segunda-feira, 28 de setembro de 2009

11 anos de gugol!

Ontem, dia 27, uma empresa que começou há onze anos apagou mais uma vela. Talvez no começo poucos imaginassem o que ela traria pro mundo. Alguém lembra por exemplo como era a vida antes do Google?

Eu lembro que usava o Cadê, que durante muito tempo foi quase que um diretório de sites tupiniquins. Tinha o Miner do BOL também, com na época suntuosas centenas de resultados por busca. Hoje em dia pesquisando fallen Pegasus no Google encontro aproximadamente 740 mil resultados.

Hoje é uma das dez marcas mais ricas do planeta. Porém quero chamar a atenção pra uma outra coisa maneira, e quero comparar com o Twitter. Hoje chamamos o Larry Page e Sergei Brin como dois grandes gênios, mas apenas a questão de falha ou sucesso que os coloca em patamares tão distintos. Se a Google não tivesse crescido e dado certo, provável que seriam apenas os lunáticos das suas famílias, seriam a vergonha de seu meio.

Mas deu certo!

Porééééém, obviamente que o parágrafo acima foi proposital. Quer dizer, se seres humanos são hoje o que são foi porque existiu o erro, a falha que todos tentamos evitar ao maior custo possível. Mas é exatamente por existir essa questão da falha e acerto que evoluímos de macacos.

Afinal entenda que, para se acertar deve-se errar, e vice-versa. Errando bastante aprendemos cada vez mais, uma vida de erros então nos torna pessoas mais sábias e mais experientes. Errar é exatamente o fato humano, e para se acertar como os carinhas da Google tem que se errar também, aprender e fazer direitinho. Mas a diferença entre ser o fracasso e vergonha da família é tentar ou não.

Tenho um promessor que sempre soltou umas boas. Esse semestre a que ficou foi: "Vocês, que agora estão saindo da faculdade, é bem diferente de nós. Enquanto nós, mais 'experientes' conseguimos criar inovação, enquanto vocês podem revolucionar tudo com sua criatividade".

Basicamente não tem muita coisa que nos separa de Larry Page e Sergey Brin, os criadores do mecanismo de pesquisa. Há onze anos tinham acabado de sair da faculdade provável com seus vinte e três anos. Tiveram uma idéia e apostaram olha, só não vamos deixar que a molecada careta hoje não tenha medo de arriscar. Por incrível que pareça hoje em dia conheço muito mais pessoas novinhas caretas e velhos sempre bem descolados.

Portanto, tente. No mínimo vai dar certo e o máximo que pode acontecer é dar errado, aí você tenta de novo.

Tudo fudeu quando rock virou coisa de nerd e eles conheceram o álcool.
Que ódio. =P Ninguém mais lembra dos bons tempos de woodstock e o que pregavam lá, saca?

domingo, 27 de setembro de 2009

is fast asleep. . . . . . . . . . .....

Sono. Sempre tive experiências com sono. Na verdade o sono ainda é algo que perturba, muito.

Tenho a impressão de estar vivendo dias ilusórios, onde a realidade encontro apenas nos sonhos. Ando nas ruas e não entendo, pra mim nada daquilo parece fazer parte da realidade ou sentido. Quando converso com pessoas não me vejo, na verdade eu percebo estar dentro de um corpo, quase um fantoche e ser uma segunda pessoa dentro da primeira. Penso estar em um lugar longe daqui, dentro de um corpo que não é meu, que anda sozinho e tenho que de alguma forma corresponder ás expectativas, seguir uma série de regras impostas pela sociedade e tentar agir como uma pessoa normal, uma coisa que nunca aceitei muito bem essa idéia de normalidade - afinal ninguém é normal, e a coisa mais normal do mundo sim é ser anormal, logo temos um paradoxo pois ser anormal é normal, se a sociedade diz que você deve ser normal e o normal é ser anormal todos somos anormais dentro de um grupo de pessoas normais.

Tenho medo de dormir. Pois os sonhos pra mim são mais reais do que a realidade que todos dizem que existem. Gosto dessa ilusão da realidade, mas tenho medo da realidade dos sonhos.

Pra ser sincero, até eu perdi a consciência de quem eu sou. Esse é um efeito das crises febris que tenho, gosto de ter febre pra dormir e durante o dia pra criar exatamente esse ruído na minh'alma. É uma das coisas mais construtivas pra minha criatividade. E sinceramente, ainda não sei direito se sou eu o qual te escreve. Termômetro tá apontando uns trinta e sete, abaixando agora.

Tenho um sono extremamente leve, acordo com o mínimo barulho. Por isso não ronco. Uma vez lembro que ronquei, lembro de ter acordado ouvindo meu próprio roncar, de tão leve que meu sono é. Não sei se esse é um costume de uma vida inteira de dormir sempre alerta, com cuidado prestando atenção em tudo, que por incrível que pareça eu descanso mais se parar sentado e meditar do que dormindo.

E isso porque é na minha casa. Quando durmo fora dela sou o último a dormir e o primeiro a acordar. Normalmente quando viajo costumo levantar no máximo ás 7h, ou antes, aí fico olhando a aurora, tomando um copo de água, soltando umas bufinhas matutinas de nós homens quando ninguém tá por perto.

Mas quando estou com febre não acordo uma única vez na madrugada, e levanto sempre bem disposto - talvez porque eu tenha desempenhado a função primordial do sono, que é exatamente a de descansar.

Pra ser sincero tenho é um bocado de medo de dormir. Dormir não é algo que me dê muito prazer, mesmo depois de um dia de trabalho intenso. Desde pirralho sempre tive medo de dormir. Isso mesmo, medo de dormir. Relaxar é algo que não conheço muito o significado, acredito. Os últimos que tentaram fazer massagem nos meus ombros, bem... Acabou eu tendo que ajudá-las depois, foi meio na base do reflexo. Mas passam bem.

Algo como estar em estado de nervo vinte e quatro horas por dia. Sou uma pessoa com perturbações bizarras. Pra ser criativo preciso de 39º. As idéias explodem, literalmente. Pra morrer, acima de uns quarenta tá de bom grado.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Press one button to change the world.

Primeiramente estou ardendo em febre. E costumo ter alucinações e coisas do gênero e falar bobeira. Portanto, se você se sentir ofendido, pegue seu dedinho e enfie no lugar que lhe for conveniente. =) Não me culpo!

Dias atrás vi o documentário White Flash/Black Rain enquanto zanzava pela HBO, que SIM, é muito melhor que o telecine que só passa Homem Aranha e Missão Impossível. Tá pior que Sessão da Tarde e Lagoa Azul. Um documentário chocante sobre as duas primeiras - e depois de ver o documentário dei graças a Deus por serem as últimas - cidades do mundo a sofrerem bombardeio atômico.

Óbvio, as pessoas aqui vivem num país pacífico, onde o máximo que temos é nosso presidente falando baboseiras e sendo admirado pelo Obama. Não conhecemos guerras como outros países, e diria: ainda bem. No documentário mostra um dos caras que pilotaram o Enola Gay, o avião que lançou as duas bombas atômicas sob as cidades de Hiroshima e Nagasaki. O depoimento dos sobreviventes é algo chocante, os vídeos da época mostrando todo tipo de sequela que as pessoas sofreram.

Sabe, dizem por aí que não devíamos confiar em seres humanos. Eu confio, acredito muito na humanidade, embora eu como qualquer pessoa tenha sido traído - inclusive por amigos que julgava estarem bem próximos. Existe sim uma parcela das pessoas que não tem essa simplicidade, mas sem dúvida uma outra que faz o bem sem ver quem. E esforço todos os dias pra fazer parte desse grupo. Mesmo. Mas sou de carne, então eu ouço as pessoas, exponho os pontos de vista, mas meus braços não vão ficar quietos se eu quiser avançar aos murros em alguém. Mesmo.

Os caras que pilotavam o avião sequer repararam que apenas o aperto do botão fez com que duas cidades sumissem do mapa instantaneamente. Quer dizer, os soldados americanos que lutaram em Iwo Jima por exemplo saíram de lá com a consciência bem pesada - obviamente por terem matado um por um dos japoneses, lutado mesmo e suado a camisa, enquanto o que pilotou Enola Gay apenas admitou estar "cumprindo ordens".

Apertando um botão a gente mata milhões. A teoria do "grande botão vermelho" como sempre continua adquirindo bastante força, mesmo hoje em dia.

Ao mesmo tempo que americanos foram os maiores filhos da puta ao terem bombardeado as cidades, veio provavelmente do próprio povo pressionando os governantes a ajudarem os companheiros nipônicos. Ouve até diversas ajudas, desde cirurgias plásticas para as donzelas que ficaram com rostos deformados, como até um conhecimento amplo do que fazer e o que acontece com pessoas expostas a radiação, por exemplo.

Contraditório, verdade.
Mas entenda que não é preciso muitas ações hoje em dia pra se matar milhões. Vamos viver em paz, como John Lennon e sua mulher descabelada pregavam.

domingo, 20 de setembro de 2009

Somos humanos, e somos os animais - Parte 1

Esses dias estava no ônibus ouvindo uma conversa de uma mulher que virou vegetariana. Lembrei de um cartaz que dizia algo como "Porque uns bichos você ama, como o cachorro ou gato, e outros você come, como vacas e galinhas?". Ao mesmo tempo este cartaz convidava as pessoas a serem vegetarianas, afinal as plantas não tem sentimentos.

Resolvi então procurar a definição em enciclopédia do que seja "animal". Achei algo como sobre animalia, o reino que nos encaixa na mesma categoria que tigres, medusas, bois entre outros. Achei então uma definição supimpa: "Animais em grande parte, se alimentam sendo predadores a outros organismos vivos, sejam eles animais ou plantas".

Quando vou pro interior, eu vejo meus priminhos, criados em um município com menos de 50 mil habitantes, vejo bem como eles encaram a diferença entre algo morto e algo vivo. Eles não são mais frios que nós, embora a molecada que cresceu na cidade tenha muito aquele sentimento de proteção, nas cidades grandes onde não costumam ver a morte, nem de pessoas, nem de cachorros, nem de míseras baratas. Normalmente quando vêem um frango sendo morto costumam atribuir um sentimento, toda uma coisa que embora seja objetiva - seja subjetiva para nós.

Afinal o frango quando a gente quebra o pescoço segue os instintos animais dele - de sobreviver, perpetuar a espécie, e morrer de velhice. Assim como nós humanos, quando nos envolvemos em um acidente, um incêndio por exemplo, onde pisamos em corpos, deixamos pessoas agonizando atrás para salvarmos exatamente quem realmente importa: nós mesmos.

Meus priminhos não ligam. Estão vendo isso há anos, e não são frios como muitos pensam ao verem um frango sendo morto e começarem a chorar. Simplesmente a hierarquia não existe, eles tem noção que são seres humanos, são seres superiores, são os que estão no topo da cadeia alimentar, podemos nos alimentar tanto da cabeça de alface como de um leão da savana africana. Agora na cidade, nós elevamos e quase damos direitos humanos a seres que são inferiores a nós na cadeia alimentar.

Mas ao mesmo tempo nos contradizemos amando nossos cães e comendo carne bovina. Não é nenhum discurso anti-carnívoro, muito pelo contrário. Amo meus cachorros, mas perceba que nem todos os bichos são iguais, o homem em si levou milhares de anos para domesticar vacas, e em países como a Índia, a vaca é mais querida do que cachorros - tanto que recebe o título de sagrado.

O sentimento potencializado é uma coisa humana. O instinto de sobrivência é algo dos animais.

Obviamente que a galinha sofre quando quebram o pescoço - é instinto, isso é animal e inclusive nós temos. Mas é a nossa face humana que diz que somos iguais, mas não somos. Pro leão os são-paulinos, ops... Bambis, são inferiores, são caça e acreditem, se não fosse a caça estaríamos ainda um bando de macacos comendo bananas por aí.

Portanto, deixa eu comer meu bife com feijão e arroz e ovo em paz!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Recomeço. Reborn.

"Querida, vou embora agora. Cansei disso, cansei de tudo. Voltar você nunca voltará, quero ir pra bem longe, começar uma nova vida, sem essas cobranças, aprender coisas novas, interagir com tantas outras. Se fui eu quem ficou, acho que é mais que meu dever apenas ir. E sei que talvez seja isso que quer mas... Acho que jamais conseguirei esquecê-la..."

Poderia ter escrito e deixado sob o lugar onde ela está descansando. Mas de alguma forma ela estaria lá lendo, ouvindo, entendendo. Estava com malas em punho, fechando a porta, até que um vento bem forte bateu e levei a mão na face para me proteger. Aí apareceu uma velha amiga, na minha frente, com um sorrisinho meio debochado.

"Ora, ora. Então quer dizer que agora que a situação tá pegando fogo você vai fugir? Acho que o seu destino já tá mais que traçado, não importa onde ou que pessoas você se encontrar, não acredito que você conseguirá mudar", ela disse e senti uma pintada de ironia em suas palavras.

"Bom, você viu tudo, me viu de todas as maneiras possíveis e inclusive a forma fatídica que tudo terminou. Quero ir embora, já fiquei lamentando demais. Perdi minha essência, sabe? Quero voltar a ser quem eu era. E assim, voltar a ser quem eu nunca devia ter deixado de ser."

Ela ficou um tempo me encarando com um olhar de dúvida depois das últimas palavras que disse. Prosseguiu depois com um direto "Voltar a ser quem você era? Como assim?", e eu a respondi logo após:

"Aquela pessoa simples, sincera, amigo e leal. Fui ao longo do tempo virando uma pessoa muito isolada, provável que machuquei umas tantas e outras sem querer. Voltar a ser a pessoa simplesmente boa, mesmo que eu somente leve chibatadas da vida, mas é isso que tenho que fazer. Querendo ou não, isso é o certo".

Nessa hora ela deu um riso alto. O vento novamente me empurrou e desequilibrei por um momento. Olhei com uma cara de desdém e comecei a andar, indo embora, a deixando sozinha, e quando estava já a poucos passos dela, minha amiga continuou.

"Haha... Pft... Ser uma pessoa totalmente bondosa e se dar bem? Se você conseguir mesmo isso, espero um dia aprender contigo. Pessoas boas só levam 'na bunda' mesmo, mas pode ter certeza, aquele que faz o mal embora na hora talvez nem leve tanto, mas um dia acredite, ele vai pagar de em dobro pelas pessoas do qual fez mal".

Hoje eu entendo perfeitamente o que ela disse vendo algumas pessoas que não são tão boas, ironicamente...

"Se você descobrir uma maneira de ser assim, espero que consiga. Mesmo. Pegue isso". Ela jogou uma correntinha, de apenas uma corda segurando um crucifixo. "Embora eu seja bem religiosa, acho que Cristo resume bem essa idéia de sofrimento. Foi uma pessoa de bondade sem igual, e que no final acabou sendo morto. Assim como Martin Luther King Jr, Harvey Milk, John Kennedy, entre outros."

"O que você quer que eu...", fui interrompido por ela, que chegou correndo em minha direção.

"Ande com ele. Tá, pode ser até outra cruz, mas nunca esqueça que esse homem sempre nos ensinou a agir com sinceridade, lealdade, seja a sua família, amigos ou qualquer um. Sua mensagem não tem religião, credo, etnia ou cultura. Não ature pessoas de coração leviano, e sempre dê valor às pessoas. Óbvio que você será traído, irá tomar poucas e boas, mas não se esqueça de sempre agir na linha, lutar pelo que acredita e nunca se dar por vencido, certo?".

Fiquei mudo. Na verdade ela já estava há meses me ajudando, e logo do nada me dar uma correntinha como essa, que embora seja uma coisa tão simples tenha tanto significado... Coloquei no pescoço na hora, e acredito que até hoje já tenho vários dos quais costumo raramente deixar de usá-los. E obviamente, o que ela me deu.

Depois, ainda foi comigo em direção da rodoviária. Fomos conversando sobre os bons momentos que tivemos, afinal embora meu amor já tenha ido, não quer dizer que os bons (e raros) momentos não tenham ficado na mente. E essa amiga esteve em alguns desses, embora não a aturasse tanto.

No final, quando ela já estava bem longe, depois de tantos momentos com os quais segurei as lágrimas para não caírem ela ainda me disse bem alto algumas boas palavras.

"Quando o sonho acabar, ou se você não conseguir, você vai cair no meu conceito! Todos dizem que você faz o impossível acontecer, né? Mas se por acaso você perder, ou esse crucifixo quebrar venha me procurar novamente, não esquece. Tenha boa sorte na sua nova vida."

E aí de alguma forma sempre que eu passo por um recomeço lembro disso. Pena que eu a vejo pouco hoje em dia, mas essa é uma amiga que esteve do lado quando acredito que aquela que foi a mais importante da minha vida já se foi, e sempre que estive mal lá estava ela. =)

Hoje recebi uma mensagem dela e recordei disso. Já tem tanto tempo, não?
Estamos ambos ficando um bando de velhos! Bléééééééé!!!!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ô seu presidente, você esqueceu o seu mindinho!

Sim! Estou meio atrasado, mas a mais nova ferramenta (nem tão) democrática é o Blog do Planalto! Que belezura. Nosso aprovado presidente até fez um videozinho maroto, bem articulado, pra mostrar o quanto está antenado e pagando pau pro internético governo americano.

É escrito por uma equipe, e obviamente tem apenas palavras boas sobre o governo, como se Sarney não existisse, como se a Marina Silva fosse alguém descartável (ela por enquanto está com meu voto!) e o pré-sal que ainda acho que vai ser uma grande bosta pro país, sei lá.

Não pode comentar! Hum... Com uma equipe tão grande pra se escrever pouco mais de um parágrafo eu pergunto: será que Lula deu uma de Sarney e fez um ato secreto pra empregar tanta gente pra só escrever pouco mais de dois parágrafos? Bota eles pra trabalhar, presidente! Põe uma área de comentários e deixe-os administrando noite-e-dia, isso tá cheirando a falcatrua.

Feito com um dos milhões de layouts prontos da Wordpress, é feinho, acho que valeria mais a pena chamar o Niemeyer pra pensar em um layout branco-cinzento e geométrico.

Não tenha medo dos comentários, seu presidente. Não dá tanto trabalho moderar, só deletar e aprovar, só isso. Não vai ter nem spam nem porn, mas o povo quer falar, e se usássemos essa ferramenta maravilhosa que é a web seria bem bacanudo, não? Até o Serra responde alguns dos tweets que enviam pra ele, o que o presidente teme então?

Bota essa molecada que saiu de cursinho da Microcamp pra trabaiá, Lula!

domingo, 13 de setembro de 2009

Bela e a Fera.

Bom, estou começando porque estou sem idéia. Mas depois eu pego embalo, bem estilo Maicou Jéquisson (Auu!). Estou nesse momento vendo um álbum de uma amiga que foi assistir a Bela e a Fera - Musical da Broadway.

Fico abobado como a Bela e a Fera continua atraindo em especial o público feminino. Não vou dizer que as outras princesas como Cinderella, Branca de Neve e afins não tenham seu charme, mas a Bela e a Fera tem um drama que embora seja o mais fantasioso de todos (um homem pouca coisa mais peludo que o Toni Ramosse que se apaixona por uma topetuda pobre espertinha) ainda é o que mais se aproxima da realidade. Exatamente porque conta o processo, e não somente a parte do "Felizes para sempre".

Foi um dos primeiros da Disney que eu vi. O primeiro lembro até hoje, foi a Dama e o Vagabundo. Até hoje é um filme que me emociona bastante. Obviamente este tem um carinho emocional de minha parte, então sou suspeito de falar sobre este!

A Bela e a Fera como disse mostra todo o processo, é um filme romântico-infantil. Começa desde a Bela sendo chamada pra trabalhar no palácio do nosso amigo peludão e culmina quando ele vira o Brad Pitt no fim. Acredito ser ele também um dos responsáveis por criarem algumas meninas tão crentes em amor dessa geração - o que não é ruim, também não necessariamente bom (hoje estou meio malvado, sorry).

Pra quem quiser saber mais sobre, indico que procure saber sobre a Renascença Disney, que foi esse período desde a Pequena Sereia até Tarzan, onde basicamente a Disney volta a fazer histórias de contos de fadas/fantasia e que muitos dos que viram essa era agora ou são adultos ou no mínimo adolescentes.

Se os adultos são influenciados pelas novelas, a molecada fica com os desenhos animados. A geração do Mario Bros, Pokémon, Bela e a Fera, Biscoito Fofy já são adultos. E vamos botar o mundo de ponta cabeça, hehe. ;D

Embora, acho que a molecada de hoje, os que viram Shrek, Lilo & Stitch, Bolt, Era do Gelo e A Princesa e o Sapo queria saber como se portarão quando tiverem seus vinte anos. Se for seguir pelos filmes, serão pessoas que aceitam as diferenças, sabem se virar com o que tem e não são preconceituosas. Já a minha, acho que se encaixa mais nos românticos, amigos, fiéis e heróicos, hehe (nada modesto, mas sou leonino, não me peça pra ser modesto!).

Valores de cada geração, certo? Cada vez mais uma geração se dá em um tempo tão ínfimo de diferença com a anterior...

sábado, 12 de setembro de 2009

Mande prender, e não educar.

Estava hoje de manhã passando os canais e na cultura passou uma propaganda sobre um abaixo-assinado online contra a homofobia, que caso venha a tornar-se real, transforma a homofobia em crime sob as penas da lei. Até o momento, mais de sessenta mil pessoas já deram seus nomes apoiando. Fiquei pensando, e até agora não vi motivos para apoiar isso. Tanto que não dei meu nome nessa campanha ainda.

Primeiramente não tenho absolutamente nada contra homossexuais e afins. Muito pelo contrário! Apoio completamente, conheço vários e além de serem ótimas pessoas não acredito que preconceito nenhum sobre a opção afetiva de alguém deva ser considerada uma vez que cada um é cada um, e o respeito deve vir da mesma forma.

O que não apoio é classificar como crime. Uma palavra pesada e dura até demais. E vou dizer o porquê:

Há pouco tempo lembram da lei seca? No começo todos apoiavam, dizia ser uma coisa importante, e todo aquele blábláblá. Verdade seja dita: independente de quaisquer motivos beber e dirigir é errado, assim como preconceito contra gays é errado. Porém, mesmo todos sabendo que beber e dirigir é errado, pessoas fazem isso e... Morrem. Morrem aos montes, em especial a molecada que vai pra balada e come a bundinha das meninas sem camisinha (o que também é errado, afinal depois que playboyzinho pegar uma AIDS vai ver que dinheiro nenhum do papai paga o que uma camisinha por poucos reais teria protegido...).

Digo, onde está a educação do povo, a quebra de conceitos e preconceito. Pessoal fala um monte sobre racismo, mas o negro sempre na novela é empregado. Agora que a Taís Araújo vai ser uma protagonista - isso se a Aline Moraes (aka Bocão de Chupa-Halls, como diz minha mãe xD) não roubar esse cargo dela. Falam que não pode ter discriminação contra gays, mas o beijo gay da novela América foi censurado. Até a cena afetiva das lésbicas da Senhora do Destino nunca mostrava, agora o Rodrigo Lombardi enrabando a Juliana Paes, todos já cansaram de ver. Assim como a Juliana Paes também, todos cansamos de vermos ela com pouca ou nenhuma roupa.

Será que é pedir muito pra se educar o povo? Acho que também homossexuais tão muito apressados, mulheres ficaram o século XX inteiro pra irem de "seres apenas para procriação" para frequentarem as faculdades hoje. Centenas morreram, milhares foram descriminadas e milhões hoje colhem os frutos comprando seus cremes rinses e modess.

Não dá pra mudar um pensamento de milênios em apenas anos, e lei - isso é, não deixa de ser uma forma de repressão, afinal é isso que as leis nos asseguram, de sermos seres robóticos que adamos apenas na linha que a sociedade diz e nada mais. Resumindo: violência não muda o mundo. Se violência fosse algo construtivo, o BOPE já teria derrotado o tráfico de drogas nas favelas há décadas.

Se uma lei dessa é aprovada somente vai ser algo pra se tentar garantir algo, pois se a sociedade não entender que você negar o emprego pra um gay é algo errado não vai existir nunca uma lei que vai ajudar, entende?

Tomem como exemplão o Nelson Mandela. O cara durante o exílio notou que, se quisesse acabar com o apartheid não deveria seguir os outros que usaram a violência contra os brancos, mas sim usar realmente o discurso, mostrar pontos de vista, discutir pra depois de muitas décadas de vitória eleger um estuprador maluco como atual presidente da Africa da Sul. Mas isso são outros quinhentos. =P

A gente poderia ter um Harvey Milk brasuca. ;D E tenho dito!

Portanto vamos começar desde a escolinha. Vamos mostrar que aquele menino que gosta de brincar de boneca, ou a menina que gosta de jogar futebol não estão errados. Quebrar os estereótipos, incentivar a questão do "aceitar" desde criança - afinal aqui em casa sempre foi assim, nem por isso virei gay ou nada do gênero. Respeito não tem gênero, nem crença, nem cor de pele nem nada. Respeito é coisa de princípios, não de leis.

Meu medo é que isso reprima até piadinhas e coisas do tipo. Já falei antes que se começarem a aprovar essas merdas de leis desse gênero o mundo vai ficar algo muito entediante - afinal todos tiram sarro de todos e de tudo. E isso faz parte. Isso é bacana, rir do outro, rir de mim, rir de todos. Parte do espírito esportivo, não de preconceito.

Ser preso até porque fez uma piada, imaginem só. Opa, desculpa, já vi isso acontecer. ¬¬
Êêêêêêê brasil de merda nessa parte... Vivo falando todo dia que a ditadura não acabou e ninguém me ouve.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

photographie on the rose with a Red sun rising

Querida, receba essas rosas. Não ligue se minhas mãos estão arranhadas, pegue-as com cuidado. Não repare que minhas galochas estão sujas de terra, tampouco que estou suando por ter me apressado.

Essas rosas as colhi pois sou forte e ao mesmo tempo sou delicado. Usei minha força para agarra-las firmemente para que elas não caiam - para tanto, acabei me arranhando com seus inúmeros espinhos.

As tratei com toda delicadeza, pois você é meu amor e a protejo contra os males com toda minha força e ao mesmo tempo sou a pessoa que mais usa também a minha suavidade para passar as pontas dos dedos no seu rosto antes de lhe beijar.

Por pisar na terra acabei por me sujar! Sei que não sou dos mais limpos, estou com os sapatos todos imundos, mas pisei em solos para permitir que não suje seus belos sapatos e vestido por querer aquelas rosas. Voltei correndo para entrega-la o mais rapido possível, acabei por me cansar.

Querida, não me destrate se não sou como os lordes ricos que ordenam os criados lhe trazerem flores. Sei que sou pobre, mas trabalharia com todo meu esforço para lhe dar tudo de bom e do melhor. Ao seu lado seria maior, acredito que ambos viveremos um pelo outro. Essa flores que lhe trago tem significado, de quem luta, de quem se dedica. Receba-as com toda a dedicação com a qual vou cuidar de nosso amor, para que ele sempre se renove, se multiplique e continuemos por sermos felizes. Juntos.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

untouch-able

Normalmente quando antes da gente conhece alguém famoso temos a idéia estranha que é uma pessoa intocável. Mesma coisa diria de alguém que, sei lá, conhecemos e mal conversamos - daqueles tipos que olhamos de longe e um dia pensamos que tomaremos coragem de chegar e falar, se apresentar.

A gente começa a pensar que esse tipo de gente está num escalão tão alto que é impossível da gente chegar. Se conhecemos algum familiar ou amigo a gente até pensa: "Uau! Você conhece o fulano-de-tal?".

Fiquei pensando isso esses dias.
Mais precisamente essas coisas vão por água abaixo depois que a gente conversa com a pessoa e diz "Uau, é bem mais normal que a gente pensava", vê que muitas vezes a pessoa não precisa de um ídolo, um admirador, mas alguém pra bater um papo gostoso, daqueles sentados numa varanda, um copão de água gelada, brisa fria e um pôr-do-sol.

Tem uns seres humanos que nos faz ter tristeza de ver a humanidade, mas uns outros que com coisas tão simples nos fazer crer em um mundo, um amanhã melhor. =)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

September 1st, 2007

Hoje é feriado! =)

Vou dar uma volta na cidade pra me animar.
Vou desligar o celular, o ouvido e a boca.
Vou ver as pessoas caminhando na rua, ver o céu, ver até os garis.
Vou gritar aos céus meu ódio por você, mas... Nhééééé... Todos já tão cansados de ouvir!
Vou fazer um monticoisa! OBA!
Vou ser feliz. Ser bem feliz. Como se fosse o último dia.

Vou ficar sozinho. Afinal a única pessoa com quem eu sempre contei foi comigo mesmo e alguns amigos.
Afinal nunca, nunca teve "namorada". Nem "esposa", tampouco "mulher", em suas acepções normais.
"Irmão" já se foi. "Irmão" tenho que tomar cuidado com o que mostro.
Aquela "mamãe" quer saber, mas não vai! Nunquinha!!! Ráááááááá!!!

Tentar retomar um pouquinho do tempo que perdi com quem nunca prestou.
Nem que seja só umas vinte-e-quatro horas, vai.

Mas quero sorrir. Quero sorrir sozinho, sorrir no espelho.
Sorrir pra espantar as mágoas. Sorrir pra ver um futuro promissor.Sorrir quando passar uma mulher bonita, sorrir até pro vendedor de paçoca.
Sorrir pra inflar meu ego, sorrir pra melhorar o "eu".
Sorrir pra mim, e me amar muito mais que qualquer pessoa na face da terra!Sorrir porque a gente nunca pode amar alguém mais que nós mesmos.

Feliz feriado e primeiro de setembro, galëre. =)
Vejo vocês no dia dois de setembro. Até lá!

FUI!

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