domingo, 2 de agosto de 2009

Character Design


Um tema que eu ando pesquisando, e ainda estou pesquisando, é o Design de Personagens. Estava lendo e vi que o que move uma boa história não é apenas a boa história, mas bons personagens. Acho importante também que essa mesma psiqué dos personagens você consiga de alguma transpor no desenho.

O desenho acima é um exemplo bacanudo que eu quero usar. Feito por mim, inclusive.
São três personagens do Frontière, onde o número 2 e 3 são o casalzinho principal do roteiro (clique p/ ampliar).

Vamos começar! Primeiro a gente designa a característica principal da pessoa. Observando a primeira (nome ainda a confirmar, não dei um pra ela, quero um nome chinês ou vietnamita, mas a chamaremos de Qin por hora) sua personalidade é de uma pessoa jovial, além dela ser uma das mais desiquilibradas e bobas do roteiro. Esbanja felicidade por fora, mas vive triste por dentro.

Observando pessoas que normalmente tem em suas vidas uma quantidade imensa de desgraças, a gente percebe que eles sabem disfarçar muito bem. Digo isso porque conheço muitas pessoas que tem tudo de material e são tão tristonhas... É quem toma mais no rabo que fica sorrindo por aí, praticamente em progressão aritmética. Por isso mesmo o sorrisão, a aparência de felicidade e jovialidade. O rosto também, redondo, olhos puxados e a trança indicam sua etnia asiática. Ah, pretendo jogar uma espanhola que vai tar na estória também.

No meio temos o bonitão, o Andie. Ele é o cara que cresceu, ficou bonito, bem estilão George Clooney. Ontem vi um Stand-up onde um cara dizia:

"O Clooney foi eleito o homem mais sexy duas vezes! Que vantagem tem isso? Só pode ser a dele chegar, apontar pra mulher e dizer 'Chupa aqui agora', e toda mulher obedecer. Afinal ele foi eleito o mais sexy duas vezes! É só mandar chupar e pronto, qualquer mulher no mundo faz!"

Hahaha. Mas a coisa dele é mostrar que ele é um cara bonitão mesmo, másculo, forte, embora mais pra frente ele vai perceber que ser bonitão não o ajuda em nada pra conseguir quem ele mais ama no mundo, que obviamente não o ama, a cabeçuda da Mia. Acho que vou mudar algumas coisas no Andie, não sei. =P Ainda tou estudando. Quero brincar com os penteados dele bastante. Deixar arrepiado, grande, pra trás, franja, etc.

Por fim, a amada e idolatrada Mia. Eu ando desenhando tanto a Mia que estou pegando o jeito do corpo dela. Acho legal essas nuances, embora só percebam se os seios for como os da Rangiku Matsumoto, de Bleach. Num dos primeiros dela eu a fiz com a bundona quadrada sem querer, um monte de gente comentou e eu pensei: "Gostei! Ficou uma característica legal nela", afinal ela não faz o tipo de mulher sedutora, muito pelo contrário. Ela tem um lado infantil muito forte dentro de si além da tristeza - e bote tristeza nisso.

Por ter perdido a mãe cedo, por nunca ter encontrado o pai, por amar um idiota que não vale nada, por talvez não conseguir amar o cara bonzinho que presta, enfim. Ela também é trancada no mundinho dela, e embora tenha o Andie com toda sua testosterona, esse será um roteiro completamente voltado para falar das mulheres, do ponto de vista das mulheres e no mundinho delas. Mas obviamente é escrito por um homem, mas se eu disser que tenho duas mulheres me ajudando na parte sobre "escrever sobre elas escrachando", acho que vou ter mais crédito (e é sério!).

E enfim, isso é apenas um texto amador, não sou profissional e meu relacionamento com quadrinhos, mangá e coisas do gênero é apenas de um grande leitor a admirador da Arte Sequencial para outro (você!). Os estudos que eu tenho são muito ralés mesmo, nada muito profundo, por falta de experiência e conhecimento. Mas tenho paixão e gosto da coisa, que é uma das coisas mais importantes.

E tenho também as mãos cheias de nanquim, hahaha. Unhas pretas é o que há.

1 comentários:

Cris disse...

salve as unhas pretas e as mãos sujas, nada dá mais prazer!

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