domingo, 27 de setembro de 2009

is fast asleep. . . . . . . . . . .....

Sono. Sempre tive experiências com sono. Na verdade o sono ainda é algo que perturba, muito.

Tenho a impressão de estar vivendo dias ilusórios, onde a realidade encontro apenas nos sonhos. Ando nas ruas e não entendo, pra mim nada daquilo parece fazer parte da realidade ou sentido. Quando converso com pessoas não me vejo, na verdade eu percebo estar dentro de um corpo, quase um fantoche e ser uma segunda pessoa dentro da primeira. Penso estar em um lugar longe daqui, dentro de um corpo que não é meu, que anda sozinho e tenho que de alguma forma corresponder ás expectativas, seguir uma série de regras impostas pela sociedade e tentar agir como uma pessoa normal, uma coisa que nunca aceitei muito bem essa idéia de normalidade - afinal ninguém é normal, e a coisa mais normal do mundo sim é ser anormal, logo temos um paradoxo pois ser anormal é normal, se a sociedade diz que você deve ser normal e o normal é ser anormal todos somos anormais dentro de um grupo de pessoas normais.

Tenho medo de dormir. Pois os sonhos pra mim são mais reais do que a realidade que todos dizem que existem. Gosto dessa ilusão da realidade, mas tenho medo da realidade dos sonhos.

Pra ser sincero, até eu perdi a consciência de quem eu sou. Esse é um efeito das crises febris que tenho, gosto de ter febre pra dormir e durante o dia pra criar exatamente esse ruído na minh'alma. É uma das coisas mais construtivas pra minha criatividade. E sinceramente, ainda não sei direito se sou eu o qual te escreve. Termômetro tá apontando uns trinta e sete, abaixando agora.

Tenho um sono extremamente leve, acordo com o mínimo barulho. Por isso não ronco. Uma vez lembro que ronquei, lembro de ter acordado ouvindo meu próprio roncar, de tão leve que meu sono é. Não sei se esse é um costume de uma vida inteira de dormir sempre alerta, com cuidado prestando atenção em tudo, que por incrível que pareça eu descanso mais se parar sentado e meditar do que dormindo.

E isso porque é na minha casa. Quando durmo fora dela sou o último a dormir e o primeiro a acordar. Normalmente quando viajo costumo levantar no máximo ás 7h, ou antes, aí fico olhando a aurora, tomando um copo de água, soltando umas bufinhas matutinas de nós homens quando ninguém tá por perto.

Mas quando estou com febre não acordo uma única vez na madrugada, e levanto sempre bem disposto - talvez porque eu tenha desempenhado a função primordial do sono, que é exatamente a de descansar.

Pra ser sincero tenho é um bocado de medo de dormir. Dormir não é algo que me dê muito prazer, mesmo depois de um dia de trabalho intenso. Desde pirralho sempre tive medo de dormir. Isso mesmo, medo de dormir. Relaxar é algo que não conheço muito o significado, acredito. Os últimos que tentaram fazer massagem nos meus ombros, bem... Acabou eu tendo que ajudá-las depois, foi meio na base do reflexo. Mas passam bem.

Algo como estar em estado de nervo vinte e quatro horas por dia. Sou uma pessoa com perturbações bizarras. Pra ser criativo preciso de 39º. As idéias explodem, literalmente. Pra morrer, acima de uns quarenta tá de bom grado.

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