terça-feira, 9 de junho de 2009

Hoje é realidade, mas antes era impossível.

Estava lendo um texto bacana no blog do Paul Rabbit, que embora eu não goste de seus livros e ache que ele não merece uma vaga na Academia como muitos, gosto de ver seu blog. Lançou recentemente um livro com acredito ser uma espécie de compilação das postagens nesse diário eletrônico. Não li, não posso dizer se é bom ou ruim, mas esse que destaquei achei bem interessante e trata-se de uma postagem em seu diário virtual.

Lembro de ter visto, acredito ter sido uma declaração do próprio Santos Dummont (que assim como aqui e na Europa, nós damos o crédito à invenção do avião ao brasileiro e não aos ianques irmãos Wright) que ao ver um avião de papel disse algo como "Depois de inventado, o que era impossível não parece mais tão fora de cogitação". Ao mesmo tempo como hoje vemos pictogramas e entendemos bem (embora eu ás vezes demore a ver onde é masculino e feminino, a diferença é sempre tão pequena e já cometi deslizes sem querer), eles demoraram anos para serem criados. Hoje é fácil, existe uma convenção, mas pra isso se tornar o que é hoje, demorou e rolou muito rice-'n-beans.

Todos nós temos constantes desafios, mas vejo que muitos desistem logo nos primeiros sinais. Pessoas desistem, jogam para escanteio qualquer coisa sem ao menos tentar. Excluem pessoas como possíveis paqueras logo na primeira impressão, desistem de estudar logo na primeira tentativa, não se dão uma chance pra ir bem ou mal, enfim.

Também não vou dizer que sou das pessoas mais insistentes também. Se vejo que existe algo que vale a pena eu lutar mesmo que seja impossível ou improvável eu luto mesmo e vou com tudo contra todos. Acho que a gente tem que perder o medo de correr atrás das coisas que acreditamos, dos nossos princípios e das coisas que nos dão valor. Lutar contra o impossível é fácil quando você o torna possível, sabe?

Digo sim que falhei em muitas coisas na vida. Falho normalmente por correr atrás de mulher que não presta ou tem sérios distúrbios anormais. Mas depois de um tempo, por incrível que pareça, embora perder não seja lá uma coisa que eu goste muito, perder lutando é muito melhor que perder sem ter ido à guerra. Não fica aquele sentimento de "Cara, e se eu tivesse tentado, será que rolaria?". Nunca será motivo pra eu me sentir inferior ou algo do tipo, penso apenas que tentei, apostei todas minhas fichas e falhei, oras. Todos estamos sujeito a isso, e o jeito é ir tentando, tentando, tentando. E tente outra vez, que o impossível uma hora torna-se possível!

Mas ter em mente que quando você tenta é cinquenta-cinquenta porcento de acerto ou vitória. Mesmo que a coisa esteja hoje impossível, amanhã pode não ser mais. Seres humanos ao longo de sua tragetória sempre se superaram em algum momento. Foi assim que viemos dos tempos das cavernas e evoluímos até as sociedades democráticas de hoje. Parecia impossível, mas depois de tanta luta foi possível.

E temos que aprender a falhar também. Não adianta você também ficar tentando a vida inteira e ser um Seiya de Pegasus da vida porque tem coisa que são impossíveis mesmo. Tem que entender que falhar é normal, corriqueiro, e estamos sujeitos a isso. E a falha não pode ser nunca um pretexto para não tentar. Acredito que a falha é muito mais bem vinda como uma vitória, só de tentar e se dedicar é algo louvável, ainda mais numa sociedade como a atual que preza tanto a vitória.

Acho mesmo que deveríamos pegar e lutar e, obviamente, não ver falha até que a falha venha em nosso encontro - ou também o sucesso, oras! Apenas... Faça! Quando você não tenta você tem uma falha automática, se mesmo assim você tenta, você sai feliz porque ao menos tentou e deu seu melhor.

1 comentários:

Manuela O. disse...

Voce esta sempre inspirado quando posta no blog! Adorei o layout. Nao sei como voce diz que nao gosta deles. Mas o meu preferido era o do dir en grey, se nao estou trocando as bolas. Beijinhos da onee-chan.

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