam cair, e a primeira não.

É como sushi. Quem já foi no Japão sabe, comer em Sapporo é uma coisa, já o sushi de Osaka é outra coisa totalmente diferente. Já aqui a gente tem só praticamente um único estilo mesmo, e tirando que aqui é mais salgadinho os peixes, é tudo igual e ao mesmo tempo diferente. Tirando o humor negro de lado, vamos lá.

Quando fala na doutrina do mousier Siddartha Gautama muitos já vêm na mente que budismo é uma espécie de arte da meditação. Meditação além de ser uma das práticas mais milenares do ser humano, já foi provado que quando ele se isola, consegue achar respostas para questionamentos. Pense como no sono: quando a gente dorme com um problema insolúvel na cabeça, e ao acordar, pimba! Já sabemos como resolver, pois sem querer ficamos refletindo sobre aquilo a noite toda.

Diferentemente do que todos falam, budismo não é uma filosofia da meditação, e sim, da reflexão. Não adianta nada você ficar em posição de lótus com os olhos fechados se nada daquilo te fizer sentido. Deve-se aproveitar o momento de calmaria para pensar - e refletir para achar respostas às indagações. Ou não! As respostas já estão dentro de nós, o único fator é que devemos estar em contato conosco para achá-las.

Foi assim que o primeiro Buddha achou as respostas, em especial para o questionamento da sua vida: "Porque pessoas tem tanto sofrimento? E como combater isso?". É um dos fundamentos da filosofia é exatamente a compreensão do sofrimento. Veja bem:

Digamos que eu sou gordo. Ok, ando um pouquinho acima do peso, mas é muito porque tenho o intestino preso (também, eu como igual a um cavalo... Não tem intestino que aguente). Se eu sou criança, já sabe: Vou sofrer de bullying por ser chamado de baleia, nhonho, garoto de tetas, bunda oval, entre outros. Nada que não tenha sido verdade, certo? Por isso que normalmente quando tenho meus picos de depressão eu emagreço até ficar o osso. u_u

E outras coisas, como as menininhas nunca olharem pra você, ninguém nunca ser interessado em você, e como eu sempre ser uma criança mergulhada em livros era mais do que usado por "amigos" para passar cola nas provas, e se não passasse, bem... Já foi, hoje estou bonito e gostoso e magro. ;D

Refletir e entender esse sofrimento. Se nós conseguimos entender a causa, nós podemos eliminar essa causa, que são razões conflitantes entre emoção e carma. A eliminação poderia não ser "matar todos e penduras suas cabeças nos postes pra que ninguém faça isso", mas sim aprender a conviver, emagrecer, melhorar a alto-estima, amadurecer, enfim. São coisas que vem da reflexão mesmo, por exemplo.

Quando estamos diante de um problema, a gente não tem que se desesperar, começar a chorar, ou ir pro colinho da mamãe. Encarar o problema com calma, observar, refletir e achar uma solução. E mesmo que consiga a tal da solução não tem que ir achando nada sem nunca tentar, certo? Se ao menos tentar, já passou da metade do caminho pro sucesso.

Não sou muito de ir ao cerne das coisas. Depende muito também o que você classifica do "cerne do budismo", embora esses dois princípios já sejam mais que suficientes para entendimento do conceito por detrás dessa, que só perde pro cristianismo em número de seguidores. Tentei ser o mais conceitual possível, hehe...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Preconceito e o freio da raça humana.

Preconceito é uma coisa que atrasa muito a raça humana. Digo, pessoas tem tanta capacidade e são freadas de uma forma tão brusca, certo? Deprimente, verdade. Não sei, acho que grande parte do preconceito nasce dentro de nós, e não exista talvez tanta parcela do preconceito vindo de outros.

Acredito que muitos preconceitos existem quando nós aceitamos. Já sofri inúmeros. Alguns bem bizarros por sinal. Um que eu sofri uma vez era do povo pensar que por eu ser simpático e brincalhão eu sou burro ao mesmo tempo. Um deles inclusive pagou bem caro por isso, verdade seja dita, e até hoje essa pessoa nem tem coragem de olhar pra minha cara. Nunca aceitei, aliás não aceito nunca ser chamado de burro. Não sou uma pessoa inteligente, pra ser sincero até o mais sábio dos sábios apreende dia-a-dia num processo interminável. E grande parte disso tem a ver com a cultura oriental, por exemplo, com pessoas praticantes de artes marciais por exemplo que passam a vida inteira treinando e aprimorando. Sei que tenho muitas coisas pra aprender, mas sempre ao ser chamado de burro eu mostro isso, o que tenho é grande vontade, e isso é bem mais importante de quem somente tende a receber o mesmos conhecimentos. Se não sei de uma coisa, de um determino assunto, procuro aprender sobre, quebrar barreiras e preconceitos. Depois que a gente conhece, isso só vai trazendo vantagens. Por isso nunca tenham vergonha de dizer "Não sei, não conheço", ou "Você poderia me explicar isso?". Vivemos pra aceitar nossas limitações e aprender todo dia uma coisa, não esqueçam.

Já sofri até racial, hahah... Quantas e quantas asiáticas não queriam nada comigo exatamente por eu não ser oriental? Outros mais bizarros ainda é de falarem que não tenho descendência italiana, pelo cabelo preto e olhos pretos. Pra esse a resposta na ponta da língua é que minha ascendência é de italianos da Sicília, os italianos de cabelos-pretos mesmo, não os riquinhos italianos do norte louros de olhos verdes. Agora pras asiáticas, bem... A resposta sempre na ponta da língua é: Que sentimentos não escolhem raça, não escolhem credos, nem beleza exterior e nem nada do tipo. Se rola alguma química, ninguém quer saber se o cara é de um jeito ou de outro. Se você escolhe alguém pela cor da pele ou tipo de olhos, sinto muito, mas pessoas fechadas só tendem a perder mesmo em suas visões de mundo. Afinal, pra que pensar em casamento se quer apenas namorar, certo?

É bem pensamento de velho divorciado/viúvo mesmo... Pra que pensar em casamento, vamos curtir! Vamos ser felizes, vamos amar, desamar, beijar na boca, acordar tarde, assistir o corujão, hahaha... Vamos namorar, ser fiel, ser felizes², compartilharmos coisas, conversarmos, sermos amigos e... Sermos felizes³!

Igual a gostos musicais. Nossa, como quebro o pau. Antes de qualquer coisa: não sou nem nacionalista, nem americanista. Muito pelo contrário, sou apaixonado por todas as culturas, inclusive a brasileira, japonesa, americana, chinesa, africana, inglesa, italiana, vish... Sou apaixonado pelo mundo, pelas sensações, pelas culturas. Sou o cara que é apaixonado por Bossa Nova, e ao mesmo tempo adora uma Janis Joplin, um Beatles, tinha umas músicas árabes do caraio aqui no meu PC que uma amiga tinha me passado anos atrás, é simplesmente mágico o som deles. Indiano tá modinha por causa da novela, mas uso as músicas pra estudar outras coisas. Poxa, até música africana cara, que deixa o Olodum ficar parecendo tamborzinho de bateria desafinado, batidas muito fortes e frenéticas e vozes sem igual. Sou um cara aberto a tendências, já passei da fase adolescente onde a gente pensa que rock ou metal é tudo da vida. E pra esses preconceituosos eu até admito, na minha opinião são um bando de infantis mesmo, mas quem disse que o rock latino de Maná não podem se misturar com um forró universitário? Trocar figurinhas é fundamental, e numa sociedade tão musical como é a de hoje, ainda acho que pessoas que se isolam só nas músicas americanizadas e não descobrem as maravilhas do mundo, não apenas no Brasil, porque odeio também os que pensam que música brasileira é tudo no mundo, assim como odeio os que só ouvem músicas americanas por ódio daqui. Respeito a música tupiniquim tanto quanto respeito rock americano, canções árabes, shamisens japoneses e troika russa.

Ouvem um movimento que lutava radicalmente contra a caretice, e são tão caretas quanto os que eles lutavam contra. E ainda se dizem "roqueiros", blé. Sociedade vive de hipocrisia, mas nada que um pouco de maturidade não melhore a cabeça desses jovens.

Não tenho vergonha de ser eu mesmo não, viu. Pra quem não era pra tar aqui vivo há muito tempo, acho que o que vier é lucro! A gente tem que ser feliz, fazer o que der na telha, ouvir o que gostar, gostar de quem querer, e assim por diante. Viver poderia ser uma coisa tão simples, mas tão simples, mas pessoas complicam tanto. Criam preconceitos e elas mesmos são preconceituosas com elas mesmas. Se tivesse preconceito de mim mesmo jamais diria que moro nos bairros mais violentos de São Paulo, que nunca namorei de facto (mas não por vontade. Quem me conhece sabe dos meus romances e a incrível capacidade que tenho de atrair mulheres que não prestam) e outras coisitas más que não cabem falar aqui.

Não deixem o preconceito nascer em vocês, pessoal. Você pode sofrer um preconceito, mas é escolha sua decidir se vai deixar esse preconceito afetar sua vida, ou não.

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