terça-feira, 11 de agosto de 2009

Precocidade.

Tento ficar por dentro das novidades que a molecada tem disponível. Seja os desenhos animados, brinquedos, ou até um Wall-E que eu vi numa loja e quase desembolsei e levei pra casa. Acho que é meio complexo, minha infância foi muita chata e triste, em comparação com outros, não gosto de falar nesse assunto. A última eu achei o máximo, uma boneca que a criança ao vestir uma regada especial com um sensor, faz com que imite o ato da amamentação.

Muita gente veio dizendo que isso estimula a criança a querer ter filhos. Fico do lado do que acha que não tem nada a ver, afinal as meninas brincam de boneca e nunca tiveram vontade de sair transando por aí. Crianças são seres bem inocentes, ainda acredito muito na inocência da criançada. Embora exista exemplos de que cada vez mais elas estão precoces também.

Digo isso porque a minha geração muita gente deu seu primeiro beijo aos sete e transou com treze. Exceto eu, até nisso tive um puta dum azar, só fui beijar com quinze. Transar então, vish... Acho que foi com uns dezessete. Foi tão ruim que prefiro até esquecer, kkkkk. Dizem que melhora depois né? Pra um homem isso é muito atrasado, mulher é café-com-leite, até uns vinte muitas estão virgens como vieram ao mundo. Agora pra homem pega muito mal, senão fica fichado como agasalhador de quibes, pegador de sabonete, queimador de rosca, enfim. VIADO. Coisa da virilidade masculina e tal, tem que transar nem que seja ali na hora com alguém e de qualquer jeito perder a virgindade. Adolescência é mesmo uma péssima fase.

Molecada quer beijar, quer transar, até porque as informações sobre isso estão bem disponíveis. Tive uma criação rigorosíssima, e embora por exemplo eu fosse um fã do James Bond, o grande comedor, só depois de muitos e muitos anos na adolescência tardia que eu entendi que o meu pinto tinha que entrar numa perereca. Pra mim era só pra mijar, pra vocês terem uma noção da coisa.

Afinal as coisas já tão uma bagunça, não? Gente de treze anos virando pais e mães, meninas abortando até dizer chega, gente indo pras baladas e transando ali na hora com mais medo de gravidez do que de pegar HIV. Mas ainda acho que uma coisa salva isso tudo: romantismo.

Uma vez eu tava conversando com uma menina de oito anos eu acho. Faz um tempinho já. Não trato a molecada como doentes mentais porque me tratavam como um retardado e eu odiava. Converso de igual pra igual, na boa. E aí a mãe dela que tava junto disse que sua filha tava gostando de um amiguinho lá da escolinha.

Acho isso muito fofo, cara. Se os adultos amassem como as crianças, duvido que teriam metade das brigas, desentendimentos, divórcios e coisas do gênero. Crescer corrompe mesmo as pessoas.

Não havia malícia, não havia segundos interesses ou intenções. O "namoro" provável que seja "coisas bobas" como ficar do lado, brincar juntos, dar um beijinho na bochecha, sei lá. Até mesmo os adultos, tão ligados em querer alguém com a benga grande, com um carro do ano, muito dinheiro na conta, colocam coisas tão essenciais, tão primordiais em segundo plano como presença, fidelidade, amor, carinho, e tudo mais. Sim! Estou levantando a bandeira dos rapazes ruins de cama como eu, hahahah. Ao menos na pegada e nos amassos eu me garanto.

Onde no mundo um cara vai admitir ser ruim de cama? Manhêêêê, me socorre. Tô de crise existencial, kkkkk.

A menina não tem vontade, nem curiosidade, nem nada. Quer ficar perto de quem te faz feliz. Acho muito saudável pras crianças estimularem o romantismo, o amor, não o sécso ou perverções. Elas aprendem companheirismo, aprendem a ser menos egoístas, isso as ajuda a crescer, ter auto-estima, tudo mais. Acho que só faz bem ter um namoradinho quando a gente é criança, caso contrário você vai virar um adulto cheio de complexos e anormal como eu. xD

Amar poderia ser uma coisa tão mais fácil, né? Ainda queria entender porque as pessoas complicam tanto. Fica aí com um vídeo sobre a tal boneca, e você acha mesmo que ela incentiva a precocidade?

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