domingo, 29 de novembro de 2009

Palavras, apenas palavras.

"Recomeçar sempre é preciso caro Allain de Paula. O ato de se levantar é mais edificante que o de derrubar as pessoas. No dia que elas tomarem consciência disso quem sabe o mundo ganhe um pouco de paz e compreensão?"

Talvez eu estivesse mal, mas de fato estava péssimo. Aquela com quem jurava que pra sempre ficaria não mais estava entre nós. Ao mesmo tempo que ela se foi, me deixou uma marca de profunda angústia no coração. Então fugia, procurava a mim mesmo nos lugares sem jamais encontrar. Não encontrava pois não a via, exatamente porque ela não mais estava ali. E numa dessas foi que um grande amigo me mandou a mensagem acima, e de fato. Derrubar pessoas é a coisa mais fácil do mundo. Mas exatamente levar, levar ela pra cima, que é o mais edificante sem dúvida. Recomeçar sempre é preciso.


"Gostei do seu jeito e do seu modo de agir... Você ás vezes pode num ser compreendido, mas sem duvida encanta a todos... Inclusive eu."

Engraçado a circunstância que ouvi isso. Você que me disse isso disse de uma maneira tão doce, com seu jeito de menina. Hoje mal tenho contato, mas sinto uma falta grande também. Não acredito que talvez encante as pessoas, e como leonino dificilmente sei diferençar a sinceridade de algo clichê. Mas essas palavras me tocaram de tal maneira que... Sei lá. Sabia que eram totalmente verdadeiras desde o primeiro momento.

sábado, 28 de novembro de 2009

Onze Listras em meu Braço Esquerdo



Combinação matadora: faculdade, mais academia mais trabalho. Junte isso a variável do caos chamada "fim de semestre" e você terá como resultado o layout que eu mais demorei pra lançar. Era pra ter lançado em outubro, porém esse foi bem especial. Por se tratar de um assunto tão complicado e chatinho tive que me retirar por esse tempo pra pensar, rascunhar e enfim terminar.

Com esse layout eu enterro de vez os assuntos com relação a isso. Eleven stripes on my left arm ~ Mental Experience.

Se o outro era o ponto de vista de quem por fora viu (esqueceu? clique aqui) esse atual é o que exatamente o que eu vi. As onze listras que carrego no meu braço esquerdo foram resultado de anos de só coisa ruim ter praticamente acontecido - e exatamente o fato de não tê-las superado completamente é o que desencadeou seu trágico ápice final.

Acho que, se estamos subindo uma montanha e um monolito vem em nossa direção (que seria um problema bem grande) não temos que continuar seguindo em frente levando o monolito, pois outros poderão chegar e uma hora você não vai aguentar, e a força deles fará você ir ladeira abaixo.

Não digo que não existam coisas pesadas que carrego até hoje. Mas quando você segura a pedra e joga ela fora você a supera, e não tenta empurrar com a barriga pra frente. Já carrego minhas pedras gigantescas na subida da minha montanha, só não me encham de mais algumas.

E esses problemas desencadeados não os superei. Portanto a coisa se acumulou e resultou nas onze marcas. Número bizarro, contando inclusive a mais profunda e letal. Pretendo em janeiro arrumar e trazer o próximo novo. Me dêem uma folga de layout de blog por hora! Esse eu demorei quase dois meses, uau.

* Provável que eu faça algumas modificaçõeszinhas ao longo do tempo aqui nesse layout.

domingo, 22 de novembro de 2009

Subaru & Hokuto se encontram!


A Manu me mostra como sou desnaturado com quem não devo ser. Me sinto péssimo, ela é minha amiga mais sincera sem dúvida, me acompanha e me conhece há tanto tempo já, e mesmo depois de tanto tempo sem contato ainda me trata do mesmo jeito como desde quando nos tornamos amigos. Conhece (quase) todos os podres da minha vida, mas é ao mesmo tempo íntegra o suficiente pra não contar pra ninguém aqueles segredos mais contraditórios, hehe!

Conheci ela no Ragnarok quando uma vez passeava calmamente com meu sábio por Glast Heim e vi uma noviça lá, cherryflower, e começamos a bater papo, MSN e pessoalmente. Fazia anos que não vinha pra São Paulo, e a notícia que ela viria me deixou extremamente feliz há umas semanas.

Porém devido aos acontecimentos recentes pensei que dessa vez não iria encontrá-la. Mas aí ela ligou e não tive escolha, oras. Pensei que ela poderia me dar uma animadinha mas foi bem além disso. A Manu é como uma irmãzinha pra mim (não apenas pelo tamanho, hahaha.. Brincadeira!), mas pela sua similariedade comigo quando diz respeito às personalidades é quase uma irmã gêmea, sinto-me como se fosse um Subaru sendo paparicado pela Hokuto (quem não sabe são dois personagens do mangá da Clamp entitulado Tokyo Babylon, um dos meus favoritos).

A Manu é uma das pessoas que talvez por estar ligada a um passado tão distante meu, é a pessoa que quando a encontro eu recupero muito da minha essência. Volto muito a ser quem eu era antes de ficar rígido e frio quando entrei na faculdade, antes das picuinhas, do meu braço direito ter sido ferrado, das tentativas de suicídio e tudo mais. De um tempo de intensa felicidade e fraternidade, uma pessoa que eu confio plenamente e alguém que sinto-me muito bem quando fico ao lado.

Amizade mesmo cara. Mesmo que ela more realmente distante é alguém louvável. E isso porque eu não falo isso de ninguém, heim! Até hoje ela diz que um dos maiores presentes de aniversário dela foi uma vez que eu há muito tempo dediquei um post no aniversário dela para ela. Não sei se isso significa muito monetariamente, mas foi a maneira que eu tive para homenagear.

Conversar com a Manu é sempre bom. Eu que sou o amigo mais desnaturado do mundo, que esquece as pessoas que é importante, fazendo isso inconscientemente na grande maioria das vezes. Mas aí vejo que tem pessoas que não consigo viver sem mesmo, amigos de valor que morarão pra sempre no meu coração.

E ainda trocamos presentes, lol! Dei um Angeling e ela me deu dois pares de hashis (palitinhos de comer japoneses) de inox. Disse que um par era meu, e o próximo é pra comer com próxima japonesa que eu pegar (sem duplo sentido, filhos duma égua ¬¬), hahahaha! Diga-se de passagem enquanto passeavamos na Liberdade ela me achou a atenção umas seis vezes só pra falar de algumas asiáticas bonitas que tavam passando. Entre elas a bonitona lá de uma loja de mangá no segundo andar do Sogo. Quase que consegue até o telefone dela pra mim, pelos deuses!

Manu também é impagável.
Amo!


Existem coisas que só encontramos no fundo do poço
É preciso chegar lá para entende-las. Rejeitar tudo que é belo e limpo
Somente quando estamos com a alma suja é que começamos a dar valor às coisas belas
Toda dor precisa de carinho
Toda sombra precisa de luz para existir
Não há nada que seja desprezivel, você pode tirar proveito de tudo.
Por isso, mesmo que você erre o caminho, não pense que foi inútil.
Apenas seja confiante e acredite que nada foi a toa
Tudo que passou sempre pode te fortalecer
(06/07/2007) 

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Truth beneath the rose

Achei que você merecia umas flores. Fui ao cemtério e as depositei pra você.

Parece que sempre quando algo acaba, corro pra querer o seu conforto, mas já tem tanto tempo, não? Tanto tempo que você se foi. Sinceramente sinto muita falta, você em si é a mulher que mais sinto falta.
De alguma forma sinto que me encontro com você sempre ali.
É, parece que hoje acabou. E sempre quando algo acaba, tudo parece que sempre termina e começa com você.


Porque você se foi há tantos anos?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O menino revoltado.

Esses dias aconteceu algo que mexeu bastante comigo. Os atores da peça eram uma mãe depressiva, uma filha com um futuro promissor, eu e a minha menina.

Por um momento fiquei surpreso quando vi que não daria pra levar a garota para conhecer o seu futuro, seu estudo. Liguei então pra ela sem hesitar, precisava ao menos de uma boa justificativa, mas recebi uma lição de vida, de ver a coisa por um outro ângulo, e ver um problema que era muito similar ao que tinha.

Liguei e conversei com a mãe. Mulher depressiva, se destacava como alguém "negra, brasileira, trabalhadora". Não queria deixar a filha encontrar com seu futuro por aparentemente motivo nenhum. Dizia que a filha era indecisa, retruquei dizendo que se você não deixasse ela pelo menos ter uma chance de tirar as dúvidas, que não saberia jamais mesmo o que quer ser quando crescer. Dizia ter problemas com o pai, mas mesmo eu me ofereci para conversar com o próprio se fosse necessário. Dizia não ter condições de pagar o curso, respondi dizendo que não gastaria um tostão, seria apenas uma visita, e que além disso conheceria o sistema de bolsas e tudo mais.

Vi que pais reconhecem, e vão pra sempre reconhecer nosso potencial. Mas eles têm medo do futuro, tanto quanto nós temos.

E por um momento me vi. Lembrava de mim quando não retrucava meus pais, no início da adolescência. Vivia entre más companhias, mas vejo que existia um porquê deles estarem comigo. Talvez se não andasse com eles, provável que não teria nem um pouco dessa veia heróica - bastante romanceada, sem dúvida, um bocado revolucionária - que tenho em mim.

A gente tem que peitar, tem hora que você tem que virar contra tudo e contra todos e dizer que estão errados, encarar o diabo e bater na bunda dele, desmentir tudo o que as pessoas acreditam, mexer nos princípios. Ser como uma maré tão forte que não mexe apenas nas ondas da parte de cima, mas que ricocheteia até o fundo, incomodando até a terra no fundo do mar que nunca viu movimento.

E gritar. E mesmo que encontre alguém que não tenha voz, você ser a voz dessa pessoa e gritar por ela, e deixar que ela faça o resto. Sacudir o mundo, ajudar uma pessoa. Se você tem uma força, ajudar quem não tem essa força.

Via na mãe e filha muito de mim e meus pais, onde era eu contra uma família inteira mirando em mim, querendo me derrubar por meio da moral. Briguei durante anos com eles, e hoje colho os bons frutos de anos de luta. Hoje compreendemos a ambos, não brigamos, somos uma família porque exatamente nela teve uma ovelha negra que teve coragem de desafiar e dizer que eles também estavam errados, e ir até as últimas consequências.

E acho que talvez eu tenha essa força, e fiquei muito feliz depois que eu vi a minha amada menina e essa garota, filha da senhora depressiva indo embora, pois aquilo talvez não teria se concretizado se eu não tivesse posto em prática novamente toda aquela minha rebeldia adolescente e ajudado e mudar um pouquinho da cabeça, afinal quanto mais as pessoas vão ficando velhas, mais vão ficando rígidas, imutáveis.

E mudar alguém assim, não é pra qualquer um mesmo.

domingo, 15 de novembro de 2009

Ai esse centro, tão abandonado que dá até pena...



Tirei essa foto hoje, pouco depois de me despedir da minha menina lá na Praça Julio Prestes. É complicado ver como um lugar palco de tanta riqueza e prosperidade como a região da Luz foi hoje é tão feia, desgastada, e abandonada. A gente dá pra ver como é largada só de ver a quantidade de poças na calçada.

O que fico mais triste é que voltou por puro interesse econômico, afinal a Luz é um local do centro bem desvalorizado, não apenas pela Cracolândia que fica ali do lado, mas é uma área que só tem a Estação da Luz e a Pinacoteca como pontos bonitos.

Tenho uma teoria que a beleza nas coisas atrai a beleza no ser humano. Se um lugar é bonito, bem arborizado, sem vandalismo nem depredação, acaba atraindo e melhorando a vida das pessoas apenas por sí só. Sabe, dou o exemplo da Linha Lilás do Metro (saindo da puta-que-o-pariu, a.k.a Capão Redondo e indo até merda-nenhuma, Largo Treze) que são trens com ar-condicionado, bem estofados, um luxo só. Não vemos tanta depredação, muito pelo contrário! Estão bem organizados, praticamente da mesma maneira desde que foram entregues, há uns seis ou cinco anos atrás.

A beleza do local que traz um sentimento de cidadania para o povo, que o mantém desse jeito. Agora as pessoas olham para a Júlio Prestes, vêem uma praça feia que dói, ali do lado prédios todos deteriorados, locais abandonados ou bizarros. Ou então os dois! Eu gostaria sinceramente de morar mais no centro, pra mim qualquer lugar depois do Largo Treze seria o ideal. Pra nós que moramos e dependemos da condução que passa pela M'Boi Mirim é um inferno sobre terra quando os ônibus chegam nos entrocamentos da Adolfo Pinheiro e literalmente param.

A beleza é algo que inspira o ser humano a ser algo melhor.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O que Dir en Grey significa pra mim.

"Ah, eu gosto muito, eles são fodas! Tenta ouvir um pouquinho e você vai ver como é bom". Sim, ela era fria, vivia no meu coração, e já se foi dessa para uma melhor. Mas me deixou isso como um grande presente.



Ontem foi um show do qual nunca pensei que veria na vida. Afinal, que chance teria de cantores japoneses virem fazer um show no Brasil, em especial um país que consome mais rock americano que os próprios americanos? Quase nenhuma. Do meu primeiro salário saiu o ingresso, olha que poético. Logo no primeiro ordenado gastar com aquilo que achava improvável - que era ver um show deles.

Embora Dir en Grey não tenha sido a primeira banda pela qual me interessei (a primeira foi o trio de koreanas do S.E.S), sempre teve um significado muito importante. Ao contrário do Michael que me influenciou quase que totalmente em meus atos - desde o ser pessoa bondosa, de adorar crianças, gostar de música e especialmente de dança, além de criar uma personalidade própria minha - com os japoneses malucos do Dir en Grey foi bem o oposto. Não fui influenciado, apenas fiz uma assimilação de conceitos e valores que achei serem bem parecidos - ou interessantes - pra mim.



Kyo grita muito no palco. Em suas palavras, disse que o Dir en grey grita por aqueles que não conseguem gritar. Porém lá no palco minha ação foi a de gritar, de cantar junto, de pular, suar igual um porco e ficar agora com pouca voz e baixa audição.

Não é o ritmo. Poderia ser até forró, afinal eu sou uma pessoa que admira muito a sabedoria caipira, onde canções de moda de viola são verdadeiras obras filosóficas pra Sócrates ver e fazer biquinho. Mas as coisas que a banda prega, todo esse lado obscuro das coisas, da sociedade, e de tudo sempre foi algo que me atraiu bastante - isso é, embora eu seja uma pessoa que pra tudo parece um verdadeiro mar de rosas.



A diferença do Dir en grey pras outras bandas é que eles não fazem apenas músicas gays pra meninhas ficarem com a periquita molhada. São músicas mesmo, que tratam desde temas como aborto (mazohyst of decadence), suicídio (THE FINAL) ou até hipocrisia política/ideológica (CLEVER SLEAZOID) ou até tema nenhum, ou muitos temas, ou temas bizarros (Agitated Screams of Maggots). Coisas que nenhum Lulu Santos teria nem metade da coragem deles pra se meter. Talvez seja por isso que eles não vendam tanto, embora seus fãs sejam fiéis e nada convencionais.

Acho importante sacudir as pessoas de alguma forma. E usar a música é o melhor exemplo pra tirar aquele neguinho acéfalo que se acha o roqueiro porque ouve Livin' on a prayer e trazer para um lugar onde ele possa pensar e agir por si mesmo, não pelo que os outros dizem. Não apenas ouvir a música apenas porque é legal, ou porque não é a combinação clichê que nenhum roqueirozinho de merda gosta: Sertanejo, funk, pagode. Mas porque essa música de alguma forma é um grito para que isso ajude a despertar nos outros o que despertou de certa forma em você.



Rock morreu há muito tempo. Quando vejo alguém se definindo como "roqueiro" eu tenho uma pena dela do fundo do coração. Porém alguns recriam, e esses eu sigo e ainda fazem jus ao nome. Mas não me taxe disso, senão vai levar um soco bem na tua fuça.

E quem diria que eu achava eles uns chatos no começo. =P

Obrigado Dir en Grey. Obrigado pelo calo no dedão, pelo cansaço extremo, por eu ter tomado chuva, por quase roubarem meu celular, por ter perdido a voz e audição, e obrigado mesmo por ter me proporcionado o melhor show da minha vida da melhor banda de j-rock que o mundo e o Japão já viram.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Não são como antigamente...

Ás vezes, quando estou com ela, não sei se sou digno.
Mas aí eu olho nos olhos dela, abraço forte, aperto mesmo!

Vejo então que todas as forças na hora estão renovadas pra eu correr.
E ser digno de ter uma mulher dessa ao meu lado.

De fato, não fazem mais dessas atualmente! Mesmo.

Amo!



PS: Sim, sabem que já sou romantico por natureza, agora podem ir tirando o blog dos favoritos pois as coisas melosas vão começar. Não faço questão de visitas.
PS²: O layout novo que era pra ser lançado no começo do mês tá no forno. Agora só espera assar e esfriar.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Eu te proponho...



Eu te proponho
Nós nos amarmos
Nos entregarmos
Neste momento
Tudo lá fora
Deixar ficar...

Eu te proponho
Te dar meu corpo
Depois do amor
O meu conforto
E além de tudo
Depois de tudo
Te dar a minha paz...

Eu te proponho
Na madrugada
Você cansada
Te dar meu braço
No meu abraço
Fazer você dormir...

Eu te proponho
Não dizer nada
Seguirmos juntos
A mesma estrada
Que continua
Depois do amor
No amanhecer

No Amanhecer!
Eu Te Proponho!

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