segunda-feira, 27 de julho de 2009

"Oh meu Deus, você ligou?"

Estive lendo um post num blog que eu leio via Netvibes. O título era bem sugestivo: "Um elogio aos homens que não ligam no dia seguinte".

Basicamente falavam de como hoje em dia os papéis mudaram, e embora vai vir muita gente aqui dizendo pra eu não generalizar, eu que lhes volto a pergunta: O que cargas d'água significa pra você "generalizar"? Generalizar nunca é cem porcento, seu acéfalo desmamado filho duma égua caolha, mas sim a grande maioria. Por isso se eu falar a palavra "todas" não estou falando de todos MESMO, digamos uns 80 até uns 90%, então vá tomar no c* mesmo porque tou cansado de gente vir falar que eu generalizo, se é impossível falar que todo mundo é 100% alguma coisa, pô. Algumas minorias ainda salvam. Embora não tenha encontrado nenhuma solteira. Ainda.

Gostei bastante, embora quando a gente lê esse tipo de coisa escrito por outros a gente normalmente não dê muito crédito, afinal só quando a gente reclama que tá valendo. =P

Mulheres reclamam quando homens ligam, e é nessa parte que em geral ou elas te dão um chute na bunda, somem, ou já engajam em outro. Ou os três ao mesmo tempo. Quando não ligam, reclamam pras paredes da mesma maneira. E aí veio a constatação mágica: A sociedade transformou homens em mulheres e vice-versa! U-lá-lá!

Seria genial se não estivesse tanto na cara há tanto tempo. =P

Digo, com a revolução feminista o que mais existia eram mulheres reclamando que homens eram assim ou assado. Isso é, quando reclamavam. As meninas de hoje em dia não tem muita noção disso, mas até uns cem anos atrás, ou até menos, mulheres não existiam. Eram apenas seres para a procriação e nada mais. Não estudavam, viviam em casa pra os filhos e para abrir as pernas pros maridos. Sim, pode parecer difícil de entender, mas é só dar uma pesquisada histórica que vão entender que era disso pra pior. Chegou a modernidade, elas começaram a pensar e começaram a existir, inventaram o vibrador. Oba! Pediam homens mais sinceros, mais fiéis, mais amorosos, entre outras coisas. Ao mesmo tempo, queriam mostrar sua sensualidade e dominar, e tudo mais.

Mas como diz a Yuuko Ichihara: "Tudo tem seu preço. Não pode cobrar mais, nem menos, tem que cobrar o preço justo". E hoje temos homens que ligam, que enchem suas namoradas de mimos e amor, e agora são eles que levam rola no rabo, pra não dizer coisa pior. Digo isso porque eu sou o clássico exemplo de cara trouxa e babaca contemporâneo. E só levo rola dessa mulherada que anda tão macho, que daqui a pouco vão ter pintos no meio das pernas. ;D

Afinal elas já até mijam de pé, né? =P

Como elas mesmo dizem, as de dezessete até uns vinte e dois tem que tomar cuidado. Na dúvida, fique com uma de trinta.

O que eu acho mais bacana é essa visão da coisa. Mas acho que só vem com a idade mesmo. Gosto de ver muito esses casais dos trinta em diante, eles tem outra visão de mundo, não são como as meninas menores que implicam até com o cadarço desamarrado do parceiro. Mulher com vinte quer amor, sexo gostoso e presentes, já as de trinta querem proteção e um companheiro. Li essa definição num dos blogs de papo de macho que sigo e achei muito boa. Claro, como eu disse antes que venham babacas dizendo que eu generalizo eu falo: "Nem todas, tem por aí tanto mulher de vinte e menina de trinta".

E no final as pessoas fogem. Fogem de si mesmas, fogem do outro, somem, enfim. Tem medo de expor seus sentimentos, já vi até namoradas que tem vergonha de abraçar ou andar de mãos dadas com o namorado. Óbvio que o homem ali também é um retardado-mor e não faz nada pra melhorar a situação. Não digo que tem hora que é melhor correr, mas ganha muito também quem encara de frente suas fraquezas, dá a cara pra bater mesmo, e vai em frente custe o que custar.

Correr, até que seja impossível. Afinal falhar pra mim é quase uma vitória. Perder mesmo é nunca ter tentado, certo?

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