domingo, 23 de agosto de 2009

-no time-

“A legislação brasileira não pune o suicídio por questões obvias, nem a tentativa de suicídio por questões de política criminal, pois poderia incentivar a pessoa a novas tentativas até conseguir o seu intento”.


Viver depois de não conseguir já é um fardo tão grande quanto ter simplesmente morrido, se é que querem saber.

Hoje paro pensar e reflito que fico feliz de ver que entre as trinta milhões de tentativas de suicídio no mundo por ano, pouco menos de um milhão de fato morrem. Isso é, tem êxito em sua tentativa. 

Será que as pessoas de alguma forma renascem? Estiveram tão perto, e pela sua própria vontade apenas voltam.

Verdade é que o assunto é um dos grandes tabus da humanidade. Não o façam. Mesmo. Sendo sincero, até hoje as cicatrizes ardem um pouco. Falei antes do êxito, mas muitos vivem por uma palavra muito próxima, o hesitar. Tão próxima quanto o que se passou na cabeça naquele exato momento.

Vida uma coisa ás 23h59. Um nada ás 00h00... E você de volta ás 00h01.

A ferida pode ter cicatrizado, mas o que ficou na alma, dificilmente vai se curar tão rápido assim. Aqui acredito que começam essas estranhas reminiscências.

Se você acha que quero me exibir, fazer-me de inocente, ou qualquer outro -logismo que inventar, vou pedir gentilmente para que simplesmente feche esta janela, vá embora e nunca mais volte a este blog. Se vai me criticar, vá pra tua querida cama que sua esposa/namorada deve estar com a xoxota fervendo pra te dar.

Vai lá na sua namorada/esposa que não estou afim de colocar a tua mãe como a próxima da minha lista. =)

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