terça-feira, 30 de junho de 2009

Michael morreu de desgosto.

Pra terminar o assunto por aqui, quero destacar um texto que li, escrito por um companheiro meu, o Duadu lá no Arayashiki, que acho que exemplifica totalmente não apenas a morte, mas quem foi Michael Joseph Jackson.
Pode parecer bobagem isso que eu vou dizer, mas, de certa maneira, acho que MJ encontrou paz na morte, se é que existe isso.

Muita gente o devia invejar pela fama, pela fortuna, como as pessoas pra variar invejam umas as outras: só por causa dos bens materiais, e esquecem que, como diria Saint Exupéry, o essencial é invisível aos olhos.

E esse essencial acredito que MJ nunca teve.

Tinha um pai maluco que o assediava física e moralmente, uma família invejosa (salvo talvez por uma das irmãs), nenhum amigo verdadeiro, nenhuma mulher (não acredito nos casamentos de fachada dele), nada, só um bando de parasitas o tempo inteiro rodeando ele e querendo sugar um pouco da sua fortuna.

Eu jamais gostaria de ter vivido a vida dele, com todo o respeito a tudo que ele construiu, mas é cruel demais.

Muita gente vai dizer: "Ah, mas MJ era querido pelo mundo inteiro! Como ele não tinha amigos?"

Eu DUVIDO que tivesse amigos mesmo.

Eu já vi videos dele em que ele dizia ser uma pessoa extremamente solitária e incapaz de fazer as coisas mais simples da vida, como ir numa mercearia comprar um doce, sem ser cercado por uma multidão querendo que ele dançasse, cantasse, arrancando os cabelos e berrando.

Aliás, assistam se puderem os videos da série "Vivendo com Michael Jackson" no Youtube, pra vocês verem do que eu falo.

Uma coisa é vc idolatrar o cara, vc ter admiração fervorosa pelo trabalho dele, pelos passos de dança, pela música, outro é se portar como um amigo verdadeiro, dar amor pra pessoa, fazer ela se sentir amada e querida, e isso ninguém, tampouco a família de MJ conseguiu fazer.

O resultado foi um cara de 50 anos que tinha uma mentalidade de um adolescente, isolado num mundo só seu, convivendo a maior parte do tempo com crianças, que deviam ser os seres com quem ele mais se identificava pela inocência e modo espontâneo de agir.

As últimas vezes que observei MJ pela net, por foto, videos, ele parecia visivelmente debilitado fisicamente, com um semblante desanimado, o sorriso no seu rosto era amarelo, quase forçado, de alguém insatisfeito, talvez não só com a vida ao seu redor como consigo mesmo, de alguma maneira.

No fundo eu acho que ele ja devia estar de saco cheio, de tudo: da indústria da música, da imprensa, dos parasitas que o rodeavam, das pessoas que o amavam e o idolatravam só por ele ser o "Rei do Pop" e não apenas o Michael Jackson...

...das acusações de pedofilia, da imagem de monstro pedófilo e degenerado que o acompanhou durante muito tempo graças aos tablóides (e ainda o acompanha mesmo depois de morto, na visão de muitos), de saco cheio da maldade que o rodeava o tempo todo e que ele ingenuamente achou que podia combater por um tempo, com a música e suas mensagens de paz e amor nos videos e entrevistas.

Esse infarto aos 50 anos me parece mais uma morte trazida por um desgosto profundo, de um cara que chegou lá em cima, talvez no lugar mais alto que um astro poderia chegar, olhou lá de cima aqui pra baixo e se decepcionou com o que viu.

Não acho que ele ia aguentar aqueles 50 shows, talvez até tivesse morrido no meio de um, o que seria bem pior, quase como aconteceu com o Tim Maia.

Pra mim o encanto do nosso mundo, pro MJ, já havia acabado a algum tempo, e quem é que pode culpar ele?

Como diria o psicanalista Augusto Cury: "O normal hoje é ser intolerante, é ser egoista, individual, é viver estressado, trabalhar demais, comer porcaria, idolatrar bens materiais, tratar uns aos outros agressivamente e de maneira breve e ríspida."

Nesse tipo de sociedade o cara que abraça árvores, conversa com flores, ou, no caso do MJ, vive num mundo inocente só seu, se achando em casa apenas estando rodeado de crianças, não tem lugar, é uma ABERRAÇÃO, um DOENTE MENTAL a ser motivo de piada.

Agora, mais uma vez, a indústria vai aproveitar a morte de mais um astro pra tirar até a última gota de dinheiro possível do público, e voltaremos a (a)normalidade de sempre.

Que descanse em paz, e seja recebido na verdadeira Neverland, mas agora em boa companhia.

Até um dia.

E uma frase escrita pela Natália "Vovó Tétis", que acho que é bem interessante. "A morte de cada homem diminui-me, porque sou parte da humanidade. Portanto, nunca procure saber por quem os sinos dobram; eles dobram por ti." - John Donne.

Top five - Michael Jackson

Não posso ficar mais triste porque Michael morreu! Michael a partir de agora viverá um momento na sua vida que apenas a morte a trará: o respeito e a lembrança em suas músicas ficarão totalmente em primeiro plano, deixando as polêmicas de lado. Sei que é uma puta duma mancada as lojas aproveitarem da morte dele para vender, mas ao mesmo tempo é muito bom pois as pessoas compram um cd pelo artista Michael Jackson - não pela personagem polêmica ou excentrica. Isso é bom de ver!

E também é bom de ouvir. Não tem ninguém que não conheça ao menos umas dez músicas do Michael de cabeça. Nem que tenha ouvido apenas uma vez. Vou citar aqui, com prévias do mp3Tube as minhas cinco favoritas:

5 - You are not alone (do álbum HIStory: Past, present and Future - Book 1) 1995
Sem dúvida a ballad mais conhecida e mais tocante do Rei do Pop. Escrita por R. Kelly, que já escreveu outras músicas românticas lindíssimas que foram interpretadas (e imortalizadas) na voz de Jackson, a canção fala que nosso companheiro não precisa ficar triste ou perdido, afinal não está sozinho pois estou aqui. O clipe também foi bastante polêmico, acredito, pois mostrava Michael e sua esposa na ocasião, Lisa Marie Presley em trages mínimos. Apenas erótico sadio, nada vulgar pros detentores de mentes poluídas.

 Michael Jackson - You Are Not Alone

4 - Give in to me (do álbum Dangerous) 1991
Outra música com um caráter romantico, mas essa cabe mais para aquele que dá muito carinho e só leva patada da pessoa amada, e aí ele pede pra pessoa se ligar, se doar mais para ele, ceder. Gosto muito da guitarra dessa música, bem anos oitenta, e a voz de Michael aqui está excelente. Transmite muita emoção e tal. Aliás, essa foi uma difícil escolha, pois outra que sou apaixonado no álbum Dangerous é Who is it, que é bem similar a essa, acredito. Tanto em tema, como um pouco na batida também.

 Michael Jackson - Give Into Me

3 - Baby be mine (do álbum Thriller) 1983
Pouco conhecida. A faixa dois do álbum mais vendido de todos os tempos, não lembro de Michael ter cantado em shows e nem tampouco teve um vídeoclipe dedicado. Mas adoro a simplicidade, acho uma música perfeita pra se ouvir de mãos dadas com a namorada andando pela noite. Tem um embalo gosto, uma letra realmente muito bem escrita (Rod Temperton, o mestre!), e sei lá... As músicas de Thriller acho que sempre se confundiram na minha cabeça como uma grande e bela peça de teatro. Nem te conto o porquê.

(um dia eu coloco aqui, não achei! ;___;)

2 - Morphine (do álbum Blood on the dancefloor - HIStory in the mix) 1997
Adoro os remixes do Blood on the Dancefloor. E diga-se de passagem, foi o álbum de remixes que mais vendeu até hoje. Michael sozinho tem os recordes de venda de discos (Thriller) de álbum duplo (HIStory) e de remixes (Blood on the dancefloor). Embora tenha remixes excelentes, tem músicas inéditas, como Ghosts/Is it Scary?, Superfly Sister, Blood on the Dancefloor e a minha favorita, Morphine. A música é BEM pesada, tem MUITOS palavrões, e tem uma parte bem demerol mesmo. Sei lá, só sei que quando ouço eu fico mucho loco! E sim, meu e-mail foi uma homenagem a essa canção que tanto adoro, e nem é tão conhecida, hehe... (mjmorphine)

 Michael Jackson - Morphine

1 - 2 Bad (do álbum HIStory: Past, present and future - Book 1) 1995
Sou apaixonado pelo álbum HIStory, seria pouco colocar duas faixas dele no meu top five. Lembro quando ganhei o álbum HIStory, olhei no encarte e vi uma música chamada "Dois Bad". Coloquei e foi paixão na certa. Não, não é uma versão alternativa de Bad, mas sim a versão estilizada de "Too Bad" (sacou né?), algo como "Que pena", ou "Que ruim" em inglês. Além da música ser realmente muito empolgante, ela tem uma das mais difíceis e perfeitas coreografias que já vi do Michael. Pra quem curte Thriller, veja aqui quando a música aparece em Ghosts, um curta metragem de Michael Jackson, e você vai realmente ver o que é se impressionar em algo além de Thriller, mas com uma temática bem similar. Atenção! Essa é um remix lançado no álbum Blood on the dancefloor, e difere bastante da original. Só achei essa, mas mesmo assim é bacana, acho que vale a pena conferir também. Pessoal do Refugee's Camp arrasou!

 Michael Jackson - Morphine

Extra Track - Streetwalker (do álbum Bad - Special Edition) 2001
Caraco, tinha que colocar essa. Essa faixa foi colocada como extra na edição especial de Bad, lançada em 2001, junto de Todo mi amor eres tu (I Just Can't Stop Loving You Spanish Version) e Fly Away. Originalmente não estão no Bad, e Michael nos deu esse presentão em forma de três músicas pra lá de boas. Uma das músicas mais bem arranjadas, o início fica na cabeça Michael parece que gritando do banheiro "Why don't you give me some time?", além do ritmo dela, muito bem sincronizado, digno de uma obra prima. Essa eu nunca canso de ouvir também, diga-se de passagem.

(não achei também, vou ficar devendo! =P)

sábado, 27 de junho de 2009

O que Michael Jackson significa pra mim.

Há semanas atrás, durante uma faxina, encontrei uma coisa que há uns cinco anos lancei pro fundo do guarda-roupas e disse pra mim mesmo que não queria mais ouvir. Coloquei pra tocar Off the wall, depois Bad. Por fim, meu favorito, o HIStory. Abaixo a foto dos álbuns meus do Rei do Pop:

Cada um tem uma história do quanto Michael Jackson significou em sua vida. Nem que seja uma participação, algum clipe que viu quando era moleque ou aquele amigo que fazia o moonwalk na sala. Ontem após saber da sua morte fiquei triste. Mas na hora, nem tanto. Foi tudo tão súbito, sem ninguém avisar, ninguém prever. Tinha chegado em casa, tinha ido ver Garapa do José Padilha no Cine Bombril, e por não ter consigo uma meia-entrada fiz uma confusão lá na bilheteria (gosto de sair sozinho por causa disso, hahaha.. Se alguém vai preso, é apenas eu). No final do SPTV informaram, nos Plantões da Globo, mas não acreditava, era meio bizarro ouvir aquilo.

Hoje porém o clima foi de luto, de muitas pessoas. Fui ao shopping e no caminho vi banquinhas vendendo DVDs do Rei do Pop. Na TV não se falava outra coisa. E de súbito jornalistas deixaram a fofoca e os tablóides que tanto ferraram com a vida de Michael de lado e se concentraram mesmo em tudo o que nós fãs sempre estivemos do seu lado: pela sua música.

Hipocrisia eu dizer aqui que sou um fã, pois não me considero um fã hoje em dia. Deixei Michael de lado coincidentemente quando tive alguns conflitos na maior comunidade em lingua portuguesa do Michael Jackson, a mjBeats, e ao mesmo tempo saí de um grupo de dança que participava. Naquele momento minha vida teve uma baita reviravolta, e Michael foi uma das coisas que joguei pro fundo do coração, pra nunca mais resgatar.

Durante dois anos participei de um grupo de teatro e dança. Éramos jovens que queríamos fazer a arte, homenagear, e depois de duas peças teatrais, resolvemos fazer um musical. Algo difícil de se conceber para um bando de moleques amadores, mas conseguimos. E não apenas um, mas dois. Fizemos Thriller, o qual conseguimos até uma apresentação no Playcenter durante as Noites do Terror e Beat it, também do Michael Jackson.

Meu primeiro álbum foi Invincible, lançado em 2001, o último inédito. Depois de alguns meses pedi pro meu pai o HIStory, uma coletânea. E lembro até hoje num natal onde ganhei Dangerous, Bad, Thriller e Off the wall. Blood on the Dancefloor porém só fui ganhar em 2005, presente de uma amiga. Tenho todos os pelo selo Epic/Sony originais, alguns desgastados de tanto ouvir. E algumas coletêneas boas do Jackson Five e um single raríssimo da música Blood on the dancefloor (que na época me custou quase R$60!).

Hoje, depois de ver tantas reportagens, tantas retrospectivas da vida do Rei do Pop e depois também de conversar com pessoas mesmo dos tais fóruns que não via há séculos, de alguma forma fiquei triste, muito frustrado. Michael pra muitos pode ter sido um "cara legal", que fez parte da infância, mas pra mim foi mais, muito mais.

Foi um homem excepcional, que defendi e chorei em suas entrevistas ou quando algo de ruim saía. Alguém que me fez conhecer pessoas maravilhosas (Annie Morphine, Bia Dazzling, Babi, Renata Mamis, Joyce, Beakman, Mike, Andréa, entre MUITOS outros), me trouxe da infância para a adolescência. Me ajudou a emagrecer, me ajudou a vencer a minha timidez e melhorar um pouco minha sempre tão baixa auto-estima. Michael Jackson me ensinou a sorrir, a ser sincero com as pessoas. Até o meu e-mail, caralho (mjmorphine)! Meu nick que ás vezes uso também, Meta Morphine, onde Morphine é o nome de uma das minhas canções favoritas dele, do álbum Blood on the Dancefloor. Antes era Morphine_Elite, pros dinossauros que me conhecem há séculos.

E agora foi a bendita morfina que deve ter matado ele. Odeio essas coincidências.

E agora que tinha voltado a ouvir! Tinha colocado até na segunda-feira o álbum Bad no celular. Na época tinha enjoado mesmo, cansei das pessoas me conhecerem apenas como "O cara que curte Michael Jackson e faz o passo-pra-trás", portanto joguei no fundo do armário pra nunca mais ver essas coisas que haviam me "taxado". Hoje estou mais maduro, e vejo que não posso ter raiva disso. Michael me ajudou a ser o que sou hoje, minhas escolhas, meu estilo, meus sonhos...

Hoje meu o dia começou com o Fala Brasil falando sobre Michael Jackson. Terminou com TVZ especial com o Rei do Pop e Moonwalker no SBT. As crianças no final pediam Michael para voltar, e ele volta no final. Acredito que EU que voltei tarde para ele também. Me desculpe, Michael. Suas músicas, seu amor e seu estilo iam muito além, muito além mesmo de intrigas e panelinhas em fóruns de internet, das notícias sensassionalistas. Eu é que demorei pra amadurecer e entender isso.

Quero terminar com uma fala do garotinho no filme. Perto do final ele diz: "Ele salvou... Ele salvou nossas vidas!". E foi isso. Michael Jackson salvou minha vida. Nunca esteve lá, mas trouxe por algum momento tantas felicidades, tantas emoções... Me fez crescer, me fez sonhar, me fez ser quem sou hoje. Estaria sendo o maior hipócrita da face terrestre se dissesse que ele não foi importante. Anos atrás eu neguei, deixei tudo de lado. Mas hoje ele voltou - não na forma daquele fanatismo roxo, mas na forma de um respeito com um agradecimento por tudo que esse carinha nascido em Gary, Indiana significou pra mim.

Hoje a ficha caiu, sei lá.
De alguma forma que não sei direito estou bem triste, um tanto arrasado por dentro. Ele estava voltando a fazer parte de mim da mesma forma de antes, devagar, aparecendo aos poucos. Saber que ele estava vivo me fazia estar de alguma forma seguro. Mas ontem, tudo acabou. Apenas sua música, seu estilo, seus clipes e os sentimentos do moleque que viu Black or White no fantástico e adorou que ficaram.
Mas amanhã estarei bem. Prometo.

Obrigado Michael. E adeus, meu velho.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Morre Michael Joseph Jackson.

We’ve been together, for such a long time now... Music, music and me. Nós estivemos juntos, por tanto tempo, a música, a música e eu. Não apenas Michael esteve junto de suas músicas, não deixa apenas um legado forte realmente virando um ícone de uma era e de várias gerações, como também suas músicas estiveram sempre junto de seus fãs também, unindo.

Aquele garoto, nascido em agosto de 1958 na cidade de Gary, Indiana, conviveu com a pobreza sendo o sétimo filho de uma renca. Já criança foi descoberto pela Diana Ross, que lançou aquele pequeno garoto com voz afinada no show-business junto de seus irmãos. Sofria muito nas mãos do pai, rigoroso, nunca quis que o filho ficasse com o segundo lugar. Uma vida de esforço, de privações, de tristeza mas ao mesmo tempo de muitas alegrias. You know that love survives, so we can rock forever. Você sabe que o amor sobrevive, então vamos dançar eternamente.

Detentor do álbum mais vendido de todos os tempos, Thriller antes havia estabelecido um recorde de 55/60 milhões, numa época que não existia sequer internet. Sobreviveu, a nova recontagem da Sony o colocou acima das 100 milhões de cópias vendidas, um recorde absoluto e inalcançável. Michael sempre foi o primeiro. Primeiro em número de álbuns vendidos, número de prêmios, o primeiro negro a ter um clipe passando na MTV, primeiro a unir tão bem o pop, R&B e rock 'n roll. Primeiro também na fidelidade de fãs. Fã de Michael Jackson tem orgulho em falar que é fã do Rei do Pop, não é qualquer fãzinho de bandinhas underground, eles enchem o peito na hora de falar "Michael Jackson". Talvez seja por isso que lotaram o hospital, sempre estão atrás dele, e sempre fazem loucuras. Todos, de todas as idades. Mesmo que sejam aqueles que crianças viram no Fantástico há anos atrás aquele cara branco na Estátua da Liberdade dizendo I don't matter if you're black or white. Eu não ligo se você é preto ou branco.

Muita gente veio me perguntar como estou, se fiquei triste, ou coisas do gênero. Acredito porém que veio em boa hora sua morte - fui um fã roxo de Michael Jackson entre 2001 e 2004, mas depois simplesmente de um dia pro outro, parei. Acompanhei ainda as acusações mais recentes de abuso infantil e fiquei feliz com o resultado da inocência dele. Ainda lembro muitos passos de dança, tenho todos seus álbuns pela Epic/Sony na carreira solo e dois DVDs daqueles que não era clipes, eram quase que curta-metragens, excelentemente produzidos. Michael foi a ponte entre a minha infância e adolescência, foi a ponte entre o garoto tímido e calado, para o ator dançarino que hoje fala alto, quase gritando. Ele embalou desde os momentos de felicidade, os momentos pensativos, e os momentos em que alguma garota me dava um pé na bunda, os momentos de paixão, os de tristeza, enfim... And she promissed me in secret, that she'd love me for all the time. It's a promise so untrue... Tell me what will I do ? E ela me prometeu em segredo, que me amaria para sempre. Uma promessa tão mentirosa... Me diga o que vou fazer?

Acredito que se isso acontecesse há uns cinco anos eu ficaria arrasado. Mas hoje estou apenas triste. Desde 2001 estamos esperando novidades dele, que só lançou coletâneas e mais coletâneas, tava parecendo uma Ayumi Hamasaki. E agora, morreu.

Fui hoje no shopping ali próximo do Largo 13 pra comprar uma coisa e os camelôs estão tocando alto os clipes nos DVDs genéricos do Rei do Pop. Muita gente lotando pra comprar o Number Ones, Visionary, The Essential e afins. Muita gente parando pra relembrar aquele que fez parte de tanta gente, de tantas vidas, que estava se apagando até agora se apagar de vez. Engraçado que há algumas semanas eu estava tirando o pó de algumas coisas e encontrei meus CDs dele, comecei a ouvir de novo depois de tanto tempo. Mas infelizmente, se foi. Vá em paz! Este que marcou a vida de tantos, inclusive a minha.

Hoje duas postagens. Michael pegou a todos de surpresa. Vá em paz, Michael Jackson. Elvis não morreu, tampouco Michael morrerá também. Suas obras podem ter certeza que ficarão eternizadas para sempre nos corações de todos. Abaixo, a que é considerada por muitos a melhor apresentação do Michael Jackson, na comemoração dos 25 anos da Motown, a sua primeira gravadora, apresentando Billie Jean no auge de sua carreira mostrando a todos pela primeira vez aquele passo estranho, de "andar para trás", o Moonwalk.

Mia - Brincando de viver.


Mia, protagonista do romancezinho jururu que estou escrevendo, cujo seu nome inteiro é Mia Meii-Marie Donmenikos Quuerr Geisel Bourbon Theotokópolus e Byzan é apresentada inicialmente como uma garotinha de sete anos, muito inteligente, que entende bastante do mundo. Mais tarde, com treze anos perde sua mãe e mentora. Desde então resolve deixar tudo de lado e ir atrás de seu destino.

Francamente não quero criar um personagem já criado. Quero trazer mesmo pra realidade e brincar com muitas coisas que a sociedade nos impõe. Colocarei nela tudo de bom e ruim que vejo nas meninas de dezessete até vinte e cinco anos - as que estão na fase deixando de ser garotas e virando mulheres de verdade. Todas as qualidades, como ser explosivas, determinadas, maduras e ao mesmo tempo os defeitos como serem infantis, extremamente submissas e altamente resistentes a chifres de namorados.

Por isso acredito que o público feminino não pode ler nada, hahaha. Se eu conseguir roteirizar direitinho acho que vai ser bem diferente daquilo que os filmes, novelas e seriados pregam. Filmes por exemplos pregam que elas devem ser independentes, bonitas e bola pra frente. Mia sofre de terríveis picos depressivos, vai ser apaixonada por um cara que vale nada e vive traindo ela, e ela por sua vez perdoando, vai ter manhas, pedir colo e ao mesmo tempo dar tapas, vai dar uma de durona mas na verdade derrete mais fácil que manteiga na panela, vai deixar tudo de lado várias vezes, abrir mão de amigos, família, e por uma fase vai ser até meio tomboy (tá, admito! Minha segunda fraqueza depois de asiáticas... Só gosto de gente desmiolada mesmo).

Essa está sendo uma das mais complicadas. Toda hora eu vou escrevendo os primeiros capítulos - onde ela ainda é criança, a história é mais focada na sua mãe, Anya - mas volto depois pra re-re-reescrever. O Word cansou. Mas gosto bastante. Acho legal mostrar esse lado B, puxando mais pra realidade. Afinal estou cansado de filmes que ficam jogando na cabeça das pessoas, por exemplo, que devem correr atrás dos seus sonhos se no fundo ninguém corre. Pés na realidade não ultrapassam os da ficção, logo pessoas maníaco-depressivas não poderão ler também.

Legal desconstruir essas coisas. Acho que uma coisa é o que a sociedade põe como valor, e outra totalmente diferente é como as pessoas agem por si mesmas. É bonito dizer que você é contra políticos safados ladrões, se quando você recebe mais dinheiro de troco na padaria você, fazendo uso da Lei do Gerson, onde "O que importa é você se dar bem" aceita aquilo quieto. Ambos são desleais, em quantidades diferentes, mas são igualmente ladrões, tanto o político, como você que aceitou calado mais dinheiro como troco. Comofas?

Sei lá, é complicado. Já fiz outros roteiros, mas esse vai ser mais enxuto, poucas coisas e mais profundo. Vai ser pessoas do jeito que elas são, não como elas são idealizadas, e a Mia, bem... É apenas mais uma, como eu, você e todos. Fiquem ligados ás novidades sobre Frontière! (sim, é um nome biboso de merda fedendo a bosta vomitada por aquele povo porco e nojento, peludo que eu sinto um ódio do fundo da minha alma que são os franceses...)

Próximo é a "primeira protagonista", Anya, a mãe da Mia.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Como nasce um layout - Parte 7

Finalzinho de 2007, começo de 2008. Em 2008 também foi que meu blog no endereço antigo (pegasuswings.weblogger.com.br) veio pra blogger no atual domínio. Vou lhes contar aqui uma coisa meio em off: os dois domínios, tanto fallenpegasus quanto pegasuswings estavam ambos registrados na blogger. Embora o idiotinha que fez o pegasuswings na Blogger nem exista mais, porém ele segura o domínio, o fallenpegasus também já estava registrado, porém era um blog cheio de porn. O que eu fiz? Denunciei, o blog foi fechado, e dias depois registrei pra mim, hahah. Foi maldade, mas foi com um bom motivo.

Pegasus Unniverse - Dec 2007/Jan 2008
Primeiro dedicado a uma série criada por mim! Originalmente Alpha & Omega Unniverse (sim, com dois N de propósito!) que eu inventei com uns quinze anos. Foi a primeira que eu criei com duas mulheres como protagonistas, a Alpha (Ell Capta, à direita) e Omega (Isa Derivá, à esquerda) e era uma coisa muito gigantesca, tinham vinte e tantos carinhas do bem, mais uns trinta do mal, todos com personalidade, estórias de vida e muita coisa. Era uma História de vidas mesmo.

Um layout feito com bastante coisas femininas, florzinhas, curvas, elipses, enfim. Mesmo o roteiro sendo mais masculino do que feminino por final das contas.

raped cockroach - Fev 2008/Mar 2008
Como é? "Barata estuprada"? Mais ou menos isso. Foi uma homenagem muito mais conceitual do que para a banda, os roqueiros japoneses do Dir en Grey. Eles constantemente escrevem e produzem letras pesadas, algo como "I'll rape your daughter, right on your grave!" e queria demonstrar um pouco do ar de morte, todo o clima que se passa em suas músicas com um desenho meu.

Foi uma fase complicadinha e chatinha, tava passando por um momento de depressão forte na época. Realmente estava bem baixo, e nessa época que resultou nas minhas onze cicatrizes no braço esquerdo terminando no pulso - resultado de mais uma tentativa frustrada de suicídio. Como de praxe, esse assunto não é de interesse de ninguém (e tampouco o meu de ficar falando nisso, ainda mais num blog onde até argentino lê), e como podem tar vendo ainda tou em pé aqui ainda. Acho que quando a gente chega lá no fundo do poço, a gente vê quem tem uma mola que nos joga pra cima de novo de alguma forma. Gosto bastante de ler os poucos textos que escrevi. É engraçado como eu sintetizava com palavras tão bem os sentimentos, toda a tristeza e frustração da vida, nos posts antes do suicídio.

Aí eu descobri que tenho uma pele realmente dura como uma carapaça.

domingo, 21 de junho de 2009

Vamu dançá quadrilha, sô!

Mês de junho, festas de São João por todos os lados, e o Pegasus Wings® traz com exclusividade fotos micosas minhas realmente muito velhas numa... Festa Junina! Ueba!

Francamente, não sei porque cargas d'água estou postando isso. Meio bizarro, mas vou olhando as fotos, e embora eu seja uma pessoa bem desmemorizada eu ainda lembro de algumas coisinhas, mas é legal olhar pra trás e ver que a gente tem uma história, uma tragetória. Meio bizarro alguém ouvir isso, é mais do que óbvio que todos temos uma tragetória, mas realmente você já parou pra pensar nisso?

Digo, já passou por tanta coisa na vida, e olha que ainda tem mais, até porque a expectativa de vida aumentou. Já fui ator, performer, artista, gordo, encalhado, j-rocker, pavio curto, suicida, aventureiro, movido por impulso. E o pior: não quero ser uma pessoa normal, dessas que graças a Deus conheci poucos, mas os poucos que conheci são pessoas que querem tanto nunca serem tachadas, passar uma coisa de normalidade que é tão cansativa...

Acho que vou ser um vovôzinho moderno, em uma geração a minha que é bem retrógada, bem conservadora ao contrário dos avós dos anos sessenta. E provável que eu verei as fotos antigas, ou mesmo as de hoje, e direi: "Poxa, eu era lindoso" (mas isso eu sei que sou lindão hoje, kkkk), e direi ao olhar no espelho cheio de rugas algo do tipo: "Pensando bem, ainda dou um belo dum caldo!"... Hahaha!

Primeira foto lá em cima é eu e minha parceira na festa junina. Não era tão gordinho nessa época, mas era muito forte em comparação aos amigos. Logo, a "tia" deixou pra mim a mais gordinha das alunas, afinal só eu poderia levantar aquelas toneladas na hora do "Olha a cobra!!"... No fim ela não apareceu, e eu já estava indo embora triste pensando que não ia nem dançar até que... Tcharam! Apareceu essa menina que nem faço idéia da onde saiu pra dançar comigo e depois nunca mais a vi. Deve estar com a minha idade, e deve ser muitíssimo bonita hoje em dia (quem souber o paradeiro, diga que estou solteiro... kkkkkk!!)!

Engraçado que ela que me chamou pra dançar, chegou dizendo: "Oi, você tá sem parceira? O meu não veio, quer dançar comigo?". Topei na hora, moleque era bobo e nada. E francamente fiquei mó feliz em ver uma menina não bonita dançando com ieu! ^^ Pena que depois nunca mais a vi. Poderia ter rolado uma troca nem que seja de MSNs, né? =P

A segunda é a bagunçona de festa junina de pré-escola. Tem três pessoas no canto inferior esquerdo (um menino-sorriso atrás de um rapazinho negrinho e uma menina branquela com um sorriso de boca aberta) e essas três eu ainda encontro por aí. Um deles ainda volta comigo quase todos os dias da faculdade, mas ele faz letras e o horário de vez em quando coincide de nos barrarmos na condução. E por fim, a foto do "Olha a cobra! É mentira!!", tradição das festas juninas, mostrando o quão perto fiquei de uma mulher até meus... Dezessete mais ou menos quando perdi a virgindade, hahahah.. (sim, foi MUITO tarde, admito! E ainda foi uma BOSTA, hahaha! xDD)

Porque raios eu dou risada disso? =P
Isso só queima meu filme com a mulherada, hahaha!

Bizarro. o.o

sábado, 20 de junho de 2009

Me deixa ser.

Quero ser a música que embala o balanço do seu corpo.

Me pergunto que valor tem o ar que respiro se não sentir o seu perfume. É como a grande diferença que se tem entre meramente existir e viver com todas as energias. As coisas não tem graça, sorrisos não são os mesmos, nem as cores do mundo.

Te chamar para dançar. Extender a mão e pedir para compartilhar aquele momento onde, mesmo que o baile esteja cheio de pessoas, por aquele pequeno momento só exista eu e você, ambos de mãos dadas, corpos unidos e olhos nos olhos. Nos deixaremos levar como vento que sopra na árvore, entraremos em transe, nossos corações palpitarão rápido e o frio tomará conta de nossos estômagos.

Você confiará em mim, e munido disto a levarei para lugares que nunca antes imaginara. Posso não ter dinheiro, ou um bom emprego, mas tenho um coração pronto a deixar qualquer coisa para estar do seu lado. E sei que talvez até no começo existirão as incertezas, a instabilidade distorcida. Mas eu terei você, você terá a mim, e sempre iremos querer o bem do outro e acredito que com isso conseguiremos qualquer coisa que quisermos. "Você quer a Lua? Me diga, pois eu a laçarei e trarei a você."

Apenas dê uma chance, nem que seja um dia para sermos feliz nesse único dia. Não quero beijos, não quero amassos, não quero sexo. Quero alguém que olhe no meu olho profundamente como nas raras vezes que vi na vida, que me dê um abraço cheio de ternura e agarre na minha mão e sinta que lá no fundo, lá no fundo mesmo, ainda sou um pobre garoto apaixonado que não é amado.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Valeu, feras!

Semestre terminando. E diga-se de passagem um dos mais tortuosos que já passei. Tecnicamente não terminou ainda, não saíram as notas, mas a fala hoje da professora Dani nos desejando boas férias e dizendo que todos passamos foi algo mais que gratificante. Afinal, quem no começo dizia que não conseguiria, não queria trabalhar com pessoas diferentes, foram os que mais depois vi que se destacaram. Porém, esse não foi o meu caso.


É legal e saudável trabalhar com pessoas diferentes. Eu ao menos adorei o grupo. E fiquei muito feliz desde o começo de estar com pessoas novas, com ares novos, novas maneiras de lidar com pessoas e sair um pouco da prisão muitas vezes que nós mesmos colocamos de não tentar trabalhar com outras pessoas por ás vezes medo bobo e idiota por nossa parte. Já vi gente voltando a formar suas duplinhas ou grupos habituais já nesse fim de semestre, mas particularmente quero aproveitar e trabalhar com se possível cada vez mais pessoas com quem nunca antes trabalhei. Sim, acho que fiquei meio largado, fiquei o cara que "ninguém é dono, mas todo mundo é dono", mas não sou lá muito previsível. Adorei a experiência e quero repetir!

Vi também que muitos exatamente por estarem longe de suas panelas trabalharam - e muito! Coisa mesmo de todos colocarem a mão na massa mesmo, líderes novos despontaram, novas pessoas aprenderam a apresentar e falar em público e acima de tudo acredito que muitos conseguiram acima de tudo mostrar seus potenciais - tudo guardado suas respectivas proporções e talentos.

Alguns viam dizer que tive sorte por cair num grupo "forte". Não acredito nisso, trabalhei com três pessoas mais que competentes (e ainda espero ter alguma chance ainda mais pra frente de repetir o dreamteam) e acredito que quem faz o grupo somos sempre nós. Foi nosso empenho, nosso estilo, nossos valores que por fim deu nos nossos resultados. Se existiu e saiu coisas bacanas é exatamente porque existiu um grupo unido onde todos trabalhavam pelo grupo e para o grupo. E não que eram apenas "fortes", mas sim esforçadas.

Agradeço a chance de ter dividido um rico semestre ao lado de Gabriel Camelo, Cristina Humeki e Pedro Gabriel. Valeu, feras e agora... Férias, porque design é uma coisa que cansa mais que... Sei lá! É incomparável os apuros que passamos. Mas fazer o quê, a gente gosta. No fundo todos designers são corinthianos: bando de sofredores!

E na imagem, todos nós versão South Park. Advinha quem sou eu?

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Fim do Ragnarök Online no Brasil - Parte 2

Retomando no último post, estava falando sobre o merge dos três servidores e ainda a questão acerca do início do Openkore, o programa Bot. Como disse antes, Ragnarok assim como grande parte dos MMORPGs vão de encontro com o maior dos valores da civilização atual: tempo. Para tanto existem Bots, que é basicamente deixar o computador jogando por você, evoluindo e obviamente, ganhando itens. Porém mesmo os métodos de burlar dos programas de proteção da própria N-Protect já existissem, mesmo assim os Bots não se proliferavam. Por que logo atualmente que esse tipo de coisa começou a ocorrer?

Depois do merge o servidor durante os primeiros meses ficou realmente um lugar bombado de pessoas. Os clãs poderosos do Iris, contra os do Loki e Chaos. Rolavam desafios e tudo mais. Até que um belo dia a Gravity, querendo tirar ainda mais vantagens e ir de encontro com as tendências atuais acerca dos MMORPGs, criaram os Kafra Points, ou conhecido aqui como Ragnarok Online Points, os populares, ROPs. Lembrando que isso foi pouco antes da fusão dos servidores.

Gerou uma grande revolta no jogo, e fez muitas pessoas saírem também. Muitas dessas coisas podem ser vistas nesse vídeo. O próprio jogo se uniu, os clãs por uma bandeira de derrubar os ROPs. Mas o que raios são os ROPs? É uma moeda que é comprada com dinheiro de verdadinha para adquirir novos itens, que não acredito ser apelões, mas são bons, obviamente. Acontece que isso traz pessoas com dinheiro sendo capazes de terem itens tão bons quanto os que ficam lá juntando loots ou itens dropados por MVPs (chefes).

Acredito que a vinda de ROPs foi algo decisivo, junto com outro fator: a grande venda de contas e o comércio em dinheiro mesmo que rolava. Pessoas evoluíam e percebiam que poderiam vender suas contas com caras fortões por um bom dinheiro. Vendiam, e deixavam o jogo, obviamente. A coisa realmente ficou interessante e cada vez mais dinheiro em Reais se confundia com os Zenys do jogo.

Que fique claro que o dinheiro é de cada um, e cada um faz o que bem entender.

Chegou a um ponto crucial. Se a venda de personagens estava sim lucrativa, assim como a venda de ROPs, porque não também vender zenys? Vamos lembrar que, até esse momento o uso de bots era algo isolado - mas que existia - muitas vezes por grandes líderes de clãs, ou mesmo quem não tinha muita paciência pra conseguir uma carta no jogo (carta é um item, em geral com 0,01% de chance de ser dropado, e anexado a uma arma traz novos atributos, efeitos, etc). Foi mais ou menos nessa reviravolta do novo tipo de jogador de Ragnarok - o que antes era o cara que jogava só fim de semana, moleque que se esforçava e faltava no cursinho de computação pra jogar, ou ainda a menina que só entrava pra ver o seu "môzinho". Esse perfil de jogador meio que desapareceu. Veio então a pessoa com cartão de crédito, vontade de ter zenys rápido pelo intenso mercado que se instalava.

Novos itens cada vez mais caros, os "godly", entre outros só caiam das mãos de uma das mais temidas MVP por exemplo, Valkyrie Randgris, tinham preços exorbitantes. Pessoas queriam ter dinheiro no game, mas não queriam usar o Openkore. Mas muitos tinham dinheiro e eram independentes.

Reais, BOTs, zenys são os atores principais. Só faltou então enfim a cena teatral mostrada. Nasceram e explodiram BOT Farms. Mas isso, é pra próxima postagem (prometo, a última!).

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Um começo próspero nos desenhos!

Cara, que comédia. Estava vasculhando o lugar onde guardo meus mangás - uma cômoda num quarto de bagulhos que toda família que se preze tem ao menos um na casa - e embaixo das três gavetas que estão empetoladas de quadrinhos japoneses, achei umas folhas A3 que eu moleque achava o máximo, e fazia os pôsteres dos filmes que eu imaginava que um dia faria. É meio bizarro, acho que já desde o começo era uma criança meio retardada, pois tinha uns quinze roteiros de filmes na minha cabeça, claro que algumas nem eram lá tão originais, enfim. E se eu disser que ainda lembro de algumas coisas apenas observando, alguém acreditaria?

Eu tinha o hábito de rasurar livros na primeira série. Tenho um livro que era usado para alfabetização e tinha desenhado um monte de coisinhas nele. Francamente não comecei no homem-palito. Não compreendia muito como traços podem simbolizar os braços - afinal eu era uma criança gorda pra caralho, então pensava que os braços deveriam ser representados como almofadinhas, eu fazia uns homens linguiça, o homem-palito mais cheinho, e como toda criança da época, tinha que ter Saint Seiya no meio!

O desenho acima, pasmem, é aquela cena final da saga de Asgard de Cavaleiros do Zodíaco, quando o Siegfried de Duhbe, o cão obediente da Hilda de Polaris surra todos os heróis facilmente e continua de pé lá, fodão. Tenho poucos deles, pois os cadernos de desenho e livros muitos não resistiram ao tempo, mas desde pirralho eu tinha uma ligação com lápis e observar e retratar o mundo muito intensamente. Assistia ao "A mão livre" e com uns oito anos já fazia retratos humanos - obviamente guardado uma devida falta de realismo, afinal não tinha lá muita destreza ou técnica ainda.

E desde moleque me orgulhava bastante disso. E isso ajudava como algo pra que as pessoas me conhecessem, então pela vida de muitos passei como "o cara que desenhava pra caramba", e lembro que tinham até trabalhos onde a professorinha desenhava, e eu já tinha terminado antes dela, hahaha. Era no desenho que encontrava os amigos que não tinha, a família que não tinha e todo o mundo que me dizia "não" por eu ser gordo, feio, antipático, triste, preso em casa, nerd, lá eu usava a imaginação a mil e fazia meus mundos, com meus amigos e tudo mais.

Meio bizarro, acho que não devia ter falado uma coisa dessas. xD Não foi tão deprê assim a infância, óbvio, é uma bosta você ser o gordo excluído da sala, nenhuma menina olha pra você e acho que é por isso que até hoje me dou muito bem sozinho sem nenhuma no meu encalço, mas machuca bastante. Se as pessoas soubesse o quanto essa coisa de bullying machuca a gente, duvido que continuariam com esse tipo de coisa. Ao menos se alguém fizer isso com alguma filha minha minha, pode ter certeza que levará uma surra minha no outro dia. Bullying não se faz com ninguém.

Agora chega disso pq odeio falar do meu passado e da minha infância, hahaha.

domingo, 14 de junho de 2009

Como nasce um layout - Parte 6

Cara, tou ficando cansado disso. Na verdade vi que acredito que perdi algo junto do computador antigo e estou resando para que esteja enganado, e foi logo um dos que eu achei mais legais. Mas esse já está próximo de fechar os de 2007, do segundo ano do blog. Saíram bem diferentes, e verão que não são tão clean. Francamente não gosto de coisas limpinhas e cores chapadas, acho que não combina comigo e o blog reflete os meus gostos, meus anseios e obviamente, meu estilo. Bem egoísta mesmo! E quem não quiser seguir, sinta-se a vontade, como diz o Marcelo Tas, não sou novela pra ser seguido.

Filth Abstinence - Ago 2007/Set 2007
Primeiro não tem nada a ver com o sexo. Abstinência não é apenas de sexo, e no caso é abstinência de imundície. Baseado na banda jota-roqueira the GazettE, em especial os singles do álbum Stacked Rubbish (REGRET, Filth in the Beauty e Hyena). Gosto bastante da banda, tem um estilo realmente mutante (sairam do Metal e entraram no Funk Rock) além do vocal ser uma das melhores vozes nipônicas cantando que já ouvi.

É o caos! Mas paguei um pau. Tem um microfone gigantesco, a foto do pessoal da banda, sangue, muito sangue, relógio, madeira, rendinhas, uau. A forma foi saindo, e saindo ficou assim. Não teve desenho, só teve o canvas do Photoshop e um bocado de criatividade. Esse é um dos que mais gosto, não apenas pelo valor que tenho em cima da banda, como também pelo trabalho final que achei muito bom!

Gray Fox - Out 2007/Nov 2007
Depois que acabar os layouts, eu postarei uma série dos que não foram ao ar. Entre eles, acho que logo de cara, mostrarei uns três acredito desses com temática da série Metal Gear Solid. Queria colocar alguém, mas não sabia quem. Raiden é gay, se fosse uma mulher eu colocaria a Meryl (adoro uma mulher macho, admito! É minha fraqueza quase tanto asiáticas!!), o Snake não curto muito. Sobrou o Gray Fox! Pelos seus valores que somos iguais, ser fiel aos verdadeiros amigos e defendê-los principalmente. Leonino é assim, quando tem amigo, ele defende com unhas, dentes e garras. Mas experimenta provocar que vai tomar uma bem na cara amassada pra deixar de ser trouxa.

Mas esse vendo bem, foi bem limpinho. Tinha uma falha, que não gosto em alguns sites, que é o "fit-screen", que é largura maleável. Só que hoje em dia não tem duas configurações como antes, então ou você lia um blocão de texto, ou poucas linhas. Gosto de trabalhar com larguras fixas. Não gostei muito, ficou meio simples demais, embora tenha um personagem que gosto, além de ser dedicado a uma série de games que gosto tanto quanto Mario. Puxa, é mesmo. Nunca fiz um de Zelda. Tá anotado!

sábado, 13 de junho de 2009

Fim do Ragnarök Online no Brasil - Parte 1

Em meados do segundo semestre de 2004 a empresa filipina LevelUp! Games instalou-se no Brasil trazendo consigo os direitos cedidos pela Gravity Corp - a empresa koreana que criou e gerencia o Ragnarok na Koréia e a versão americana/internacional. Durante alguns meses o jogo ainda em trial foi distribuído gratuitamente, ainda apenas em dois servidores: Chaos e Loki. Entrei mais ou menos em janeiro de 2005, aproveitei apenas um mês de jogo gratuito, depois ele tornou-se pago.

Sim, sou um dos fósseis! Não encontro mais quase ninguém que começou mais ou menos nessa fase a jogar. Três anos não é pra qualquer um, isso é um fato.

A situação que o jogo se encontra hoje é um fato que veio se extendendo desde lá atrás, até obviamente hoje, por meio de vários fatos que foram ocorrendo nesse meio tempo. Acontecendo tanto por parte de jogadores, como por parte da própria gerência da empresa.

No começo muitos jogadores reclamavam de hacking de suas contas. Embora talvez até mesmo existisse a questão de senhas fracas ou computadores com trojans, existia uma grande parcela de pessoas que compartilhavam suas senhas, o que eu não faço nem com namorada, nem com o Papa, Jesus, Maomé ou o diabo em pessoa. Senha é pessoal e intransferível, e não confio nem em mim com minhas vinte milhões de senhas e tampouco confiaria na minha própria mãe elas. Já vi muitos amigos do jogo que, depois de brigarem com suas namoradas, ela invadia as contas e faziam o cara perder todos os itens, cartas e afins. Obvio, infantilidade, mas idade nunca é sinônimo de maturidade, sim? Tá cheio de meninas de trinta anos que ainda se vestem de Barbie Girl por aí.

Estou tangenciando o problema todo, antes de chegar na questão atual dos BOTs infinitos que marca o Ragnarok atualmente, provável que ainda demore alguns textos até eu expor a problemática, não estranhem. Mas chego lá.

Com tantos casos de supostos crackings ou hackings a LevelUp entrou em contato e conseguiu um programa que juntava tudo em um: além de ser bem leve, protegia a conexão da pessoa com o servidor e... Combatia os Bots, que na época, já estava começando, porém ainda num tímido início.

Porém, os Bots eram usados pra um outro propósito. Quero salientar que tudo o que escrevo é o que ouvi. Não tenho muitas evidências, exceto por meio de depoimentos. Líderes de clãs fortes da época, hoje extintos usavam de BOTs para evoluir o nível dos clãs, conseguir itens raros e tudo mais. Perdiam normalmente a conta? Ocasionalmente, sim.

Note que: Ragnarok não é um dos jogo dos mais fáceis. Levei três longos pra fazer meu primeiro 99. Porém, é como um MMORPG normal, não tem que ser fácil. Nessa época mais ou menos que acredito que nasceu o Openkore Botting. É um programa que burlava o tal "programinha de proteção" e instalava o Bot na máquina pra ficar evoluindo pra você. Porém como disse, essa atitude não era das mais usadas, pessoas não ligavam tanto, embora o slogan deles seja: "Não gaste seu tempo evoluindo, use o Bot e evolua".

Por incrível que pareça o Ragnarok tinha seus clãs, e pessoas se conheciam online e jogavam. Muita gente nem ligava tanto pra level, pessoas se uniam mesmo pra se divertir. Mesmo os clãs fortes, tinham rotinas de pessoas entrarem numa hora determinada, irem pra uma dungeon forte e evoluir. Não havia essa alastração de Bots, embora fosse bem possível dela ocorrer. Qual foi então o gatilho para, o que vemos hoje acontecer, próximo de vermos o fim do Ragnarok no Brasil?

Tudo começou por volta de agosto de 2007, quando os três servidores, Chaos, Loki e Iris foram mesclados num único servidor: Odin. Continua...

Post Scriptum ~ Talvez estejam perguntando, "o que diacho é isso?" Quero aproveitar que o tema do layout é Ragnarok e expor, principalmente pra quem está fora do universo de Ragnarok, entender o porquê do jogo estar caminhando para seu fim. Tudo isso é com base em análises de alguém que joga desde antes mesmo do início. Percebam como uma tragédia pode ser anunciada, e se algo ruim acontece é porque existiram fatores antes que influenciaram uma certa coisa a ocorrer, como foi a situação atual do Rangarök Online no Brasil.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

da Alegria.

Dar risadas é uma coisa praticamente humana. Rimos quando alguém se dá mal, ou algo dá errado. É algo que foge da ética dos seres humanos - os nipônicos por exemplo condenavam veemente - exatamente por essa questão. Porque rimos, a não ser meramente por instinto?

Bebês nascem chorando, mas aprendem a rir sozinhos. Riso e choro são duas coisas que estão distantes e ao mesmo tempo muito ligadas. Vendo bem são os únicos sentimentos do ser humano, o resto é como cores secundárias - são apenas misturas. Choramos quando rimos ou estamos triste. O próprio som do choro é confundido também com o riso. A tristeza parece sempre caminhar pertinho da alegria.

Muitas pessoas riem no pânico. Quando tudo dá errado, começam a rir sem cessar. Momentos mais tarde é incrível, passado os primeiros instantes de euforia eles parecem estar mais concentrados e em muitos casos resolvem a questão ali mesmo, dependendo do problema, óvbio. Rir nos faz descontrair, e sem a contração conseguimos pensar mais facilmente, ajeitar melhor as idéias. Eu francamente nunca tentei isso, mas sei que funciona.

Rir também é um exercício excelente pro coração, pro pulmão e pra saúde. Pra cabeça também.

Porém acredito que uma das coisas mais prazerosas da vida é fazer alguém rir. Talvez seja por isso que comediantes dizem ter o melhor trabalho do mundo. Vi uma twittada do Marco Luque, depois de sair de um show, e achei aquilo uma síntese espetacular. Fazer os outros rirem os deixam mais felizes, e fazer alguém feliz é um daqueles presentes sem preço. Trazer alegria pra alguém, fazê-la por um momento esquecer mesmo seus problemas e dar um gostinho de "não liga pra isso, sorria!" é algo que acho que deveríamos tentar fazer diariamente com pelo menos uma pessoa.

A vida sem humor é impossível, ainda mais num mundo chato e entediante como esse. Fazer os outros rirem é o melhor presente, arrancar um sorrisão de uma criança depois de brincar, ou daquele chefe chato e mal-encarado ou quem sabe de alguém especial. "Nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos no coração das pessoas", grande Cora Coralina!

Palhaços sempre têm lágrimas por detrás do sorriso. Alguém só pode fazer rir mesmo quando conhece o lado ruim da vida e de alguma forma não o supera - mas o compreende infinitamente. Humor e piadas são trabalhos mentais, e não trabalhos do acaso, é coisa de se pensar friamente e encaixar peças que você sabe que vai causar uma reação de riso da pessoa. O palhaço pode estar sempre fazendo palhaçadas, mas quando sai do picadeiro, sente-se feliz por fazer outros rirem porém pensa também que seria bom demais rir junto dos outros para acabar um pouco com a sua melancolia.

Mas palhaços embora tenham vidas tristes, não dizem que sua vida é frustrante!

Alegria é sempre uma coisa dúbia. Risos é sempre uma coisa de dois meios. Rimos porque o outro se ferra, mas que isso nos faz um bem danado, ah, isso faz!

Acredito que a nossa felicidade não é em darmos risadas, mas a de ver a felicidade estampada no rosto dos outros, e isso nos tocar no coração de tal forma que nos faz sentirmos bem. Ver que pelo menos naquele momento conseguimos arrancar do mundo chato e trazer pra um mundo cheio de gargalhadas e descontraído. Não ligamos em dar risadas, se fizermos alguém alegre.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Existe vida depois de ex-namorada(o)? [Lonely Hearts Club's Mix]

Estava revendo uns posts antigos, hahaha. Resolvi fazer um remix do post antigo (chique!).

Na verdade isso veio muito de experiência de mulheres mais velhas que conversaram comigo. E quando falo mais velha, não são vaquinhas de vinte-e-três, mas mulher velha mesmo, de quarenta pra mais. Tenho algumas poucas amigas nessa idade com as quais costumo conversar, gosto muito de falar com elas e elas sabem que sou completamente apaixonado por elas, de coração mesmo, hahaha. Se as de vinte tivesse metade da maturidade, eu tava feito. Fikdik.

Os textos abaixo são uma compilação das conversas. Obviamente muitas foram oralmente mesmo, então são apenas o que eu lembro de bacana e o que elas a muito custo colocaram na minha cabeça, porque sou teimoso! No outro post, eu dizia que muitas não davam uma chance. Mas conversando com elas, vi que o buraco é muito mais embaixo com elas. Óbvio, dizem isso porque já passaram, e a idade lhes trouxe uma maturidade melhor com relação a relacionamentos. Ainda mais porque elas viveram aquela época de transição: se hoje transamos com quem quisermos em banheiros ou depois da balada, é porque eles lá atrás lutaram para acontecer isso hoje. A tal da revolução feminina, et cétera.

"Homens são simples: uma palavra que os atrai muito é 'relacionamento aberto'. Até no Orkut tem isso. O problema é que as mulheres não aceitam, obviamente. O homem se sente preso, não consegue 'ser homem' e ter apenas uma mulher. Quando termina o namoro e a menina ainda gosta do cara é nessa parte que ele mais abusa. (...) Tecnicamente eles não estão tão juntos, ele vem com conversa que tem que 'voltar aos poucos' pois enquanto isso está de olho em várias, ao mesmo tempo está ligado a uma e não está. (...) É o relacionamento perfeito, tem alguém pra beijar, pra abraçar, pra transar e pode ir olhando pra outras, e quando achar uma mais interessante e lucrativa, deixa a ex-namorada na mão, pra trás."

"Falta amor próprio pra elas muitas vezes! Verdade mesmo. Meninas bonitas, inteligentes, gastam tempo com pseudo-homens onde pra eles é ótimo tê-las nas mãos! Esse tipo de filho da puta é o que mais fazem mal, mas o mesmo tempo fazem bem, pois um dia elas acordam depois de serem chacoalhadas. Homens e mulheres adoram receber tapa, os que menos prestam são os que mais correm atrás, ainda mais nessa sua idade."

Francamente não gostei tanto... Essa adora me humilhar. ¬¬' Vou censurá-la, porque ela falou muito mais, hehe, e com palavrões! Pessoal com idade hoje em dia tem muitos escrúpulos não, haha. Próxima:

"Meninas tem que entender que antes de amar o próximo, elas tem que se amar. (...) Relacionamento não é nem ditadura de um lado e nem subordinação do outro. (...) Julia Lemmertz nesse novo seriado mostra como relação entre pessoas mais maduras é diferente. Eles amam a si mesmos mais que o parceiro, são companheiros e não alguém que obedece. Quando dá uma chance pra alguém que já te traiu, ou mesmo cara que deu um pé na bunda, e menina não entende que é ela que sai apenas perdendo nisso. Porém esse tipo de coisa apenas ela pode ver, ninguém pode chegar nela e dizer isso, ou mudar sua cabeça. É questão de amadurecimento. Foi como você com aquela menina, lembra? Ficou pisando em você e agora você se recusa a vê-la nem pintada de ouro. (...) Mas você viu, demorou, mas apenas você poderia fazer isso. Dar uma segunda chance é falta de amor por você mesmo, você não pode amar mais o outro do que você mesmo. Isso é doentil e só faz mal ao casal. Tem sim que arriscar em novos amores, novas pessoas e quem sabe achar um cara bacana, pois dando uma nova chance pra um cara desses, só quem perde é ela."

Sei lá, são opiniões, embora em algumas eu não dê tanto crédito...

Mas são mulheres, são mais velhas. Tem suas opiniões e relacionamentos mais estáveis, com menos brigas, infantilidades e muito mais companheirismo do que as com vinte ou trinta anos a menos. Vale a pena ler e refletir em cima, nem que seja como meras opiniões, hehe.

E sai ziquezira do ex-namorado! Odeio essas merdas. =P

terça-feira, 9 de junho de 2009

Hoje é realidade, mas antes era impossível.

Estava lendo um texto bacana no blog do Paul Rabbit, que embora eu não goste de seus livros e ache que ele não merece uma vaga na Academia como muitos, gosto de ver seu blog. Lançou recentemente um livro com acredito ser uma espécie de compilação das postagens nesse diário eletrônico. Não li, não posso dizer se é bom ou ruim, mas esse que destaquei achei bem interessante e trata-se de uma postagem em seu diário virtual.

Lembro de ter visto, acredito ter sido uma declaração do próprio Santos Dummont (que assim como aqui e na Europa, nós damos o crédito à invenção do avião ao brasileiro e não aos ianques irmãos Wright) que ao ver um avião de papel disse algo como "Depois de inventado, o que era impossível não parece mais tão fora de cogitação". Ao mesmo tempo como hoje vemos pictogramas e entendemos bem (embora eu ás vezes demore a ver onde é masculino e feminino, a diferença é sempre tão pequena e já cometi deslizes sem querer), eles demoraram anos para serem criados. Hoje é fácil, existe uma convenção, mas pra isso se tornar o que é hoje, demorou e rolou muito rice-'n-beans.

Todos nós temos constantes desafios, mas vejo que muitos desistem logo nos primeiros sinais. Pessoas desistem, jogam para escanteio qualquer coisa sem ao menos tentar. Excluem pessoas como possíveis paqueras logo na primeira impressão, desistem de estudar logo na primeira tentativa, não se dão uma chance pra ir bem ou mal, enfim.

Também não vou dizer que sou das pessoas mais insistentes também. Se vejo que existe algo que vale a pena eu lutar mesmo que seja impossível ou improvável eu luto mesmo e vou com tudo contra todos. Acho que a gente tem que perder o medo de correr atrás das coisas que acreditamos, dos nossos princípios e das coisas que nos dão valor. Lutar contra o impossível é fácil quando você o torna possível, sabe?

Digo sim que falhei em muitas coisas na vida. Falho normalmente por correr atrás de mulher que não presta ou tem sérios distúrbios anormais. Mas depois de um tempo, por incrível que pareça, embora perder não seja lá uma coisa que eu goste muito, perder lutando é muito melhor que perder sem ter ido à guerra. Não fica aquele sentimento de "Cara, e se eu tivesse tentado, será que rolaria?". Nunca será motivo pra eu me sentir inferior ou algo do tipo, penso apenas que tentei, apostei todas minhas fichas e falhei, oras. Todos estamos sujeito a isso, e o jeito é ir tentando, tentando, tentando. E tente outra vez, que o impossível uma hora torna-se possível!

Mas ter em mente que quando você tenta é cinquenta-cinquenta porcento de acerto ou vitória. Mesmo que a coisa esteja hoje impossível, amanhã pode não ser mais. Seres humanos ao longo de sua tragetória sempre se superaram em algum momento. Foi assim que viemos dos tempos das cavernas e evoluímos até as sociedades democráticas de hoje. Parecia impossível, mas depois de tanta luta foi possível.

E temos que aprender a falhar também. Não adianta você também ficar tentando a vida inteira e ser um Seiya de Pegasus da vida porque tem coisa que são impossíveis mesmo. Tem que entender que falhar é normal, corriqueiro, e estamos sujeitos a isso. E a falha não pode ser nunca um pretexto para não tentar. Acredito que a falha é muito mais bem vinda como uma vitória, só de tentar e se dedicar é algo louvável, ainda mais numa sociedade como a atual que preza tanto a vitória.

Acho mesmo que deveríamos pegar e lutar e, obviamente, não ver falha até que a falha venha em nosso encontro - ou também o sucesso, oras! Apenas... Faça! Quando você não tenta você tem uma falha automática, se mesmo assim você tenta, você sai feliz porque ao menos tentou e deu seu melhor.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Como nasce um layout - Parte 5

Dessa vez dois personagens que adoro! E de alguma forma participaram de minha infância, juventude e se vacilar ainda participam bastante hoje. Como estava começando a faculdade, layouts produzidos em 2007, foram os primeiros em que apliquei coisas mesmo que aprendi na faculdade, em especial nas aulas de Teoria do Design! Sinceramente são baseados bastante em movimentos artísticos diretamente, e bem diferentes de si. Reparem que tem vários frufrus como campinhos de busca, arquivos bem organizados e até scrollbars personalizadas via Internet Explorer. Era o charme da época.

Uma coisa que vale a pena ver é que até eu ir pra blogger, todos os layouts eram produzidos por meio de tabelas. Me acostumei tanto com esse trabalho de pedreiro que hoje ainda teimo a me acostumar com folhas de estilos, mesmo sendo mais fáceis (porém, em algumas coisas ainda sou mais as tabelas).

Leo Lighted Corona - Abr 2007/Mai 2007
Aiolia de Leão é o personagem de Saint Seiya que é o do meu signo, oras. E quem vier me xingando por eu ser leonino vai levar uma bem na fuça. =D Já somos poucos nessa nação de piscianos e taurinos, não aceitamos ser ridicularizados jamais! Brincadeiras de lado, esse foi um que eu gostei bastante até. Não apenas pelo personagem, mas pelo jeito que tudo foi concebido. Muitos espaços, elementos bem detalhistas e tudo mais. Francamente, eu sei que estou indo contra toda a humanidade, mas odeio as coisas "cleans" made by Apple. Gosto de coisas detalhadas, poluídas e caóticas, não de coisas branquinhas, redondinhas e chapadas.

E esse refletiu bem isso! Sou bem anti-minimalismo mesmo, minimalismo pra mim embora agrade uma grande maioria, pra mim vai contra o preceito humano, mas isso é pra outro dia. Esse foi um tanto clássico, não arriscaria nenhum movimento específico. Tem elementos gregos e romanos, além de elementos do céu e o Aiolia versão Episódio G no centro. Gostei muito da conversa que o vermelho do fundo teve com os tons amarelados tornando-os mais alaranjados e tal. Não tinha muita noção dessas coisas até então (mentira, eu tinha aprendido e tinha passado com louvor em Teoria da Cor na arquitetura, hahaha... Sei hoje até de cor que tipo de tinta deve-se usar com tal tonalidade na parede e iluminação de incidência na mesma, hehe!).

Mariomania! - Jun 2007/Jul 2007
É ele, o Mario! Teve alguns gifs animados muito comédia nesse layout, hahaha. Aliás, foi um dos mais divertidos de se fazer. E tinha idéias viajadas, como colocar um joguinho online na parte de cima do blog pra divertir, mas achei que iria ficar com cara de site de games online. Foi muito, mas muito, e realmente muito De Stijl, mas na fase mais do começo do comecinho do Mondrian (reparou né, os quadradinhos, né? Hã? Hã?).

Vermelho, bastante vermelho. Aliás, os dois de hoje tem bastante vermelho. Foi bem funcional mesmo, tive mó orgulho e mostrei até pra um professor que gostou bastante, disse que tinha design e muitos birigüis. Todo um climaxante mesmo, como diz o Silas Simplesmente.

domingo, 7 de junho de 2009

Vá adiante em sua próxima vida.

Faculdade tava complicada. Esse semestre foi um semestre bem tenso, muitos trabalhos, muita cobrança, poucos prazos e muito estresse. Ainda não acabou, algumas matérias já fecharam, acredito e espero que não tenha ainda mais surpresas, e surpresas desagradáveis, óbvio. Por isso mesmo que atrasou, mesmo o desenho e toda a conceituação deste layout já estivesse pronta há um bom tempo.

Quando jogava Ragnarok prometi pra mim mesmo que só faria um layout em homenagem ao professor quando eu fizesse o Sábio virar o tão aguardado Scholar. E aconteceu que em julho do ano passado consegui o tão suado e solitário aura do 99, e no dia 3 de agosto de 2008 renasci (ou rebornei) e virei professor no dia 31 ainda daquele mês.

E mais ou menos em agosto, só que de 2005, criei o aprendiz, que se tornaria mago, depois sábio, renasceria passando por tudo novamente e chegar enfim ao sonhado professor em agosto de 2008.

Depois o Ragnarök no Brasil caiu de qualidade, Bots dominaram o jogo, dominam o mercado e aí isso desestimulou muitas pessoas, entre elas eu e uma porrada de amigos. Embora ainda coloque créditos, coloco mesmo pro professor ficar lá, vivo, e não perder a account. Tem dia que gosto de ficar acessando só pra ficar olhando pra ele, hahaha. E olho com orgulho mesmo, embora ninguém entenda, mas naqueles sprites está um trabalho e dedicação de três longos anos na frente de um PC matando Stings e Alarms. É muito importante, e mesmo que aconteça alguma coisa com ele (bate na madeira!), o desafio valeu a pena. Enfim, sobre isso acho que já falei até demais nesse post de julho. Recordar é viver.

Eu particularmente gostei muito desse layout. Nem deu tanto trabalho pra desenhar, mas deu um imenso pra colocar ele aqui. Um dia inteiro trabalhando, mas disse pra mim mesmo que de hoje não passava, haha. Até agosto agora, com mais um novo template batendo a porta aqui. Esse é o vigésimo-primeiro!

sábado, 6 de junho de 2009

Cuidados na hora de cogitar!

Estou acompanhando bastante o acidente com o Airbus da Air France, o famoso vôo 447. Francamente é incrível como o mundo muda quando acontece algum acidente aéreo. Não apenas por ser o tal do meio de transporte mais seguro do mundo, mesmo assim ainda cago ao entrar num e nunca ando num desses sozinho. Vôos costumam matar pessoas importantes, acadêmicos e não o nordestino pobre que encara dias de viagem em ônibus pra encontrar sua família em João Pessoa.

Afinal né, quem liga pros pobres? Todos adoram falar um monte, mas fazer alguma coisa que é bom, nada. O mundo vive de hipocrisia.

Mas uma coisa muito bacana que estou vendo com os jornalistas, que embora eu tenha muitos amigos que são jornalistas ou estudantes (tenho tantos contatos jornalistas quanto amigos advogados, mas os de direito ainda são a maioria) eu francamente não gosto muito dessa raça não, sendo bem sincero. =P

Jornalistas tem o poder, não querem perder o poder, e usam e abusam do poder muitas vezes. Ninguém tem coragem de falar isso, e óbvio, falar mal de jornalista é ferir democracia e blablabla que todo mundo cansa de ouvir, porém existem muitos, mas realmente muitos que são honrosos e levam sua categoria ao ápice, trabalhando com seriedade. Mas eles que já são pessoas de poder, e ainda com péssimos elementos que usam esse poder pra fazer merda, enfim.

Quando ocorreu o acidente com a TAM, do vôo 3054, lembro de muitos em rede nacional culpar a pista escorregadia, e coisa de dias depois colocarama tal das ranhuras, e em todos os jornais diziam que o avião tinha sofrido de algum tipo de aquaplanagem e voou na TAM Express. Peritos investigaram a caixa preta e o transponder e verificaram que foi um erro humano das manetes.

Digo, tava tudo tão certo, tanta certeza que o avião tinha escorregado e... Pum! A coisa toda muda de lado, e foi de responsabilidade deles consertarem o erro. Agora nesse novo acidente é engraçado ver as notícias: "Voo AF 447 - Muitas dúvidas e poucas respostas", "Entenda as principais hipóteses sobre o acidente do voo 447", "Voo 447: especialistas não excluem tese de atentado".

São todas notícias com um tom de dúvida, nenhuma certeza! Uau. Aliás, cada dia aparece uma nova tese tentando explicar, e nenhuma é tomada como certa, ao contrário do 3054 onde já foram culpando logo de cara a coitada da pista de Congonhas. Embora eu acredite que a ainda incerteza total sobre o acidente que está ajudando a maneirar um pouco os ânimos de quem vende a notícia.

Muito ao contrário do acidente de 2007, afinal tava mais que na cara que o problema tava nas ranhuras, até provarem que foi um infeliz erro humano. Que fique claro que não estou culpando ninguém, seres humanos erram, e quando erram, tem que ser homem o suficiente pra admitir o erro e pedir desculpas. Ao menos é isso que acho, e é assim que fui criado.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Quem sou eu?

Acordei num salto, literalmente pulando da cama.

Tinha algo arranhando minha garganta fortemente, parecia algo como uma faca entrando na laringe. Estava suando frio, e na escuridão do quarto mal consegui achar a maçaneta da porta. Não sabia onde estava, aquilo tudo parecia um sonho, no caso, um pesadelo. Fui correndo tropeçando pelo corredor até o banheiro, não havia ninguém na casa, a não ser eu e ela. Meu corpo tremia, estava todo adormecido. Via viagens estelares em meus olhos, vias intergaláticas tingidas de verde e borboletas.

Liguei a luz e abri o armário de remédios do canto procurando algo. Não encontrei, e pensava que havia deixado lá. Começava a faltar o ar e caí de joelhos no chão. Nada mais parecia real, tudo girava. O chão em azulejos parecia um imenso tabuleiro de xadrez, minhas pernas estavam adormecidas e me pareciam puxar pra baixo, me fincando no chão. Tombei meu corpo e lá fiquei.

Fiquei assim uns dez minutos. Mas pareciam horas.

Sentia cada uma das minhas respirações. Uma hora vi algo se mexendo lá longe. Uma trilha, uma linha, eram pequenas formiguinhas vencendo a barreira da parede, lentamente subindo com sabe-se lá o quê. Comecei a ouvir o mundo, percebi que a torneira pingava. Ao longe pela janela eu percebia a garoa fina e chata daquele lugar.

E fiquei lá, parado, estático. Observada o mundo ao meu redor e voltava a si. Já respirava mais tranquilo, mas meus olhos haviam começado a lacrimejar, e meu corpo tremer pelo frio que fazia aquela madrugada. Até ela chegar na porta do banheiro com aquela cara de sono e me olhar.

"Levanta daí". Disse apenas isso, em tom imperativo. Na hora não acreditei, embora estivéssemos vivendo praticamente juntos, jamais recebera um carinho e poucas palavras dela. Era puramente profissional e nada mais que isso, e apenas eu que me iludia, tamanha frieza por parte dela. Porém ela estaria preocupada de alguma forma comigo naquele momento? Tantas coisas passaram pela minha cabeça que fiquei com os olhos fixos nela, que virou as costas e estava voltando pro seu quarto.

Foi aí que, já recobrado do choque, tentei perguntar: "Me diga antes, por favor. Me diga quem eu sou!". E então ela parou com a mão na parede e virou pra trás. Seu cabelo bagunçado, suas olheiras que nunca sumiam e aquele corpo fino e esguio virou em minha direção, mas ela sequer olhou pra mim, que ainda estava deitado em posição fetal no chão. Porém, aquelas palavras ficaram de alguma maneira.

"Você é emoção, eu sou a razão. O que me falta em força de vontade, você carece de paciência". E depois entrou no quarto e ainda falou, mesmo difícil de ouvir consegui entender algumas coisas: "Você é o impulso, quando tem que bater, você bate. Quando tem que defender um amigo, você defende. Quando alguém trai, se você não bate é porque a pessoa não vale nem ser cuspida e você apaga da sua existência. Eu apenas existo. Você embora sofra e dê risadas, é o que pessoas chamam de 'viver'...".

E exatamente quem mais vive, é quem mais não tem vontade de viver. Pois não encontra valor nessa vida. Ainda fiquei alguns minutos, achei alguns comprimidos, calmantes ou psiquiátricos, joguei-os no vaso sanitário e dei descarga. Isso é, até a próxima compra.

Porquê? Queria experimentar um pouco dessa insanidade que todos falam.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Mulheres, sempre elas.

Estava procurando um vídeo que há muito vi recebido por e-mail, no meu finado e-mail do Terramail que depois de me ter feito tirar uma nota ruim porque ele não enviou um e-mail há uns seis anos atrás eu o abandonei e nunca mais acessei esse serviço porco que ainda é pago.

O vídeo em questão é o Women in Art, uma montagem contendo diversos quadros com uma transição suave e bacana mostrando os mais de quinhentos anos de retratos femininos. Pra quem não sabe: o primeiro quadro a ser pintado com uma mulher é comumente atribuído para La Gioconda, ou Monalisa para os não íntimos, de Leonardo Da Vinci (outra coisa que muita gente erra é colocar o Da minúsculo). Talvez alguém até pergunte: "Ah, mas eles retratavam por exemplo, Maria, mãe de Jesus Cristo! Ela era mulher!", sim! Mas mulheres normais, burguesas, nunca eram retratadas, afinal não tinham a divindade da Nossa Senhora.

Um dia quem sabe as mulheres que eu retrato estará aí...!

Porém, essa postagem eu quero mesmo é chamar a atenção para outra questão. Existe uma triste frase que "Mulheres só conseguem entrar em museus se estiverem nuas num quadro, nunca como artista conceituada" e acho que vale a pena mostrar aqui que esse machismo infelizmente invade e se perpetua até numa das áreas do conhecimento mais tradicionais e que mais evoluíram nos últimos tempos, ainda em pleno século XXI ainda termos tão poucas mulheres artistas conceituadas (Yoko Ono não vale!) expondo tanto quanto os homens. Vamos dar uma chance, e sair dessa era medieval que "proibia" mulheres de fazer arte.

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