domingo, 28 de fevereiro de 2010

Tudo o que faz, volta contra você.

Devemos fazer coisas boas pra colher bons frutos. E por mais que a pessoa esteja mergulhada na escuridão, é possível que ela venha para a luz e vice-versa. Somos influenciáveis como pêndulos. O ser humano em si é um bicho deveras fácil de saber como irá reagir.

Me pergunto se é por causa dos atores. Respeito muito a classe dos atores, afinal eles vem desde a época dos antigos gregos, mas será que eles cada vez mais limitam o ser humano em emoções cada vez mais definidas, quadradas? Quando ficamos com raiva cerramos os olhos, bufamos e rangemos os dentes. Quando estamos tristes, arqueamos as sobrancelhas, levamos nossa boca pra baixo. Quem está fora desse círculo dificilmente vai ser assim. Pessoas podem demonstrar com um sorriso mas na verdade estão com raiva. Podem estar normais, mas por dentro estão chorando.

E esse signo fica, não talvez porque isso seja do "ser humano", mas talvez porque nos foi colocado que nosso rosto ficará de tal maneira quando ficarmos tristes. Uma coisa não se repete com espirros. Cada um espirra de uma maneira, e muitos espirram de várias maneiras. Embora o "atchim" tenha ficado como símbolo pertinente do som de um espirro, não é exatamente o que vemos por aí quando jogamos pimenta nos narizes dos outros.

Comecei a seguir o budismo, e sinceramente vejo que não será lá um grande bicho de sete cabeças. Estranhamente o que pras outras pessoas é algo muito difícil - isso é, fazer o bem ao próximo sem esperar nada mesmo - pra mim é algo simples. Me orgulho de ser uma pessoa sincera, e atualmente só ter inimizade com duas ou três pessoas no máximo - isso porque são seres que na minha visão de mundo não tem jeito mesmo.

Os vejo como pessoas tristes no fundo, que gostam de provocar as pessoas, mas francamente não penso besteira deles. Sei que no fundo são pessoas tristes, mundanas e com uma visão muita baseada na calúnia e difamação. São pessoas as quais posso fazer nada, exceto esperar que acordem pra si mesmos e vejam o mal que estão trazendo pra si próprios.

Nunca fui assim. Não apenas pela minha criação, mas a minha idéia de bem ou mal não é baseada em dogmas, mas sim em "é bom quando faz bem pra mim, é ruim quando faz mal". Se praticar o bem me faz melhor, então é por esse caminho que sigo.

Me dou bem com todos exatamente por ser sincero, fiel e amigo. E sei que não tenho maturidade pra aguentar traições por enquanto, mas pretendo desenvolver. Desde a adolescência seguia os passos do Buddha Shakyamuni, mas não pelo imenso credo que leva seu nome, mas pelos seus ideais. Quero encontrar a minha resposta para o mundo e entendê-lo. Andar nos passos dele.

Exatamente como ele, quero uma iluminação, quero procurar respostas para as minhas perguntas. Quero não pensar tanto em divindades, mas no ser humano. Não quero ser um bodhisattva, nem nada do gênero. Não quero fundar crenças nem tampouco ser reverenciado, embora acredite que querendo ou não as respostas que encontrar sejam úteis não apenas pra mim, mas pros meus semelhantes.

Ao menos desde a adolescencia, naquela fase bizarra, sempre fui interessado, e sei que naquela época eu estaria muito mais pronto pra fazer algo que hoje seria bem mais difícil - largar tudo e ir atrás de respostas pro que eu quero saber. Fui ficando velho e fui entendendo o mundo, e hoje vejo que o que mais deveria ter guardado dentro de mim seria essa falta de significado com o mundo.

Aí teria perguntas, e elas me levariam a respostas.
Algo assim.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Faz mal mesmo?


Estava vendo esse vídeo, numa discussão do Quentin Tarantino com uma mulher sobre se os filmes deveriam ser ou não adequados a crianças acima dos doze anos. Essa sugestão foi dada pelo diretor do Kill Bill, e a crítica, guardada na sua moralidade, decidiu dizer que não deveria ser assim.

Francamente, acho Kill Bill até que um filme excelente para crianças. Essas coisas sobre violência ser ruim acho que não deveria ter tanto a ver quando o que pratica violência está coberto por um certo heroísmo em cena. Não que A Noiva seja um exemplo de herói, mas ela mostra determinação, um pensamento inabalável, um objetivo em mente e uma noção de conquistar o que quer - o que não deixa de ser características fortes de grandes heróis.

Ás vezes sou totalmente contra essa censura e esse moralismo idiota que as pessoas pregam, querendo por cima de tudo "proteger" crianças. Já está mais que comprovado que nós, que crescemos com a série Exterminador do Futuro e 007 não nos tornamos bandidos ou algo do gênero. James Bond pra mim apenas curtia deitar sem camisa na cama pras mulheres, e nunca pensei - e digo nunca mesmo, juro de coração - que ele queria enfiar o pinto na periquita de alguma mulher.

Até porque eu nunca entendi direito (e até hoje acho difícil compreender) a real função do meu pênis. Mas isso são outros quinhentos.

Acho meio inapropriado filmes onde a temática é mais dura, como nos alternativos. Meu nome não é Johnny, por exemplo, não seria um filme que mostraria a um filho meu, exceto se depois eu tivesse uma longa conversa com ele.

Talvez falem do sangue, da parte onde retalham corpos pouco antes da batalha contra a O-Ren, mas nada que leve a um sustinho na criança e não se atenue quando você disser que aquilo tudo é só mentirinha. Acho que tem coisas muito piores pra protegermos a molecada do que um mero filme B.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

OBE

"É sir. Você é sir".

Não tinha entendido, pensei ser uma brincadeira. Isso é um título da cavalaria, dado para as pessoas que lutaram bravamente pelo país (menos se forem irlandeses, óbvio) e patriota é uma coisa que nunca fui. Sou um cidadão do mundo, aberto a todas as culturas, crenças, gestos e costumes.

Mas porque logo "sir"? Pertencer à Ordem do Império Britânico nunca me agradou - ainda mais porque era uma brincadeira ingênua, como um apelido que se dá. Pensei de primeira que fosse por eu ser educado, polido na medida do possível na época, e cavalheiro.

Não gostei. Mas pela insistência dela, entrei na brincadeira.
O tempo passou, e ela se foi naquele fatídico mês de maio.

Numa das raras visitas pós-morte dela que fiz à velha, estava na sala tomando um chá e observando o tempo feio que fazia lá fora. A senhora parecia ter ido lá dentro pegar algo, mas estava demorando demais. O tempo frio, mas uma musiquinha irritante similar de elevador no fundo e um chá preto cuidadosamente morno me fez capotar num cochilo delicioso.

Quando acordei, ela estava lá, lendo - como sempre faz. Na sua mão, a famosa Newsweek. Não eram bons tempos da revista, foi bem antes do Fareed Zakaria dar seus pitacos sempre bem direcionados.

O ventinho gelado da noite me lembrou e muito o que sinto nesse momento.

E lá do meu lado uma listinha, parecia meio manuscrito, mas numa caligrafia belíssima, vitoriana. Como a sala estava tomado por aquele silêncio inquebrável, peguei esse papel e comecei a ver. Até que vi o meu nome, e na frente, uma data: maio vigésimo quarto. Exatamente um dia antes dela morrer. Na hora virei pra velha e perguntei:

"Ei, o que significa isso? Não me diga que... Ela fez e se esforçou pra fazer isso exatamente um dia antes de morrer? Porquê?"

E a senhora apenas me fitou com os olhos abaixados, com certa indiferença, é verdade.

"Deixe-a descansar em paz. Ela se esforçou demais pra te dar esse presente. Só queria te mostrar que ela sentia exatamente o que você sentia por ela até mesmo antes de sua partida. Será que você pode carregar isso com você como uma eterna lembrança do que essa coitada fez por você?"

Okay. Acho que posso responder a sua expectativa. Ao menos essa vez.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

This is it.


Enfim vi This is it. Vou confessar que não queria vê-lo nos cinemas. Tinha um pouquinho de medo de ficar triste, sei lá. E a perda do Michael foi algo que mexeu bastante comigo. Mas em suma o filme foi bom. Gostei principalmente pois Michael reviveu algumas que dificilmente eu o vi cantando. Ok, sou fã, é difícil achar uma música ruim do Michael pela nossa perspectiva, é verdade. Porém algumas sempre achei que mereciam atenção maior.

Adorei as versões Human Nature e fiquei meio assim quando vi que Speechless tomaria o lugar de You are not Alone como baladinha dos shows de Michael. Nada contra, Speechless é uma música belíssima, um verdadeiro achado de Michael e seria horrível ter que desperdiça-la. Mas You are not alone tem uma coisa única e tal, acho que é uma das melhores (se não a melhor) ballad do Michael Jackson.

Outra que gostei de rever foi Human Nature! Sempre adorei essa música do álbum Thriller, aliás outra que adoro do mesmo álbum e o senhor Jackson nunca deu atenção foi Baby be mine. E agora que não vai dar atenção mesmo, whatever. Human Nature é uma música daquelas produzidas meio além do seu tempo, e talvez apenas hoje que entendemos um bocado de seu significado, principalmente quando ele fala sobre a "Natureza Humana", "Olhos elétricos estão por toda a parte".

Ou era um visionário, ou planejou direitinho a saga Exterminador do Futuro! lol

Por fim, meu último comentário é, adorei o dueto Judith Hill e Michael Jackson em I just can't stop loving you. Toda vez que vejo essa japonesa me lembra muito, mas é realmente a cara cuspida da minha ex-namorada (a semelhança ás vezes é algo inacreditável). Não estou falando mal, longe de mim. Ambas são lindíssimas, apenas tem esse fato das duas serem bem parecidas mesmo. O dueto ficou mais que excelente, extraordinário mesmo. A bichinha é bem afinada, mandou ver bem tanto nesses ensaios da turnê como no memorial de despedida (sim! ela tava no final lá cantando We are the world e Heal the world!).

Filmaço! Comprem, aluguem, baixem, assistam.
Michael não estava tão ruim. Parecia na mesma forma que na turnê HIStory. Nem pareceu que poucas semanas depois daquelas gravações ele morreria de overdose medicinal. Emocionou e nos deu um gostinho do que seria essa turnê, a "final curtain call".

Vá em paz, em-jay!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

É ecologicamente sustentável pra quem?

Sim, sou um inimigo dos ambientalistas, exatamente pois tem muita merda de empresa envolvida nisso até o talo lucrando na base dos trouxas que no fundo acreditam que desligando as torneiras na hora de escovar os dentes vai mudar o mundo.

Gosto de dar o exemplo das lâmpadas incandescentes versus lâmpadas florescentes. Essa segunda tem além do Mercúrio, um metal altamente prejudicial para nós e toda a vida na Terra, tem também trilhões de circuitos, capacitores e chips que dificilmente seriam reciclados. Além do argônio também que não é lá um gás muito amigo do ser humano.

Ao contrário da incandescente que é 100% reaproveitável, praticamente não polui nada com relação a sua amiga menos alaranjada, porém consome mais energia.

Porém estamos no Brasil! Não estamos na China que usa Carvão Mineral pra produzir eletricidade igual se faz no Simcity e traz mais poluição. Estamos no Brasil, onde dispomos de uma grande rede hidrelétrica que, embora tenha lá seus pontos negativos, é uma das mais eficientes e limpas maneiras de se conseguir energia elétrica. Talvez a opção melhor seja mesmo os bacanas LEDs esquentadinhos.

Pense bem nessa questão, se está sendo ecologicamente correto, é ecologicamente correto pra quem? Certamente pros animais se intoxicarem com mercúrio e nós tivermos sérios problemas com o mercúrio não é. Se você parar pra pensar 90% de todo esse papo ecochato tá com muito, mas muito dinheiro por detrás disso, logo é algo pra se duvidar de quanto de crédito que isso de fato goza.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Como cargas d'água Pokémon ainda faz tanto sucesso?

O título resume tudo. Comprei um DS em novembro do ano passado, e logo um dos primeiros jogos que tava com uma ânsia tremenda para jogar é o famoso Pokémon Diamond/Pearl/Platinum, o qual eu fisguei o primeiro.

Meu último contato com Pokémon foi na época das versões Gold, Silver e Crystal, no qual tinha um Tyranitar e um Ampharos praticamente imbatíveis, que me fizeram vencer várias batalhas pelo mundo afora, haha. Depois de lá não tive um Game Boy Advanced pra jogar Ruby, Sapphire e Emerald, mas joguei no emulador o remake da versão vermelha, o Pokémon Firered. Obviamente nem preciso dizer que estava em casa, os comandos eram os mesmos, até os Pokémon continuavam os mesmos (ou quase).

E mesmo eu tendo pulado uma geração inteira praticamente, mesmo jogando Pokémon Diamond por mais bizarro que pareça, e por mais das centenas de Pokémon que perdi desde o 251, que era o último das versões Gold/Silver, me senti completamente em casa. E arrisco dizer mais, o jogo mesmo com diversas adições, ele mantém sempre sua essência forte, o que é um belo dum diferencial e sempre acaba atraindo fãs e mantendo os antigos.

Muitos tem um grande preconceito com Pokémon, é verdade. Muitos pensam que é só desenho, e "Pika-pikachu" pra lá e pra cá. Mas os games são a franquia mais bem sucedida do mundo, atraem nerds babões como eu, mas acima de tudo embora complique sempre um bocado pro pessoal mais avançado, consegue manter os jogadores casuais sempre fiéis. Em questão de Diamond/Pearl eu sei quase nada, mas em Gold/Silver sei praticamente tudo, desde Pokémon top, Gameshark (lol), breeding e até o raríssimo Move Tutor da Crystal, em Cerulean (o mais bizarro, acho eu, é eu ainda lembrar essas coisas ainda depois de tanto tempo...).

E cá estou eu, indo pra última batalha, contra a Elite Four. Mas preciso treinar um bocado.
Mas a questão não é essa! Como eu, pra lá dos vinte anos, continuo tão ligado a uma coisa que tive o primeiro contato há dez anos atrás? Aí a gente começa a ver e ter medo dessas coisas, hahaha.

Estou no aguardo mesmo pra março, com o remake das versões Gold e Silver, os Pokémon Heartgold e Soulsilver pra Nintendo DS! E que venham mais mil pokémon!

É preto, ou branco?


Faltava ainda uma homenagem maior ao Michael vinda de mim. Hoje aliás estava revendo alguns vídeos do seu memorial, em especial a música Never dreamed you'd leave in summer que foi um dos pontos fortes do show, isso ninguém duvida.

Fica aqui o registro. Eu, assim como muitos da minha geração ou não, tivemos nosso provável primeiro contato com o Rei do Pop numa exibição do Fantástico, anos atrás, do clipe já na época polêmico do Black or White. Pode até ser polêmico, mas eu, assim como uma grande molecada da época, ficamos espantados e apaixonados por Michael Jackson já desde aquela exibição.

Lembro-me como se fosse ontem, anos mais tarde (uns dez, mais precisamente) quando revi o clipe numa internet lerdíssima de 28k. Acreditem, a gente ver Youtube hoje facinho é uma coisa, mas na época o buffer maldito ficar demorando longos minutos pra tocar o vídeo e mesmo assim vir em péssima qualidade, isso sim era vida de cabra.

Mas de alguma maneira todo aquele ritmo, aquela guitarra, a voz e todas as imagens ficaram gravadas no fundo do meu coração. Quando revi o clipe então, parecia que tinha recuperado uma parte de mim perdida. E também mais ou menos nessa época também que foi minha fase mais fanática pelo Michael também. É cara, eu até dançava.

Michael, nos te amamos, e amaremos sempre!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Continuo um manteiga derretida.

Se não podemos estar juntos e parar,
Me sentarei sozinho
e farei um brinde a vocês.



Que droga, kkkk. Prometi pra ela antes da sua morte que não mais choraria por mais nada. Mas já quebrei essa promessa tola que fiz tantas vezes, e hoje mais uma vez quebrei. Fiz o máximo de força pra segurar, mas sou um manteiga derretida mesmo.

Ela provavelmente estará já no inferno me esperando com um belo puxão de orelhas em mim e com muita raiva.

Hoje foi o último dia do meu estágio. Foi um dia comum, com trabalhos, pendências e talvez a única diferença foi que minha chefe estava estranhamente compreensível e amável hoje. Sinceramente, meus olhos lá estão lacrimejando novamente agora! Que merda.

Sorte minha que muitos nem estavam no escritório lá em cima. Me despedi de umas seis pessoas lá em cima, mas foi o bastante pra me deixar os olhos marejados. Na saída então já estava eu com os olhos escorrendo. Teresa, a enfermeira, e uma pessoa de um coração incrível, me disse que eu não deveria ter isso de reprimir as minhas lágrimas. Disse que elas são boas, e mostram que sou no fundo uma boa pessoa mesmo, que tem sentimentos, e sou diferente de tantos outros que sempre escondem o que sentem.

Teresa, não sei se você está certa em relação a isso. Mas de uma coisa eu sei:

Independente dos ruins ou mesmo dos bons momentos, esse primeiro estágio vou levar pra sempre na minha mente exatamente por isso. Uma coisa não precisa ser inteiramente boa ou ruim pra nos apegarmos mais ou menos a ela. Tem que ser um conjunto de ambas, assim teremos mais noção e visão de que vivemos o momento de uma forma intensa e que essas memórias ficarão guardadas para sempre dentro de nossos corações.

Nunca postei nenhuma foto dos cabras que aguentava lá, acho que agora é uma boa oportunidade:


Da esquerda pra direita: Rodrigo, Neto, Eu e Cristiano.
Esses são os filhos-da-mãe do TI, os varões de uma Ong onde 90% das empregadas são mulheres!
Grandes amigos, sem dúvida!



(Não sei o nome de todos aqui, mas vamos lá, da esquerda p/ direita)
Desconhecido de boné, Camilo, "Garoto da Cozinha", Desconhecido fazendo chifrinho, José Maria e Márcio
Camilo é o "parmerense", gente finíssima. José Maria também! Hahaha, um senhor que tem uma visão de mundo e agora vai aumentar ainda mais porque vai começar uma faculdade aos quarenta e poucos anos. E o Marcio, o motorista da Ong, grande pessoa!



Da esquerda pra direita: Jéssica, eu e Thamara.
Nós que fazíamos parte do perrengue que era a Comunicação do Arrastão! Hahaha. Só a gente sabe da dor de cabeça...



Molecada do Arrasta Lata, o grupo de percussão com destaque ao Joilson, grande amigo que não pude me despedir, no topo, o negão ali atrás abraçando a todos!

Todas essas fotos foram de um evento que nós cobrimos, a 8ª Corrida pela Cidadania Marcos Paulo Reis & Projeto Arrastão. Infelizmente não tenho fotos de todos que foram especiais, uma tristeza. Tenho medo de um dia, do jeito que sou esquecido, perdê-los na minha memória também.

Hoje terminou. Há uma semana disse que hoje seria um dia muito tenso, e de fato foi. Não sabia se chorava, se dizia o quanto odiei e amei aquele lugar, se nunca mais passaria na frente ou se simplesmente ignoraria. Nesse momento, meu coração está apertado e pequeno, meus olhos vermelhos e minha visão sobre futuro da carreira bem claro, que sem dúvida será abençoado por logo de cara ter tido a chance de ter compartilhado esses meses com pessoas tão bacanas como foram as com as quais convivi durante esse tempo.

Para todos vocês, meu MUITO OBRIGADO!
E Jé, e amigos, podem ter certeza que nesse momento estou aqui com um copo de Coca-cola brindando por vocês, igual no poeminha do começo do post. Amo a todos que foram bons comigo, do fundo do coração e espero sinceramente que trombemos mais vezes na vida como foi essa estadia minha no Projeto Arrastão.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Um coração (de pelúcia) no chão.

Cada louco que a gente encontra nessa vida... Hoje estava no Term Santo Amaro, indo pegar minha condução pra faculdade vindo do serviço. Desci da escada e fui indo em direção do ônibus, que estava parado e abrindo as portas pros passageiros subirem. Porém, já praticamente lá no local, um homem maior que eu (ao menos na altura, embora fosse um tanto raquítico) parou na minha frente e me olhou com uma cara bizarra.

Ficou me fitando e bem na minha frente. Sou meio sem noção e na hora nem me liguei, nem com medo fiquei e tentei avançar mesmo com ele bloqueando minha passagem. Ele me olhou com raiva e me disse bem alto: "PELO OUTRO LADO!". Hahha, virei e segui, mas ainda nem me toquei, nem levei susto. Pensei que tinha alguma coisa no chão, e quando vi tinha um coração de pelúcia, com pernas e tudo, sentado encostado na pilastra do terminal.

Aparentemente o rapaz estava protegendo seu coração de pelúcia, que deve ser especial pra ele de alguma forma, impedindo até que as pessoas passassem na frente dele.

O cara poderia ser um mendigo loucão, mas fiquei pensando nisso dele. Pessoas que talvez não tenham nada na vida, mas se agarrou aquilo de alguma forma que o protegeu com unhas e dentes, mesmo eu sequer tido reparado, só quando passei pelo lado e vi a pelúcia no chão. De alguma forma aquele gesto achei algo louvável, nos faz pensar se realmente esse tipo de gente é como todos pensam, que "não tem nada na cabeça"...

...Mas talvez nem seja preciso ter algo na cabeça pra ensinar algo a alguém. Certo?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

spanking Overdose.

Hoje apareceu o novo serviço da Google, o Google Buzz. De buzz, só conhecia o Blogger Buzz, o qual sempre leio pra saber das novidades e das coisas novas manjadas no Blogger Labs. Buzzes de lado, estamos vendo um momento muito bizarro no mundo, que trará mudanças drásticas - mas não o fim do trânsito em São Paulo. Isso não tem jeito MESMO!

Esse tipo de coisa a gente só se manca da merda depois de muito tempo. No começo da industrialização a fumaça dos trens e das indústrias era branca como as nuvens do céu, depois virou a fumaça escura que os eco-tapados hoje em dia metem o pau e dizem que o mundo vai acabar por causa da fumaça do meu peido. Cigarro era charmoso, mas poxa vida, câncer a gente pega até se tomar sol sem protetor solar, e muitos dos que morrem de câncer de pulmão são fumantes compulsivos. Conheço gente que consome nicotina há décadas e não tem absolutamente nada, talvez porque fumam numa quantidade não exagerada?

A gente vive numa sociedade muito chata onde o que é convenção as pessoas abaixam a cabeça. Eco-retardados falam sobre o consumo de carne, que consome água, cria metano e que meu pinto vai cair (entre outras merdas pra fazer você acreditar), mas trilhões de estudos que refutam essa idéia - mas exatamente eles acabam não tendo o mesmo impacto pois continuamos subordinados a esse "Big Brother" (o Grande Irmão, não o programa do sádico Boninho) que nos diz o que é certo, o que devemos fazer, etc.

Fico imaginando isso que estamos começando a ser bombardeados, com tanta informação, vai chegar um dia que iremos surtar, ter um conhecimento trilhões de vezes maior que nossos bisavós e todos iremos pro psiquiatra curar nossa sede de conhecimento e informação? Vai chegar um tempo que a Google de empresa mais legal do mundo vai ser a derradeira da nossa desgraça e alvo da inimizade e processos afora?

Sinceramente, tenho medo da onde as coisas podem chegar. Orkut, MSN, Gtalk, Gmail, Twitter, Google Buzz, e tantas outras são ferramentas feitas exclusivamente pra nos comunicar. Coisa que apenas um e-mail vagabundo no BOL faz, ou então um bom e velho telefonema ou encontro cara-a-cara. Não digo sobre acabar com a socialização, mas será que não temos ferramentas em demasia pra surprir uma necessidade tão simples?

Não acredito que precisamos de tantas coisas assim no final das contas.
As coisas podem ser mais simples!

BEM mais simples.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Chove chuva, chove sem parar...

Essa chuva em São Paulo tá algo de matar mesmo. Essa foto aí do lado tirei enquanto ia no Templo budista do qual eu frequento. Isso foi na última quarta, na altura da Paulista ás 17h aproximadamente. O templo fica mais pra frente, e aí a chuva já tinha chegado né. =P

O que não suporto é neguinho vir falar que isso tem a ver com o Aquecimento Global e tra-lá-lá-lá-oe. Os cientistas já cansaram de falar que é o bendito El Niño que esse ano está muito, mas muito peralta que nos outros anos.

Acho que o mais chato é que em cada canto chove mais ou menos. Sabe, perto de casa nem todos os dias foram de chuva. Muitas vezes o céu escuresse, o dia vira noite mas "apenas" cai trovões. A chuva mesmo fica pro pessoal "pra lá do rio pinheiros", e olhe lá. Tem dias que até Santo Amaro fica sequinho.

Mas dou graças a deus por viver longe das enchentes. Mesmo com a gestão porquíssima do Kassab. Aliás, tem esse blog interessantíssimo tira muito sarro do Kassab. Não sou um grande fã do pessoal do DEM, francamente. E sempre fui contra a vitória do Kassab na nossa prefeitura também. E agora mais taxas, mais dinheiro rolando e tudo mais.

Nunca gostei de verão, mas esse está sendo um dos piores que já encarei. Tá sendo tão ruim quanto março do ano passado, com aquele tempo seco e quente que quase nos matou. A diferença é que ao menos chove no final do dia. Isso é, se isso for alguma vantagem... Afinal a chuva chegou o caos se instaurou!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

De volta à boa e velha rotina


Oba! Aulas vão voltar na segunda. Último ano, e sinceramente não vejo a hora de começar - ao mesmo tempo, queria que a hora de terminar fosse cada vez mais distante. Não tanto pelo conteúdo, sempre estive em grupos excelentes, onde todos nós com muito trabalho sempre conseguimos desempenhar bem as funções, tirando as noites em claro obviamente, sempre conseguimos fazer a coisa funcionar. Sempre.

Mas sinto mesmo já desde agora uma falta desse pessoal que amo tanto indo dar tchauzinho já nesse ano. Tá certo que agora que estamos no final todos estamos de saco cheio e - tirando eu que sempre vou faça chuva, sol ou enchente - muitos sempre faltam desde por uma unha encravada ou pela morte do irmão. Queria que todos fossem pra aproveitarmos todos os momentos juntos desse que será o triste último ano.

Acho que vai chegando essa hora final e aí a gente vai vendo que tudo que passou foi bacana - desde as coisas ruins ou boas. Que uma coisa sou eu antes da faculdade e uma coisa totalmente diferente agora no final. Sinto-me feliz, mal vejo a hora das aulas começarem pra eu continuar naquela minha correria infernal de trabalho-academia-faculdade-computador em casa.

Pode ser o que for, mas me dá um prazer a uma satisfação imensa ir rever todo o povo.
E que venha o sétimo semestre, bicho!

A foto é uns dias atrás nessa chuvarada de São Paulo, no Senac. Perceba que SIM! Estava um sol do capeta, mas na frente umas nuvens muito apolípticas. Nem te conto o toró que veio depois. =P

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ainda ontem, chorei de saudade...


Como meu blog é um espaço pessoal, nada como falar disso que dificilmente eu expus aqui.

Próximo dia 12 termina meu estágio na ONG Projeto Arrastão. Não porque acabou o contrato, mas porque foi uma decisão minha de não querer mais. Não estava vendo perspectivas de crescimento pra mim, além de ter uma ética lá um tanto rígida pros funcionários. Enfim, tive lá meus impecilhos com o local, mas semana que vem termina.

Hoje saí mais cedo por causa de uma consulta ao médico. Sinceramente, muitos dos amigos e bons companheiros que fiz lá sequer sabem da minha saída, e quero manter assim durante um tempo, sem eles saberem. Os mais próximos de mim já estão demonstrando um clima muito triste com a minha partida, e isso está me matando aos poucos. Sério. Odeio climas melancólicos.

No caminho ao médico não aguentei, meus olhos lacrimejaram muito, muito mesmo. Alguém já me viu chorar? Dificilmente até eu demonstro estar triste mesmo quando estou passando por apuros. Mas fazia tempo que não sentia essa coisa que estou sentindo nesse exato momento: esse sentimento de profunda tristeza que abala meu coração.

Me apego muito fácil às pessoas, tanto as que me tratam bem, as que rola uma química e as que até me dão patadas. Foram cinco meses de intenso trabalho é verdade, de deslizes e de êxitos. Vendo esse crachá, resolvi tirar uma foto pra deixar de lembrança - que embora tenham lá suas memórias ruins, em geral são ótimas lembranças.

Deus, quando pedi que me abençoasse nesse emprego, no dia que antecedeu o primeiro dia de trabalho, não esperava tantas bençãos, vou ser sincero. A começar pela minha tumultuosa entrada, onde no processo seletivo eu perdi pro Felipe Sanchez, que estuda na mesma sala que eu. E mesmo assim, apenas na entrevista eu ter conseguido cativar as pessoas com meu jeitão bobão, sincero e engraçado, a ponto delas criarem até o hino "Contrata o Alain! Contrata o Alain!"...

Eu duvido um pouco que isso era verdade, enfim. =P
No final ele não aceitou e foi pra segunda opção. Advinha quem?

Depois o fato de com meu primeiro salário ter comprado o ingresso pro Dir en Grey, o melhor show da minha vida, no Maquinaria, cara. Tem coisa mais especial que isso? Isso sem contar que nessa época já estava namorando - terminou é verdade, mas era uma japonesa, muito bonita, e que nosso tempo feliz juntos levarei como boas recordações pra sempre. Grande garota, Erica.

E que venham outras! hahaha... Japonesas ou não, quem sabe?

E essas e outras pessoas especiais que durante o trajeto até pegar o ônibus fiquei relembrando. Aí veio as lágrimas, né? Hahahaha... Eu sou um inútil mesmo. Quando pedi bençãos, não esperava que fosse TANTAS! Citando quem eu lembro, depois vou editando e pondo mais:

  • Jessica, a cabeçuda e a maior, melhor e grandiosa amiga;
  • Marta, a baiana ariana mais calma que já vi na Terra!;
  • Gabizinha, que se tornou minha confidente e amante dos cachorrinhos!
  • Henrique, o psicólogo que tinha ataques psicopatas;
  • Thiago Vinícius, o revoltado que virei fã de carteirinha;
  • Thamara, a menina da comunicação e publicitária, hahaha;
  • Tony e Diego do Maré, os jornalistas dos jovens;
  • Cícera, a faxineira mais comédia que já vi na vida!
  • Adriana, a chefona mais comédia também que já vi na vida!
  • Paulinha do "espiiiiirito santo", moradora próxima do Disk-Jú;
Sou um manteiga derretida mesmo, já estou em prantos aqui.
Tenho medo do dia 12. Sou péssimo com despedidas.

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