domingo, 31 de maio de 2009

The king of Pop!

Estava vendo o Shaheen Jafargholi do Britain's God Talent (ou sei lá como se escreve essa birosca de nome, deve ser uma versão do nome Keirrisson inglês meio indiano, só se for) cantando Who's loving you, canção que ficou bastante famosa na voz do ainda mirim Michael Jackson há uns oitenta anos atrás.

E isso remete aos bons (e ruins) tempos quando eu era de um grupo de teatro na escola, e ainda era fã roxo do Rei do Pop. Encontrei esses dias a nossa antiga monitora, uma mulher realmente alta, 1m83 e igualmente bonita, com todo o respeito, a Marina. Tenho até hoje umas fitas VHS cheias de mico das apresentações, principalmente das versões de Thriller que apresentamos - e uma delas inclusive no Playcenter, durante as Noites do Terror, em meados de 2002 e 2003.

Não, não recebíamos nada, nem bonificações, mas éramos movidos pela amizade e pela arte. E infelizmente tive que deixar pois na época meu pai não aceitava e acreditava ele que isso iria me deixar gay, e me impediria de me tornar um homem. Meu pai a vida inteira morreu de medo de eu virar homossexual, haha... Nada contra, tenho muitos amigos e muitas pessoas que respeito que são homossexuais ou bissexuais e embora eles saibam que não gosto muito de piadinhas pervertidas que fazem e fico sem graça, sempre me respeitaram nessa parte muito mais que os heterossexuais mal-resolvidos que nunca pararam com essas piadinhas grotescas.

Digo não apenas por valores puritanos, mas ao fazer uma piada você pega uma coisa que é tão bonita e tão gostosa e natural como sexo e transforma em algo depravado, que é motivo de piada, sujo, tira toda a magia do momento tão bacana, e no lugar de diminuir o preconceito você só aumenta. Claro, tem pessoas que só enxergam essa parte, e como não pratiquei tantas vezes como a maioria sexualmente ativa, bem... Encalhados, uni-vos (e morte aos ex-namorados, como de praxe e como sempre tenho dito. Sai zica!)!

E em nossas danças no teatro sempre tinha uma variável sempre presente: Michael Jackson. Inclusive na época eu era super fanático, e provável que seja o único cara de vinte anos que curte o cara, uma vez que é o povo com mais de trinta que curte mais por ter vivido nos anos oitenta.

Na época inclusive rolou até construção de site para espalhar o fanatismo pelo cara. Fazíamos encontros com o pessoal da internet, pois na época ninguém do teatro nem sabia o que era internet. O site meu chamava-se Blood in HIStory, e era dedicado principalmente para levantar questões acerca das polêmicas ao redor da vida do Rei do Pop e contar a verdade, que embora ninguém soubesse, era algo que só o ajudava. Tinha muitos artigos escritos por mim explicando desde o processo de "clarear" a pele, até o escândalo de abuso de 1993. Todos escritos e investigados por mim, hehe.

Acho que se tenho alguma screenshot deve estar perdida nas montanhas de cds backup meus. Mas era bonitinho, eu achava. Hospedava no Terra, sem adds, sem banners, server ágil. Tinha até esquemas em Flash. Participava dum fórum onde fiz excelentes amigos, mas ao mesmo tempo muitas inimizades, hahaha. Muitas panelinhas, não que isso não exista, e jogue a primeira pedra quem nunca participou ou ferrou com alguma, mas acontece, né?

Porém, Mister Jackson me ajudou a crescer bastante. Como muitos moleques, o primeiro contato foi com o antiguíssimo vídeo do Black or White (é OR, não AND!!) que passou no fantástico há uns sessenta anos. Comprei na época todos os álbuns originais (demorávamos dias baixando música, aliás dele mesmo só baixei quatro músicas até hoje) e o primeiro foi exatamente um que tava fresquinho na época, o Invincible. Depois veio HIStory em sua embalagem gigantesca que até hoje é guardada com carinho.

Mas aí depois de tanto ouvir e praticamente apenas ouvir, do nada cansou. Saí do teatro, perdi o contato, deixei o fórum, mas quando abro hoje ainda os armários vejo lá longe os cds que durante muito tempo me fizeram viajar nas canções, no próprio mundo que Michael criou, com suas meias de brilhantes e chapéus estilosos, ás vezes bate uma saudade! Se pá, até hoje eu ainda sei dançar. E modéstia a parte, dançava muitíssimo bem.

Uma das coisas que mais me admirava em Michael era esse universo que ele criava ao redor dele. Tem no Youtube o filme Moonwalker inteiro em partes (aqui a parte 1), indico que quem não viu as versões que passam no SBT, que vejam nem que seja no Youtube, independente de seus preconceitos musicais ou não. Era um mundo de criminosos com muita magia, de soldados, de dançarinos que sofreram com mulheres e até anjos. Se não saiu da cabeça dele, no mínimo uma imaginação fervente a pessoa tem!

Vivas ao Rei do Pop!

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