sábado, 27 de fevereiro de 2010

Faz mal mesmo?


Estava vendo esse vídeo, numa discussão do Quentin Tarantino com uma mulher sobre se os filmes deveriam ser ou não adequados a crianças acima dos doze anos. Essa sugestão foi dada pelo diretor do Kill Bill, e a crítica, guardada na sua moralidade, decidiu dizer que não deveria ser assim.

Francamente, acho Kill Bill até que um filme excelente para crianças. Essas coisas sobre violência ser ruim acho que não deveria ter tanto a ver quando o que pratica violência está coberto por um certo heroísmo em cena. Não que A Noiva seja um exemplo de herói, mas ela mostra determinação, um pensamento inabalável, um objetivo em mente e uma noção de conquistar o que quer - o que não deixa de ser características fortes de grandes heróis.

Ás vezes sou totalmente contra essa censura e esse moralismo idiota que as pessoas pregam, querendo por cima de tudo "proteger" crianças. Já está mais que comprovado que nós, que crescemos com a série Exterminador do Futuro e 007 não nos tornamos bandidos ou algo do gênero. James Bond pra mim apenas curtia deitar sem camisa na cama pras mulheres, e nunca pensei - e digo nunca mesmo, juro de coração - que ele queria enfiar o pinto na periquita de alguma mulher.

Até porque eu nunca entendi direito (e até hoje acho difícil compreender) a real função do meu pênis. Mas isso são outros quinhentos.

Acho meio inapropriado filmes onde a temática é mais dura, como nos alternativos. Meu nome não é Johnny, por exemplo, não seria um filme que mostraria a um filho meu, exceto se depois eu tivesse uma longa conversa com ele.

Talvez falem do sangue, da parte onde retalham corpos pouco antes da batalha contra a O-Ren, mas nada que leve a um sustinho na criança e não se atenue quando você disser que aquilo tudo é só mentirinha. Acho que tem coisas muito piores pra protegermos a molecada do que um mero filme B.

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