domingo, 20 de dezembro de 2009

Aquela sensação de conforto.

Como gostava de ver você ao longe e vindo me abraçar, me beijando.
Foi um tempo de um intenso carinho.

Uma porta aberta, um coração batendo. Sentia todos os meus músculos relaxarem perto de você, que sempre se mostrou uma pessoa tão forte e determinada. Ao mesmo tempo você nunca evitou de mostrar que também era mulher - que era alguém valorosa, que queria alguém para ajudá-la, alguém para estar do seu lado.

Via suas fotos antigas e via que quão engraçado era esse mesmo destino que nos uniu de uma forma tão súbita e tão única. Quando nossos lábios se tocavam sentia aquela sensação de conforto, de estar junto de alguém que me via como alguém especial pra ela também. Me sentia amado, com o coração cheio de ternura, via um mundo colorido, um mundo que tinha alguém como você ao seu lado e que de alguma forma, completava e era tudo aquilo que mais sonhei.

Poderia ficar aqui falando dias do que sentia quando nos beijávamos.
E nunca me cansaria, pois era uma coisa tão boa. Me faz tão bem relembrar isso tudo!

Quando nos beijávamos acho que víamos a alma um do outro. Nossos corpos unidos naquele momento, aquele calor que jamais incomodava, a confiança de fechar os olhos e de abraçar e ser abraçado, de proteger e ser protegido, de amar e ser amado.

Mas acima de tudo, acho que o mais mágico daqueles segundos que ficávamos unidos era que o tempo parecia parar a nossa volta. Pareciam horas, parecia que nós estávamos unidos há décadas, parecia que nunca acabaria, e sempre me dava o desejo de cada vez mais...

...E quando estávamos naquela união, nossos lábios, nossos braços juntos dos nossos corpos, nossos rostos cruzados, nossa respiração pausada. Aquilo terminava, saímos daquele transe. Abríamos os nossos olhos lentamente, via você me fitando e te dava ainda um beijinho na boca pra depois te apertar sob meu peito. Colocava meu rosto sob meu coração, não sei o porquê.

Talvez aquele coração tenha mais vida do que jamais tinha imaginado.
Talvez ainda aquele mesmo coração te amava com uma ternura única.
Talvez mesmo depois de tanta distorção, tanto sofrimento, tanto tempo desde a última vez...

De alguma forma estava desacostumado com essa sensação. E você a trouxe de volta.
Dedico a você hoje o Hino do amor (L'hymne a l'amour)

Se o azul do céu escurecer
E a alegria na terra fenecer
Não importa, querido
Viverei do nosso amor


Se tu és o sonho dos dias meus
Se os meus beijos sempre foram teus
Não importa, querido
O amargor das dores desta vida


Um punhado de estrelas no infinito irei buscar
E a teus pés esparramar
Não importa os amigos, risos, crenças de castigos
Quero apenas te adorar


Se o destino então nos separar
Se distante a morte te encontrar
Não importa, querido
Porque morrerei também


Um punhado de estrelas no infinito irei buscar
E a teus pés esparramar
Não importa os amigos, risos, crenças de castigos
Quero apenas te adorar


Quando enfim a vida terminar
E dos sonhos nada mais restar
Num milagre supremo
Deus fará no céu te encontrar

0 comentários:

Postar um comentário

Arquivos do blog