sexta-feira, 31 de julho de 2009

Primeira aventura nos Quadrinhos.

Esses dias estava jogando alguns arquivos pessoais na nuvem e fuçando as pastas vi uns arquivos muito idosos, entre eles, meu primeiro mangá, haha.

Faz tempo. Mas fico triste em ver como meu traço já era péssimo na época. E não mudou muita coisa, o mesmo traço da mistura de Nobuhiro Watsuki com as donzelas da CLAMP (dos anos noventa). Foi a adaptação de um dos livros que mais gosto - A Viuvinha, de José de Alencar. A história é linda, adoro muito esse livro. Um romance pequeno, tocante e atemporal.

Embora obviamente os valores tenham se modificado um pouco... Ou não! Indico a leitura do livro. E do meu mangá também. Acho que nunca mostrei pra ninguém, acho que faltou foi um pouco de coragem. Sem mais delongas, as páginas estão online na minha Galeria do Picasa. As páginas estão em ordem, comece pela 01 e assim por diante.

E sim, eu odeio o Flickr. Ô coisinha complicada e chatinha de usar esse Flickr, embora os bons fotógrafos estejam lá.

Bailam corujas e pirilampos entre os sacis e as fadas.

Falar mais sobre Asian Music, afinal não estou com saco de falar de outras coisas. Exceto o MussumDay que foi ontem, mas ontem mal usei o PC, preciso correr que a doença me derrubou as férias inteiras e tenho que fazer o que tenho fazer logo, compromissos, mulheres, etc. Saudades grandes dos Trapalhões, ainda quando passa no Canal Brasil eu paro, assisto e dou boas risadas com esses aí que fizeram parte da minha infância. =)

Primeiro quero comentar sobre o último lançamento do Gazette, o bem recebido DIM. Meu comentário será sobre exatamente contra os elogios que todos fazem, muitos vindos comparando o álbum com sons vindos de funk-rock anterior, o STACKED RUBBISH. Lembro que o povo odiou por ter sons com influências do funk americano na banda japonesa. Isso só enaltece como rock além de obviamente toda a coisa comercial de hoje, virou uma coisa tão de nerds babões.

Lá vem outra generalização! Mas é a minha, hehe.

Gostava do rock quando pessoas ouviam Beatles, Elvis Presley, Johnny Cash e The Doors. Digo, pessoas tentavam, traziam novos estilos, instrumentos. Imaginem que seríamos de nós se os Beatles não tivessem assistido Caminho das Índias e não gravassem Sgt Pepper's? E sinceramente, gosto mais dos Beatles fase LSD do que a fase antiga, hehe. Óbvio, as antigas são excelentes, mas as mais novinhas são mais que excelentes, são excepcionais.

Agora se uma banda muda um pouco o mundo parece que cai. Não podem experimentar coisas novas, tem que ser igual, senão os que curtem caem matando em cima. Vejo isso muito em Symphonic Metal, como Avantasia por exemplo, eu costumava ouvir muitos, mas alguns poucos que mudavam o estilo todos caíam em cima aí vi o nível de nerdisse dos roqueiros. Se antes quem ouvia rock eram merdas da sociedade, pessoas que se drogavam, faziam amor livre e metiam o pau na sociedade, hoje são moleques tímidos, que pra vencer a timidez enchem a cara de cachaça, meninas estudiosas, bobas e virgens que vestem preto se achando por aí. Acaba que seu gosto se dá muito pelo que ouve dos outros do que pelo que ouve da banda.

Lastimável. Por isso não me venha me fixar como "roqueiro" não, quero essa bobagem longe de mim.

Sou a favor sim de experimentar e trazer coisas novas (mesmo que resultem em merdas como NEXT LEVEL, tem que experimentar, tentar e inovar!), embora eu e mais cinco pessoas apoiávamos o som bom, diferente e inovador de STACKED RUBBISH. Agora em DIM todos voltaram a falar que "Voltou a ser bom", então se pra vocês rock é o conjuntinho vocal, guitarra, baixo e bateria, fique você no seu mundinho limitado que eu prefiro uma coisa muito mais ousada. Enche o saco, fica tudo muito igual. A beleza não tá em tudo ser igual, mas na diversificação. ;D

Pessoal não tem que criticar que mudou não. Pode ser que mude e fique ruim, aí é outra história. Mas criticar porque mudou, mesmo o álbum ficando bom, faça-me o favor, né? Saem dessa vida de sons iguais e aumentem seu repertório com os Secos & Molhados, Teresa Teng, Janis Joplin e Zap Mama. Fica a dica.

E por fim, a estréia de BoA no ocidente! Não teremos nunca Ayumi Hamasaki por essas bandas, mas podemos nos contentar com a Jolin Tsai e a BoA, até porque se a japonesa quisesse vir teria que encarar muito CNA ainda pra ter um inglês razoável, porque o dela é porco demais.

Gostei bastante do que vi da BoA [Energetic PV]: onde uma koreana vestiria um espartilho, faria trancinhas no cabelo e dançaria melhor que a Britney Spears? Tá vai, mas entre todas as cantoras asiáticas, acho que a BoA é a de beleza mais original de todas. Junto talvez da japonesa Bonnie Pink, a qual a idade só vem lhe fazendo bem. E a pinta no rosto também, que dá um charme sem igual pra ela.

BoA primeiro que não é tão baixinha (uma asiática não-mestiça quase alta! Só koreanos!), não tem os olhos tão puxados, nariz e boca dela são perfeitos. O corpo também, é magrinho, lembra bem Audrey Hepburn: Nem menos, nem mais. Na medida perfeita. Talvez o rosto seria um problema, mais troncudo, mais quadradão - marca de koreanos. Típico exemplo de patinho feio, quando era criança era feia que doía os rins. Já basta ter conquistado toda a Asia agora vem pra cá. As japonesas da PUFFY Ami & Yumi que se preparem, vem chumbo grosso escrevendo em hangul aí.

E o melhor de tudo: fala inglês perfeitamente. Com direito até os vícios de linguagem porcos ianques.  Também manja muito de japonês e mandarim.

Tá mais do que perfeita pra casar. Tou na lista de espera. =D

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Orgulho e Preconceito.

Chá preto estava servido. Via o vapor subindo lentamente. Eu estava de pé olhando para o fogo da lareira que estava ali. Fazia frio, muito frio, em uma terra um tanto distante. Frio e umidade. Coisas que me acostumei tanto, mas que hoje em dia não suporto.

"Obrigada, Mr. Blair. Pode nos deixar a sós agora, por gentileza". Por dentro de mim, me remoía de um misto de tristeza, ódio e impotência. Continuava em pé longe da senhora que havia acabado de dispensar quem havia servido o chá. Começava a respirar e aparentar cansaço. Incrível como ficar com raiva nos faz ficar mais cansados, toda aquela tensão, aquele estresse, aquela confusão nos faz ficar tão ativos como se fôssemos dar o bote. Mas naquela hora só existia uma vovózinha tomando seu chá e um jovem em pé perdido em seus pensamentos.

"Velha, não sei que tipo de coisa vai falar pra mim, mas se vai ser um crítica me diga que vou indo embora. Ando muito estressado pra ficar ouvindo ladainhas, especialmente vindo de gente da tua laia". E ela continuava lendo o Mirror lentamente. Idiota eu, que pensei ser um mero tablóide, mas era um livro. Ela o pôs em cima da mesa e me indagou: "Me diga, você já leu 'Orgulho e Preconceito', de Jane Austen?".

"Não". Respondi na lata.

"Pois leia. Você é jovem, teve que engajar num relacionamento forçado com uma garota que além de odiar é alguém que é muito seu oposto. Essa ainda é a coisa mais normal do mundo hoje em dia, mas a questão não é bem você não gostar dela, mas quem sabe, já tentou gostar dela? Sem dar nenhuma chance jamais poderá ver o que existe além do seu orgulho e de seu preconceito".

Nessa hora que virei os olhos pra cima, indicando desprezo. Fui me aproximando da mesa de chá, puxei uma cadeira e me sentei. Peguei o livro e comecei a folheá-lo. Continuei calado, e o chá que estava quente, já estava morno. Mentira, já havia lido o livro haviam uns cinco anos.

"Vocês dois tem muita personalidade. Ao mesmo tempo a situação está muito caótica, os tempos hoje são muito mais violentos. Até mesmo trabalhar juntos vocês conseguem fazer bem. Obviamente vocês não tem uma vida tão bem estabilizada, mas podemos andar na rua distraídos e tomarmos um tiro. Se fizemos essa escolha entre vocês dois, pra vocês ficarem juntos, é para o seu bem".

Joguei o livro no chão com violência. Naquela época nós atirávamos e depois perguntávamos. Não digo que é ruim, mesmo hoje ainda ajo muito assim. E não me arrependo. Entrou correndo o tal do Blair e o empurrei pra parede, afinal ele estava impedindo minha saída enquanto a senhora continuava me chamando. Vi que não iriam me deixar sair tão facilmente de lá, parei na frente da porta e antes de sair disse em bom tom:

"A diferença, minha senhora, é que Elizabeth no final deste livro, mesmo depois de todo o preconceito que ela tinha com o casamento forçado, descobre o quão bom o Sr Darcy é, e casa-se com ele feliz. Eles tem um final feliz. Agora olhando para nós dois, você realmente acha que nós teremos um final feliz?"

Ela ficou calada e me deixou ir embora.

Não. Não tivemos um final feliz.
E embora nem o "início", nem o "final" foram felizes, o "meio" teve pinceladas de felicidade. Pinceladas de Van Gogh, sempre tão distantes, umas vezes fortes, umas vezes com ternura, brutalidade. Mesmo que o resultado as pessoas não entendam tão bem. Só entende quem viveu dia após dia. Mesmo que o pintor seja um louco, afinal é o pintor que põe sua personalidade.

Talvez seja muito isso. Pessoas são felizes, tristes, tudo acontece. Tudo passa também. Diferença é você dar um ponto final nisso e seguir em frente. Recomeçar é difícil, mas é preciso. Esse rapaz da estória que demorou a entender isso tudo, inclusive até hoje.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Vida sem humor é impossível!

Francamente, como esse país é hipócrita! Temos um ladrão, canalha, imprestável e da pior categoria sendo presidente do senado como José Sarney, e agora vem algumas organizações pegar no pé de um humorista o chamando de racista. Sem comentários. Sim, sei que tenho uma pá de amigos advogados, provável até uns leiam o blog, e queria saber até onde vai esse raio de liberdade de expressão que essa constituição me garante.

Vivemos anos em ditadura, brasileiro é um povo que tá acostumado a obedecer no tapa, sem nunca discutir. Quer diminuir mortalidade por alcool e direção? Proíba e coloque uma multa! Quer tirar os fumantes de restaurantes? Proibição! Quer tirar os nóias da cracolândia? Jogue goteiras em cima deles! Não invista na educação, nos bons moldes, no comportamento ou ainda em uma vida digna pros viciados em crack. Mande uma multa, mande ser preso ou mande tomar naquele lugar! Violência sempre é o mais fácil, não? Violência nunca foi e nunca será a solução.

Estive lendo uma notícia na Folha Online, com a seguinte frase twitada por @danilogentili, humorista e membro do CQC: "King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?" e pessoas vem o acusando de racismo? Francamente, não vejo nada disso! Como o próprio Danilo disse, é uma tiragem de sarro com jogadores de futebol! Afinal quem só consegue o estereótipo de loirona escultural e modelo só pode ter dinheiro como um jogador de futebol (o que não deixa de ser verdade pras Maria-chuteiras).

Digo, somos um país onde até nosso presidente quando sobe no palanque parece um comediante Stand-up, e o bom humor do brasileiro é o que faz pessoas amarem esse país e serem até mais felizes. Um país onde tantas pessoas passam por tantas dificuldades, temos tantos problemas. Embora muita gente fale que isso é um defeito daqui, vejo os países entediantes como até mesmo o meu amado Reino Unido onde as pessoas não tem nem um décimo das manhas do humor daqui. E agora, até mesmo a liberdade de fazermos humor é caçada?

Não podemos falar, não podemos ser nós mesmos e agora nem mesmo piadinhas?

Daqui a pouco não poderemos falar das bundas quadradas das japonesas e do pinto pequeno dos asiáticos? Não poderemos falar das orelhas e narizes gigantes dos judeus? Não poderemos falar da burrice dos lusitanos? Não poderemos falar da viadice dos sãopaulinos (hahahaha...)? Não podemos nem tirar sarro dizendo que todo árabe carrega uma bomba, ou todo francês é um merda (ok, esse último sobre os franceses é completa verdade! Fikdik). Ou então tirar sarro de um negro?

Pois então comecem já, se querem levar essa censura a sério. Proíbem Todo Mundo Odeia o Chris, que mostra com bom humor o triste racismo contra negros. Proíbem também o Borat, que é cheio de piadas antissemitas. Proíbem também claro, a Parada Gay que querem fazer no Morumbi, o estádio do São Paulo, que é um time de torcida maioria homossexual ou menininhas que não sabem nem o que é uma bola. Proíbem os nipônicos de aparecerem em filmes, se bem que eles são pessoas invisíveis mesmo... Viu? Piada! É um deboche da sociedade, e não estou incitando ninguém a se comportar assim. Acordem!!

Acredito que impedir de fazer piadas só aumenta o preconceito. Não quero discutir cotas étnicas, até porque eu sou um mero Zé-graça, não sou comediante mas levo a vida com bom humor. Todos aqui damos risadas de todos! Quantas vezes ouvi piadas de indígenas, nordestinos ou ainda italianos e dou risada por eu ter ascendência nesses povos? Sempre! Que japonês nunca ouviu uma de pinto pequeno e deu uma risadinha? Ou um judeu naquela clássica piada entre a diferença dele e uma pizza quando entrar no forno?

A vida sem humor é impossível! Se começarmos a vetar isso, e punir inutilmente enquanto temos o cara que levou meu celular solto por aí no Capão aqui do lado de casa vai mostrar como brasileiro dá atenção pra merdas pequenas enquanto o esterco do lado que merece ser limpo. Mesmo o humor negro! Acredito que, se eu faço uma piada, quem se sentir ofendido que se pronuncie. Não tenho nenhuma descendência africana, ao mesmo tempo vi nenhum negro se pronunciar contra essa do Gentili, afinal uma ONG como a Afrobras - que moveu o tal processo contra o humorista - deveria defender os direitos dos negros, certo?

A piadinha fez algum negro morrer? Fez aumentar a criminalidade? Fez aumentar o racismo, que graças a Deus em nosso país não chega a tantos extremos como a KKK dos Estados Unidos? Digam sim a liberdade. Digam sim ao humor. Quem proíbe isso só mostra como o Brasil ainda é um triste país onde pessoas ligam pra coisas pequenas, pessoas não tem liberdade para dizer o que pensam (isso quando a sociedade não reprime antes) e outras merdas por aí.

Piadas não aumentam preconceito.

O que aumenta o preconceito é um negro ganhar menos que um branco, trabalhando a mesma coisa. Ou até trabalhando o dobro.

O que aumenta o preconceito é a sociedade mostrar que negro só se dá bem se for bandido ou jogador de futebol, onde essa mesma sociedade hipócrita prefere dar estudo pra um riquinho de olhos azuis do Morumbi do que um favelado do Capão Redondo.

O que aumenta o preconceito é nas novelas globais o negro só ser empregado doméstico, enquanto a Mariana Ximenez, ex-aluna do Arquidiocesano, faz uma adolescente menstruadinha em toda santa novela.

O que aumenta o preconceito é um negro não conseguir namorar uma loirona porque todos ficam olhando torto pra ele. Ou com dó da loira né, afinal com o membro deles o sexo oral vira uma verdadeira endoscopia (Hahaha... Esse tipo de piada que eu queria ouvir sobre mim... xP).

Dá vontade de mandar esses mestres na hipocrisia tomarem no meio do rabo. Mesmo. Se querem chamar a atenção, chamem dando estudo, dando chances, dando emprego. Não processando um humorista que nos faz dar boas risadas. E vamos dar risada mesmo! Sacanear e sermos sacaneados, rir todos juntos, afinal com tantos problemas, só rindo deles mesmo pra não chorar ainda mais, né?

segunda-feira, 27 de julho de 2009

"Oh meu Deus, você ligou?"

Estive lendo um post num blog que eu leio via Netvibes. O título era bem sugestivo: "Um elogio aos homens que não ligam no dia seguinte".

Basicamente falavam de como hoje em dia os papéis mudaram, e embora vai vir muita gente aqui dizendo pra eu não generalizar, eu que lhes volto a pergunta: O que cargas d'água significa pra você "generalizar"? Generalizar nunca é cem porcento, seu acéfalo desmamado filho duma égua caolha, mas sim a grande maioria. Por isso se eu falar a palavra "todas" não estou falando de todos MESMO, digamos uns 80 até uns 90%, então vá tomar no c* mesmo porque tou cansado de gente vir falar que eu generalizo, se é impossível falar que todo mundo é 100% alguma coisa, pô. Algumas minorias ainda salvam. Embora não tenha encontrado nenhuma solteira. Ainda.

Gostei bastante, embora quando a gente lê esse tipo de coisa escrito por outros a gente normalmente não dê muito crédito, afinal só quando a gente reclama que tá valendo. =P

Mulheres reclamam quando homens ligam, e é nessa parte que em geral ou elas te dão um chute na bunda, somem, ou já engajam em outro. Ou os três ao mesmo tempo. Quando não ligam, reclamam pras paredes da mesma maneira. E aí veio a constatação mágica: A sociedade transformou homens em mulheres e vice-versa! U-lá-lá!

Seria genial se não estivesse tanto na cara há tanto tempo. =P

Digo, com a revolução feminista o que mais existia eram mulheres reclamando que homens eram assim ou assado. Isso é, quando reclamavam. As meninas de hoje em dia não tem muita noção disso, mas até uns cem anos atrás, ou até menos, mulheres não existiam. Eram apenas seres para a procriação e nada mais. Não estudavam, viviam em casa pra os filhos e para abrir as pernas pros maridos. Sim, pode parecer difícil de entender, mas é só dar uma pesquisada histórica que vão entender que era disso pra pior. Chegou a modernidade, elas começaram a pensar e começaram a existir, inventaram o vibrador. Oba! Pediam homens mais sinceros, mais fiéis, mais amorosos, entre outras coisas. Ao mesmo tempo, queriam mostrar sua sensualidade e dominar, e tudo mais.

Mas como diz a Yuuko Ichihara: "Tudo tem seu preço. Não pode cobrar mais, nem menos, tem que cobrar o preço justo". E hoje temos homens que ligam, que enchem suas namoradas de mimos e amor, e agora são eles que levam rola no rabo, pra não dizer coisa pior. Digo isso porque eu sou o clássico exemplo de cara trouxa e babaca contemporâneo. E só levo rola dessa mulherada que anda tão macho, que daqui a pouco vão ter pintos no meio das pernas. ;D

Afinal elas já até mijam de pé, né? =P

Como elas mesmo dizem, as de dezessete até uns vinte e dois tem que tomar cuidado. Na dúvida, fique com uma de trinta.

O que eu acho mais bacana é essa visão da coisa. Mas acho que só vem com a idade mesmo. Gosto de ver muito esses casais dos trinta em diante, eles tem outra visão de mundo, não são como as meninas menores que implicam até com o cadarço desamarrado do parceiro. Mulher com vinte quer amor, sexo gostoso e presentes, já as de trinta querem proteção e um companheiro. Li essa definição num dos blogs de papo de macho que sigo e achei muito boa. Claro, como eu disse antes que venham babacas dizendo que eu generalizo eu falo: "Nem todas, tem por aí tanto mulher de vinte e menina de trinta".

E no final as pessoas fogem. Fogem de si mesmas, fogem do outro, somem, enfim. Tem medo de expor seus sentimentos, já vi até namoradas que tem vergonha de abraçar ou andar de mãos dadas com o namorado. Óbvio que o homem ali também é um retardado-mor e não faz nada pra melhorar a situação. Não digo que tem hora que é melhor correr, mas ganha muito também quem encara de frente suas fraquezas, dá a cara pra bater mesmo, e vai em frente custe o que custar.

Correr, até que seja impossível. Afinal falhar pra mim é quase uma vitória. Perder mesmo é nunca ter tentado, certo?

domingo, 26 de julho de 2009

Molecada antenada!

Gosto de saber e assistir o que a molecada anda assistindo. Certeza absoluta que serei o papai mais coruja e participativo do mundo, né? Sei que isso é um saco, minha mãe sempre participou de tudo, mas acho que acabarei indo por esse lado também.

Lembro-me uma vez, que foi quando de fato eu percebi que eu tava ficando muito velho: uma vez, que uma aluna do CNA ao me ver com um mangá de Saint Seiya na bolsa me indagar "Nossa, teacher, Cavaleiros do Zodíaco é coisa tão velha! Minha mãe que gosta disso!". Móderfaquer! Meu mundo caiu, como diria a Maysa. =P

Sinto falta daquele fanatismo que eu tinha quando era mais pirralho. Poxa, eu tinha decorado a ordem de quase cem Pokémon (Bulbasaur, Ivysaur, Venusaur, Charmander, Charmeleon... e por aí vai!), vivia sonhando com aquelas atrizes japonesas lindas de Jaspion ou Jiraya (mas era romance, não sou dessas crianças precoces que já pensavam em sexo com sete anos... =\ Pelo contrário, demorei pra caralho pra entender o lance do pinto entrando na perereca. Até hoje não entendo muito bem, sendo sincero...), mas hoje eu ainda gosto de ver pra saber como tá o nível da coisa. E embora muitos, realmente muitas pessoam metam o pau, gosto bastante do que eu vejo hoje em dia pra criançada.

Digo isso porque agora que tou mais velho eu vejo aquilo com um ar crítico muito mais apurado (aqui que eu paro de me achar). Mas acho que ar crítico nada vale se você não tiver mesmo uma química com a coisa. Esses dias por exemplo, tava vendo Ben 10. Cara, que genial! As mulheres/meninas vão odiar, mas aquilo pra um moleque casa como uma luva. Primeiro são super poderes, mas super poderes diferentes do Omnitrix (10!), um vilão que não é um completo demente mental ao mesmo tempo inteligente, uma menina chata, a Gwen (como TODAS as meninas, isso pelo ponto de vista da molecada) e muito do arquétipo do herói. Tanto que é uma febre atual.

Agora para meninas, assisti esses dias no Cartoon Network o tal Meninas Superpoderosas - Geração Z. É bizarro, mas quando era mais novo assistia todos os Cartoon Cartoons (parei de vê-los na fase que começou Mansão Foster pra frente) inclusive esse que é bem feminino. Mas eu nem ligava, pra ser sincero. Meu favorito era o Laboratório de Dexter (coisa de nerd, aff!), mas curtia a Lindinha, Florzinha e Docinho, indo contra todos os estereótipos. Pra quem não sabe, a tal "Geração Z" é com elas maiores, vivendo numa Townsville mais nipônica, e elas tem até um cachorro e um irmãozinho. As garotas acredito que adorariam, dá pra perceber muitas coisas cute desde a saia rodada (fetiche-masculino), como as estórias também, sei lá. Não sou menina pra dizer se é bom ou ruim, mas acredito que as garotas iriam gostar sim. Ah, e eles manteram todos os vilões clássicos também, desde o "Ele", até o Macaco-Louco, e até a Srta Bello. Pena que não fez sucesso.

Pra concluir, um que eu dou muita risada é Os Padrinhos Mágicos. Timmy Turner é o clássico exemplo de bullying, Vicky a babá maluca, Cosmo e Wanda salvam também a animação por serem muito bem humorados, os pais do Timmy como sendo o estereótipo de pais burros, enfim. Poderia ficar citando muitas coisas, mas o meu favorito desse é o Mark, a criatura espacial maluca.

Acredito por isso que o melhor é fichar a molecada como muito antenados. Acho que a minha foi bem um marco, a dos anos noventa, para coisas muito mais elaboradas que os outros mais antigos receberam. São piadas mais rápidas, mais atuais, mais humor negro e deboche, atraindo tanto adultos quanto crianças. Isso é animal e adoro MUITO isso! Molecada não são hoje os doentes mentais que nossos pais nos tratavam (ou melhor, pensavam que nós éramos bobinhos, mas apenas "pensavam") e hoje ninguém tem medo de mostrar algo elaborado pra uma criança e ela resolver e entender aquilo.

Se antes a molecada era tímida, não falavam muito, assistiam Cinderella, na minha época começamos a falar, mostrar que existimos, quase uma revolução feminina só que com as crianças querendo cada mais serem vistas. Mochilas ganharam textura, queríamos nos vestir dos nossos super-heróis, entramos no mercado e fazíamos nossos pais queimarem seu dinheiro comprando nossos mimos, haha. Disney mudou. O desenho animado mudou. E claro, o que as crianças querem mudou também.

Minha mãe adorava Branca de Neve e os Sete anões. Eu sou mais da Bela e a Fera, minha época, o maior signo do acadêmico "Renascimento Disney". Acho que a molecada da minha geração, e acho que até a dessa que está agora, estão vivendo uma revolução muito forte, muito na questão da linguagem propriamente dita e na questão da sua participação na sociedade.

Mas como sempre, ser criança continua sendo uma coisa ótima! E agora eles sabem que eles são mais espertos. 
Poxa, se eu pudesse teria voltado e aproveitado mais. Tive uma infância tão rápida, tive que crescer e descobrir a amargura do mundo muito cedo. Por isso molecada, vão fundo e aproveitem! Quando tiverem seus dezessete anos não vão nem querer saber disso, mas quando tiver com seus vinte ou trinta vão querer voltar correndo pra esse mundinho rico.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Jolin Tsai vs. Hamasaki Ayumi!

Antes de começar: se você é fangirl das duas, não leia! Vou elogiar, mas também meterei o pau, hehe. Saia dessa vida e seja um fã consciente. Acredite, sua vida vai melhorar e seu cantor, pasme, não é perfeito.

Agora se você não conhece, continue oras! Será um review comparando os dois últimos trabalhos de ambas, o Flower Butterfly, da chinesa Jolin Tsai e o polêmico NEXT LEVEL, da japonesa Ayumi Hamasaki. Embora sejam de países e línguas diferentes, são dois grandes ícones femininos do cenário pop asiático. A Ayumi conseguiu agora uma estabilização da carreira e grande reconhecimento, virando a maioral no país que mais faz mais dinheiro com pornografia no mundo, o Japão. A segunda é chinesa da ROC (República da China), ou Taiwan, não é siliconada como a anterior, é meio feinha também, mas canta que é uma beleza na ilha onde chineses de todas as etnias, raças e tamanhos se misturam e não se matam como no continente do lado.

Embora as duas não sejam rivais, tem lá uma rivalidade forte por debaixo dos panos. É como a entre Claudia Leitte e Ivete Sangalo, uma rivalidade que existe, é forte, mas elas não admitem e juram ser grandes amigas. Fico com a Ivete! Abaixo um review, uma nota e se quiser baixar pra ouvir, vou divulgar o álbum completo também.

NEXT LEVEL (2009 - Avex) ~ Ayumi Hamasaki (浜崎 あゆみ)
Já falei anteriormente sobre ele. Não é totalmente de se jogar fora, Ayumi aproveitou de um visual meio retrô com um som completamente futurista, muito eletrônico. O resultado foi um álbum com músicas MUITO boas e ao mesmo tempo umas MUITO ruins. Quem ouve a japonesa aqui sabe, ela vive lançando álbuns underground com participações de DJs do nível do DJ Marlboro pra pior. Porém, as músicas dos álbuns dela graças a Deus nunca tiveram tantas intervenções de trance/techno. Não até NEXT LEVEL.

Depois de Secret e Guilty, dois álbuns excelentes da cantora a gente esperava ainda uma coisa melhor, mas não veio. Destaque para as canções desse álbum: NEXT LEVEL, Sparkle, rollin', GREEN, Rule, LOVE 'n HATE, Days e Curtain Call. O resto? Esqueça. Ou melhor, ouça uma vez só. Aí você vai entender. Porém, eu tiro o chapéu também pra ela, pra lançar um álbum ruim como esse tem que ter coragem, foi um momento de experimentação de novas "vibes" que só alguém com o cacife e dinheiro da Ayumi Hamasaki pode se dar ao luxo de tentar, sair da combinação clássica de álbuns pop. Porém como disse, tem algumas músicas que tão no nível Ayu de qualidade, mas outros ficaram pro DJ Marlboro mesmo.
Nota final: 6,0 ~ Download (fonte: Asian Nation)

Flower Butterfly (2009 - Warner Music) ~ Jolin Tsai (蔡依林)
Não lembro de ter visto a propaganda desse álbum. Mas isso não importa tanto, ter informações de Mandopop aqui é meio complicado, o pouco que recebemos é sobre japoneses, sobre chineses e outros asiáticos chega pouca coisa especializada por aqui. Partindo direto para o álbum, vemos uma formulação bem diferente. Jolin é uma menina meiguinha demais, daquelas que se não fosse pela idade eu diria até que era virgem, seus álbuns são lotados de ballads, que embora a maioria sejam boas, francamente enche o saco.

Porém dessa vez ela acertou! Primeiro deixando nenhuma das canções com títulos em mandarim. É um saco ficar codificando em pinyin depois, são todos títulos em inglês. Acertou também em deixar menos ballads. Das mais agitadas, indico Butterfly, Love Attraction, Real Man (a letra é engraçadinha no refrão: I don't wanna a boyfriend! I want a real man), mas o resto nem é ruim não, não achei uma faixa tão insuportável no álbum, são boas. Das pra ficar abraçadinho com a namorada(o) indico Accompany with me. Tanto que seu álbum vendeu o dobro que o NEXT LEVEL da Ayumi Hamasaki.

Sinceramente? A Jolin lançou o que os fãs da Ayumi queriam. Pra dizer que não estou babando ovo, aponto algumas coisas ruins como ser em mandarin, o que é meio óbvio, mas tenta cantar em mandarin que você vai ver o quão difícil é essa pronuncia maldita. Tou há meses tentando aprender Who... (Chinese Version) da Ayumi, isso porque mandar japoneses falar chinês é pedir pra ajoelhar no milho! Dói nos ouvidos. E gosto mais da voz da Ayumi, e outra coisa é que embora a Jolin cante muitíssimo bem, e a Ayumi mesmo sendo toda retocada, siliconada, coxuda, com lábios enormes e olhos ocidentalizados, esteticamente falando (ou sendo do modo bem machista mesmo: deixando a cabeça de baixo falar mais alto) ainda acho a Ayumi mais bonita que a Jolin. Mas nada que um peitão nessa chinesa não resolva... Ou não!
Nota final: 8,5 ~ Download (fonte: C-Pop Share Forum)

Maria da Penha neles! ³

O problema de pessoas famosas se envolver em escândalos é que caso não são punidos ou absolvidos o fato de acabar em pizza ressalta ainda mais a impunidade, pois o problema nem é o resultado do julgamento, mas o fato de não haver julgamento. Isso pro povão significa que você pode fazer o que quiser que nada vai acontecer.

Vi ontem um pronunciamento via Youtube de Chris Brown, pedindo sinceras desculpas e dizendo que o que fez é errado, que é impossível voltar atrás e apagar isso e se sente profundamente arrependido. Pra quem não sabe, Chris Brown foi o carinha que surrou sua namorada - também famosa - a cantora não-americana-que-todos-pensam-que-é, a Rihanna. Fiz dois posts falando dele, e de violência contra mulher aqui e aqui.

A última dele antes dessa foi adiar o julgamento no máximo possível, para ontem havia sido marcado o  primeiro pronunciamento de sua namorada (ou ex, sei lá como tá a situação do casal) Rihanna na audiência. Isso entre outras tentativas frustradas de tentar atrasar o indiciamento, ao menos os juízes lá estão de olhos abertos. Mais um capítulo da coisa, e claro que fãs do carinha não podiam deixar de ir defendê-lo - afinal oras, eu defendo Michael até hoje, exatamente por ser fã, however...

Fã é como namoradinha apaixonada. Não importa se você joga na cara dela vinte milhões de vezes que o cara um cachorro, um merda, que ela nunca ouve. Mas passei dessa fase já, hehe! Isso era mais há uns sete anos atrás quando era mais fangirl do MJ.

Enfim, fique aqui com o tal vídeo do Chris Brown se pronunciando. Cabe a você decidir se esse pronunciamento com dália embaixo vale receber crédito ou não. Pra mim ele ainda é um merda da pior espécie e isso que ele fez é a pior filha-da-putice que alguém pode fazer. Mas pelo menos, entenda bem, pelo menos teve coragem de ir no Youtube esclarecer, bem aos moldes de Bill Clinton e Monica Lewinsky. Acho que americanos tem esse hábito, né? Fazer um vídeo explicando. Engraçado esse povo, heheheh.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Anya entrevista!

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Se quiser, pode ler a minha primeira entrevista aqui.
Anya, assim como Mia, são as protagonistas de um romance que estou fazendo.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Untitled.

Tem alguém andando na calçada da Paulista!

E ele vai, caminhando olhando pra frente. Incrível como apenas um local consegue descrever bem São Paulo: correria. Vê as pessoas daquele jeito, com roupas clichés, mulheres de calças pretas sociais justas no bumbum, cabelos em coque, sérias e enrugadas. Homens de terno e cabelo jogado pra trás, em seus celulares ameaçando seus empregados. De alguma forma sorri, pois esse é o destino inevitável de muitos com certeza. Inclusive o seu próprio.

Mas de alguma forma ele não se vê. Não vê seu futuro! Isso que é decadência da raça humana. Não pensa em ter filhos, ter namorada, ter emprego. Uma pessoa que pegou o extremo do "viva o presente" e vive assim. Não conhece o futuro. Quer esquecer o passado mas isso já é pedir demais.

Tem horas que ele olha pro céu lá em cima. Vê que não importa o quão alto esses prédios cheguem, não conseguirão alcançar essa coisa multicolorida lá em cima. Não é difícil reparar essa pessoa andando na rua: de longe é apenas um lunático olhando pro céu, mas só ele sabe o quanto de milhões de coisas que passam pela sua cabeça a todo o momento. Disparos cerebrais. Sandices na tela de LCD. Poesias em slow motion ¹.

dyed in red shit[er] ou Distorced Instability? ²

Opa! Esbarrou em alguém. Olhou tanto pro céu que se perdeu. Em seu celular, um Nokia 5310 todos os dias se pergunta porque 2 gigas de músicas se a gente não ouve nem 128 megas. Acha iPod um exagero. Mas ele se contradiz. Diz ser contra exageros mas sofre de megalomania. Sente-se ás vezes um rei de um castelo de areia - castelo de areia somem no primeiro vento, mas veja bem! Não importa o castelo estar lá, se foi derrubado ou se não existe, o que importa é ter um rei, um rei justo, honesto e de honra.

Porém, sozinho.

Anda no shopping sozinho, enquanto dezenas de casais juntinhos caminham juntos. Acha isso um porre, mas vai que é porque não tem ninguém. Na verdade teve alguém, mas isso foi há muitas primaveras. Não tem vergonha de viver, de ser feliz. De alguma forma quando vê pessoas da sua idade em revistas ou jornais não se vê como uma pessoa adulta. Não é que pensa ser uma criança, mas de alguma forma não sabe até onde termina e começa o real. Ou sei lá! Ninguém sabe, nem ele, nem eu, nem ninguém. Vai que é porque não teve uma infância: não podia brincar com os amiguinhos, não podia nunca ir mal nos estudos senão os castigos ultrapassavam o limiar de "dentro da lei", não podia paquerar as menininhas, não podia ser o segundo melhor, sempre apenas o primeiro lugar e nada mais. Sua vida sempre foi repleta de "não pode", enquanto seu coração dizia "eu quero".

Mas é aí que reside a tal magia.

Tem alguém andando na calçada da Paulista. Tem alguém de fones de ouvido, mas nem sempre ouvindo música. Tem alguém olhando nos olhos das pessoas procurando alguma luz no fim do túnel dentro delas. Tem alguém que não é bonito, mas é irresistivelmente charmoso e cavalheiro conversando com a sua namorada. Tem alguém de mão no bolso e cachecol no pescoço observando os pombos. Tem alguém querendo comer um Melona e fazendo careta porque tem dentes sensíveis. Tem alguém sozinho, sempre sozinho, indo ao cinema, ao teatro, a exposições, a passeios, a grupos de teatro, a mostras de cinema, fazendo arte, escrevendo neste blog, falando sozinho e falando sozinho em inglês nesse exato momento.

Tem alguém andando na calçada da Paulista! 
Um leonino mandão, egocêntrico, nem um pouco normal, de idade contraditória e claro... Membro do Império Britânico.

sábado, 18 de julho de 2009

O nome é Paula, Alain de Paula. ;D

Hahah... Ainda bem que não daria certo se eu entrasse no MI6 com esse nome. "Meu nome é Paula", "ah... Oi Paulinha!", kkk... Acho que o original italiano "diPaulla" ficaria mais bonitinho. Esses dias no Telecine está passando os filmes do 007, começou no Dr No, pulou um monte e agora já está indo no fim. Pena que é dublado, aquela voz do Leslie Nielsen não combina com o Sean Connery!

Como estou desenterrando coisas, vou desenterrar mais essa. Se tem um que sou admirador tanto quanto Michael Jackson é James Bond. Assisti a todos os filmes, sem exceção e livros infelizmente só tenho um do Ian Flemming, o "Viva e deixe morrer", que mostra um Bond totalmente diferente do filme, mas também interessantíssimo. Fica aqui a dica pra lançarem mais no Brasil, ó pá!

Esses dias tava revendo vários vídeos bons, um deles até com todas as famosas sequências do Gunbarrel, que são um dos maiores ícones e marcas de Bond. Muita gente critica pra caramba, que o Bond é um ícone do machismo, da vida boêmia e do sexo não seguro. Porém gosto mais da idéia por detrás de James Bond - uma coisa que eu moleque não entendia, e demorei tanto a compreender quanto saber o que James fazia de tão interessante pra tirar a roupa e ficar na cama com as mulheres, sim eu era uma criança muito pura e imbecil. Levei décadas pra entender a estória do "passarinho do menino que entra na gaiolinha da menina"...

Bond era muito mais uma "arma política" pra aumentar os ânimos dos bretões e divulgar ainda mais o medo dos comunistas para o mundo. Isso ao menos eu concordo totalmente. Agora o resto podemos pular.

Como já vi todos os filmes, quero destacar uns três realmente muito bons! Como de praxe, eu saio muito dos clichês, vou indicar uns alternativos - longe do Goldfinger por exemplo que TODOS indicam, sem desmerecer pois é um excelente obra-prima "Bondniana". Vamos focar nos que poucos conhecem ou poucos viram.

Com 007 Só se vive duas vezes (You only live twice) - 1967
Antes que o pessoal fale: PORRA! TEM JAPONESAS NESSE FILME! Eu indico por ser um excelente filme. Nele que começa a trilogia do "maior vilão de Bond", o oficial arquiinimigo Blofeld. Gosto muito da visão dos asiáticos que esses filmes dos anos sessenta tem. Gosto porque é hilário, eles não sabem se tratam com curiosidade, respeito ou fetiche. Tanto que hoje as asiáticas são mais ocidentais que os próprios ocidentais, hehe... Filme chama a atenção por James Bond morrer (!), logo no comecinho do filme, mas claro que ele sobrevive e vai pro Japão, onde além de apresentar todas as curiosidades, tem a belíssima Akiko Wakabayashi e uma das poucas aventuras na Asia de James Bond.

007 A Serviço Secreto de Sua Majestade (On her majesty's secret service) - 1969
Muita gente odeia. Odeia porque é nesse que o Sean Connery deixou o papel (depois ele volta, dizem que o Harry Saltzman quase beijou os pés dele implorando a volta). Odeiam porque o ator é ruim, e é um que foge um bocado do Bond sendo pregado até então. Não cheguei a ler o livro, mas é uma das histórias mais românticas de Bond, e o filme tem muito desse romantismo. Afinal é nele que Bond conhece Tracy Draco, sua única e oficial esposa com quem tomado por uma paixão casa-se com ela! Ela porém infelizmente acaba sendo assassinada, um fator importante, de acordo com o próprio autor, para formação do caráter triste de Bond, por tão novo ser viúvo.

007 O Espião que me Amava (The spy who loved me) - 1977
Esse é meu segundo favorito disparado. Perde só pra GoldenEye. Esse filme aliás é uma excessão da excessão, acho por isso que eu o acho tão bom. Mostra a união de Britânicos e Soviéticos contra um vilão em comum. Além de ser cômico, como os filmes de Roger Moore como Bond, tem uma história que passa por vários locais interessantes, além de ter um dos vilões mais famosos, o Jaws "Dentes-de-aço" além da trilha belíssima cantada por Carly Simon, "Nobody does it better". Puta filmaço que nem sempre é lembrado. Destaque à parte fica pra Bondgirl Barbara Bach, na minha opinião a mais bela de todas as Bondgirls.

007 Marcado para morrer (The Living Daylights) - 1987
Se o outro eles estavam se abrindo para parcerias soviéticas, essa por sua vez existe deserção. Muito o clima da época, pertinho da Glasnost. Filme mostra o treinamento de agentes duplo-0, inclusive o 002, 004 e 007 treinando. A Bondgirl é lindíssima, e esse filme é um dos mais aclamados pela crítica, embora acho que os fãs não curtem tanto. Ah, e foi um dos únicos dois filmes que Timothy Dalton fez, e logo após esses marcou um grande hiatus de James Bond.

007 contra GoldenEye (GoldenEye) - 1995
Chega de soviéticos! Vivemos num mundo onde a ameaça é o terrorismo. Peguem um irlandês, que fez sucesso e muito com a mulherada (polls indicavam que ele só perdia pro Sean Connery), apresente 006, mais uma Bondgirl vilã e russos confusos no pós-Perestroika. Receita de sucesso foi o primeiro filme que vi de Bond, obviamente era pirralho. Rendeu um dos games mais aclamados de tiro (GoldenEye 007 para Nintendo 64), além da Isabella Scorupco no papel de Bondgirl. Precisa de mais alguma coisa?

007 - Cassino Royale (Casino Royale) - 2006
Não gostei tanto do Daniel Craig - não por não ser bom ator, é excelente, mas por "não ter cara de Bond". Filmes são excelentes também. Mas escolher entre Cassino Royale e Quantum of Solace é pedir pra ajoelhar no milho. São muito bons. Mas fico com esse primeiro por ter Eva Green fazendo a Vesper Lynd. Pena que é francesa, mas nem tudo é perfeito. Também é bom pois pra nós, fãs que acompanham toda a série, ver uma figurinha velha de volta: Felix Leiter, o agente da CIA e um dos únicos amigos de Bond. Administrar um filme com tantas cenas de pôquer sem parecer tedioso foi uma tarefa muito bem desempenhada pela produtora Barbara Broccoli, filha do cara que levou Bond ao cinema, o Albert "Cubby" Broccoli.

Post Scriptum - Essa é a postagem de número 200! Móderfoquer!! Já dá um livro de merdas escritas by me®.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Santo inferno astral, batman!

Desde moleque eu sempre fui atraído por horóscopo. Mas não podia me interessar muito porque era coisa de menina, haha... Esses estereótipos castigam e poluem mesmo a mente das crianças, hehe. Se bem que eu acho mais que era pelo meu grande interesse em astronomia e Saint Seiya também.

Inferno astral é o período de um mês antes do aniversário que as coisas só se fodem, haha. Todo ano é sempre a mesma coisa, pra minha felicidade. Sim, sou muito supersticioso. Os piores sempre tem uma doença no meio, mas nem sempre tudo tem que doença no meio pra ferrar com tudo.

Teve um ano por exemplo que eu não consegui entrar na faculdade, haha. Maldita transferências e admito que foi meio culpa minha também. O resultado foram seis meses parados. Teve um também que eu peguei mumps, popular caxumba, haha... Ainda bem que não tenho nenhuma foto, mas foi péssimo! Engraçado que um monte de gente ficava perto de mim querendo pegar, mas só consegui passar pra um que só falou comigo uma vez, haha...

Pelo menos mumps só se pega uma vez. Mas catapora eu já peguei duas vezes, ninguém acredita. Acho que é porque meu sistema é meio deficiente também. Até hoje tou pra fazer espermograma pra ver se fiquei estéril mesmo, sentia umas dores lá embaixo mas pra mim era normal. Se for, quem estiver na fila querendo que eu assuma filho podem ir tirando o cavalinho da chuva, hahahaha!

Uma vez rolou um acidente! Fiquei com o rosto todo ferido, e até hoje tenho uma cicatriz pequenina perto do nariz. Mais recentemente deu uma infecção na bexiga, mas pensaram que era apendicite estourada que tinha infeccionado os órgãos, uau. Melhor parar por aqui senão vão achar que sou um mutante, se bem que acho que não foram lá tão ruins. Mas quando tá na nossa pele nunca é algo legalzinho...

Porque muitos eu ficava sempre bom próximo do meu aniversário, menos a caxumba que eu tive que ficar encarceirado um tempo ainda. E aí voltava ao normal como se nada tivesse rolado.

Agora é uma pneumonia feiosa que me pegou de surpresa. Dei um pulo quando vi as manchas no raio-x quando estava no médico. Tem coisas que não precisa ser médico pra se ver, certo? Já tava meio ruim, mas tentei ainda tirar forças pra ajudar na construção do layout do Faca no Console e mais alguns projetos/problemas pessoais. Não é apenas blogger! Wordpress eu também manjo, aqui está o meu cartão. Work for food. xP

Culpa de médicos que não sabem nem diagnosticar uma birosca de gripe. ¬¬
Minha também por ter brincado com a gripe, hehe... Admito! Tou tomando lá por descuidar.

Agora fico aqui morrendo com essas dores, aff... Meio bichice de minha parte, mas pensei que iria morrer, e é sério. Tem médico que tenta mas não consegue deixar de fazer pânico por ás vezes besteira. Agora estou mais ou menos melhor, e acredito que esteja melhorando também, espero!

Agora deixa eu voltar pra minha cama pra ver o jornal e descansar um (mais) um pouquinho.
Até porque os antibióticos estão acabando, oba!! Ficar bem pro aniversário, huhuhu...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Don't cry, Paris Jackson!

Essa imagem ficará acho que guardada durante muito tempo no coração de todos nós.

Hoje provável que será a última lágrima, o último choro. Logo no dia 26 a tevê passou vários clipes e fui relembrando de tudo daquele homem que nunca esteve presente fisicamente, mas foi muito importante na minha adolescência e infância. O dia começou com Billie Jean Motown 25th e terminou com Moonwalker no SBT. No fim do Moonwalker eu chorei, afinal as crianças (que aliás uma delas apareceu já adulta no Fantástico na visita à Neverland, Kellie Parker, com direito a um generoso decote, convenhamos) no final elas pediam pro Michael voltar, e ele voltava em grande estilo no fim do filme cantando Come Together.

Hoje porém a tarde estava ocupado, e com um olho na CNN, afinal o pessoal da Globo e Band só acaba. Pior seria se chamassem o Galvão Bueno, o pior narrador do Brasil. Provável que ele diria que é o funeral da Madonna, do jeito que ele se confunde habitualmente.

E hoje, uau. Já havia uma grande expectativa, fãs e mais fãs reclamando que isso viraria um circo. Francamente não acredito, acredito que todos queríamos prestar uma última homenagem ao Michael Jackson e foi em grande estilo - até diria meio pequeno, Michael merecia mais. O mundo hoje parou novamente, e voltaremos a nossa programação (a)normal em breve. Como muitos chorei, não deu pra segurar, e olha que eu sou um macho muito cavalo mesmo. Chorei quando John Mayer tocou Human Nature, quando Jermaine cantou Smile que é uma das músicas mais lindas que já ouvi na vida (de Charlie Chaplin! Michael também gravou pro HIStory, seu álbum de 1995) e nas declarações finais tentei me conter.

Até que chegou ela, afinal os filhos de Michael raramente apareciam em público, e fiquei abismado em ver o tamanho de todos! Blanket, o mais novinho eu vi ele sendo balançado naquele famoso dia, e o garoto já estava daquele tamanho!

Paris resolveu falar, na hora em que todos esperavam Janet, depois de Brooke Shields ter nos emocionado, Stevie Wonder mostrado suas condolências, veio a filha do meio do Astro, com onze anos. E com três frases me arrancou lágrimas como poucos conseguiram.

Pensei na pena, pensei na tristeza daquela família que tinha perdido não apenas aquele que os levou até onde chegaram, mas seu pai, um membro de sua família querido. Pensei no homem Michael que foi tão importante para o mundo, não apenas o cantor, mas o que ele levava a vida das pessoas, o quanto ele era importante para seus fãs, e sei lá.

Tou me recompondo ainda. Chorei desesperadamente como raríssimas vezes que chorei na vida. E pra variar, ninguém do meu lado, mas isso não é novidade.

Paris Jackson, não vou dizer pra não chorar. Sua dor não é comparável a de ninguém, você perdeu um pai, uma pessoa que todos falavam mal e você sabia que tipo de pessoa realmente era. Tentou dar suas últimas palavras, foi até o fim. Só tenho a dizer que chore, mas chore mesmo. Mas não fica assim que sempre terá o dia de amanhã, não importa o quão ruim estejam as coisas.

Chore e descarregue um pouco dessa sua tristeza. Não apenas você perdeu, mas o mundo inteiro perdeu e provável que o mundo inteiro, assim como eu, chorou junto de uma menina que com apenas onze anos, uma vida inteira pela frente que com apenas essas poucas palavras comoveram o mundo inteiro.

"Só queria dizer que, desde que eu nasci, o papai foi o melhor pai que eu poderia imaginar. Só queria dizer que eu te amo tanto"...

Nós te amamos, Michael. E pela última vez, vá em paz.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Algumas coisas bacanas da democracia.

Como muitos já sabem, não sou alguém que gosta de democracia. Sinceramente não acredito nesse "meio termo" chamado democracia, sou de extremos, pra mim ou é ditadura Kim Jong Ill ou anarquismo. Não acredito nessa de: Liberdade acaba quando começa a do outro e outras coisas. Porém algumas coisas bacanas na democracia acho interessante, ainda mais no Brasil que a gente vê a democracia caminhando devagarinho, quase parando, mas vai andando! Embora o povo ainda acredite que é plenamente subordinado ás pessoas que colocou lá (o que é mentira, pois se ele me representa eu posso muito bem tirá-lo quando não estiver indo de encontro aos meus anseios) é legal ver que vai amadurecendo mesmo assim depois de tantas ditaduras e mão-de-ferro.

Apesar se eu odiar os Estados Unidos, e provável que eu seja a única pessoa da minha geração, afinal o que eu mais vejo é neguinho correndo pra baixar a banda do momento, assistir o filme da hora e coisas do gênero. Ao mesmo tempo não sou hipócrita em dizer que não vejo nada deles, prefiro evitar e ir ver de todos os cantos do mundo. Ficar só recebendo de um canto não dá, definitivamente. Fecha muito sua visão de mundo. Bollywood r0x.

Mas uma coisa que o Brasil, e os brasileiros, sabem muito bem fazer, além de falar inglês porquíssimo tanto aqui quanto lá (desculpe, nós ingleses ainda mantemos nossas origens) é imitar. Tem algumas imitações boas, outras ruins. Uma que gosto bastante é como o povo lá veste a camisa mesmo dos partidos. Se você é republicano você odeia negros, latinos e jamais vai votar no Obama, além de homofóbico. Se você é Democrata você é gay, tem uma filha loura casada com um negão ou asiático (dou muita risada com o clichê famoso hollywoodiano sobre asiáticos serem pessoas que não existem!) e curte tomar um sol também em Miami Beach. Lá vestir a camisa do partido é quase um Fla X Flu, ou um Timão X Bambis, ou Grenal. É rivalidade forte! Quase um ódio como britânicos e franceses, ou portugueses e espanhóis.

Agora aqui, se a pessoa demonstra uma preferência, normalmente é convidada a se calar, exceto se é do PSDB. Claro, que o PSDB tem um poder imenso pra calar a mídia, isso ninguém nega. Pra esconder as coisas também, coisa que o PT e PMDB tem que aprender. Na próxima corrida presidencial do país tupiniquim teremos o embate Serra contra Dilma. Se Dilma estiver viva até lá, enfrentará um candidato forte, muito forte. Governo obviamente elitista, enquanto o outro é pros pobres miseráveis. Nós da classe média ficamos aonde? =P

Não me venha com PMDB.

Esse é o primeiro post pra mostrar meu ódio por José Serra. Quando ele se elegeu prefeito de São Paulo, e prometeu não deixar a prefeitura pra concorrer ao governo do estado me deixou profundamente desacreditado nele quando deixou e virou governador, que era alguém pelo qual eu tinha muito respeito. Nunca vou esquecer isso, ainda mais porque ele deixou o robôzinho faz-xixi-cocô do Kassab no lugar, que só ajudou a mim com o Hospital M'Boi Mirim e era até pouco tempo atrás um desconhecido na população paulistana. O prefeito que só fez uma coisa, o Cidade Limpa que francamente, não mudou minha vida.

Não gosto e não darei meu voto para José Serra. Verdade ou não, não gosto de coincidências, principalmente essas últimas contra o Sarney. Tá, o Sarney é um saco de batatas parado, que fodeu o Maranhão de norte a sul e pela primeira vez na vida estou vendo ele com uma opinião firme, não aquela metamorfose mais que ambulante pulando de apoio sempre (apoiando a ditadura, depois a democracia, depois FHC, depois Lula, enfim... De galho em galho). Talvez essa crise no senado venha em boa hora, tá na hora do Sarney ir e sair da vida política de vez, embora o partido dele seja um dos que mais apoiam o governo Lula.

Abram os olhos. Ano de eleição, um partido sem conseguir o poder há tantos anos vai, obviamente, jogar tudo, todas as fichas, desesperadamente. Não estou dizendo que o PT seja maravilhas, não gosto do PT também, mas isso do lugar de onde eu venho é jogo sujo, muito longe do que chamamos lá de fair play, jogo limpo. Gostei bastante desse vídeo que vi no Orkut de um amigo (valeu, Bruno!), e mesmo que três pessoas leiam o blog, acho importante de alguma forma divulgar: política não é o show de publicidade que vemos a cada quatro anos. É o seu destino e o destino de todos, brasileiros, naturalizados, negros, brancos, asiáticos e bozos da guatemala que vivem aqui. Não vão movidos por propagandas, mas por fatos. Só de ver na web já dá pra ler, ver e ouvir tudo de ruim e bom que cada um deles fizeram de verdade, não essas propagandas do horário político.

Fica aí agora o videozinho maneiro. Engraçado, no mínimo:

domingo, 5 de julho de 2009

Com tamanha confusão, não sente vontade de gritar?

Cansado desse ruído da sociedade. Me cansa andar e ver a hipocrisia das pessoas, cansa ver os sujos falando dos mal lavados. Exausto de ver seres humanos que cobram autoridades para melhorar a vida dos pobres só pra não dizerem que não fizeram sua parte - e os mesmos idiotas não perceberem que podem fazer muito mais que apenas falar nos jornais e denunciar. Não dá nada, filhos da puta incompetentes. Cansado de gritos, dessa vida nojenta sem significado entre tantos. Das pessoas me chutando, e das outras dizendo que tenho que sempre me levantar. Me deixa na merda, porra! Esse sistema é um caralho.

Dizem que estou errado, que sou contra todos, que sou contra a normalidade, os padrões da sociedade e que fujo deles. Pega na minha rola então que vou te mostrar a merda da normalidade que você procura. Se você me diz que estou errado, melhor provar que você está certo. Enquanto você fica zanzando por aí vendendo a alma dos outros, eu guardo a minha. Guardo o meu jeito de ser, minha história (ou estória) e nessa parte que eu mostro que sou forte, que sou capaz. E não vou nem jogar a toalha.

Buzinas estridentes ecoando e perdendo-se
No nada
Nos prédios
No cinza
No vidro
No quarto
No cinzeiro com o cigarro
Na criança que dorme em seu berço coberto e com Mozart ao fundo
E que nem pouco sabe que quando sair de lá será esfaqueada por trás
Esfaqueará outros tantos também, porque não?
Verá que o ser humano criou regras, criou leis para conter o seu jeito animal
Mas é o mesmo ser humano que pensa com o seu pinto, age pelo estômago, mata com uma palavra e humilha os outros por mera e simples vontade de acabar com seu tédio.

Me diga então, olhe nos meus olhos. Fale bem alto, grite nele.

Com tanta confusão VOCÊ não sente vontade de gritar?

Você é vitimizado pela sociedade, enquanto uns gritam pra te tirar do círculo do robotismo, outros entoam uma marcha quase fúnebre onde você tem horários marcados, a novela ás oito, a mesma comida fria sem sabor, uma esposa com peitos caídos e barriguda te esperando em casa e um despertador pra te dar bom dia.

Depois perguntam quem é louco na sociedade. Me diga!! Quem é louco? Eu sou louco? Você não é louco? Quem é louco? Eu sou louco? Você não é louco? Quem é louco? Eu sou louco? Você não é louco? Quem é louco? Eu sou louco? Você não é louco? Quem é louco? Eu sou louco? Você não é louco? Quem é louco? Eu sou louco? Você não é louco? Quem é louco? Eu sou louco? Você não é louco? Quem é louco? Eu sou louco? Você não é louco? Quem é louco? Eu sou louco? Você não é louco? Quem é louco? Eu sou louco? Você não é louco? Quem é louco? Eu sou louco? Você não é louco? Quem é louco? Eu sou louco? Você não é louco? Quem é louco? Eu sou louco? Você não é louco?

Todo mundo é louco! Não tem como não ficar louco.
Você não é louco? Como não?? Deixemos nossa insanidade de lado, voltemos ao nosso miojo em copinho morno, nosso céu azul e continuaremos a olhar no espelho todos os dias e deixemos de ser nós mesmos pelo que a sociedade impõe, e estaremos despertando aquele louco intolerante dentro de nós.

E seremos felizes. Pois seremos "normais". Teremos um emprego chato, uma esposa chata, um leite com toddy chato e até a coca-cola quente. Beijovaproinferno.

(Autor Desconhecido)

sábado, 4 de julho de 2009

E no fim, reverenciamos os Romanos.

Cara, é muito louco viver nessa época! É ótimo ver como a palavrinha transição se aplica bem ao que vivemos hoje.

Esses dias estava lendo dois feeds que eu sigo de blogs católicos. Não sou católico pois não fui batizado, nem quando bebê, mas por incrível que pareça se fosse escolher seguir Cristo, a católica estaria na minha lista das cinco que tenho respeito (Católica Romana, Presbiteriana, Anglicana, Batista e a Congregação Cristã). Todas realmente muito divergentes entre si, desde o purgatório Católico até a proibição de ter tevês da Congregação.

Tirando isso, todas são bem similares. Citam coisas que não tem na bíblia original, exatamente para dar o tempero, senão fica tudo igual né? Mas gosto de transitar em ambas, mas o maior contato que tenho com Deus é claro, quando ajoelho e oro (quase) todos os dias. Porém ao mesmo tempo o Brasil sendo uma grande nação Cristã, tá mais que estampado que a preferência da sociedade vai além de preceitos religiosos, principalmente aqueles clássicos mandamentos sobre a gula e a luxúria (ui, ui, ui!).

Óbvio, isso se deu bela revolução feminista (blábláblá), a posição que as mulheres conseguiram (blábláblá) e a importância delas no cenário contemporâneo (blábláblá). Não é falta de respeito, apenas quero encurtar a estória. Sabem que eu gosto de História, não? Não me dê corda, que vou longe.

Eu tinha um amigo que era um evangélico bem radical. Porém ao mesmo tempo que ele não fazia sexo, por exemplo, descontava nos pratos. Moleque gostava tanto de lasagna que dizia querer casar com uma (uma lasagna!). Francamente, era uma brincadeira, mas passava uma seriedade na sua fala, que... Uau! Até hoje lembro com umas boas risadas.

Todos falam que o Papa Bento XVI por exemplo diz ser errado ao proibir a camisinha e métodos anti-conceptivos. Comentários do tipo que ele é careta, que quer que todos morram de Aids ou gonorréia entre outros dados muita vezes por jornalistas que não entendem muito bem que o buraco é bem mais embaixo. Josef Ratzinger é um dos teólogos mais respeitados, aliás seus estudos merecem um tempo para dar uma olhada, independente da religião. E obviamente por ser Papa vai defender o que, ora bolas, vai defender o seu lado! Afinal se ele que é o Sumo Pontífice não fizer, quem fará? O Padre Marcelo?

A proibição nem é tanto pela camisinha, mas por um pecado acredito que descrito em Coríntios sobre não cometer imoralidade sexual, isso é, você dar (ou comer) "apenas por diversão", mais ou menos como nossos amigos Romanos, a sociedade calcada no Prazer (pelo menos pros mais ricos). Quem não se lembra daquela velha romana que eles depois de uma refeição vomitavam para depois voltar e sentir novamente o prazer de uma refeição? Métodos anti-conceptivos no caso entram naquela parte sobre o impedimento do "cresce e multiplica". =D

Que fique claro que não estou falando que é certo ou errado. Bíblia é um apareto de regras, mas também de belíssimas crônicas e contos, que não precisa ser Cristão para se gostar ou admirar, assim como outras histórias bonitas como a de Joseph Smith, Jr, o fundador dos Santos dos Últimos Dias é uma história tocante também. E essa parte, por exemplo, dos Coríntios deve-se considerar pois: Jesus Cristo na época veio pra dar uma "remixada" nos preceitos bíblicos. Quer um exemplaço? Moisés dizia que apenas o homem, e só ele é responsável por botar o que comer em casa. Nosso amigão Jê-jê veio dizendo: "Não... Nada disso! Se a mulher precisar pode sim e não tem nada disso dela ser desonrada não!".

Ao mesmo tempo não lembro de Jesus ter dito algo sobre transar antes do casório. Ele rebateu e discutiu váááárias coisas judaicas, mas parece que o entra-e-sai não teve foco. Apenas reforçou  a idéia de que todos deveriam formar famílias, ter filhos por exemplo. Provável que ele nem pensava que as coisas chegariam no ponto de hoje, onde você vai numa balada e transa sem camisinha adoidado (sorte que não tem muita Aids aqui no Brasil...). Que é exatamente o que o Papa diz, afinal a Europa está passando por um grande envelhecimento da população, e numa época em que teríamos que ser como na União Soviética e ficar fazendo filhos adoidados que depois o Estado se vira pra criar, vivemos reclusos em nossas casas acariciando nossos miaus e assistindo a Susan Boyle e Pica-pau na tevê (aqui no caso, uso como exemplo a europa... O Brasil tem é que diminuir essa quantidade imensa de mulheres fecundadas por quilômetro quadrado! Camisinha neles!).

Meus estudos bíblicos eu tento manter meio longe de dogmas. Tem histórias muito bonitas (fato!), tem ensimentos interessantes, e aquela clássica coisa que a gente normalmente lê e diz: "Uia! Isso é verdade!!". É engraçado como Jay-Cristo deu um pelo dum upgrade em todas aquelas coisas judaicas chatas. =D Talvez seja por isso que ele dá de dez a zero nos outros em número de fiéis (tou com medo de fazer piadinhas com o povo de Israel... Nada contra judeus, pelo amor de Crist... Quer dizer... EHUAheuiaeh.. xDDD Brincadeira!).

Afinal ele moldou uma sociedade mais que Michael Jackson. =P
Não xinguem o Papa, por favor! No fundo ele é uma pessoa boa, prometo.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Fim do Ragnarök Online no Brasil - Parte 3

Recapitulando: Dizia eu que a aritmética... Hahaha... Brincadeira! (infame essa, huh?) Nos últimos posts desse tema cheguei na etapa que o Openkore já existia - isso é, já existia uma maneira de burlar os programas de proteção e lançar um BOT no universo do Ragnarok. Porém eles ainda não haviam se popularizado, os que usavam era estritamente em benefício próprio ou para seus clãs.

O problema surgiu quando pessoas descobriram que seria possível fazer dinheiro, mas dinheiro real (R$) mesmo com eles. Com a chegada dos ROPs uma das maiores críticas que vieram foi a de trazer diferenças sociais para o jogo. Isso se dá pois, se eu sou um filhinho-de-papai, ou trabalho com prostituição ou algo do gênero, sou capaz de comprar ROPs e turbinar meu personagem com os equipamentos vendidos apenas por essa bizarra moedinha. O mercado de Ragnarok começava a fluir: muitos sites, e muitas pessoas habilidosas, e que também disponham de tempo e dinheiro decidiram fazer contas e vendê-las com personagens fortes. Lembrando que, nisso não vejo nada de errado, apenas foi um estímulo inicial pra tirar o dinheiro real e jogar no jogo.

Acredito que pessoas pensaram: "Poxa, se posso comprar ROPs, que é uma moedinha da própria empresa que representa o Ragnarok no Brasil, porque não comprar zenys, que é a moeda principal do jogo, que eles não vendem?"

Pessoas querendo tirar proveito disso ligaram seus BOTs para irem atrás de itens, em geral cartas, que são os itens mais raros do game e são realmente muito úteis pois trazem atributos extras, entre outras coisas, e tem o preço elevado. A solução é: ligar os bots pra irem sozinhos atrás dessas cartas ou outros itens, afinal é difícil de consegui-los e requer tempo e dedicação, e isso é o que o BOT pode fazer por eles. Vendendo cartas eles ganham zenys, que eu posso vender cada milhão por reais e assim faturar uma grana boa. "Posso colocar cinco BOTs ao mesmo tempo, terei os lucros multiplicados por cinco!"

Veio então uma verdadeira horda de BOTs, que são em geral rouges (traduzido aqui como Arruaceiros) que ficam sozinho em mapas matando bichos sem parar, conseguindo toneladas de itens, e por sua vez trazendo lucro pro seu dono. Conheço pessoas que conseguem pagar a faculdade com o que ganham no Ragnarök com essa patifaria, pra vocês terem uma idéia onde o nível chegou.

Perguntem: Mas e os Game Masters, os moderadores do game?
Estão ocupados com o lançamento de Perfect World, indo em outros jogos, pois até o Ragnarok foi infelizmente abandonado até por eles, pelo seu péssimo serviço dedicado. ='(

Pra concluir: Hoje o Ragnarok no Brasil está declinando mesmo. Muitos usam BOTs, mesmo sendo ilegal, lucram dinheiro em cima e fizeram com que muitos jogadores revoltados desistissem do jogo. Entre eles, eu. Embora minha conta ainda exista e eu pago para mantê-la, afinal foram quatro anos (completados em janeiro de 2009!) jogando um jogo que eu amo, porém que infelizmente está acabando.

Eu, assim como muitos ainda temos esperança que as coisas vão normalizar e poderemos voltar ao nosso jogo, talvez por isso não desfaço da minha conta e a do meu irmão. Fiquem com um vídeo feito pelo Pepperoni, um dos jogadores mais importantes do Ragnarok no Brasil e um dos melhores High-priest/Priest reconhecidos mundialmente em um vídeo produzido por ele exatamente para mostrar a qual nível chegamos:

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Beijo para dormir.

"Toma. Leite com um pouco de mel e canela acho que vai te ajudar". E deixei com ela uma caneca de leite morno. Estava do mesmo jeito de antes, só que abatida, com uma terrível gripe e ardendo em febre. Óbvio, fica tomando chuva, a diferença é que eu tomo chuva e pego nada, ela dificilmente também, mas naquela época ela tinha abusado um pouco da sorte mesmo.

Começava a tomar cada gole de leite lentamente, com as duas mãos na xícara, como se fosse uma criancinha. Ver aquela mulher, sempre tão segura de si, séria, fria, naquele momento mostrando tanta fragilidade me fez refletir. Não. Coloquei a mão na sua testa pra ver se estava quente. E estava com quase trinta e oito graus de febre.

Terminou o leite e dei um anti-térmico. Deixei a xícara no criado-mudo pra levar depois, peguei uma cadeira e me ajeitei o lado dela, e fiquei olhando. Tentava passar uma certa indiferença, mas disfarçar nunca foi lá meu forte. Peguei uma revista e comecei a folhear, quando o silêncio do quarto foi quebrado.

"Você... Você é sempre tão bonzinho comigo. Acredito que você espera muito mais de mim como mulher, não? Mesmo assim você fica aqui do meu lado...". Na minha cabeça ela estava delirando. Talvez até estivesse. A febre naquela hora havia caído como uma luva: tudo o que ela não falava, aparentemente estava fazendo ela ali agora abrir a boca pra dizer. Tentei responder brevemente.

Porém, não consegui. Via uma das únicas vezes naquele nosso relacionamento forçado que ela me olhara no fundo dos olhos. Éramos opostos, mas opostos com algo a ver. Não éramos como água e fogo, mas sim como água e gelo, que embora fôssemos diferentes, tínhamos a mesma essência. A aquariana pensativa e o leonino afobado. "Eu sei que você não sente nada por mim. Pra mim você é a pessoa que mais critica, que mais fala mal de mim e isso eu não suporto. Mas ao mesmo tempo que não te suporto, acho difícil.", eu disse;

"Difícil o quê?", ela perguntou ali, na hora.
Fiquei mudo por um momento. Voltei a folhear a revista. Mas não conseguia prestar atenção em nada escrito ali. Naquele momento meu coração disparara, o suor frio começava a descer e meu estômago ficar gelado. Ela virou olhando pro lustre no teto, refletindo as luzes que vinham de nossa tímida janela, em nossa pequenina casa, naquela terra que só chovia.

"Não gosto de você também. Você é emotivo, não tem vergonha de ser feliz e age por impulso. Se vê alguém querido seu em apuros você não mede esforços, para tudo que tá fazendo e vai ajudar, não importa se o mundo estiver vindo na direção oposta". Na hora fiquei com raiva, pensei ser um xingamento e revidei: "Você tá me achando um idiota miolo-mole, é?!"

E ela virou pra mim e olhou de novo. Disse um sonoro e cálido "Não.", e depois completou: "Apenas não faz meu estilo. Meu estilo é pensar mais antes de agir, mas admiro isso em você. O que não suporto é que cada dia que passa você me ensina a me soltar mais, e eu te ensino você a se controlar melhor. De alguma forma que não entendo, nos completamos".

Meu olho lacrimejou na hora, mas não derrubei nada. Virei de costas pra ela e joguei a revista no chão logo na minha frente. Completei o que havia dito antes: "Não te suporto mesmo também. Mas o difícil que eu falava era que mesmo eu não te suportando, mesmo nós sendo tão diferentes e estarmos presos nesse relacionamento forçado... O que eu acho difícil é exatamente isso: viver longe de você."

Ela deu um risinho. Quando virei, já recomposto, ela estava de olhos fechados. Provável que ouviu o que disse e dormiu. Me ergui, coloquei os lábios sobre sua testa e dei um beijo com ternura, para ajudá-la a dormir melhor. Saí do quarto, peguei meu jaleco e fui dar uma volta e fumar um cigarro. Porém dessa vez calmo, sabendo que ela estava bem em seu lugar, de onde jamais deveria ter saído.

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