domingo, 25 de outubro de 2009

da Inteligência.


Puxa, uma semana sem postagem, numa semana bem corrida, diga-se de passagem onde durmi bem pouco, a ponto de no sábado simplesmente capotar e dormir como uma pedra depois de ficar conversando com a minha menina no escaipe. =)

Hoje então vamos lançar um pensamento meigo para começar a semana.

Vejo alguns professores, ou já senhores, daqueles que conquistaram muitas coisas na vida sempre ostentando bastante. Vide senhores, digo pessoas quase idosas mesmo, cursando faculdades. Acho uma coisa deprimente na questão que diz respeito de fazer pose com toda sua larga experiência. Você pode ser mais que o outro em uma questão, mas mesmo com simplicidade você pode mostrar todas suas glórias sem parecer melhor que o outro. Acho que esse será o grande desafio de quando todos nós sermos vovôs e vovós, daqui a um bom tempo.

Gosto muito de um texto de Platão, onde ele dá uma aula a um escravo. Nele, um belo dia, um grande rei (do qual esqueci o nome) estava conversando com Platão, e dá a entender que este diz que todos nós - seres humanos - somos iguais em termos de raciocínio. Todos nós temos um cérebro, temos como assimilar conhecimentos e refletir em cima deles.

Logo, qualquer pessoa tem a capacidade de aprender qualquer coisa.

Pra mim, que sempre tive uma estranha relação com a inteligência, vendo isso consigo entender bastante.

Quando era pirralho, sempre fui o mais esforçado na sala de aula. Papai queria que eu fosse esforçado, trabalhador e mulherengo. Dos três, só o primeiro vingou. Sempre tive um fascínio pelo conhecimento, embora eu morando na periferia de São Paulo, onde as pessoas percebem que se você virar um bandido sem estudo você ganhará muito mais dinheiro do que ele que estudou e ganha quinhentos reais nas Lojas Americanas, enfim...

Porém, mesmo assim tinha que estudar, hehe. E por ser um bom aluno em tudo (tudo mesmo!) tinha que ás vezes ensinar os outros alunos e ajudar o professor. Porém, mesmo eu tendo esse "talento", nunca ostentei nada - e até hoje, não me acho melhor que ninguém. No trabalho, quando estou desenvolvendo alguma peça de design, o pessoal acha sempre o máximo, embora pra mim não seja lá essas coisas. Digo, porque eu aprendi a desenvolver aquilo fácil fácil, então não me recuso em sentar alguns momentos e tirar-lhes alguma dúvida ou ensinar algum comando de algum programa que lhes venha a ser útil.

Entenda que conhecimento de não muito serve se não for espalhado. Se hoje fazemos aviões de papel que planam por um certo momento é porque lá atrás teve um homem chamado Santos Dumont que inventou um troço chamado "avião", e divulgou essa coisa pra todos. Óbvio que segredos militares entram aí, mas o ser humano tem uma capacidade incrível de inteligência, desde o mendigão da Liberdade até o mais alto executivo da Volkswagen.

A capacidade de assimilação é uma das coisas que mais torna igualitária a existência humana.

domingo, 18 de outubro de 2009

Brigamos por segundos.



Existe uma exigência tão grande na velocidade na era digital que brigamos por míseros segundos. O pior que tem gente que faz grana preta em cima desses segundos a menos, por incrível que pareça. Estava vendo esse vídeo hoje, demonstrando a tal velocidade na comparação entre Windows Vista e o novo que vai ser lançado, o aguardado Windows Seven.

Não sou um defensor do Vista, mas entre ele e o XP, prefiro o Vista. Ele facilita muito a minha vida, na questão da busca, da organização e das permissões que já salvaram muitas vezes minha pele. Óbvio que tem sérios problemas, como ser pesadíssimo, mas é engraçado ver nesse vídeo, com dois computadores idênticos rodando e comparando o Vista e o Seven e o Vista ser o mais rápido pra inicializar.

Ás vezes isso é puramente psicológico, e é no mínimo abismal como as pessoas brigam por segundos, quase como se o mundo dependesse disso. 1 minuto e vinte segundos. Em 90 segundos aproximados sua estação de trabalho está pronta pra trabalhar.

Nessa hora os segundos viram horas, e os minutos viram dias. E tudo se resolveria melhor se apenas tivéssemos um pouquinho de paciência. Talvez seja por isso que as pessoas querem emagrecer de um dia pro outro, ganhar dinheiro de um dia pro outro, mudar suas vidas de um dia pro outro. O computador nos dá manias estranhas, começamos a pensar que tudo na nossa vida pode ser resolvida com apenas uma ação. Mas nem sempre as coisas funcionam assim.

Há um tempo atrás eu era muito alienado. Comecei a reduzir e racionar o uso do computador, bastante. Tento me sentar pouco tempo na frente da telinha, o que faz meus amigos virtuais morrerem de ódio de mim, mas vi que estranhamente -  digo estranhamente pois tiro meu ganha pão do computador, oras - estava perdendo minha vida, as coisas estavam passando e eu aqui.

A gente começa a pensar que a vida também tem um Ctrl+Z, que ao apertar uma sequencia de botões nós desfazemos a última ação. Sério, pensava isso mesmo. Mas se você faz uma merda é problema seu fazer e mover céus e montanhas para consertar o erro, não apenas uma tecla. E mesmo que não dê certo, ao menos tentou.

Óbvio que Windows Seven é uma grande propaganda. Estão vendendo o Vista apenas com algumas coisas a menos, só babacas vão comprar pensando ser algo completamente novo, pois não é. O que existiu foi uma propaganda massiva, digna de dar aparência Apple a um programa Microsoft. Deram um beta de um semi-sistema, viram que as pessoas só de verem dez segundos a menos acham que a melhora foi de cem porcento e compram. E acreditam ser mais rápido, isso porque um grupinho de seis pessoas espalharam por aí que o Vista é lerdo e todos caíram como patinhos.

Vamos sair um pouco da máquina e dar uma olhada como tá o tempo lá fora, brincar com os cachorros, fazer um cooper, ir a padaria... Dez segundos não fazem tanto a diferença. Sério mesmo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Tá. Por você, eu aceito! Mas só por você, hein!


Isso não faz muito tempo. Recente em um dos últimos aniversários, já bem próximo da data, sabia que o aniversário daquela amiga que tanto valorizo estava chegando. Sei que mulheres em si se odeiam, umas sempre tentam puxar o tapete da outra, mas entre homens e mulheres nunca vi coisas do gênero. Óbvio que eu como um homem preciso de amigos masculinos - 99% são bem companheiros, fiéis e parceiros - mas mulheres amigas, quando não tem aquelas picuinhas do universo feminino, são tão parceiros quanto os bons amigos machos que todo homem tem como amigo-de-bar.

E estava quase lá, chegando a data! Tinha que dar alguma coisa. Obviamente sabem o quanto de inimizade que nutro pelos namorados dessas amigas, não entendem que o que sinto do fundo do coração é uma fraternidade sem igual pela amiga. Apenas isso. Já estávamos sem tempo, e até hoje acho que devo muito a ela.

Pela presença nos momentos mais difíceis, pelo apoio quando passei pelos piores momentos, pelas longas conversas que de alguma forma eu encontrava eu mesmo todas as vezes. Mas ela, não sei.

Não sei se foi pela imensa bondade em seu coração, ou ainda se foi apenas por pena em me ver naquele estado deplorável. Talvez lá no fundo fôssemos iguais mesmo, temos o mesmo impulso para se jogar do último andar e não morrer - apenas sair voando.

Éramos mesmo grandes amigos, mas coincidentemente ela aparecia sempre na hora que mais precisava, nem que seja de um mero abraço carinhoso.

Dei um par de pantufas. Sei que é uma coisa que ela adora. Porém eu, não queria nada, na minha mente acredito que já tinha recebido uma coisa que nenhum dinheiro me daria que era exatamente a amizade dela, algo incalculável - o que obviamente deixava eu devendo, pois sei que ás vezes sou um amigo desnaturado que some nas férias ou simplesmente não dá notícias pois está ocupado com alguma pendência ou depositando flores em túmulos. Dei o presente sem esperar nada, até porque mesmo se tivesse não teria a coragem de aceitar.
Aí ela me deu isso! Um chaveiro. Da Torre Eiffel. QUE BOSTA...!

Sorrindo então ela disse, ao ver minha cara de desdém: "Ei, não fala assim! Busquei lá mesmo dois, um pra mim e um pra você. Sei que é pouca coisa, mas é de coração". Na hora fiquei meio passado, mas depois até que aceitei bem. "Relativamente" bem. =P

Mutos meses depois, ou poucos anos acredito, depois de uma festa de gala onde ela me convidou, voltávamos pra casa dela quando ela tirou a chave pra abrir a porta pra sua mãe entrar na casa primeiro. Mesmo naquele escuro, a bolsa pequena, vi algo cintilar no formato tosco daquela torre do país maldito. Era o chaveiro idêntico que estava comigo.

"Olha só! Você tá aí com o seu, haha. Olha o meu aqui!", eu disse sorrindo com surpresa e mostrei-lhe o igual que tinha no bolso. Ela ficou muda fitando o chaveiro. Depois concluí "Eu disse que andaria com ele, certo? Acho que enquanto tivermos, mesmo pelo tempo e a distância, a amizade nossa não morrerá.", fiquei mais descontraído e terminei: "Toda vez que vejo, lembro da cara que você fez quando quase não aceitei, haha!"

E aí ela sorriu, daquele jeito que só ela sabe fazer... Ainda competimos seriamente pra saber de quem é o sorriso mais bonito, mas ela dá de dez a zero em mim. Mesmo sendo um toquinho de altura, ter aquela voz fina, o cabelão que vai quase na cintura, enfim.

Tá, por você, só porque é minha melhor amiga, eu aceito carregar o símbolo desse país de merda. Com muito, muito desprazer, obviamente, hehe!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Average PSYCHO!

Pensei que morreria sem ver Dir en Grey ao vivo, assim, na minha frente. Uma vez, acredito que foi Kaoru, o guitarrista e líder da banda disse que a maior loucura que um fã já fez que ele sabia era ter saído do Brasil, ido até Alemanha só pra ver uma apresentação deles. Dia oito de novembro eles virão e... Estarei lá!

Chega de ver os lives! Chega de baixar aqueles AVI's pesadíssimos de shows, que são de fato excelentes. Agora é hora de ver ao vivo. Minha banda japonesa favorita está vindo e estou delirando. Sério mesmo, pensei que morreria sem vê-los uma única vez ao vivo, se bem que depois dos bons resultados na turnê americana acho que deve ter impulssionado.

O mais poético foi ter sido fruto do primeiro salário como estagiário. Dei quase chorando os cem paus da meia entrada do Maquinaria, mas essa não dá pra perder mesmo. Um outro presente foi o Crônicas de Nárnia, todos os volumes.

Não gosto do Tolkien, acho que sou um dos únicos da minha geração que abominam e tem Senhor dos Anéis como um filme excelente para se dormir por ser tããããããããããããooooo longo. Nada contra quem gosta, hehe, ainda mais porque é feito por um dos grandes escritores ingleses, mas fico com o Lewis e Narnia. Já li o comecinho e já acho que vou acabar me viciando... Me sinto quase como quando li Brumas de Avalon e estava me sentindo um cavaleiro da Távola Redonda. =P

Agora serei o Aslan! Realmente, só tem acontecido coisa boa na minha vida. =)
Isso é tudibão!

domingo, 11 de outubro de 2009

That's why you got me working day and night!

Começando o título com uma canção do Off the Wall, o primeiro disco em estúdio do Michael Jackson. Estou numa fase muito boa, só coisa boa acontecendo!

Primeiro o estágio, que nem comentei. Comecei já vai fazer umas três semanas, em agosto 16. Desde então podem ver que a frequencia caiu um bocado, mas não vou abandonar o fallen Pegasus nem mesmo por estar trabalhando, estudando e... malhando.

Minha rotina mudou bastante. Como fazia anos que não trabalhava (quando fazia arquitetura trabalhava sempre, mas desde que entrei em design virei um vagabundo, só trabalhei no primeiro semestre de 2007 dando aulas de inglês depois parei...) então ainda estou me acostumando. Mas estou muitíssimo bem, obrigado! E muito feliz, o trabalho é muito bacana, vou feliz trabalhar todo santo dia, exceto quando a sinusite tá atacada.

Normalmente aguento bem as dores, mas anda num grau bem insuportável. Minha saúde não anda muito bem, mas o blog não é pra falar dos meus probleminhas de saúde! Tirando isso...!

Minha rotina anda assim: trabalho - academia - faculdade - computador em casa. E ainda ia dormir bem tarde, tou bem na 220V mesmo. Nadando bastante também. Nada de peitoral bombado, ao menos por hora. Sem contar que já perdi uns cinco quilos, nem sabia, mas pesava 99 kilos... Diversão em primeiro lugar, galera! ;D

Exercícios tem me ajudado muito, não sinto mais dores na coluna nem inflamações imbecis nos tendões. Ás vezes fazer um simples exercício e sair do sedentarismo é a melhor coisa contra as -ites que o povo sempre reclama, ao menos comigo é assim. Ganhei meu primeiro salário como estagiário e vejo agora que eu não devia reclamar quando dava aulas de inglês. =P Realmente é uma titica, kkkk.

E vamos seguindo com a vida, que anda bem bacana. Tou lendo muito sobre eletrônica para a faculdade, tou entrando mesmo de cabeça no assunto. Afinal, se eu não sei, vou correr atrás pra aprender, nunca tive vergonha de perguntar nem de pedir ajuda mesmo. Mas me adaptei fácil fácil a essa nova vida. Não me sinto cansado, faço o que amo e tudo mais.

Falando em amor, huuuum... As coisas estão bem meigas recentemente, hahaha. Vou só falar isso, hihihi.

sábado, 10 de outubro de 2009

Rock is dead.

Rock virou coisa de nerd. Digo porque o espírito é outro. O que era rock 'n roll, o que era o rebolado de Elvis, a liberdade sexual que era o motivo de luta, a liberdade, o pensamento pela paz do mundo, tudo foi pro brejo. O rock perdeu o roll, virou apenas rock. Veio o Metal e o Hardcore. Ou trilhões de vertentes, desde tocado com arrotos até cantoras de opera de merda que odeio.

Conquistamos a tal liberdade sexual, transamos até antes de casar, porém não vivemos numa era de paz. Pessoas pregam que o rock é o movimento da juventude, mas tudo o que vejo são jovens que só querem saber de ouvir seus iPods, sequer sabem do poder de seu voto, e só se manifestam quando o governo quer proibir os torrents - que é da onde eles pegam as músicas, oras.

Rock é uma coisa de nerd. Adoram dizer que são evoluídos, que são revoltados, mas abaixam a cabeça pro primeiro que vier. Transam por aí a vontade, afinal o Brasil quase não tem Aids mesmo, sorte deles. O espírito não era pra ficar parado naqueles temas dos anos sessenta, deveria evoluir! Pessoas só querem saber de ouvir música, e música sem sentido. O que adquiriu e atingiu toda uma cultura de experimentação simplesmente estagnou.

Foi vendida uma liberdade que não existe. Não posso cantar um palavrão, tenho que sempre falar de amor e amores impossíveis pois sei que atrairei o público e farei dinheiro. O espírito, a alma da coisa foi vendida. Poxa, o pessoal "que curte rock" se acha o máximo porque transou com duas pessoas.

Eu te acharia o máximo se você mijasse no Sarney, em pleno Senado federal! Se pixasse no muro da casa do Kassab sobre o aumento na tarifa do ônibus. Se mostrasse um cartaz na frente do Serra sobre o atraso de trinta anos do metrô paulistano.

Não me venha colocar nessa listinha de "roqueiros", sai dessa vida. Me chama de qualquer coisa, menos isso. Por mim fico com a doida da Rita Lee, toco Raul, procuro uma japonesa malucona como Yoko Ono e balanço ao som de Johnny Cash. Isso de hoje é apenas um rock sem graça, cheio de regrinhas imbecis que só isolam as tribos. Quero liberdade, quero ouvir de tudo, conversar com todos e respeitar todos. Por incrível que pareça o pessoal da repressão sessentista é mais moderno ainda que o pessoal atual.

Rock é mesmo uma coisa chata e de nerd...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Japoneses tremendo na base com chineses!

Engraçado como eu vejo decisões políticas até em coisas aparentemente sem nada a ver. Mas esse "nada a ver" é apenas aparentemente. Verdade seja dita, hoje o Japão está saindo fora de moda e dando lugar à China. Desde Junniper Lee, passando por Jet Li e terminando no Grande Firewall da China, o qual foi erroneamente traduzido por uma jornalista incompetente do Brasil que ficou na China por anos, em uma entrevista no Jô chamando de "Grande Muralha de Fogo da China". Ô povinho BURRO, não sabe o que é FIREWALL, capeta! Nunca ligou um computador e viu lá um firewall, BURRA?

(isso é coisa de geek, relaxem...)

Porém quero chamar atenção em outros viés. Primeiro começando pelo imenso racismo que japoneses tem com os povos asiáticos. Óbvio, eles são os fodões, assim como o Brasil também é o maioral da América Latina e adoramos ferrar a Argentina e os outros países. Porém agora a coisa tá mudando, a China já é considerada uma superpotência, tem o terceiro PIB do mundo (Brasil em décimo), só perdendo pro Japão e, obviamente, Estados Unidos.

Porém² (esse "dois" foi uma boa, haha) a China tem muito pra onde crescer, uma vez que o Japão hoje é uma grande ilha cinzenta, tirando Hokkaido com seus Chicos Bentos nipônicos e plantações de arroz. Resumindo: cedo ou tarde a China será a maiorial da Asia, isso se já não é. O resultado? Vejo isso numa banda aparentemente inofensiva, chamada Morning Musume.

Não conheço muito sua obra, e pra ser sincero é bem extensa. Dezenas de garotas já foram da banda, se "graduaram" ou em portugues claro, ficam "velhas" com seus 25 anos e não são mais "musumes", garotas, menininhas traduzido do japonês, porém revelou grandes talentos e musas nipônicas, como Rika Ishikawa (minha favorita), Maki Goto e Hitomi Yoshizawa.

A vida de uma Momusu resume-se a, ser vista pelo pessoal da Hello! Project, que as descobre para o mundo, depois elas ficam fazendo clipes e musicas em grupo que pode estar numa fase sexy, lolicon, romantica, whatever, e depois são dispensadas pra entrarem novas e assim a coisa vai indo. É um grupo de constante mutação, acredito que todo ano no mínimo entre uma, já estão na "oitava geração", e as mais novas acredito ter uns quinze anos!

E recentemente, com esse medo dos japoneses, que já não se dão muito bem com os chineses, incluíram duas chinesas docinhos-de-coco no arsenal de já belas orientais. Uma imagem que ficará pra sempre na minha mente será quando vi o Japão sendo apresentado na cerimônia de abertura de Beijing 2008, onde os chineses vaiaram com toda força o povo nippo, e depois quando veio Taiwan (ou ROC, tanto faz) e eles serviram meio de Robin Hood, acalmando os ânimos dos chineses que odeiam o Japão. Pra quem não sabe, Taiwan é quase um país apaziguador na relação tensa entre Japão e China.

Tanto que para chineses que vão parar no Japão, recebem também o termo pejorativo de gaijin, e isso porque asiático é TUDO igual. Japonês tem a mesma cara que koreanos, chineses, tailandeses, mongóis, etc. xD

Tá, é mera politicagem, se o Japão não melhorar sua relação com a China a coisa vai ferver! E não vai ser como na Koreia do Norte que é do tamanho de Sergipe e só tacar umas duas bombas que tudo ali voa pelos ares. Estamos falando de um país que tem população que não acaba mais, um dos exércitos mais poderosos do mundo e uma das economias mais promissoras da atualidade. E que tão tomando - e muito - os lugares dos japoneses como povo asiático-mor. A China está na moda, e há um bom tempo.

Tenho pena da Linlin (Qian Li) e Junjun (Li Chun), as duas chinesas do Morning Musume. Elas devem sofrer na mão das japonesas, hahaha. Nessas horas que acho que a melhor coisa do Brasil é esse espírito acolhedor. Conheço duas amigas, e dois amigos, chineses e uma japoneses que são inseparáveis. E já ouvi casos até de judeus amigos de árabes, corinthianos casados com são paulinas, evangélicos com católicos, negros com louras...

Acho que é uma riqueza que ao meu ver muitos países deveriam aprender - e muito conosco.
Fotos: Junjun (topo), e Linlin (abaixo).

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Novelinhas asiáticas.

Já tinha arriscado assistir uma de Taiwan e outra koreana. Gostei bastante até, algumas estão até no MySoju. Mas uma J-drama nunca tive a oportunidade, mas devo admitir que está sendo muito bacana.

Digo, asiáticos tem uma linguagem bem diferente, até na hora do humor. É tão regional a coisa que a gente dá muito mais risada por ser bizarro do que por ser efetivamente engraçado, hahaah. Recentemente baixei Mei-chan no Shitsuji, ou O Mordomo da Mei, produzido pela Fuji TV e por enquanto ainda está sendo traduzidopro português pelos fansubbers.


Estou assistindo e achando o máximo. Mostrei pra Cris, e pra uns outros, e um dos comentários mais pertinentes foi "Nossa, quantas japonesas lindas por metro quadrado!" em especial as atrizes Oomasa Aya e Nakabeppu Aoi. Fiquei pasmo pois ambas são anos mais novas que eu... Tem até um brasileiro, Yuki Jutta, fazendo um dos muitos mordomos (e é um dos melhores na atuação, na minha opinião).

J-Dramas eram ainda uma das poucas coisas que não tinha ainda parado pra ver. Já vi desde Tokusatsus, animes, filmes, programas de TV, e em músicas desde j-rock, j-pop, mas doramas - como é chamado também - foi a primeira e estou gostando. É baseado numa obra homônima e a foto acima exemplifica bem a semelhança qual os atores foram escolhidos. Foi bem a dedo mesmo, só olhar a foto acima.

Sim, é shoujo (para meninas), mas eu particularmente gosto bastante de uns shoujos. Tirando Shoujo Kakumei Utena, que é para meninas mas acho meio masculinizado, uma das obras shoujo que mais tenho afeição é Paradise Kiss. Tenho em anime e mangá brasileiros e gosto muito.

Quem quiser baixar, vai por Torrents no Haitou Animes. Se quiserem dicas e novidades, sigam a Nádia Kaku do Moshi-moshi que sai sempre uns reviews muito bons, que ajuda muito pessoas como eu que estão entrando em mais uma esfera do complexo mundo cultural nipônico. Agora os doramas!

domingo, 4 de outubro de 2009

Aqueles que acham que é pouco, eu grito por ti, Corinthians!!

Papai nunca nos deixou escolher um time. Disse que só poderíamos torcer pra um diferente dele quando saíssemos de casa. Ele, filho de Palmeirense, virou Corinthiano numa das fases mais difíceis do time na década de setenta.

Logo, não tínhamos muita escolha, e tinha algumas fases durante a minha vida que eu era um grande torcedor e outras que eu não ligava tanto. Teve uma época que fiquei bem morno, e coincidiu com a última queda para a série B, no final de 2007. 2008 foi a redenção, e aí voltei a ser mais roxo. Mas sempre quando alguém perguntava qual o meu time, sempre dizia torcer pro coringão, mesmo nem sabendo metade do que tava acontecendo.

No último domingo então foi a primeira experiência no Pacaembu. Das outras não pude ir por estar doente - e mesmo eu ainda em tratamento, decidi ir. Meu pai, meu irmão mais novo e eu fomos.

Cara, que emoção. Lembro de ter lido de alguns jornalistas dizendo que todos deveriam ir ao menos uma vez na vida em um estádio ver uma partida. Independente do time, pode ser até amistoso do Brasil, mas é uma emoção sem igual. Perdemos pro poodles Atleticanos do Paraná, mas quando o Corinthians fez um gol, toda aquela febre, todos gritando, o Pacaembu treme. A gente fica surdo, não ouve nem a nossa voz, toda ela junta de um eco ensurdecedor.

Momentos depois todos ainda no êxtase de marcar um gol começamos a empurrar o time. Aí a gente vê o que é torcer pra esse time - não é como os outros, como os São Paulinos que nunca enchem o seu estádio, quando time cai um pouquinho o rendimento eles somem e eles ficam com vergonha de vestir a camisa. Corinthians é fiel, ainda é um dos poucos times com uma negada que joga pela camisa, e a gritaiada não para um único momento. Mesmo.

Quando você vê, você tá gritando a todos os pulmões junto da Gaviões:

"Aqui tem um bando de louco! Louco por ti Corinthians! Aqueles que acham que é pouco, eu grito por ti Corinthians! Eu canto até ficar rouco, eu canto pra te empurrar!! Vamos, vamos ver o Timão, vamos ver o Timão, não para de lutar!"

E o estádio pula, vem toda aquela emoção, tudo parece menor. O campo parece menor, o time começa a ser empurrado e enfim. Tá, estávamos com uma zaga defeituosa, nas únicas vezes que os poodles avançaram eles marcaram, verdade. Mas isso vicia, exponencia a emoção que já é grande vendo de casa. Mais do que indicado! Gostando de futebol ou não, ver um jogo em um estádio é uma experiência fascinante!

Quero ir muitas mais vezes! Isso é bom demais, cara!

sábado, 3 de outubro de 2009

Olímpiadas no Rio. E agora?

Agora... FUDEU!!

Porém, se vai ter um evento que vai mais prestigiar a cultura forte será a copa do mundo. Brasil não é apenas Rio de Janeiro, mas já é um começo. Na copa vai ter jogo até no meio do Amazonas, portanto minha expectativa maior continua acerca da Copa do que nas Olímpiadas.

Uma final Brasil x Argentina, imaginem só.

Sem mais! Tô nem aí pras Olímpiadas. Quero é a copa!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Por tudo que é inevitável, faço preces para que torne-se mutável.

Sei que acabaria esquecendo. Vejo até hoje coisas bem antigas, de 2005 que escrevi, e relembro. Óbvio que nomes não aparecem, alguns fatos são levemente confusos, mas tudo se encaixa perfeitamente.

Lá estava eu. Era uma sexta-feira comum, estava eu sozinho na frente do computador, resolvendo pendências. Tudo parecia estar numa relativa calma, pouca conversa, ar-condicionado gelado e até um leve sono de minha parte. Tudo estava bem, até que eu percebi alguém na porta, e senti que esse alguém parecia me chamar. Quando virei, a imagem congelou na minha mente de tal maneira que lembro-me perfeitamente como se fosse ontem.

E lá estava ela, chorando. Chorando muito, com a mão no rosto de alguma forma tentando segurar-se em pé, e a outra mão me chamando. Parei tudo que estava fazendo na hora, empurrei a cadeira, lembro de alguém ter me chamado mas ignorei completamente. Uma pessoa especial estava por algum motivo chorando, e naquela hora tudo no mundo estava em segundo plano.

Aquela imagem me remeteu tanta coisa na memória. Tanta coisa similar. Tantas pessoas queridas de um passado tão distante...

Levei ela pra um lugar mais sussegado, estava abalada pois seu namorado havia terminado com ela. De súbito, como se fosse um dos botões de liga e desliga dos seus joguinhos imbecis. As circunstâncias eram diferentes, mas lembro-me da vez que vi uma outra amiga chorar pois seus pais haviam se divorciado, quando fui em seu apoio. Porém a feição, o jeito eram totalmente similares.

Fiquei ao lado dela. De fato, ela é uma pessoa que confiava muito. Me abria muito com ela, pois sabia que algo nele nunca me cheirou bem desde o começo. Mas ela por sua vez, não. Nada. Muito pelo contrário, houve uma empatia, uma amizade. Talvez seja instinto ou sexto sentido, ou talvez tenha sido algo que muitas pessoas próximas me disseram sobre ele, mas ela era de fato alguém que me inspirava confiança, que me havia ajudado - mesmo que da sua maneira, mesmo que ela acredite que talvez não tenha feito muita diferença, mas fez. E muita. Quando a gente encontra algo especial na vida, a gente sabe que pode passar por vários apuros que conseguiremos nem que seja por algumas horas um abraço amigo. Ao menos assim que eu sinto por ela, alguém com que eu possa confiar tudo sobre eu mesmo.

Alguém que eu não gostaria de perder a amizade. Pensava eu na época.

Mais tarde, alguns dias depois, "n" veio falar comigo. Uma das poucas pessoas que embora eu tenha uma grande inimizade, é um dos poucos que conseguem raciocinar no meu nível. Porém, sinceramente não gosto de conversar com ele devido à sua frieza de espírito - uma coisa que comigo não existe, pois sou movido a emoção quase que exclusivamente.

"Você sabe muito bem como isso tudo vai terminar, mas mesmo assim acredita que vai tudo terminar bem?", disse ele pra mim, com uma pitada de cinismo. Parei tudo que estava fazendo na hora e retruquei: "Como assim terminar mal? Mesmo que aconteça algo de ruim, só estou pensando no bem dela".

"Exato. Mas a única pessoa que sabe o que é melhor pra ela, é ela mesma. Você está se enganando, isso vai durar nem duas semanas, vai tudo voltar a ser como era antes, e você que já perdeu muita coisa nisso tudo, vai perder a sua melhor amiga também". Quando concluiu ele deu uma pequena risada, meio abafada pela sua tosse seca constante. Fiquei mudo, e depois de um tempo "n" concluiu: "Você está mentindo pra si mesmo. Dentro da sua alma sabe o que vai acontecer, porém você ainda acredita que ela continuará sendo sua amiguinha depois mas não vai. Você sabe muito bem que quando eles voltarem, você será delegado a um nada. As pessoas mudam, mesmo que ela seja bondosa, acredita que será bondosa pra sempre? Jamais aceitará seu lado, porém você é um homem, e tem que lutar pelo que acredita ser certo até a morte".

Por um pequeno momento meus olhos lacrimejaram. Não sei porque, mas lacrimejaram, porém não derrubei nenhuma lágrima. Decidi tomar ar e responder rapidamente.

"Uma das pessoas mais importantes na minha vida, que já se foi, me ensinou que não acredita que o mundo bom e justo deva ser construído abandonando as pessoas. Se eu acreditasse, ora, seria o mesmo que dizer que o destino dele foi a morte injustiçada que teve. Sim, é verdade, sei que daqui a um tempo acontecerá exatamente isso, perderei minha amiga, mas ela sabe que não importa quantas milhões de vezes isso aconteça, todas as milhões de vezes extenderei minha mão pra ela de novo e de novo. Tenho um débito com ela. Ela sim é uma pessoa muito bondosa, de um coração tão grande quanto qualquer coisa".

"Pft...", abaixou a cabeça com desdém pra mim, "Você acredita mesmo que existe alguém bondoso nesse mundo?"

"Se não existir ninguém - Então eu estarei lá para ser essa pessoa bondosa para as pessoas. Não precisa fazer o bem pro mundo inteiro, mas sim para as pessoas ao seu redor, é o que acredito. Mesmo que ela faça essa escolha, 'n', mesmo que ela dê com a cara no muro, eu vou ajudá-la quantas vezes for. Como no começo, como se nada existisse. Pois ela é minha amiga, mesmo que exista toda essa distância que você diz, mesmo que outros fale coisas, mas confio nela plenamente e isso é inabalável".

"Idiota. Daqui a três ou quatro meses pode anotar o que vou falar: ela vai nem olhar mais pra tua cara. Três? Não, é muito, dou nem dois meses! Você só saiu perdendo nessa estória e não vai recuperar nada.", concluiu "n".

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