sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

No rain, can't get the rainbow...


...A maior lição que tirei esse ano foi dizer "sim".

Sim ao budismo no começo do ano.
Sim à academia, todo dia correndo, nadando, malhando.
Sim às corridas de rua, pelo menos uma vez ao mês.
Sim para a monografia, e ir até o final.
Sim à fotografia, senão eu nem me veria apaixonado por essa arte.
Sim ao alcool, eu que raramente tinha bebido na vida (mas isso é bom???).
Sim ao ter tentado arranjar uma namorada. Mesmo que todas elas tenham dito "não", mas ao menos tentei!

Sim ao novo recomeço. E esse recomeço nem precisa esperar o novo ano chegar.
Pode começar a qualquer hora, a qualquer tempo. O importante é recomeçar sempre que precisar.

Enfim, nada disso (e muitos outros trilhões de coisas) jamais teria conquistado se tivesse dito "não". Foi um ano complicado? Em muitas coisas foi sim. Mas em outras tantas foi excelente. Muito obrigado a todos que de alguma forma estiveram presentes na minha vida, que compartilharam comigo desse maravilhoso ano.

E que venha 2011!
No rain, can't get the rainbow.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Continue correndo.


É. Será um ano inteiro de corridas, provavelmente.
FORÇA!

Meu objetivo é, quem sabe daqui a alguns anos, isso aqui.
Cem quilômetros na Antártida. Se eu acho animal correr no interior, imagina lá?

Sonhar não custa nada!
Sonhar... Nem eu lembrava mais como se fazia isso.

domingo, 26 de dezembro de 2010

10 fatos de 2010.

Dois mil e dez. Nada melhor do que dez fatos pra ilustrar o ano. Talvez pra muita gente seja um ano que tenha passado rápido. Mas aí que acho bacana ter um blog. A gente vê que tudo não foi nem rápido, nem devagar. Tudo foi na sua velocidade. Mas não quer dizer que seja uma velocidade constante. Alguns fatos passam rápido - dá vontade de ficar mais um tempinho. Outros, parecem passar muito lentamente. Independente de bons ou ruins, são fatos, emoções. Isso enriquece o todo.

Sem mais delongas, vamos lá.


1. Budismo
Conheci a Denise (para os íntimos, Denichan. Mas eu prefiro chamar de ":Dê") em agosto do ano passado. Pensei que nunca mais a veria, e se me dissessem que eu terminaria esse ano com essa pessoa tão querida dentro do coração, jamais nem cogitaria. Entrei na Shinnyo-en em janeiro deste ano. Desde o começo sempre segui com seriedade, entrei no grupo de jovens e fiz novas amizades. Já logo vai fazer um ano, e recebi um presente muito especial. Esse presente conto em outro post.


2. Fotografia
Nunca imaginei que teria uma câmera profissional. E tampouco que as lentes dela registrariam tanta coisa bacana. A compra de uma Nikon D60 usada do Felipe, meu ex-chefe, no começo foi algo que hesitei. Hoje, tenho quase 20 GB de fotos de tudo quanto é coisa, principalmente paisagens (como essa! Foto minha!). Já gastei uma bagatela de quase quatro mil reais. E ainda não estou satisfeito! É apaixonante registrar o mundo.


3. Família
Bom, esse ano não posso negar que não vi muito a italianada. Brigas e desafensas à parte, é sempre bom ter o contato da família e ficar quieto em algum lugar, na paz. Adoro calçar o tênis e ir correndo pelas estradas vicinais sem destino certo. A paisagem é sempre algo inimaginável, a corrida sempre rende o dobro quando se corre com a natureza, os vales, as belas paisagens.


4. Corridas
Se ano passado eu descobri a natação, acho que esse ano o mérito foi da corrida. E como vicia essa merda. Em maio, em plena fase de TCC, me mandaram o convite para o Fila Night Run. Pensei comigo mesmo: "Porque não?" Indo para o sambódromo, onde seria a corrida, trombo com ninguém menos que a Verinha (foto). Desde então foram mais de dez provas, e essa garota aí que apenas trombou em mim pois estava perdida virou companhia essencial para toda corrida e uma grande amiga. Sua balzaquiana!!


5. Reprovação
Nem tudo foi um mar de rosas. A reprovação do TCC foi algo muito chato. Alguém como eu, que nunca foi reprovado nem na pré-escola, experimentar reprovação na faculdade não foi nada bacana. Foram 96 páginas, seis meses de intenso trabalho, loucura, correria, pra no final nem mesmo a chance de ir pra banca eu tive. Fui injustiçado, e tem gente que ainda faz gracinha com a minha relação com ex-orientadora. Não vou dizer que passou, porque não passou.


6. Fundação Abrinq - Save the Children
Em março, depois de uma entrevista, e exatamente um mês desempregado entrei na Fundação Abrinq. Cinco meses depois, efetivado. Muito trabalho, é verdade, mas conheci pessoas valorosas que só somaram comigo. Na foto, a Yedinha Mariana, que trabalha comigo!


7. Projeto Arrastão
Ainda na questão de trabalho, teve também a despedida do Projeto Arrastão, como dita no item anterior. Saudades de algumas pessoas, vi o que aconteceu com muitos deles depois de um ano e fiquei impressionado. Se não podemos estar juntos e parar, me sentarei sozinho e farei um brinde a vocês. Mas tive que sair, tinha algumas coisa que devia deixar lá, mesmo que me desse muita dor. Saudades!


8. Computador novo
Quando comecei a trabalhar, todo mês juntava aproximados R$500, religiosamente na poupança. Com quatro mil reais comprei um computador que até hoje valeu o investimento. 1,5 TB de HD, 4GB de RAM, processador Intel Core i7, Placa Mãe Asus, ATI Radeon 5770 e um monitor da Samsung gigantesco. Mas o Wilson, meu cãozinho que balança a cabeça, continua lá em cima do meu gabinete!


9. Aniversário
A maior benção do aniversário é juntar a galera de todas as mais diversas tribos diferentes e celebrar um ano de vida. Não quero presentes, meu maior presente é ver essa galera junta de mim, feliz da vida, compartilhando felicidade e tudo mais. Muita gente não foi (só pra variar...) mas não tenho dúvidas que estiveram presentes me mandando boas energias e felicidades. Amo a todos, do fundo do meu coração.


10. Aprovação
Se teve a reprovação, existiu também a aprovação. Chorei muito na frente da banca, um choro de desespero de um semestre inteiro que trabalhei muito, abandonei tudo pra me dedicar o TCC, virou minha obsessão passar. Criei uma pasta chamada "Rebirth", renascimento em inglês, e nela ficaram todos os arquivos importantes. Foi um renascimento, nasci de novo mesmo. 103 páginas, nota 8,5. Agora rumo ao semestre final.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Bençãos fluem da nossa capacidade de amar, e de ser amado pelos outros.


O pensamento natalino de 2010. Todo ano escrevo alguma coisa, e nesse não poderia ser diferente.

Estava aqui pensando como em momentos da vida vale muito mais a presença de um amigo do que coisas materiais. No fundo, acho que sou rico, e devo essa riqueza a todas as pessoas que de alguma forma ou de outra compartilharam um sorriso comigo durante esse longo ano.

No meu aniversário, por exemplo, disse que não queria presentes. A presença das pessoas é o importante. O maior presente que recebi foi exatamente a presença de pessoas queridas e amadas uma vez ao ano. Acredite, juntar galera de tribos diferentes, ainda mais eu que conheço tanta gente de tanto lugar diferente, e escolher os mais queridos do meu coração para partilhar de um momento especial é algo que nenhum presente por maior e mais caro que seja pode dar.

Gostaria de ter vários aniversários durante o ano pra juntar essa galera sempre. Esse é o maior presente, ter ao lado pessoas que de alguma forma partilhem e gostem da sua amizade, da presença, não importa o lugar de onde eu conheça a pessoa. Se juntar todos então, está feito tudo de melhor.

Porque no Natal não podemos nos ligar mais às pessoas também?
Parece clichê, parece fácil de falar, mas ás vezes não é. Vamos nos ligar mais nessa sensação bacana se juntar uma galera e aproveitar ao máximo a presença da família, amigos, afinal são essas pessoas com relacionamentos verdadeiros conosco que podemos a qualquer hora e local na vida poder contar com eles e acima de tudo fazê-los feliz e ser feliz também ao mesmo tempo.

Se liguem na presença! Aí vocês vão entender que presentes não são nada perto do que essas pessoas fantásticas que todos temos podem significar. Obrigado a todos que de alguma forma participaram da minha vida nesse ano, gostaria de abraça-los um a um, mas infelizmente nesse momento estou bem longe, com a família. Mas fica aqui meu sincero desejo e podem contar comigo. Amo a todos vocês do fundo do meu coração.

Tenham um natal abençoado!!
True blessings flow from our ability to love, and be loved by others

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Um sorrisinho dentro do metrô.

Chácara Klabin. Linha verde. O dia havia começado bem, ela tinha me levado até ali perto da estação. Deixei o MP3 no shuffle. A diferença é que eu nunca deixo no shuffle. Mas como o dia estava bom, tinha passado o dia e noite inteiro com ela antes de alguma forma me sentia de uma forma inexplicável.

Mas estava triste. Tinha deixado ela. =(

Quando eu passo por momentos tristes ou complicados eu tento me lembrar de momentos de sensações boas. Não importa se eu não falo mais com a pessoa, se peguei bronca, ou algo do gênero. Tenho uma memória fraca, mas a sensação de felicidade eu nunca esqueço. Mesmo hoje já fazendo mais de um ano que nós terminamos, e ainda quase um ano que nem mesmo nos vemos, mas lembro dessa coisa bacana ainda com um singelo sorrisinho - mesmo hoje não existindo mais nada entre nós.

Então me imagine eufórico de felicidade, esperando o metrô pra descer na Ana Rosa, depois de um fim de semana juntinho com a minha namorada, e do nada começa a tocar "Garota Nacional", do Skank no celular em shuffle! Nem eu sabia que tinha essa música, tampouco imaginava que tocaria ali, naquela hora.

Comecei então a dançar sozinho em plena estação Chácara Klabin. Pra um lado, pro outro, esperando o trem passar. Sensação tão bacana, tão marcante. =) Hoje ao descer no metrô pra ir pro terminal tocou de novo essa música e lembrei disso e... sorri. =)

Lembrei daquela sensação e fiquei muito bem.
Foi bem legal. =D

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Quando se perde a fé.

Ontem, na academia, estava conversando com um amigo, um senhor de seus oitenta e poucos anos. Casado uma vida inteira com uma mulher, ela faleceu, e depois ele começou a conhecer novas mulheres. Já namorou quatro mulheres desde então. Todas na margem dos cinquenta anos, ele deve ter uns setenta anos. Mas como faz academia, ninguém daria mais que cinquenta pra ele. Nada de velho barrigudo, nem nada, pra idade dele, ele tá melhor que muito "moleque" de quarenta anos com barriguinha de chopp.

Estávamos falando sobre mulheres. Engraçado que o cara tinha uma visão bem bacana, não conservadora, e me disse dos últimos relacionamentos dele.
Eu sempre busquei mulheres mais velhas, pensando que elas seriam pessoas mais estáveis para construir algo bacana. As últimas tentativas me provaram que não (novidade... Senão, não estaria nem solteiro). E não vou mentir que eram mulheres, que mesmo no alto dos seus trinta anos, eram piores do que as meninas de vinte que eu imaginava. Os últimos foras que levei também, das vadias na média dos trinta anos também não foi muito bacana.

Mas pensava que fosse apenas um azar. Quem sabe meu próximo passo seria avançar pras de 40? Eu viraria um comedor de velhas.
Mas a conversa que tive com esse senhor - que tem uma vida de relacionamentos bem ativa por sinal - foi bem construtiva. Pois exatamente perdi a fé que eu tinha nas mulheres.

Primeiramente algo que me deixou muito encucado foi o fato de que elas, mesmo no auge dos seus cinquenta anos, ainda tem problemas existenciais como toda mulher tem. Que deixa nós homens fulos da vida. Um exemplo: levei um fora de uma vaca recentemente porque não queria iniciar um relacionamento sério com ninguém. O senhor também já levou um fora com o mesmo motivo. Aí eu pergunto: Se essas mulheres, adoram dizer que são sozinhas, que não tem ninguém especial na vida delas, quem são elas pra falar isso quando elas de fato não querem nada sério mesmo quando cara deixa claro que não está pra brincadeira? Não é coisa da idade isso, isso é coisa da mentalidade feminina - que ninguém jamais entenderá, parece um bicho com um sério defeito, pois adora histórias de amor de filmes, mas não concebe que algo legal assim possa acontecer com ela.

Adoram dizer que isso é poético, que é blábláblá, mas não importa a idade: vocês mulheres sempre continuam (e continuarão) umas cabeças de bagre.
Só tenho um conselho: assim como nós homens tentamos, só digo para vocês que tentem. Vocês não podem dizer que não vai dar certo sem nunca terem tentado, quem dá a chance pro cara entrar são vocês. Ninguém força a barreira, e quando um não quer, não adianta. Principalmente quando um belo dia, daqui uns dez anos, você olhará pra trás, verá que passou vários caras legais pela sua vida (como eu) e se casará com um gordo idiota careca com uma lata de skol na mão só porque tem um carro e não tem onde cair morto.

Vocês cavam sua própria cova, não importa a idade, isso que me deixou mais abismado!
Adoram falar que nosso defeito é traição, e como homem digo que isso é a coisa mais variável do mundo. A causa da solteirisse das mulheres não são fatores como "a modinha de hoje em dia de todo homem ser gay", ou "a falta de homem, já que tem mais mulher que homem" mas sim o fato de que "mesmo quando nós queremos algo sério com vocês, vocês adoram dar pra trás e nem vocês sabem o motivo disso".

Francamente? Vontade de pegar essa mulher e dar um pinto de borracha e dizer: "Pede pro pinto de beijar, ver tevê com você junto, ouvir seus problemas e te levar pro altar pra casar. Quando esse pinto de borracha fizer isso me chama, que eu darei razão total pra vocês".


domingo, 19 de dezembro de 2010

Aquele amor puro, bobinho mesmo.

Ontem, no meu templo, enquanto conversava com um rapaz japonês, percebi que uma menina ficou passando diversos recadinhos pro rapaz, dizendo que ele era bonito. Coisa ingênua, pensava. No começo não entendi muito bem, até que a menina chegou em mim. Tinha treze anos, apaixonada por um garoto de dezesseis anos - o mesmo que estava conversando comigo.


君と二人で歩いたあの頃の道は無くて
それでもずっと歩いた、何時か君と会えるのかな...

Mas não era uma paixãozinha bobinha. Era paixão mesmo. Menina mora em Uberlândia, não vem pra São Paulo direto (nove horas de viagem), mas me disse, quase num estado de lágrimas que até sonhava com o rapaz nipônico. Somente tinha o visto uma vez, conversado com ele apenas ontem, e achei isso incrível.

Digo, pra ela não importava se eles fossem crianças, ou morassem longe, provavelmente dariam um jeito nem que fosse apenas pra alguma vez sair de mãos dadas juntos na rua. Não havia barreira da língua, a menina apenas falava português e o rapaz apenas sabia japonês e inglês. O mais provável é que isso nem aconteça, mas eu ainda tenho uma pontinha lá no fundo de fé no ser humano. E gostaria de acreditar que essa paixão de crianças, quem sabe, se torne o grande amor da vida deles. Os dois estão interessados um no outro, são da mesma religião, e não se importam com raça, idade, dinheiro, nem nada.



É um amor puro.
Mas porque não podemos dizer que jovens como eles não conhecem o "amor"?
Sabe, pessoas crescem, e essa definição de amor muda. Mas eu gostaria, sinceramente, de saber como seria manter essa definição infantil, mesmo você sendo um adulto. A vida torna-se dura, você começa a levar foras inexplicáveis, pessoas não estão afim de manter relacionamentos e tampouco iniciá-los. Logo, pessoas se tornam descrentes no amor. Passam apenas algumas horas com uma pessoa, talvez para apenas trocar alguns beijos ou uma noite de sexo. Fazem isso porque a sociedade impõe que isso é o "correto", é o "bom". Sim, sou um cara idealizador, e quero mais é que essas imposições da sociedade vão pro inferno. Eu ando na maré contrária.



窓辺に一人きりで只雪を見つめてる君を思い出しながら
硝子越しに君を浮かべ最後の口付けして...

Quando a menina disse que somente o tinha visto uma vez, fiquei abismado. É chato ser adulto, eu sofria mais quando tinha esse tipo de paixão quando pirralho, mas sinto falta. Gostaria sim de ter um amor desses, uma coisa que a gente sonha com a pessoa, pensa trilhões de coisas, inventa outras tantas teorias...

Faz tempo que não escrevo sobre "amor" né? Quem é mais antigo no blog sabe.
Sei lá, acho que tou é ficando chato pra essas coisas. Tomando muitos foras, procurando amores, mas acima de tudo procurando "desculpas", acredito. Uma das desculpas é "porque não vou ficar com ela porque trabalha muito até mesmo nos finais de semana", ou a outra "porque não vou ficar com ela porque é rica demais" ou a terceira "porque não vou ficar com ela porque é uma vadia".

Vendo essa menina, pensei que eu poderia acreditar nisso. E deixar todas as desculpas de lado.
Meu julgamento é tão imparcial que nem acredito que os dois possam ficar juntos. Provavelmente você que está lendo isso também pensa a mesma coisa. Afinal a menina mora longe, sequer fala a língua dele e apenas o viu uma vez.

Mas amor talvez seja isso, né? Amor não vê limites. Não vê impossibilidades.
Não vê o "não". Apenas vê o "sim".
Apenas é isso que a gente quer acreditar.
Gostaria mesmo de acreditar nisso também.
Mas a realidade é mais amarga.





ねぇ 笑ってよ もう泣かないで
ここからずっと貴方を見ているわ

Ahhhhhh... Bonitinho, vai.
Preciso levar algumas flores à "ela". E pedir que continue lá do céu me vendo, e me abençoando.
Exatamente como ela fazia quando era viva.
Você faz muita falta, donzela.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Enough.

Chega!

Ainda tenho um semestre.
Força!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

untitled ~ L for Loser.


Eu de alguma forma sabia que seria uma das coisas mais difíceis. E foi mesmo.

Ontem, saindo da faculdade, fui até o ponto de ônibus. Em pé, com um guarda-chuva preto, estava ninguém menos que "n", no ponto. Tentei ignorá-lo, mas de qualquer forma chegou para falar comigo.

"Você continua um perdedor. Você é um lixo de pessoa, por isso jamais vai conseguir sequer chegar aos meus pés. E hoje, vendo você desse jeito, me dá ainda mais nojo de você", ele disse, sem nem mesmo dizer "oi".

Foi uma semana complicada. Meu coração se dividiu na felicidade em ver meus amigos se formando, enquanto a frustração de ver que era pra eu estar lá, com eles, se nada daquilo tivesse acontecido. Para qualquer pessoa isso pode parecer uma mera ou simples reprovação, mas pra alguém que não foi reprovado em nada durante a vida, experimentar isso não foi algo fácil. Foi deprimente, frustrante.

Sinto felicidade por todos que agora se tornaram bacharéis, mas pensei que "eu poderia estar lá também". Fico ainda procurando onde errei no semestre passado e não encontro nada. Já tinha escrito o triplo que qualquer um da sala tinha escrito no semestre. Não faltava em nenhuma orientação, mesmo que minha vontade fosse esgana-la. Entregava nos prazos, e no final as noventa e três páginas foram o tiro no meu pé que fez cair na descrença.

Na descrença do ensino. Logo eu, que tinha como meu maior sonho o de ser professor, eu desacreditei totalmente depois exatamente de ver o mais podre que havia no espírito de alguém que lecionava.

Chorei bastante. Ontem também.

Mas o tempo não volta. Hoje não me vejo no espelho como a mesma pessoa que começou 2010. Vejo alguém velho, cheio de cabelos brancos, que embora ainda tenha um carinho imenso pelos amigos, de alguma forma não os encontro. E agora então, não mais os encontrarei. Acabou os estudos. Gostaria que acordasse amanhã e recebesse meu diploma, como tudo deveria ter sido. Sem a injustiça do semestre passado.

Esses dias minha vontade era de pegar um telefone de ligar para qualquer pessoa.
Queria que alguém somente me ouvisse e balançasse a cabeça.

Sabe, alguém como aquela "pequena grande mulher" que sempre esteve no meu coração. Esses dias ela disse que eu estava muito melancólico. Embora eu seja uma pessoa sorridente, sou um palhaço com uma lágrima atrás do sorriso maquiado.

Semestre que vem tem mais. Infelizmente, ou felizmente a vida anda.
Mas será que só hoje eu posso só chorar mais um pouco? É duro. Muito duro essa coisa toda.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Dead end Symphony.

Um som de orquestra no fundo. Um copo de conhaque, um rapaz e uma mulher. O jantar ainda estava por vir, mas qualquer um que visse aqueles dois, saberia que não seria uma conversa comum.

"Vinho, comida boa, pessoas ouvindo orquestra enquanto o destino de todos que não podem estar aqui é decidido", ela começou.

"Isso tudo me cheira a merda"...

Ela deu uma gargalhada alta.

"Você sempre tão arisco. Mas se você consegue sentir o cheiro de merda, você então se separou deles", e depois de uma pausa para um gole completa, "Você conheceu o que mais de podre o ser humano tem. Mas exatamente por ter conhecido, você é a pessoa que mais ainda acredita no mesmo".

Os dois ficaram no silêncio por um tempo, e aí a mulher terminou:

"Acho que é quando você se suja que acaba purificando na verdade a todos. Afinal, as trevas não existem. O que existe é a falta de luz.", completou.
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A estranha prisão de Julian Assange.

Continuando a novela do Wikileaks. Na verdade eu tou vendo uma galerinha tensa, com medo até de falar algo sobre o Wikileaks. Jornais obviamente não vão falar nada sobre, claro.

Primeira lição: Jornalismo é um comércio, como quase tudo nessa vida. Vamos usar um exemplo super recente: Se um avião cai, qualquer errinho de merda em aeronaves depois da queda dá audiência.

Segunda lição: Jornalismo é uma farsa. São pessoas que tem o poder da mídia, da comunicação. Se são pessoas, podem facilmente ser compradas. Empresas compram, governo compra, propagandas compram, enfim. Julian Assange está falando coisas que provavelmente todo bom jornalista já sabia, mas sempre teve medo de falar pois sabe muito bem da represália que aconteceria. Ou você pensa que esses caras que trabalham em BBC, Globo, Time da vida são funcionários santos? Que eles não tem idéia do que acontece por debaixo dos panos? Erenice Guerra está aí, um escandâlo descoberto quente, mantido em banho maria, para o belo dia que José Serra fosse candidato à Presidência.

Porém e agora com a prisão do cara do Wikileaks, o que acontecerá? Obviamente ninguém cai nessa farsa de que um cara que foi acusado de um suposto estrupo seja indiciado pela Interpol. Procurarão todas as pessoas que tem informações, e Julian Assange sequer entrará na História. Vivemos num mundo que é ditado exatamente por esses segredos do governo, de empresas e jornalistas. Vemos apenas um pedaço da realidade exatamente porque o resto nos é negado. Julian Assange asteou uma bandeira de esperança de todos nós que sabemos que o mundo não funciona assim. Que tem muita merda acontecendo que ninguém vê oficialmente.

E agora, esse sonho acabou.


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Haunted Chase.

Na minha última ida ao interior resolvi dar uma corrida, indo da casa do meu avô (que é no meio do mato) até a cidade mais próxima.

Durante o caminho, existe uma casa isolada no mato. Próximo a uma subida com uma curva, uma verdadeira "curva da morte". Uma galera já morreu ali, inclusive uma tia minha. Quando estava me aproximando vi vários crucifixos na frente de um caminho de terra que dava reto com a tal casa isolada no mato.

Era estranho pois, para uma casa onde ninguém mora há dezenas de anos existir ainda um caminho tão perfeitamente desenhado no chão.

Enquanto corria, vi os crucifixos, depois o caminho no chão e foquei na casa. Foi aí que vi um homem, grande, de porte meio mulato dentro da casa. Ele caminhou na frente da porta e olhou pra mim. Estava vestindo uma calça azul escura e uma camisa laranja.

Na hora entrei em pânico, e estava no meio de uma estrada vicinal. Comecei a acelerar o passo pra fugir dali. Existia alguém naquela casa, e não parecia ser "alguém". Pois pessoas vivas dificilmente me daria medo. Normalmente esses seres tem uma aura estranha que sinto meu coração quase que parar.

De volta a casa do meu avô, comentei com ele. Descrevi o cara e ele disse que era muito similar a um rapaz que morreu de moto ali no local há alguns meses.

Inclusive a roupa. E eu nem sabia que um cara tinha morrido lá. Nem nenhum detalhe assim que causasse tantas coincidências.

Já tinha muito tempo que não via esse tipo de coisa, mas essa vez foi muito estranho.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Eles pedem minha ajuda.

Gostava muito de andar em cemitérios. Mas gostava de andar sozinho. Pra quem sempre vê coisas que ninguém vê como eu, é meio irônico se disserem que o único lugar que eu não vejo nada é quando estou no cemitério. Na verdade, acho que "eles" são mais amigos dentro de um cemitério do que se fosse em algum outro local.

Uma vez, numa das visitas que faço ao cemitério, logo na porta vi uma família chorando bastante a perda do ente querido. Estavam entrando no carro, indo embora. Embora seus olhos estivessem em lágrimas, pareciam estar envolvidos pelo sentimento de que a morte não é apenas o fim, mas a continuação. A vida continua, dava pra perceber o olhar de cada um deles na despedida.

Me sinto muito bem nesse tipo de lugar, parece que existe algo nesse local que me conforta. Me sinto estranhamente entre amigos, mas não amigos para conversar, mas de amigos que se sentem bem com a minha presença.

Uma vez me disseram que é porque tenho uma alma pura. E isso purifica os espíritos de alguma maneira, pois funciono mais ou menos como um filtro. Mas não acredito nisso. Um filtro serve pra retirar as impurezas, e me sentir mal eu nunca me senti, muito pelo contrário.

Num dos cemitérios que visitava bastante, existe um túmulo de uma garotinha, que teve uma morte trágica ainda com pouquíssimos anos. As pessoas vão ali naquela tumba pedir por milagres, e dizem que a menina é como uma santa. Realiza. Tanto que a cova dela é a mais enfeitada de todos. Pedidos de emprego, casamento, saldo de dívidas...

Pessoas dizem que crianças são anjos. Isso é um fato. Talvez se perguntam porque deles serem anjos, e muitas teorias virão. Mas acho que, determinamos crianças como anjos pois são verdadeiros poços de sinceridade. E se uma pessoa mantenha essa sinceridade, talvez ao virar adulto possa ser considerado tão puro como uma criança.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Wikileaks e o fim da cordialidade falsa.

Sabe aquele seu amigo que fez uma burrada grande com você, você fala pros seus amigos mais próximos mas o amigo que fez a burrada nunca fica sabendo pra não causar um atrito entre vocês?

O rolo da Wikileaks funciona bem assim.

Todos sabem que os Estados Unidos metem o pau em diversos países do mundo, falam mal deles, espionam, descem o couro. Porém isso é escondido muitas vezes pela cordialidade. É algo que existe apenas sobre os panos - a gente sabe que eles falam mal, mas como oficialmente eles não falam, ninguém imagina. Pra quem não sabe, esse rolo da Wikileaks é bem assim. Julian Assange, um australiano feliz resolveu divulgar em seu site cerca de 250 mil documentos interceptados de trocas de informações entre os governos. Material quente, sigiloso, e pra variar ele fez todo um esquema meio bomba-relógio, para caso dê alguma merda.

E deu, a CIA tá atrás dele, já ofereceu a cabeça dele a prêmio, e provavelmente terá uma morta rápida como um Che Guevara da vida. A CIA interceptará as outras pessoas, as torturará, e assim o mundo voltará a sua falsa cordialidade de merda.

Mas enquanto isso que é inevitável não acontece, o Wikileaks bomba. Não se fala em outra coisa. O problema não é exatamente as informações. Todos sabiam que existiam terroristas da Al Qaeda no Brasil (até a Revista Época fez uma reportagem). E todos pensam que o problema é o vazamento das informações, mas não é. O buraco é mais embaixo. Esse rolo da Wikileaks é puramente diplomático, pois uma coisa é você, Estados Unidos, achar que o Brasil não vai com a tua cara, e outra coisa totalmente diferente é ter esse pensamento divulgado para o mundo inteiro.

Assim como na vida se seu amigo falasse mal de você, provavelmente daria uma voadora nele.
Portanto, parem de pensar que o problema são as informações. O problema mesmo é ter ferido essa estranha ética, uma cordialidade bobinha entre os países que funciona similar com a cordialidade entre as pessoas.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vovô matuta.

Esses dias estava no onibus indo pra academia e dois moleques subiram com uma garrafa de Schweppes Citrus e um pacotão de fandangos. Deviam ter uns 10 anos.

Estava eu em pé e um senhor estava ao meu lado. Bem papai-noel mesmo. O que mais me deixou abismado foi o assunto da conversa dos moleques. Estavam falando da crise economica mundial!

A discussão deles se resumia a um impasse, pois um dizia que a culpa era dos bancos, e o outro dizia que a culpa era das pessoas caloteiras.

O senhor ao meu lado me olhou sorrindo enquanto ouvíamos assustados e felizes o assunto dos garotos. Meio sem querer entrar na conversa nós entramos e de fato, os moleques não eram nada burros. Sabiam até como funcionava o sistema de juros, coisa que até hoje eu tento ver com alguma lógica e não consigo.

Desci depois do onibus matutando sobre os garotos. Molecadinha espert! Se tiver o direcionamento certo na vida, vão mandar ver!
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Um tempo que chegará para todas.

Faz quatro ou cinco meses, uma amiga me achou numa rede social das muitas que faço parte.

De cara não a reconheci. Lembro da menina que estudava comigo, era bem pobre, várias espinhas na cara, não muito baixinha, mas muito engraçada. Na época, eu gostava dela, era uma paquerinha que não era recíproca, mas eu era apaixonadinho por ela sim por um bom tempo.

Mas quando a vi na foto, com um rapaz com cara de maridão do lado, vou admitir que levei um sustinho.

Casada, falando inglês fluentemente, deve ter um ou dois rebentos nascidos. Morando na Inglaterra, provavelmente.
Achei meio engraçado na hora. Imagina se nossos destinos tivessem se cruzado além daquela amizade, ou daquele fora que levei?
Fiquei pensando "como seria".

É foda, parceiro.
Destino, né? Esse tipo de coisa me dá um pouco de medo. Mas acho que pior do que medo em coisas que você acredita, é em coisas que você não acredita.
Por exemplo, não acredito em "destino". Acho que a gente cria nosso próprio, no máximo. E não vou negar que depois daquele fora no colégio, anos mais tarde tive minha chance de ficar junto dela. Mas aí fui eu que disse "não" pra ela.
Mas não foi um "não" com ressentimento. Foi um "não" de, "não estou mais interessado".

Por um momento fiquei pensando nesse casório, como as coisas andaram, evoluíram. Mas... já foi.
Acho que pensar no "já foi" é a coisa mais sensata e fácil de se fazer num momento como esse.

Eu tenho um hábito de trancar as pessoas. Querendo ou não. Como não sou de procurar ninguém pra manter contato, todos sempre acabam me achando.
Mundo girou, aconteceram muitas coisas comigo desde o colegial. Coisas que nem ela talvez imagine, e muita coisa que ninguém, muito menos ela, jamais irá saber.
E já vieram uma, duas, três... Vieram tantas depois dela que, essa donzela ficou trancada lá atrás. E dela, só me veem mesmo memórias de um tempo. Bem longe.


Um tempo, que chegará para todas.
Afinal todas passam, né? Tudo na vida é bem passageiro.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Peraí, Capitão Nascimento, não é bem assim...

O Rio de Janeiro está um caos. Os palestinos da Vila Cruzeiro estão atacando os judeus ricões que moram em Copacabana. A mídia então cai em cima, com um sentimento de que "Tudo irá terminar bem, acabaremos com o tráfico na base da repressão, assim como acabamos com os Palestinos, com os Bascos, com os Tibetanos e outros grandes exemplos que o mundo nos ensina".

Coincidentemente, os palestinos, bascos e tibetanos continuam aí, firmes e fortes, matam quinhentos de uma vez, os três que sobrevivem criam um exército de setecentos alguns meses depois. E assim caminha a humanidade.

Vai dar certo? Vai nada, acordem. O povo prefere investir numa polícia do que resolver o problema a longo prazo, destruindo as favelas, criando ruas, entre outras boas soluções. Brasil sempre foi um país de soluções emergenciais, um país que revencia o Bolsa Família, a mesada do governo, ou então que prefere investir milhões em segurança do que atacar o problema na raíz: aumentando o salário, dando condições bacanas de vida ao povo carente e claro, acabando com o tráfico de drogas.

Policiar fronteiras? O escambal. Todos sabem que muita droga também é plantada e cultivada no Brasil. Hipocrisia.
Invadir o complexo do Alemão? De nada adianta, se o PAC ainda está no inicio do começo pra reabitar o local.

O que mais me dá raiva é como os jornais transformam nisso num espetáculo. Não são poucas pessoas que vêem a situação do Rio como a de uma faixa de gaza, como se fosse um país longíquo daqui. Assim, fazem as pessoas entrar em pânico e se trancar em casa, chamam de terrorismo o que não passa de churrasquinho de duas dúzias de Corsas (o carro). Vide os ataques do PCC em São Paulo, em 2006. Eu moro no Capão Redondo, lugar onde afirmavam que era a morada do Primeiro Comando, sobrevivi, e não vi porra nenhuma na rua. Nem bandido, nem policial, muito pelo contrário. Todos estava fechados dentro de seus recintos com medo de sabe lá Deus o quê. Tudo porque atearam fogo em alguns ônibus. Mas a imagem do ônibus sendo queimado com a narração do Hermano Henning dizendo que eram atentados terroristas se fixou na cabeça das pessoas de tal maneira que tinham expectadores que vinham pessoas dentro dos ônibus.

E os bandidos esvaziavam os ônibus antes. Alguns davam até o endereço de onde o ônibus seria incendiado.
Agora me fala, que "terrorismo" é esse? Terrorismo de jornalista, só se for!

domingo, 28 de novembro de 2010

Não uma companheira na definição mais comum.

Estava com talco para o sapato em mãos. Não é algo que eu usava muito, mas gostava de cuidar dos meus pés. Foi então que um homem grande e barbudo apareceu ao meu lado e puxou conversa.

"Você não usa muito isso, mas gosta de ter na sua casa, acertei?".

Olhei pro lado e não entendi o que ele dizia. Falava com uma certa confiança, é verdade. Em Wal-Marts sempre tenho o azar de sempre encontrar alguma figura estranha. Por isso evito entrar nesse varejista ao máximo. Respondi balançando a cabeça - usar talco nos sapatos dá sujeira, deixa as roupas marcadas, e é esse um dos motivos pelo qual eu só uso meias brancas.

"Sim... É bom de vez em quando, embora eu não use sempre".

"Eu acho que tem relação com algo da sua vida. Dá pra perceber bastante como a pessoa é pelas suas ações. E vendo seu carrinho de compras e a aliança dourada em seu dedo...".

"Ah tá, falou." - e fui embora.

Duas prateleiras mais a frente, enquanto fugia do cara, ele apareceu de novo.

"Sua aliança... Você é casado?"

"Isso não é da sua conta, senhor. Desculpe."

"Você a ama?"

Parei por um momento, pausei até a respiração. Porém, mesmo assim, respondi a verdade.

"Sim. Eu a amo sim".

"Suas palavras parecem verdadeiras mesmo. Se você diz isso, é a mais plena verdade".

"Então o senhor me dê licenç..." - ele me puxou pelo braço.

Aí ele olhou nos meus olhos.

"O que eu acho mais interessante é que o seu amor por ela nasceu de um jeito diferente...!"

"Me SOLTA agora", eu disse.

"Vocês provavelmente não tinham uma relação como um casal qualquer, cheia de paixão, mas cada um de vocês dois gostavam um da companhia do outro. Um se sentia bem ao lado do outro, uma vez que vocês não tinham as relações carnais com tanta frequencia como os outros casais".

"Escuta aqui, senhor, vou chamar o seguranç...", ele me interrompeu de novo.

"Você nunca quis uma mulher pra ser uma companheira 'amante', mas uma companheira 'parceira'. Uma mulher que fique do seu lado, que te ajude numa compra junto, que esteja do seu lado vendo tevê, que te acompanhe em jantares, não necessariamente alguém para beijar ou fazer sexo como as outras pessoas querem. É como o talco, não é?"

"...O talco? Como assim?? Você tá maluco?".

"Não é algo que você use todo dia, pois você é uma pessoa de alma solitária. Mas que esteja sempre lá disposta e que te ajude quando você precisar, que esteja do seu lado quando você estiver necessitado. Acho isso poético, você eleva a relação a um nível que muitas pessoas poderiam aprender com você e..."

Virei e fui embora, dando um empurrão no cara que caiu na prateleira do arroz, por sorte, sem derrubar nada. Não acreditava que um cara descobriria tanto sobre mim apenas observando um carrinho de compras. Ele ainda parecia estar falando sozinho. Fiquei com um pouco de medo é verdade, mas aquelas palavras me fizeram pensar sobre o que eu queria da vida. E sobre o tipo de mulher que eu sempre busquei. E que em alguns momentos da vida eu tive.

Que talvez eu não queria uma namorada para ser uma amante vigorosa. Mas uma donzela que fique ao meu lado, e que me diluísse de alguma minha alma solitária, que não confia em grande parte das pessoas e não gosta de se relacionar com pessoas além do comum...

sábado, 27 de novembro de 2010

Apenas viva.

"Sempre assim. Desde cedo, desde que era uma crianҫa com responsabilidades maiores que você".

"É. Mas isso não tem nada a ver com o fato de não gostar da minha infância..."

"Sim, eu sei. Mas por ser um jovem que tinha uma vida e responsabilidades muito maiores que até mesmo um adulto, você se tornou o que é hoje".

"Depressivo?".

"Não".

"Então o quê?".

"Alguém que não sabe viver. Por isso mesmo digo pra você arranjar uma namorada, comprar algo legal, e não apenas ter personalidade".

"Saber... ''viver'?".
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Discussão esquentadinha no busão

Ontem peguei uma condução em Santo Amaro pra ir pra academia malhar.

No ônibus, uma mulher subiu no ônibus com uma criança e uma mulher gentilmente cedeu o lugar pra ela. Não era um lugar reservado (com aquele amarelo estampado), porém, o marido dessa que cedeu o lugar de alguma forma ficou com muita raiva ao ver a mulher levantando pra dar o lugar à donzela com o filho. Ele disse em alto e bom "Porra, porque você se levantou, mulher? Não era lugar marcado! Se estivesse num lugar marcado você teria que levantar!

E aí começou uma discussão no ônibus, hahaha. É engraçado porque eu fiquei dando risada na hora, e estou dando risada agora lembrando. A esposa do brigão estava tentando acalmar os ânimos, enquanto a mãe com a criança de colo sentada chamava ele de "filho de puta". Resultado? Desci no Socorro (como faço habitualmente) só que na frente tinha uma viatura da polícia. Está tendo polícia lá porque anda rolando muitos assaltos na região ali da Av Victor Manzini.

O cara ia bater na mulher que estava com o bebê. Disse que não leva desaforo pra casa, enquanto o esposo da mulher com o filho estava acalmando os dois, uma vez que a mulher com o bebê não parava de botar lenha na fogueira. O brigão chegou inclusive a se levantar e dizer que ia bater na criança que tinha um filho, e eu em pé bem na frente dele, hahaha.

Eu, francamente, naquele momento queria era cair fora porque a situação tava já beirando a baixaria. =P
Meio estranho isso, mas os dois estavam errados, e parece que não iriam parar a discussão tão cedo.
A mulher com o bebê não parava de xingar o cara, o brigão estava estressado e disse que ia dar porradas nela. Os respectivos cônjuges no meio da briga tentando acalmar os ânimos de seus parceiros, e por aí vai.

Resultado foi que o brigão desceu e foi enquadrado pela polícia. Vi ao longe os policiais o imobilizando e depois tendo um longo papinho com ele. Desci e fui pra academia, mas era engraçado ver a reação das pessoas na rua.
Nem sabiam metade do que tinha acontecido, claro.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Acabou.


Enquanto estava em lágrimas, hoje, o professor Nelson deu um tapinha de caminhoneiro nas minhas costas e disse: "Calma, Sir Alain, calma".

Lágrimas nem sempre são sinônimo de tristeza. Lágrimas acima de tudo significam uma emoção forte. Tinha prometido há uma donzela - que infelizmente faleceu - que nunca mais choraria por nada. Já descumpri essa promessa um cem-número de vezes, é verdade. Ela deve estar me olhando lá de cima com muita raiva. Mas é a vida, certo? Texto é grande, já vou falando... Mas se puder ler, acho que não irá se arrepender.

Acredito que tudo isso começou lá atrás, quando eu num acesso de fúria mandei tudo para "aquele lugar". Pra quem nunca foi reprovado em absolutamente nada na vida, isso foi mais que um baque. Foi experimentar o que todos experimentaram na adolescência, só que na fase adulta.

Não vou dizer que aprendi com isso, pois acho que estaria sendo conivente com o que fizeram comigo. Meu desejo seria arrancar a cabeça de todos e dar para os cachorros comerem, mas infelizmente a lei não permite isso, é ilegal nesse mundo injusto. Foi ruim? Foi. Foi péssimo. Ver meus amigos se formando esse semestre, e eu que sempre fui um aluno exemplar deixado pra trás foi uma das piores sensações que tive na vida.

Passou maio, junho, julho. Veio agosto. Um mês muito tenso, pois fui efetivado, estava numa fase muito estressante no trabalho e na faculdade. Foi aí que tomei a decisão de parar a academia pelos dois meses pra me dedicar ao tcc. Teve um feriado complicado no meio. Eu renasci (literalmente) e terminei (oba!).

Esse semestre em si tiveram uns fatos que pesaram bastante.

O fato de eu ter parado a academia. Sorte minha que não engordei, mas ainda estou fora de forma pra correr. Tecnicamente eu nunca estive em forma pra correr, mas isso é um detalhe!
O fato de eu ter até mesmo parado de frequentar o templo budista da Shinnyo-en. Mas mesmo assim fui algumas vezes, numa delas pra acompanhar o depoimento da Denise, que foi lindo e emocionante.
O fato de eu não ter saído em nenhum dos finais de semana, já que só tinha eles pra dedicar ao TCC. Exceto um deles que teve aniversário da Verinha na balada!
O fato de mesmo eu fora de forma ter participado de duas corridas. Em plena época de TCC.
O fato de eu chegar sempre estressado em casa, a ponto de estar com olhos doendo de tanto cansaço e ficar escrevendo texto até o ponto em que absolutamente nenhuma palavra fazia sentido. E ainda ter que acordar no outro dia pra trabalhar.
O fato de, nos últimos dias, eu ter praticamente varado a noite. Em um deles, ter pedido o horário de almoço no serviço pra tirar um cochilo, pois não aguentava mais.
O fato de, no feriado de sete de setembro, depois de ter corrido e voltado pra casa, eu simplesmente me trancar no banheiro e chorar desesperadamente pois não estava aguentando a pressão e estresse no trabalho e a pressão do TCC.
O fato de eu ter feito absolutamente tudo sozinho. Não pedi pra revisarem, foi tudo eu mesmo. Pedi ajuda em coisas simples pra pessoas, que de sua forma, me ajudaram imensamente em seus atos.
O fato de o medo de outra reprovação estar me rondando. Foi muita pressão.

Até que hoje eu estava até que relativamente calmo. Mas hoje, ao chegar no Senac, uma meia hora antes da banca, me subiu uma espécie de angústia na alma. Pensei que, estava esperando o momento da banca desde que o ano começou. Que agora era minha chance. E que estava com muito, muito medo.

Para minha sorte, a banca correu tudo bem. Os professores leram, opinaram, e depois pediram pra eu sair da sala um momento. Pediram pra eu entrar e deram o veredito final. Nota 8,5, e quando ouvi isso não aguentei e... Chorei. =)

Eu esperei isso pelo ano inteiro. Se teve alguém que deu corpo e alma nisso fui eu. Acho que, de alguma forma, eu fui até o fundo do poço e descobri que lá tinha uma puta duma mola, que me jogou pra cima. Eram lágrimas por todo o desespero, a melancolia, as horas e dias em claro, os energéticos (e não foram poucos!) e tudo aquilo que me fez dedicar tanto quanto eu me dediquei no semestre passado em que fui reprovado com aquele monografia de 96 páginas.

Esse semestre, foram 103! Voltei pra casa com quatrocentas folhas na mochila, mas depois de tudo o que aconteceu, eu nem ligava mais em levar esse peso. Levei com um sorriso de bochecha a bochecha.

Muito bom. E pensar que semestre que vem tem mais... hahaha. Tem mais um semestre de TCC, o último!
Nos vemos em fevereiro então. Até lá, não quero nem ouvir falar de TCC! Já paguei todos meus pecados nesse, hahaha. Tenho até créditos. =)

Obrigado a todos pelo carinho e pela força.
E quem quis me fuder, enfia o dedo no cu e taca a mãe pra ver se quica!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Apple modifica o mercado. Mas nunca consegue se manter no mercado.

Esses dias estava lendo algumas coisas legais sobre Blackberry e resolvi refletir um pouco. O que falo aqui vai de encontro com o que muitos designers pregam, até porque 90% dos designers são verdadeiros amantes da maçã de Steve Jobs. Eu não sou. Na verdade eu reconheço que existem algumas coisas boas, e sou bem suspeito pra falar até porque sou designer. Mas a questão que quero levantar aqui é que a Apple é uma empresa muito mais de "revolução" do que de "evolução".

Tomemos o exemplo do iPhone e os primeiros Macintosh, e compararemos com outros tantos de acordo com essa perspectiva.

Macintosh revolucionou o mercado pois tornou o computador pessoal. O iPhone revolucionou o mercado pois introduziu uma nova interface e um sistema operacional, dando ênfase basicamente à interação. Seria tolice dizer que celulares não eram computadores antes do iPhone pois... Eram! Nokia N95 foi um celular muito importante, e foi lançado no mesmo ano. Mas a interface dele era muito rudimentar em comparação ao celular do Steve Jobs.

Revolucionou é mudar o paradigma. Cada vez mais celulares têm touch screen, a interface de toque caiu no gosto das pessoas. Ter uma tela gigantesca e poucos botões (ou nenhum!) é a nova ordem. Porém, o iPhone está caindo muito no mercado. Graças a isso se dá pelos seus concorrentes que lançam celulares com mais recursos de hardware, por exemplo, mas que continuam perdendo do iPhone quando falamos de... Interface!

iPhone demorou a gravar vídeos, a ser multi-tarefa, a ter resolução maior de tela, entre outras trilhões de coisas. Ao mesmo tempo, Androids e Blackberries começam a ganhar mercado cada vez mais.

Steve Jobs ainda quer se justificar dizendo o porquê do iPhone não ter recursos que os outros já tinham há décadas. E aí que ele perde cada vez mais mercado. Talvez o segredo dos celulares não seja apenas a questão de interface (sempre impecável nos produtos Apple) mas os recursos de hardware também, porque não? Ou então recursos de ferramentas, seria uma boa também. Por isso mesmo a Apple é uma empresa que muda totalmente os conceitos do mercado, porém dificilmente se mantém ativo nele. É como iMacs, viram produtos de nicho, quando a grande maioria usa Microsoft.

Isso se dá pela cabeça do Steve Jobs. Que ao mesmo tempo que é uma pessoa muito inteligente, grande vendedor, é também um cabeça de bagre que tenta justificar o que seus produtos não tem. E fazer com que as pessoas gostem de seus produtos apenas pela interface, e não pela potencia da máquina.
Um exemplo bacana? Isso aqui. Leia com atenção. =)

sábado, 20 de novembro de 2010

Terҫa é dia de banca.

Enfim. Passou, passou, passou... Será o dia D, o dia que estou esperando já o ano inteiro. Tenho um pouco de receio, banca de tcc não é algo tão tranquilo, mas vamos nessa.

Cheguei até aqui, e agora é a hora de lutar. Forҫa!

Sempre gostei de terҫas-feiras não sei porquê. Deve ser um bom sinal.
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terça-feira, 16 de novembro de 2010

A single finger to believe in God.



Uma vez, um amigo na sexta série tinha machucado o dedo. A ferida tinha sido profunda, e ele tinha me mostrado que até mesmo pus estava saindo - era algo realmente muito feio.

Ele disse que o perigo maior era ter que amputar o dedo. Embora ele falasse aquilo com uma calma tremenda, eu achava aquilo quase como perder um membro inteiro. Sem ninguém da minha casa falar, nem nada, todos os dias ajoelhava e rezava pelo dedo desse meu amigo. E todos os dias eu me ajoelhava pra Deus, fazia a oração, e pedia pra que melhorasse a sua saúde.

Duas semanas depois o dedo estava bem.
Nem eu tinha entendido. Naquele momento percebia que existia um Deus - algo complicado de uma criança assimilar. Talvez eu tivesse minhas dúvidas, mas a partir daquele momento eu não teria mais dúvidas. O dedo do meu amigo, graças às minhas orações, estava lá, no lugar.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

average HERESY!!


Ufa! Pronto!

Era pra ter saído há décadas, mas o TCC foi novamente um grande impecilho.
É o último da série, começou lá atrás, no começo do ano com o average PSYCHO, onde mostrei todas as pessoas que de alguma forma foram "psicopatas" comigo, o mais recente average FURY, que já estava me dando nos nervos aquele fundo vermelho, que mostrava as pessoas na vida que mais senti raiva, e por fim agora, o average HERESY, onde eu queria aproveitar e falar de crenças pessoais.

Esse será o que obviamente mais quero tratar sobre o tema.
Ao menos não estarei ofendendo ninguém (ou não!).

Preciso atualizar o Pegasus Museum...!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Diário de Fotógrafo #6 - Rendezvous (3)

Acho que já deu de fotos, né? Hehehe! Brincadeira.

Mais algumas, vamos nessa! Lembrando que foi tudo improvisado. Não tenho estúdio, nem tenho como alugar um. Nada que não se resolva com uma parede branca e uns fundos aleatórios, pra gambiarra que foi feita, até que saiu bem bacana o resultado final. Engana bem, pra primeira vez que foi feito por mim, hehe.

Acho que a idéia foi captar algo além da lente. Gostei muito da dramaticidade da Ariana, conseguia ficar séria, sorridente, feliz, triste, nervosa e isso passava muito na foto, o que foi mais bacana.

Eu não curto muito o clichê de "fotos com sorriso aberto". Essas fotos que mostram dentes pra mim já virou tabu de "foto pra Orkut". Porque pessoas ADORAM colocar fotos deles com aquele sorriso assim: :D

E isso pra mim já encheu o saco. ¬¬ Não gosto muito de fotos com pessoas sorrindo porque na minha cabeça eu já penso que aquilo é pose pra colocar no orkut ou facebook da vida, hahaha. É complexo meu, calma.

Por isso aprecio muito no máximo um "sorriso de Monalisa", só com o lábio, nem que seja uma coisa bem sutil. Dependendo do ângulo, fica bem bacana e acho que simboliza mais um trabalho sério. Se ficar séria então, tá em casa. =)









Que justiça que você aceita?

Dois homens conversando. Uma conversa estranha, verdade.
A frase principal era: "O necessário é uma força pra transformar qualquer ato, errado ou certo, em justiça".

A justiça é justa. Não quer dizer que é certo ou errado.
Porque o conceito de certo e errado é como bom ou ruim. Isso varia do tempo, da circunstância.
Não existe algo que é certo eternamente, assim como não existe nada que seja completamente errado.

O maior exemplo disso, é obviamente, os valores de cada época e sociedade. Eles são mutáveis pois a justiça é plenamente mutante.
A justiça é a força que transforma o "certo" ou "errado" em algo muito além disso. Transforma ambos, dependendo da necessidade da época, em "justo".

Se minissaia era algo inimaginável no começo do século XX, hoje ver uma menina dançando sem calcinha é algo plenamente comum.
Digo, claro que muita gente vai dizer que isso não existe, mas se você parar pra ver é isso o que acontece. Se mesmo vendo, você negar, você está sendo hipócrita.

A mesma coisa é possível de se observar nas leis e tudo mais.
E ganha quem tem essa força pra transformar o certo ou errado em justiça. Você acharia justo Israelenses bombardearem a Faixa de Gaza? Israelenses são pessoas ricas, em um país no meio do deserto com uma grande desenvolvimento. A faixa de gaza são uns pobres favelados árabes, com algumas armas, mas o mundo faz crer que, o terrorismo que ele faz é mais desumano do que os bloqueios e vida podre que os judeus do outro lado mandam neles.

Não sou contra o estado judeu de Israel. Mas é uma briga de Gato e Rato.
O único problema é que os ratos, quando percebem que não tem pra onde correr, apostam tudo e mordem os gatos.
Mesmo que isso lhes custe a vida depois.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Diário de Fotógrafo #5 - Rendezvous (2)

Mais fotos! =) Agora com duas da Letícia Andrade, irmã da minha caríssima amiga que sofre de obesidade mórbida, a Aline. E mais algumas da Ariana também.

Força Aline! Estamos com você para te apoiar na operação de redução de estômago! FORÇA, AMIGA!! kkkkk.. Brincadeirinha!







domingo, 7 de novembro de 2010

Ilumine as pessoas...

"Imagine uma vela. Imagine essa vela se apagando. Mesmo ela se apagando você percebe que ela continua emitindo luz, iluminando a todos, não é mesmo.

Você é essa vela para essas pessoas. Você que ilumina o caminho das pessoas ao seu redor. Sem você as pessoas se perderiam na escuridão.

Seja essa vela para as pessoas e nunca deixe de iluminá-las. É com a sua força que as pessoas irão cada vez mais longe."

No meu templo budista realizamos o sesshin, que é uma meditação onde com a ajuda de um médium (reinosha) conseguimos que ele leia nosso coração e dê alguma dica, ou luz para nossa vida.

Fiz há alguns minutos e saiu isso. Luz para as outras pessoas? Não sei se eu seria a pessoa mais indicada para ser essa luz. Mas isso me tocou profundamente, a ponto de eu quase chorar enquanto recebia as palavras do médium.

Tou sem ar ate agora. Agora sim que eu tive noção quenão devo nunca mais deixar essa minha vela apagar. Se é verdade que de alguma forma eu ajude as pessoas então devo talvez me esforçar pra isso.
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sábado, 6 de novembro de 2010

Diário de Fotógrafo #4 - Rendezvous (1)

Vou colocar aos poucos porque saiu MUITO material legal!
Foi um ensaio com duas amigas que fiz há um tempo. As que mais gostei vou colocando aqui, aos poucos:






Agradecimentos mais que especiais à Ariana Cavalcante por ter topado!
Tem que ter coragem, heheh.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Questão de carma...

...Que me impede de me relacionar com nenhuma garota. Ela continua como um fantasma atras de mim. E acho que talvez nunca me abandonará.

Seria pedir demais se você me deixasse em paz? Ou então que um belo dia acordasse e descobrisse que tudo aquilo não passou de um sonho ruim?

A realidade é uma das coisas mais difíceis de se encarar na vida. Eu juro que estou tentando seguir em frente, dando o melhor de mim pra superar de uma vez por todas, mas do que adianta se eu ainda ando nas ruas torcendo pra esbarrar em você em qualquer esquina mesmo sabendo que isso é impossível pois você não pertence a este mundo?

Carma. Essa é a cruz.
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Será que uma mudança de slogan salva a Nokia?

Que a Nokia está falindo, isso ninguém nega. Lembro de quando vi na faculdade uma palestra em 2008 de um dos chefes da Nokia no Brasil dizendo que eles não temiam em nada o iPhone. A diferença é que o iPhone - não dizendo que ele seja necessariamente bom ou ruim - mudou completamente o mercado de celulares que pede hoje uma outra coisa. Queremos sistemas operacionais que além de agradáveis, tenham uma ampla comunidade de desenvolvedores além de outros tipos de apelos genéricos para o público.

Nokia mudou de CEO, agora está com um canadense e mudou seu slogan. "Não é a tecnologia, é o que você faz com ela", que tenta, pela milésima vez, tentar manter-se no mercado usando o sistema operacional que praticamente apenas ela usa, que é o Symbian (agora na sua terceira versão) contra o Android, iOS e Blackberry OS (que este último está chegando na sua sexta versão muito em breve no Blackberry Torch).

Francamente? Acho que a Nokia está se enfiando num buraco que acho que dificilmente uma boa propaganda vai ajudar. Fim do ano está chegando, pessoas estão com bolsos mais abertos e prontas para gastar. Por outro lado, ainda não é algo muito atraente adquirir um Symbian pelo fraco apelo aos consumidores que ele traz. Num tempo nem tão remoto, que a Apple apareceu com um celular nem tão potente (iPhone 3G, alguém lembra?) ela resolveu apostar numa coisa que ninguém apostaria: no sistema operacional. O que resultou? Deu certo, tanto que hoje a ordem é ter um sistema forte e popular do que hardware bacana no celular. Já a Nokia, na época, ao invés de popularizar o Symbian, cometeu erros grotescos, que começou sua queda vertiginosa com o lançamento do Nokia N97. E deu no que deu.

Bons tempos!
Veja a propaganda do N8, a nova aposta da Nokia.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

"Sorte" significa "milagre".

Cinco contra cinco. No ringue de batalha estava meu último guerreiro, ferido, atordoado contra mais um guerreiro dele, pronto pra batalha. Seria algo emocionante, se não passasse de apenas uma batalha no Pokémon Stadium. Mas não era contra um qualquer, era contra ninguém menos que o "n". Meu rival de morte.

Meu time inteiro tinha sido expurgado. Incluindo numa batalha feroz entre meu Lugia contra um Articuno dele, dois Pokémon lendários e muito fortes. A diferença maior é que "n" sempre foi uma pessoa muito racional, mesmo em momentos em que estivesse no aperto. Não daria um passo sem antes ver onde pisava, e de fato, aquela luta parecia ser dele.

No ringue meu Feraligatr. Um pokémon aquático, um dos mais fortes do meu time. Seria, se não estivesse com seu HP no vermelho, a um passo da morte, confuso e envenenado. Eu havia acabado de derrotar seu penúltimo Pokémon, mas ainda restava mais um. Sempre perdia de "n" em tudo na vida, nunca consegui superá-lo em nada. Talvez seja pela sua frieza - a sociedade premia as pessoas que levam seus problemas e reage a eles naturalmente. E eu era apenas eu, no calor da batalha, da emoção, confiando nos meus bichos virtuais e na própria sorte.

"n" sempre disse que sorte não existia. Eu mesmo não entendia o que era sorte, até que compreendi que sorte era algo similar a um milagre. E era o que eu precisava pra vencê-lo. Ele joga por fim o seu último Pokémon, totalmente inteirão, um Tyranitar.

Eu somente poderia dar um golpe. Tinha a vantagem de atacar primeiro. Estava envenenado, então não duraria mais naquele turno. Além disso, o Feraligatr estava confuso, então o golpe poderia voltar contra mim. Já o "n" estava lá, inteiro, com seu HP no máximo, e provavelmente atacaria com um Earthquake e me derrubaria.

Minha única chance era um Hydro Pump. Dificilmente um Hidro Pump o derrotaria, mas faria um belo estrago. Ao menos seria melhor que arriscar algo mais ousado. Não tinha como, o tempo corria contra mim. 30% de eficácia, então além de escapar da confusão do bicho, teria que acertar ele nessa chance mínima.

Foi aí que o locutor disse: "Oh my god! Hidro Pump!!", e o golpe acertou o Tyranitar dele em cheio. E como se não bastasse, foi um Critical Hit. O Tyranitar foi nocalteado com apenas um golpe. Nem eu acreditei, aquilo parecia um delírio.

Vitória minha. E foi uma das melhores coisas que ganhei na vida foi naquela fez derrotar "n". Ser melhor que ele em alguma coisa, algo que nem mesmo ele acreditava.

Foi aí que entendi que sorte se assemelha muito a milagre. Apenas um milagre poderia ter feito eu ganhar aquilo. Não falo nada sobre religião, uso milagre com o significado de "algo impossível de se alcançar, até que o milagre faça isso ser possível".

Talvez o mundo seja bem calcado mesmo na racionalidade, no jeitão do "n" de ser. Mas é bem verdade que o mundo também precisa de "sorte", "milagre" e "fé", coisas que apenas o "m" aqui pode ter.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Deixe e corrupção rolar solta, mas me entregue o Metrô!


Esses dias, os incompetentes da Folha de São Paulo divulgaram um escândalo sobre um rolo na construção da Linha 5 - Lilás, do metrô de São Paulo. A linha mais próxima de casa, que é interligada com absolutamente porra nenhuma dessa cidade.

Ela foi entregue em 2002. E 12 anos depois ela teria sua enfim junção com as linhas principais da cidade, prevista para 2014. Pois é, teria, não tem mais. Os jornalistas da Folha não tem o que fazer. Eles parecem que só querem foder com a periferia com isso, deixa o esquema de cartas marcadas rolar e bandidagem correr solta, mas pelo amor de deus, entreguem essa linha o quanto antes!

José Serra é outro incompetente também. Ele não mora no Capão, e não vive isolado do resto da cidade. Filho da puta, bandido de merda, é um cara comparável ao pior dos caras do PT exatamente por isso. Essa linha deve ser tratada como tesouro assim como qualquer outra linha numa cidade com milhões de habitantes e que tem um metrô com o tamanho de vinte quadras.

Agora me fala, quando vai ser entregue essa merda? NUNCA. A linha amarela com aquele rolo não foi entregue até hoje. E nem tinha governo no meio, foi pura e simples incompetência de uma Camargo e Correa da vida. Quando eu estiver aposentado essa linha lilás não me vai mais ser útil. E o metrô de São Paulo continua avançando a passos lerdos e continuando uma merda. Tucano filho duma puta, se eu encontro na rua eu cuspo na tua cara, só de ódio do fundo da minha alma que eu sinto por você por fazer demorar ainda mais um metrô que nunca chegou aqui.

Valeu por essa Serra. Já tinha uma puta bronca de você por ter deixado o filho da puta do Kassab na prefeitura da cidade no seu lugar, agora eu tenho um ódio mortal pela sua pessoa, seu bandido duma figa.

domingo, 31 de outubro de 2010

Justin Bieber... O filme?

Acho que o Felipe Neto não vai gostar disso, haha.

 

Pois é. Justin Bieber, o "the movie".
Sobre o cara. Legal heim?

Não o conheço, não ouvi as músicas, mas acho que não ouviria exatamente por não ir de encontro com meu gosto pessoal. =p E não vou comentar o que todos comentam: "O menino só tem dezesseis anos! Pra que uma biografia?".

O que na verdade me deixa abismado é que como ele carrega a imagem de "fodão". Verdade! Dizem que o garoto tem grande ouvido musical, mas numa geração como essa em que todos nós consumimos músicas vorazmente, é difícil não ter um conhecimento mínimo da coisa.

Mas não apenas a imagem de "fodão", mas talvez ele me lembre um pouco uma fantasia disney que se tornou realidade. O trailer ao menos não parece que foca tanto na vida dele, mas seria quase que uma versão de uma Hannah Montana que faz xixi em pé - a diferença é que a estória (sim, com "e" mesmo, de tão pequena que deve ser) sirva pra jovens não desistir de seus sonhos, e blábláblá.

Afinal, quem que hoje está entre seus trinta até uns quinze anos nunca sonhou em ser cantor, ator ou jogador de futebol? Se o conteúdo do filme ao menos for algo que incentive a molecada a ir atrás dos sonhos, tá valendo. Isso é uma das coisas mais bonitas.

Milagre eu não criticar, heim?
Mas me esforcei pra ver algo bacana nisso. E achei isso. =P

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

a Última fotografia.

Normalmente apenas trocando algumas palavras, é possível descobrir características fortes nas pessoas. Mas com ela, era mais difícil. Vivemos muitos anos juntos, mas acho que durante nossa convivência - talvez pelo fato de não conversarmos tanto como os casais comuns - muitas coisas sobre nós se davam nas entrelinhas. Uma aquariana e um leonino, o que você quer?

No começo, lembro que não via nenhuma foto dela. Fotografia, uma coisa tão simples, ela tinha uma grande aversão. Dizia que se sentia feia, odiava seus olhos, seu cabelo, sua pele branca, nariz, dentes. Na verdade ela não dizia, mas como tudo era nas entrelinhas, dava a se entender isso. Não estou falando das críticas que as mulheres sempre adoram fazer ao seu corpo, estou falando mesmo de algo que a faça se sentir realmente ridicularizada, pois, acredite - nós homens não ligamos e não temos um senso crítico tão grande quanto o de vocês.

Um dia insisti pra ela bater uma foto.

No começo houve uma resistência.

Mas saiu.

Eu achei que ela estava linda. Mesmo num relacionamento puramente arranjado como o nosso, achei estranho que embora tivéssemos aversão contra o outro, aquela coisa estava me fazendo derreter. E a ela também. Ela, que nunca tinha tirado uma fotografia na vida como uma pessoa normal, começava ali a tirar várias fotos. Sempre bem séria no começo, até que começou a abrir sorrisos, mesmo que no jeitão monalisa, mas começava.

Quando ela faleceu, queimei absolutamente tudo.
Somente fiquei com uma única foto. Que escondi de tudo e de todos.

Volta e meia vejo essa foto. E sinto saudades daquele cabelo cor de berinjela.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A riqueza de ser designer.



Acho que talvez toda profissão tenha seu ápice. O advogado tem quando ganha sua causa, o médico quando cura, o ator quando entra em cena, o professor quando ensina.

Amo ser designer. Amo minha profissão. E quando vejo todos meus "filhinhos" nascidos, impressos, na web, ou que pessoas consigam ver é uma gratificação sem palavras. Esses na foto são os mais novinhos. Eu, que nunca imaginei na vida que faria material gráfico, estou me dando até que bem.

Quando eles nascem acho que é o ápice. E pensar que esse tipo de coisa ainda vai rodar o Brasil inteiro. Hahah. Lindo.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dá lhe geração Z!

Sou um autêntico membro da geração y (1979-1995), não nego! Sou uma pessoa que teve contato com a tecnologia na adolescência, e hoje na vida adulta eu não consigo me imaginar sem twitter no meu celular, sem meu gmail e sem Google.

Agora o esquema é falar da próxima geração, a dos Z (1995-2010). Estava lendo essa notícia aqui. De início fiquei um pouco assustado, mas depois achei uma coisa natural e muito saudável. A rolada é o seguinte: molecada de hoje não quer mais saber de bonecas, nem carrinhos. Querem iPod, iPad, iPhones e toda porcalhada cara feita pela empresa da maçã. Foram os três pedidos mais registrados pro Merry Chrismas.

Cara, que animal! Eu infelizmente não terei mais filhos dentro da geração z, passou o tempo pra mim, hahaha. Eles ficarão na próxima geração. Mas fiquei muito abismado com isso, mas como disse não achei isso ruim. Elas vão além da minha relação com a tecnologia, eles sabem usá-la sem nem precisar ler. Isso que é teste de usabilidade!! Só procurar os vídeos da molecada de 3, 4 anos usando um iPad sem problemas e você vai entender o que estou dizendo.

Se meu pai achava o máximo eu saber usar o controle remoto da tevê na minha idade, imagina o que acharei dos meus filhos quando eles serem mais rápidos que as pessoas da minha geração pra aprender tudo sobre um novo gadget?
Adorei a idéia! Preciso procriar AGORA! hahahaha...!

domingo, 24 de outubro de 2010

O Adobe Reader não me deixa mentir.

 103 páginas.

Não vou comemorar antes do tempo. Ainda não acabou. Semestre passado esse número chegou a 96, e mesmo assim fui reprovado. Esse semestre eu resumi essas 96 páginas e ainda adicionei mais umas tantas, o que resultou nisso - ficou ainda maior que no semestre passado.

Chorei essa semana. Foi um choro de desabafo de não sei quantos meses de um trabalho insano. Minha amiga Denise foi uma das primeiras a falar: Cuidado pra você não ficar obcecado por isso. Mas já era tarde, o mês de agosto estava bombando e o estrago já estava feito.

Pensava que esse fim de semana seria o primeiro que não teria que me preocupar com o TCC. Alain tolo, pois não foi assim. Foi uma semana maluca, e mesmo assim só concluí nessa manhã todas as correções e finalização da monografia. Mas agora, ás 21h20, acho que posso pela primeira vez dar uma respirada com calma, desde agosto. Pois ainda não acabou. Agora vem o mais difícil, a apresentação, a banca, e todos os últimos trâmites até o fim mesmo.

Nos vemos em novembro novamente.
Continuem na torcida.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Análise de apps - Foursquare


Quero inaugurar uma "nova seção" no blog. Estou com um Android e faço o download de aplicativos para ele. O meu desejo é começar por uns dos que mais gosto: o Foursquare.

Sabe aquelas coisas na internet que no começo ninguém dá nada, mas depois viram uma febre? Twitter, por exemplo, no começo eu falava: "Porra, que inútil eu ficar postando 'estou no banheiro', 'vou almoçar', etc e tal". Hoje, eu tenho mais de cinco mil tuitadas nessa rede de microblogging. E o aplicativo que não pode faltar no meu celular hoje é o Twidroid (embora o Tweetcaster seja melhor, mas o visual dele irrita meus olhos de tão feio).

Foursquare é um aplicativo que usa sua localização GPS pra dizer o que tem perto de você: absolutamente tudo o que foi registrado, comércio, restaurantes, puteiros, etc. Ele vive dando pau no meu Samsung Galaxy Lite, mas mesmo assim faço algumas gambiarras pra ele funcionar bem. A pessoa cria um perfil e faz "Check-in" nos locais quando entra neles.

Assim, as pessoas da rede inteira que também estiverem no local fazem também o check-in e assim, você pode ver, de acordo com a rede, quantas pessoas tem no local, por exemplo.

Mas uma coisa bacana são as dicas (Tips). Você pode deixar sugestões, críticas ou qualquer tipo de informação valorosa pra quem estiver naquele local. Por exemplo, eu deixei uma dica no Terminal Capelinha, uma dica muito útil diga-se de passagem, assim as pessoas que estiverem andando próximo do local vão saber que alguém lá deixou essa dica e pode usar essa informação.

Tem outras coisas, mas acho que o principal é isso. Cada vez mais computadores de mesa estão ganhando o apoio de smartphones. Mas o que acho mais bacana é que o foursquare deixa que nós interagimos de uma maneira muito animal dentro da cidade, e isso eu acho animal.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Isso se chama "decadência".


Tirei essa foto hoje à noite, quando cheguei. Com a Nikon.

Quanto tempo falta mesmo? Seis dias. Ou melhor, daqui a meia hora serão cinco. Ver um céuzão desse noturno é tão bacana. Hoje foi o segundo dia seguido que tive que apelar para o Redbull pra ficar acordado. Mas foi engraçado... Diferente de ontem.

Ele me tirou a sensação de sono, mas não me deixou com o mesmo pique de ontem. Digo, quando fui pegar o ônibus meu cérebro estava muito lerdo, poucas coisas fazendo sentido, acho que se alguém esbarrasse em mim eu cairia no chão e nem me daria conta. Tinha cortado a sensação do sono, mas o meu cérebro estava lentinho, quase parando, como sempre.

Acho que se estou apelando pra enérgeticos é porque a situação tá bem preta.

Quando percebi, estava no McDonald's. O quê? McDonald's?? Nem eu lembrava do lanche que tinha pedido, sorte que na nota fiscal tava escrito. Parecia que eu estava embriagado, mas sem sono, sem cansaço aparente. Pensei que energéticos iam me ajudar a ficar acordado e, de fato, estão me ajudando. Mas a atividade cerebral tá pior do que se eu estivesse com sono. Simplesmente as informações não são codificadas, parece que todos falam grego comigo.

Isso se chama decadência. Tudo por conta de uma merda de monografia.
Mas pelo menos eu vi o céu. E estava tão lindo que resultou nessa foto. =)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

"Não, Alain. Você está confundindo as coisas".

Essa historinha já faz um bom tempo.

Suado, cansado. A fadiga dominava meu corpo. Olhava pro céu, estava um céu lindo abrindo, sol da manhã, raios de sol daqueles que bronzeiam a pele mesmo. Ponte Estaiada, Roberto Marinho. Estávamos na avenida, indo embora. Me sentia um frouxo, todos diziam que estava tudo pronto entre nós dois, tudo feito. Só precisava eu chegar ao ponto final, e começarmos um relacionamento.

De um lado eu, na época, um garoto. Ela, sete ou seis anos mais velha aparentemente nunca viu isso como um empecilho. Erro meu.

Tinha dado um belíssimo presente de aniversário pra ela em agosto daquele ano, estávamos juntos conversando há meses. Trocávamos indiretas românticas, parecia uma paquera. Daquela bem pura, bonita. De fato, tudo indicava que era uma paquera, que o que sentíamos era dividido. Erro meu.

E aí, de volta ao dia em que estávamos juntos indo embora, cansados e suados, abri o jogo com ela e me aproximei. Fui empurrado e ainda recebi um tapa na minha mão. Ela me olhou com uma cara de raiva, e me senti um lixo naquele momento. Ela me olhou com desprezo, disse que eu estava confundindo as coisas, e que ela jamais sentira algo por mim. Nada mais que amizade.

Ela estava "presa" a um outro. Nunca imaginei isso, pensei que pela idade ela fosse uma mulher pronta pra encarar um relacionamento, e mesmo que fosse "presa" a um babaca qualquer, seria madura o suficiente para se dar uma nova chance. Dar uma chance pra mim. Erro meu, novamente.

O que falar num momento desses? Nada. Apenas fui franco. Não foi culpa minha me apaixonar, quando eu percebi, já era muito tarde. Na verdade em um mundo onde cada vez mais a entrega a um relacionamento é algo raro, ser alguém que é "apaixonadinho" por alguém é como ser cego numa terra onde todos enxergam. Todos sentem pena de você, e acham sua condição "bonitinha", mas ninguém está afim de compartilhar isso que você sente. Logo, você jamais será capaz de se relacionar com ninguém, pois todos estão nesse estranho mundo.

Fui embora refletindo, naquela época. Acho que deve ser normal se gastar tanta energia, dinheiro e sentimentos. É quase como andar no escuro, você não sabe onde está, mas uma hora você encontrará em algum canto, algo que verdadeiramente te dará uma "luz".

Só sei que, todos os conceitos que tinha sobre mulheres foi mudado. Eu não sabia mais o que era o correto, o que era errado e nem tampouco quando esse tipo de coisa poderia acontecer. Sabe aqueles momentos da vida em que tudo parece estar bem, parece encaminhado e aí tudo desmorona de uma vez só?

Foi assim que me senti. Coisa de pirralho.

domingo, 17 de outubro de 2010

Eles tão me achando com cara de office-boy...

Dos confins de Salesópolis, me mandam pro meio da Lapa. Depois me jogam no meio do Morumbi e depois tenho que voltar pra casa pela Giovanni Gronchi. O domingo mal começou e já bati perna pra caralho. Minha cabeça tá ardendo de dor, minhas pernas não respondem (ao menos não do jeito que deveria) e ainda tenho que fazer essa merda de TCC.


Ah, acho que vou tirar uma soneca. Esse ao menos foi o resultado de hoje. Essa vai entrar como uma das competições mais difíceis, por vários motivos. Tanto que tirei essa foto da medalha. Primeiramente, pois estou desde o dia 12 de setembro sem fazer nenhum exercício físico, nem treinar corrida. Outra, porque meu pé adormeceu três vezes durante a competição, pensei que ia lesionar.

Pra quem não entende: Tenho pisada neutra, logo eu forço não o calcanhar, onde o tênis é mais reforçado, mas sim a frente dele. Meus tênis são excelentes, mas correndo muito tempo no asfalto eles forçam tanto a musculatura da frente do pé, que parece uma leve dormência.

Mas corrida é corrida. Fiz um tempo péssimo, mas pra quem pensava que não ia nem conseguir terminar... Ainda tenho que fazer o TCC, mas cara, eu não estou aguentando mais isso. Estou com uma angústia dentro de mim quando abro essas oitenta e poucas páginas de pesquisa que escrevi esse semestre, pois estou com medo insano de que dê o mesmo do semestre passado: eu me mato pra fazer durante todo o tempo, e acabarei reprovado.

Não há garantias, nem nada do gênero. Tenho exatamente oito dias até o derradeiro fim, estou depressivo, triste. Provavelmente esteja fazendo tempestade em copo d'água, mas sei lá. Já passei por muito aperto pior nessa vida, já passei por muitos obstáculos, sempre superei na base do meu esforço e vontade imensa de terminar. O TCC seria um problema como todos esses, se a reprovação no semestre passado nunca tivesse acontecido. Acredite. É algo totalmente diferente.

Encarar a panela do corpo docente do Senac, não há garantias que meu esforço será compensado lá. Não é uma corrida que eu, mesmo com joelho doendo, fadiga, cansaço e batimento cardíaco beirando os 190 não consiga terminar.

É como correr até chegar na linha de chegada. Aí chega alguém e te barra, e não te deixa passar, mesmo depois de tanto esforço. Foi assim que foi minha reprovação. Nem pra banca eu fui no semestre passado. Por isso o problema não é se dedicar ao TCC. E sim, porque querendo ou não, lá na frente terá esse fantasma dessa loura do banheiro ridícula que vai me aterrorizar.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Divinity in motion.


Uma delas é uma mulher já. Sempre disse que era rodada, que tinha o desejo de ter um homem ao menos por semana pra dar uma comida. No começo, nunca achei nada demais, francamente. Não critiquei, não achei estranho, nem nada. Com o tempo percebia que quando nossos olhares se cruzavam, eu via uma pessoa totalmente diferente daquela que se dizia da boca pra fora. Via alguém pra ficar ao lado, dar boas risadas, mas acima de tudo alguém que parecia que lá dentro tinha muito amor pra dar. Não parecia a mesma pessoa que dizia as coisas libidinosas de outrora. Me parece sempre alguém sozinha e triste, e que talvez naqueles poucos segundos que a gente se olhe fixamente, a gente se encontra. E sinto ás vezes que eu a "curo" desse mal.

A outra é também uma mulher crescida já. Acho impressionante como o olhar dessa é bem penetrante. Tudo bem que é oriental, o que já é uma grande vantagem pra mim, mas ainda é minha favorita, minha campeã. Uma pessoa séria, mas também engraçada, com um corpo lindíssimo para uma oriental, altura não me incomoda tanto. Sempre a encontrava nos fins de semana, e devo dizer que o tempo sempre voou quando estávamos juntos. Seus olhos me olhavam de baixo - pela sua altura, mas pareciam que eram maiores que eu. De alguma forma eles me atraíam e me empurravam, sempre me pareceu alguém simplesmente ótima. Uma pessoa completa, não vou negar, em todos os quesitos.

Já esse outro olhar me lembra por causa das risadas. Sempre falando sorrindo, seu próprio olhar passava essa alegria, essa vontade de viver, essa capacidade em ver todas as coisas bonitas do mundo. Nunca entendi como nós, inclusive no mesmo signo, fôssemos tão diferentes nesse quesito. Talvez seu olhar tingisse de colorido o mundo, chamasse todas as cores quando eu estava enxergando tudo em cinza. Mesmo quando ficava séria, seu olhar parecia feliz, engraçado até. Arregalava os olhos de uma maneira única. Uma vez, numa balada, vi seu olhar cheio de felicidade se tornar um olhar de mulher mesmo enquanto dançávamos. Podia ser mais velha que eu (diga-se de passagem, todas sempre são mais velhas) mas aquele jeito de menina, quando mostrava seu lado de mulher, nada eu tinha pra fazer, a não ser abrir um sorriso - meio sem graça até - mas um sorriso meu por ter visto aquela mutação grandiosa.

Não sei o que esse outro olhar tem. Tem as artes dramáticas até mesmo impregnadas na sua expressão. Arregala os olhos, prende eles em você, e mesmo quando desvia rapidamente, volta tão rápido quanto. Quando você fala, você percebe que ela está realmente prestando atenção. Arregala os olhos, balança a cabeça positivamente, parece acompanhar cada movimento do lábio. Tem um dos sorrisos mais belos também, um pouquinho de sangue italiano, como ela diz. É coisa do nosso sangue. Mas acima de tudo parece um par de olhos que te puxa e te prende, mas parece te torturar. Mas é uma tortura deliciosa, porque mesmo que você se afaste, esse olhar me puxa de volta. Mas não me engole, me deixa sempre nessa tênue linha.

Talvez essas quatro mulheres, tão diferentes, as quatro sequer se conhecem. Mas traduzem bem... Divinity in motion.

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