domingo, 9 de agosto de 2009

this iz japz kabuki rock!

Dias atrás estava falando como rock hoje em dia é chato, com os fãs querendo que os artistas nunca mudem, os artistas obviamente querendo embolsar cada vez mais e todo o espírito de liberdade, de quebra de paradigmas e de revolta que foram as marcas do movimento jogado aos ventos. Sim, estou generalizando, by me.

Mas claro! Falo de uns 90% dessas bandinhas, e como dizia uma professora minha que viveu os intensos anos sessenta, ainda existem uns poucos que nos fazem acreditar e ter fé ainda. E muitos nem norte-americanos são ou estão até do nosso lado. Tom Zé em suas mais recentes obras é incrível como se adaptou a modernidade, e o "Santa Música" do Erasmo Carlos não sai do meu Windows Media Player com seu rock meninão. Saindo um pouco dos brasileiros, gosto muito de britânica Corine Bailey Rare (peraí, essa não é rock!), ou então mais experimentais , os novos psicodélicos como os do Franz Ferdinand. E j-rock, óbvio.

Abrir o repertório ajuda.

Hoje quero falar do Miyavi. Nunca falei dele, que ás vezes acaba sendo a porta de entrada pro universo nipônico para muitos. Ele já veio pro Brasil no ano passado, fez um show pequeno, mas lotado. Não lembro se foi dele o comentário, mas ao desembarcar disse que ficou chocado com o tamanho dos biquinis brasileiros. Na boa Miyavi, nossas japonesas são muito mais bonitas que as do seu país também. =)

Antigo guitarrista de uma banda que não fez lá muita diferença, ele se lançou na carreira solo como cantor. Tinha tudo pra dar errado, mas virou um dos expoentes do rock japonês. Sua aparência já é algo peculiar, sempre com o cabelo grande, muito tingido, cortado, desfiado, ás vezes mais feminino, cheio de tatuagens e piercings. Magro, relativamente alto e uma cara de moleque peralta.

Suas músicas é difícil de categorizar. Gosto do Miyavi porque ele faz sons com os objetos mais estranhos possíveis. Substitui o violão pela guitarra muito facilmente, une som de batida em madeira com instrumentos clássicos, além de seu timbre único - ainda mais no Japão onde é muito, muito, muito difícil entre os vocais masculinos ver alguém com um tom diferente.

Provável que não venda trilhões como outros, mas tem fama fora do Japão - o que é complicado. Além de tudo tem um jeito moleque, uma vontade de experimentar novas coisas, ter novas idéias, mostrando sempre aquele som molecão, divertido e nada comum. Recentemente virou papai, filho do seu relacionamento com a também cantora Miyuki Melody Ishikawa, a belíssima melody.. Ficou bem fofa a primeira foto que ele divulgou na internet para os fãs recentemente com sua filhinha recém nascida:

PS: Post Dedicado à Natalie, a fã número um do Miyaviuta. =D

0 comentários:

Postar um comentário

Arquivos do blog