sexta-feira, 8 de maio de 2009

do Desespero.

Escrevo coisas que ninguém entende. Mas pessoas lêem, e pessoas se emocionam, acredito. Se emocionam pois não escrevo com regras gramaticais ou uma ortografia avançada, mas porque escrevo com emoção, e essa emoção acho que fica impregnada nas coisas. Não sou uma pessoa de meio termo, se brigo, brigo pra valer, se amo, amo pra valer. Se não gosto da pessoa, apago da minha existência, nem olho pra pessoa. Se gosto, eu grudo, eu confio e defendo.

Ainda sou daqueles que acredita em amor. Em encontrar alguém com quem passarei o resto da vida até ir dessa pra uma melhor. Ás vezes paro pra pensar exatamente nisso, tantas garotas passaram, tantas falhas. Uma ou outra ficou um pouco de tempo, mas terminaram por me deixar, e deixar mágoas. Muitas mágoas.

Penso como solidão ás vezes é algo que não sabemos lidar. Vejo pessoas que realmente não conseguem ficar sozinhas, ao sair de um namoro já se engajam em outro, e depois em mais um e continuam por um ciclo. Óbvio, é um tipo de pessoa e comportamento, se isso lhe faz bem, pois que continue. Mas a solidão também tem sua beleza. Sou o tipo de pessoa que, acredito por tanto tempo estar apenas eu por eu mesmo, onde apenas a única pessoa com quem eu possa contar sempre é apenas eu, estou ficando é muito egocêntrico a chegar ao ponto de nunca conseguir conceber a idéia de eu estar com uma mulher ao meu lado pra dividir todas as coisas.

Acho que estou é ficando mesquinho! Hahaha...

Mas de vez em quando ando na rua, nos shoppings, nos cinemas sempre sozinho dá uma vontade imensa de ter alguém do meu lado. Não é algo instintivo, muito menos aquela coisa de bicho do mato que quer apenas procriar. É coisa de sentimento, de solidão. Ter alguém pra dar um abraço gostoso, apenas conversar, ou ainda sentar do lado pra ver um filme quietinho. Logo eu que nunca contei com pessoas pra fazer acontecer, sempre tão frio e distante com as pessoas, onde apenas o meu único confidente sempre foi eu mesmo. Uma vida onde apenas eu poderia comigo mesmo, e com mais ninguém.

É bizarro! No mínimo. Ninguém é assim!

É complicado. Deixei as asiáticas de lado dessa vez, ando tendo muito azar, embora o mau jogador (eu) culpa as cartas. Tenho uma cobrança imensa de mim mesmo, não sou muito maleável a ficar no segundo lugar, ou ver alguém melhor que eu. Estou tratando isso, hahahaha! Parece uma jornada de insight que nem eu sei bem onde vou parar.

Não gosto de vê-la conversando com o ex-namorado. Mas ao me perguntar, eu não sei o porquê dentro de mim. Sinto uma espécie de desespero, onde temo pelo pior e sei que nada posso fazer. Alguém sem forças, que ao ver todo o exército indo para o combate com o inimigo que está muito mais forte nada pode fazer, a não ser fazer o sinal da cruz e esperar que tudo acabe bem. Impotente, pois sei que nada do meu esforço valerá a pena. Eles voltarão, não conseguirei mais conversar com ela, a amizade e tudo que tinhamos terminará, perder-se-á pelo vento.

Ao lado dela me sinto tão bem. Tudo no mundo não importa. Talvez eu sempre me senti assim, mas sempre neguei pra mim mesmo tal coisa. Sinto me tão feliz, confiamos um no outro, conversamos sobre tudo. Medo de perder a amizade, e provável que nem por mim tenha tanta amizade, mas sabe que me faz tão bem. Sabe que eu seria incapaz de mentir pra ela, mesmo que viesse perguntar, sei que fugiria.

Como esses sentimentos brincam com a gente. Mesmo com mais de vinte anos ainda sente-se fraco como se fosse uma criança que se apaixona pela amiguinha com quem estuda.

Nem eu mesmo sei o que se passa dentro de mim. Embora saiba muito bem como tudo irá acabar, sabe? Por isso de alguma forma tento negar isso, e me preparar para o pior.

0 comentários:

Postar um comentário

Arquivos do blog