sexta-feira, 26 de junho de 2009

Mia - Brincando de viver.


Mia, protagonista do romancezinho jururu que estou escrevendo, cujo seu nome inteiro é Mia Meii-Marie Donmenikos Quuerr Geisel Bourbon Theotokópolus e Byzan é apresentada inicialmente como uma garotinha de sete anos, muito inteligente, que entende bastante do mundo. Mais tarde, com treze anos perde sua mãe e mentora. Desde então resolve deixar tudo de lado e ir atrás de seu destino.

Francamente não quero criar um personagem já criado. Quero trazer mesmo pra realidade e brincar com muitas coisas que a sociedade nos impõe. Colocarei nela tudo de bom e ruim que vejo nas meninas de dezessete até vinte e cinco anos - as que estão na fase deixando de ser garotas e virando mulheres de verdade. Todas as qualidades, como ser explosivas, determinadas, maduras e ao mesmo tempo os defeitos como serem infantis, extremamente submissas e altamente resistentes a chifres de namorados.

Por isso acredito que o público feminino não pode ler nada, hahaha. Se eu conseguir roteirizar direitinho acho que vai ser bem diferente daquilo que os filmes, novelas e seriados pregam. Filmes por exemplos pregam que elas devem ser independentes, bonitas e bola pra frente. Mia sofre de terríveis picos depressivos, vai ser apaixonada por um cara que vale nada e vive traindo ela, e ela por sua vez perdoando, vai ter manhas, pedir colo e ao mesmo tempo dar tapas, vai dar uma de durona mas na verdade derrete mais fácil que manteiga na panela, vai deixar tudo de lado várias vezes, abrir mão de amigos, família, e por uma fase vai ser até meio tomboy (tá, admito! Minha segunda fraqueza depois de asiáticas... Só gosto de gente desmiolada mesmo).

Essa está sendo uma das mais complicadas. Toda hora eu vou escrevendo os primeiros capítulos - onde ela ainda é criança, a história é mais focada na sua mãe, Anya - mas volto depois pra re-re-reescrever. O Word cansou. Mas gosto bastante. Acho legal mostrar esse lado B, puxando mais pra realidade. Afinal estou cansado de filmes que ficam jogando na cabeça das pessoas, por exemplo, que devem correr atrás dos seus sonhos se no fundo ninguém corre. Pés na realidade não ultrapassam os da ficção, logo pessoas maníaco-depressivas não poderão ler também.

Legal desconstruir essas coisas. Acho que uma coisa é o que a sociedade põe como valor, e outra totalmente diferente é como as pessoas agem por si mesmas. É bonito dizer que você é contra políticos safados ladrões, se quando você recebe mais dinheiro de troco na padaria você, fazendo uso da Lei do Gerson, onde "O que importa é você se dar bem" aceita aquilo quieto. Ambos são desleais, em quantidades diferentes, mas são igualmente ladrões, tanto o político, como você que aceitou calado mais dinheiro como troco. Comofas?

Sei lá, é complicado. Já fiz outros roteiros, mas esse vai ser mais enxuto, poucas coisas e mais profundo. Vai ser pessoas do jeito que elas são, não como elas são idealizadas, e a Mia, bem... É apenas mais uma, como eu, você e todos. Fiquem ligados ás novidades sobre Frontière! (sim, é um nome biboso de merda fedendo a bosta vomitada por aquele povo porco e nojento, peludo que eu sinto um ódio do fundo da minha alma que são os franceses...)

Próximo é a "primeira protagonista", Anya, a mãe da Mia.

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